domingo, 19 de dezembro de 2010

1219 CAVENDISH

19 DE DEZEMBRO. Cavendish: Descobriu o hidrogênio, chamado de “ar inflamável”, que queimava no ar comum.

CAVENDISH
Henry Cavendish
(nasceu em 1731, em Nice, França; morreu em 1810, em Londres)
GENIAL FÍSICO E QUÍMICO INGLÊS DESCOBRIDOR DO HIDROGÊNIO


O Calendário Histórico mostra a espontânea, oscilante, irregular, mas contínua evolução cultural em todos os aspectos da sociedade, por meio das maiores figuras humanas. O Calendário, na verdade, passa a ser um verdadeiro CURSO DE FILOSOFIA DA HISTÓRIA, demonstrando os seus princípios científicos em sua observação e fundamentação empírica nos anais da História.
Indica a faculdade criadora para o melhoramento da vida humana, depois do fim do feudalismo e do fim do poder político do papa e da fé medieval, devido ao conhecimento científico que prepara a nova civilização industrial moderna. São os cientistas da nova civilização, pensadores que antes eram teólogos e metafísicos e passam ao saber firme comprovado, isto é, ao saber positivo sobre o próprio homem, sobre o mundo e seus princípios gerais.
Nesta semana mostra os grandes cientistas do desenvolvimento da Química como ciência experimental positiva nos anos 1700 e 1800, nos séculos XVIII e XIX. A Química científica, mais complexa, só poderia se desenvolver após a criação nos anos anteriores da ciência Física, com fenômenos mais simples,. O patrono da semana é LAVOISIER, por suas pesquisas da oxidação e da combustão e ainda pela destruição da hipótese do flogístico, um fluido metafísico que explicava a ocorrência da combustão (do grego phloks, phlogos= chama, flama). LAVOISIER termina a semana.

CAVENDISH nasceu na França, de pais ingleses, descendente de tradicionais famílias britânicas. Era filho de Lord Charles Cavendish e neto do duque de Devonshire. Ele foi educado no Hackney Seminary em Londres, e depois no Peterhouse College na Universidade de Cambridge, com excelência em matemática. Não chegou a diplomar-se, possivelmente por não concordar em fazer a declaração obrigatória de filiação à Igreja da Inglaterra, Anglicana.
Ele tinha costumes discretos e excêntricos, vivendo retirado no campo, visitando sua residência de Londres somente para a reunião semanal da Sociedade Real de Ciências. Após a morte de seu pai, Cavendish herdou uma grande fortuna sem que se alterasse seu modo de viver, embora fosse tido como o mais rico de todos os pensadores, e o mais ilustrado de todos os ricos. Ele chegou a completar 78 anos de idade e morreu em Londres em 1810.
Ele viveu com seu pai até a morte dele em 1873. Seu pai foi um pesquisador experiente, cuja habilidade foi elogiada por Benjamim Franklin. Cavendish tornou-se um cientista cuidadoso, original e de escrupulosa exatidão. Suas contribuições científicas, a maior parte dentro da química, ficaram em 18 memórias publicadas nas atas da Sociedade Real e são todas de grande valor. Grande parte de suas originais pesquisas ficaram inéditas.
Ele faz notar, em seu relatório sobre os gases, publicado em 1766, que eles são de duas formas: o “AR INFLAMÁVEL”, o hidrogênio, e o “AR FIXO”, o gás carbônico. Van Helmont tinha alguma idéia do hidrogênio, mas Cavendish deve ser considerado como seu descobridor. O gás carbônico foi descoberto por Black e Cavendish é que estudou as suas propriedades. Em seus escritos ele expõe a primeira tentativa para relacionar os gases conhecidos e determinar seus pesos relativos, começando assim a química pneumática que foi bem desenvolvida por Priestley.
Ao descobrir o “AR INFLAMÁVEL”, o hidrogênio, Cavendish verificou que ele queimava no ar comum ou no oxigênio com formação de água, provando assim, qualitativamente, a composição da água.
Essa importante descoberta foi reconhecida na mesma época por James Watt e logo que ela foi conhecida na França, a investigação foi repetida por Lavoisier e por Laplace e a exata proporção de cada componente foi determinada.
Além dessas grandes descobertas de Cavendish, ele ainda comprovou a constância da composição da atmosfera, fez a explicação da solução da cal na água pela ação do gás carbônico e a determinação da composição do ácido nítrico.
As suas pesquisas em eletricidade não foram divulgadas. Ele havia medido a força entre as cargas elétricas, dando sua lei, antes de Coulomb. Ele antecipou a lei de Ohm, mesmo sem poder medir a corrente elétrica, usando seu próprio corpo para avaliação, sentindo o choque elétrico só nos seus dedos, ou até seu pulso ou até o cotovelo, quando a corrente fosse maior.
Essas notáveis pesquisas originais ficaram inéditas e desconhecidas, mas foram mais tarde admiradas e repetidas pelo destacado físico escocês James Clerk Maxwell, que publicou os relatórios anotados das experiências de Cavendish.
A capacidade intelectual de Cavendish era excepcional, muito rara na sociedade. Ele desdenhava o aplauso popular, embora tenha aceitado a honra de ser membro da Sociedade Real de Ciências em 1760 e de ser eleito um dos oito associados estrangeiros do Instituto de França em 1803. Explica-se assim sua excentricidade. Foi um acontecimento raro.
Cavendish deixou sua fortuna para seus parentes. A família em 1871 fez a doação do Laboratório de Cavendish para a Universidade de Cambridge, onde se deu, sob a série de brilhantes diretores, grande parte do desenvolvimento da moderna física.

AMANHÃ: Pensador brilhante criou o novo sistema dos nomes dos produtos químicos, a moderna nomenclatura: GUYTON-MORVEAU.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

1218 PRIESTLEY

18 DE DEZEMBRO. Priestley: Fundador da química moderna descobriu o oxigênio, o óxido nítrico e o nitroso e muitos outros.

PRIESTLEY
Joseph Priestley
(nasceu em 1733, Yorkshire, Inglaterra; morreu em 1804, em Northumberland, Pensinvânia, Estados Unidos)
QUÍMICO INGLÊS CIENTISTA EXPERIMENTAL DESCOBRIDOR DO OXIGÊNIO

FILOSOFIA DA HISTÓRIA.
O Calendário Histórico mostra a espontânea, oscilante, irregular, mas contínua evolução cultural em todos os aspectos da sociedade, por meio das maiores figuras humanas. O Calendário, na verdade, passa a ser um verdadeiro CURSO DE FILOSOFIA DA HISTÓRIA, demonstrando os seus princípios científicos em sua observação e fundamentação empírica nos anais da História.
Indica a faculdade criadora para o melhoramento da vida humana, depois do fim do feudalismo e do fim do poder político do papa e da fé medieval, devido ao conhecimento científico que prepara a nova civilização industrial moderna. São os cientistas da nova civilização, pensadores que antes eram teólogos e metafísicos e passam ao saber firme comprovado, isto é, ao saber positivo sobre o próprio homem, sobre o mundo e seus princípios gerais.
Nesta semana mostra os grandes cientistas do desenvolvimento da Química como ciência experimental positiva nos anos 1700 e 1800, nos séculos XVIII e XIX. A Química científica, mais complexa, só poderia se desenvolver após a criação nos anos anteriores da ciência Física, com fenômenos mais simples,. O patrono da semana é LAVOISIER, por suas pesquisas da oxidação e da combustão e ainda pela destruição da hipótese do flogístico, um fluido metafísico que explicava a ocorrência da combustão (do grego phloks, phlogos= chama, flama). LAVOISIER termina a semana.

JOSEPH PRIESTLEY nasceu em 1733, sendo o mais velho dos seis filhos de seus pais, que eram protestantes calvinistas. Eles eram tolerantes com as, que não aceitavam a igreja anglicana oficial. Para sua preparação como outras denominações religiosas e orientaram Joseph para ser um pastor da igreja “Dissenting”, discordante, que reunia as seitas como a presbiteriana e outras pastor, Priestley estudou línguas como o hebraico, dos caldeus e árabe com um pastor da Dissenting Church.
Ele se tornou um atento estudioso de história, filosofia e ciência, fazendo todo dia a tradução de 10 folhas de textos gregos antigos. Depois de freqüentar a Daventry Academy, tornou-se em 1755 o pastor assistente em congregação presbiteriana. Nessa época, já tinha se tornado um livre pensador furioso e herético, evoluindo até um Unitarianismo racional, com a negação da crença na Santíssima Trindade e na divindade de Cristo. Mas sempre se manteve como um piedoso e honesto religioso.
Priestley tornou-se um intelectual genial: sacerdote, professor, um cientista original e um teórico da política contribuindo para o progresso da liberdade, do pensamento religioso e do desenvolvimento da ciência. Corajoso com muito gosto pela controvérsia, tornou sua vida um percurso acidentado. Durante algum tempo foi bibliotecário do Lord Shelburne, com quem viajou pela Europa. Nessa época ele encontrou-se com Lavoisier e com os químicos na França. Então anunciou a sua descoberta do gás oxigênio, que nas mãos de seus colegas fez uma revolução na química.
Mais tarde retornou ao cargo de pastor em Birmingham, mas por causa de suas opiniões radicais em política e em religião, sofreu uma cruel perseguição, perdendo num incêndio vingativo a sua casa, biblioteca e laboratório, com todos os seus manuscritos. A razão foi ser ele republicano e ardente adversário da igreja anglicana oficial. Teve que fugir para Londres para escapar da morte. Depois foi para a América, onde se fixou em Northumberland, na Pensilvânia, em 1795. Lá viveu em retiro até sua morte em 1804.
Priestley se destacava como metafísico e teólogo. Fez pesquisas em eletricidade e em ótica, tornando-se famoso por suas brilhantes descobertas na química dos gases. Ele aperfeiçoou o equipamento de pesquisa de Cavendish, que havia posto os fundamentos da química pneumática. Desse modo, ele obteve grandes resultados que ficaram nos anais da ciência. Em 1774 ele descobriu o gás oxigênio, que ele chamou de “AR DEFLOGISTICADO”. O flogístico era um ente metafísico que servia para explicar o efeito do calor na combustão e seria transferido durante a queima e a respiração, provocando e efeito inverso da combustão, uma anti-oxidação.
O ar deflogisticado foi descoberto também pelo químico sueco Carl Wilhelm Scheele independentemente e recebeu o nome de oxigênio dado por Lavoisier. Além do oxigênio, Priestley descobriu também o óxido nítrico, o óxido nitroso, a solubilidade do gás carbônico na água. Também descobriu o gás amoníaco, o ácido hidroclorídrico, o óxido carbônico, que não chegou a distinguir do “ar inflamável”, o hidrogênio.
Não devemos esquecer a dificuldade encontrada para a construção das ciências, em todos os setores. É a comprovação da fraqueza de nossa inteligência, incapaz de representar com facilidade e rapidamente o que ocorre no mundo real, exigindo grandes esforços para a elaboração da ciência e da filosofia. É, de fato, uma grande demonstração da necessidade da modéstia mental que deve ser por todos reconhecida e relembrada a cada momento.
Joseph Priestley é considerado, por sua contribuição, como um dos fundadores da química moderna. Além desse mérito, a grande lição por toda a sua vida foi sua ardente crença no progresso da sociedade no permanente aperfeiçoamento do ser humano na direção da fraternidade universal. A nova Sociologia mostra que todos os deuses e mitos levaram ao progresso na evolução social, lenta mas constante por muitos milênios.


AMANHÃ: Descobriu o hidrogênio, chamado de “ar inflamável”, que queimava no ar comum: Cavendish.

1217 BERGMAN

17 DE DEZEMBRO. Bergman: Sábio sueco fundador da análise química inorgânica qualitativa e quantitativa.

BERGMAN
Torbern Olof Bergman
(nasceu em 1735, em Katrineberg, Suécia; morreu em 1784, em Medevi, Suécia)
NATURALISTA E QUÍMICO SUECO NO PROGRESSO DA QUÍMICA CIENTÍFICA

O Calendário Histórico mostra a espontânea, oscilante, irregular, mas contínua evolução cultural em todos os aspectos da sociedade, por meio das maiores figuras humanas. O Calendário, na verdade, passa a ser um verdadeiro CURSO DE FILOSOFIA DA HISTÓRIA, demonstrando os seus princípios científicos em sua observação e fundamentação empírica nos anais da História.
Indica a faculdade criadora para o melhoramento da vida humana, depois do fim do feudalismo e do fim do poder político do papa e da fé medieval, devido ao conhecimento científico que prepara a nova civilização industrial moderna. São os cientistas da nova civilização, pensadores que antes eram teólogos e metafísicos e passam ao saber firme comprovado, isto é, ao saber positivo sobre o próprio homem, sobre o mundo e seus princípios gerais.
Nesta semana mostra os grandes cientistas do desenvolvimento da Química como ciência experimental positiva nos anos 1700 e 1800, nos séculos XVIII e XIX. A Química científica, mais complexa, só poderia se desenvolver após a criação nos anos anteriores da ciência Física, com fenômenos mais simples,. O patrono da semana é LAVOISIER, por suas pesquisas da oxidação e da combustão e ainda pela destruição da hipótese do flogístico, um fluido metafísico que explicava a ocorrência da combustão (do grego phloks, phlogos= chama, flama). LAVOISIER termina a semana.

BERGMAN fez seus estudos voltados para a advocacia ou para o sacerdócio. Em Upsala ele sofreu a influência do grande botânico sueco Lineu (Karl von Linnaeus, 1707-1778), então no topo de seu prestígio, que o direcionou para o estudo científico. Inicialmente sua atenção se voltou para a biologia, ganhando a estima de Lineu por sua dedicação e por suas descobertas.
Bergman se diplomou pela Universidade de Upsala em 1758, onde se tornou professor de matemática e física. Em 1767 foi nomeado para a cadeira de Química que ocupou pelo resto de sua vida. Bergman contribuiu de maneira decisiva para elevar a Química ao nível de uma ciência positiva e manter, assim, na Europa, a grande fama que o renome de Lineu adquiriu para a Universidade de Upsala.
Na história da Química Bergman figura com importantes e efetivas descobertas. Além disso, deve ser conhecido pelo método de pesquisa, já que reconheceu a importância de limitar o uso das hipóteses sempre como um meio de pesquisa e não como um fim em si mesmo.
Suas memórias científicas somam mais de uma centena, tratando sempre do progresso do conhecimento da química. Ele foi o primeiro a dar à análise química uma forma sistemática e estabeleceu os fundamentos dessa técnica. A sua contribuição muito acrescentou ao estudo do importante processo da produção do ferro e do aço na Suécia. Foi também pioneiro a fazer pesquisas sobre a cristalografia, podendo-se apontá-lo como o fundador da mineralogia.
As primeiras pesquisas de Bergman foram sobre a aurora boreal e sobre o arco-íris. Estudou também as propriedades térmicas e elétricas da turmalina mineral, descobrindo que quando o cristal da turmalina é aquecido, as extremidades se tornam carregadas de eletricidade de polaridades opostas.
Muitos e novos reagentes foram introduzidos por Bergman, com a formação de novos métodos para a realização da análise química. Seu tratado De Analysi Aquarum, Sobre a Análise da Água, de 1778, foi a primeira descrição de suas pesquisas sobre as águas minerais.
Bergman realizou grande avanço na análise quantitativa e elaborou uma classificação mineral baseada nas propriedades químicas e físicas das substâncias. Ele ficou conhecido por sua pesquisa na química dos metais, em especial do bismuto e do níquel.
Os resultados das pesquisas de Bergman em vários temas foram relatados em suas memórias, que formaram a sua mais importante obra, a “Disquisitio de Attractionibus Electivis”, Dissertação sobre as Atrações Eletivas, onde apresenta tabelas relacionando os elementos químicos pela ordem de sua afinidade para reagir e para deslocar outros elementos numa substância composta. Essas tabelas foram muito famosas e foram postas na literatura química mais tarde, por volta de 1808. A Dissertação foi originariamente publicada em 1775, e, depois de revisada, compôs a edição de suas obras completas de 1783.
Torbern Olof Bergman é considerado como o fundador da análise química inorgânica qualitativa e quantitativa. O desenvolvimento da ciência dependeu do conhecimento da identidade e da quantidade dos materiais em cada reação.
Depois de 1900 as análises começaram a ser feitas com instrumentos como fotômetros e equipamentos eletrogravimétricos. Com o desenvolvimento da eletrônica após 1945 e, com o emprego dos computadores digitais, a maior parte dos laboratórios passou a usar a instrumentação eletrônica.
Não esquecer que todo o progresso recente dependeu da elaboração e da acumulação gradual do conhecimento anterior, em outras palavras, o progresso foi construído encima da indispensável base nos esforços coletivos do passado, da sociedade em evolução.


AMANHÃ: Fundador da química moderna, descobriu o oxigênio, o óxido nítrico e o nitroso e muitos outros: Priestley.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

1216 NEWTON

16 DE DEZEMBRO. Isaac Newton: Descobriu a lei da gravitação universal, desenvolveu o cálculo infinitesimal e a ótica moderna.

NEWTON
Sir Isaac Newton
(nasceu em 1642, em Woolsthorpe em Lincolnshire, Inglaterra; morreu em 1727, em Londres)
MATEMÁTICO E FÍSICO INGLÊS FILÓSOFO DA NATUREZA E DA MECÂNICA PLANETÁRIA

Nesta semana se mostra principalmente a complementação da Mecânica Celeste pelo cálculo infinitesimal. Aqui encontramos Viète, Fermat e Wallis que prepararam esse cálculo; Clairaut, Euler, d’Alembert e Fourier que o aplicaram aos problemas da física; Lagrange que o assimilou ao cálculo ordinário. Newton, cujo gênio matemático transformou a vaga hipótese da gravitação planetária numa certeza científica, tem aqui o lugar principal como chefe da semana que ele encerra. Ele mesmo falou, aliás, de Descartes e de Leibnitz, cuja iniciativa matemática se igualou àquela do cálculo de Newton.

NEWTON nasceu em 1642. Seu pai morreu antes que ele nascesse, sua mãe casando-se novamente quando ele tinha 3 anos de idade. Ele foi criado por sua avó, sendo um menino bem comportado, que mostrou grande habilidade manual, construindo relógios de sol, miniatura de moinhos, um relógio de água e outros artefatos.
Um antigo professor identificou a capacidade intelectual de Newton e recomendou sua preparação para a Universidade de Cambridge. Ele recebeu o diploma de bacharel em 1665 no Trinity College. Em 1667 Newton foi eleito professor associado ao College e em 1668 substituiu seu mestre, o destacado matemático e teólogo Isaac Barrow como professor de matemática. Em 1672 foi admitido à Sociedade Real de Ciências. Foi em 1686 que completou seu grande tratado de filosofia natural, os PRINCÍPIOS DE FILOSOFIA NATURAL, que ele publicou no ano seguinte. Tornou-se o presidente da Sociedade de Ciências em 1703, cargo que conservou, sendo reeleito seguidamente cada ano, até a sua morte, ocorrida em 1727. Ele repousa na abadia de Westminster. Newton em 1705 foi o primeiro cientista a receber o título de Cavaleiro do Reino da Inglaterra devido a suas pesquisas, com direito ao uso do título de Sir Isaac Newton.
Newton descobriu a natureza da luz branca em 1666 ao passar um feixe de luz do sol através de um prisma. Em 1669 ele inventou o cálculo infinitesimal, mas não o tornou público senão depois de passados 35 anos.
Em 1668 ele construiu o primeiro telescópio de reflexão e em 1687 publicou sua mais famosa obra, Philosophiae Naturalis Principia Mathematica, os Princípios Matemáticos de Filosofia Natural, que contém suas pesquisas sobre as leis do movimento, a teoria das marés e a teoria da gravitação. Newton lançou a base científica da Mecânica com esse texto e a lei geral da gravidade universal é até hoje empregada na Astronomia para explicar o movimento dos astros e nos recentes progressos da navegação espacial. Essa lei é válida dentro da faixa de velocidades estabelecida.
Os Principia Mathematica é considerado um dos mais importantes dos textos de ciência que já foram escritos, uma obra-prima do espírito científico na modernidade. Newton ainda descreveu sua teoria da luz em outro livro, com o nome de Opticks, de 1704. Newton estabeleceu a importante lei da igualdade da ação e da reação.
Isaac Newton é considerado um dos mais importantes cientistas de todos os tempos. Ele estabeleceu a lei da gravitação universal que indica que matéria atrai matéria tanto mais na proporção da multiplicação das massas e tanto menos na proporção do quadrado das distâncias. Em outra forma, pode ser expressa como: “matéria atrai matéria na razão direta das massas e na razão inversa do quadrado das distâncias”.
Essa lei abstrata, relacionado fenômenos, explica como os astros e todos os corpos se movem tanto no espaço como sobre a terra. Estabeleceu também o estudo moderno da ótica, inventou o cálculo infinitesimal, desenvolvido também independentemente por Leibnitz. Suas pesquisas estão entre os maiores trabalhos científicos já produzidos.
A contribuição de Newton é notável, explicando grande parte dos fenômenos do mundo natural em linguagem matemática precisa e segura, isto é, de forma positiva. Essas pesquisas sugerem que a ciência pode fornecer também a explicação para outros fenômenos, da mesma maneira.

AMANHÃ: Sábio sueco fundador da análise química inorgânica qualitativa e quantitativa: Bergman.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

1215 LAGRANGE

1215

LAGRANGE
Giuseppe Luigi Lagrangia, Joseph-Louis Lagrange, conde de l’Empire
(nasceu em 1736, em Turim, na Itália; morreu em 1813, em Paris, França)
SÁBIO MATEMÁTICO E ASTRÔNOMO ITALO-FRANCÊS DA MECÂNICA ANALÍTICA

Nesta semana se mostra principalmente a complementação da Mecânica Celeste pelo cálculo infinitesimal. Aqui encontramos Viète, Fermat e Wallis que prepararam esse cálculo; Clairaut, Euler, d’Alembert e Fourier que o aplicaram aos problemas da física; Lagrange que o assimilou ao cálculo ordinário. Newton, cujo gênio matemático transformou a vaga hipótese da gravitação planetária numa certeza científica, tem aqui o lugar principal como chefe da semana que ele encerra. Ele mesmo falou, aliás, de Descartes e de Leibnitz, cuja iniciativa matemática se igualou àquela do cálculo de Newton.

LAGRANGE nasceu em Turim, na Itália, onde seu pai era Tesoureiro das forças armadas. Seus primeiros estudos foram mais literários do que científicos. Depois passou ao estudo da geometria antiga, mas foi logo atraído pelos maravilhosos resultados do cálculo infinitesimal.
Aos 19 anos tornou-se professor de matemática no colégio militar de Turim, onde a maior parte de seus alunos tinha mais idade do que ele. Entrando em correspondência com Euler, ele lhe comunicou as suas idéias iniciais do cálculo das variações, obtendo seus elogios. O cálculo da variações tem por objetivo a solução de problemas como o de achar, entre todas as figuras planas que tenham um dado perímetro, a figura que contenha a maior área possível, o máximo de área. Esse cálculo, chamado de problema do isoperímetro (=perímetro igual) já foi estudado pelos gregos 200 anos antes de nossa era.
Em aerodinâmica, por exemplo, o problema é o mesmo que achar a forma do sólido que tenha um dado volume e que ofereça o mínimo de resistência do ar quando deslocando a uma velocidade constante, um problema de mínimo.
O emprego desse instrumento de pesquisa em diversos problemas, em especial nos ramos mais complexo da astronomia física, tomou a maior parte da vida de Lagrange. Um dos seus resultados mais importantes foi o chamado Princípio da menor ação em que estabelece que-
         “num sistema qualquer de corpos agindo mutuamente, de integrais das velocidades multiplicadas pelos elementos dos espaços percorridos é sempre um máximo ou um mínimo.”
Esse foi o resultado da aplicação do cálculo de Lagrange ao princípio da conservação da força viva de Huyghens. Significativas contribuições de Lagrange foram feitas em todos os campos da matemática teórica, como em equações diferenciais, cálculo das variações, teoria da probabilidade e teoria das equações.
Quando Euler saiu de Berlim para ir a São Petersburgo, Frederico o Grande da Prússia, depois da negativa de d’Alembert, conseguiu que Lagrange aceitasse o emprego de professor de física e matemática em Berlim. Ali ele ficou por 20 anos. Com a morte do imperador Frederico, ele foi para Paris, aceitando o convite do governo francês. Em Paris ele passou o resto de sua vida. Ele morreu em 1813, em Paris, com a idade de 77 anos, sendo enterrado no Panteon.
A mecânica celeste de Lagrange é uma redução de todos os problemas da Mecânica Racional ao princípio das forças virtuais inicialmente indicado por Galileu e que foi explicitamente estabelecido por Jean Bernoulli em 1717.
A teoria das funções analíticas foi um ensaio de Lagrange para colocar o cálculo infinitesimal na forma da álgebra ordinária. Esse modo de emprego do cálculo infinitesimal tem a vantagem de suprimir a distinção entre a análise ou cálculo transcendental e o cálculo ordinário. Mas, como instrumento de pesquisa, não se mostrou igual ao cálculo descoberto por Leibnitz. Os grandes resultados obtidos pelos matemáticos franceses e suíços dos anos 1700 são devidos a Leibnitz. Lagrange em suas próprias pesquisas empregou sempre o método e o modo de notação de Leibnitz.
Lagrange é considerado como o mais filosófico dos grandes geômetras. Seu grande gênio científico se distingue por tratar sempre as principais noções de sua pesquisa sob o ponto de vista da evolução histórica do conceito estudado.

AMANHÃ: Descobriu a lei da gravitação universal, desenvolveu o cálculo infinitesimal e a ótica moderna: Isaac Newton.

15 DE DEZEMBRO. LAGRANGE: Tratamento filosófico das noções da pesquisa sempre no ponto de vista da evolução histórica.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

1214 D’ALEMBERT

 14 DE DEZEMBRO. d’Alembert: elaborou a generalização do estudo do pêndulo composto como um sistema.

D’ALEMBERT
Jean le Rond d’Alembert
(nasceu em 1717, em Paris; morreu em 1783, em Paris, França)

FAMOSO MATEMÁTICO, FILÓSOFO E ENCICLOPEDISTA


Nesta semana se mostra principalmente a complementação da Mecânica Celeste pelo cálculo infinitesimal. Aqui encontramos Viète, Fermat e Wallis que prepararam esse cálculo; Clairaut, Euler, d’Alembert e Fourier que o aplicaram aos problemas da física; Lagrange que o assimilou ao cálculo ordinário. Newton, cujo gênio matemático transformou a vaga hipótese da gravitação planetária numa certeza científica, tem aqui o lugar principal como chefe da semana que ele encerra. Ele mesmo falou, aliás, de Descartes e de Leibnitz, cuja iniciativa matemática se igualou àquela do cálculo de Newton.

D’Alembert era o filho ilegítimo de uma escritora francesa. Ele foi deixado ainda recem-nascido nas escadas da Capela de Saint Jean le Rond. Foi encontrado pela polícia e entregue a uma pobre vidraceira que o criou, dando-lhe o nome da igreja em que foi achado, de Jean le Rond. Ele respondeu à sua mãe, que mais tarde se apresentou: “A senhora é minha mãe de ocasião, mas minha verdadeira mãe é a vidraceira”.
D’Alembert morou por 40 anos com a pobre mulher. Durante a vida de seu pai, um oficial de artilharia, recebeu uma pequena pensão e foi educado no Colégio das Quatro Nações, por professores jansenistas que notaram o seu talento científico para a matemática. Ele matriculou-se inicialmente com o nome de Jean-Baptiste Daremberg, mas depois mudou seu nome para d’Alembert.
Os professores jansenistas tentaram sufocar a tendência científica do aluno, na esperança de levá-lo para as doutrinas místicas, no estudo da teologia, como aconteceu com Blaise Pascal. O que não conseguiram, d’Alembert demonstrando mesmo uma aversão completa por toda a vida a essas doutrinas. Depois de estudar Direito por dois anos e Medicina por um ano, finalmente dedicou-se às ciências, a única ocupação que de fato lhe interessava. Ele foi um autodidata, estudando todos os assuntos quase inteiramente sozinho, por conta própria.
Sua primeira obra d’Alembert escreveu com a idade de 22 anos, Mémoire sur le calcul intégral, Memória sobre o cálculo integral, de 1739. Com a idade de 24 anos, em 1741 ele foi admitido para a Academia de Ciências de Paris, começando uma carreira brilhante de descobertas científicas por 25 anos. Ele colaborou com Denis Diderot na produção da célebre ENCICLOPÉDIA, para a qual escreveu a Introdução e vários artigos. Depois da publicação do segundo volume da obra, o governo francês proibiu sua venda e d’Alembert se retirou do empreendimento. Os colaboradores da Enciclopédia eram os mais competentes pensadores da época, sempre empenhados na construção da nova ciência e da nova filosofia moderna e em geral emancipados das crenças religiosas.
O tratado mais importante de d’Alembert, o Traité de dynamique, se baseia sobre o PRINCÍPIO DE D’ALEMBERT, foi publicado em 1741. Era uma generalização do estudo do pêndulo composto, que havia ocupado as pesquisas de Huyghens e os irmãos Bernoulli. No caso do pêndulo composto passou-se do estudo do movimento de uma única partícula, para o estudo do movimento de uma massa, ou seja, de um SISTEMA de partículas, cada uma animada por sua própria tendência a se mover e sendo, no conjunto, ativas e passivas. O problema foi tratado por d’Alembert em seu amplo aspecto e marcou uma época na história da Mecânica Racional.
O princípio de d’Alembert pode ser mostrado da forma mais simples como
“a resultante das forças que agem sobre um sistema é equivalente à força que age sobre todo o sistema”
Em 1752 ele recebeu uma pensão anual de Frederico o Grande, da Prússia, com quem manteve uma longa correspondência. Esteve em visita a Berlim em 1763, mas recusou-se a ficar, mesmo convidado pelo imperador.
Os filósofos Enciclopedistas receberam o apoio de d’Alembert na hostilidade ao cristianismo, embora fosse muito cauteloso. Em 1765 ele escreveu um folheto sobre a expulsão dos jesuítas da França, mostrando que, apesar de suas qualidades como intelectuais e educadores, eles acabaram se destruindo pela sua descontrolada ambição pelo poder político.
Na sua vida pessoal d’Alembert foi simples e discreto, nunca procurando a riqueza, mas divulgando o conhecimento científico para a formação da cultura do iluminismo.

AMANHÃ: Tratamento filosófico das noções da pesquisa sempre no ponto de vista da evolução histórica: LAGRANGE.

domingo, 12 de dezembro de 2010

1213 EULER

13 DE DEZEMBRO. Leonhard Euler: desenvolveu a teoria do cálculo integral e mostrou a correlação entre a abstração e suas aplicações.

EULER
Leonhard Euler
(nasceu em 1707, em Basel, Suiça; morreu em 1783, em São Petersburgo, Rússia)

MATEMÁTICO E FÍSICO SUÍÇO ENTRE OS MAIORES CIENTISTAS MODERNOS


Nesta semana se mostra principalmente a complementação da Mecânica Celeste pelo cálculo infinitesimal. Aqui encontramos Viète, Fermat e Wallis que prepararam esse cálculo; Clairaut, Euler, d’Alembert e Fourier que o aplicaram aos problemas da física; Lagrange que o assimilou ao cálculo ordinário. Newton, cujo gênio matemático transformou a vaga hipótese da gravitação planetária numa certeza científica, tem aqui o lugar principal. Ele mesmo falou, aliás, de Descartes e de Leibnitz, cuja iniciativa matemática se igualou àquela do cálculo de Newton.

EULER [diga ÓI’LER] foi o mais fecundo dos grandes geômetras. Nasceu em Basel, na Suiça em 1707. Seu pai, um pastor protestante, havia estudado matemática com Jacques Bernoulli. Leonhard recebeu lições de Jean Bernoulli e ficou ligado à amizade com seu filho Daniel.
Euler foi para São Petersburgo a convite da imperatriz Catarina I da Rússia onde, em 1733 substituiu a Daniel Bernoulli como professor de matemática. Durante sua permanência na Rússia se consagrou ao desenvolvimento e aperfeiçoamento do cálculo integral e publicou em 1736 o seu TRATADO DE MECÂNICA, que ficou notável por ser a primeira grande obra onde o cálculo integral foi aplicado à ciência do movimento, à Mecânica Racional. Trabalhando sem cessar, em 1735 ele perdeu a visão de um dos olhos.
Em 1741 ele foi para Berlim, onde ficou por 25 anos, como convidado do imperador Frederico II da Prússia. Ali ele continuou suas pesquisas sobre todos os ramos das mais altas teorias matemáticas, fornecendo ao poderoso governante alemão muitas orientações preciosas sobre a moeda, sobre os canais navegáveis e sobre outros problemas práticos. Então ele escreveu para a princesa d’Anhalt-Dessau uma exposição popular da ciência mecânica e da física sob o nome de CARTAS A UMA PRINCESA DA ALEMANHA.
Em 1766 a imperatriz Catarina II o convenceu a voltar a São Petersburgo onde ele passou o resto de sua vida. A grande obra de Euler, as INSTITUIÇÕES DO CÁLCULO INTEGRAL foi publicada em 1768 em 3 volumes. Euler morreu em 1783. Logo que chegou à Rússia, uma catarata se formou no único olho que tinha e ele ficou os últimos anos de sua vida em total cegueira. Apesar disso, sua produção científica continuou enérgica como antes, apoiada em admirável memória e notável facilidade para a computação mental. Seus interesses eram amplos, abrangendo mecânica racional, ótica, acústica e astronomia física. Não era um professor de sala de aula, mas ele teve uma ampla e penetrante influência pedagógica européia maior do que qualquer outro matemático moderno.
O valor da obra de Euler é muito alto e extenso. Ele desenvolveu em muito a teoria das séries, criou o cálculo das funções circulares, desenvolveu mais a análise indeterminada e a teoria dos números. Ele não deixou nada a acrescentar no cálculo integral e diferencial, um tema em que escreveu tratados muito detalhados, que aperfeiçoaram o cálculo em todas as suas partes e fez muito para estender a sua aplicação às pesquisas físicas, sobretudo à dinâmica dos fluidos e à acústica. A sua teoria da rotação é considerada como sua obra-prima, por deixar bem clara a sua admirável correlação entre a noção dos conceitos abstratos e os conceitos concretos.
A grandeza de sua obra pode ser avaliada por mais de 20 volumes de memórias científicas publicadas pela Academia de Ciências de São Petersburgo entre 1741 e 1783, afora uma centena de memórias não publicadas. Pode-se dizer que Euler foi o mais fecundo dos grandes geômetras.

AMANHÃ: Ele elaborou a generalização do estudo do pêndulo composto como um sistema: d’Alembert.