domingo, 21 de abril de 2013

0422 C PLÍNIO O VELHO todo saber posto em ordem alfabética a enciclopédia


22 DE ABRIL. Plínio o Velho: a transmissão do conhecimento pela enciclopédia

PLÍNIO O VELHO
Gaius Plinius Secundus;  Pline l’Ancien, Pliny the Elder
(nasceu no ano 23 da nossa era, em Novum Comum, Itália; morreu no ano 79, em Stabiae, Itália)

SÁBIO E ENCICLOPEDISTA ROMANO NA EUROPA ANTIGA


AS BASES DA CIÊNCIA ABSTRATA INFALÍVEL.       INFALÍVEL
Os gregos antigos tiveram grandes filósofos até a obra de Aristóteles. Depois dele, os pensadores passaram ao estudo das ciências particulares.
O que tornou os gregos antigos célebres foi que descobriram as primeiras leis  abstratas infalíveis dos fenômenos dos seres, por suas propriedades, seus acontecimentos. Mas só com Tales e aqueles que o sucederam tiveram o mérito de, por meio de sua imaginação, retirar, por abstração, as linhas e os ângulos que se formam nos objetos. Linhas e ângulos são propriedades percebidas pelos sentidos, não são objetos físicos concretos
A função cerebral da abstração é a forma mais complexa da capacidade da inteligência humana. O psicólogo Jean Piaget (1896-1980) confirmou pela experiência que as crianças só conseguem pensar abstratamente após cerca da idade de sete anos. O mesmo ocorre nos povos primitivos só após a astrolatria.
A terceira semana do mês de Arquimedes mostra os mais destacados astrônomos da Grécia e da Arábia. Foi na época em que a Astronomia, deixando de ser apenas um registro de observações dos astros, tornou-se uma ciência abstrata infalível. Somente com a abstração e as leis abstratas foi possível, pela primeira vez no mundo realizar uma previsão dos acontecimentos astronômicos futuros: a previsão infalível, segura.    Positiva, infalível.
No posto de chefe de semana está Hiparco no domingo que encerra a semana.
Ver o Quadro 0326 01 C do mês de Arquimedes  Ciência Antiga.
O quadro mostra os grandes homens representantes da criação dos fundamentos do conhecimento cientifico na antiguidade.
NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.

PLÍNIO, O VELHO (23-79 dC) foi o romano que escreveu uma grande obra enciclopédica que chegou até nossos dias. Antes dele, pensadores gregos haviam escrito livros semelhantes, mas foram livros que se perderam. Entre esses escritores estava um aluno de Platão e o romano Varro (Marcus Terentius Varro), que viveu entre 116 e 27 antes de Cristo.
Plínio é chamado de O VELHO, porque seu sobrinho PLÍNIO, O MOÇO é que escreveu a descrição da vida e da obra de seu tio.
A passagem do ensinamento tem se feito desde o passado mais antigo. E temos o registro de muitos nomes de pessoas como nós que produziram, registraram e que transmitiram o saber que chegou até nós, hoje.
Para passar o conhecimento foi muitas vezes usado fazer livros com a anotação do saber em cada época. No início a anotação de todo o saber da época era feito por partes, para cada assunto. Mais tarde os assuntos foram postos seguindo a ordem alfabética. Eram as ENCICLOPÉDIAS, um nome criado somente depois do ano 1500, no modo usado hoje.
São antepassados como Plínio, tanto o tio como o sobrinho e seus contemporâneos que fazem parte de nossa grande família. Não estamos sós nessa gigantesca e admirável evolução da sociedade humana. Somos membros dessa ilustre família. Somos membros uns dos outros, como disse Paulo de Tarso. Conhecer esses nossos tios e nossos avós e bisavós faz bem à nossa mente, faz parte da nossa grande felicidade altruísta.
Não podemos esquecer nossos parentes antigos, nossos antepassados.
Nós recebemos do passado o nosso conhecimento de hoje. Todo o progresso que hoje nós temos se realizou com a cooperação dos antigos. É uma onda milenar de pessoas que acumulou, registrou e nos transmitiu o saber humano, o nosso conhecimento, o nosso pensamento.
Parece que cada um de nós trabalha para si próprio. Mas, de fato, vivemos em sociedade, em grupo, e trabalhamos para o grupo. O grupo nos paga, o grupo nos remunera. Um sistema de trocas foi criado nos tempos mais antigos. Dessa forma de trocas foi criado o modo de troca por meio da moeda, do dinheiro.
Então, quem produz para o grupo recebe em troca uma remuneração em dinheiro. Nesse sistema é que nós vivemos hoje. Nem sempre a remuneração é justa, nem sempre o modo de uso do dinheiro é correto, sem falhas. Mas temos tido grande progresso com esse sistema econômico.
Com o trabalho feito por cada um de nós, nossa experiência aumenta, nosso conhecimento fica maior. Temos visto que o pensamento é transmitido dos pais para filho, e também se transmite dentro do grupo, nas famílias, nas escolas, nas fábricas, nas empresas.
Nunca sofremos por estar em solidão. Não estamos sozinhos. Estamos em forte comunhão na amizade, no amor e na cooperação permanente dessa enorme família.

AMANHÃ: O mês de César, a Civilização Militar e Milcíades.

sábado, 20 de abril de 2013

0421 C PLUTARCO a natureza humana em obras imortais de valor permanente


21 DE ABRIL. Plutarco: moralista sacerdote de Apolo e suas biografias de ilustres vidas

PLUTARCO
Plutarque, Plutarch, Plutarchos em grego, Plutarchus em latim
(nasceu no ano 46 da nossa era, em Chaeronea, Boécia, na Grécia; morreu no ano 120)

ESCRITOR GREGO FAMOSO COMO BIÓGRAFO DE PESSOAS ILUSTRES

AS BASES DA CIÊNCIA ABSTRATA INFALÍVEL.       INFALÍVEL
Os gregos antigos tiveram grandes filósofos até a obra de Aristóteles. Depois dele, os pensadores passaram ao estudo das ciências particulares.
O que tornou os gregos antigos célebres foi que descobriram as primeiras leis  abstratas infalíveis dos fenômenos dos seres, por suas propriedades, seus acontecimentos. Mas só com Tales e aqueles que o sucederam tiveram o mérito de, por meio de sua imaginação, retirar, por abstração, as linhas e os ângulos que se formam nos objetos. Linhas e ângulos são propriedades percebidas pelos sentidos, não são objetos físicos concretos
A função cerebral da abstração é a forma mais complexa da capacidade da inteligência humana. O psicólogo Jean Piaget (1896-1980) confirmou pela experiência que as crianças só conseguem pensar abstratamente após cerca da idade de sete anos. O mesmo ocorre nos povos primitivos só após a astrolatria.
A quarta e última semana do mês de Arquimedes apresenta a comemoração dos tipos humanos, principalmente romanos, que, sem fazer descobertas científicas, aplicaram as ciências abstratas às artes úteis da vida. Plínio o Velho é o representante principal desses antepassados, entre os quais estão autores de tratados sobre agricultura, arquitetura e geografia. Plínio é o chefe de semana, no domingo que a termina.
Ver o Quadro 0326 01 C do mês de Arquimedes  Ciência Antiga.
O quadro mostra os grandes homens representantes da criação dos fundamentos do conhecimento cientifico na antiguidade.
NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.



PLUTARCO (46-120 dC) não deixou sua biografia, ele que escreveu a mais célebre coleção de biografias antigas. Ele nasceu na Grécia e recebeu uma excelente educação geral e viajou pelo Egito, onde estudou. Viajou também pela Itália e residiu algum tempo em Roma, onde estudou e ensinou.
Plutarco foi um homem de letras, um grego de província. Voltando de suas viagens, escreveu obras volumosas, consagrou-se aos problemas locais, ao seu ofício de religioso em Delfos, como sacerdote de Apolo e à composição de suas famosas VIDAS PARALELAS de homens ilustres. Mas o maior de todos os biógrafos não deixou sua própria biografia, uma autobiografia.
Apesar disso, conhecemos bem o caráter de Plutarco como um moralista honesto da antiga escola, bem educado, sincero e justo. Era um mestre consumado na arte de traçar o retrato vivo de alguém, junto com uma moral pura, simples, humana. Era um politeísta religioso esclarecido e piedoso, com certa inclinação para o monoteísmo ao modo do neo-platonismo, imaginando realizar um plano trabalhosamente concebido de moral prática.
Os trabalhos de Plutarco sobre a moral, MORALIA, são pinturas as mais preciosas que nós possuímos dos costumes e dos pensamentos antigos. Outra obra ainda mais importante foram as VIDAS PARALELAS, com estudo de caracteres de gregos e de romanos ilustres, comparados em duplas, desde Teseu até o tempo do autor. As VIDAS eram 50, das quais 14 foram perdidas, infelizmente entre elas estando as vidas de Epaminondas, de Cipião e dos primeiros imperadores romanos, os primeiros Césares.
As biografias de Plutarco observam os caracteres de cada pessoa no aspecto moral, sendo descrições da natureza humana e não de acontecimentos históricos. É importante notar que Plutarco, que se mostrou um sábio no conhecimento da moral e da religião, e que escreveu 100 anos depois do Cristo, parece não ter ouvido jamais falar do cristianismo.
A grande coleção de Plutarco, as VIDAS PARALELAS foram muito apreciadas na Europa, chegando a dar até certa inspiração ao movimento revolucionário moderno. As VIDAS de Plutarco obra tem sua leitura recomendada até os nossos dias. Shakespeare se serviu dela como manual orientador para suas peças de teatro como Coriolano, Júlio César e Antônio e Cleópatra. E foi sempre considerada como das mais preciosas descrições dos tempos antigos.
As VIDAS de Plutarco exerceram uma grande influência na formação das idéias das sucessivas gerações, sendo muito lidas universalmente. Embora não sendo nem históricas nem filosóficas, essa obra de Plutarco permanece para o grande público a fonte de todos os conhecimentos práticos sobre a mentalidade das antigas eras.
As descrições da natureza humana feitas por Plutarco numa época de civilização militar são consideradas imortais, como são imortais as obras de valor permanente.


AMANHÃ: A grande enciclopédia de Plínio o Velho.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

0420 C FRONTINO canal elevado para levar água pura a grandes distâncias


20 DE ABRIL: FRONTINO-a organização em alto grau de perfeição nas cidades romanas

FRONTINO
Sextus Julius Frontinus
(nasceu no ano 35 de nossa era, morreu cerca do ano 105)

POLÍTICO ROMANO HISTORIADOR DOS AQUEDUTOS DE ROMA

AS BASES DA CIÊNCIA ABSTRATA INFALÍVEL.       INFALÍVEL
Os gregos antigos tiveram grandes filósofos até a obra de Aristóteles. Depois dele, os pensadores passaram ao estudo das ciências particulares.
O que tornou os gregos antigos célebres foi que descobriram as primeiras leis  abstratas infalíveis dos fenômenos dos seres, por suas propriedades, seus acontecimentos. Mas só com Tales e aqueles que o sucederam tiveram o mérito de, por meio de sua imaginação, retirar, por abstração, as linhas e os ângulos que se formam nos objetos. Linhas e ângulos são propriedades percebidas pelos sentidos, não são objetos físicos concretos
A função cerebral da abstração é a forma mais complexa da capacidade da inteligência humana. O psicólogo Jean Piaget (1896-1980) confirmou pela experiência que as crianças só conseguem pensar abstratamente após cerca da idade de sete anos. O mesmo ocorre nos povos primitivos só após a astrolatria.
A quarta e última semana do mês de Arquimedes apresenta a comemoração dos tipos humanos, principalmente romanos, que, sem fazer descobertas científicas, aplicaram as ciências abstratas às artes úteis da vida. Plínio o Velho é o representante principal desses antepassados, entre os quais estão autores de tratados sobre agricultura, arquitetura e geografia. Plínio é o chefe de semana, no domingo que a termina.
Ver o Quadro 0326 01 C do mês de Arquimedes  Ciência Antiga.
O quadro mostra os grandes homens representantes da criação dos fundamentos do conhecimento cientifico na antiguidade.
NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.



FRONTINO foi soldado, governador e alto funcionário nos governos dos Flavius, de Nerva e de Trajano. Ele ficou famoso como governador da Bretanha por sua conquista da tribo dos Silures no país de Gales, na antiga Inglaterra. Foi elevado à alta função de curador das águas no ano 97 e à grande dignidade de augure na qual teve como sucessor Plínio o Jovem. Os augures eram membros de um corpo sacerdotal romano para interpretação religiosa do sacrifício dos animais para conselho aos governantes. Frontino morreu cerca do ano 105.
Frontino escreveu 4 livros sobre os ESTRATAGEMAS DE GUERRA, mas seus dois livros AQUEDUTOS DE ROMA, escritos perto do ano 100, constituem sua principal obra. Esse é um tratado cuidadoso e exato sobre o sistema de aquedutos, que é parte da organização da cidade de Roma levada a um muito alto grau de perfeição. Os gregos haviam negligenciado esse assunto, que foi bem tratado pelos romanos e muito aperfeiçoado por eles.
Plínio o Jovem declarou que não havia nada mais maravilhoso no mundo do que o aqueduto Claudiano, completado no governo do imperador Cláudio no ano 50. As cidades gregas eram de extensão média, o país montanhoso e a organização municipal pouco complicada, encontrando seu abastecimento de água nos poços e nas fontes naturais. Mesmo nas grandes cidades gregas, como Alexandria e Siracusa eram fornecidas de água por meio de fontes ou de canais que se abasteciam dos rios vizinhos.
O aqueduto propriamente dito é um canal muito elevado e ligeiramente inclinado que leva a água pura a uma grande distância. É uma invenção que foi criada pelos romanos, muito antiga e aplicada de forma geral em todo o império criado por Roma. O enorme volume de água que a higiene exigia entre os romanos tornou indispensável construir o aqueduto para conduzir a água a grandes distâncias, como se fosse um rio artificial.
No tempo em que Frontini escreveu, no ano 100 da nossa era, Roma recebia a água de que necessitava por meio de nove aquedutos, num volume que somado, equivaleria a um enorme rio correndo em direção à cidade. O mais antigo aqueduto era o AQUA APPIA, construído pelo famoso censor Appius Claudius no ano 313 antes da nossa era, mais de 400 anos antes de Frontini. Alguns dos aquedutos tinham mais de 60 e até 80 quilômetros de comprimento.
Frontini diz com um justo orgulho que essas gigantescas obras de necessidade do povo ultrapassam de muito por sua utilidade as pirâmides do Egito e os famosos, mas vãos monumentos da Grécia. Os romanos tinham muito cuidado com a conservação de seus aquedutos. O diretor principal era um empregado de alto nível e era um administrador capaz. Um corpo formado com 460 escravos era empregado constantemente na reparação dos aquedutos.
É um fato profundamente característico que os romanos fossem o único povo da antiguidade que levou ao mais alto ponto essa instituição da vida civil: o constante abastecimento de água de fonte a mais pura, em quantidade ilimitada e inesgotável.
É ainda mais impressionante que a mesma perfeição numa das condições essenciais da civilização não fosse conseguida por nenhum outro povo antigo.


AMANHÃ: As muitas vidas de Plutarco, sacerdote de Apolo.

0419 C ESTRABÃO primeiro na ciência descritiva concreta de toda a Terra


19 DE ABRIL. Estrabão: descrição física dos países e das condições políticas e etnicas

ESTRABÃO
Strabo, Strabon
(nasceu cerca do ano 60 antes da nossa era, em Amasya, Pontus, na Ásia Menor; morreu em 25 dC)

HISTORIADOR GREGO E MAIOR GEÓGRAFO DA ANTIGUIDADE

AS BASES DA CIÊNCIA ABSTRATA INFALÍVEL.       INFALÍVEL
Os gregos antigos tiveram grandes filósofos até a obra de Aristóteles. Depois dele, os pensadores passaram ao estudo das ciências particulares.
O que tornou os gregos antigos célebres foi que descobriram as primeiras leis  abstratas infalíveis dos fenômenos dos seres, por suas propriedades, seus acontecimentos. Mas só com Tales e aqueles que o sucederam tiveram o mérito de, por meio de sua imaginação, retirar, por abstração, as linhas e os ângulos que se formam nos objetos. Linhas e ângulos são propriedades percebidas pelos sentidos, não são objetos físicos concretos
A função cerebral da abstração é a forma mais complexa da capacidade da inteligência humana. O psicólogo Jean Piaget (1896-1980) confirmou pela experiência que as crianças só conseguem pensar abstratamente após cerca da idade de sete anos. O mesmo ocorre nos povos primitivos só após a astrolatria.
A quarta e última semana do mês de Arquimedes apresenta a comemoração dos tipos humanos, principalmente romanos, que, sem fazer descobertas científicas, aplicaram as ciências abstratas às artes úteis da vida. Plínio o Velho é o representante principal desses antepassados, entre os quais estão autores de tratados sobre agricultura, arquitetura e geografia. Plínio é o chefe de semana, no domingo que a termina.
Ver o Quadro 0326 01 C do mês de Arquimedes  Ciência Antiga.
O quadro mostra os grandes homens representantes da criação dos fundamentos do conhecimento cientifico na antiguidade.
NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.



ESTRABÃO (60 aC-25 dC) viveu durante todo o governo do imperador Augusto, que foi do ano 27 antes da nossa era até o ano 14 da nossa era e durante a primeira parte do governo do imperador Tibério.
Ele nasceu na Ásia Menor, sendo grego e de uma família que, por sua mãe, teve cargos elevados na casa do rei Mitriadate. Ele quando jovem viajou muito e recebeu uma educação distinta. Visitou a Grécia no ano 29 e passou alguns anos em Roma. Foi ao Egito, à Itália central, à costa da África e da Ásia Menor. Retornando à sua cidade natal, escreveu ali sua grande obra de Geografia. Por um século seu tratado ficou desconhecido, sendo depois apreciado com justiça já no século III da nossa era.
A obra colossal de Estrabão foi bem descrita por Humboldt. Embora Estrabão não tenha, diz Humboldt, a precisão de Hiparco ou o saber de Ptolomeu, sua obra ultrapassa todas as da antiguidade como amplitude de plano e com a abundância e variedade de matérias. Em todos os ramos da ciência geográfica nenhum escritor antigo pode ser comparado a Estrabão. Nos seus 17 livros de sua Geografia, ele fornece a descrição completa do mundo habitado, em todos os aspectos, matemáticos, físicos, políticos e históricos.
Ele não teve a intenção de fazer um livro popular, nem uma filosofia natural, nem um manual, um índice ou uma revista periódica. Sua obra era destinada aos homens de Estado, mais do que aos filósofos ou aos sábios, achando-se nela uma descrição geral das condições físicas, sociais e históricas de cada país.
A parte histórica e descritiva de Estrabão é muito bem feita. Na parte científica ele se apóia sobre os trabalhos de Hiparco e de Eratóstenes e sobre os grandes pensadores da escola de Alexandria. Ele chega a exagerar muito um grande número de distâncias, mas o mundo era descrito com sendo muito pequeno. Para Estrabão a Irlanda seria o ponto mais ao norte do continente, o mar Vermelho o ponto mais ao sul e a foz do rio Ganges o limite da terra no oriente. O seu mundo seria uma imensa ilha cercada pelo oceano, sendo o mar Cáspio e o golfo pérsico os braços desse oceano. O mundo teria somente 100 graus de longitude e pouco mais de 50 graus de latitude.
A descrição física dos países, em especial aqueles que ele já visitara, é muito bem feita e é de grande valor o cuidado que ele tomou para recolher os dados sobre suas condições políticas e étnicas. Estrabão não é demasiado crítico em relação às fontes de informação que usa; para ele Homero está acima de tudo, não confia em Heródoto e cita mais os livros gregos do que os viajantes romanos. Mas as suas informações sobre as raças dos países distantes, como os da Ásia Menor e do Egito, que ele conhecia bem, são, para o historiador, do mais alto valor.
Com todas as suas imperfeições inevitáveis, a geografia de Estrabão forma um ponto de referência na história da ciência, como a primeira tentativa séria de constituir uma completa ciência descritiva concreta de nosso planeta.


AMANHÃ: Os aquedutos de Roma por Frontino.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

0418 C VITRÚVIO a arte do arquiteto sua educação suas técnicas e o urbanismo


18 DE ABRIL. Vitrúvio: o registro do conjunto da arte da arquitetura clássica

VITRÚVIO
Vitruvius, Marcus Vitruvius Pollio
(nasceu cerca do ano 70 antes da nossa era, no Lácio, Itália; morreu no ano 25 aC)

ARQUITETO E ENGENHEIRO FAMOSO AUTOR DA ARQUITETURA ROMANA

AS BASES DA CIÊNCIA ABSTRATA INFALÍVEL.       INFALÍVEL
Os gregos antigos tiveram grandes filósofos até a obra de Aristóteles. Depois dele, os pensadores passaram ao estudo das ciências particulares.
O que tornou os gregos antigos célebres foi que descobriram as primeiras leis  abstratas infalíveis dos fenômenos dos seres, por suas propriedades, seus acontecimentos. Mas só com Tales e aqueles que o sucederam tiveram o mérito de, por meio de sua imaginação, retirar, por abstração, as linhas e os ângulos que se formam nos objetos. Linhas e ângulos são propriedades percebidas pelos sentidos, não são objetos físicos concretos
A função cerebral da abstração é a forma mais complexa da capacidade da inteligência humana. O psicólogo Jean Piaget (1896-1980) confirmou pela experiência que as crianças só conseguem pensar abstratamente após cerca da idade de sete anos. O mesmo ocorre nos povos primitivos só após a astrolatria.
A quarta e última semana do mês de Arquimedes apresenta a comemoração dos tipos humanos, principalmente romanos, que, sem fazer descobertas científicas, aplicaram as ciências abstratas às artes úteis da vida. Plínio o Velho é o representante principal desses antepassados, entre os quais estão autores de tratados sobre agricultura, arquitetura e geografia. Plínio é o chefe de semana, no domingo que a termina.
Ver o Quadro 0326 01 C do mês de Arquimedes  Ciência Antiga.
O quadro mostra os grandes homens representantes da criação dos fundamentos do conhecimento cientifico na antiguidade.
NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.



VITRÚVIO (cerca 70-25 aC) é o autor clássico que escreveu com grande autoridade sobre a arquitetura do império romano. Ele nasceu no Lácio, na Itália, em família respeitável e recebeu uma sólida educação.
Ele escreveu sobre as máquinas de guerra e o imperador Augusto lhe deu uma função permanente como diretor da aparelhagem de guerra. Ele trabalhou como arquiteto e consagrou o resto de sua vida para escrever um tratado sistemático com o nome de DE ARCHITECTURA no qual descreve com muita precisão e detalhe a teoria e a prática da arte do arquiteto. Ele se refere e comenta muitos dos escritores gregos e faz de sua obra um compêndio sistemático do saber da época.
Vitrúvio começa por uma discussão sobre a educação do arquiteto, sobre os diferentes ramos da ciência que se aplicam a essa arte e sobre a disposição conveniente a uma cidade bem distribuída. Discute em seguida os materiais próprios à construção e os métodos de seu trabalho.
Ele classifica os monumentos de acordo com a colocação de suas colunas e de acordo com as ordens arquitetônicas. Descreve com detalhes minuciosos as proporções e o plano dos edifícios públicos e privados, a teoria da ornamentação e dos materiais empregados. Ele trata em seguida da hidrostática, da astronomia prática e da mecânica, mostrando um superior conhecimento prático da arte da construção.
O tratado de Vitrúvio no seu conjunto é a base de quase tudo que nós sabemos sobre a arte da arquitetura antiga. Ele obteve uma grande popularidade e uma influência durável sobre a prática da arquitetura.
Vitrúvio caracteriza a capacidade da civilização de Roma para o governo da sociedade. Tendo base nos conhecimentos dos gregos tanto na arte como na ciência, o desenvolvimento da arquitetura para atender às necessidades crescentes do progresso social foi realizado pelos romanos.
É a um grande arquiteto romano que nós devemos todos os conhecimentos reais sobre as construções antigas. E é de Vitrúvio que vem o conjunto do conhecimento da arte da arquitetura, reconhecida na Europa moderna como a arquitetura clássica.
Bramante, Miguel Ângelo, Paládio e outros fundadores da arquitetura na época da Renascença estudaram nos textos de Vitrúvio.


AMANHÃ: Estrabão o maior geógrafo da antiguidade.

terça-feira, 16 de abril de 2013

0417 C COLUMELA a atividade rural com positiva segura base científica e econômica


17 DE ABRIL. Columela: o planejamento da atividade rural, na agricultura e na pecuária


COLUMELA
Lucius Junius Moderatus Columella
(viveu nos primeiros anos da nossa era, em Gades, hoje Cadiz, na Espanha)

FAMOSO ESCRITOR ROMANO NA ADMINISTRAÇÃO DA AGRICULTURA E DA PECUÁRIA

AS BASES DA CIÊNCIA ABSTRATA INFALÍVEL.       INFALÍVEL
Os gregos antigos tiveram grandes filósofos até a obra de Aristóteles. Depois dele, os pensadores passaram ao estudo das ciências particulares.
O que tornou os gregos antigos célebres foi que descobriram as primeiras leis  abstratas infalíveis dos fenômenos dos seres, por suas propriedades, seus acontecimentos. Mas só com Tales e aqueles que o sucederam tiveram o mérito de, por meio de sua imaginação, retirar, por abstração, as linhas e os ângulos que se formam nos objetos. Linhas e ângulos são propriedades percebidas pelos sentidos, não são objetos físicos concretos
A função cerebral da abstração é a forma mais complexa da capacidade da inteligência humana. O psicólogo Jean Piaget (1896-1980) confirmou pela experiência que as crianças só conseguem pensar abstratamente após cerca da idade de sete anos. O mesmo ocorre nos povos primitivos só após a astrolatria.
A terceira semana do mês de Arquimedes mostra os mais destacados astrônomos da Grécia e da Arábia. Foi na época em que a Astronomia, deixando de ser apenas um registro de observações dos astros, tornou-se uma ciência abstrata infalível. Somente com a abstração e as leis abstratas foi possível, pela primeira vez no mundo realizar uma previsão dos acontecimentos astronômicos futuros: a previsão infalível, segura.    Positiva, infalível.
No posto de chefe de semana está Hiparco no domingo que encerra a semana.
Ver o Quadro 0326 01 C do mês de Arquimedes  Ciência Antiga.
O quadro mostra os grandes homens representantes da criação dos fundamentos do conhecimento cientifico na antiguidade.
NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.

COLUMELA nasceu na Espanha antiga no primeiro século de nossa era, em Cadiz e se consagrou ao estudo científico da agricultura comparada e à prática da criação de animais, de horticultura e de economia rural. É o mais famoso e o mais simpático dos escritores romanos sobre a agricultura, o que pode ser notado pelas raras notas disseminadas em suas obras.
Ele possuía consideráveis extensões de terras onde ele fez experiências sobre o cruzamento de raças animais e sobre a cultura de grãos e de frutas. Columela viajou por toda a Espanha, na França, Itália, Grécia, Ásia Menor e no norte da África. Estabeleceu-se em Roma, onde escreveu sua grande obra sobre a agricultura DE RE RUSTICA.
Columela estudou vários temas, como nos livros: 1 a localização e o plano de uma fazenda e a economia de uma empresa rural; 2 o tratamento do solo, a lavra, o adubo, as sementes, os grãos, as ervas; 3 a cultura das árvores frutíferas, em especial da vinha e da oliveira; 4 a criação de cavalos, mulas e os seus cruzamentos, com um ensaio sobre a arte veterinária; 5 os burros, as ovelhas, os porcos, os cães; 6 as aves e os peixes; 7 as abelhas; 8 a jardinagem, um livro que imita as GEÓRGICAS de Virgílio, em versos; 9 os deveres do administrador, com um calendário para uso dos fazendeiros e com indicações astronômicas; 10 na forma de conclusão, apresenta as receitas para a salga e a conserva de alimentos.
Um livro suplementar DE ARBORIBUS (“Das Árvores”) trata com detalhe as plantações de florestas e de árvores frutíferas. O conjunto é escrito com muita elegância, num latim em estilo puro, impregnado de um amor ardente pelo campo e de um nobre zelo para levar seus conterrâneos a renunciar ao luxo, ao desregramento e à frivolidade para cultivar a terra e se lançar à produção rural. Esses livros de Columela foram como que as GEÓRGICAS de Virgílio em prosa.
Columela representa, como Varro, as elevadas aspirações dos mais distintos dos antigos líderes de Roma para instituir a indústria rural sobre uma cuidadosa base econômica e científica.
Nenhum outro povo realizou essa tarefa, que é uma das características da natureza prática do povo romano, fazendo com que a teoria entre eles tomasse uma forma concreta e industrial.

AMANHÃ: A Arquitetura romana por Vitrúvio.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

0416 C VARRO o sábio entre os primeiros enciclopedistas romanos


16 DE ABRIL.  VARRO: tratados de agricultura, língua latina e antiguidades históricas

VARRO
Marcus Terentius Varro
(nasceu no ano 116 antes da nossa era, em Reate, na Itália; morreu em 27 antes da nossa era)

SÁBIO ESCRITOR E PATRIOTA INFLUENTE NO IMPÉRIO ROMANO

AS BASES DA CIÊNCIA ABSTRATA INFALÍVEL.       INFALÍVEL
Os gregos antigos tiveram grandes filósofos até a obra de Aristóteles. Depois dele, os pensadores passaram ao estudo das ciências particulares.
O que tornou os gregos antigos célebres foi que descobriram as primeiras leis  abstratas infalíveis dos fenômenos dos seres, por suas propriedades, seus acontecimentos. Mas só com Tales e aqueles que o sucederam tiveram o mérito de, por meio de sua imaginação, retirar, por abstração, as linhas e os ângulos que se formam nos objetos. Linhas e ângulos são propriedades percebidas pelos sentidos, não são objetos físicos concretos
A função cerebral da abstração é a forma mais complexa da capacidade da inteligência humana. O psicólogo Jean Piaget (1896-1980) confirmou pela experiência que as crianças só conseguem pensar abstratamente após cerca da idade de sete anos. O mesmo ocorre nos povos primitivos só após a astrolatria.
A quarta e última semana do mês de Arquimedes apresenta a comemoração dos tipos humanos, principalmente romanos, que, sem fazer descobertas científicas, aplicaram as ciências abstratas às artes úteis da vida. Plínio o Velho é o representante principal desses antepassados, entre os quais estão autores de tratados sobre agricultura, arquitetura e geografia. Plínio é o chefe de semana, no domingo que a termina.
Ver o Quadro 0326 01 C do mês de Arquimedes  Ciência Antiga.
O quadro mostra os grandes homens representantes da criação dos fundamentos do conhecimento cientifico na antiguidade.
NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.

VARRO (116-27 aC) foi educado nas antigas tradições romanas de simplicidade e de coragem sem arrogância, recebendo a melhor instrução grega e latina de seu tempo. Foi o maior sábio dos romanos na opinião de Cícero e de Santo Agostinho.
Serviu ao seu país na terra e no mar, foi pro-questor, um magistrado do tesouro para Pompeu nas guerras contra os piratas e contra o rei Mitridate, de Pontus, na Ásia Menor; uniu-se ao partido aristocrático na guerra civil e foi tenente de Pompeu na Espanha. Com a derrota do partido do senado e de Pompeu na luta contra César, submeteu-se ao vencedor. César o recebeu com bondade e o encarregou de dirigir a formação de uma grande biblioteca pública. A partir de então se retirou da política, consagrando-se ao trabalho intelectual. Morreu no ano 28, antes da nossa era, com 89 anos de idade.
Varro foi ao mesmo tempo o mais fecundo e o mais sábio dos romanos. A ele são atribuídos mais de 490 volumes escritos. O número exato seria de 620 volumes, formando 74 obras em vários volumes. Suas obras foram as mais variadas e suas vastas pesquisas originais sobre todos os assuntos formam uma enciclopédia romana completa no ponto de vista prático, histórico, filosófico e religioso. Além de sátiras e ensaios, suas mais importantes obras tratam da agricultura, da língua latina e das antiguidades históricas.
Os três livros sobre agricultura são de fato manuais práticos e apresentam em detalhe as tarefas da fazenda, da criação e da economia rural, retiradas de seus conhecimentos e de suas observações pessoais.
O seu tratado sobre a linguagem constitui o tratado mais completo e mais científico que os romanos puderam dar de sua própria língua, o latim.
Mas a obra capital de Varro foi sua obra em 41 livros sobre a antiguidade tanto humana quanto religiosa. Foi por meio de santo Agostinho que nós a conhecemos quase inteiramente, por ter ele se servido como um manual dos deuses da religião do politeísmo, chamada de paganismo pelos cristãos.
Varro nessa obra começa na origem do homem, depois trata do povo primitivo da Itália antiga e finalmente expõe a origem, a história dos primeiros tempos e a cronologia de Roma, em que fixa sua fundação no ano 753 antes da nossa era. Ele discute a política e as instituições de Roma desde o seu começo. Nenhuma obra dos tempos de Roma antiga seria tão inestimável. Mas foi destruída quase inteiramente pelo receio do fanatismo dos primeiros tempos do cristianismo em relação ao efeito do principal manual da teologia da religião do politeísmo.
De maneira rudimentar e preliminar, Varro fez três ensaios que só a ciência moderna poderá levar ao termo:
1 o uso da ciência aplicada à indústria prática;
2 o estudo científico da linguagem;
3 o esboço da evolução humana, desde as eras mais primitivas, sob a influência de uma crença religiosa.
Por sua obra Disciplinae, Disciplinas, do ano 30 antes da nossa era, sobre todos os assuntos, em nove livros, Varro é tido como o primeiro enciclopedista romano.


AMANHÃ: A agricultura científica de Roma por Columela.