terça-feira, 8 de outubro de 2013

1008 01 C QUADRO DO MÊS DE DESCARTES a Filosofia Moderna

08 DE OUTUBRO: O mês de Descartes:
A FILOSOFIA MODERNA, a maior revolução já feita no pensamento humano.

FILOSOFIA MODERNA
A criação do RACIOCÍNIO EXPERIMENTAL CIENTÍFICO ENCICLOPÉDICO é a maior revolução já feita no saber humano, na filosofia, em todos os tempos. No século XIX o progresso social da filosofia finalmente colocou o raciocínio humano científico em todo o conhecimento do mundo e do homem. Em outras palavras, afinal o saber humano se tornou seguro, comprovado, positivo, em todos os fenômenos das ciências da natureza e também nas ciências humanas. É a maior revolução na visão do mundo, na filosofia, em todos os tempos. Pela fundação da Sociologia pura e da Psicologia pura, isto é, científicas, abstratas. Então se descobriram as leis constantes infalíveis dos fenômenos sociais e psicológicos. Leis das ciências humanas tão positivas, verificáveis, úteis, universais, infalíveis no âmbito abstrato como infalível é a lei da gravidade, de Newton.
Poderia então terminar a crença de que os acontecimentos nas ciências humanas, na vida da sociedade e na vida individual humana dependeriam da vontade de entidades mágicas, de amuletos, de encantamentos, de espíritos malignos e de fadas bondosas. No entanto, os mitos ainda serão úteis e necessários a quem deles necessitar, como o foram no passado e como são no presente e como serão no futuro. A livre imaginação é muito usada na arte, em todas as suas formas.

Filosofia Moderna - Definição
O QUE É FILOSOFIA
Filosofia para Aristóteles abarca todos os ramos de pesquisa. Da mesma forma, definimos filosofia como a representação do mundo e do homem. Essa visão conhecida pela expressão alemã – weltanschauung, -traduzida como a visão do mundo.
Com a observação do mundo exterior e do mundo interior ao humano, conseguimos ter a sua imagem, feita com os dados obtidos pelos sentidos e com o processamento mental desses dados concretos dos objetos e dos dados abstratos dos seus fenômenos. A representação ou registro da imagem que percebemos das coisas e das idéias, dos animais e dos homens, das teorias, dos princípios primeiros e finais, dos sonhos, das artes, da ciência, da técnica é que constitui a filosofia. Em outras palavras, é o saber, o conhecimento, sobre qualquer assunto, sobre qualquer tema. Na filosofia é feita a identificação e classificação do conhecimento bem como o estudo da abrangência e dos limites do conhecimento.
A Filosofia é o saber que sintetiza e cobre todo o conhecimento humano. Não é uma ciência particular, é uma ciência do conjunto total do conhecimento. É o conhecimento do conhecimento. E na modernidade se reconhece a certeza e a utilidade do saber positivo elaborado a partir da imaginação hipotética depois comprovada, testada, fiel. Mas modestamente reconhecendo sua relatividade, sua dependência, seus limites e sua subordinação ao mundo exterior, sua dependência à natureza, à realidade exterior, que alimenta e regula a vida humana.
FILOSOFIA MODERNA é a representação do mundo e do homem que pode ser verificada, comprovada. A FILOSOFIA ANTIGA E A MEDIEVAL representava o mundo com base na tradição religiosa, nos livros sagrados, na autoridade dos sábios mestres sacerdotes, nos necessários mitos, poderosos e violentos, na imaginação. Hoje sabemos que os mitos não podiam ser testados, comprovados. Os mitos não podem ser assassinados, mortos, por serem figuras de ficção. Não morrem. São esquecidos, mas com registro na história.
O conhecimento na modernidade pode ser descoberto e redescoberto a qualquer tempo e em qualquer lugar. Dois e dois são quatro para qualquer lugar, em qualquer tempo, aqui ou em qualquer outro país, em outro continente. É universal. É o saber confirmado, testado, verificado. E é o conhecimento dos LIMITES do que nós sabemos, até onde sabemos, e o conhecimento do muito que nós não sabemos.
Requer sempre a modéstia e o espírito crítico do ceticismo moderno, para evitar enganos, para obter a segurança da positividade. Assim o conhecimento científico hoje domina finalmente o saber nas ciências e nas técnicas da Biologia, nas técnicas e nas ciências humanas da Sociologia, da Psicologia e suas aplicações.
Essa é a maior revolução filosófica: a positivação das ciências superiores, as ciências humanas, antes dominadas pela imaginação e não pela observação imaginativa confirmada pela pesquisa científica e aplicada intensamente na política, nas clínicas médicas, na tecnologia, na indústria.
REPRESENTAÇÃO. Representar é fazer o registro de uma imagem, de uma pesquisa, de uma idéia ou sentimento pelos sinais e símbolos. O registro feito permite a manutenção e guarda aquela informação, por meio dos sinais escritos, falados, desenhados, sonoros, visuais e de qualquer outra forma. Serve para o relato da história, para o controle da ação. E a memória gravada que serve para conservar o saber, para o ensino que passa de pai para filho, de cada geração para as gerações seguintes. Em nossos dias presenciamos o aperfeiçoamento do registro, do processamento e da divulgação dos saber em todas as suas formas.
O QUE TEM DENTRO DA FILOSOFIA MODERNA. O conhecimento na modernidade, de modo completo, pode ser chamado de Gnosiologia, estudo da gnosis, do saber. Seria o sinônimo de FILOSOFIA GERAL.
A Filosofia se divide em três áreas: Estética, da EMOÇÃO na Arte, a da INTELIGÊNCIA na Ciência e a área da AÇÃO, na Técnica. Correspondendo as três grandes capacidades da vida humana, sentimento, pensamento e atividade.
A ESTÉTICA se compõe das artes da linguagem, a geral ou Poesia, a do som, a Música, da forma, Pintura e Arquitetura. Essas as fontes artísticas das aplicações contemporâneas, simples e compostas, como no cinema, no rádio, na televisão.
A CIÊNCIA tem a teoria geral com a EPISTEMOLOGIA, a teoria do conhecimento, e as ciências particulares puras ou abstratas (não aplicadas), como a Matemática, Astronomia, Física, Química, Biologia, e ciências humanas, na Sociologia e Psicologia. Inclui as ciências aplicadas, como a Mineralogia, Botânica, Zoologia, Antropologia, Psicologia Clínica e outras.
A TÉCNICA ou Tecnologia, que se divide em POLÍTICA ou governo da sociedade e INDÚSTRIA, ação sobre o mundo, com o Banco, o Comércio, a Manufatura e a Agricultura. O setor de serviços atende a cada área.
Dentro da Filosofia Moderna não se incluem as hipóteses e o saber não verificável, que não conseguem ser úteis, universais, não sendo um conhecimento confiável, verificável, positivo. As ficções estéticas usadas na arte hoje são claramente conscientes de serem puras idealizações da realidade.
A FILOSOFIA ANTIGA se propunha a saber tudo, todas as causas, todos os princípios, a origem do mundo e do homem. Afirmava ter o conhecimento absoluto divino, eterno, o princípio de todas as coisas e o conhecimento dos deuses, dos anjos e dos demônios. Ensinava a METAFÍSICA, que era o conhecimento do que não se podia verificar, o que estaria num outro plano, transcendental, inacessível à verificação. É o mundo chamado do NÚMENO, aquilo que se imagina, mas não pode confirmar. O outro plano, a outra dimensão, não passa de um mundo de ficção, do sobrenatural, do paranormal, dos fantasmas, dos espíritos dos mortos.
O QUE TINHA DENTRO DA FILOSOFIA ANTIGA. A Filosofia se compunha da Filosofia propriamente dita e da Lógica, que continha as regras para pensar, para aprender a pensar sem pensar. Esta era a filosofia do monoteísmo cristão, a mais evoluída no tempo, que teve diversas versões. A Filosofia propriamente se dividia em Filosofia Especulativa e Filosofia Prática.
A Filosofia Especulativa se dividia em Filosofia Primeira ou Metafísica e Filosofia da Natureza. A Metafísica (estudo da causa primeira e final) consistia na Teodicéia (estudo de Deus), a Ontologia (O ser em si) e a Crítica do Conhecimento (campo e limite do saber). A Filosofia da Natureza se dividia em Cosmologia, com a Biologia (origem da vida) e a Antropologia (origem do homem) e com a Psicologia. (estudo da alma divina e eterna). A Filosofia Prática se dividia em Ética ou Filosofia Moral e em Filosofia da Arte ou Estética. Concluímos que autores que em nossos dias estudam o Ser e o Ente estão, de fato voltando a temas obscuros antigos da filosofia da Idade Média e da Antiguidade grega e oriental. Assim como Aristóteles indicou o atraso do erro do anacronismo dos temas de seu mestre Platão.
VISÃO FILOSÓFICA. É perceber a regra ampla que regula ou causa o fenômeno que estamos vendo. É perceber como é a estrutura e a evolução ou dinâmica de uma planta ou de uma sociedade ou de uma criança. A visão da filosofia descobre que há uma regra, uma lei mais geral, que comanda o acontecimento. Quando um balão sobe no ar, e quando um pesado navio de aço flutua na água, a visão geral, filosófica, vê ali valer a mesma regra que diz, por exemplo,  que a força de flutuação de baixo para cima é igual ao peso do volume deslocado do fluido, gás ou líquido pelo balão ou pelo navio.
A visão filosófica vê a estrutura e sua mudança, enxerga a constituição e o dinamismo dos eventos. Vê muito mais longe no espaço e no tempo do que a visão particular concreta estática dos seres.
A generalização filosófica é obtida pelo raciocínio abstrato, que pesquisa as relações entre os fenômenos obtidos dos seres concretos, das coisas observadas. É o ,mais complexo raciocínio, que se verifica mais tardiamente no desenvolvimento do ser humano e na história das sociedades. É uma função cerebral importante identificada na Psicologia da modernidade.
VISÃO EMPÍRICA EXTREMA, EMPIRISMO RADICAL. Nessa visão o pensador supõe que cada caso é um caso isolado, que não há relação com outros acontecimentos. Em especial o empírico exagerado não admite a evolução em nenhum caso, nas plantas, nos animais. Então parece que não há relações entre os acontecimentos, os fenômenos. É a falta de filosofia, a falta do espírito filosófico, o complexo raciocínio abstrato.
A filosofia é necessária, indispensável, inevitável: sem pensar, sem criar o saber, temos a ignorância, a pobreza, o egoísmo, o ódio. A filosofia moderna faz justiça à nossa dívida com o passado, com nossos antepassados. Não é uma doutrina de destruição. É inegável o papel das religiões em todas as civilizações antigas e recentes. Não há uma sociologia científica sem uma teoria da liberdade e da religião e de seus deuses. Não é possível negar os deuses sem conhecer a sua história. Houve e ainda há muitos deuses orientando a mente e a vida de muitos crentes. A ciência sociológica explica.



Calendário HISTÓRICO FILOSÓFICO
 para um ano qualquer QUE É
O quadro concreto da preparação humana

MÊS DE DESCARTES A FILOSOFIA MODERNA
LUNEDIA=segunda-feira; MARTEDIA=terça; MERCURIDIA=quarta;
JOVEDIA=quinta; VENERDIA=sexta-feira.
Os nomes à esquerda são para o ano comum; à direita, anos bissextos.
A data para os anos bissextos é o dia anterior a partir 1º de março que é para Anaxágoras o dia
 29 de fevereiro. Dia 2 de março é de Demócrito e para Leucipo é 1º de março.
Neste mês João de Salisbury tipo do ano bissexto é no dia 7 de outubro.

Todos os meses são iguais, de 28 dias e todos começam numa segunda-feira, terminando num domingo.

VER NO BLOG  Calendário Filosófico:  Cada dia uma biografia:

sábado, 5 de outubro de 2013

1007 C MOZART a pura melodia e completa harmonia em todos os gêneros musicais

07 DE OUTUBRO. MOZART maior gênio na música sensível, delicada e penetrante

MOZART
Johann Chrysostom Wolfgang Amadeus Mozart
De batismo Joannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart
(nasceu em 1756, em Salzburg, Áustria; morreu em 1791, em Viena, Áustria)

O MAIOR MÚSICO INSUPERÁVEL BRILHANTE VERSÁTIL COMPOSITOR AUSTRÍACO

Estética
parte da Filosofia para a idealização, para a emoção

O motor da ação humana é o sentimento
Estética é a teoria da arte, o conjunto dos princípios fundamentais da arte. É apresentada também como a filosofia da arte.
Define-se a arte afirmando que:
arte é a representação idealizada da realidade, dos seres e dos acontecimentos.
O objetivo da arte é cultivar o nosso sentimento, da emoção de perfeição, do belo. Assim como a ciência explica a realidade, a arte embeleza o real para emocionar, estimulando o sentimento social, a compaixão, o altruísmo.
Em ambos os casos, a tarefa de classificação tanto na ciência como na arte se faz começando pelos objetos simples do mundo exterior ao homem. Em seguida se eleva gradualmente aos complicados fatos da vida e da natureza humana, coletiva na sociologia ou individual na psicologia.
O mundo antigo era a muitos respeitos mais favorável do que a modernidade à produção da grande poesia. A sociedade era mais homogênea e mais harmoniosa em sua constituição, também mais estável e mais regular em seu movimento.
Na modernidade nos encontramos em fase de transição, em tempos de revolução, ao passar de uma civilização medieval para uma civilização científica e industrial. Mas, apesar do clima de revolta, triunfos esplendidos foram conseguidos pelo gênio artístico independente.
Nesta quarta semana estão lembrados os grandes mestres da aliança da música com o teatro. Estão representados de Palestrina até Rossini. Mas a lista não se limita aos compositores de óperas.
Ver em 0910 C   O QUADRO DO MÊS DE SHAKESPEARE, o Drama Moderno, com todos os grandes tipos humanos do mês.

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.

MOZART (1756-1791), o mais maravilhoso de todos os gênios musicais, nasceu numa família de músicos em Salzburgo, em 1756, morrendo antes de completar 36 anos, em 1791, consumido pela excitação e pela atividade sem descanso.
Ele produziu uma quantidade considerável de composições, entre as quais estão obras-primas em todos os departamentos da música vocal e instrumental. Fez, mesmo uma revolução na história da arte musical. E o mais intenso de todos os gênios musicais foi naturalmente o mais precoce.
Johann Wolfgang Amadeus Mozart era filho de um violinista de fama, autor de conhecido manual para violino, Leopold Mozart, a serviço do arcebispo de Salzburgo. O nome Amadeus se traduz para o latim como Theophilus e em alemão como Gotlieb. Ele foi destinado à música desde o berço.
Com a idade de três anos ele começou a tocar e até a compor. Aos cinco anos participou da representação pública de uma ópera e aos 6 anos foi apresentado como um menino prodígio nas cortes dos príncipes alemães. Ao crescer, o jovem continuou seu progresso musical, mostrando sua habilidade sensível, delicada e penetrante.
Dos 7 aos 17 anos o precoce gênio foi colocado numa longa série de viagens pelos países da Europa, acompanhado por seu pai e por sua irmã. Ele se apresentou em público e na corte nas cidades da Alemanha, em Bruxelas, Paris, na Holanda, na Suíça, na Áustria e na Itália. Em Londres ele ficou por um ano e três meses.
Por toda a parte o maravilhoso jovem provocava um entusiasmo extremo. Suas viagens continuaram e chegando aos 20 anos Mozart havia assimilado muito sobre a música de seu tempo em todos os gêneros. Então ele voltou a Salzburgo, sua cidade natal e trabalhou por cinco anos em peças mais longas. Em 1781, aos 35 anos, foi para Viena, onde passou o resto de sua curta vida, salvo por algumas rápidas ausências.
Em 1786 ele produziu a ópera Le nozze di Figaro, Núpcias de Fígaro. Tinha então 30 anos e sua carreira estava em seu mais alto ponto. A ópera foi um sucesso e no ano seguinte foi a vez do Don Giovanni, o seu Don Juan. Mozart dirigiu pessoalmente a representação das duas óperas.
Em 1791 ele compôs sua última ópera, Die Zauberflöte, A flauta mágica, e logo depois recebeu o pedido de um patrocinador influente para compor um Réquiem. A ópera Clemência de Tito, baseada no drama de Metastásio veio em seguida. No fim do ano de 1791 ele sofria com febre reumática inflamatória e mal-estar. Em 5 de dezembro de 1791 ele morreu. Ele foi enterrado no cemitério de São Marcos em Viena. Assim foi que acabou a vida aos 35 anos o maior dos músicos.
Mozart era de pequena estatura, de personalidade agradável, com bonitas mãos, olhos e cabelos bonitos. Apresentava uma simplicidade pessoal e uma natural amabilidade. No entanto seu gênio era dos mais destacados entre os que a história registra.
A contribuição especial de Mozart foi deixar para o mundo obras duráveis e soberbas em cada gênero musical: cantos, sonatas, concertos, sinfonias, missas e óperas. Nas peças instrumentais, criou novas técnicas e abriu novos horizontes. Na composição de canto é reconhecido como superior: nenhum mestre deixou um número igual de impressionantes árias que jamais serão esquecidas. Na sinfonia e nas suas missas não é igualado ou ultrapassado a não ser por Beethoven ou Bach. Mas na ópera ele criou o tipo perfeito.
Mozart não tem rival para os ouvidos dos que amam a melodia pura e preferem uma completa harmonia.



AMANHÃ: O modelo do pensador da modernidade na ciência e na filosofia: René Descartes e Alberto Magno, o saber mais avançado da Europa tanto na teologia como nas ciências naturais.

1006 C BELLINI emoção humana na expressão teatral com a pura melodia

06 DE OUTUBRO. Vicenzo Bellini a doçura da melodia na voz do canto de ópera

BELLINI
Vincenzo Bellini
(nasceu em 1801, em Catânia, na Sicília; morreu em 1835, em Paris)

COMPOSITOR ITALIANO CRIADOR DE ESTILO VOCAL ÁGIL E PRECISO NA ÓPERA

Estética
parte da Filosofia para a idealização, para a emoção

O motor da ação humana é o sentimento
Estética é a teoria da arte, o conjunto dos princípios fundamentais da arte. É apresentada também como a filosofia da arte.
Define-se a arte afirmando que:
arte é a representação idealizada da realidade, dos seres e dos acontecimentos.
O objetivo da arte é cultivar o nosso sentimento, da emoção de perfeição, do belo. Assim como a ciência explica a realidade, a arte embeleza o real para emocionar, estimulando o sentimento social, a compaixão, o altruísmo.
Em ambos os casos, a tarefa de classificação tanto na ciência como na arte se faz começando pelos objetos simples do mundo exterior ao homem. Em seguida se eleva gradualmente aos complicados fatos da vida e da natureza humana, coletiva na sociologia ou individual na psicologia.
O mundo antigo era a muitos respeitos mais favorável do que a modernidade à produção da grande poesia. A sociedade era mais homogênea e mais harmoniosa em sua constituição, também mais estável e mais regular em seu movimento.
Na modernidade nos encontramos em fase de transição, em tempos de revolução, ao passar de uma civilização medieval para uma civilização científica e industrial. Mas, apesar do clima de revolta, triunfos esplendidos foram conseguidos pelo gênio artístico independente.
Nesta quarta semana estão lembrados os grandes mestres da aliança da música com o teatro. Estão representados de Palestrina até Rossini. Mas a lista não se limita aos compositores de óperas.
Ver em 0910 C   O QUADRO DO MÊS DE SHAKESPEARE, o Drama Moderno, com todos os grandes tipos humanos do mês.

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.


BELLINI (1801-1835) era filho de um organista de Catânia, na Sicília. Nasceu em 1801 aprendendo música com seu pai e depois no Conservatório de Nápoles, onde teve por colegas Donizetti e Mercadante.
Desde sua juventude ele chamou a atenção do diretor do teatro Scala de Milão e do San Carlo em Nápoles.
Sua primeira ópera Bianca e Fernando foi escrita em 1826, quando tinha 25 anos. No ano seguinte e fez a ópera o Pirata, em Milão. Seu primeiro grande sucesso em toda a Europa foi a Sonambula, que foi produzida em 1831, uma obra-prima ainda representada e preferida pelas cantoras, escolhida em sucessão de cada prima donna.
Ainda no mesmo ano, escreveu a ópera Norma, seu grande triunfo. Em 1834 Bellini foi a Paris, onde ele teve Rossini como amigo e protetor. Por seu conselho compôs I puritani di Scozia, Os Puritanos da Escócia. Essa ópera foi a última de suas nove obras. Embora o libreto fosse inadequado, Bellini conseguiu tornar a composição, em muitos aspectos, sua mais ambiciosa e bela peça operística.
Pouco tempo depois foi vítima da disenteria com delírio, morrendo em setembro de 1835. Ele foi enterrado no Cemitério do Père-Lachaise, mas seus restos foram depois levados para a Sicília, para sua terra natal.
Várias das óperas de Bellini são representadas continuamente em todos os teatros do velho e do novo mundo. São caracterizadas por uma doçura singular de melodia e uma grande pureza de sentimento. São repletas de árias de grande força emocional.
Bellini é um dos mais precoces entre os grandes compositores e durante toda a vida gozou de uma entusiástica admiração. O prazer com que toda a Europa recebeu suas óperas resultou, em grande parte, de serem interpretadas por alguns dos mais maravilhosos artistas da época moderna, entre as grandes cantoras são citadas Rubini, Tamburini, Malibran, Pasta, Grisi e Lablanche.
Bellini tinha uma especial habilidade para criar em suas óperas melodias para canto dotadas ao mesmo tempo de puro estilo e de ardente comunicação sensual. Sua influência alcançou muitos compositores de ópera como Richard Wagner. Também inspirou autores de peças musicais de instrumentação como Chopin e Liszt.
Bellini será sempre lembrado pelo encanto e elegância de sua melodia luminosa e radiante para a voz no canto de ópera.
O grande mérito de Bellini reside na sua melodia pura e simples, aliada ao drama lírico como sincera expressão da emoção humana.


AMANHÃ: A pura melodia com uma completa harmonia: Mozart.



sexta-feira, 4 de outubro de 2013

1005 C ROSSINI a beleza da graça da invenção da vivacidade da música da ópera

05 DE OUTUBRO. Rossini: agilidade de movimento e brilho musical estonteante

ROSSINI
Gioacchino Antonio Rossini
(nasceu em 1792, em Pesaro, Marches, Itália; morreu em 1868, Passy, Paris)

NOTÁVEL COMPOSITOR ITALIANO DE ÓPERAS: BARBEIRO DE SEVILHA, GUILHERME TELL

Estética
parte da Filosofia para a idealização, para a emoção

O motor da ação humana é o sentimento
Estética é a teoria da arte, o conjunto dos princípios fundamentais da arte. É apresentada também como a filosofia da arte.
Define-se a arte afirmando que:
arte é a representação idealizada da realidade, dos seres e dos acontecimentos.
O objetivo da arte é cultivar o nosso sentimento, da emoção de perfeição, do belo. Assim como a ciência explica a realidade, a arte embeleza o real para emocionar, estimulando o sentimento social, a compaixão, o altruísmo.
Em ambos os casos, a tarefa de classificação tanto na ciência como na arte se faz começando pelos objetos simples do mundo exterior ao homem. Em seguida se eleva gradualmente aos complicados fatos da vida e da natureza humana, coletiva na sociologia ou individual na psicologia.
O mundo antigo era a muitos respeitos mais favorável do que a modernidade à produção da grande poesia. A sociedade era mais homogênea e mais harmoniosa em sua constituição, também mais estável e mais regular em seu movimento.
Na modernidade nos encontramos em fase de transição, em tempos de revolução, ao passar de uma civilização medieval para uma civilização científica e industrial. Mas, apesar do clima de revolta, triunfos esplendidos foram conseguidos pelo gênio artístico independente.
Nesta quarta semana estão lembrados os grandes mestres da aliança da música com o teatro. Estão representados de Palestrina até Rossini. Mas a lista não se limita aos compositores de óperas.
Ver em 0910 C   O QUADRO DO MÊS DE SHAKESPEARE, o Drama Moderno, com todos os grandes tipos humanos do mês.

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.


ROSSINI (1792-1868) nasceu em Pesaro na borda do Mar Adriático, de família humilde. Seu pai, Giuseppe Rossini, era um trompetista pobre, tocando em diversas bandas e orquestras. Sua mãe, Anna Guidarini era cantora e intérprete teatral.
O jovem Rossini recebeu uma educação rudimentar, cantou nos coros de igreja e estudou música no Conservatório de Bolonha. Aos 16 anos ele produziu em público peças orquestradas e aos 18 anos, escreveu sua primeira ópera.
Em seguida ele compôs uma sucessão constante de óperas que tiveram um grande sucesso na Itália. Mas somente em 1822 é que sua reputação foi reconhecida em toda a Europa.
Foi em 1822, aos 30 anos, que ele se casou e foi para Viena. Lá ele publicou o Cendrillon e Semiramis. O seu Barbeiro de Sevilha, composto em 1816, não teve sucesso inicial, mas tornou-se logo sua ópera mais popular.
Rossini visitou Londres e Paris, sendo recebido com grande entusiasmo. Ele recebeu grande número de encomendas. Em 1824 estabeleceu-se em Paris como o diretor da Companhia dos Italianos.
Ele trabalhou cinco anos em Paris, onde ficou reconhecido como o chefe dos músicos da capital e onde compôs uma série de óperas marcadas pela facilidade de encenação, do humor e animação.
Em 1829 ele compôs o Guilherme Tell, sua obra-prima. Nessa obra ele modificou profundamente seu estilo. O estudo da obra de Beethoven o levou a uma concepção mais ampla e mais séria da harmonia teatral e ele se apresenta então com o novo gosto pelas orquestrações complexas.
Depois dessa ópera, Rossini manteve-se perto de 40 anos em plena atividade. Ele possuía a fortuna, a influência, a fama. Viveu longo período de sua vida num mundo luxuoso, culto e artístico, amigo magnífico da música e dos artistas. Ele morreu em 1868, aos 76 anos, em Paris, onde havia fixado residência durante o resto de seus dias.
A música de Rossini foi admirada em seu tempo, com muito aplauso e hoje ela revive com entusiasmo renovado. Rossini é talvez o único, depois de Mozart, que escreveu uma música deliciosa, espiritual e que dá à expressão uma doce expressão e uma completa comicidade.
Nada há igual ao seu brilho e vivacidade, tanto na voz dos personagens, como nos instrumentos musicais. Seu estonteante brilho musical e sua cintilante agilidade de movimento fizeram dele o favorito dos artistas, homens e mulheres, que se esforçavam para encontrar maneiras de mostrar o que podiam realizar com sua própria voz.
O brilhante dramaturgo italiano criou uma nova escola de teatro, com originais pirouettes musicais. Em tempo recente, a partir de 1940, suas óperas são freqüentemente apresentadas, todas com grande aceitação pelo público e pela crítica.
A vivacidade, a invenção, a graça de Rossini continuam a fazer as delícias dos amantes da ópera em todas as partes do mundo.



AMANHÃ: O drama como expressão sincera da emoção humana junto com a melodia pura: Vicenzo Bellini.

1004 C BEETHOVEN formas musicais com a profundidade e potencia do seu gênio

04 DE OUTUBRO. Beethoven: grandeza musical jamais atingida antes ou depois dele

BEETHOVEN
Ludwig van Beethoven
(nasceu em 1770, em Bonn; morreu em 1827, em Viena, Áustria)

GÊNIO UNIVERSAL MAIOR COMPOSITOR DE TODOS OS TEMPOS

Estética
parte da Filosofia para a idealização, para a emoção

O motor da ação humana é o sentimento
Estética é a teoria da arte, o conjunto dos princípios fundamentais da arte. É apresentada também como a filosofia da arte.
Define-se a arte afirmando que:
arte é a representação idealizada da realidade, dos seres e dos acontecimentos.
O objetivo da arte é cultivar o nosso sentimento, da emoção de perfeição, do belo. Assim como a ciência explica a realidade, a arte embeleza o real para emocionar, estimulando o sentimento social, a compaixão, o altruísmo.
Em ambos os casos, a tarefa de classificação tanto na ciência como na arte se faz começando pelos objetos simples do mundo exterior ao homem. Em seguida se eleva gradualmente aos complicados fatos da vida e da natureza humana, coletiva na sociologia ou individual na psicologia.
O mundo antigo era a muitos respeitos mais favorável do que a modernidade à produção da grande poesia. A sociedade era mais homogênea e mais harmoniosa em sua constituição, também mais estável e mais regular em seu movimento.
Na modernidade nos encontramos em fase de transição, em tempos de revolução, ao passar de uma civilização medieval para uma civilização científica e industrial. Mas, apesar do clima de revolta, triunfos esplendidos foram conseguidos pelo gênio artístico independente.
Nesta quarta semana estão lembrados os grandes mestres da aliança da música com o teatro. Estão representados de Palestrina até Rossini. Mas a lista não se limita aos compositores de óperas.
Ver em 0910 C   O QUADRO DO MÊS DE SHAKESPEARE, o Drama Moderno, com todos os grandes tipos humanos do mês.

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.

BEETHOVEN (1770-1827), poderoso fundador da escola moderna da música orquestral, nasceu em família belga estabelecida por duas gerações na Alemanha. Seu avô e seu pai foram, os dois, músicos em Colônia, na Alemanha.
Ludwig van Beethoven nasceu nessa cidade, em dezembro de 1770. Ele teve uma juventude de pobreza e de privações. Logo deu sinais de seu gênio musical e aos 15 anos foi nomeado como organista-adjunto do coro na igreja da cidade.
Um irmão do imperador Joseph II lhe ofereceu uma viagem a Viena aos 17 anos, quando ele recebeu lições de Mozart. Aos 22 anos, com 1792, o conde de Waldstein o colocou sob sua proteção e o enviou para Viena. Lá ele viveu e trabalhou por 35 anos, morrendo em 1827 na idade de 57 anos.
A sua obra Opus I foi feita em Viena em 1795. Poucos anos depois, sua surdez começou, como resultado de um mal desconhecido, que tornou amarga a vida do compositor, o separou da sociedade e dos prazeres de sua arte.
O período de sua principais obras-primas vai de 1800 a 1814. Durante esse tempo ele produziu Fidelio, sua única ópera e suas sinfonias principais, salvo a grande Sinfonia com coro, que é posterior.
A crítica faz a avaliação da obra de Beethoven. Suas composições em número de 138 compreendem todas as formas da música vocal e instrumental, da sonata até a sinfonia, da mais simples canção até a ópera e o oratório. Em cada uma dessas formas, ele mostra a profundidade de seu sentimento, a potência de seu gênio; ele atinge, em qualquer delas, uma grandeza que nunca foi atingida, seja antes, seja depois dele.
A tradição conta que nunca gostou das brincadeiras de criança nem teve companheiros de infância. No entanto, mais tarde, ele se mostrou dado ao cômico e suas amizades, vivas e duráveis, são um dos traços de sua personalidade.
Como executante ele era um maravilhoso improvisador, faculdade que contrasta estranhamente com o desenvolvimento lento e gradual de seu pensamento musical.
A falta de equilíbrio de seu espírito foi provavelmente devida à sua educação irregular e parcial. Ele era generoso e impulsivo até o extremo e era também desconfiado e vingativo. Era capaz de esquecer de si mesmo em favor daqueles que ele amava, mas estava pronto a renunciar à sua amizade mesmo por um motivo fútil.
O tormento de uma surdez crescente assombrou a vida de Beethoven durante muitos anos, antes que ele tivesse perdido totalmente o sentido da audição e sofresse uma grande mudança no seu pensamento musical.
Uma tendência a exprimir na música o que ele não podia mais realizar, como se uma sensação de sons que chegasse aos seus ouvidos. A confusão, a discordância, a rudez se mostram muitas vezes em suas composições, no lugar da beleza e da simetria dos primeiros tempos.
Mas, se suas últimas obras possuem a marca de seu isolamento mental e de seu sofrimento, elas são cheias também desses nobres traços que fizeram o nome de Beethoven o sinônimo do que há de maior e mais belo na arte musical.



AMANHÃ: As delícias da vivacidade, da invenção, da graça da ópera: a arte de Rossini.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

1003 C GLUCK a ópera como o prazer puro do teatro musical do belo e do ideal

03 DE OUTUBRO. Gluck: o músico alemão que criou a ópera nacional da França

GLUCK
Christoph Willibald Gluck, Ritter Von Gluck, Cavaleiro von Gluck
(nasceu em 1714, na Bavária, Alemanha; morreu em 1787, em Viena, Áustria)

COMPOSITOR CLÁSSICO ALEMÃO REFORMADOR DA ÓPERA

Estética
parte da Filosofia para a idealização, para a emoção

O motor da ação humana é o sentimento
Estética é a teoria da arte, o conjunto dos princípios fundamentais da arte. É apresentada também como a filosofia da arte.
Define-se a arte afirmando que:
arte é a representação idealizada da realidade, dos seres e dos acontecimentos.
O objetivo da arte é cultivar o nosso sentimento, da emoção de perfeição, do belo. Assim como a ciência explica a realidade, a arte embeleza o real para emocionar, estimulando o sentimento social, a compaixão, o altruísmo.
Em ambos os casos, a tarefa de classificação tanto na ciência como na arte se faz começando pelos objetos simples do mundo exterior ao homem. Em seguida se eleva gradualmente aos complicados fatos da vida e da natureza humana, coletiva na sociologia ou individual na psicologia.
O mundo antigo era a muitos respeitos mais favorável do que a modernidade à produção da grande poesia. A sociedade era mais homogênea e mais harmoniosa em sua constituição, também mais estável e mais regular em seu movimento.
Na modernidade nos encontramos em fase de transição, em tempos de revolução, ao passar de uma civilização medieval para uma civilização científica e industrial. Mas, apesar do clima de revolta, triunfos esplendidos foram conseguidos pelo gênio artístico independente.
Nesta quarta semana estão lembrados os grandes mestres da aliança da música com o teatro. Estão representados de Palestrina até Rossini. Mas a lista não se limita aos compositores de óperas.
Ver em 0910 C   O QUADRO DO MÊS DE SHAKESPEARE, o Drama Moderno, com todos os grandes tipos humanos do mês.

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.

GLUCK (1714-1787) nasceu na Baviera, seus pais estando a serviço do príncipe Philipp Hyazinth von Lobkowitz.
Ele se tornou o grande reformador da ópera na França.
Gluck foi educado na Boêmia e em Viena, indo aos 22 anos de idade para a Itália, em 1736, onde escreveu suas óperas por 9 anos, ganhando uma fama em toda a Europa.
Em 1745, com 31 anos de idade, recebeu o convite para ir a Londres como compositor de ópera. Lá, Handel declarou que sua música era detestável e que ele seria um ignorante completo na arte do contraponto.
Na verdade suas obras não tiveram sucesso. Gluck se decidiu a refletir sobre as causas de seu insucesso. Depois de se encontrar com Rameau em Paris, ele resolveu refazer completamente seu estilo de composição teatral. Durante vários anos ele continuou a estudar, produzindo, para sobreviver, obras de pouca importância.
A fama de Gluck passou logo a crescer e durante uma visita a Roma, em 1756, ele foi honrado com o título de Cavaleiro da Espora de Ouro, passando a ser chamado de Cavaleiro Von Gluck, Ritter Von Gluck.
Sua ópera Orfeu e Eurídice de 1762 inaugurou uma nova concepção da música dramática e ele continuou a compor, agora em Viena, uma série de peças no mesmo novo estilo.
Em 1774 ele foi para Paris, onde foi bem recebido pela rainha Maria Antonieta, que tinha sido sua aluna antes de se casar. Em Paris ele continuou por 5 anos a produzir uma sucessão de óperas que reformaram completamente o drama musical e lançou os fundamentos da ópera nacional francesa.
Gluck triunfou ao obter sucesso com a reforma que introduziu na formulação da ópera. A essência de sua modificação consistiu em afastar o antigo sistema em que as árias eram acumuladas sem relação alguma com a ação teatral e se dizia que a ópera passava a ser um simples pretexto para um concerto de canto. Gluck se preocupava em fazer da música o meio forte do drama e a fazer a música acompanhar o significado do texto teatral. Com isso ele fazia da ópera um verdadeiro teatro musical, ao passo que a antiga escola italiana, então preponderante, fazia da ópera uma coleção de árias cantadas ligadas num conjunto por uma série de diálogos e de canto.
Gluck, embora de origem alemã, criou a ópera nacional da França, onde ele obteve todos os seus triunfos, é geralmente posto como sendo da escola francesa dos anos 1700, do século 18.
Nas óperas de Gluck o objetivo musical é sempre preponderante. Ele é sempre o amante do belo ideal, não admitindo jamais o que é rude ou discordante em relação da expressão teatral. Na ópera Orfeu, ele legou ao mundo uma das árias mais fascinantes e as mais emocionantes que já foram concebidas pelo homem. O Orfeu é uma fonte contínua de prazer puro e superior, tendo recebido sempre uma grande popularidade.
Gluck continuou a compor em Paris até 1779. Então teve um ataque cardíaco que o afastou da vida ativa. Ele se retirou para Viena acompanhado de grande fama e com uma fortuna assegurada. Ele morreu em 1787 na idade de 73 anos.


AMANHÃ: O nome sinônimo do que há de maior e mais belo em música: Beethoven.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

1002 C SACCHINI alta reputação européia na arte com óperas e peças sacras

02 DE OUTUBRO. Sacchini: expressão e sentimento com judiciosa elegância

SACCHINI
Antonio Maria Gasparo Gioacchino Sacchini
(nasceu em 1734, em Pozzuoli, Itália; morreu em 1786, em Paris, França)

FECUNDO E ELEGANTE COMPOSITOR ITALIANO DE ÓPERA

Estética
parte da Filosofia para a idealização, para a emoção

O motor da ação humana é o sentimento
Estética é a teoria da arte, o conjunto dos princípios fundamentais da arte. É apresentada também como a filosofia da arte.
Define-se a arte afirmando que:
arte é a representação idealizada da realidade, dos seres e dos acontecimentos.
O objetivo da arte é cultivar o nosso sentimento, da emoção de perfeição, do belo. Assim como a ciência explica a realidade, a arte embeleza o real para emocionar, estimulando o sentimento social, a compaixão, o altruísmo.
Em ambos os casos, a tarefa de classificação tanto na ciência como na arte se faz começando pelos objetos simples do mundo exterior ao homem. Em seguida se eleva gradualmente aos complicados fatos da vida e da natureza humana, coletiva na sociologia ou individual na psicologia.
O mundo antigo era a muitos respeitos mais favorável do que a modernidade à produção da grande poesia. A sociedade era mais homogênea e mais harmoniosa em sua constituição, também mais estável e mais regular em seu movimento.
Na modernidade nos encontramos em fase de transição, em tempos de revolução, ao passar de uma civilização medieval para uma civilização científica e industrial. Mas, apesar do clima de revolta, triunfos esplendidos foram conseguidos pelo gênio artístico independente.
Nesta quarta semana estão lembrados os grandes mestres da aliança da música com o teatro. Estão representados de Palestrina até Rossini. Mas a lista não se limita aos compositores de óperas.
Ver em 0910 C   O QUADRO DO MÊS DE SHAKESPEARE, o Drama Moderno, com todos os grandes tipos humanos do mês.

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.

SACCHINI (1734-1786) foi um compositor aplaudido. Nasceu em Pozzuoli, perto de Nápoles, em 1734, filho de um pescador pobre.
O compositor de obras sacras Francesco Durante (1684-1755), ouviu Sacchini cantando nas areias da praia e resolveu fazê-lo estudar no Conservatório di Sant’Onofrio em Nápoles. Niccolò Piccinni (1728-1800) e Durante lhe ensinaram composição e Nicola Fiorenza ensinou violino. Durante, que muito estimava o jovem, previu que ele seria o melhor compositor do século.
O intermezzo Fra Donato foi escrito para o teatro do Conservatório em 1756. A primeira opera séria de Saccini foi produzida em Roma, em 1762 seguida por muitas outras, quase todas fazendo sucesso.
Em 1722 Sacchini transferiu-se para Londres, onde ficou por 10 anos. Durante 20 anos ele percorreu várias cidades da Itália e da Alemanha como compositor, como diretor de teatro e de academias de música.
Em 1782 ele se estabeleceu em Paris, onde sua alta reputação em toda a Europa produziu uma recepção entusiástica. O imperador Joseph II de Roma apresentou-o à rainha Maria Antonieta, que lhe recebeu oferecendo-lhe ajuda.
A inveja, as intrigas e a hostilidade dos seus rivais o acompanharam na França, como ocorreu na Itália e na Inglaterra. As decepções e as preocupações o conduziram a uma morte antecipada. Morreu em Paris em 1786 na idade de 52 anos.
Sacchini deixou mais de 40 óperas e uma grande quantidade de peças religiosas, oratórios, música vocal e sagrada. Sua peça Edipe permaneceu por longo tempo no repertório de todos os teatros da Europa. Na história da arte ele figura como um compositor gracioso, elegante e judicioso.
Sacchini foi uma figura de maior destaque na opera seria no final dos anos 1700, século 18. Ele foi um mestre de fato dos procedimentos na ópera e em especial quando se trata de compor para um tipo de voz especial. Sua obra é cheia de expressão e de um sentimento teatral verdadeiro e puro.


AMANHÃ: Um músico de origem alemã criou a ópera nacional da França: Gluck.