quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

0201 C PÍNDARO poeta grego do hino da vitória nos jogos olímpicos

01 DE FEVEREIRO. Píndaro: a poesia grega lírica, hinos e odes

PÍNDARO
Pindare em francês, Pindar em inglês,  Pindaros em grego; Pindarus em latim
(nasceu em 518 antes da nossa era, na Beócia, Grécia; morreu cerca de 438, em Argos)

MAIOR POETA LÍRICO NA LITERATURA DA GRÉCIA ANTIGA

O Politeísmo Militar Ocidental vence a Teocracia Sacerdotal do Oriente

Na Grécia a arte coordenou a política militar num período histórico crítico. Nessa época foi eliminado o total poder político e mental da casta hereditária dos sacerdotes das teocracias. O que foi feito pela primeira vez no mundo. Para sempre.
Nesta semana são consagrados os poetas líricos e trágicos da Grécia, num período de mais de 1300 anos. A semana tem como chefe Ésquilo, que a termina.
Ver em 0129 C Quadro do Mês de Homero, a Poesia Antiga,
com os grandes tipos representantes do mês.
Veja em 0101 00 (código para JANEIRO 01) a apresentação
e a fonte do Calendário Filosófico.


PÍNDARO (518-438) nasceu em Cynoscephale perto de Tebas, em família tradicional de músicos e flautistas e mostrou desde sua juventude grande tendência para a poesia.
Como grego de Tebas, ele ficou contra os patriotas gregos no grande conflito contra a Pérsia. Com toda razão, como poeta de profissão e escrevendo para todos os gregos, ele se manteve toda a vida afastado dos partidos políticos.
Píndaro marca o auge do coral lírico em todos os gêneros na Grécia Todos os poemas de Píndaro tinham o caráter lírico e foram escritos para serem cantados junto com grandes coros obedecendo à medida do ritmo do verso.
Compreendem eles os hinos aos deuses, com peans, dithyrambos e epinicia, cantos de luto e hinos aos atletas vencedores nas competições esportivas. Os peans eram hinos em coro em louvor a Apolo. Os dithyrambs eram hinos para Dionísio e as epinicias eram odes cantadas pelos corais em honra aos vitoriosos dos Jogos Olímpicos. Mais tarde foi introduzida a forma triádica da ode no coral, que cantava uma série de grupos de três estanzas. Ibycus de Rhegium foi o autor de conhecidos fragmentos de odes para coral e de cantos pessoais líricos eróticos. Odes cantadas por grandes coros, triádicos e não triádicos passaram a fazer parte das tragédias gregas.
O poeta Thaletas nos anos 600 antes de nossa era foi o mais antigo poeta lírico para coral, que chegando de Creta a Esparta acreditava combater uma epidemia com os hinos feitos em apelo a Apolo, os peans.
Chegaram até nós cerca de um quarto de sua obra, a maior parte de epinicia tendo a estrutura triádica inventada por Stesichorus.
Píndaro tem grande mérito, merecendo nosso nosso estudo e homenagem por várias razões. Ele foi o mais célebre, o mais popular poeta lírico de seu tempo e é ele o único dos líricos gregos que teve uma parte considerável conservada até nossos dias.
Píndaro possuía uma extraordinária riqueza de linguagem e de imagem. Por sua elevação seus poemas se tornaram complicados e difíceis de compreender. Ele cantou a glória dos vencedores e os comparava aos esforços de seus antepassados e às tradições de suas cidade em todos os tempos. Assim suas obras se tornam fontes ricas de referências para os pesquisadores da mitologia e das crônicas da Grécia antiga.
Somente nas obras de Plutarco se acham 90 citações a Píndaro. Mas os poemas que nos restaram dele são sobretudo interessantes pela clara pintura que eles nos dão da importância que tinham para os gregos os jogos atléticos em Olímpia, em Neméia e em Isthmia. A vitória nesse caso conferia uma elevada honra a que nenhuma outra distinção poderia se comparar.
Píndaro foi o maior poeta lírico da Grécia antiga, o mestre da epinicia, que era o hino da celebração das vitórias nos Jogos Olímpicos. Nascido em conhecida família aristocrática, os Egeidas. A influência de Píndaro se deveu à sua ampla fama em todas as nações da Grécia antiga, à sua educação aristocrática e à sua atuação artística pan-helênica.
Píndaro teria morrido com 80 anos segundo uma antiga tradição.

AMANHÃ: Sófocles o grande poeta trágico.


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