quinta-feira, 25 de julho de 2013

0726 C POUSSIN pintura do ideal do humanismo na glória do passado grego e romano

26 DE JULHO. Poussin: obras clássicas, sérias, lógicas sem figuras e decoração barroca

POUSSIN
Nicolas Poussin
(nasceu em 1594, em Paris; morreu em 1665 em Roma, Itália)

MESTRE FRANCÊS DA ARTE DO HUMANISMO CLÁSSICO NA PINTURA DOS ANOS 1600


ESTÉTICA
as artes da linguagem, da afeição e da expressão
É parte da Filosofia. A emoção é o motor da inteligência e da atividade
A civilização moderna, após o fim da Idade Média, com a queda do papado e do Feudalismo nos anos 1300, criou uma grande variedade na atividade humana, pelo fim da servidão da gleba, com a total liberdade do povo trabalhador, com a indústria e o comércio, com a sistematização do sistema capitalista de liberdade civil. Criou também a saída das artes de dentro das igrejas e dos conventos para os espaços laicos. As artes se libertaram do controle dos teólogos e de seus sacerdotes, como ocorreu com a Filosofia. Em ambos os casos sem luta, gradualmente, sem conflito.
Na modernidade nos encontramos em fase de transição, em tempos de revolução. É a passagem de uma civilização medieval da guerra de defesa para uma civilização pacífica científica e industrial.
Triunfos esplendidos foram conseguidos pelo gênio artístico aos poucos se afastando da religião, apesar do clima de revolta. É o sinal da potente capacidade da natureza humana de produzir, mesmo em situação de desvantagem, um conjunto glorioso de criações artísticas.
A segunda semana tem Rafael como chefe, mostrado no domingo último dia da semana. Consta da relação os grandes representantes da evolução social da arte da forma, que são os pintores, os escultores, os arquitetos. Foram escolhidos os representantes principais da arte das diferentes nações, escolas e técnicas diversas. Não é uma classificação pela ordem crescente de mérito. Reúne os nomes representativos e de escolas artísticas opostas.
Ver em 0716 01 C    O QUADRO DO MÊS DANTE, A EPOPÉIA MODERNA, com os grandes tipos humanos do mês.

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.


POUSSIN (1594-1665) é o mestre da escola francesa de pintura. Nasceu em Villers, perto de Paris, de uma família nobre em 1594. Aos 18 anos foi para Paris, onde estudou pintura, quando foi tomado por uma forte paixão pela arte antiga pagã dos gregos e dos romanos.
Em 1624 foi para Roma e se consagrou com ardor ao estudo das obras da antiguidade e dos grandes mestres italianos. O cardeal Barberini se tornou seu protetor e em 1640 foi apresentado por Richelieu ao rei Luis XIII que o nomeou pintor real em Paris, com pensão e alojamento nas Tuileries.
Três anos mais tarde, em 1643, retornou para Roma, onde continuou a trabalhar.
Poussin morreu em 19 de novembro de 1665 em Roma, nos Estados Papais, sendo enterrado na igreja de St-Laurent. Ainda se conserva a casa em que morava, no Monte-Pincio.
Poussin trabalhou impregnado das formas e do espírito da antiguidade. Ele era chamado de “o sábio Poussin”, e de “o Rafael francês”. Sua concepção da vida antiga é intensa e verdadeira, mostrando uma capacidade mental de elevada ordem.
Ele foi o mestre que transmitiu à escola francesa de arte o método de composição clássica e o modelo de Rafael, que, mais tarde degeneraria, por vezes, em simples academicismo. Como pintor, e, sobretudo como colorista, ele se tornou famoso na direção do aperfeiçoamento da arte.
As suas cenas da Bíblia e da antiguidade da Grécia e de Roma influenciaram gerações de pintores franceses, como Jacques-Louis David, J.-A.-D. Ingres, e Paul Cézanne. Poussin tomou parte na comparação da tendência do estilo barroco com o classicismo. Ele representa a pintura clássica com suas obras sérias, lógicas, ordenadas, em oposição ao estilo barroco inchado de figuras e decorações.
No século 17, na Itália, o desenho, como forma da prática de arte e de experimentação estabeleceu-se nas universidades, especialmente em Bolonha. O desenho, com vistas panorâmicas campestres, se desenvolveu mostrando o interior ao redor de Roma.
Poussin costumava desenhar a céu aberto, usando várias técnicas, combinando experiências reais com a idealização do humanismo na glorificação do passado pagão da antiga Grécia e de Roma. As composições idealizavam figuras e cenas que eram harmoniosamente integradas dentro de um amplo panorama campestre.
A escola histórica da pintura clássica é representada, na França, pelos grandes mestres Poussin e Lesueur (1616-1655).

AMANHÃ:.O grande artista chefe da escola espanhola de pintura: Velasquez


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