quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

0128 MAOMÉ

28 DE JANEIRO. Maomé: A Teocracia do grande líder religioso.

28 DE JANEIRO.
MAOMÉ
Mahomet em francês; Muhammad em inglês; por extenso: Abu al-Qasim Muhammad ibn 'Abd Allah ibn 'Abdal-Muttalib ibn Hashim
(nasceu em 570 em Meca, Arabia; morreu em 632 em Medina, Arabia)
PROFETA FUNDADOR DA RELIGIÃO ISLÂMICA PARA GRANDE PARTE DO MUNDO

Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.

MAOMÉ era filho de Abdallah, que era filho de Abd-el-Mottalib da tribo dos Koreishitas, que por duzentos anos dominaram a região de Meca. Na vasta península da Arábia nenhum governo central se formou. Várias tribos, em parte nômades, em parte sedentárias, tinham o domínio sobre territórios mal definidos; certa unidade era mantida pela linguagem comum, pelos mesmos costumes, pelas peregrinações religiosas e pelas viagens de negócio.
Havia muitos templos locais em que o culto fetíchico de pedras e o culto das estrelas eram praticados. Em alguns lugares os poderes divinos eram representados na forma humana. Nenhum templo era tão sagrado do que o templo de Meca, onde três divindades eram adoradas. O objeto central do culto em Meca era para uma pedra negra, colocada no ângulo oriental do muro do templo.
O pai de Maomé morreu antes que ele nascesse e sua mãe Amina faleceu quando ele ainda estava na infância. Abou-Taleb, irmão de seu pai, cuidou de Maomé e lhe confiou o cuidado de sua criação de animais. Ele se distinguiu por seu distanciamento dos prazeres grosseiros dos jovens e por uma lealdade sem falhas. Seu nome era então Al Amin, o leal.
Aos 25 anos ele tornou-se o agente viajante de Kadichah, uma rica viúva 15 anos mais velha do que ele. Ela ficou sendo sua mulher, que o apoiou com sua confiança inquebrantável durante as lutas internas que ocorreram antes que Maomé começasse sua missão religiosa. Ela foi sua primeira discípula.
Vários anos se passaram antes que ele se colocasse em oposição contra os costumes de sua tribo. Quando o templo de Meca foi destruído por uma inundação, Maomé ficou encarregado de recolocar a pedra sagrada em seu lugar. Ele fez a tarefa com grande sucesso. Com 35 anos de idade, era alto, tinha o peito largo, grande cabeça, com os olhos em chamas. Muitas vezes ele se retirava para uma gruta solitária para meditar.
Na gruta lhe foi revelado o que deveria fazer como a obra de sua vida por uma visão feita com o fogo do céu, quando seus cabelos ficaram brancos e ele ficou momentaneamente sem forças. Maomé tornara-se o profeta enviado por Deus para unir todas as nações do Islã.
A pregação de Maomé começou com poucos adeptos. Logo um rico comerciante, Abou-Bekr, seu mais caro amigo e seu sucessor imediato, junto com outros, formaram um primeiro grupo de discípulos. No espaço de três anos se multiplicaram até chegarem a ser 40 adeptos. O sucesso de Maomé foi lento.
Durante a grande peregrinação do ano 620 vários moradores de Medina se declararam pela nova fé de Maomé e juraram fidelidade. Suas expressões são significativas: “Nós só adoraremos um único Deus; não mais roubaremos, não cometeremos o adultério, não mataremos mais nossos filhos, não caluniaremos de forma alguma e nós não desobedeceremos ao profeta em tudo que seja justo.”
O primeiro passo foi juntar a força política ao poder religioso, reunindo as tribos árabes em torno de Medina como centro do governo, enquanto Meca permaneceria a cidade sagrada, o centro da fé, o ponto para o qual cada devoto muçulmano deveria se dirigir em suas preces. A Hégira ou fuga a Medina, que ocorreu em 622, é considerada a data inicial da era maometana.
Dez anos depois da morte de Maomé sua religião já era preponderante na Síria, na Pérsia e no Egito. Antes do fim do século a fé dominou o norte da África e começou a ameaçar a Europa do ocidente.
Comparando Maomé com a doutrina estabelecida por Paulo de Tarso no cristianismo, verifica-se que Maomé se dirigiu aos governantes; Paulo de Tarso se dirigiu aos governados. Maomé fez governos com religião oficial. Paulo fez uma religião separada do Estado, com o lema – “A César o que é de César, a Deus o que é de Deus”. Essa foi a religião do continente mais adiantado: a Europa do ocidente.
Interessante notar que Maomé poderia ter sido o Messias que os judeus ainda esperam: o Profeta que dominou o mundo pela fé imposta pela força. Quase dominou toda a Europa. Foi até a Espanha, no sul do continente. Então os dois monoteísmos, o maometano e o cristão, se neutralizaram. Ninguém chegou à vitória final, ao domínio mundial.
Ambos os monoteísmos contribuíram para o progresso da sociedade humana em sua longa evolução.
Hoje temos uma revolução exigindo uma nova filosofia de ciência, de indústria e de paz para a solução dos grandes impasses: a filosofia do humanismo secular.


AMANHÃ: O mês da Poesia Antiga; Homero; Hesíodo que com Homero criou a fé grega.

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