domingo, 2 de dezembro de 2012

1202 03 B TYCHO BRAHE a observação astronômica precisa durante vinte anos


02 DE DEZEMBRO. TYCHO-BRAHE: determinou a posição de grande número de estrelas

TYCHO BRAHE
Brahe, Tycho
(nasceu em 1546, em Knudstrup, Scania, Dinamarca; morreu em 1601, em Praga, na Rep. Tcheca

ASTRÔNOMO FAMOSO POR SUA PRECISÃO NAS OBSERVAÇÕES DOS ASTROS NA ÉPOCA

FILOSOFIA DA HISTÓRIA.
Este Calendário Filosófico tornou-se um  CURSO DE FILOSOFIA DA HISTÓRIA. Filosofia da História é a visão geral que os anais registram dos acontecimentos na sociedade. É verificar quais tendências resultaram das ações registradas em cada era. É a pesquisa inteligente da evolução social pela análise dos registros históricos. Observações específicas completam o conhecimento de Filosofia geral, na arte, na ciência, na tecnologia e na teoria política aplicada.
O Calendário Histórico mostra a espontânea, oscilante, irregular, mas contínua evolução cultural em todos os aspectos da sociedade, no aspecto afetivo, intelectual e prático. O que é feito por meio pelo estudo das maiores figuras humanas. Assim os princípios científicos são demonstrados e comprovados por sua observação e fundamentação empírica nos registros dos anais históricos.
Indica o calendário a maravilhosa faculdade criadora da sociedade para o melhoramento da vida humana. Tanto antes como depois do fim do feudalismo da guerra de defesa e do fim do poder político do papa e da religião medieval. É devido ao desenvolvimento enciclopédico do conhecimento que prepara a nova civilização pacífica e industrial moderna. Deve-se notar que os maiores progressos da ciência feitos na modernidade foram nas teorias abstratas puras, isto é, relativas aos fenômenos e não o foram nas simples descrições concretas dos seres. Foi a descoberta das leis abstratas imutáveis dos fenômenos no meio da permanente mudança da variável realidade concreta dos seres. Verificáveis, Imutáveis.
Nesta semana mostram-se os fundadores da Astronomia e da Física, compreendendo a Mecânica, a Acústica, a Eletricidade. Aqui estão os fundadores da Astronomia Moderna, Copérnico, Kepler e Tycho-Brahe. Está Huyghens que, depois de Galileu, e o principal fundador da Mecânica Celeste. Bradley calculou a velocidade da luz; Volta com a descoberta da eletricidade dinâmica.
A semana é presidida por Galileu.
Ver em 1203 01 C de dezembro 03, o QUADRO DO MÊS DE BICHAT  A Ciência Moderna com os grandes nomes representativos da evolução social da ciência.


TYCHO BRAHE (1546-1601) foi o grande observador dos astros que pode ser chamado de fundador da Astronomia moderna. A ciência dos astros não se compõe apenas de teorias do sistema solar, verdadeiras ou falsas. A Astronomia é, na verdade, a ciência que, por indução nas observações rigorosas, nos coloca em posição de prever a posição dos corpos celestes numa dada época, por meio das leis abstratas dos fenômenos.
Com o patrocínio do rei da Dinamarca conseguiu a oferta de um observatório astronômico com instrumentos superiores aos que até então estavam disponíveis antes da invenção do telescópio, feita por Galileu. Ali realizou a observação de estrelas e de planetas durante 20 anos. Mais tarde instalou-se em Praga, onde continuou suas pesquisas até morrer em 1601.
Pode-se dizer que as observações precisas de Tycho Brahe serviram de base para as pesquisas de Kepler. Ele renovou a obra de Hiparco, determinando a posição de grande número de estrelas; descobriu novas leis de variação dos movimentos da lua; foi o primeiro a descobrir dados sobre a órbita dos cometas. Apresentou também métodos para a correção da paralaxe e da refração.

AMANHÃ: HALLEY nos anos bissextos.

sábado, 1 de dezembro de 2012

1202 02 B BICHAT as bases da Histologia e da Anatomia Patológica


DEZEMBRO 02. FRANÇOIS BICHAT: Pioneiro na pesquisa das células dos corpos vivos.

BICHAT
Marie-François-Xavier Bichat
(nasceu em 1771 em Thoirette, na França; morreu em 1802, em Lyon, na França)

ANATOMISTA E FISIOLOGISTA FRANCÊS O MAIOR DOS BIOLOGISTAS FUNDADORES




Damos o nome de CIÊNCIA MODERNA ao conhecimento seguro, positivo, confiável, como o saber que pode ser provado, comprovado, reproduzido. É a ciência positiva verificável. Com essa condição, excluímos na Ciência Moderna as hipóteses fantasiosas, as ciências ocultas, a superstição, a visão transcendente fora da experimentação, o paranormal, os relatos da tradição não comprovados, por mais antigos e respeitáveis que sejam seus livros e seus autores, divinos ou humanos.
Este mês da Ciência Moderna registra os representantes que prepararam o extraordinário progresso científico dos anos 1800, século XIX. Foi quando se desenvolveram as ciências humanas com o estudo científico dos problemas e soluções para a Sociologia e da Psicologia. Essa nova era de positivação científica teve base no progresso da Biologia, porque o estudo dos grupos sociais de seres vivos nas ciências humanas depende do conhecimento e da nova metodologia da ciência da vida. Novos métodos de pesquisa científica foram desenvolvidos, logo incorporados às metodologias antes aplicadas no estudo da matéria inerte.
Na ciência da Grécia antiga os conhecimentos astronômicos tiveram grande desenvolvimento. Mas durante a Idade Média a cultura religiosa teve prioridade no aperfeiçoamento da sociedade. Com a doutrina de Paulo de Tarso a importância era dada aos sentimentos e à moralidade, ao espírito, com abandono da matéria, pela doutrina de Graça divina. Mas só na Renascença a doutrina do movimento da terra foi difundido com sérias conseqüências contrárias às crenças religiosas. Essa a razão que motivou o processo da Santa Inquisição contra Galileu. Mas para a ciência proporcionou enorme progresso para os conhecimentos geométricos e astronômicos. A Astronomia teve grande importância na antiguidade.
Na modernidade a moderna ciência da Biologia assume esse importante papel como fundamento do progresso científico. Baseado na Física e na Química, o estudo dos seres vivos é o preâmbulo das ciências humanas. A importante conseqüência é dirigir os estudos do ser humano nas mais complexas ciências. É a afirmação de um humanismo científico na direção da sociedade.
Nesta semana mostram-se os fundadores da Astronomia e da Física, compreendendo a Mecânica, a Acústica, a Eletricidade. Aqui estão os fundadores da Astronomia Moderna, Copérnico, Kepler e Tycho-Brahe. Está Huyghens que, depois de Galileu, e o principal fundador da Mecânica Celeste. Bradley calculou a velocidade da luz; Volta com a descoberta da eletricidade dinâmica. A semana é presidida por Galileu.

BICHAT (1771-1802) nasceu em Thoirette, no departamento de l’Ain, no leste da França. Seu pai, que era médico, o enviou para Lion, para estudar medicina, embora ele tivesse mostrado desde cedo gosto pela matemática. Estudou anatomia e cirurgia com Marc-Antoine Petit, cirurgião-chefe no hospital Hôtel Dieu em Lion.
Em 1793 tornou-se aluno e depois assistente do grande especialista na arte da cirurgia Pierre-Joseph Desault, que reconheceu seu gênio e o adotou como filho. Bichat, em reconhecimento, recolheu e editou as obras de seu mestre, completando seus textos no Journal de Chirurgie, com a biografia de Desault, dois anos após a sua morte ocorrida em 1795.
Ele abriu uma escola de anatomia e realizou, com uma energia de que não há exemplo na história da ciência a série de investigações anatômicas e experiências sobre as quais estão baseadas as descobertas de Bichat. O seu ardor afetou a sua saúde e uma queda acidental dentro do hospital do Hôtel-Dieu provocou sua morte em 1802, com apenas 31 anos de idade.
As duas grandes obras de Bichat são: a Anatomie génerale publicada em 1801 e as Recherches physiologiques sur la vie et la mort publicadas em 1800. No prefácio da Anatomie génerale, Bichat se coloca em posição em relação à escola materialista de Boerhaave, que tratava a biologia como uma simples conseqüência da Física, e em relação à escola metafísica e espiritualista que explicava a vida por entidades imaginárias tais como a alma, o arcano, o princípio vital e outros entes metafísicos.
Colocando-se entre as duas escolas, Bichat definiu com precisão de mestre o ponto de vista científico. Ele não tentava explicar a constituição íntima da vida, como não se procura explicar a composição íntima da gravitação. O objetivo é observar e coordenar os fatos da vida. Em seguida ligam-se esses fatos tão rigorosamente como possível com as estruturas em que eles ocorrem e com o meio que os envolve.
A definição do fenômeno vida deixa de ser um mistério dos deuses, uma dádiva divina, para ser a descrição do que só ocorre nos seres vivos e nunca nos outros seres.
A vida tem sua definição científica:
Vida é o movimento contínuo e espontâneo de assimilação e desassimilação.
Essa definição, como deve ser, expressa a propriedade mais simples que só a coisa a definir apresenta e que as outras coisas não apresentam.
Bichat foi o primeiro pesquisador a registrar as diferenças de composição entre as várias partes do corpo vivo e foi o primeiro a usar o termo de TECIDO em biologia. Bichat isolou 21 tipos de tecido no corpo humano e seu trabalho tornou-se a base da Histologia e da Anatomia Patológica modernas. A Histologia é o importante estudo da composição e estrutura dos tecidos orgânicos. A Anatomia Patológica estuda as estruturas dos tecidos nos órgãos doentes.
Bichat foi o maior dos biologistas, ao conduzir o ajuste sistemático dos aspectos estáticos e dinâmicos dos corpos vivos, com profundo significado enciclopédico, do conhecimento interdisciplinar. As pesquisas sobre os tecidos do corpo humano lideraram os trabalhos de seus sucessores, como o de Theodor Schwann (1810-1882), que completou a teoria celular em 1839, estendendo a teoria das células vegetais de Mathias Schleiden da Universidade de Jena, na Alemanha.
A Biologia se tornou a ciência mais importante na modernidade, assim como a Astronomia foi a mais importante na antiguidade. Porque a Biologia é a base para o estudo das ciências humanas, como sua base necessária.
Não é no mundo exterior que os homens encontraram a explicação de sua vida. Mas foi a Biologia que constituiu o caminho evolutivo para encontrar a explicação da finalidade da vida humana.
A finalidade da vida humana se encontra, em todos os tempos, na sociedade, determinando os princípios iniciais e finais do conhecimento humano, no próprio humanismo social. Indispensável e inevitável é a necessária unidade do sentimento, pensamento e ação feita em torno da humanidade, do homem em sociedade, no humanismo moderno.


AMANHÃ: O gênio que no estudo do céu deu movimento aos astros: JOHANNES KEPLER.

1202 01 B QUADRO DO MÊS DE BICHAT CIÊNCIA MODERNA


DEZEMBRO 02. DÉCIMO TERCEIRO MÊS: A Ciência Moderna
De 02 de dezembro a 29 de dezembro

A CIÊNCIA MODERNA

Neste mês é recordado o progresso da ciência após o fim da Idade média, a partir dos anos 1300. Então tem início a maior revolução filosófica da história. A pesquisa da verdade se tornou científica. Tomou conhecimento da forma de criação do mito e de sua utilidade para a vida da sociedade durante milênios. A revolução mental e moral destrói gradualmente a veneração dos antepassados e da antiguidade ao mesmo tempo em que constrói a nova civilização industrial que exige a paz e a fraternidade universal.
A memória dessa evolução moderna é lembrada e reverenciada no Calendário Filosófico. É a educação da inteligência e dos sentimentos por meio de seus grandes tipos humanos.
A ORIGINALIDADE DA CIÊNCIA MODERNA. Verifica-se nos anais da história como se desenvolveu o raciocínio abstrato ou puro pela pesquisa das relações entre dos fenômenos abstratos e não apenas pela simples descrição concreta e catalogação dos objetos ou seres concretos.
A simples, mas trabalhosa descrição é feita na Botânica, na Zoologia, na Geografia. Que formaram a necessária base para o raciocínio abstrato.
Na modernidade foram instituídas e constituídas as ciências por suas leis abstratas constantes especiais. São as ciências modernas: o conjunto das leis abstratas dos fenômenos, constantes e infalíveis.
Cada tipo de fenômeno formou uma ciência. Para a medição da quantidade se estabeleceu o conjunto de leis da Matemática. Para os fenômenos da natureza temos a Física abstrata ou pura, para os fenômenos da vida a Biologia abstrata ou pura.
CIÊNCIAS HUMANAS ABSTRATAS. Destaca-se a original formação da ciência dos fenômenos da sociedade, a Sociologia. A ciência social é o conjunto das leis abstratas dos fenômenos da sociedade.
Destaca-se também a original fundação da mais complexa das ciências, a Psicologia Pura ou Abstrata, como o conjunto das leis dos fenômenos da vida individual.
A originalidade da revolução mental da modernidade é a formação das ciências humanas abstratas. Antes, desde a antiguidade, foram feitas pesquisas concretas, apenas descritivas, dos costumes e dos sentimentos na vida social coletiva e individual. Todas as religiões produziram conselhos e normas práticas de comportamento regulando a vida humana em todos os seus aspectos. A pura descrição concreta dos casos sociais não descobre as leis que regulam a sociedade. Só o conhecimento das leis abstratas permite a previsão científica na vida social e individual, na política e na educação.
A formação das duas ciências mais complexas é a extraordinária fundação das ciências positivas, seguras, infalíveis em abstrato dos fenômenos humanos, as CIÊNCIAS HUMANAS positivas. São positivas por serem verificáveis, reproduzíveis, universais, seguras, infalíveis, mas relativas, condicionadas, não absolutas.
TODOS OS FENÔMENOS DA REALIDADE. A ciência moderna com a instituição das CIÊNCIAS HUMANAS completa o estudo positivo de todos os fenômenos conhecidos pelo homem. Ou seja, a pesquisa feita por longos milênios pelo conjunto da sociedade humana descobriu, identificou e classificou todos os fenômenos verificáveis no mundo. Tanto no mundo da realidade exterior como no mundo interior do homem. Portanto, foi possível completar a visão do mundo completa, a filosofia moderna, positiva, segura.
A identificação de todos os fenômenos da realidade não significa que sabemos tudo em todos os fenômenos. Significa que descobrimos como são relacionados todos os acontecimentos na realidade. E continuamos, sempre, como sociedade humana, a pesquisar o conhecimento das leis que governam esses fenômenos. Porque conhecemos uma pequena parte dessas leis. Sabemos que não sabemos tudo... Sabemos que não sabemos, não sabemos.
A ciência moderna em sua atualização chegou a um sistema de saber seguro, verificável, ou seja, chegou a instituir uma FILOSOFIA MODERNA CIENTÍFICA, uma filosofia positiva.

FILOSOFIA CIENTÍFICA
A Filosofia Moderna se compõe de três partes: a ESTÉTICA, a CIÊNCIA e a TÉCNICA. A CIÊNCIA comporta a CIÊNCIA PURA ou ABSTRATA e a CIÊNCIA APLICADA.
De modo geral não específico, a palavra Ciência é usada para todo e qualquer conhecimento, tanto teórico, abstrato ou puro, tanto como saber aplicado e até mesmo designa as artes e técnicas, como a ciência médica, a ciência da navegação.
IDENTIFICAÇÃO. Entre todas as significações, identificamos CIÊNCIA MODERNA como o conhecimento seguro, positivo, confiável, como o saber que pode ser provado, comprovado, reproduzido. É a ciência positiva verificável. Com essa condição, ficam fora da garantia de fidelidade da Filosofia Moderna as hipóteses fantasiosas, as ciências ocultas, a superstição, a visão transcendente fora da experimentação, o paranormal, os relatos da tradição, por mais antigos e respeitáveis que sejam seus livros e seus autores, divinos ou humanos.
CLASSIFICAÇÃO. Quando temos objetos ou conhecimentos em grande número, para o reconhecimento, registro e ensino, devemos sempre separá-los em gavetas, tipos ou classes. O mesmo se faz com o saber. Todos os filósofos fizeram classificações e critérios para formar a escala de valor de cada tipo de conhecimento.
A TEORIA E A PRÁTICA, O ABSTRATO E O CONCRETO. O conhecimento humano pode ser separado em classes. Uma escala de valor pode ser feita partindo do que é prático, descritivo, aplicado, no estudo dos objetos, isto é, dos seres. A descrição dos seres é o saber concreto, como a Botânica, a Zoologia, a Geografia, a Estatística.. Aumentando a abstração ou teoria se chega a conhecimentos teóricos de máxima abstração, o saber abstrato ou puro, como a teoria na Matemática pura, na Física, na Química.
A abstração permite que estudemos os objetos, as coisas, só por suas propriedades, abstraindo-se o objeto concreto, ou cada coisa em particular. De uma multidão de pessoas pode-se estudar sua quantidade, sua posição numa praça redonda ou quadrada, sua movimentação, se estão em movimento, se exercem alguma força, se estão revoltados contra o governo ou em comemoração festiva. Esses acontecimentos são propriedades ou FENÔMENOS que percebemos dos objetos concretos. Chama-se, por exemplo, NÚMERO CONCRETO o número de coisas que temos, como 3 laranjas, 2 maçãs. Se falamos do número sem pensar e dizer as coisas, estaremos falando do NÚMERO ABSTRATO, como: 2 mais 3, igual a 5. Assim 5 indica apenas a quantidade, sem falar de quais coisas, já que nos ABSTRAÍMOS das coisas, dos objetos concretos. O número 5 como abstração vale para o geral das coisas, permita a generalização, que é a validade geral. Os conceitos abstratos são gerais, permitem a generalização.
A noção de ABSTRAÇÃO é muito importante. Estamos constantemente pensando ora em noções concretas e ora em noções abstratas. Ou seja, em conhecimentos concretos de coisas e conhecimentos abstratos de acontecimentos, de FENÔMENOS. Por exemplo, em Botânica ou em Zoologia, fazemos a descrição das plantas ou dos animais, com sua identificação, seu registro, classificação. Estamos fazendo um estudo das coisas, um estudo concreto, não abstrato, não separado, dos seres. Já em Matemática estudamos o fenômeno QUANTIDADE, ou seja, o quanto existe.
Os homens, através dos séculos, descobriram que a abstração permite conhecimentos gerais, abrangentes, válidos para muitos fins e situações. O abstrato permite descobrir relações válidas, CONSTANTES para muitas coisas, muitos objetos variados, muitas situações variadas. Encontraram a CONSTÂNCIA no meio da grande variedade que existe no mundo. São as LEIS ABSTRATAS. Por exemplo, as mais simples leis estão na Aritmética, do 2+2=4, uma relação constante, para todos os corpos, NUM PLANO ABSTRATO. Nesse plano de raciocínio não há exceções, as leis são permanentes, constantes, infalíveis.
As leis abstratas são, portanto, gerais, permitem a GENERALIDADE. Chegamos, assim, a saber que as noções abstratas levam a noções gerais. A ABSTRAÇÃO permite a GENERALIZAÇÃO. Quanto mais abstratos os conhecimentos, mais simples. Quanto mais concretos, mais especiais, mais complexos são os conhecimentos. Por exemplo, o estudo matemático é o mais abstrato, só levando em conta a quantidade, a forma, o movimento. Não pesquisa no corpo se é pesado, se quente, se sonoro, se é vivo. No estudo da Sociologia e da Psicologia, muitos fenômenos influem, como o número de pessoas, se há fome, se há condições extremas de clima, ou econômicas: a complexidade é enorme.
FENÔMENOS. Colocados em ordem de complicação, TODOS os fenômenos COMPROVADOS ou científicos que existem na realidade são: matemáticos, astronômicos, físicos, químicos, biológicos, sociológicos e psicológicos:
1 Matemáticos: são os fenômenos de quantidade, no Cálculo; de forma, na Geometria; de movimento, na Mecânica teórica;
2 Astronômicos, dos astros;
3 Físicos, da natureza;
4 Químicos, de composição e decomposição;
5 Biológicos, fenômenos da vida;
6 Sociológicos, fenômenos da sociedade;
7 Psicológicos, de comportamento individual.
Nessa escala de complexidade crescente pode-se verificar que cada degrau depende dos mais simples e não depende dos mais complexos, quando estudados em abstrato. Essa escala tem generalidade decrescente. Ou seja, em matemática todos os corpos podem ser contados; os corpos vivos são mais raros do que os inertes; os fenômenos da psicologia só podem ser observados nos animais e no animal homem.
O resultado é uma relação de apenas sete ciências ABSTRATAS, de leis dos fenômenos. Na grande expansão das especialidades científicas teóricas e aplicadas, junto com o espantoso progresso das técnicas, podemos testar se fenômenos comprovados cabem na relação conhecida, mostrada pela primeira vez pelo filósofo Augusto Comte no seu Curso de Filosofia Positiva, de 1842, há mais de 150 anos atrás.
As recentes descobertas da energia nuclear, do transistor e do circuito integrado, do processador eletrônico, das viagens interplanetárias, todas incluem fenômenos que estão colocados dentro da classificação das sete ciências. Mas as ciências ocultas, as teorias religiosas, as ciências dos espíritos sobrenaturais, não estão lá, a não ser na sua importante participação em todas as civilizações do passado, em Sociologia, nos registros dos anuários da História.
As ciências ABSTRATAS formam o núcleo, o resumo ou essência do conhecimento. Nos manuais de Engenharia, em todos os idiomas, antes dos dados particulares de cada especialização, são colocadas as LEIS ABSTRATAS da matemática e da física, aplicadas na técnica. Por exemplo, para projetar uma alavanca, basta consultar as leis abstratas da mecânica para calcular o comprimento dos braços da peça. Para projetar a asa de um avião, consultam-se as leis abstratas da mecânica dos fluidos, para obter a previsão de como ocorrerá a sustentação da aeronave durante o vôo.
A série enciclopédica das sete ciências ABSTRATAS é o conhecimento básico necessário para todas as profissões. Constituem a concentração do conhecimento MÍNIMO para as aplicações nas especializações. O que é feito desde as mais simples técnicas matemáticas até a solução dos mais complexos problemas sociológicos aplicados, na Ciência Política e nas crises de conduta pessoal em Psicologia Aplicada. O estudo do saber ABSTRATO reduz os custos e os prazos do ensino, evitando a aprendizagem das aplicações nas especialidades durante o estudo das teorias básicas necessárias, no âmbito do raciocínio da ABSTRAÇÃO. A especialização será feita depois, sobre essa base abstrata, segura, positiva, comprovada.
No Calendário Histórico é mostrada a evolução das ciências desde a Astronomia dos antigos, de Copérnico até a Psicologia de François Broussais e de Franz Gall até a Sociologia e a Psicologia de Augusto Comte em nossos dias.

 

Calendário FILOSÓFICO
 para um ano qualquer QUE É
quadro concreto DOS GRANDES HOMENS Na preparação humana

MÊS DE BICHAT     A CIÊNCIA MODERNA
Décimo terceiro e último mês do Calendário Histórico Filosófico.

LUNEDIA=segunda-feira; MARTEDIA=terça; MERCURIDIA=quarta;
JOVEDIA=quinta; VENERDIA=sexta-feira.
Última coluna é a correspondência com o calendário júlio=gregoriano em uso.
Os nomes à esquerda são os tipos humanos nos anos comuns C; à direita os tipos adjuntos,
para os anos bissextos B.
A data para os tipos adjuntos nos  anos bissextos é o dia anterior a partir 1º de março.
Por exemplo,  neste mês o adjunto Tycho Brahe será no dia 3 dez menos 1=2 dez. Halley será dia 3 dez.

Segunda feira=Lunedia;  Terça=Martedia;  Quarta=Mercuridia; Qinta=Jovedia; Sexta=Venerdia
Todos os meses são iguais, de 28 dias e todos começam numa segunda-feira, num lunedia,
terminando num domingo com o chefe do mês

DIAS FERIADOS FORA DA CONTAGEM NORMAL DA SEMANA
O Calendário com 13 meses cada um tendo 28 dias somam 364 dias. Falta então um dia para completar os 365 dias do ano comum. E falta mais um dia nos anos bissextos que possuem 366 dias.
.Um dia para completar o total do 365 dias é colocado fora da contagem nas semanas, nos anos comuns como
o dia complementar, feriado da  – Comemoração Universal dos Antepassados
e
nos anos bissextos é colocado o feriado do dia da – Festa geral das Santas Mulheres


sexta-feira, 30 de novembro de 2012

1201 B CROMWELL o fim dos privilégios medievais e clericais com a proteção do povo


DEZEMBRO 01. OLIVER CROMWELL: república, moralidade e liberdade de consciência

CROMWELL
Oliver Cromwell
(nasceu em 1599, em Huntingdonshire, Inglaterra; morreu em 1658, em Londres)

ESTADISTA E GENERAL INGLÊS REVOLUCIONÁRIO REPUBLICANO

GOVERNO POLÍTICO NA MODERNIDADE
No mês da Política Moderna são colocados os maiores nomes representativos dos séculos em que o progresso da sociedade européia realizou duas funções:
1  o fim da organização militar medieval para a guerra de defesa e dos antigos privilégios, costumes e crenças;
2  a preparação da nova civilização científica e pacífica necessária para a atividade industrial e comercial, de paz e de ordem mantida pelos diversos governos.
A ação de mudança da política medieval para a política moderna realizou a limitação ou extinção do poder e dos privilégios da nobreza, dos militares e das autoridades religiosas e a manutenção de exércitos permanentes assalariados pelo governo político. Nos regimes guerreiros de Roma, de guerra de conquista, como da Idade Média, de guerra de defesa, os militares eram governo, como imperadores ou barões feudais.
O governo concentrado na monarquia gradualmente substituiu o governo descentralizado dos barões. Ele constituiu o único elemento que ficou de pé do antigo regime medieval católico-feudal no fim dos anos 1400, século XV. A luta entre as autoridades centrais e as locais já tinham terminado e o governo político não era mais ameaçado por nenhum outro poder rival. Os governos passaram a governar sem a unanimidade cultural da Idade Média, como se fossem ditadores, sob diversas formas. Nas biografias de Luiz XI e de Cromwell podem-se ver dois modos de governo.
Nessa fase histórica a política tinha por objetivo manter a ordem da nação e permitir o livre progresso intelectual e industrial. São os estadistas da nova civilização. A política anterior tinha como referência a lei dos deuses, em normas políticas dadas pelo conhecimento das divindades e passa gradualmente a ter como referência o bem da pátria e da sociedade humana.
Estabeleceram o governo central monárquico com o necessário comando único reunindo no rei os antigos poderes regionais dos barões do feudalismo. Com o enfraquecimento dos costumes antigos os reis tenderam a tirar do papa muitas das funções religiosas, tais como a diplomacia e a manutenção da paz.

Nesta quarta semana são consagrados os estadistas dos anos 1600 e 1700, séculos 17 e 18, que participaram de revoluções anteriores à Revolução Francesa. Foram movimentos de soberania popular e de igualdade que levaram políticos a demonstrar a tendência para o regime político republicano, do bem público, para o povo todo. Esses estadistas seriam naturalmente conservadores ardentes, mas foram envolvidos pela força revolucionária política decorrente das novas doutrinas filosóficas libertadoras dos enciclopedistas seculares, emancipados da filosofia medieval.  Foram revoluções pela república, pela libertação de países dominados pelo estrangeiro ou pela independência de colônias em outros continentes.

Ver em 1104 01 B  em 04 de novembro o QUADRO DO MÊS DE FREDERICO A POLÍTICA MODERNA, com os grandes nomes representativos da evolução social política do mês.

CROMWELL (1599-1658) nasceu em Huntingdon, na Inglaterra, em 1599. Era o filho único de Robert Cromwell, que tinha sido membro do Parlamento, era proprietário e juiz de paz. Cromwell estudou no Sussex College em Cambridge e depois no Lincoln’s Inn em Londres.
Ele pertencia à aristocracia sem títulos. Participou no terceiro e no quarto parlamento do rei Charles I. Notabilizou-se no Long Parlement, então com a idade de 41 anos, em 1640. Cromwell fazia parte de uma rede de descontentes com o governo de Charles I, que reinava com arbitrariedade e não procurava reprimir os adeptos do catolicismo romano.
Charles I durante 11 anos governou sem convocar o Parlamento. Quando teve que obter dinheiro para combater a rebelião na Escócia, o rei foi forçado a fazer a convocação do Parlamento. Esse congresso foi chamado de Long Parliament. A partir de novembro de 1741, Cromwell propôs que o Parlamento fizesse uma “ordonnance” para que fosse formada uma milícia do parlamento com cidadãos comuns, não nobres. Foi a primeira vez que uma decisão parlamentar, sem aprovação do rei, proporia a preparação para a guerra. A figura de Cromwell se destacou quando a luta começou e a atenção foi chamada por sua energia e por suas vitórias militares.
Embora entrando tarde na carreira da guerra, Cromwell provou ter todas as qualidades de um grande capitão: sua prudência, a capacidade de previsão e de organização, a habilidade estratégica, do que fazer e a habilidade tática, de como fazer, tudo junto a uma coragem que nada podia abater.
A Primeira Guerra Civil começou em 1642, Cromwell tomando as armas contra o rei junto com outros membros do Parlamento. No ano seguinte foi feito coronel de um regimento de cavalaria, que ele conduziu a vitórias sucessivas. Após muitos combates, ele tornou-se general de cavalaria e teve papel principal na derrota do rei na Batalha de Naseby em 1645, que terminou a Primeira Guerra Civil.
O rei Charles I em 1647 se negou a obedecer às ordens do Parlamento e do exército e fugiu. Fez uma aliança com os escoceses para invadir a Inglaterra, dando início à Segunda Guerra Civil. Cromwell reuniu novamente o exército, vencendo dos escoceses na sangrenta Batalha de Preston em 1648. O rei demonstrara não ser confiável, o que fez o Parlamento realizar o julgamento, a condenação e a execução do rei por decapitação. Mais importante foi o golpe dado na aristocracia e no clero pela abolição da HOUSE OF LORDS, a Câmara dos Lordes, que reunia os nobres com títulos de privilégio e os bispos anglicanos.
Com a execução do rei, foi formada a Commonwealth of England, o que tornou o país na República da Inglaterra, como diz Ian Roy, do King’s College, da Universidade de Londres.
Oliver Cromwell representou bem a sua época na evolução da sociedade, com o processo de realização do PRINCÍPIO DE IGUALDADE, o esforço de rebaixamento político da aristocracia inglesa e do fim da monarquia.  Ao mesmo tempo, ele defendeu a mais estrita moralidade e a maior liberdade de consciência, com a valorização do cidadão comum. Foi o mais avançado estadista que o protestantismo apresentou, embora sua revolução tenha falhado por falta de preparação mental da direção. A morte o surpreendeu prematuramente, em 1658, com 59 anos de idade.
A grande revolução inglesa é a segunda revolução protestante na Europa, na evolução da sociedade depois do fim do feudalismo. A revolução da Holanda foi a primeira, uma heróica luta para libertar o pequeno país do retrógrado e poderoso domínio católico espanhol. Esses dois eventos correspondem á aplicação dos dois princípios de destruição das instituições medievais e católicas: a afirmação da soberania do povo e o lema da igualdade. São esses preceitos conseqüências do espírito de crítica, que nos assegura a moderna e sagrada liberdade de consciência, de opinião.


AMANHÃ: Início do mês da CIÊNCIA MODERNA, com Bichat e o dia de Copérnico.

1130 B TOUSSAINT libertou o Haiti como república com a abolição da escravatura negra


30 DE NOVEMBRO: TOUSSAINT-LOUVERTURE ex-escravo negro sem preconceito racial

TOUSSAINT-LOUVERTURE
François Dominique Toussaint, Louverture ou L'Ouverture
(nasceu em 1746, em São Domingo; morreu em 1803, em Fort-deJoux, França)

VITORIOSO GENERAL E ESTADISTA NEGRO HERÓI NACIONAL DO HAITI

GOVERNO POLÍTICO NA MODERNIDADE
No mês da Política Moderna são colocados os maiores nomes representativos dos séculos em que o progresso da sociedade européia realizou duas funções:
1  o fim da organização militar medieval para a guerra de defesa e dos antigos privilégios, costumes e crenças;
2  a preparação da nova civilização científica e pacífica necessária para a atividade industrial e comercial, de paz e de ordem mantida pelos diversos governos.
A ação de mudança da política medieval para a política moderna realizou a limitação ou extinção do poder e dos privilégios da nobreza, dos militares e das autoridades religiosas e a manutenção de exércitos permanentes assalariados pelo governo político. Nos regimes guerreiros de Roma, de guerra de conquista, como da Idade Média, de guerra de defesa, os militares eram governo, como imperadores ou barões feudais.
O governo concentrado na monarquia gradualmente substituiu o governo descentralizado dos barões. Ele constituiu o único elemento que ficou de pé do antigo regime medieval católico-feudal no fim dos anos 1400, século XV. A luta entre as autoridades centrais e as locais já tinham terminado e o governo político não era mais ameaçado por nenhum outro poder rival. Os governos passaram a governar sem a unanimidade cultural da Idade Média, como se fossem ditadores, sob diversas formas. Nas biografias de Luiz XI e de Cromwell podem-se ver dois modos de governo.
Nessa fase histórica a política tinha por objetivo manter a ordem da nação e permitir o livre progresso intelectual e industrial. São os estadistas da nova civilização. A política anterior tinha como referência a lei dos deuses, em normas políticas dadas pelo conhecimento das divindades e passa gradualmente a ter como referência o bem da pátria e da sociedade humana.
Estabeleceram o governo central monárquico com o necessário comando único reunindo no rei os antigos poderes regionais dos barões do feudalismo. Com o enfraquecimento dos costumes antigos os reis tenderam a tirar do papa muitas das funções religiosas, tais como a diplomacia e a manutenção da paz.

Nesta quarta semana são consagrados os estadistas dos anos 1600 e 1700, séculos 17 e 18, que participaram de revoluções anteriores à Revolução Francesa. Foram movimentos de soberania popular e de igualdade que levaram políticos a demonstrar a tendência para o regime político republicano, do bem público, para o povo todo. Esses estadistas seriam naturalmente conservadores ardentes, mas foram envolvidos pela força revolucionária política decorrente das novas doutrinas filosóficas libertadoras dos enciclopedistas seculares, emancipados da filosofia medieval.  Foram revoluções pela república, pela libertação de países dominados pelo estrangeiro ou pela independência de colônias em outros continentes.

Ver em 1104 01 B  em 04 de novembro o QUADRO DO MÊS DE FREDERICO A POLÍTICA MODERNA, com os grandes nomes representativos da evolução social política do mês.

TOUSSAINT-LOUVERTURE (1746-1803) , que fora um escravo negro, liderou a revolta que separou o Haiti da França como uma república independente. Esse foi um evento capital na história da abolição da escravidão e da independência das colônias em todo o mundo.
Toussaint tinha grande talento militar e nas sucessivas batalhas vitoriosas era capaz de abrir a passagem para suas tropas, recebendo o nome de L’Ouverture, “O Abertura”.
Era um católico fervente, que tinha a glória de combater por seu rei francês. Mas o decreto da Convenção que emancipou os escravos operou uma alteração inesperada. Ele se ligou à república e levou os haitianos a aceitá-la. Recusou tornar-se o rei do país, como lhe ofereceram os ingleses e salvou o governador francês da vingança dos mulatos e protegeu todas as raças do mesmo modo, sendo assim o chefe real do país.
Toussaint mostrou-se um bom administrador na paz como na guerra. Os antigos escravos se entregavam à preguiça: ele os obrigou a trabalhar. Vigilante, enérgico, incorruptível, sem piedade por seus inimigos e severo com seus amigos quando o bem público o exigia, inteiramente livre do preconceito racial, ele era o único que seria capaz de governar o país.
Depois de sete anos de governo, Napoleão Bonaparte enviou um grande contingente armado contra o Haiti. A escravidão foi restabelecida e o país novamente tornado uma colônia francesa.
Vencido nas lutas contra os franceses, Toussaint foi mandado para uma prisão na França, onde morreu em 1803.

AMANHÃ: Na revolução inglesa pela moral e liberdade de consciência: Oliver Cromwell.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

1129 B BOLÍVAR modelo nativo de coragem e firmeza na defesa dos mais fracos


29 DE NOVEMBRO. SIMON BOLIVAR: recuperação nas derrotas nas lutas pela liberdade.

BOLÍVAR
Simon Bolivar El Libertador, Simón José Antonio de la Santísima Trinidad Bolívar
(nasceu em 1783, em Caracas, Venezuela; morreu em 1830, em Santa Marta, Colômbia)

ESTADISTA E GENERAL VENEZUELANO NA LUTA PELA INDEPENDÊNCIA NA AMÉRICA ESPANHOLA

GOVERNO POLÍTICO NA MODERNIDADE
No mês da Política Moderna são colocados os maiores nomes representativos dos séculos em que o progresso da sociedade européia realizou duas funções:
1  o fim da organização militar medieval para a guerra de defesa e dos antigos privilégios, costumes e crenças;
2  a preparação da nova civilização científica e pacífica necessária para a atividade industrial e comercial, de paz e de ordem mantida pelos diversos governos.
A ação de mudança da política medieval para a política moderna realizou a limitação ou extinção do poder e dos privilégios da nobreza, dos militares e das autoridades religiosas e a manutenção de exércitos permanentes assalariados pelo governo político. Nos regimes guerreiros de Roma, de guerra de conquista, como da Idade Média, de guerra de defesa, os militares eram governo, como imperadores ou barões feudais.
O governo concentrado na monarquia gradualmente substituiu o governo descentralizado dos barões. Ele constituiu o único elemento que ficou de pé do antigo regime medieval católico-feudal no fim dos anos 1400, século XV. A luta entre as autoridades centrais e as locais já tinham terminado e o governo político não era mais ameaçado por nenhum outro poder rival. Os governos passaram a governar sem a unanimidade cultural da Idade Média, como se fossem ditadores, sob diversas formas. Nas biografias de Luiz XI e de Cromwell podem-se ver dois modos de governo.
Nessa fase histórica a política tinha por objetivo manter a ordem da nação e permitir o livre progresso intelectual e industrial. São os estadistas da nova civilização. A política anterior tinha como referência a lei dos deuses, em normas políticas dadas pelo conhecimento das divindades e passa gradualmente a ter como referência o bem da pátria e da sociedade humana.
Estabeleceram o governo central monárquico com o necessário comando único reunindo no rei os antigos poderes regionais dos barões do feudalismo. Com o enfraquecimento dos costumes antigos os reis tenderam a tirar do papa muitas das funções religiosas, tais como a diplomacia e a manutenção da paz.

Nesta quarta semana são consagrados os estadistas dos anos 1600 e 1700, séculos 17 e 18, que participaram de revoluções anteriores à Revolução Francesa. Foram movimentos de soberania popular e de igualdade que levaram políticos a demonstrar a tendência para o regime político republicano, do bem público, para o povo todo. Esses estadistas seriam naturalmente conservadores ardentes, mas foram envolvidos pela força revolucionária política decorrente das novas doutrinas filosóficas libertadoras dos enciclopedistas seculares, emancipados da filosofia medieval.  Foram revoluções pela república, pela libertação de países dominados pelo estrangeiro ou pela independência de colônias em outros continentes.

Ver em 1104 01 B  em 04 de novembro o QUADRO DO MÊS DE FREDERICO A POLÍTICA MODERNA, com os grandes nomes representativos da evolução social política do mês.

BOLÍVAR (1783-1830) foi o militar e estadista que liderou as revoluções contra o domínio da Espanha na Colômbia, junto com a Venezuela, Equador, Peru e Bolívia. Ele foi presidente da Colômbia de 1821 a 1830 e do Peru de 1823 a 1829.
Ele nasceu em Caracas, que então era a capital da colônia espanhola de Venezuela. A família Bolivar era criola, assim chamados os espanhóis nascidos nas colônias. Estavam no país desde os anos 1500, reunindo uma grande fortuna em terras, minas e propriedades nas cidades. Seu pai, um aristocrata, morreu quando Bolívar tinha 3 anos. Com 16 anos ele foi estudar na Espanha, onde em 1801, com 18 anos casou-se retornando mais tarde a Caracas.
Bolívar retornou à Europa em 1804, em Paris tomando contato com os textos dos pensadores racionalistas como Locke, Hobbes, Buffon, d’Alembert e como Voltaire e Montesquieu. Ele conheceu os ideais do ILUMINISMO, que colocavam muita ênfase no pensamento, na ciência e no sentimento social do humanismo leigo.
Em 1808, com a invasão da Espanha por Napoleão, destituindo o seu rei, foi possível a primeira revolta dos venezuelanos. Mas um grande terremoto facilitou a derrota dos revoltosos. Bolívar foi perseguido e foi para a Nova-Granada, hoje Colômbia, que estava independente. Em 1813 ele atravessou os Andes com centenas de homens, marchou sobre Caracas, onde entrou em triunfo, saudado com o título de “LIBERTADOR”.
Com o fim da guerra na Europa, o governo de Caracas foi derrotado e Bolívar se refugiou no Haiti. Chamado a ir ao Peru, perseguiu os espanhóis e tornou-se o DEFENSOR DOS ÍNDIOS, que eram oprimidos por todos os lados. Esse é um belo elogio que se pode fazer de Bolívar, que se mostrou em tudo o defensor dos oprimidos. Bolívar, em sua luta pela libertação, sofreu muitas derrotas e conquistou muitas vitórias. Mas sua grande energia e perseverança fizeram com que ele sempre se reerguesse logo em seguida a uma derrota.
No governo do Peru, em que a legislação era democrática, ele realizou a chefia de governo a um presidente vitalício, estável, que deveria indicar o seu sucessor. A unidade de comando do governo e a indicação do sucessor formaram a política realizada na Roma antiga. O regime de sucesso constante no grande império da Europa.não foi propriamente imperial, já que a transmissão do poder não era hereditária. Bolívar foi a favor da manutenção da unidade de comando na política, pelo governo presidencial sem parlamento, mantendo as plenas liberdades civis.
Ele desejava que todas as colônias da América espanhola se unissem conta a Espanha. Mas não teve sucesso, ao supor que essa aliança defensiva pudesse ser uma união durável. No seu governo do Peru ele sofreu um grave atentado, por pouco salvo do punhal dos criminosos. Revoltas de partidários do parlamento se repetiram. Sofrendo de tuberculose, a saúde de Bolívar era precária. Em maio de 1830 ele se convenceu de que deveria renunciar e projetou a ida para a Europa,mas aceitou a oferta de um admirador espanhol para hospedagem em Santa Marta,na Colômbia.
Bolívar morreu no caminho do exílio, em 17 de dezembro de 1830, perto de Santa Marta. A grande obra de Bolívar foi a luta de libertação de grande parte da América do Sul contra o domínio do reino da Espanha. Ele é o grande herói do movimento da independência da América espanhola. E deu o exemplo de perseverança na recuperação frente às derrotas, o exemplo criolo de coragem e de firmeza na defesa dos oprimidos.

AMANHÃ: TOUSSAINT-LOUVERTURE.  libertou o Haiti como república.