sexta-feira, 20 de julho de 2012

0726 B MURILO pintor espanhol com obras de um sentimento religioso intenso


26 DE JULHO. MURILO: católico ardoroso em pinturas de bondade inocente e doce

MURILO
Murillo, Bartolomé Esteban
(nasceu em 1618, em Sevilha, Espanha; morreu em 1682, em Sevilha)

PINTOR RELIGIOSO BARROCO ESPANHOL MAIS FAMOSO DO SÉCULO XVII

ESTÉTICA
as artes da linguagem, da afeição e da expressão
É parte da Filosofia. A emoção é o motor da inteligência e da atividade

A civilização moderna, após o fim da Idade Média, com a queda do papado e do Feudalismo nos anos 1300, criou uma grande variedade na atividade humana, pelo fim da servidão da gleba, com a total liberdade do povo trabalhador, com a indústria e o comércio, com a sistematização do sistema capitalista de liberdade civil. Criou também a saída das artes de dentro das igrejas e dos conventos para os espaços laicos. As artes se libertaram do controle dos teólogos e de seus sacerdotes, como ocorreu com a Filosofia. Em ambos os casos sem luta, gradualmente, sem conflito.
Na modernidade nos encontramos em fase de transição, em tempos de revolução. É a passagem de uma civilização medieval da guerra de defesa para uma civilização pacífica científica e industrial.
Triunfos esplendidos foram conseguidos pelo gênio artístico aos poucos se afastando da religião, apesar do clima de revolta. É o sinal da potente capacidade da natureza humana de produzir, mesmo em situação de desvantagem, um conjunto glorioso de criações artísticas.
A segunda semana tem Rafael como chefe, mostrado no domingo último dia da semana. Consta da relação os grandes representantes da evolução social da arte da forma, que são os pintores, os escultores, os arquitetos. Foram escolhidos os representantes principais da arte das diferentes nações, escolas e técnicas diversas. Não é uma classificação pela ordem crescente de mérito. Reúne os nomes representativos e de escolas artísticas opostas.

Ver em 0715 01 B    O QUADRO DO MÊS DANTE, A EPOPÉIA MODERNA, com os grandes tipos humanos do mês.


MURILO nasceu em Sevilha em 1628 em família de condição humilde. Na sua juventude pintou madonas santas a pedido para ordens religiosas e para exportação sob a direção de seu tio Castillo, que era pintor.
Em 1640, aos 22 anos, foi apresentado em Madrid a Velásquez, então no apogeu de sua fama. O pintor o apresentou à corte real, lhe ofereceu trabalho lucrativo e o ajudou de todas as maneiras.
Murilo esposou uma dama rica e tornou-se um personagem influente. Quando Velásquez morreu em 1660, foi reconhecido como o primeiro pintor da Espanha e fundou a Academia de Artes de Madrid. Teve uma vida de trabalho, religiosa e feliz. Morreu em 1682 com a idade de 64 anos, ao cair de um andaime na igreja dos capuchinhos em Cadiz.
Foi o último dos pintores cujas obras têm a marca de um sentimento religioso intenso, e que, tendo começado com Fra Angélico se sucederam durante três séculos.
A vida de Murilo foi a vida de um católico ardente e suas obras tiveram o caráter místico e apaixonado da devoção religiosa dos espanhóis. Sua profunda simpatia pelos pobres, unida a um ardor de devoção que ia até o êxtase, fizeram dele o pintor mais popular não só da Espanha, mas em quase todos os países católicos.
Sua bondade inocente e certa doçura sentimental lhe deram uma influência inesperada em diversos países de crenças diferentes. Murilo é considerado por muitos estudiosos como o último dos “velhos mestres” e o último dos artistas religiosos.


AMANHÃ: A idealização da vida campestre: RUBENS no Calendário Histórico.

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