quarta-feira, 4 de novembro de 2015

1105 C QUADRO DO MÊS DE FREDERICO A POLÍTICA MODERNA

NOVEMBRO 05.   MÊS DA POLÍTICA MODERNA FREDERICO E MARIA DE MOLINA

MÊS DE FREDERICO II DA PRÚSSIA
O IMPERADOR LIBERTÁRIO NO NECESSÁRIO COMANDO ÚNICO POLÍTICO

A POLÍTICA MODERNA
O movimento revolucionário destrutivo se forma no fim da Idade Média devido à perda do poder do papa e do feudalismo. Ao mesmo tempo acaba o regime feudal, com o desenvolvimento dos conflitos que ocorriam antes entre os componentes do sistema católico-feudal. Na política moderna esse movimento destruidor da ordem medieval de guerra defensiva ocorre ao mesmo tempo do movimento de construção de uma nova era de produção industrial e de paz. A vitória do poder político sobre o poder espiritual cristão estava visível no fim dos anos 1200 e plenamente consumado ao chegar o fim dos anos 1300.
Os papas degradados pela submissão no cativeiro na cidade francesa de Avignon (1305-1376) foram em seguida ainda mais enfraquecidos pelo grande cisma de 1378 a 1417 no interior mesmo do próprio papado. Chegaram a ter três papas, um em Avignon, outro em Roma e outro em Pisa. Resultou esse Cisma do Ocidente na perda da unidade e do poder moral e político sobre as nações européias antes unidas sob a fé católica. A religião cristã já tinha sofrido a divisão entre a igreja de Roma e a igreja ortodoxa de Constantinopla no Cisma do Oriente em 1054.
A perfeita unidade da igreja católica no ocidente da Europa ficou desse modo rompida pela formação de várias igrejas nacionais agora sob o controle de seus governantes políticos. A igreja perdendo sua preciosa unidade ficou mais fraca então exposta aos ataques dos livre pensadores. No começo esses ataques ocorreram da parte do protestantismo. O protestantismo tornou-se a religião nacional em países de população que não foram diretamente incorporadas pela Roma antiga, como os ingleses, holandeses, escandinavos e alemães do norte. Mas os ataques do ceticismo e da negação são feitos a cada instituição social e a cada doutrina sem qualquer solução científica firme, positiva. A solução proposta de uma renovação apoiada sobre a Bíblia se mostrou ainda mais vulnerável que a antiga.
A revolução negativista em nossos dias já está instalada na Europa e nas nações mais adiantadas. Coloca em perigo as instituições, a política e a família.
No fim dos anos 1200 o sistema dispersivo dos numerosos feudos é gradualmente substituído por um governo centralizado. Nos séculos XIV e XV essa mudança continua e o poder político temporal se fortifica e vence o poder moral ou espiritual da religião. A grande passagem da civilização militar medieval para a civilização industrial acontece e os exércitos se tornam permanentes subordinados aos governos nacionais. O movimento industrial havia começado durante a Idade Média com a conversão dos escravos em servos dos barões feudais e depois em trabalhadores livres. Essa foi a maior revolução política temporal nunca vista na história.
Mas o movimento de destruição continuou e além de dissolver as crenças religiosas atingiu também a política. A doutrina do Livre Exame da Bíblia faz nascer como complementos a idéia da soberania do povo e da igualdade na sociedade. Ou seja, a colocação dos subordinados como governo e a igualdade de todas as classes e cidadãos para conseguir a justiça social, mas assim destruindo a indispensável hierarquia no governo e nas organizações.
Em paralelo com esse movimento de destruição da religião e da política que produziu a Revolução Francesa havia um movimento construtivo destinado a reorganizar a sociedade sobre bases sólidas, positivas, pelo desenvolvimento das ciências. Mas o movimento construtivo era mais lento do que o movimento revolucionário destrutivo. O resultado foi uma tendência crescente à anarquia durante os seis últimos séculos. Os melhores governos políticos tentam manter a ordem e a paz social permitindo o livre progresso intelectual e industrial.

Calendário FILOSÓFICO
 para um ano qualquer, SENDO O
quadro concreto DOS GRANDES HOMENS Na preparação humana

MÊS DE FREDERICO    A POLÍTICA MODERNA  
LUNEDIA=segunda-feira; MARTEDIA=terça; MERCURIDIA=quarta;
JOVEDIA=quinta; VENERDIA=sexta-feira.
Última coluna é a correspondência com o calendário júlio=gregoriano em uso.
Os nomes à esquerda são os tipos humanos nos anos comuns C; à direita os tipos adjuntos,
para os anos bissextos B.
A data para os tipos adjuntos nos  anos bissextos é o dia anterior a partir 1º de março.
Por exemplo,  neste mês o adjunto Guicciardini será dia 6 de novembro e Sixto V dia 8.


Cada dia uma biografia

*************
A SEGUIR A BIOGRAFIA RESUMIDA DE FREDERICO DA PRUSSIA
PARA A VERSÃO MAIS DESENVOLVIDA VER 1105 02 C
 no BLOG DO CALENDARIO, FAZENDO A BUSCA
NO GOOGLE PELO NOME:
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FREDERICO II DA PRÚSSIA
disciplina material com todas as liberdades civis
exercício somente do poder temporal; com opiniões libertadas

FREDERICO
Frederico II da Prússia, Frederico o Grande, Friedrich Der Grosse, Frederick The Great
(nasceu em 1712, em Berlim; morreu em 1786, em Potsdam, Alemanha)

IMPERADOR UNIU A ALEMANHA COM LIBERDADE E CULTURA SECULAR ILUMINISTA


FREDERICO II (1712-1786) nasceu em Berlim, filho do rei Frederico Guilherme e neto de Frederico I. Como príncipe herdeiro, ele foi educado para ser um general na guerra e um cuidadoso administrador na paz. Mas ele mostrava preferência para a vida na sociedade, para a música e para a cultura francesa. Frederico dedicou-se logo com entusiasmo às atividades da administração e aos exercícios e técnicas de guerra. Frederico foi um guerreiro, mas ninguém detestava mais a guerra do que ele. Ele sempre desejava a paz. Em 46 anos de seu reinado, ele passou 36 anos em tempo de paz.
Mas por que não se pode dizer que seu governo foi republicano? Sim, foi republicano, para o bem do público, bem do povo. Foi um imperador absoluto republicano, um governo sem divisões, com o comando único, para o bem do povo. O comando único é necessário, indispensável em toda atividade de grupo. Indispensável. O parlamento é caro, irresponsável, não assegura as liberdades públicas, sendo uma grande fonte da corrupção.
Sempre se soube que o parlamento é um sistema que impede o governo de governar, que impede a governabilidade. É uma grande fonte de corrupção, que é sempre mal avaliado pelo povo. Não há prova de que os parlamentares sejam indispensáveis para que possa haver uma verdadeira república progressista libertária.
A avaliação da vida de Frederico conduz a se ver nele um gênio prático que em capacidade política se aproxima de Júlio César e de Carlos Magno; um governo que fornece o melhor modelo de homem de Estado moderno, realizando o ideal de Hobbes, que foi a regra de manter a autoridade com ampla liberdade.
Autoridade e disciplina mantidas na administração material, mas desregulamentação com a liberdade de consciência, de opinião, de ensino, de religião. A invasão do governo político coercitivo na esfera da opinião, da consciência, da propaganda, é a principal característica do totalitarismo.
Frederico conheceu bem a noção mais importante na política moderna, a diferença entre o que é o governo dos atos, o poder temporal, e o que é o governo das opiniões, da consciência, que é o poder espiritual. E ele se manteve na sua própria esfera, somente na do governo dos atos, da atividade, apenas da administração material em meio da pluralidade de opiniões.

ESSA FOI A BIOGRAFIA RESUMIDA.
PARA A VERSÃO MAIS DESENVOLVIDA
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A SEGUIR A BIOGRAFIA RESUMIDA DE MARIA DE MOLINA.
PARA A VERSÃO MAIS DESENVOLVIDA VER 1105 03 C
 no BLOG DO CALENDARIO
***

MARIA DE MOLINA
inteligência coragem e prudência de estadista moderno-
vida apaixonante,rainha por três vezes

MARIA DE MOLINA
Doña Maria de Molina, Rainha de Castela.
(morreu em 1321)

RAINHA DE CASTELA CORAJOSA E PRUDENTE REINOU TRÊS VEZES

GOVERNO POLÍTICO NA MODERNIDADE
No mês da Política Moderna são colocados os maiores nomes representativos dos séculos em que o progresso da sociedade européia realizou duas funções:
1                       a gradual perda das antigas crenças medievais e de sua organização feudal militar defensiva;
2                       a preparação da nova civilização científica e pacífica com a atividade industrial e comercial, a ordem e a paz mantida pela força dos diversos governos políticos temporais.

MARIA DE MOLINA, rainha de Castela, na Espanha, era filha de Alfonso de Molina e se casa em 1281 com o filho de Alfonso X de Castela, que mais tarde, em 1284, seria o rei de Castela, com o nome de Sancho IV. Alfonso X (1226–1284) era chamado de Alfonso o Sábio.
Com a morte de Alfonso X, seu filho Sancho IV foi posto como rei de Castela. Os conselhos de Maria de Molina foram então de grande importância. Ela procura por todos os meios a seu alcance acabar com as diferenças e lutas pela conquista do poder que havia na corte de Castela. Os filhos bastardos de Alfonso X, chamados “de la Cerda”, como Alfonso de la Cerda, não deixavam de criar mil e uma intrigas para acabar com o reinado de Sancho IV.
Sancho IV morre em 1295, o que obriga a Rainha a ficar com o governo como Regente enquanto seu filho Fernando IV fosse de menor idade. Fernando IV tinha então 9 anos de idade.
Durante o seu governo como regente, com habilidade, Maria de Molina deu poderes aos Conselhos do Reino para enfraquecer o poder dos nobres. No meio das maiores dificuldades, ela se conduziu com uma grande prudência e enérgica coragem, apesar de todas as ameaças. Em 1302, Fernando IV alcança a maioridade e toma as tarefas de governo.
Em 1312 o rei Fernando IV morreu e sua esposa também morre um ano mais tarde, obrigando Maria de Molina retornar ao governo. Ela voltou a ser a Rainha Regente representando seu neto Alfonso XI. Nessa nova Regência os sérios problemas políticos permaneceram como ocorria no período anterior. Maria de Molina continuou a mostrar suas elevadas qualidades políticas até sua morte em 1321.
Maria de Molina é uma figura histórica sem precedentes. Teve uma vida apaixonante, para um destino muito singular: ser governo por três vezes, ao ser Rainha por três vezes.

AMANHÃ: Grande empresário moderno com devotamento ao trabalhador e habilidade política: Cosme de Médicis.

ESTA BIOGRAFIA É RESUMIDA.
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QUEM HONRA SEUS ANTEPASSADOS

1104 C HUME demonstra que o conceito de causa é apenas uma ficção mental

04 DE NOVEMBRO   David Hume: o saber é relativo; o absoluto é impossível e inútil

HUME
David Hume
(nasceu em 1711, em Edimburgo, Escócia; morreu em 1776, em Edimburgo)

FILÓSOFO HISTORIADOR ESCOCÊS DO MODERNO CETICISMO E DO EMPIRISMO

A EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO
A grande revolução do pensamento humano ocorreu com o fim da Idade Média, com a queda do papado, da religião e do feudalismo.
É quando os homens se libertam do poder do homem sobre o homem em nome de poderes por vezes injustos e misteriosos.
O movimento intelectual na Europa do ocidente nos anos 1300, século XIV até os anos 1700, século XVIII passou a ter duas correntes. Um movimento foi de destruição da filosofia medieval antiga e o outro movimento foi de preparação da nova filosofia humanista científica, positiva, clara e distinta. Homens como Kepler e Galileu, Descartes e Francis Bacon construíam uma nova filosofia. A revolta começada por Descartes conduziu finalmente, contra as doutrinas antigas, a assaltos ainda mais poderosos do que os feitos pelos reformadores protestantes.
Descartes é o representante mais completo do movimento duplo de composição e decomposição. Começou a grande revolução matemática que permitiu a Newton interpretar o sistema solar. Abriu-se o caminho para a operação destrutiva do século XVIII que afinal levou à Revolução Francesa contra a política antiga de privilégios. Hobbes e Espinosa continuaram o movimento de demolição. A teodicéia de Leibnitz era ainda mais perigosa. Locke renunciou francamente ao conhecimento do absoluto divino. Hume e Diderot demonstraram sua impossibilidade. Kant completou a operação. Eles foram todos tanto construtores como destruidores.
A quarta semana está sob a presidência de Hume, que, na discussão da natureza humana e da vida social, industrial e religiosa coloca as bases da moderna Sociologia teórica abstrata. Aqui estão historiadores filosóficos como Robertson e Gibbon; Condorcet com a teoria positiva da História; de Maistre que fez a primeira apreciação do sistema da Idade Média sob o ponto de vista humano e os três principais representantes do pensamento alemão moderno com Kant, Fichte e Hegel.

Ver em 1008 01 C  em 08 de outubro o QUADRO DO MÊS DE DESCARTES A FILOSOFIA MODERNA, com os grandes nomes representativos da evolução social do mês

HUME (1711-1776) nasceu em Edimburgo, na Escócia. Sua família era de origem nobre, mas pobre. Ele foi orientado para o estudo do direito, mas logo se dedicou aos estudos históricos e filosóficos. Aos 23 anos, ele foi para a França, vivendo na Champagne e em Anjou. Passou ali três anos na composição de seu Tratado da natureza humana, publicado em 1739, quando voltou para a Inglaterra. Ele contém os princípios de sua filosofia sob uma forma sistemática. Os seus Ensaios, em estilo mais leve, foram publicados em Edimburgo em diferentes intervalos, entre 1742 e 1752. O Tratado não teve repercussão junto ao público; mas os Ensaios Filosóficos, depois de alguns anos, deram lugar a uma polêmica cheia de irritação em que Hume se recusou de tomar parte. Os Ensaios Filosóficos são recomendados para leitura até em nossos dias.
Em 1752 ele completou seus Ensaios com suas Pesquisas sobre os princípios da moral, que ele julgou ser sua melhor obra. Durante os nove anos que se seguiram, ele se ocupou de sua História da Inglaterra. Em 1673 se tornou secretário da embaixada em Paris, onde ficou por três anos com estreitas amizades com Diderot, d’Holbach, Helvetius e outros enciclopedistas. Hume passou seus dois últimos anos de vida na Escócia. Sua autobiografia escrita dois meses antes de sua morte mostram sua calma, seu caráter educado e simpático, ao mesmo tempo corajoso e resignado. Ele morreu em 1776 em Edimburgo.
David Hume deve ser considerado como um dos principais fundadores da filosofia moderna, o saber que tem base na ciência positiva verificável. René Descartes introduziu o espírito positivo nas ciências naturais e mostrou que esse espírito era aplicável à vida social. Mas nos fenômenos intelectuais e morais Descartes empregou o método da metafísica, usando as entidades de explicação quase divinas, como a “consciência”.
Em relação aos fenômenos como atributos apresentados pelos corpos, Hume explica que os materiais de nosso conhecimento são de duas formas: as impressões vivas e as impressões fracas. Das impressões vivas feitas pelos corpos nossa mente faz ecos fracos, ou repetições, memória, imagens. Hume chama as impressões fracas de idéias, que são as imagens das impressões feitas nos sentidos antes.
Ponto mais importante da filosofia de Hume: a eliminação da noção de CAUSA, por ser a causa apenas uma ficção mental. Por exemplo, a noite sempre vem depois do dia. Mas o dia não é considerado como a causa da noite. Aqui se trata de um ciclo e não de uma sucessão.
Um ciclo é uma série de eventos iguais ou intervalos de tempo iguais que se repetem na mesma ordem. Uma sucessão é uma relação de uma coisa após a outra no tempo. Seqüência.
Quando se coloca um corpo opaco na linha dos raios do sol se produz uma sombra, a sombra é uma sucessão. Nós dizemos que o corpo opaco é a CAUSA da sombra. Essa definição de uma “causa” como poder de produzir é que Hume chama de uma ficção mental ou um hábito ao qual não podemos nos furtar, que não podemos deixar de fazer.
Dessa mesma maneira, Hume mostra que o efeito de crença faz com que uma imagem interior, chamada de idéia fraca, isto é, uma imagem interior da mente, que é uma recordação da impressão causada pela observação, seja tomada como sendo igual a uma imagem exterior, que é obtida pela visão da realidade. É a imagem interior, que é a recordação da sensação é tomada como sendo a impressão direta da realidade. É a imaginação colocada como se fosse a prova da realidade.
O método da filosofia antiga era a busca das CAUSAS. Aristóteles afirma que a busca da causa é que revela a verdade científica. E são quatro modos de causação. No caso de produção de uma estatura, a causa material é o material que compõe a estátua. A causa formal é a figura, a sua forma. A causa eficiente é o escultor que a produz. A causa final é o objetivo procurado pelo escultor, a representação obtida.
Portanto, ao conhecer a causa, conseguimos conhecer, ter a ciência descritiva do que foi feito.
A ciência como conhecimento em geral, conhecimento observado, confirmado, se desenvolveu gradualmente ao longo dos séculos, dos milênios. É o conhecimento prático, concreto, da descrição e do emprego das coisas.
O modo de pensar abstrato desenvolveu-se na passagem do fetichismo e da astrolatria para o politeísmo. O conceito abstrato dos deuses foi realizado pela colocação das melhores ou piores qualidades dos indivíduos reais na figura idealizada dos heróis, dos deuses.
Gradualmente foram desenvolvidos os conhecimentos abstratos da matemática elementar, da aritmética e da geometria. Que foram testados e empregados na prática diária da medição das áreas agrícolas, do comércio. Quando se comprovou sua constancia, por serem infalíveis nas suas relações numéricas.
Na ciência moderna abstrata a pesquisa é feita para determinar as RELAÇÕES CONSTANTES no meio das mudanças, descobrindo as leis científicas imutáveis, fixas, infalíveis que existam entre os fenômenos, devidamente verificadas. A filosofia das leis naturais abtratas, das relações, é chamada, portanto, de filosofia RELATIVA, em comparação com a filosofia antiga, a filosofia do saber descritivo ABSOLUTO, fixo, divino, eterno.
De posse do método abstrato positivo de pensar, Hume passa a outros importantes assuntos. Na sua Pesquisa relativa aos princípios da moral ele aplica o método científico aos fenômenos que hoje são estudados na Psicologia, do comportamento individual, que são os fenômenos mais complexos da escala da classificação das ciências.
Com uma clareza admirável e por uma demonstração direta, ele faz ver que a virtude ou o mérito pessoal consiste na posse de qualidades mentais úteis ou agradáveis para a própria pessoa ou aos outros. Não que a aprovação que os homens dão a essas qualidades seja feita sobre um cálculo mesquinho, estudado, de interesse pessoal, egoísta. A aprovação é instintiva e imediata, ocorrendo mesmo onde esse interesse egoísta não esteja em jogo. Gradualmente e na medida em que o estado social se estende da família para a tribo e da tribo para uma grande comunidade política, as qualidades tendentes ao bem da comunidade são melhor apreciadas. O instinto de boa vontade, de simpatia, o altruísmo, é inato na natureza humana. É esse sentimento a principal fonte da moralidade.
A capacidade enciclopédica do pensamento de Hume justifica sua fama como o principal pensador da filosofia da modernidade. A teoria das causas de Hume é o passo mais importante na história do progresso filosófico, depois do triunfo dos Nominalistas sobre os Realistas na Idade Média. Estabelece o caráter RELATIVO da filosofia, sem o desejo de obter o impossível e inútil saber absoluto, divino.

AMANHÃ: MÊS DE FREDERICO, da POLÍTICA MODERNA e Maria de Molina rainha por três vezes.




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segunda-feira, 2 de novembro de 2015

1103 C HEGEL demonstra a unidade da história e filiação das gerações sucessivas

03 DE NOVEMBRO. Hegel: “o espírito governa o mundo” isto é, as idéias o governam

HEGEL
Georg Wilhelm Friedrich Hegel
(nasceu em 1770, em Stuttgart, Alemanha; morreu em 1831, em Berlin)

FILÓSOFO IDEALISTA ALEMÃO DA FILOSOFIA DA HISTÓRIA

A EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO
A grande revolução do pensamento humano ocorreu com o fim da Idade Média, com a queda do papado, da religião e do feudalismo.
É quando os homens se libertam do poder do homem sobre o homem em nome de poderes por vezes injustos e misteriosos.
A quarta semana está sob a presidência de Hume, que, na discussão da natureza humana e da vida social, industrial e religiosa coloca as bases da moderna Sociologia teórica abstrata. Aqui estão historiadores filosóficos como Robertson e Gibbon; Condorcet com a teoria positiva da História; de Maistre que fez a primeira apreciação do sistema da Idade Média sob o ponto de vista humano e os três principais representantes do pensamento alemão moderno com Kant, Fichte e Hegel.

Ver em 1008 01 C  em 08 de outubro o QUADRO DO MÊS DE DESCARTES A FILOSOFIA MODERNA, com os grandes nomes representativos da evolução social do mês

HEGEL (1770-1831) nasceu em Stuttgart, na Alemanha. Ele recebeu uma educação clássica que completou em Tubingen, onde foi colega de estudos de Schelling. No certificado que ele recebeu está declarado que ele era insuficiente, sobretudo em filosofia.
Hegel então colocou todo seu entusiasmo no estudo da história antiga. Por algum tempo, para pagar suas despesas, ele deu aulas particulares. Mais tarde foi para Jena, onde ele publicou um ataque contra a astronomia de Isaac Newton. Fez amizade com Goethe, que reconheceu sua força intelectual. Ele completou sua primeira obra filosófica, a Phänomenologie des Geistes, A Fenomenologia do Espírito, de 1807.
Em 1816 Hegel tornou-se professor de filosofia em Heildelberg e dois anos depois foi para Berlim, onde formou uma escola com importantes discípulos. Hegel morreu em Berlim, de cólera, em 1831.
O grande sistema de filosofia que Hegel criou é de difícil compreensão, por sua linguagem incompreensível. Ele mesmo costumava dizer que só um único de seus alunos compreendeu sua filosofia, e mesmo assim, ele ainda a entendeu de forma errada.
Hegel apresenta na Fenomenologia um texto obscuro, de difícil entendimento. Essa forma de apresentação ilegível, fechada ou hermética pode ser vista em autores antigos e modernos tentando pensar de forma metafísica, isto é, de modo fantasioso, empregando entidades abstratas, sem apoio na experimentação e na verificação. Representa uma reação muito repetida contra o pensamento científico positivo, para retornar às crenças hoje desacreditadas. É usada uma linguagem rebuscada para voltar às idéias antigas, com uma aparência de novidade.
Hegel criou uma explicação do progresso por meio de um método que chamou de DIALÉTICA. Feita uma hipótese inicial, a tese, sempre se coloca contra ela a antítese, que, então leva a uma solução mais alta e mais rica chamada de síntese. Portanto, o progresso está dessa forma explicado pela luta, pela oposição da antítese contra a tese, para chegar à solução, que seria a síntese.
O método dialético, no entanto, não tem sua aplicação em nenhuma das descobertas do saber humano, seja na teoria ou na aplicação prática. A idéia de que o progresso resulta da luta, da guerra, levou à doutrina da revolução, da LUTA DE CLASSES, que explicaria o desenvolvimento da sociedade humana através dos milênios pelo conflito interminável entre os pobres e ricos.
A aplicação dessa doutrina por Karl Marx levou Lênin, Stalin e Hitler ao totalitarismo comunista e nazista. O comunismo resultou em todos os países do mundo em massacres e genocídios nunca vistos na Rússia. na China e outros paises e levou a população a extremo sofrimento e pobreza. Foi um dos resultados da reação contra o espírito científico do iluminismo nas ciências humanas e na filosofia. Essa infame campanha contra a ciência moderna foi iniciada no fim dos anos 1800s, durou em todo século XX e que continua até hoje, em nossos dias, no inicio do novo milênio. Em todo mundo.
No entanto, a sociologia moderna comprova que o progresso resulta, de fato, na passagem do conhecimento de pai para filho, de uma geração para a geração seguinte. O que é o mesmo que dizer que o progresso é feito pelo respeito e pela veneração dos mais jovens para com os mais velhos e para com os que já viveram. E a veneração é a forma mais alta do sentimento do altruísmo, que é o sentimento natural, gregário, que associa os indivíduos no seu grupo.
A conclusão é de que o motor do progresso não é a LUTA, a GUERRA, mas que o motor da história, o gerador do progresso é o sentimento espontâneo de associação, o altruísmo, encontrado entre os homens e até entre animais.
Hegel é tido como de leitura inacessível nos seus trabalhos da Lógica e da Metafísica por causa do estranho vocabulário que ele emprega.
No seu tratado da Filosofia da história o estilo é esotérico, numa espécie de linguagem secreta. O texto esotérico só pode ser entendido pelos leitores que forem treinados para saber o significado das palavras. Mas Hegel na filosofia da história mostra com firmeza a unidade da história e a filiação das gerações sucessivas.
Ele declara que a razão é a substância e a energia infinita do universo, o que só se pode entender como uma fantasia poética fora de lugar na filosofia. Mas, depois, ele apresenta sua filosofia como um desenvolvimento da tese de Anaxágoras de que
   “o espírito governa o mundo”.
Mas Hegel explica, então, que ele não se refere a um espírito sobrenatural impenetrável de um deus, mas está falando das noções formatrizes, ou seja, do conhecimento científico positivo, comprovado.
Essa é uma forma diferente de dizer que AS IDÉIAS GOVERNAM O MUNDO. Ou seja, que o conhecimento governa, conduz a ação sobre o mundo e sobre os humanos.
Para Hegel os grandes homens são os agentes das mudanças quando o tempo está maduro, oportuno.

AMANHÃ: A teoria das causas, importante na história da filosofia moderna: David Hume.




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1102 C DE MAISTRE: a necessária unidade de comando no governo e na teoria política


02 DE NOVEMBRO.   De Maistre: a importância do passado para a Sociologia científica

DE MAISTRE
Conde Joseph Marie De Maistre
(nasceu em 1753, em Chambéry, Savoie, na França; morreu em 1821, em Turim, então Sardenha, Itália)

FILÓSOFO MORALISTA CONSERVADOR NA CIÊNCIA POLÍTICA MODERNA

A EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO
A grande revolução do pensamento humano ocorreu com o fim da Idade Média, com a queda do papado, da religião e do feudalismo.
É quando os homens se libertam do poder do homem sobre o homem em nome de poderes por vezes injustos e misteriosos.
A quarta semana está sob a presidência de Hume, que, na discussão da natureza humana e da vida social, industrial e religiosa coloca as bases da moderna Sociologia teórica abstrata. Aqui estão historiadores filosóficos como Robertson e Gibbon; Condorcet com a teoria positiva da História; de Maistre que fez a primeira apreciação do sistema da Idade Média sob o ponto de vista humano e os três principais representantes do pensamento alemão moderno com Kant, Fichte e Hegel.

Ver em 1008 01 C  em 08 de outubro o QUADRO DO MÊS DE DESCARTES A FILOSOFIA MODERNA, com os grandes nomes representativos da evolução social do mês

DE MAISTRE (1754-1821) nasceu em Chambéry. Seu pai, presidente do Senado da Savoia, tinha um caráter enérgico e era profundamente respeitado. Seu filho, o mais velho dos 10 filhos, passou por todos os graus da magistratura e tornou-se senador ainda quando seu pai era o presidente do Senado.
De Maistre sentia grande veneração por seus pais. Quando estudava em Turin, ele não lia um livro sem, antes, obter o seu consentimento. Em política, ele era suspeito de tendência pelo liberalismo, mas quando os republicanos da França invadiram a Savoia em 1793, ele se opôs corajosamente às suas ordens.
Depois de ocupar posições oficiais elevadas na Sardenha, ele foi enviado em 1802 para São Peterburgo na Rússia, como embaixador extraordinário. Lá ele viveu por 15 anos e foi onde escreveu a maior parte de suas obras.
Com a queda de Napoleão, ele deixou a Rússia indo para Turim. Seu grande tratado Du Pape foi publicado ali, em 1817. Foi em Turim que De Maistre morreu em 1821.
De Maistre em suas cartas e em suas memórias, durante a Revolução Francesa e o Império de Napoleão, são cheias de textos e observações sábias. Embora um completo conservador, tinha grande repulsa contra a fúria cega dos reacionários. Seu desejo era de que a França fosse contida, mas não aniquilada.
Ele afirmava que, em política e em física, só havia um método seguro: o método experimental. O que o levou a prever com acerto a queda de Napoleão. Nunca mudou de opinião.
A filosofia política de De Maistre se encontra em sua obra Du Pape. Esse texto teve grande influência sobre o pensamento e sobre as pesquisas históricas e sociológicas. Ele conseguiu completar a filosofia histórica de Condorcet. Foi uma apreciação bem feita da Idade Média, que, para Condorcet, não passava de um tempo bárbaro de obscurantismo. De Maistre mostrou como são as condições permanentes da organização política. E ele empregava sempre o método científico positivo para a pesquisa histórica. Por exemplo, na sua defesa do papado, ele se baseia inteiramente em justificações humanas, não sobrenaturais, não religiosas.
O tratado Du Pape é composto de 4 livros: no primeiro trata do papa em suas relações com a Igreja Católica, discute a questão da infalibilidade papal, que considera como uma condição necessária para o governo da Igreja. Ele mostra que o papa deve ter uma decisão final qualquer e sem apelo. E essa decisão é o papa que deve dar, e não os concílios. Os parlamentos e assembléias são comprovadamente imprevisíveis e irresponsáveis.
No segundo livro ele se ocupa das relações do papado com o poder temporal. O papa deve amenizar o rigor dos reis, manter a moralidade pública e a santidade do casamento. Ele se refere à famosa bula do papa Alexandre VI que regulou o conflito entre a Espanha e Portugal na posse das terras então descobertas da América do Sul. Foi quando o papa dividiu a posse pelo meridiano do tratado de Tordesilhas, a Espanha ficando com as terras a oeste e Portugal com as terras a leste do meridiano.
No terceiro livro De Maistre mostra a influência do papa sobre a civilização. No quarto, discute a relação com as igrejas separadas.
A teoria de De Maistre sobre o governo político e sobre a necessidade da unidade de comando, são de grande importância para a aplicação de uma ciência política moderna.
Além de tudo, De Maistre prova que o passado da sociedade só pode ser bem conhecido se for estudado com muito respeito. Caso contrário as importantes lições do passado serão perdidas para a formação de uma sociologia científica e para guiar um governo de justiça, de progresso e de proteção dos trabalhadores.
O passado só pode ser entendido se for sempre respeitado.

AMANHÃ: George Hegel. O governo do mundo pelo conhecimento afirmando que o espírito governa o mundo:




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1101 C CONDORCET: o progresso comprovado pela pesquisa inteligente da História

01 DE NOVEMBRO.    Condorcet: a noção de progresso contínuo da espécie humana


CONDORCET
Marquês de Condorcet, Marie Jean Antoine Nicholas de Caritat
(nasceu em 1743, em Ribemont, França; morreu em em Bourg-la-Reine, França)

FILÓSOFO MATEMÁTICO FRANCÊS DO PROGRESSO SOCIAL CONTÍNUO

A EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO
A grande revolução do pensamento humano ocorreu com o fim da Idade Média, com a queda do papado, da religião e do feudalismo.
É quando os homens se libertam do poder do homem sobre o homem em nome de poderes por vezes injustos e misteriosos.
A quarta semana está sob a presidência de Hume, que, na discussão da natureza humana e da vida social, industrial e religiosa coloca as bases da moderna Sociologia teórica abstrata. Aqui estão historiadores filosóficos como Robertson e Gibbon; Condorcet com a teoria positiva da História; de Maistre que fez a primeira apreciação do sistema da Idade Média sob o ponto de vista humano e os três principais representantes do pensamento alemão moderno com Kant, Fichte e Hegel.

Ver em 1008 01 C  em 08 de outubro o QUADRO DO MÊS DE DESCARTES A FILOSOFIA MODERNA, com os grandes nomes representativos da evolução social do mês

CONDORCET (1743-1794) nasceu na antiga província da Picardie, no Canal da Mancha, na França. Foi um sábio, destacado matemático, cientista, educador e filósofo, tornando-se membro da Academia de Ciências em Paris, mais tarde sendo seu secretário. Suas biografias dos acadêmicos, em especial a de Voltaire e a de Turgot, são de grande valor e merecem ser lidas até hoje. Também se recomenda a leitura do seu tratado de Aritmética Elementar bem como do Esquisse d'un tableau historique des progrès de l'esprit humain, o Esboço de um quadro histórico do progresso do espírito humano.
Ele foi eleito membro da Assembléia Legislativa em 1792 e ficou no partido dos Girondinos, o mais moderado grupo da Revolução Francesa. Com a queda desse partido, ele foi declarado fora da lei, expulso e condenado à morte, vivendo escondido por alguns meses. Em 1794 ele foi preso em Bourg-la-Reine, quando foi encontrado morto na prisão onde estava para ser conduzido para a morte pela guilhotina.
Foi durante sua condenação que ele escreveu sua obra imortal sobre o Progresso do espírito humano, que apresenta uma original e importante teoria da filosofia da história, que se tornou a base para a elaboração da sociologia teórica abstrata como ciência positiva, verificável e de leis infalíveis.  A parte mais importante da obra histórica de Condorcet é a Introdução, em que ele apresenta uma visão do futuro fundado sobre o estudo científico do passado. Ele começa por distinguir claramente o estudo do indivíduo do estudo das sociedades. As sociedades oferecem os fenômenos de reação entre os indivíduos e os fenômenos da sucessão das gerações.
É admirável o método que ele emprega quando abstrai das descrições concretas dos viajantes e dos historiadores o que existe de fatos gerais comuns a cada caso particular. Ele afirma que devemos escolher e combinar os fatos gerais da história dos diferentes povos de modo a construir o caso hipotético de uma só nação progredindo continuadamente desde a origem dos tempos.

Condorcet divide a vida de uma nação assim estudada em 9 períodos:
Passando da tribo vivendo da caça dos povos nômades, desses ao período sedentário da agricultura durante a qual a escrita é descoberta, chega à civilização grega que foi salva da destruição pela batalha de Salamina.
Ele descreve o desenvolvimento da filosofia e da arte na Grécia, o começo das ciências positivas, da matemática, da biologia, da psicologia.
Segue com a conquista romana e sua preciosa herança da jurisprudência, com o nascimento do cristianismo que surge da decadência de Roma.
O obscurantismo que resulta disso; a cultura da ciência na Europa depois das três cruzadas; a descoberta da bússola, a invenção da imprensa e o estímulo trazido pela Reforma protestante para o livre-pensamento.
O último período ele coloca como sendo depois de Descartes até a formação da República na França.
Ele conclui com uma descrição do futuro do espírito humano e da renovação social que então ocorre.

A filosofia histórica proposta pela obra-prima de Condorcet forma a base da nova ciência da sociedade. A sociologia científica abstrata com as leis infalíveis que regulam os fenômenos de grupo associado deve orientar a ação política no governo da sociedade humana.
Em 1805 foi publicada a segunda edição do seu trabalho Éléments du calcul des probabilités et son application aux jeux de hasard, à la loterie et aux jugements des hommes, Elementos do cálculo das probabilidades e sua aplicação aos jogos de azar, à loteria e aos julgamentos dos homens. Nesse estudo ele mostra que as eleições nem sempre conseguem escolher os melhores entre vários candidatos. Essa tese foi recentemente re-estudada e ampliada pelos estatísticos.
Condorcet foi precursor do estudo científico da sociedade, o criador da noção de progresso contínuo da espécie humana. Que revela o permanente aperfeiçoamento da humanidade, tal como comprovado pela pesquisa inteligente da história.
Condorcet foi um genial representante do Iluminismo, defensor da liberdade econômica, da tolerância religiosa, da reforma das leis e do ensino. O que ele desejou foi levar o império da ciência ao governo da sociedade.

AMANHÃ: A teoria política e a necessidade da unidade de comando no governo: De Maistre.




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1031 C KANT: as duas realidades, a do sujeito observador e a do objeto observado

31 DE OUTUBRO.   Kant: na Crítica da Razão Pura declara a morte da Metafísica

KANT
Immanuel Kant
(nasceu em 1724, em Königsberg, na Prússia; morreu em 1804, em Königsberg)

SISTEMÁTICO FECUNDO E INFLUENTE FILÓSOFO METAFÍSICO ALEMÃO

A EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO
A grande revolução do pensamento humano ocorreu com o fim da Idade Média, com a queda do papado, da religião e do feudalismo.
É quando os homens se libertam do poder do homem sobre o homem em nome de poderes por vezes injustos e misteriosos.
A quarta semana está sob a presidência de Hume, que, na discussão da natureza humana e da vida social, industrial e religiosa coloca as bases da moderna Sociologia teórica abstrata. Aqui estão historiadores filosóficos como Robertson e Gibbon; Condorcet com a teoria positiva da História; de Maistre que fez a primeira apreciação do sistema da Idade Média sob o ponto de vista humano e os três principais representantes do pensamento alemão moderno com Kant, Fichte e Hegel.
Ver em 1008 01 C  em 08 de outubro o QUADRO DO MÊS DE DESCARTES A FILOSOFIA MODERNA, com os grandes nomes representativos da evolução social do mês

KANT (1724-1804) nasceu em Koenigsberg, na antiga Prússia, hoje Kaliningrad, na Rússia, em família de origem escocesa. Estudou matemática e física na Universidade local e publicou várias memórias sobre as ciências. Numa de suas publicações ele previu a existência do planeta Urano, depois descoberto por Herschel. Em 1770 foi nomeado professor de lógica e de metafísica.
Em 1781, depois de 12 anos de preparação, preparou sua grande obra, a Crítica da razão pura, cuja publicação teve uma influência de grande importância na história da filosofia. A segunda edição foi feita depois de 6 anos, com mudanças substanciais.
Nessa época ele apresentou um ensaio de destaque sobre a filosofia da história universal em que o homem se apresenta como cidadão do mundo.
Em 1788, em sua Crítica da razão prática, ele procurou modificar suas doutrinas anti-religiosas da primeira obra, a Crítica da razão pura. Ali, ele demonstrara que a Metafísica não poderia ser considerada uma ciência, o que foi interpretado como a morte da metafísica, decretada por um grande pensador metafísico.
No primeiro período, Kant lecionava e escrevia com ampla liberdade de consciência, garantida pelo libertário imperador Frederico II da Prússia. O sucessor de Frederico II ameaçou Kant com a perda de seu lugar de professor na Universidade e perda de sua renda, caso ele continuasse com suas publicações anti-metafísicas e anti-religiosas.
Na Crítica da razão prática, Kant procura justificar filosoficamente as crenças religiosas e metafísicas, para não contrariar o novo governo imperial. E perder a renda recebida como professor oficial. O que faz depois de provar que é impossível demonstrar a existência de Deus na primeira fase de sua vida. Foi o retorno à forma de pensar com base em figuras de ficção imaginárias, absolutas, inverificáveis, como o Ser, o Ente, o Imperativo Categórico e Imperativo Hipotético.
Esse é um exemplo da violência do totalitarismo do poder político, na restrição da liberdade de consciência do pensador, invadindo o âmbito da ação dos intelectuais, que são os formadores da opinião, que são os líderes da sociedade, por meio da produção e ensino do conhecimento e da informação.
Kant nunca deixou Koenigsberg, onde viveu com uma simplicidade e uma regularidade extrema, universalmente respeitado. Ele morreu com 80 anos, em 1804.
Ele aceitou completamente as conclusões de David Hume sobre a relatividade dos nossos conhecimentos. O que significa que as verdades ditas absolutas, eternas, mas que não podem ser verificadas, não são claras e distintas, como recomendava Descartes e não podem ser aceitas em filosofia como certas e seguras, como científicas, positivas.
Kant fez um resumo metódico das doutrinas de David Hume, deixando bem clara a existência das duas realidades, a do observador e a da coisa observada, isto é, a existência do sujeito espectador e a existência do objeto, do espetáculo, do que é observado.
Na filosofia moderna considera-se que esse é um caso particular da lei geral dos seres vivos, em biologia, que afirma a subordinação do organismo vivo ao meio em que se encontra. Em outras palavras, o mundo exterior serve de alimento, estimulante e regulador, ao mesmo tempo, tanto para as ações mais elevadas do pensamento como para os mais simples atos materiais do ser vivo. É o mesmo dualismo SUJEITO e OBJETO, o que seja subjetivo e o que seja objetivo.

AMANHÃ: Criou a noção de progresso contínuo da espécie humana: Condorcet.




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