segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

0114 C BUDA a criação de nova grande religião para apoio espiritual e alta moralidade

JANEIRO 14. BUDA: fundou a doutrina de maior aceitação no continente asiático

BUDA
Siddhartha, Gautama em Sânscrito, Gotama no dialeto  pali,
o Buddha (titulo de “o iluminado”)

(nasceu cerca 560 aC, em Sakia, Índia; morreu cerca 480 aC em Kusinara, Índia)

FUNDADOR DA RELIGIÃO DO BUDISMO E DO SISTEMA CULTURAL DA ÁSIA

ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.
Nesta segunda semana honramos os nossos antepassados da Teocracia dos muitos deuses, politeísta, da Caldeia, da Pérsia, da Assíria, da Índia e dos Celtas. Buda preside a semana por causa de sua influencia mais extensa, ainda que não seja o tipo mais característico das teocracias, porque o budismo foi uma revolta contra a teocracia sacerdotal conservadora dos Brahmas, resultando numa teocracia incompleta.

BUDA (560 antes de Cristo-480 aC) era filho do chefe da casta Sakya de guerreiros, com o nome de Siddhartha Gautama, mais tarde conhecido também como Sakyamuni, o sábio dos Sakyas. Ele se tornou o filósofo fundador da populosa religião do Budismo e de seu sistema filosófico que dominou grande parte do sul e do oriente da Ásia. Buddha é o título dado a um sábio e significa O Iluminado.
Em sua origem, a doutrina de Buda foi o desenvolvimento de uma reforma do Hinduísmo, então a Teocracia dominante na Índia. Pode ser chamada de Protestantismo do Hinduísmo. Os Brahmas estiveram entre os primeiros discípulos de Buda.
No Budismo não se conhece um deus criador nem admite a existência do espírito como entidade isolada. Seu objetivo maior é a liberação do homem da existência fenomenal, aparente, que lhe traz sofrimento. Para esse fim deve ele chagar ao “nirvana”, um estado de iluminação, onde o fogo do ódio, de ambição e de ignorância deve ser apagado. Ou seja, o nirvana é um estado de felicidade sem o egoísmo, um estado de altruísmo. Não deve o nirvana ser confundido com o aniquilamento total da pessoa. O nirvana é o estado de consciência que leva ao fim da insatisfação.
Nunca negando a existência dos deuses, o Budismo não pode ser classificado como um ateísmo. Mas é quase um ateísmo, ao não dar qualquer poder aos deuses, o que é o mesmo que tirar todos os poderes dos deuses. Portanto, o Budismo deixa de ter deuses para explicar o mundo, criando uma explicação por meio de entidades não humanas. É, portanto, uma Ontologia ou Metafísica, que se define como filosofia governada por poderes divinos abstratos sem feições humanas, sem barba nem bigode. A desumanização do poder divino resulta no fim de seu importante poder civilizador de fiscalização, de recompensa e de punição, de sistematizador da vida humana. Em outras palavras essa forma de metafísica resulta na destruição do fecundo poder dos deuses antigos.
A explicação do mundo por meio de entidades metafísicas, imaginárias, que transcendem a realidade, é a transição que destrói da explicação pelos deuses para evoluir até a explicação científica dos acontecimentos na nossa modernidade. O Budismo, assim, é uma reforma do Hinduísmo, um protestantismo da Ásia.
Os deuses no Budismo têm no céu vidas longas e felizes, mas, como as outras criaturas, estão sujeitas a morrer e depois renascer em estados mais baixos da existência. Os deuses não são os criadores do universo e não fazem o controle do destino de cada homem. O Budismo nega o valor da prece e dos sacrifícios aos deuses. Entre os modos possíveis de renascimento, a existência como homem é preferível, porque os deuses estão tão empenhados em seus prazeres, que perdem a obrigação de se salvarem. A iluminação para chegar ao nirvana só é permitida aos humanos.
Essa religião, modificada e combinada com outros sistemas, obteve uma das maiores adesões entre os homens na Ásia. Centenas de milhões de orientais ali encontraram por 2500 anos não somente as luzes intelectuais, mas também um apoio espiritual e um guia para uma alta moralidade. O Budismo se mostrou uma das mais elevadas doutrinas criadas pelo homem.
Buda não só estabeleceu uma nova grande religião como também influenciou toda a cultura asiática mostrando sua revolta contra o hedonismo Hindu, seu exagerado espiritualismo e seu rigoroso sistema de castas.
Pessoalmente, Buda é descrito como um homem bonito, amável, encantador, de perfeita estatura, de nobre presença. Era tido como um professor superior, de grande força e de notável habilidade. Com grande sentimento de simpatia e com grande sabedoria, Buda sabia o que ensinar e como ensinar cada indivíduo para seu aprimoramento, de acordo com o nível de sua capacidade.

AMANHÃ: Fu-Hi primeiro legislador da China pré-histórica.


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