sexta-feira, 17 de julho de 2015

0718C RABELAIS: padre humanist, anti-religioso, no elogio das luzes da educação

18 DE JULHO:   RABELAIS fazia rir dos sofismas, do obscurantismo hermético religioso

RABELAIS
François Rabelais, Alcofribas Nasier em pseudônimo
(nasceu no ano 1494 da nossa era, em Poitou, França; morreu em 1553, em Paris)

PADRE E MÉDICO PIONEIRO DO HUMANISMO ANTI-RELIGIOSO NA EDUCAÇÃO E NA CIÊNCIA

Estética, as artes da linguagem, da afeição e da expressão.
É parte da Filosofia. A emoção é o motor da atividade e da inteligência.

A civilização moderna, após o fim da Idade Média, com a queda do papado e do Feudalismo nos anos 1300, criou uma grande variedade na atividade humana, pela liberdade do povo trabalhador, com a indústria e o comércio, com a sistematização do sistema capitalista de liberdade civil. Criou também a saída das artes de dentro das igrejas e dos conventos para os espaços laicos. As artes se libertaram do controle dos teólogos e de seus sacerdotes, como ocorreu com a Filosofia. Em ambos os casos sem luta, gradualmente, sem conflito.
Na modernidade nos encontramos em fase de transição, em tempos de revolução. É a passagem de uma civilização medieval da guerra de defesa para uma civilização pacífica científica e industrial.
Triunfos esplendidos foram conseguidos pelo gênio artístico independente da religião apesar do clima de revolta. É o sinal da potente capacidade da natureza humana de produzir, mesmo em situação de desvantagem, um conjunto glorioso de criações artísticas.
A primeira semana tem Ariosto como chefe, mostrado no domingo último dia da semana. Ali estão autores que criaram pinturas ideais da natureza humana sob todas as suas formas, com a poesia de costumes, mostrada nas suas manifestações da história da sociedade moderna.

Ver em 0716 01 C   O QUADRO DO MÊS DANTE, A EPOPÉIA MODERNA, com todos os grandes tipos humanos do mês.

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.

RABELAIS (1494-1553). Padre e escritor, Rabelais foi um ilustre pensador, consagrado por sua obra-prima Gargântua e Pantagruel. Ele foi dos primeiros a difundir os novos ideais do humanismo anti-religioso, fazendo o elogio da educação, e recomendando que se beba da “sagrada garrafa” do saber e das luzes.
RABELAIS nasceu em Chinon, Touraine, França, cerca de 1490. Seu pai era um rico dono de hospedaria que o colocou num convento de frades beneditinos para estudar. Mais tarde, ele foi para um monastério franciscano de Fontenay-le-Comte, onde foi ordenado como padre em 1511.
Seus estudos brilhantes, especialmente na língua grega, junto com seu espírito de deboche, fizeram o ciúme e a ira dos frades, que o condenaram à prisão perpétua. Ele foi libertado pela intervenção enérgica do Tenente-general do distrito, ele obtendo do papa Clemente VII em 1524 a permissão de entrar numa abadia de beneditinos, onde não se demorou muito.
Mas a perseguição se tornou cada vez mais ameaçadora e ele deixou o lugar e foi, em 1530, para Montpelier, então uma das primeiras escolas de medicina da Europa. Ele tomou parte nas lições públicas sobre medicina, em especial sobre os autores da Grécia e recebeu o grau de bacharel apenas um mês depois de sua matrícula.
Em seguida, foi para Lion, onde se encarregou de editar e de publicar diferentes obras, particularmente as de Hipócrates e de Galeno, mantendo uma ativa correspondência com os sábios da época. Foi em Lion que ele pensou em escrever sua obra famosa, o Pantagruel. Continuando essa idéia de ridicularizar as histórias inúteis dos romances de cavalaria, idéia que Cervantes depois desenvolveu. Ele se serviu da caricatura para satirizar as loucuras, o pedantismo e a falsa religiosidade de seu tempo. Rabelais usou os novos conhecimentos científicos que iluminavam a Europa para fazer essa caricatura. E ele foi um dos primeiros a sentir e a divulgar o novo espírito das luzes do saber.
A audácia dos ataques contra o papado levaria Rabelais a ser queimado vivo na fogueira se não fosse a intervenção do rei Francisco I e de outros amigos influentes. Um grande número de altos sacerdotes franceses foi a favor do espírito da reforma protestante. Mas Rabelais logo percebeu claramente que a nova reconstrução protestante de Calvino ameaçava instalar outra tirania espiritual religiosa tão dura quanto a tirania antiga e ainda menos social do que a antiga. Ele, atacando as duas ao mesmo tempo, não deixava margem a nenhuma onde se abrigar.
Rabelais publicou sua obra aos poucos, com longos intervalos. A segunda publicação ocorreu em 1533, com o início do Pantagruel. A primeira parte saiu no ano seguinte. O terceiro livro só foi publicado em 1546 e o quarto somente cinco anos mais tarde. O quinto livro só saiu após a sua morte.
Seus textos mostram um uso abundante do idioma francês da renascença, com um notável resultado, no burlesco e na sátira. Com o pseudônimo de Alcofribas Nasier ele publicou “As horríveis e espantosas façanhas e proezas do muito renomado Pantagruel, rei dos Dipsodes” em 1534. Nada com essa apreciada qualidade foi feito antes, em francês, nesse gênero. No estilo do falso herói, do romance da cavalaria, ele fazia rir de todo tipo de sofisma, de obscurantismo religioso, de hermetismo e secretismo, além de rir do escolasticismo da Sorbonne.
Para evitar as perseguições que se preparavam contra ele, Rabelais se refugiou em Roma, onde seu amigo o cardeal Du Bellay estava com poder. O cardeal conseguiu do papa Paulo III o perdão das penas canônicas que cometeu ao violar os seus votos de monge.
Voltando a Montpelier, ele recebeu o título de médico, com que ele pode clinicar em várias partes da França. Rabelais passou os seus últimos anos de vida como pároco de Meudon, perto de Paris, sempre muito festejado pelos grandes sábios de seu tempo.
Ele morreu em Paris em 1553, conservando até sua última hora o mesmo espírito crítico. Pela tradição, quando recebeu o sacramento da extrema-unção, ele teria dito: “Minhas botas estão prontas para a grande viagem”. E juntou: “Eu vou procurar o grande Pode Ser”.
Rabelais mostra claramente como o catolicismo, com a formação de seu cuidadoso sistema de ensino construiu o fundamento do espírito das luzes no saber da modernidade, sendo seus próprios sacerdotes os primeiros pesquisadores da ciência. Apesar disso, em parte, certos teólogos cristãos tentaram impedir o progresso científico, ao ver na ciência a grande adversária da doutrina teológica.


AMANHÃ: O maior dos grandes autores espanhóis, com sua obra-prima Don Quixote: Cervantes.





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