terça-feira, 12 de junho de 2012

0609 B SÃO BERNARDO o culto da Virgem verdadeira interseção humana junto a Deus


09 DE JUNHO. São Bernardo: competente, mantinha humildade como o menor de todos

Bernard de Clairvaux, Saint
(nasceu em 1090, em Dijon, no Burgundy, França; morreu em 1153, em Clairvaux, na Champagne, França)

ORADOR PRESTIGIOSO DIRETOR ESPIRITUAL DO CATOLICISMO EM SEU APOGEU

A regeneração moral com a compressão do egoísmo anti-social

O Catolicismo teve uma ação importante na evolução social da Idade Média: a regeneração moral dos povos, com a educação dos sentimentos e costumes. Esse resultado foi obtido estimulando o altruísmo, que é o sentimento gregário, de associação, e comprimindo os instintos egoístas, os sentimentos de proveito pessoal. Assim os violentos guerreiros se tornaram Cavaleiros para a proteção da mulher, dos pobres, dos fracos e doentes; ao culto da sua dama e da Mãe de Deus
Verifica-se e fica bem claro na história o papel das doutrinas religiosas no ensino e consagração para a proteção, manutenção e aperfeiçoamento da sociedade humana em nome de um sagrado ser superior divino. As doutrinas anti-sociais perturbam e mesmo levam à morte da própria congregação religiosa. Essa é a razão do supremo poder de vida ou de morte da associação humana, suave e sutilmente exercido desde os mais remotos milênios da evolução da espécie. Os sábios sacerdotes de todas, de todas as religiões sentiram a força dessa lei sociológica básica. Regra que obrigou e obriga a todos a eternamente proteger e servir ao grande organismo social humano em nome de seus adorados e poderosos deuses. Porque caso contrário, todos morreriam com a destruição da sociedade.
O Calendário Filosófico indica nas suas semanas quatro fases do Catolicismo: na primeira semana os quatro primeiros séculos com seus principais padres fundadores; na segunda semana a instituição política do papado, com Hildebrando, o papa Gregório VII; na terceira os fundadores da vida nos mosteiros; na última semana o controle e estímulo da vida moral da população e o surgimento do protestantismo.
LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA
Pela primeira vez na história o poder das opiniões, do ensino e da consagração sem armas se torna livre em relação ao poder coercitivo político armado. É a libertação do Poder Espiritual, da liberdade de consciência, da formação da opinião. Liberdade completa em relação ao Poder Temporal da disciplina dos atos pela força. A liberdade dos formadores de opinião foi feita pelo Catolicismo pela primeira vez na história do mundo. Antes do cristianismo católico o poder político era totalitário, não havendo liberdade de consciência em todas as civilizações passadas, para suas religiões. Comprova-se assim que o totalitarismo como controle das consciências é de fato um regime político retrógrado e cruel, muito antigo, bárbaro.
Desse modo se completa a instituição política da religião de São Paulo, começada pelo imperador Constantino, continuada por Teodósio. Atinge seu ponto culminante pelo estabelecimento final do poder político liberal sem armas do pontífice romano sob a direção de Hildebrando papa Gregório VII.
Nesta terceira semana são indicados os fundadores da vida nos mosteiros, que foi o grande reservatório da força moral durante a primeira parte da idade média. Note-se, pela vida de São Bernardo que preside a semana e pela vida de São Bento que a começa, com que eficácia essa força, desse modo colocada em reserva, foi de fato empregada.
A semana se encerra no domingo, com a biografia de seu tipo mais eminente, São Bernardo.

Ver em  0521 01 B O QUADRO DO MÊS DE S PAULO O CATOLICISMO com todos os grandes tipos humanos do mês.


Na Idade Média a suprema glória do catolicismo foi realizada por seu sacerdócio. O poder religioso trabalhava em liberdade, sendo independente do governo político e se constituiu de fato como o diretor espiritual da época, tanto para os ricos como para os pobres. Assim, os padres dirigiam a sociedade, fazendo a união, a instrução, o elogio e a punição do povo, usando apenas os variados apelos ao sentimento de piedade religiosa. São Bernardo representa o tipo mais perfeito, a todos os respeitos, do catolicismo em sua época de apogeu, de completa realização.
A vida de Bernardo começa no fim do século IX, sendo a maior parte na primeira metade do século X. Esse é o século mais importante do regime feudal. Seu pai, súdito do duque de Borgonha, era um bravo e bom homem que habitava perto de Dijon. Sua mãe, Alith, era muito religiosa: ela consagrou seus seis filhos a Deus, desde seu nascimento.
Bernardo cresceu numa família que lhe deu exemplo de profundo respeito por gratidão, justiça e leal amizade. Pai e mãe eram exemplos excepcionais de modelos de virtude. Depois de sua educação literária, dedicou-se à vida religiosa.
Bernardo entrou em 1112, aos 22 anos de idade, para o convento de Citeaux, então recentemente fundado, onde a disciplina era muito severa e que obedecia à regra monástica de Etienne Harding. Sua habilidade de persuasão era tal, que convenceu ao todo trinta pessoas para que o acompanhassem, incluindo seu tio e seus irmãos. Suas penitências durante esse período podem ser a causa de seus sofrimentos por toda a vida, com a saúde abalada, na forma de anemia, gastrite, enxaqueca, alta pressão e falta de paladar.
Dois anos depois, aos 24 anos, foi enviado com 12 companheiros, para fundar, com imensas fadigas, um novo convento da ordem de Citeaux numa floresta selvagem no vale do Aube, em Clairvaux, que foi, depois, o seu abrigo e o teatro de seus trabalhos mais importantes.
Bernardo foi descrito por seu biografo contemporâneo desta forma:
“Quando ele, como eleito de Deus, anunciava o nome do Cristo aos povos e aos reis; quando os príncipes deste mundo se curvavam diante dele e que os bispos de todos os paises obedeciam às suas ordens; quando o próprio papa em Roma aceitava seus avisos e o enviava pelo mundo como uma espécie de embaixador geral; quando, sobretudo, suas palavras e suas ações foram confirmadas pela experiência, - ele não se glorificava nunca, mas com toda humildade se considerava como ministro, e não como autor; e quando cada um lhe tinha por maior de todos, ele estimava a si mesmo como o menor de todos, dando a Deus a autoria de todos os seus sucessos”.
Em 1140, Bernardo, como campeão defensor do catolicismo ortodoxo, teve Pierre Abelardo por adversário. Abelardo, o mestre célebre da dialética e de teologia especulativa, acabara de publicar seu livro INTRODUÇÃO À TEOLOGIA. Nesse livro dizia que a fé não passava de uma simples opinião. Mas, para Bernardo, a fé não é uma opinião, mas é uma certeza. E via com horror os santos milagres debaixo de exame do racionalismo. Na presença do arcebispo, do rei e de todo concilio reunido em Sens, Abelardo, sob o ataque de Bernardo, se levantou e abandonou a assembléia. O concilio pronunciou sua condenação.
Durante toda sua carreira, Bernardo deu uma atenção especial ao culto da Virgem, a mediatriz verdadeiramente humana. O culto da Virgem ou mariolatria está de data antiga nos anais cristãos, remontando a antes do concilio de Efeso no 5º século, mas que passou a ter uma preponderância sistemática no tempo das cruzadas. Foi então que a pureza católica se ligou à ternura cavalheiresca. A capela da Virgem, colocada em grande número de igrejas a partir dos anos 1200, lembra a glorificação desse culto no ocidente.
Essa bela idealização da Virgem-mãe, principal criação poética do catolicismo, humaniza em mesmo tempo o culto e a crença, tendo uma influencia profunda sobre os sentimentos e os costumes do ocidente cristão.
São Bernardo é o tipo que resume a elevação moral do sistema católico de educação que dirigiu sociedade por toda a Idade Média.


AMANHÃ: O fundador da ordem dos Jesuítas: Inácio de Loyola


0608 B S BENEZET construtor de ponte de grande resistência sobre o rio Ródano


08 DE JUNHO. BENEZET: uma ponte que os engenheiros romanos não conseguiram fazer

Saint Bénezet,  Benedictus em latim
(nasceu cerca 1165; morreu cerca 1184)

REPRESENTANTE DA ARQUITETURA MEDIEVAL CONSTRUTOR DA PONTE DE AVIGNON

A regeneração moral com a compressão do egoísmo anti-social

O Catolicismo teve uma ação importante na evolução social da Idade Média: a regeneração moral dos povos, com a educação dos sentimentos e costumes. Esse resultado foi obtido estimulando o altruísmo, que é o sentimento gregário, de associação, e comprimindo os instintos egoístas, os sentimentos de proveito pessoal. Assim os violentos guerreiros se tornaram Cavaleiros para a proteção da mulher, dos pobres, dos fracos e doentes; ao culto da sua dama e da Mãe de Deus
Verifica-se e fica bem claro na história o papel das doutrinas religiosas no ensino e consagração para a proteção, manutenção e aperfeiçoamento da sociedade humana em nome de um sagrado ser superior divino. As doutrinas anti-sociais perturbam e mesmo levam à morte da própria congregação religiosa. Essa é a razão do supremo poder de vida ou de morte da associação humana, suave e sutilmente exercido desde os mais remotos milênios da evolução da espécie. Os sábios sacerdotes de todas, de todas as religiões sentiram a força dessa lei sociológica básica. Regra que obrigou e obriga a todos a eternamente proteger e servir ao grande organismo social humano em nome de seus adorados e poderosos deuses. Porque caso contrário, todos morreriam com a destruição da sociedade.
O Calendário Filosófico indica nas suas semanas quatro fases do Catolicismo: na primeira semana os quatro primeiros séculos com seus principais padres fundadores; na segunda semana a instituição política do papado, com Hildebrando, o papa Gregório VII; na terceira os fundadores da vida nos mosteiros; na última semana o controle e estímulo da vida moral da população e o surgimento do protestantismo.
LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA
Pela primeira vez na história o poder das opiniões, do ensino e da consagração sem armas se torna livre em relação ao poder coercitivo político armado. É a libertação do Poder Espiritual, da liberdade de consciência, da formação da opinião. Liberdade completa em relação ao Poder Temporal da disciplina dos atos pela força. A liberdade dos formadores de opinião foi feita pelo Catolicismo pela primeira vez na história do mundo. Antes do cristianismo católico o poder político era totalitário, não havendo liberdade de consciência em todas as civilizações passadas, para suas religiões. Comprova-se assim que o totalitarismo como controle das consciências é de fato um regime político retrógrado e cruel, muito antigo, bárbaro.
Desse modo se completa a instituição política da religião de São Paulo, começada pelo imperador Constantino, continuada por Teodósio. Atinge seu ponto culminante pelo estabelecimento final do poder político liberal sem armas do pontífice romano sob a direção de Hildebrando papa Gregório VII.
Nesta terceira semana são indicados os fundadores da vida nos mosteiros, que foi o grande reservatório da força moral durante a primeira parte da idade média. Note-se, pela vida de São Bernardo que preside a semana e pela vida de São Bento que a começa, com que eficácia essa força, desse modo colocada em reserva, foi de fato empregada.
A semana se encerra no domingo, com a biografia de seu tipo mais eminente, São Bernardo.

Ver em  0521 01 B O QUADRO DO MÊS DE S PAULO O CATOLICISMO com todos os grandes tipos humanos do mês.


BENEZET era filho de um pastor. Levado pelo amor de Deus e de seus semelhantes tomou a iniciativa de construir uma ponte sobre o rio Ródano em Avignon, na França. No trecho a força do rio era tão grande que fez até mesmo os engenheiros romanos desistirem da obra, na antiguidade.
Avignon é célebre na história por ter sido o lugar em que o papa foi obrigado a ficar pelo rei Felipe da França em 1309 até 1377. Na época os papas ficaram debaixo das ordens e do poder do rei. Esse exílio do papa e de sua corte foi chamado de Cativeiro Babilônico da Igreja Católica. Foi o resultado do enfraquecimento do cristianismo e do feudalismo nos anos 1300, século XIV. A reforma protestante nos anos 1500, no século XVI foi o resultado e não a causa dessa perda gradual de poder moral e político do papado e do catolicismo, iniciada 200 anos antes.
Hoje Avignon é famosa por seu festival de verão com produções clássicas e contemporâneas de teatro. Restam partes da ponte original, referida na famosa canção francesa “Sur le Pont d’Avignon”. As antigas e pesadas fortificações da cidade foram preservadas, com pequenos danos durante a Grande Guerra de 1939 a 1945.
Segundo a lenda, Benezet conseguiu “realizar sua missão por meio de milagres”. O bispo de Avignon inicialmente não acreditava na possibilidade da construção da ponte. Finalmente ele obteve a ajuda do bispo em 1177 para a realização da ponte de Avignon. Benezet morreu durante a obra. Foi enterrado numa capela feita sobre o terceiro arco da ponte. Tornou-se o santo patrono de Avignon. Depois de quase 500 anos seus restos mortais foram removidos e estão na igreja de Saint Didier em Avignon.
Benezet representa a admirável arquitetura civil da Idade Média em sua correlação com a fé individual e de todos.


AMANHÃ: São Bernardo grande defensor do catolicismo ortodoxo.

0607 B BEATRIZ pela primeira vez o poder feminino reconhecido como purificador


07 DE JUNHO. Beatriz:  uma verdade intensa que enche de eterna felicidade o poeta 

BEATRIZ
Beatrice, Béatrix, Bice, do latim Beatrix
(nasceu em 1266 em Florença, Itália; morreu em 1290)

DAMA DE FLORENÇA PRINCIPAL INSPIRAÇÃO DO POETA DANTE ALIGHIERI

A regeneração moral com a compressão do egoísmo anti-social

O Catolicismo teve uma ação importante na evolução social da Idade Média: a regeneração moral dos povos, com a educação dos sentimentos e costumes. Esse resultado foi obtido estimulando o altruísmo, que é o sentimento gregário, de associação, e comprimindo os instintos egoístas, os sentimentos de proveito pessoal. Assim os violentos guerreiros se tornaram Cavaleiros para a proteção da mulher, dos pobres, dos fracos e doentes; ao culto da sua dama e da Mãe de Deus
Verifica-se e fica bem claro na história o papel das doutrinas religiosas no ensino e consagração para a proteção, manutenção e aperfeiçoamento da sociedade humana em nome de um sagrado ser superior divino. As doutrinas anti-sociais perturbam e mesmo levam à morte da própria congregação religiosa. Essa é a razão do supremo poder de vida ou de morte da associação humana, suave e sutilmente exercido desde os mais remotos milênios da evolução da espécie. Os sábios sacerdotes de todas, de todas as religiões sentiram a força dessa lei sociológica básica. Regra que obrigou e obriga a todos a eternamente proteger e servir ao grande organismo social humano em nome de seus adorados e poderosos deuses. Porque caso contrário, todos morreriam com a destruição da sociedade.
O Calendário Filosófico indica nas suas semanas quatro fases do Catolicismo: na primeira semana os quatro primeiros séculos com seus principais padres fundadores; na segunda semana a instituição política do papado, com Hildebrando, o papa Gregório VII; na terceira os fundadores da vida nos mosteiros; na última semana o controle e estímulo da vida moral da população e o surgimento do protestantismo.
LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA
Pela primeira vez na história o poder das opiniões, do ensino e da consagração sem armas se torna livre em relação ao poder coercitivo político armado. É a libertação do Poder Espiritual, da liberdade de consciência, da formação da opinião. Liberdade completa em relação ao Poder Temporal da disciplina dos atos pela força. A liberdade dos formadores de opinião foi feita pelo Catolicismo pela primeira vez na história do mundo. Antes do cristianismo católico o poder político era totalitário, não havendo liberdade de consciência em todas as civilizações passadas, para suas religiões. Comprova-se assim que o totalitarismo como controle das consciências é de fato um regime político retrógrado e cruel, muito antigo, bárbaro.
Desse modo se completa a instituição política da religião de São Paulo, começada pelo imperador Constantino, continuada por Teodósio. Atinge seu ponto culminante pelo estabelecimento final do poder político liberal sem armas do pontífice romano sob a direção de Hildebrando papa Gregório VII.
Nesta terceira semana são indicados os fundadores da vida nos mosteiros, que foi o grande reservatório da força moral durante a primeira parte da idade média. Note-se, pela vida de São Bernardo que preside a semana e pela vida de São Bento que a começa, com que eficácia essa força, desse modo colocada em reserva, foi de fato empregada.
A semana se encerra no domingo, com a biografia de seu tipo mais eminente, São Bernardo.

Ver em  0521 01 B O QUADRO DO MÊS DE S PAULO O CATOLICISMO com todos os grandes tipos humanos do mês.


BEATRIZ era filha de Folco Portinari, um nobre florentino. Casou-se com Simone dei Bardi e morreu com a idade de 24 anos.
O nome Beatriz significa “aquela que abençoa” ou “aquela que traz alegria”. É um nome que brilha famoso como nunca, tendo sido da mulher amada pelo grande poeta Dante e a inspiradora de seu poema A DIVINA COMÉDIA em que ela tem um papel de destaque.
Por toda sua obra, Dante é um expoente do movimento intelectual dos tempos modernos, a ser colocado junto com Descartes como representativo da intelectualidade moderna. Dante é, de fato, um perfeito poeta e filósofo, dotado do mais precioso estilo que a linguagem humana já produziu.
É curioso que a DIVINA COMÉDIA se destinava a idealizar o Catolicismo, mas tornou-se uma obra de revolução moderna, tendendo a um ceticismo crítico para julgar as crenças religiosas, admitindo a decadência do cristianismo. Cem anos antes seria um grande sacrilégio. Depois seria supérflua como obra crítica.
Na DIVINA COMÉDIA a Beatriz da realidade é glorificada no céu. No poema, os fatos de sua vida terrestre são lembrados: sua beleza física e moral, a paixão de infância que Dante alimentou por ela e que ela lhe produziu com uma afeição angélica até a morte do poeta e conservação de sua imagem por toda a vida. O casamento de Beatriz com outro não é mencionado, nem o de Dante.
A Beatriz poética para Dante é uma verdade intensa, sobretudo ideal. Sua função no poema e seu poder sobre o espírito de Dante são resumidos na prece de adeus que ele lhe dirige e no verso onde o poeta fala de Beatriz como “aquela que enche o seu espírito de felicidade”.
Pela primeira vez na Idade Média é que Beatriz representa o poder feminino devidamente reconhecido para purificar o homem e lhe inspirar o gênio poético até o pensamento social mais elevado, sobretudo quando há a consagração que resulta da morte.


AMANHÃ: A piedade individual e coletiva: S.BENEZET no calendário histórico.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

0606 B ST ANSELMO a defesa constante da liberdade dos formadores de consciência


06 DE JUNHO. S.ANSELMO: gênio na conciliação dos mistérios da fé e a filosofia de Platão

SANTO ANSELMO
Saint Anselme; Alselm of Canterbury, Saint
(nasceu c. 1033/34 em Aostia, na Lombardia: morreu c. 1109 em Canterbury, Kent, Inglaterra)

TEÓLOGO, FILÓSOFO DA DISCIPLINA, DA EDUCAÇÃO E SABER, FUNDADOR DA ESCOLÁSTICA

A regeneração moral com a compressão do egoísmo anti-social

O Catolicismo teve uma ação importante na evolução social da Idade Média: a regeneração moral dos povos, com a educação dos sentimentos e costumes. Esse resultado foi obtido estimulando o altruísmo, que é o sentimento gregário, de associação, e comprimindo os instintos egoístas, os sentimentos de proveito pessoal. Assim os violentos guerreiros se tornaram Cavaleiros para a proteção da mulher, dos pobres, dos fracos e doentes; ao culto da sua dama e da Mãe de Deus.
Verifica-se e fica bem claro na história o papel das doutrinas religiosas no ensino e consagração para a proteção, manutenção e aperfeiçoamento da sociedade humana em nome de um sagrado ser superior divino. As doutrinas anti-sociais perturbam e mesmo levam à morte da própria congregação religiosa. Essa é a razão do supremo poder de vida ou de morte da associação humana, suave e sutilmente exercido desde os mais remotos milênios da evolução da espécie. Os sábios sacerdotes de todas, de todas as religiões sentiram a força dessa lei sociológica básica. Regra que obrigou e obriga a todos a eternamente proteger e servir ao grande organismo social humano em nome de seus adorados e poderosos deuses. Porque caso contrário, todos morreriam com a destruição da sociedade.
O Calendário Filosófico indica nas suas semanas quatro fases do Catolicismo: na primeira semana os quatro primeiros séculos com seus principais padres fundadores; na segunda semana a instituição política do papado, com Hildebrando, o papa Gregório VII; na terceira os fundadores da vida nos mosteiros; na última semana o controle e estímulo da vida moral da população e o surgimento do protestantismo.
LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA
Pela primeira vez na história o poder das opiniões, do ensino e da consagração sem armas se torna livre em relação ao poder coercitivo político armado. É a libertação do Poder Espiritual, da liberdade de consciência, da formação da opinião. Liberdade completa em relação ao Poder Temporal da disciplina dos atos pela força. A liberdade dos formadores de opinião foi feita pelo Catolicismo pela primeira vez na história do mundo. Antes do cristianismo católico o poder político era totalitário, não havendo liberdade de consciência em todas as civilizações passadas, para suas religiões. Comprova-se assim que o totalitarismo como controle das consciências é de fato um regime político retrógrado e cruel, muito antigo, bárbaro.
Nesta terceira semana são indicados os fundadores da vida nos mosteiros, que foi o grande reservatório da força moral durante a primeira parte da idade média. Note-se, pela vida de São Bernardo que preside a semana e pela vida de São Bento que a começa, com que eficácia essa força, desse modo colocada em reserva, foi de fato empregada.
A semana se encerra no domingo, com a biografia de seu tipo mais eminente, São Bernardo.

Ver em  0521 01 B O QUADRO DO MÊS DE S PAULO O CATOLICISMO com todos os grandes tipos humanos do mês.


ANSELMO (1033-1109) nasceu em Aostia, nos Alpes italianos. Seu pai era da Lombárdia aliado por seu casamento aos condes do país. Dedicado ao estudo, Anselmo foi levado pela reputação do prior Lanfranc a entrar para o Mosteiro du Bec por ele dirigido na Normandia.
Tornou-se monge no ano 1060, depois prior em 1063 e finalmente abade no ano 1078 continuando a nobre tradição de disciplina, de saber e de educação estabelecida por Lanfranc.
No ano de 1093 foi sagrado arcebispo de Canterbury e recebeu a investidura do rei então no poder, Guilherme II, filho do conquistador da Inglaterra. Um sério conflito se levantou entre o religioso e o rei sobre a importante questão da obediência ao Papado. Anselmo deu ao rei a sua benção, pegou seu bordão de peregrino e partiu para o exilo.
Anselmo ficou três anos ausente da Inglaterra, de 1097 a 1100. Viajou pela Itália e pela França, sempre venerado como um santo. Com a coroação de Henrique I, Anselmo retornou ao país, mas confirmou ao rei a resolução de manter o decreto romano contra a investidura leiga. Ou seja, a nomeação e direção dos membros do clero não deveriam ser feitas pelo rei, permanecendo prerrogativa exclusiva do papa.
O grave conflito terminou no ano de 1107 com um compromisso do rei favorável à liberdade da Igreja Católica Romana. Ocorreu da mesma maneira como na disputa entre Hildebrando, então papa Gregório VII contra o Imperador. Essa questão era da maior importância para manter os mestres religiosos libertados do poder político do rei. Isto é, manter livres os formadores de opinião que na época eram os religiosos fora do poder totalitário político.
Nunca na história ocorrera a separação entre o poder temporal e o poder espiritual, realizado somente na Europa católica do ocidente.
Anselmo morreu em 1109, sendo inumado na catedral de Caterbury. Conservou para sempre a reputação de escritor genial e foi chamado como o primeiro dos filósofos escolásticos. Porque procurou demonstrar os mistérios da fé católica por meio de argumentos racionais de Platão, o que se tornou a característica da escolástica, o estudo feito nas universidades medievais.
A escolástica foi alterada em 1273 com a Summa Teológica de Tomas de Aquino Tornou-se a conciliação do cristianismo católico não mais com Platão, mas então com a filosofia de Aristóteles, à época recuperada e difundida no ocidente pelos árabes.
A escolástica aristotélica permaneceu no ensino europeu até o filósofo, matemático e cientista René Descartes (1596-1650). Ele desde jovem estudou com os jesuítas sob a escolástica tomista. Mas conseguiu realizar a dificílima transição do raciocínio idealista para o pensar positivo, seguro, científico.
Mas quando Galileu foi processado pela Santa Inquisição por provar que a terra se movia, Descartes se preveniu ao se transformar de pensador científico para um filósofo mascarado. Ocultou-se então sob a máscara do raciocínio metafísico bem elaborado com sua obra MEDITAÇÕES METAFÍSICAS. Essa obra falsificadora é ainda levada a sério por pensadores e muitos crentes religiosos. Assim, com essa colossal mentira conseguiu escapar ileso da cruel Santa Inquisição que queimava na fogueira, torturava e expropriava os bens dos hereges. Tudo dentro da justiça dos cânones religiosos. Foi no violento movimento do clero católico desesperado chamado de Contra-Reforma.
Ficou famosa a demonstração que Santo Anselmo propôs para provar a existência de Deus, com o argumento da perfeição absoluta da divindade.


AMANHÃ: O poder purificador feminino: Beatriz no Calendário.

0605 B S BRUNO seus monges em silêncio no vale isolado se dedicaram à cópia de livros


05 DE JUNHO. São Bruno: foi para Chartreuse, de chartre, casa isolada, cela ou cárcere

SÃO BRUNO
Saint Bruno, Bruno the Carthusian, Saint; San Bruno
(nasceu cerca do ano 1030 da nossa era em Colônia, Alemanha; morreu em 1101 na Calábria, Itália)

SÁBIO MONGE ALEMÃO REFORMADOR DOS MOSTEIROS FUNDADOR DA ORDEM DOS CARTUXOS


A regeneração moral com a compressão do egoísmo anti-social

O Catolicismo teve uma ação importante na evolução social da Idade Média: a regeneração moral dos povos, com a educação dos sentimentos e costumes. Esse resultado foi obtido estimulando o altruísmo, que é o sentimento gregário, de associação, e comprimindo os instintos egoístas, os sentimentos de proveito pessoal. Assim os violentos guerreiros se tornaram Cavaleiros para a proteção da mulher, dos pobres, dos fracos e doentes; ao culto da sua dama e da Mãe de Deus
Verifica-se e fica bem claro na história o papel das doutrinas religiosas no ensino e consagração para a proteção, manutenção e aperfeiçoamento da sociedade humana em nome de um sagrado ser superior divino. As doutrinas anti-sociais perturbam e mesmo levam à morte da própria congregação religiosa. Essa é a razão do supremo poder de vida ou de morte da associação humana, suave e sutilmente exercido desde os mais remotos milênios da evolução da espécie. Os sábios sacerdotes de todas, de todas as religiões sentiram a força dessa lei sociológica básica. Regra que obrigou e obriga a todos a eternamente proteger e servir ao grande organismo social humano em nome de seus adorados e poderosos deuses. Porque caso contrário, todos morreriam com a destruição da sociedade.
O Calendário Filosófico indica nas suas semanas quatro fases do Catolicismo: na primeira semana os quatro primeiros séculos com seus principais padres fundadores; na segunda semana a instituição política do papado, com Hildebrando, o papa Gregório VII; na terceira os fundadores da vida nos mosteiros; na última semana o controle e estímulo da vida moral da população e o surgimento do protestantismo.
LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA
Pela primeira vez na história o poder das opiniões, do ensino e da consagração sem armas se torna livre em relação ao poder coercitivo político armado. É a libertação do Poder Espiritual, da liberdade de consciência, da formação da opinião. Liberdade completa em relação ao Poder Temporal da disciplina dos atos pela força. A liberdade dos formadores de opinião foi feita pelo Catolicismo pela primeira vez na história do mundo. Antes do cristianismo católico o poder político era totalitário, não havendo liberdade de consciência em todas as civilizações passadas, para suas religiões. Comprova-se assim que o totalitarismo como controle das consciências é de fato um regime político retrógrado e cruel, muito antigo, bárbaro.
Desse modo se completa a instituição política da religião de São Paulo, começada pelo imperador Constantino, continuada por Teodósio. Atinge seu ponto culminante pelo estabelecimento final do poder político liberal sem armas do pontífice romano sob a direção de Hildebrando papa Gregório VII.
Nesta terceira semana são indicados os fundadores da vida nos mosteiros, que foi o grande reservatório da força moral durante a primeira parte da idade média. Note-se, pela vida de São Bernardo que preside a semana e pela vida de São Bento que a começa, com que eficácia essa força, desse modo colocada em reserva, foi de fato empregada.
A semana se encerra no domingo, com a biografia de seu tipo mais eminente, São Bernardo.

Ver em  0521 01 B O QUADRO DO MÊS DE S PAULO O CATOLICISMO com todos os grandes tipos humanos do mês.

A filosofia moderna demonstra que toda e cada religião na história da sociedade humana  é um sistema de ensino, de educação completo em todas as idades, para toda a vida.
O Catolicismo Romano criou um refinado sistema de ensino, de comemoração e sagração com originais instituições, como a cuidadosa instrução dos sacerdotes, a organização hierárquica da Igreja, a escolha dos iniciantes pelos superiores tirados em todas as classes sociais, a organização da vida monástica. Não merece essa época a acusação de ter sido uma noite de mil anos de escuridão e de atraso. Na verdade a Idade Média, com seu Feudalismo e sua Religião foi o berço da avançada civilização industrial moderna.
Desde os anos 300 o sacerdócio sabiamente elaborou os dogmas adequados à formação de uma elevada autoridade moral do clero em caráter internacional dentro da Europa do ocidente.
Somente por meio de uma pesquisa histórica equilibrada é que se pode conhecer o papel importante de instituições católicas romanas como os seus dogmas da infalibilidade do papa, do pecado original, da Santíssima Trindade, da Real Presença do Corpo de Cristo na Hóstia Sagrada.
Foi a única forma de religião que, pela primeira vez na história da cultura humana em todos os tempos, estabeleceu a completa liberdade dos formadores de opinião, de seus mestres padres e confessores, livres em relação ao poder político do governo político temporal. O Catolicismo obteve assim a capacidade internacional de formação homogênea unificada do ensino e da cultura em toda Europa do ocidente. Nos séculos quando o Império Romano gradualmente se tornou um conjunto de numerosos feudos, em governos regionais independentes responsáveis pela própria defesa.
O latim difundido pelos romanos no Império foi mantido e tornado o idioma internacional de todos os povos da Europa. A missa rezada em Portugal como na Alemanha era realizado na língua latina. Toda literatura e pesquisa então foi escrita em latim .Esse emprego do latim permaneceu mesmo após a queda do papado, só abandonado com o estabelecimento dos idiomas nacionais na modernidade. Quando a arte e o ensino deixaram os palcos e as salas religiosas para os lugares laicos.
São Bruno foi um sábio monge que dirigiu a educação católica e reformou a vida monástica.
BRUNO nasceu de família abastada em Colônia, na Alemanha. Para entrar para o sacerdócio estudou em Paris e Reims. Depois de ser ordenado padre, foi nomeado pelo arcebispo de Reims, chanceler e diretor de estudos na diocese.
Em 1080 recebeu o convite para ser o arcebispo de Reims, que não aceitou. Retirou-se para Saisse Fontaine, perto de Langres, no alto Marne, França. Desejando um retiro mais austero, tão mais austero que possível, foi com seis discípulos fervorosos na fé solicitar ajuda ao bispo de Grenoble, São Hugo. Recebeu a indicação de ir para um vale selvagem da montanha dos Alpes chamado de Chartreuse ou Cartuxo. A palavra Chartreuse, do francês chartre isto é cárcere, casa pequena isolada, indica a solidão do lugar e deu o nome da ordem dos frades cartuxos de S.Bruno. Tempos depois Chartreuse passou a dar o nome a um licor famoso.
Bruno e seus companheiros construíram em Chartreuse suas celas, uma igreja e estabeleceram um mosteiro, que mais tarde ficou célebre e conhecido por sua vida em rigorosa disciplina.
No ano de 1089 o papa Urbano II, que havia sido seu aluno, convidou Bruno para ir a Roma. Bruno obedeceu, mas a contragosto. Tendo recusado todas as funções que lhe ofereceram, obteve a autorização de se retirar e de fundar outro mosteiro, de nome Della Torre, na Calábria, no sul da Itália, onde morreu no ano 1101. Foi canonizado em 1514.
A época de Hildebrando, feito papa Gregório VII, foi o tempo da melhor tentativa de reforma da vida nos mosteiros, feita por São Bruno. A ordem dos monges Cartuxos seguia a regra de S. Bento e continuou a ser a mais severa de todas as ordens religiosas. Os Cartuxos se dedicaram especialmente à cópia de livros, assim mantendo a cultura acumulada na Idade Média.

AMANHÃ: O primeiro dos filósofos escolásticos: St.Anselmo

terça-feira, 5 de junho de 2012

0604 B S AUSTIN a frente monges beneditinos na evangelização da Inglaterra pagã


JUNHO 04 SANTO AUSTIN  líder de um dos mais notáveis eventos do Catolicismo

SANTO AUSTIN
Augustinus, Augustine, Saint Austin, Saint Augustine of Canterbury
(morreu no ano 604 da nossa era)

PRIMEIRO ARCEBISPO DE CANTERBURY O APÓSTOLO CATÓLICO DA INGLATERRA

A regeneração moral com a compressão do egoísmo anti-social

O Catolicismo teve uma ação importante na evolução social da Idade Média: a regeneração moral dos povos, com a educação dos sentimentos e costumes. Esse resultado foi obtido estimulando o altruísmo, que é o sentimento gregário, de associação, e comprimindo os instintos egoístas, os sentimentos de proveito pessoal. Assim os violentos guerreiros se tornaram Cavaleiros para a proteção da mulher, dos pobres, dos fracos e doentes; ao culto da sua dama e da Mãe de Deus
Verifica-se e fica bem claro na história o papel das doutrinas religiosas no ensino e consagração para a proteção, manutenção e aperfeiçoamento da sociedade humana em nome de um sagrado ser superior divino. As doutrinas anti-sociais perturbam e mesmo levam à morte da própria congregação religiosa. Essa é a razão do supremo poder de vida ou de morte da associação humana, suave e sutilmente exercido desde os mais remotos milênios da evolução da espécie. Os sábios sacerdotes de todas, de todas as religiões sentiram a força dessa lei sociológica básica. Regra que obrigou e obriga a todos a eternamente proteger e servir ao grande organismo social humano em nome de seus adorados e poderosos deuses. Porque caso contrário, todos morreriam com a destruição da sociedade.
O Calendário Filosófico indica nas suas semanas quatro fases do Catolicismo: na primeira semana os quatro primeiros séculos com seus principais padres fundadores; na segunda semana a instituição política do papado, com Hildebrando, o papa Gregório VII; na terceira os fundadores da vida nos mosteiros; na última semana o controle e estímulo da vida moral da população e o surgimento do protestantismo.
LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA
Pela primeira vez na história o poder das opiniões, do ensino e da consagração sem armas se torna livre em relação ao poder coercitivo político armado. É a libertação do Poder Espiritual, da liberdade de consciência, da formação da opinião. Liberdade completa em relação ao Poder Temporal da disciplina dos atos pela força. A liberdade dos formadores de opinião foi feita pelo Catolicismo pela primeira vez na história do mundo. Antes do cristianismo católico o poder político era totalitário, não havendo liberdade de consciência em todas as civilizações passadas, para suas religiões. Comprova-se assim que o totalitarismo como controle das consciências é de fato um regime político retrógrado e cruel, muito antigo, bárbaro.
Desse modo se completa a instituição política da religião de São Paulo, começada pelo imperador Constantino, continuada por Teodósio. Atinge seu ponto culminante pelo estabelecimento final do poder político liberal sem armas do pontífice romano sob a direção de Hildebrando papa Gregório VII.
Nesta terceira semana são indicados os fundadores da vida nos mosteiros, que foi o grande reservatório da força moral durante a primeira parte da idade média. Note-se, pela vida de São Bernardo que preside a semana e pela vida de São Bento que a começa, com que eficácia essa força, desse modo colocada em reserva, foi de fato empregada.
A semana se encerra no domingo, com a biografia de seu tipo mais eminente, São Bernardo.

Ver em  0521 01 B O QUADRO DO MÊS DE S PAULO O CATOLICISMO com todos os grandes tipos humanos do mês.


SANTO AUSTIN DE CANTERBURY recebeu a difícil missão de conversão da longínqua Inglaterra, então uma ilha quase totalmente pagã, não cristianizada. Seu sucesso na evangelização é um dos eventos mais belos e mais notáveis do Catolicismo.
A religião se tornava na época o sistema de aperfeiçoamento do saber, das emoções e da atividade comum a todos os governos independentes no feudalismo. Foi o sistema integral de ensino a ser estabelecido em todo o território do Império Romano na fase em que a guerra de conquista foi substituída pela guerra de defesa  do continente. O catolicismo se tornou a ligação internacional entre os feudos, um elo feito por uma corporação bem instruída na doutrina do cristianismo, feita na língua comum a todos, o latim. A missão realizada foi educar todos os territórios independentes da mesma forma, tornando a civilização européia igual, homogênea. Essa população era na época a mais adiantada do mundo, que formou o progresso geral libertando os trabalhadores antes escravizados e criando a sociedade industrial moderna.
Existem muitos santos cristãos com o nome de Augustine. Santo Austin, como ficou chamado Santo Augustine, não deve ser confundido com o Doutor da Igreja Católica Santo Agostinho de Hippo.
O papa Gregório, anos antes de sua sagração, sendo ainda monge em Roma, ficou impressionado ao ver o espetáculo da exposição de vários jovens ingleses brancos e belos para serem vendidos como escravos em praça pública (angli quasi angeli). Preocupou-se com o pensamento de que aqueles seres humanos vencidos na guerra eram pagãos, da Inglaterra não-cristã. Faltava civilizar aquela parte da Europa com o sistema religioso do amor cristão.
No sexto ano de seu pontificado, em 596, São Gregório enviou um grupo de quarenta monges beneditinos para pregar o evangelho na Inglaterra, tendo a sua frente Austin ou Augustinus, então prior de seu próprio mosteiro. Recomendou aos prelados e aos príncipes franceses que obtivessem um salvo-conduto e intérpretes. Austin partiu, atravessou a França e o mar chegando ao seu destino.
Ethelbert, o poderoso rei pagão de Kent, veio recebê-los: eles se apresentaram em procissão, cantando litanias e segurando uma cruz de prata e uma bandeira representando o Salvador. Depois que o rei ouviu os intérpretes, ele autorizou que os estrangeiros entrassem na cidade de Canterbury e pregassem o seu evangelho. Nessa autorização o rei foi convencido por Berthe, sua esposa, que era cristã, filha de Caribert, rei de Paris, descendente de Santa Clotilde. Ela permitiu também que Austin oficiasse em sua igreja de Saint Martin.
No ano de 597 o próprio rei foi batizado e milhares de seus súditos seguiram o seu exemplo. Austin foi sagrado arcebispo da Inglaterra e obteve do rei uma área para construir uma igreja na cidade, onde hoje se acha a catedral. Nas proximidades fundou um mosteiro dedicado a São Pedro e São Paulo.
Austin morreu depois de sete anos de trabalhos e de viagens evangélicas. O santo é venerado pela Igreja Ortodoxa do Oriente, pela Igreja Católica Romana e pela Comunhão Anglicana.

AMANHÃ: O reformador dos mosteiros: S.BRUNO no calendário.

0603 B S ANTÔNIO DO EGITO o mosteiro como morada de paz, de ciência e de trabalho


03 DE JUNHO. SANTO ANTÔNIO: renomado santo vencedor das tentações egoístas


SANTO ANTÔNIO DO EGITO
Antonios, Antony, Saint Antoine, Anthony of Egypt, Saint
(nasceu no ano 251 da nossa era no Médio Egito; morreu no ano 356 em ermitério perto do Mar Vermelho)

EREMITA E MONGE FUNDADOR DA VIDA MONÁSTICA NO CRISTIANISMO

A regeneração moral com a compressão do egoísmo anti-social

O Catolicismo teve uma ação importante na evolução social da Idade Média: a regeneração moral dos povos, com a educação dos sentimentos e costumes. Esse resultado foi obtido estimulando o altruísmo, que é o sentimento gregário, de associação, e comprimindo os instintos egoístas, os sentimentos de proveito pessoal. Assim os violentos guerreiros se tornaram Cavaleiros para a proteção da mulher, dos pobres, dos fracos e doentes; ao culto da sua dama e da Mãe de Deus
Verifica-se e fica bem claro na história o papel das doutrinas religiosas no ensino e consagração para a proteção, manutenção e aperfeiçoamento da sociedade humana em nome de um sagrado ser superior divino. As doutrinas anti-sociais perturbam e mesmo levam à morte da própria congregação religiosa. Essa é a razão do supremo poder de vida ou de morte da associação humana, suave e sutilmente exercido desde os mais remotos milênios da evolução da espécie. Os sábios sacerdotes de todas, de todas as religiões sentiram a força dessa lei sociológica básica. Regra que obrigou e obriga a todos a eternamente proteger e servir ao grande organismo social humano em nome de seus adorados e poderosos deuses. Porque caso contrário, todos morreriam com a destruição da sociedade.
O Calendário Filosófico indica nas suas semanas quatro fases do Catolicismo: na primeira semana os quatro primeiros séculos com seus principais padres fundadores; na segunda semana a instituição política do papado, com Hildebrando, o papa Gregório VII; na terceira os fundadores da vida nos mosteiros; na última semana o controle e estímulo da vida moral da população e o surgimento do protestantismo.
LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA
Pela primeira vez na história o poder das opiniões, do ensino e da consagração sem armas se torna livre em relação ao poder coercitivo político armado. É a libertação do Poder Espiritual, da liberdade de consciência, da formação da opinião. Liberdade completa em relação ao Poder Temporal da disciplina dos atos pela força. A liberdade dos formadores de opinião foi feita pelo Catolicismo pela primeira vez na história do mundo. Antes do cristianismo católico o poder político era totalitário, não havendo liberdade de consciência em todas as civilizações passadas, para suas religiões. Comprova-se assim que o totalitarismo como controle das consciências é de fato um regime político retrógrado e cruel, muito antigo, bárbaro.
Desse modo se completa a instituição política da religião de São Paulo, começada pelo imperador Constantino, continuada por Teodósio. Atinge seu ponto culminante pelo estabelecimento final do poder político liberal sem armas do pontífice romano sob a direção de Hildebrando papa Gregório VII.
Nesta terceira semana são indicados os fundadores da vida nos mosteiros, que foi o grande reservatório da força moral durante a primeira parte da idade média. Note-se, pela vida de São Bernardo que preside a semana e pela vida de São Bento que a começa, com que eficácia essa força, desse modo colocada em reserva, foi de fato empregada.
A semana se encerra no domingo, com a biografia de seu tipo mais eminente, São Bernardo.

Ver em  0521 01 B O QUADRO DO MÊS DE S PAULO O CATOLICISMO com todos os grandes tipos humanos do mês.

SANTO ANTÔNIO DO EGITO nasceu no interior do Egito e desde cedo se retirou para o deserto da Tebaida, onde passou o resto de sua longa existência. Foi o amigo e o apoio de Atanásio.
A instituição dos mosteiros se difundiu cedo no Oriente, em especial no Egito. Diretamente ela foi nociva ao progresso da sociedade cristã devido ao seu fanatismo extravagante e a sua violência sem freio. Mas foi útil ao servir como protesto pessoal formando e dando início à vida nos mosteiros no Ocidente.
Gradualmente a instituição dos monges católicos no Ocidente tornou-se um sistema de vida e tomou a forma básica para o sucesso da política religiosa do Catolicismo Romano. A separação da família e dos amigos que ocorre nos mosteiros, as penitências, a sua abstinência, nos parece, hoje, modos estranhos de vida. Mas, em muitas religiões, a vida reclusa foi aceita como afirmação de fé e como forma de ensino. Nas suas melhores épocas, os monastérios foram, na verdade, na Europa do ocidente, moradas veneradas da piedade religiosa e da paz, do trabalho e da ciência, da hospitalidade e da caridade.
Os mosteiros na Idade Média eram lugares respeitados, construídos no meio de guerras ferozes e cruéis. Foram os monges o refúgio contra as perseguições e foram exemplos do trabalho voluntário e também o centro da atividade das missões religiosas. Eles converteram ao catolicismo a Europa ocidental. Mais tarde, eles serviram de escola para a educação do clero secular, mantendo o celibato, que foi a condição vital da eficácia sacerdotal no catolicismo. Nos espíritos de elite, produziam o sentimento meditativo, onde tudo era consciência e ternura de sentimentos.
O exemplo de Antônio deixou uma impressão profunda sobre Atanásio, que introduziu o ascetismo em Roma e escreveu a biografia de Antônio, e a vida dos formadores da Igreja Católica latina, como Ambrósio, Jerônimo e Agostinho.
O nome de Santo Antônio jamais foi esquecido. Durante a Idade Média ele foi venerado como o mais santo modelo da vida cenobítica, da vida nos mosteiros, bem como sendo o renomado santo vencedor das tentações egoístas carnais.


AMANHÃ: O missionário na Inglaterra pagã: Santo Austin no calendário.