terça-feira, 7 de janeiro de 2014

0108 C BEL o deus supremo na Babilônia grande centro de comércio e de civilização

08 DE JANEIRO: Bel, o deus senhor supremo na teocracia da Babilônia


BEL
Belus, Baal, Ba’al em hebraico, do fenício Ba’al, Lorde

DEUS PRINCIPAL DA BABILÔNIA GRANDE TEOCRACIA DA MESOPOTÂMIA

ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.
Nesta segunda semana honramos os nossos antepassados da Teocracia dos muitos deuses, politeísta, da Caldeia, da Pérsia, da Assíria, da Índia e dos Celtas. Buda preside a semana por causa de sua influencia mais extensa, ainda que não seja o tipo mais característico das teocracias, porque o budismo foi uma revolta contra a teocracia sacerdotal conservadora dos Brahmas, resultando numa teocracia incompleta.

BEL foi um dos doze deuses do céu, cada um deles recebendo um signo do zodíaco na Babilônia e cada um era o nome de um mês do calendário anual. O nome Bel significava também “Senhor” e servia para invocar os onze outros deuses do culto. Por exemplo, o deus Bel-Merodach era o deus relativo ao planeta Júpiter, que comandava a força produtiva da natureza na mitologia astrolátrica, no culto dos astros como os mais importantes fetiches.
Como o deus supremo na Babilônia, na lenda ele governava o ar. Sua mulher era Belit. O historiador Heródoto se referia ao deus Bel como parecido com o deus grego Zeus, mas sendo diferente do deus assírio Baal.
A Babilônia foi uma cidade-estado fundada em 1894 antes de Cristo na Mesopotâmia, ao sul do que hoje é Bagdá no Iraque
O CAPITALISMO. A Babilônia foi um dos primeiros centros de comércio e de civilização. O desenvolvimento dos sistemas de irrigação deu nascimento à arte dos engenheiros ao mesmo tempo em que a riqueza pelo capital acumulado favoreceu o surgimento das artes decorativas. Ficaram famosos os Jardins Suspensos da Babilônia, uma das sete maravilhas da antiquidade.a
As funções eram hereditárias, a família sendo a única escola onde eram ensinados os diferentes segredos da cada profissão, mas não existiam propriamente castas. Nós devemos à Babilônia a instituição da semana e a divisão do círculo em graus, minutos e segundos, de acordo com o sistema de anotação babilônico. Com o ano suposto com 360 dias, o círculo também foi dividido em 360 graus, conforme hoje ainda usamos. O sistema numérico tinha base 60, com 60 segundos formando um minuto, 60 minutos formando um grau. Tomamos conhecimento da instituição da semana por meio dos judeus, e a divisão do círculo veio por meio dos fenícios.
ASTROLATRIA. A irrigação natural pelas enchentes do rio Eufrates tornou fácil, no país que ele banhava, a passagem da vida nômade para o estado sedentário. Então, favorecido pelas vastas planícies e o retorno periódico das águas aos mesmos tempos das estações anuais, o fetichismo inicial evoluiu nesse vale para o culto dos fetiches celestes, maiores e mais poderosos, os astros, ou seja, a Astrolatria. A Astrolatria só pode ser desenvolvida depois que o povo se torna sedentário, quando ele pode perceber a grandeza e a regularidade do movimento dos astros.
É a Astrolatria que serve de transição na passagem da religião do Feiticismo ou Fetichismo ou Magia para o Politeísmo, a importante religião de muitos deuses, de longa duração, por muito séculos, com grandes populações. Os fetiches antigos, temidos e adorados, comparados com os astros, se mostraram menos poderosos e mais conhecidos em sua verdadeira condição de seres inertes. Quando os astros passaram a ser conhecidos, tornaram-se os fetiches mais importantes.
POLITEISMO. Na Astrolatria é que o homem passa a adorar os astros e uma nova classe de poder teórico torna-se indispensável: a classe dos sacerdotes, únicos capazes de explicar o movimento dos astros e de interpretar as suas “vontades”, suas ordens. No Fetichismo, a vontade das coisas, dos fetiches, era interpretada pelo próprio adorador.
Berço da civilização. Sabemos que a região em que se localizou a Babilônia foi o berço da civilização humana. Por volta dos anos 4000 aC a Suméria foi o centro de uma cultura adiantada, já na fase da religião da Teocracia do Politeísmo.
Os sumerianos irrigavam seus campos com canais projetados com precisão, usavam bronze e ferramentas de pedra polida, fabricavam tecidos e vasos modelados em tornos, com mesas rotativas. Eles construíram grandes templos e palácios, usavam carros com rodas e navios a vela.
A Babilônia foi a grande sucessora e herdeira da civilização sumeriana. Tinha calendário preciso, previa as estações e sua escrita cuneiforme era internacional, naquele tempo. A escrita cuneiforme era feita com sinais em forma de V, de cunha, gravada sobre placas de argila.
A ABSTRAÇÃO. Bel foi o deus principal da Babilônia, uma civilização teocrática que construiu grandes templos e ricos palácios. Sabemos que o politeísmo só pode ser pensado depois que os homens conseguem fazer a abstração. Pensar os atributos em separado dos objetos, como na abstração, é que permite imaginar os poderosos deuses da Teocracia necessários para explicar os grandes perigosos riscos à vida humana. Os deuses são dotados dos mais potentes atributos que conhecemos. Também seus grandes poderes eram necessários para sistematizar, regular e governar as populações rústicas e violentas. Deuses pacíficos de amor e de paz não seriam fortes para conduzir as sociedades para a sobrevivência e para o progresso pelo sistema religioso, o sistema filosófico enciclopédico sempre presente na sociedade. Em Sociologia se prova que não há sociedade sem religião, sem filosofia.
A Babilônia foi um importante marco na historia da evolução humana, uma longa novela que se desenrola por milênios, partindo da mais remota animalidade para a construção da grande e real humanidade. O ser vivo formado na convivência de seres vivos, a poderosa, hegemônica fraternidade universal dos homens.

AMANHÃ: O poder absoluto do rei Sesóstris no Egito.


2 comentários:

  1. Parabéns professor Dr Angelo pela riqueza de informações que nos dar nesse seu artigo. Parabéns também pela sua formação na área tecnológica
    Sou engenheiro mecânico,já com 71 anos de idade, mas gosto muito desse tema.

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  2. Adorei o texto tem algum livro sobre este?adoraria adquirir.grata.

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