segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

0212 C ESOPO fábulas capazes de humanizar todos os seres

FEVEREIRO 12. Esopo: o grande escritor do período clássico na Grécia.

ESOPO
Aesop
(viveu nos anos 500 antes da nossa era)
AUTOR DA FAMOSA COLEÇÃO DE FÁBULAS MORAIS INFLUENTES NA EUROPA

O Politeísmo Militar Ocidental vence a Teocracia Sacerdotal do Oriente

ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.

Na Grécia a arte coordenou a política militar num período histórico crítico. Nessa época foi eliminado o total poder político e mental da casta hereditária dos sacerdotes das teocracias. O que foi feito pela primeira vez no mundo. Para sempre.
A arte gera emoções, cria visões de progresso, visões do futuro.A arte tem, desse modo, o poder de antever o progresso, de criar novos ideais. É um poder profético natural, criado por humanos em sociedade.
A terceira semana se compõe de autores cômicos e satíricos
da Grécia e de Roma, porque, nesse gênero a obra dos romanos
pode ser comparada à dos gregos. Isso não acontecia no caso
da tragédia e nas artes da forma. Os autores de fábula aqui figuram
por continuarem a comédia dos costumes humanos. A semana
tem como chefe Aristófanes, que a termina.
Ver em 0129 C Quadro do Mês de Homero, a Poesia Antiga,
com os grandes tipos representantes do mês.
Veja em 0101 00 (código para JANEIRO 01) a apresentação
e a fonte do Calendário Filosófico.


ESOPO (nos anos 500 aC) é o autor presumido de uma coleção de fábulas morais que, em diversas formas, tiveram uma extensa difusão em toda a Europa.
Temos pouca informação sobre a vida de Esopo. Ele é assim quase com certeza uma figura da lenda. Nos anos 400 antes de nossa era, Heródoto escreveu afirmando que Esopo teria vivido cem anos antes, sendo um escravo. Outra indicação feita por Plutarco coloca Esopo como conselheiro de Creso, rei da Lídia.
Nos primeiros anos da nossa era, uma biografia feita na Egito descreve Esopo na ilha de Samos como um escravo que foi libertado para depois ir para a Babilônia, morrendo em Delphi. O nome de “história de Esopo” passou a ser usado para indicar uma fábula. A importância das fábulas está no ensinamento moral, de costumes, que elas encerram, em forma artística.
As fábulas parecem ter origem na Índia ou na Pérsia. A ficção feita pelas imagens que colocam palavras e outras ações humanas nos animais mais inferiores na escala da vida é usual e natural nas primeiras formas de pensar da humanidade. No entanto, há poucos exemplos dessa mitologia na literatura da Grécia antiga.
Há um exemplo em Hesíodo e em Ésquilo e um ou dois outros exemplos nos primeiros poetas gregos. Em nenhum outro autor essa imaginação é encontrada. Podemos colocar Esopo como o primeiro de uma série de escritores que tem Aristófanes como o autor principal. Assim podemos verificar o fato de que essa epopéia dos animais é a forma mais antiga de fazer a descrição humorística dos defeitos dos homens.
Uma demonstração de nossas fraquezas, após séculos de completamente desenvolvida, é o que se chama de “Comédia”.
As fábulas de Esopo foram colocadas em verso muito mais tarde, nos primeiros anos da nossa era, por Fedro na língua latina e na língua grega por Babrius. As fábulas de Fedro foram empregadas por autores mais modernos, como pelo poeta francês Jean de La Fontaine. Avianus, um escritor quase esquecido, conservou a tradição das fábulas de Esopo durante a Idade Média, tendo por vários séculos uma celebridade quase igual à de Virgílio. Avianus foi um autor semibárbaro de fábulas, em estilo de elegia, de tristeza, de lamento, de luto.
As fábulas mostram a grande capacidade estética, artística, da humanização das coisas, dos animais, de todos os seres, feita pelos fetichistas. Mas o conhecimento das fábulas só chegou até nós quando as Teocracias começaram a ter algum tipo de escrita, para seu registro, dentro das primeiras formas de vida pública, de grandes populações, de povos em grande número, reunindo muitas famílias.
A primeira forma de religião que os homens criaram, o fetichismo, foi a adoração dos objetos, como a mais simples forma de raciocínio. Essa forma de pensar é supor que tudo seja igual ao próprio observador, então, por falta de experiência, a única explicação conhecida. A pedra cai porque ela quer cair. O raio que mata e que queima, provoca a destruição porque o raio quer agir dessa forma. Tudo é vivo no fetichismo. Os animais assim podem falar e ensinar muita moral e bons costumes aos homens.
Então as fábulas de Esopo nos chegaram pelos poetas gregos, com sua origem nas Teocracias do oriente. E as Teocracias nos transmitiram a criação feita nas épocas pré-históricas da primeira religião dos homens, o fetichismo ou feitiçaria, na adoração das coisas, todas vivas, com amuletos protetores, poderosos e sábios.

AMANHÃ: Plauto o grande gênio da comédia.


Nenhum comentário:

Postar um comentário