quarta-feira, 30 de outubro de 2013

1030 C ADAM SMITH a mão invisível na liberdade, progresso e riqueza do capitalismo

30 DE OUTUBRO. ADAM SMITH: a proteção dos trabalhadores em tempos de recessão

ADAM SMITH
(nasceu em 1723, em Kirkcaldy na Escócia; morreu em 1790, em Edimburgo, Escócia)

GRANDE FILÓSOFO E ECONOMISTA ESCOCÊS PREOCUPADO COM O BEM DOS TRABALHADORES

A EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO
A grande revolução do pensamento humano ocorreu com o fim da Idade Média, com a queda do papado, da religião e do feudalismo.
É quando os homens se libertam do poder do homem sobre o homem em nome de poderes por vezes injustos e misteriosos.
O movimento intelectual na Europa do ocidente nos anos 1300, século XIV até os anos 1700, século XVIII passou a ter duas correntes. Um movimento foi de destruição da filosofia medieval antiga e o outro movimento foi de preparação da nova filosofia humanista científica, positiva, clara e distinta. Homens como Kepler e Galileu, Descartes e Francis Bacon construiam uma nova filosofia. A revolta começada por Descartes conduziu finalmente, contra as doutrinas antigas, a assaltos ainda mais poderosos do que os feitos pelos reformadores protestantes.
Descartes é o representante mais completo do movimento duplo de composição e decomposição. Começou a grande revolução matemática que permitiu a Newton interpretar o sistema solar. Abriu-se o caminho para a operação destrutiva do século XVIII que afinal levou à Revolução Francesa contra a política antiga de privilégios. Hobbes e Espinosa continuaram o movimento de demolição. A teodicéia de Leibnitz era ainda mais perigosa. Locke renunciou francamente ao conhecimento do absoluto divino. Hume e Diderot demonstraram sua impossibilidade. Kant completou a operação. Eles foram todos tanto construtores como destruidores.
A quarta semana está sob a presidência de Hume, que, na discussão da natureza humana e da vida social, industrial e religiosa coloca as bases da moderna Sociologia teórica abstrata. Aqui estão historiadores filosóficos como Robertson e Gibbon; Condorcet com a teoria positiva da História; de Maistre que fez a primeira apreciação do sistema da Idade Média sob o ponto de vista humano e os três principais representantes do pensamento alemão moderno com Kant, Fichte e Hegel.

Ver em 1008 01 C  em 08 de outubro o QUADRO DO MÊS DE DESCARTES A FILOSOFIA MODERNA, com os grandes nomes representativos da evolução social do mês

ADAM SMITH (1723-1790) nasceu na Escócia. Seu pai morreu antes que ele nascesse. Sua mãe, a quem ele foi muito afeiçoado, viveu com ele durante quase 60 anos.
Ele recebeu educação em sua cidade, depois em Glasgow e finalmente em Oxford. Seu estudo de predileção era a matemática e a filosofia natural.
Em 1751 tornou-se professor de lógica e no ano seguinte professor de filosofia moral na Universidade de Glasgow. Nessa época, ele manteve uma estreita amizade com David Hume. Em 1759 ele publicou sua Teoria dos sentimentos morais, obra que teve a influencia de Hume.
Entre 1764 e 1766 esteve na França e manteve contato com vários dos melhores representantes intelectuais dessa época, particularmente com Quesnay, Turgot, d’Alembert e Helvetius. Sua atenção foi então dirigida para os temas econômicos.
Adam Smith dedicou os 10 anos seguintes à redação de suas Pesquisas sobre a riqueza das nações, publicadas em 1776. Ele passou a última parte de sua vida em Edimburgo. Sua obra sobre a História da Astronomia é recomendada para leitura até nossos dias. É uma parte de um tratado maior que nunca foi completado sobre a história das ciências. Adam Smith morreu em 1790 em Edimburgo.
Ele foi o primeiro a demonstrar o princípio da divisão do trabalho claro e amplo, como a forma de criação do progresso da sociedade de modo permanente. Adam Smith explica que o homem primitivo nos fenômenos simples e comuns já pensava cientificamente, positivamente, sem crendices. Ele notou que não foi criado um deus para o peso e para as coisas pesadas, acontecimentos bem conhecidos.
A Riqueza das nações tem pouco a ver com os tratados de ciência econômica que foram escritos depois. Não tinha a pretensão de estabelecer as leis imutáveis da ação social, ou a deduzir uma teoria completa dos fenômenos econômicos a partir de definições arbitrárias do valor, da utilidade da propriedade, do trabalho.
Adam Smith sabia o que é uma ciência, o que ela contém e não pretendia ser o fundador de uma nova ciência econômica. Ele se propôs a esclarecer importantes aspectos importantes da filosofia social por uma série de ensaios tratando da divisão do trabalho, do capitalismo, da formação do capital, da função do dinheiro na economia, dos bancos, tendo em vista especialmente fazer o combate à pretensão dos governos quando querem regulamentar arbitrariamente o modo da produção industrial.
Em vez de afirmar que as leis da ação econômica sejam fatalidades sem remédio, uma grande parte do livro contém a descrição das modificações da economia pelos costumes e pelas instituições, pelas associações de patrões e de empregados, pelas normas legais e sobretudo pelas formas da ação industrial.
A Riqueza das nações é considerada uma obra imortal. Tem como destaque o emprego que é feito do método histórico, que é a garantia contra o perigo de dar um valor absoluto a uma política especial qualquer, ou de isolar os aspectos econômicos das razões morais e políticas do grupo social.
A obra-prima de Adam Smith mostra permanente preocupação pelo bem estar do povo trabalhador. Indica a injustiça da lei que, na época, permitia os sindicatos de patrões e que proibia os sindicatos dos trabalhadores.
O autor insiste também contra os prejuízos causados pelas leis de opressão do povo, sobre a necessidade da educação do trabalhador. Indica a importância da proteção da massa de trabalhadores que perde seu emprego pelo progresso causado pelas novas máquinas e pelas novas tecnologias.


AMANHÃ: Immanuel Kant: Demarcou com clareza as duas realidades, a do observador e a da coisa observada: 

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