terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

0222 C TÍBULO a ternura e arte associadas à natureza

FEVEREIRO 22.  Tíbulo: A poesia romântica no declínio da religião dos deuses de Roma.

TÍBULO
Tibullus  Albius Tibullus
(nasceu no ano 54 antes da nossa era; morreu no ano 18 antes da nossa era)

FAMOSO E ORIGINAL POETA LATINO DE BELAS E ORIGINAIS ELEGIAS ROMÂNTICAS

O Politeísmo Militar Ocidental vence a Teocracia Sacerdotal do Oriente

ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.

Na Grécia a arte coordenou a política militar num período histórico crítico. Nessa época foi eliminado o total poder político e mental da casta hereditária dos sacerdotes das teocracias. O que foi feito pela primeira vez no mundo. Para sempre.
A arte gera emoções, cria visões de progresso, visões do futuro.
A arte tem, desse modo, o poder de antever o progresso, de criar
novos ideais. É um poder profético natural, criado por um período
de seis séculos e meio pelo menos, humanos em sociedade.
Na quarta semana do mês de Homero estão os poetas
de Roma, tanto os épicos como os líricos. Ela compreende
sua influência continuando através da idade média. É como a
visão profética de uma era de paz que inspira os poemas de
Virgílio até que seria formulada de novo por Dante.
A semana termina no domingo tendo como chefe Virgílio.
Ver em 0129 C Quadro do Mês de Homero, a Poesia Antiga,
com os grandes tipos representantes do mês.
Veja em 0101 00 (código para JANEIRO 01) a apresentação
e a fonte do Calendário Filosófico.


TÍBULO (54 aC-18 aC), poeta romano, nasceu de uma família da classe dos cavalarianos. Ele, ao contrário de Horácio, foi sempre fiel ao gosto da vida nos campos e das lendas rurais. Tíbulo encontrou seu protetor em Marcus Valerius Messalla, um homem do governo, soldado e literato que ele acompanhou em algumas de suas expedições militares. Tornou-se um notável membro do grupo literário formado por Messalla.
Mas Tíbulo passou a maior parte de sua vida num retiro agradável e refinado. Quatro livros de Elegias e outros poemas são tidos como originais, mas só são autênticos os dois primeiros livros.
Sua vida, que abraça o mesmo período que a vida de Horácio, passou-se nas mesmas condições políticas e sociais. Mas, por seu nascimento, ele não teve o enérgico estimulante que o levasse a escrever. Seu caráter o levou, aliás, a um gênero de poesia bem diferente, a elegia.
A elegia é a composição poética que descreve a melancolia, a tristeza, o luto. Na poesia clássica a elegia é composta em grupos de duas linhas, a primeira sendo um hexâmetro (com seis pés) e a segunda linha um pentâmetro (com cinco pés). O pé na versificação é a constituição de suas sílabas, tendo uma tônica ligada a uma átona.
Em relação à forma de sua poesia, Tíbulo é o mais original dos poetas romanos dedicados à elegia. Properce, Catulo e em geral todos os outros autores de elegias imitavam ou traduziam Callimaque, Philetas e os outros poetas gregos de Alexandria. Tíbulo usou sua métrica poética nas fontes do grego antigo e o tornou romano. Seus versos não têm energia em exagero, mostrando uma doçura infinita, que lhe é própria. Ovídio não chega até a perfeição se não seguir os traços de Tíbulo, mesmo que em suas Elegias a forma poética de Ovídio se coloque acima de todas as outras. Essa é uma maneira adequada para exprimir com graça os pensamentos substanciais nessa língua latina em seu modo tão claro e tão cuidadosamente ponderado.
Tíbulo foi o único poeta de seu tempo que se manteve afastado do governo do Império Romano, mas isso foi mais por apatia do que por convicção. Sua posição, junto com seu talento, lhe deu bastante independência para considerar com uma calma melancólica, a passagem da liberdade da república de Roma para a unidade do comando único por mérito do regime do Império Romano.
A poesia de Tíbulo não cantou o Império Romano, mas cantou seus amores, os seus lares e seu protetor Marcus Messala. Ao contrário do que fez Horácio, Tíbulo canta sua amada Delie como uma Delie viva; mas diferente também de seus co-irmãos de elegias, ele a serviu com um orgulho inquieto permanente e não como os outros, que tinham uma dedicação apaixonada, mas efêmera.
A sua devoção rural se combinou com seu amor da natureza. Ele não mais tinha alguma crença. Ele não explorou os detalhes da mitologia da religião para valorizar suas composições com a erudição, como faziam os poetas de Alexandria e seus imitadores. As superstições de Tíbulo eram uma parte da própria natureza que ele associava com o mesmo sentimento de ternura e de arte. Ele morreu ainda jovem, aos 36 anos de idade. Mereceu a homenagem fúnebre de Ovídio em Amores, III, 9.
Com essa posição, ele fortificou a tendência da literatura da época com uma guinada no modo de pensar, fazendo admitir o declínio da religião do politeísmo ao submetê-la a um tratamento poético. Ele honrava seu protetor Messala com uma estima mais real do que tiveram Mecenas e os últimos protetores da cultura. Mas ele foi sobretudo um amante da poesia. Em resumo, pode-se dizer que ele foi o poeta da cultura e do lazer.
Além de sua alta posição na história da poesia elegíaca latina, ele foi particularmente apreciado pela literatura posterior por causa do fim prematuro de sua vida e de seu original talento. Ele é celebrado numa das mais suaves elegias de Ovídio.


AMANHÃ: Ovídio fecundo e sutil poeta romano.


0221 C HORÁCIO o Panteon aberto a todos os cultos

 FEVEREIRO 21. HORÁCIO:  A excelência da lírica e da sátira.

HORÁCIO
Horace
Quintus Horatius Flaccus
(nasceu no ano 65 antes da nossa era, em Venúsia, Itália; morreu no ano 8 antes da nossa era, em Roma)

POETA LÍRICO E SATÍRICO NA LITERATURA DA ERA DE OURO DE ROMA

O Politeísmo Militar Ocidental vence a Teocracia Sacerdotal do Oriente

ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.

Na Grécia a arte coordenou a política militar num período histórico crítico. Nessa época foi eliminado o total poder político e mental da casta hereditária dos sacerdotes das teocracias. O que foi feito pela primeira vez no mundo. Para sempre.
A arte gera emoções, cria visões de progresso, visões do futuro.
A arte tem, desse modo, o poder de antever o progresso, de criar
novos ideais. É um poder profético natural, criado por um período
de seis séculos e meio pelo menos, humanos em sociedade.
Na quarta semana do mês de Homero estão os poetas
de Roma, tanto os épicos como os líricos. Ela compreende
sua influência continuando através da idade média. É como a
visão profética de uma era de paz que inspira os poemas de
Virgílio até que seria formulada de novo por Dante.
A semana termina no domingo tendo como chefe Virgílio.
Ver em 0129 C Quadro do Mês de Homero, a Poesia Antiga,
com os grandes tipos representantes do mês.
Veja em 0101 00 (código para JANEIRO 01) a apresentação
e a fonte do Calendário Filosófico.


HORÁCIO (65 aC-8 aC) era filho de um simples escravo libertado de Veneza que se tornou um leiloeiro assistente, dono de pequena propriedade. Horácio recebeu a melhor educação da época em Roma e em Atenas. Ele uniu à religiosidade e o gosto de um homem do campo à cultura de um homem da cidade. Do ano 44 até o ano 42 antes de nossa era ele serviu nos últimos tempos da república como tribuno dos soldados nos exércitos de Brutus e de Cássius e depois da derrota deles na batalha de Philippi ele retornou a Roma, onde se dedicou a escrever o gênero poético satírico.
Pouco a pouco, dominado pelos fatos, ele aceitou a formação do Império Romano como uma realidade inevitável. Ele comprou um cargo de secretário do tesouro e obteve boas relações e fama ao escrever suas Sátiras. Depois de algum tempo, ele foi colocado no caminho da fortuna e da celebridade por Virgílio e por Varius que o fizeram entrar na intimidade de Mecenas o patrocinador dos artistas.
Na tranqüila e confortável casa de campo que Mecenas lhe deu, nas colinas Sabina, próximas a Roma, seu gênio maduro produziu as Odes e as Epístolas. Os temas freqüentes eram o amor, a amizade, a filosofia e a arte poética. Mais tarde ele foi reconhecido e honrado com a amizade do próprio imperador Augusto.
Outras obras suas são Sátiras e Epístolas satíricas em versos hexâmetros e Poesias Líricas seguindo o estilo de vários mestres da poesia grega. Os hexâmetros são versos que têm seis sílabas tônicas, cada acompanhada por uma sílaba átona. Chama-se na métrica poética cada par de sílabas, sendo uma acentuada ou tônica e outra não acentuada ou átona. Portanto, os versos hexâmetros têm seis pés.
As sátiras mostravam a rejeição por Horácio dos conflitos na vida pública, recomendando a sabedoria obtida pela serenidade. Os ataques e zombarias do poeta visavam os abusos em tese, não as pessoas. A forma do texto revela o desgosto pela derrota na batalha de Philippi, com o fim da república romana e o começo do Império.
O Império Romano que se mostrou um governo que não teria a sucessão hereditária, todos os imperadores sendo escolhidos por mérito e não por hereditariedade, como numa monarquia.
No gênero lírico, onde a forma é a qualidade principal, Horácio atingiu uma perfeição tal, que, do mesmo modo que no hexâmetro de Virgílio, todo aperfeiçoamento tentado depois só podia ser uma decadência.
As formas da poesia grega, despidas de sua ligeireza e de sua flexibilidade, reaparecem com a dignidade e a sonoridade profunda do latim. A métrica poética na sátira fica subordinada. O hexâmetro de Horácio é grande e rústico: ele sacrifica a dignidade e a fecundidade para ter mais facilidade e vivacidade.
Comparando Ênio e Lucrécio à poesia de Horácio não se pode deixar de notar a ausência do ponto de vista da pátria romana que é preponderante nos outros dois. Ele submeteu sua fé na república romana tomando uma aparência de entusiasmo pelo Império que triunfara. É o que explica a ausência de civismo romano em seus versos, embora tenha feito abrir as portas do Panteon a todos os cultos religiosos e a todas as filosofias do mundo.
Horácio se apoiou na sábia tolerância do ecletismo do meio termo que era a base do governo nas terras conquistadas pelo Império Romano. Mas essa falta de cor nacional tornou-o um poeta polido, eqüidistante, adequado a todos os tempos. Ele tomou de cada crença os preceitos capazes de dirigir o homem culto, que deveria então assistir e aceitar sem entusiasmo a qualquer tipo de movimento político e social que se produzisse. Esse era um código de egoísmo inofensivo, doce e superficial.
Horácio como poeta lírico teve uma excelência que só ele possuía. Assim ele encontrou um grande número de imitadores. Mais numerosos imitadores modernos do que imitadores romanos.


AMANHÃ: A originalidade das elegias de Tíbulo.



0220 C LUCRÉCIO a poesia filosófica do ateísmo em Roma

FEVEREIRO 20: Lurécio  o estudo da natureza e do civismo romano

LUCRÉCIO
Lucretius Titus Lucretius Carus
(nasceu no ano 99 antes da nossa era; morreu no ano 55 antes da nossa era)

NOTÁVEL POETA E FILÓSOFO ROMANO DO ATEÍSMO NA “NATUREZA DAS COISAS”

O Politeísmo Militar Ocidental vence a Teocracia Sacerdotal do Oriente

ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.

Na Grécia a arte coordenou a política militar num período histórico crítico. Nessa época foi eliminado o total poder político e mental da casta hereditária dos sacerdotes das teocracias. O que foi feito pela primeira vez no mundo. Para sempre.
A arte gera emoções, cria visões de progresso, visões do futuro.
A arte tem, desse modo, o poder de antever o progresso, de criar
novos ideais. É um poder profético natural, criado por um período
de seis séculos e meio pelo menos, humanos em sociedade.
Na quarta semana do mês de Homero estão os poetas
de Roma, tanto os épicos como os líricos. Ela compreende
sua influência continuando através da idade média. É como a
visão profética de uma era de paz que inspira os poemas de
Virgílio até que seria formulada de novo por Dante.
A semana termina no domingo tendo como chefe Virgílio.
Ver em 0129 C Quadro do Mês de Homero, a Poesia Antiga,
com os grandes tipos representantes do mês.
Veja em 0101 00 (código para JANEIRO 01) a apresentação
e a fonte do Calendário Filosófico.


LUCRÉCIO (99 aC-55 aC) fez surgir um novo mundo intelectual em Roma. Depois da morte de Ênio em 169 antes da nossa era até o nascimento de Lucrécio houve um silêncio na arte poética, nenhum grande nome sendo notado na arte.
Sabe-se por seu poema que Lucrécio foi um verdadeiro amigo de Gaius Memmius, governador da província romana de Bitínia no ano 57. No poema ele diz que viveu em retiro da vida social.
Em torno de Lucrécio se desenrolou uma revolução do saber e da política no ocidente da Europa: a cultura grega teve sua obra intelectual completada e o mundo se preparava para o Império Romano. Os melhores pensadores não estavam mais presos às antigas crenças a não ser pela aparência dos ornamentos literários e artísticos que os enfeitavam. O verdadeiro poder político era a recompensa dos atos de guerra, já que os laços sociais de classe não existiam mais e estava enfraquecido o governo das opiniões pelo Estado, agora confiado a uma literatura indigesta que só tinha o mérito de reconhecer sua própria falta de originalidade.
A única obra de Lucrécio é um poema filosófico longo, em versos hexâmetros, que são versos com seis grupos de sílabas chamados PÉS. A sílaba acentuada ou tônica acompanhada de outra átona ou não acentuada é chamada o “pé” na métrica poética. Pelo desenvolvimento da sua forma, a poesia de Lucrécio fica entre o estilo de Ênio e o de Virgílio.
Ele é conhecido por seu único poema, o longo De rerum natura, Sobre a Natureza das Coisas, feito em seis livros. Essa obra é a explicação da teoria física dos filósofos gregos Demócrito e Epicuro, com sua moral e pensamento doutrinário. Esse poema é a principal fonte do conhecimento que hoje temos do pensamento de Epicuro.
Colocado na relação dos antigos filósofos da Grécia antiga pela apresentação do seu sistema de pensamento, Lucrécio se mostra bem superior pela beleza de suas explicações, o que lhe assegura a fama de poeta pela mesma razão que os vôos líricos de Aristófanes ficaram famosos. No exame da obra devemos distinguir de um lado o filósofo e do outro lado o poeta.
Como filósofo, Lucrécio do mesmo modo que Demócrito e Epicuro, que são a sua fonte, é brilhante, mas prematuro. No desejo de dogmatizar ou doutrinar por meio de dados insuficientes e de acordo com analogias falsas, ele coloca o universo construído ao azar pela mistura de átomos e do vácuo. Ele suprime, como os materialistas modernos, o elemento subjetivo humano sobre o qual a síntese monoteísta ainda não se apoiava. Em moral ele enriqueceu as fórmulas pobres de Epicuro dando-lhes uma espécie do entusiasmo nacional romano de Ênio.
Como poeta, Lucrécio tem menos paixão cívica do que Ênio, mas ele vai mais à frente no estudo da natureza e no estudo do comportamento romano, da energia romana e da lei de Roma. Ele ama a natureza com uma devoção mais sincera do que outro poeta latino, se bem que seja grande a sua confiança nas teorias mecânicas que apresenta.
A filosofia de Lucrécio não criou uma escola de seguidores, mas tornando muito mais profundo o afastamento do povo para fora das crenças correntes da época, abriu o caminho para a nova religião que viria do monoteísmo cristão de Paulo de Tarso, São Paulo Apóstolo.
Lucrécio é um poeta quase homérico pela força e pela vivacidade de sua linguagem. Pelo sentimento de simpatia humana que o leva a procurar a verdade e a atacar a superstição atinge o ponto ideal que deve inspirar o gênio do poeta.


AMANHÃ: A excelência da lírica de Horácio.


0219 C ÊNIO a visão poética de um grande império romano de extensa cultura

19 DE FEVEREIRO: Ênio o poeta da potência de Roma, civilizadora de toda Europa

ÊNIO
Quintus Ennius
(nasceu em 239 antes da nossa era, em Rudia, Calábria, sul da Itália; morreu no ano 169)

FAMOSO POETA FUNDADOR DA LITERATURA DE ROMA

O Politeísmo Militar Ocidental vence a Teocracia Sacerdotal do Oriente


ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.

Na Grécia a arte coordenou a política militar num período histórico crítico. Nessa época foi eliminado o total poder político e mental da casta hereditária dos sacerdotes das teocracias. O que foi feito pela primeira vez no mundo. Para sempre.
A arte gera emoções, cria visões de progresso, visões do futuro.
A arte tem, desse modo, o poder de antever o progresso, de criar
novos ideais. É um poder profético natural, criado por um período
de seis séculos e meio pelo menos, humanos em sociedade.
Na quarta semana do mês de Homero estão os poetas
de Roma, tanto os épicos como os líricos. Ela compreende
sua influência continuando através da idade média. É como a
visão profética de uma era de paz que inspira os poemas de
Virgílio até que seria formulada de novo por Dante.
A semana termina no domingo tendo como chefe Virgílio.
Ver em 0129 C Quadro do Mês de Homero, a Poesia Antiga,
com os grandes tipos representantes do mês.
Veja em 0101 00 (código para JANEIRO 01) a apresentação
e a fonte do Calendário Filosófico.


ÊNIO (329 aC-169) é o poeta da origem da poesia de Roma, que foi importada da Grécia. Essa poesia só se desenvolveu em Roma quando, mais tarde, se estabeleceu o Império. Ênio é que trouxe a arte poética dos gregos quando Roma ainda era república.
Ele teve como língua materna o oscan de sua terra natal em Rudia, na Calábria, sul da Itália. Era conhecedor da língua grega, na qual foi educado em Tarento e que ensinou por muito tempo. Foi conhecer o latim da língua falada no exército romano, ao servir na segunda guerra de Roma contra Cartago, a segunda guerra púnica. Por conhecer os três idiomas, dizia “ter três corações”.
Ênio tornou-se cidadão romano no ano 184 antes da nossa era, o que lhe permitiu fundar a poesia complexa do politeísmo militar e social de Roma, por meio de sua formação cultural em três línguas. Por um feliz acontecimento, ele foi levado para Roma no ano 204 por um grande tipo do nacionalismo aristocrático, Catão o Velho, então um centurião do exército romano no sul da Itália.
Dos versos escritos por Ênio temos hoje apenas 600 versos mutilados dos ANAIS. De sua obra foram conservadas 19 peças de teatro, em todos os gêneros de poesia. As comédias foram feitas a partir de Menandro, as tragédias de acordo com as de Eurípides, sendo que todas tiveram coroamento na velhice do poeta com a epopéia da história de Roma desde os tempos mais recuados até o fim da primeira guerra contra Cartago, da primeira guerra púnica. Sobre essa obra é que seus contemporâneos e a posteridade firmaram sua reputação de grande poeta.
Por desejo de seu protetor Cipião o Africano, seus restos mortais foram depositados no túmulo da família Cipião e seu busto teve lugar ao meio das efígies dessa grande família. As obras poéticas de Ênio estavam ainda inteiras no século terceiro de nossa era.
Ênio viveu na época em que eram colhidos os frutos do desenvolvimento romano e reunidos com o início de uma nova cultura. Ele adotou na versificação o hexâmetro grego como Homero usou e também a métrica iâmbica. O hexâmetro é a métrica poética que tem seis pés. Chama-se o grupo formado por uma sílaba acentuada acompanhada de uma sílaba átona. No verso iâmbico a sílaba não acentuada vem antes da sílaba acentuada.
Pela forma de sua poesia e também pelo seu conteúdo, Ênio foi o primeiro a mostrar qual seria o destino da civilização romana: o seu engrandecimento de Roma pelo domínio das tribos da Europa então em permanente guerra, estabelecendo uma paz permanente, universal. O Império Romano criou uma civilização uniforme e de paz na Europa do ocidente. Os povos do Império, depois da importante evolução cultural da Idade Média católica, formou a mais adiantada civilização do mundo. Que hoje é levada a todos os países pela globalização.
O herói da poesia de Ênio é o povo romano. Os diversos episódios, tanto os relatos da lenda como eventos históricos, são ligados pela mesma visão universal de um grande império e extensa cultura. Da mesma forma como Homero, Ênio viveu num país jovem e forte, mas a diferença é que ele canta em seus versos o futuro de Roma, não o seu passado. Seu entusiasmo pelo futuro se apóia na pesquisa aprofundada das coisas antigas.
A força da poesia de Ênio está na crença do progresso da sociedade romana, recuperando a mente do poeta dos fetiches antigos, dos sonhos de Pitágoras e das antigas crenças da tribo. Pode-se considerá-lo como um verdadeiro precursor do grande Virgílio, sendo Ênio o mais importante dos poetas latinos, de direito chamado o fundador da literatura de Roma.


AMANHÃ: A poesia filosófica de Lucrécio.


0218 C ARISTÓFANES poesia na sátira como o mais sublime dos gêneros

FEVEREIRO 18. Aristófanes: elevou a poesia na caricatura da comédia satírica antiga

ARISTÓFANES
Aristophanes
(nasceu cerca do ano 450 antes da nossa era; morreu cerca de 390 aC)

AUTOR GREGO MAIOR SATÍRICO DE COMÉDIA NA LITERATURA MUNDIAL

O Politeísmo Militar Ocidental vence a Teocracia Sacerdotal do Oriente

ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.

Na Grécia a arte coordenou a política militar num período histórico crítico. Nessa época foi eliminado o total poder político e mental da casta hereditária dos sacerdotes das teocracias. O que foi feito pela primeira vez no mundo. Para sempre.
A arte gera emoções, cria visões de progresso, visões do futuro.A arte tem, desse modo, o poder de antever o progresso, de criar novos ideais. É um poder profético natural, criado por humanos em sociedade.
A terceira semana se compõe de autores cômicos e satíricos
da Grécia e de Roma, porque, nesse gênero a obra dos romanos
pode ser comparada à dos gregos. Isso não acontecia no caso
da tragédia e nas artes da forma. Os autores de fábula aqui figuram
por continuarem a comédia dos costumes humanos. A semana
tem como chefe Aristófanes, que a termina.
Ver em 0129 C Quadro do Mês de Homero, a Poesia Antiga,
com os grandes tipos representantes do mês.
Veja em 0101 00 (código para JANEIRO 01) a apresentação
e a fonte do Calendário Filosófico.


ARISTÓFANES (450 aC-390 aC) foi o maior poeta cômico da antiguidade. Ele deixou uma viva descrição de sua própria pessoa, do que ele amava e daquilo que ele desprezava. Viveu perto de 50 anos depois da grande época de glória de Atenas e nos deixou imortais quadros descritivos sobre a república de Atenas quando ela começava a caminhar para seu rápido declínio. Pouco sabemos dos detalhes de sua vida pessoal.
Aristófanes era filho de Philippe e nasceu em Atenas em meados dos anos 400 antes de nossa era. Ele gostava do prazer e da vida em sociedade, sendo representado como um dos brilhantes convivas do banquete de Platão.
Ele ganhou um prêmio por sua primeira comédia em 427, logo após o começo da guerra do Peloponeso, quando ainda era bem jovem. E continuou a compor suas comédias por um período de 40 anos. Ele produziu mais de 50 peças de teatro, mas apenas 11 subsistiram até hoje. Deixou três filhos que foram todos poetas cômicos como o pai, que morreu em torno do ano 390 quando Atenas já tinha perdido toda sua importância política e morrido seus grandes homens, a não ser Platão e seus discípulos.
Aristófanes não teve rival na comédia antiga, aquela que fazia a sátira direta, política, pessoal e social e nesse domínio ele tomou a liberdade de fazer a caricatura, a imitação e a extravagância a tal ponto que as sátiras mais críticas e violentas, antigas ou modernas, nunca alcançaram.
Ele viveu na Grécia num tempo de atividade intensa e de rudes conflitos no mundo das idéias e no campo da política. O poeta Aristófanes, amante apaixonado dos velhos heróis, das antigas instituições e dos antigos costumes de Atenas, atacou, numa série de sátiras, os demagogos, os políticos, os pretensiosos, os charlatães, os trapaceiros, os modismos em filosofia, em política, nos costumes e na poesia.
Aristófanes se mostra um homem de partido, sem escrúpulo, um escarnecedor incorrigível dos deuses e dos homens, um apoio firme da “boa causa” e do “velho bom tempo”. Por baixo de sua severidade excessiva e de sua extravagância obscena, ele revela um senso político de justiça, se mostra o conservador sincero e corajoso de tudo que é justo e verdadeiro. No tempo de Aristófanes as cenas obscenas faziam parte do culto a Dionísio, o deus do vinho e do prazer. O poeta empregou esse meio para fins morais e sociais.
Vivendo no meio de uma democracia inferior e inconstante, ele só poderia ser um reacionário num século cheio da arte do sofisma enganoso e da retórica frívola que absorveu o pensamento de Atenas. Ele fez então um ataque cego contra os reformadores da sociedade como Sócrates e contra os que professavam a sensibilidade como Eurípides. Ele ridiculariza sem cessar a Cleon o demagogo, a Eurípides o sentimental, a Sócrates como o tipo do sofista crítico.
Muitas de suas peças se referem a promessas usadas até hoje pelos demagogos de nossos dias. Na sátira VESPAS ele zomba das cortes de justiça da época. Na AS NUVENS ele faz a sátira contra Sócrates, como um pensador oposto aos interesses da nação. Na sua mais famosa sátira, a LYSISTRATA ele faz a crítica contra a guerra; em ECCLESIAZUSA ele ridiculariza a idéia da propriedade comunista da propriedade e em PLUTUS ele mostra o absurdo da redistribuição da riqueza na sociedade.
Entre os ataques há muitos injustos, muitos sem razão; mas para um conservador ardente como o poeta Aristófanes, Cleon personificava a loucura e a vaidade democráticas, Eurípides dizia do gosto por uma retórica doentia em poesia e Sócrates o revolucionário da antiguidade que submetia todas as crenças estabelecidas a uma crítica metafísica falsificadora.
Os estudiosos de todas as épocas estão de acordo com a opinião de que Aristófanes reuniu, como poeta e como satírico, todas as melhores qualidades no mais alto grau. Ele elevou a caricatura da sátira do gracejo ao mais sublime dos gêneros.


AMANHÃ: Ênio o poeta da potência civilizadora de Roma.


0217 C LUCIANO lições profundas sobre a morte e o vazio da ambição e da riqueza

FEVEREIRO 17. Luciano: O humor de suas sátiras contra a teologia grega e os filósofos

LUCIANO
Lucianos em grego, Lucianus ou Lucinus em latim
(nasceu no ano 120 da nossa era em Samosata, Síria, hoje Samsat, Turquia;
morreu depois de 180, em Atenas, Grécia)

SATÍRICO E RETÓRICO GREGO OPOSTO A SUPERSTIÇÕES E A FALSA FILOSOFIA

O Politeísmo Militar Ocidental vence a Teocracia Sacerdotal do Oriente

ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.

Na Grécia a arte coordenou a política militar num período histórico crítico. Nessa época foi eliminado o total poder político e mental da casta hereditária dos sacerdotes das teocracias. O que foi feito pela primeira vez no mundo. Para sempre.
A arte gera emoções, cria visões de progresso, visões do futuro.A arte tem, desse modo, o poder de antever o progresso, de criar novos ideais. É um poder profético natural, criado por humanos em sociedade.
A terceira semana se compõe de autores cômicos e satíricos
da Grécia e de Roma, porque, nesse gênero a obra dos romanos
pode ser comparada à dos gregos. Isso não acontecia no caso
da tragédia e nas artes da forma. Os autores de fábula aqui figuram
por continuarem a comédia dos costumes humanos. A semana
tem como chefe Aristófanes, que a termina.
Ver em 0129 C Quadro do Mês de Homero, a Poesia Antiga,
com os grandes tipos representantes do mês.
Veja em 0101 00 (código para JANEIRO 01) a apresentação
e a fonte do Calendário Filosófico.


LUCIANO (120-180 dC) nasceu em Samosata, no rio Eufrates. Seu pai era pobre e o destinou a ser um talhador de pedra ou escultor das figuras que representavam o deus Hermes que eram colocados nas esquinas das ruas. Como menino mostrou habilidade em fazer modelos em barro e fez sua aprendizagem com seu tio que era escultor.
Luciano não ficou nesse trabalho e ele foi para a Ásia Menor, lá aprendendo a cultura literária em língua grega. Sua língua materna era o aramaico, mas ele conseguiu dominar a língua da Grécia antiga, tornando-se um extraordinário orador. Nessa ocasião ele foi à Grécia, à Itália e à Gália, hoje França.
Ele passou a redigir discursos, tornou-se advogado e ensinou a arte de falar em público até a idade de 40 anos. Luciano viajou por todo o Império Romano como orador e conferencista. Mais tarde mudou-se para Atenas e se dedicou ao estudo da filosofia e aos trabalhos literários, escrevendo os seus famosos diálogos. Um grande número de suas obras foi preservado, consistindo em sátiras contra a teologia grega, contra os filósofos e contra a sociedade em geral.
Comparando Luciano a Juvenal e Aristófanes, os dois autores de sátiras, nos impressiona seu espírito mais moderno. Ele se mostra sempre alegre, nunca amargo e é possuído de um amor todo moderno por um mundo imaginário muito melhor.
Luciano indica os casos da mitologia antiga e descreve suas lendas com humor complacente de um crítico completamente emancipado, livre das velhas crenças, mas que guarda ainda muita simpatia por essa fé. Nas histórias imaginadas, sua palavra fácil e a riqueza de sua invenção superam a melhor literatura. Entre suas obras se encontram os Diálogos dos Deuses e os Diálogos dos Mortos. As suas sátiras eram dirigidas principalmente contra as crenças supersticiosas e contra as falsas doutrinas filosóficas.
Nas Sátiras sociais ele toma emprestados por vezes temas de Juvenal, mas nunca é pessoal como ele nos seus ataques e críticas. Interessa-se por todos os aspectos da vida humana, mas mostra a disposição favorita de seu espírito para tratar das questões filosóficas e teológicas do politeísmo.
Nos Diálogos dos Mortos, Luciano mostra o espírito e a vivacidade de seu diálogo e suas pinturas dos caracteres se apresentam na sua melhor ocasião. Muitos dos pensamentos são tão profundos como verdadeiros sobre a morte, sobre o vazio do orgulho e da riqueza. Ele indica o terror de uma consciência culpada e a recompensa que encontra uma vida bem empregada pela permanência dos seus resultados e pela lembrança que ela fica entre os homens.


AMANHÃ: A comédia antiga de Aristófanes.


0216 C JUVENAL o poeta romano da sátira com a crítica e a ironia

FEVEREIRO 16. Juvenal: O ideal de virtude nas poesia de suas sátiras

JUVENAL
Juvenal, Decimus Junius Juvenalis
(nasceu cerca do ano 60 de nossa era em Aquino, Itália; morreu cerca do ano 130)

FAMOSO POETA SATÍRICO ROMANO DA VIRTUDE E DA SIMPLICIDADE

O Politeísmo Militar Ocidental vence a Teocracia Sacerdotal do Oriente

ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.

Na Grécia a arte coordenou a política militar num período histórico crítico. Nessa época foi eliminado o total poder político e mental da casta hereditária dos sacerdotes das teocracias. O que foi feito pela primeira vez no mundo. Para sempre.
A arte gera emoções, cria visões de progresso, visões do futuro.A arte tem, desse modo, o poder de antever o progresso, de criar novos ideais. É um poder profético natural, criado por humanos em sociedade.
A terceira semana se compõe de autores cômicos e satíricos
da Grécia e de Roma, porque, nesse gênero a obra dos romanos
pode ser comparada à dos gregos. Isso não acontecia no caso
da tragédia e nas artes da forma. Os autores de fábula aqui figuram
por continuarem a comédia dos costumes humanos. A semana
tem como chefe Aristófanes, que a termina.
Ver em 0129 C Quadro do Mês de Homero, a Poesia Antiga,
com os grandes tipos representantes do mês.
Veja em 0101 00 (código para JANEIRO 01) a apresentação
e a fonte do Calendário Filosófico.


JUVENAL (60-130 dC), o mais conhecido poeta satírico romano, nasceu em Aquino, no sul da Itália. De sua vida conhecemos pouco, mas suas palavras se tornaram famosas. Entre elas, “o pão e o circo”, que os demagogos oferecem para enganar o povo.
Sabemos que ele escreveu no fim dos anos do primeiro século da nossa era e que esteve por pouco tempo na carreira militar. Mais tarde ele perdeu a amizade do imperador Domiciano e foi exilado para o Egito, voltando no fim da vida, quando se tornou protegido do imperador Adriano. Ele foi o mais enérgico dos poetas satíricos de Roma e dirigiu os seus ataques contra os vícios sociais do Império Romano.
Todas as suas sátiras mostram uma profunda antipatia contra o sistema imperial e lamenta a queda dos costumes e o fim da constituição republicana, do tempo em que os romanos formavam um grupo unido e forte com gostos simples e hábitos de sérios guerreiros.
Juvenal sente as vantagens do Império Romano, mas insiste sobre os males e os abusos trazidos pelos costumes estrangeiros e sobre um estado de paz que não servia ao progresso da nação. Coloca os recursos da sátira contra os grupos de gregos espertos e sem escrúpulos que eram capazes de tudo fazer para ganhar dinheiro.
Ele descreve o excesso de luxo de toda sorte, o culto do ouro e dos interesses materiais, a degradação das antigas famílias, a arrogância e a ostentação dos novos ricos. Juvenal lamenta a extensão de superstições novas e degradantes, principalmente entre as mulheres. Ele insiste especialmente sobre o enfraquecimento dos antigos laços sociais, a mudança no caráter das mulheres, a corrupção da juventude, a desunião da família.
Juvenal ficou conhecido por suas sátiras, 16 das quais são conhecidas. O seu estilo é brilhante, notável por pequenas descrições bem feitas. Ele escreveu por cerca de 30 anos a partir do ano 98 da nossa era, ficando famoso por seus ataques severos contra os excessos e vícios da sociedade do Império Romano. Com isso ele dá uma descrição detalhada da vida em Roma, no seu tempo. Muitas das sátiras mostram profunda simpatia pelos pobres e muito desagrado pelos ricos. Os textos de Juvenal fazem contraste como a obra do anterior poeta romano Horácio, que produziu sátiras com um ridículo gentil.
O estilo de Juvenal tornou-se uma técnica literária ao fazer a crítica amarga com ironia, no julgamento do governo e da sociedade com ataques pessoais, indignação e pessimismo. Esse modo de escrever passou a ser chamado de “sátira juvenaliana” e tem entre autores modernos representantes conhecidos, como Samuel Johnson no poema London e em The Vanity of Human Wishes, A Vaidade dos Desejos Humanos, e Jonathan Swift com as suas Viagens de Gulliver.
Nas suas últimas sátiras, Juvenal reúne suas acusações vigorosas e muitas vezes pessoais com passagens de grande beleza, nas quais ele descreve o ideal da existência virtuosa e dos costumes simples.

AMANHÃ: O humor emancipado naturalista das sátiras de Luciano.