quinta-feira, 10 de março de 2016

0311 B ARISTIPO a filosofia do hedonismo a ética do prazer

MARÇO11. Aristipo: Melhor mendigar que ser ignorante.

ARISTIPO
Aristippus, Aristippe
(nasceu cerca do ano 430 antes da nossa era, em Cirene, Líbia; morreu em 366, em Atenas)

FILÓSOFO GREGO FUNDADOR DA ESCOLA CIRENAICA DE HEDONISMO

A evolução intelectual livre do cruel regime teocrático
de castas
iniciando a criação da ciência pura abstrata.

Pela primeira vez na sociedade humana acontece que pensadores livres dedicaram sua vida a pesquisar o homem e o mundo. Isto é, dedicaram-se a filosofar, pesquisando os fatos gerais e princípios que governam tudo que somos e que nos envolve. Mas a explicação filosófica nas cidades da Grécia Antiga não se baseou na vontade arbitrária dos deuses, mas foi feita usando a observação dos fatos. Antes a filosofia era secreta nas teocracias e se destinava a imaginar a vontade dos seus poderosos deuses.
Desde o século 7º ao 5º antes da nossa era homens como Tales, Anaximandro, Heráclito, Demócrito se consagraram a oferecer universo explicado aos humanos. Eles expuseram a filosofia e criaram a ciência como duas forças novas para o progresso da humanidade.
A criação dos sábios gregos apresenta duas fases: a primeira, de Tales a Aristóteles estudou a filosofia unida à ciência. A segunda fase se deu depois de Aristóteles em diante desenvolvendo a ciência separada da filosofia. O estudo filosófico se enfraqueceu enquanto o estudo da ciência particular se fortaleceu.
Esta terceira semana do mês de Aristóteles da Filosofia Antiga apresenta o ponto de vista da Ética da cultura grega. Esses pensadores é que mais atraíram os filósofos romanos. Eles figuram na semana com três pensadores de Roma.
O tipo principal é Sócrates como chefe da semana no domingo que a encerra.

Ver o Quadro 0226-1 do Mês de Aristóteles da Ciência Antiga. O quadro mostra os grandes homens representantes da criação da ciência abstrata.

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.

FELIZ
QUEM HONRA SEUS ANTEPASSADOS



ARISTIPO era um rico cidadão de Cirene no norte da África, que foi a Atenas para aprender com o ensinamento de Sócrates. Era um homem de caráter fácil e indolente, embora muito desejoso dos prazeres da cultura mental.
Xenofontes afirma que Sócrates procurou estimular sua ambição e sua energia contando-lhe a fábula de Hércules a quem, na juventude, a escolha foi oferecida entre a virtude e do vício, sob a representação de dois caminhos abertos à sua frente, um penoso e outro agradável.
Mas Aristipo não colocava seu ideal nem numa ambição ardente, nem nos prazeres dos sentidos. Ele pensava em gozar as vantagens que nos oferece a vida, dando a cada um aquilo que lhe convém e não sendo escravo de ninguém.
Algumas das máximas que lhe são atribuídas são características. Para a pergunta – Para que serve a filosofia? Ele respondeu:
“A filosofia serve para nos tornar capazes de viver como somos, mesmo quando todas as leis fossem abolidas;”
“Vale mais mendigar do que ser ignorante”.
Um advogado que ele contratou para defendê-lo lhe perguntou de que utilidade lhe havia sido as lições de Sócrates. Ele respondeu:
“Eu devo a Sócrates o fato de que as coisas que vós dizeis em meu favor sejam verdadeiras”.
Ele instruiu em seus princípios sua filha Arete, ela própria passando os mesmos princípios a seu filho,que também se chamava Aristipo.
A escola filosófica de Aristipo que por vezes é chamada de Cirenaica, pelo nome da cidade de Cirene, é uma escola de hedonismo, a ética do prazer. Sua linha de pensamento é mais conhecida pela fama de Epicuro, que dá comumente à sua escola o nome de epicurismo.
Aristipo ensinava que o bem da vida estava na noção de que entre os valores humanos o prazer era o mais precioso e a dor o mais baixo dos valores e que deve ser evitado. Como conseqüência, não se deve provocar a própria dor nem a dor dos outros. Importante para Aristipo era o uso do julgamento correto e a prática do autocontrole para amenizar os furiosos desejos humanos. Sua fórmula preferida era “Eu possuo, eu não sou possuído”.
Os ingredientes do utilitarismo moderno podem ser vistos na escola hedonista de Aristipo, na sua teoria do valor da vida humana.

AMANHÃ: A escola ascética e Antístenes.


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