sexta-feira, 21 de novembro de 2014

1122 C COLBERT o ministro da liberdade da industrialização e da reforma financeira

22 DE NOVEMBRO. Colbert: equilíbrio nos impostos, liberdade de indústria e comércio

COLBERT
Jean-Baptiste Colbert
(nasceu em 1619, em Reims, França; morreu em 1683, em Paris)

ESTADISTA FRANCÊS MINISTRO DA RECONSTRUÇÃO ECONÔMICA DO PAÍS

GOVERNO POLÍTICO NA MODERNIDADE
Nesta terceira semana estão organizadores e financistas como ministros de Estado que viveram no século XVI, XVII e XVIII. São estadistas do governo pós-medieval. Impõem a ordem, favorecem a indústria e desenvolvem os recursos naturais. Alguns se tornaram conhecidos por suas guerras, mas não estão aqui por essa razão. O militarismo de seus governos foi por vezes necessário. Para seu financiar seu custo encorajaram a indústria como um meio de conseguir recursos para as despesas da guerra. Richelieu dá o nome a esta terceira semana dos grandes ministros.

Ver em 1105 C  em 05 de novembro o QUADRO DO MÊS DE FREDERICO A POLÍTICA MODERNA, com os grandes nomes representativos do mês na evolução social da política.

COLBERT (1619-1683) nasceu em Reims, na França. Foi secretário do ministro da guerra aos 19 anos de idade. Em 1651 o Cardeal Mazarin, ministro chefe do rei Luís XIV, empregou Colbert para gerir suas finanças pessoais. Mazarin, antes de morrer em 1661, recomendou Colbert ao jovem rei, para sucedê-lo.
Como conselheiro do rei, ele acusou o superintendente de finanças por desonestidade. A seção foi abolida, mais tarde Colbert sendo elevado a auditor geral de finanças em 1665 e de fato o principal ministro do país.
Deve-se notar a habilidade do governo da França nos primeiros 29 anos do reinado de Luís XIV, de 1643 a 1672, onde a sucessão do ministro chefe foi feita por indicação. Richelieu indicou Mazarin. Depois Mazarin indicou Colbert.
O programa de governo de Colbert constou da reforma do judiciário, um sistema equilibrado de impostos, liberdade de comércio, incentivo às indústrias e à agricultura, a codificação das leis, estabelecimento de uma Polícia eficaz, desenvolvimento do sistema de canais, formação de novas colônias, criação de uma marinha francesa forte. Apesar das críticas à sua regulamentação minuciosa da produção, o fato é que ele encontrou seu país quase desprovido de indústria e deixou a França de posse de numerosas indústrias que promoveram o progresso e a riqueza da nação.
Nas finanças a obra de Sully havia sido destruída. A fonte do mal, no sistema de impostos, consistia em que o clero e a nobreza estavam isentas do pagamento. Colbert, como Sully e Richelieu, desejava abolir esse privilégio, mas não tinha sido possível. A solução que ele fez foi reduzir o imposto direto, cobrindo a perda de receita com aumento dos impostos indiretos, que eram pagos por todas as classes.
Com a esclarecida administração da França por Colbert, a França fez progressos extraordinários, até que o rei Luís XIV começou a colocar todos os interesses do país em segundo plano com relação aos seus custosos projetos de guerra e de conquista.
O rei respondeu com dureza à oposição de Colbert a seus projetos de grandes despesas militares. A solução exigida pelo rei foi que Colbert teria que encontrar o dinheiro necessário, ou ele encontraria outro ministro que soubesse consegui-lo.
Os últimos anos de Colbert foram de desespero ao criar novos impostos, enquanto a prosperidade que ele havia criado declinava a seus olhos. Não demorou para que a população sofredora passasse a reclamar com razão. Colbert foi,sem dúvida, o mais bem sucedido político com resultados brilhantes para o sistema comercial da França, embora muito de seu trabalho tenha sido desfeito pelo luxo extravagante do rei Luís XIV e das numerosas guerras no estrangeiro, que arruinaram a economia durante o seu reinado.
Mas Colbert finalmente é considerado um dos maiores estadistas da história de França.

AMANHÃ: O político habilidoso expulsou os jesuítas e reformou o governo da Espanha: Aranda.


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