quinta-feira, 14 de julho de 2011

0714 SÃO FERNANDO REI DA ESPANHA

14 DE JULHO: S. Fernando: O grande rei santo reverenciado na Espanha.

SÃO FERNANDO
Rei Fernando III, Saint Ferdinand III de Castela e Leon, San Fernando
(nasceu cerca do ano 1200 da nossa era; morreu em 1252, em Sevilha, Espanha)
O MELHOR DOS REIS BRAVO FUNDADOR DO REINO CRISTÃO DA ESPANHA

Quais foram as grandes contribuições da Civilização Feudal para o progresso da sociedade humana?
Duas forças coordenadas caracterizam a história da Idade Média: uma católica ou religiosa e a outra feudal ou cavalheiresca. De sua atuação resultou:
1. Purificar e disciplinar as mais fortes paixões do homem, sobretudo a desumanidade, o orgulho e os apetites sensuais.
2. Teve como conseqüência elevar a condição da mulher.
3. Fez a proteção do fraco, honrar a nobreza do caráter, elevar a natureza humana.
4. Suprimiu a guerra universal e transformou a guerra de conquista em guerra defensiva.
5. Estabeleceu os governos verdadeiramente locais com o acordo do dever recíproco, em vez da submissão a um império centralizado.
6. Suprimiu a escravidão geral na população e fundou o trabalho livre.
Os três primeiros resultados foram principalmente tarefa da Igreja Católica, com a Cavalaria participando na elevação das mulheres.
Os três últimos progressos foram principalmente obra do feudalismo junto com a religião.
Foram nove séculos de avanços, desde cerca dos anos 400 até 1300. Com muita confusão, crueldade e crimes; mas também com um heroísmo e uma dedicação admiráveis.
As duas últimas semanas estão representadas por religiosos. Mostram o apogeu do Catolicismo e seu declínio.

Nesta quarta semana é feita a representação de como agiram os dirigentes cristãos no governo. O tipo principal é o rei São Luiz de França, comemorado no domingo que encerra a semana.

Ver em 0618 1 O QUADRO DO MÊS CARLOS MAGNO, A CIVILIZAÇÃO FEUDAL com todos os grandes tipos humanos do mês.


São Fernando de Castela e Leão reinou em Castela de 1217 a 1252 e sobre Leão de 1230 a 1252. Conquistou as cidades mouras de Córdoba em 1236, de Jaen em 1246 e de Sevilha em 1248. Durante suas campanhas, Múrcia foi conquistada e o reino mouro de Granada se tornou seu vassalo.
Fernando era filho de Afonso IX, rei de Leão e sua mãe era Berengera, filha do rei Afonso VIII de Castela. Depois de um casamento de vários anos e do nascimento de quatro crianças, um decreto do papa separou Berengera de seu marido, mas assegurando a legitimidade de seus filhos.
Berengera se retirou com os filhos para junto de seu pai em Castela. Com a morte de seu irmão Henrique I, ela colocou no trono de Castela seu filho primogênito Fernando, em 1217.
Fernando, como rei em Castela, governou com felicidade por alguns anos. Em 1230, com a morte de Afonso IX de Leão, seu pai, Fernando herdou o seu trono, tornando-se rei de Castela e de Leão, juntando os dois reinos. Os reinos estavam separados por mais de 70 anos e sua união fez reviver a lembrança da antiga monarquia gótica nos corações dos povos da península ibérica quando Fernando de fato fundou o reino da Espanha.
Reunindo as forças dos dois reinos, Fernando sufocou a guerra civil começada pela ambiciosa família de Lara e se lançou em seguida sobre os mouros na província de Andaluzia, tomando Córdoba, sua magnífica capital. Em série de vitórias acabou conquistando a esplêndida e populosa cidade de Sevilha e impôs o cristianismo ao fértil vale de Guadalquivir, com 12.000 cidades e vilas. Conta-se que mais de 400 mil mouros de todas as idades e sexo, com uma quantidade incalculável de judeus, se viram forçados a fugir para a África.
Os mouros foram, assim, perto de meados do século 13, encurralados no reino de Granada, nas montanhas de Serra Nevada onde, ainda por 250 anos eles ainda se mantiveram. Fernando, da mesma forma que seu primo São Luis de França, consagrou sua vida inteira a estabelecer pela espada a fé cristã e prometeu nunca mais entrar em luta com os cristãos. É o que explica naturalmente seu cuidado como perseguidor de todos os hereges e em particular os refugiados albigenses. Ele é representado na poesia espanhola, por Calderon e mesmo em pintura, com fogo para queimar os malfeitores com sua própria mão.
Do mesmo modo que São Luis, ele é célebre por sua religiosidade ardente, seu amor por sua mãe e por sua guerra contra o infiel. Foi chamado de “o melhor dos reis, o mais bravo dos guerreiros”.
Ele fundou a catedral de Burgos e começou a reconstrução da catedral de Toledo. Depois da conquista da Andaluzia projetou fazer uma cruzada, quando, doente, morreu em 1252 em Sevilha. Ele é reverenciado na Espanha como o grande rei santo dos espanhóis.


AMANHÃ: A energia, paciência e coragem do grande rei-santo da França: Luis IX.


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