terça-feira, 10 de janeiro de 2012

0101 01 MÊS DA TEOCRACIA

0101 01 MÊS DA TEOCRACIA

JANEIRO 01: A Teocracia das grandes civilizações no calendário.

MÊS DA TEOCRACIA INICIAL
O primeiro mês é a homenagem às primeiras populações humanas.
(A Teocracia se iniciou desde a animalidade, milhões de anos antes de nossa era; durou até a civilização da Grécia antiga)
SISTEMA DE GOVERNO RELIGIOSO DOS SACERDOTES DA ASTROLATRIA E DO POLITEÍSMO

As mais remotas formas de civilização no passado
do Fetichismo e do Politeísmo, na Pré-história e no início da história.

Provas recentes na Arqueologia indicam que a evolução da civilização humana ocorre num período de seis milhões de anos. Os humanos aprenderam a andar em duas pernas há 4 milhões de anos: antes eram nossos antepassados meros animais quadrúpedes. Da mesma forma como nossos bebês de hoje, andávamos de quatro. Estávamos em eras anteriores à pré-história. O uso do fogo data de 500 mil anos atrás.
A pré-história há três milhões de anos compreende três eras: a idade da pedra, a idade do bronze e a idade do ferro. A idade da pedra começou na África há três milhões de anos atrás. Na Ásia começou há dois milhões e na Europa há um milhão de anos antes de nós. Conhecemos muito pouco da nossa vida na pré-história e nas eras anteriores, por falta de registros em documentos históricos. Porque ainda não havíamos criado a escrita.
A forma de escrituração mais antiga é hoje tida como sendo a dos hieróglifos da Egito antigo, em 3300 anos antes da nossa era. A escrita na Suméria data de 3000 anos. Nessa época já governavam o Egito os sacerdotes da religião do politeísmo teocrático.
A TEOCRACIA como governo dos sacerdotes do politeísmo é o durável sistema religioso mais estável criado pela sociedade humana. As religiões do politeísmo conservador, dirigidas pelos sacerdotes dominantes sobre os guerreiros, mantinham seu poder sobre grandes populações por muitos séculos, construindo grandes impérios. São exemplos mais conhecidos as Teocracias dos judeus, da Índia, da Pérsia, da Babilônia e do Egito.
As imprescindíveis classes sociais foram criadas como castas fechadas na teocracia. a utilização do dinheiro e o acúmulo do capital foram realizações com grande progresso social em todas as áreas do conhecimento, das artes e da atividade humana. O capitalismo foi formado com grande desenvolvimento.
Neste mês são lembrados os líderes das mais antigas populações. A primeira das religiões dos homens foi o Feiticismo ou Fetichismo, de que não restou nenhum documento e seus líderes feiticeiros não têm seus nomes conhecidos. A religião mais primitiva não tinha um sacerdócio estabelecido porque cada indivíduo ligava-se diretamente a seu fetiche pessoal .A escrita não era ainda conhecida. O Fetichismo ou Magia ou Animismo foi o estado preparatório mais decisivo e mais prolongado de todas as fases da religião, sendo a forma de pensar que resulta naturalmente da falta de conhecimento e experiência básica anterior. Nessa situação o que se sabe é que cada uma pessoa age por sua própria vontade. Portanto a hipótese mais simples é que todos os objetos devem, da mesma forma, ter o comportamento como um ser vivo. Então as coisas são vivas como eu. É a magia geral.
Não foi possível colocar o nome desses antepassados nossos no Calendário Histórico em 1849, no ano de sua criação. Restaram apenas alguns indícios de sua civilização. Algumas de suas formas foram conhecidas em populações mais recentes, preservadas do contato com a civilização mais adiantada da Europa. São casos como populações isoladas do interior da África, da Austrália e da América.
Os povos primitivos não tinham desenvolvido a capacidade da abstração. A habilidade mental de reconhecer as aparências ou propriedades dos corpos, os acontecimentos ou fenômenos mostrados, é uma capacidade nobre da inteligência. O mesmo ocorre na infância do indivíduo, que só pode reconhecer as coisas, os seres concretos,  sem perceber que há fenômenos iguais em corpos diferentes e em  situações diferentes, como a cor vermelha, como a força, o calor.
Essa incapacidade de abstrair nas crianças na primeira infância foi pesquisada experimentalmente pelo psicólogo suíço Jean Piaget (1896-1980) em 1964. Ele mostrou que só no estágio operacional a partir dos 7 aos 12 anos é que a criança começa a ser capaz de formar noções abstratas. Piaget confirmou, assim, empiricamente, a teoria de Augusto Comte (1798-1857), mostrada no 5º volume do Cours de Philosophie Positive, publicado em 1841. É um fenômeno psicológico complexo de grande importância no progresso da ciência em todos os tempos.
A incapacidade da inteligência dos povos e das crianças em fazerem a abstração impede que formem a idéia de uma ENTIDADE invisível, abstrata, que esteja fora dos corpos, muito menos que esses seres não materiais tivessem algum poder sobre os corpos. Os povos primitivos e as crianças são feiticistas ou fetichistas, supondo que todos os corpos sejam vivos, ativos, poderosos. São os fetiches, amuletos, feitiços. Ou seja, os fetichistas ou feiticeiros originais não podiam criar a noção de espíritos ou deuses. As coisas para eles é que têm atividade própria: a pedra cai porque a pedra quer cair. O raio destrói e mata porque o raio como ser concreto assim o quer. Cada coisa é um deus concreto, palpável, que tem poder divino. Tudo é vivo, tudo é mágico.
Os povos fetichistas só conseguem evoluir para observação dos astros depois que passam de nômades para sedentários, quando os astros inaccessíveis se tornam os fetiches mais importantes. Então os astros têm os poderes divinos, e, mais tarde, numa evolução natural, eles passam a ser o lugar dos deuses do politeísmo.
Os deuses do politeísmo têm por essa razão os nomes dos astros conhecidos, como Marte, Vênus, Netuno. No fetichismo não há necessidade de um intérprete dos fetiches, que são pessoais, cada um individual. Só no politeísmo é que a classe dos sacerdotes se torna necessária para conhecer a vontade dos deuses, que são abstrações inaccessíveis. A importante classe desses teóricos é que se tornou o motor do progresso do conhecimento humano através dos milênios. Essa é a formação do Poder Espiritual, o corpo de especialistas sagrados que ensina, regular e consagra os indivíduos
A classe dos sacerdotes passa a ter a função do ensino, do julgamento da arte e da consagração. Essa classe especial tem grande atuação na história da sociedade. No politeísmo a transmissão obrigatória das profissões é feita por hereditariedade, formando as castas fechadas da teocracia. Essa transmissão pode ser chamada, pois, de transmissão teocrática da riqueza e do poder. A monarquia hereditária foi então criada. Só então a escrita foi inventada, permitindo o registro dos anais da história.
O politeísmo teocrático sacerdotal, conservador, é um sistema de ensino e consagração de longa duração. Tem como característica ser uma religião com normas de higiene, além das regras de conduta, de opinião e de culto. É o que se pode ver na teocracia dos judeus, com regras de alimentação e de higiene.
Constitui a Teocracia a fonte das classes sociais, formando pela primeira vez o acúmulo do capital, a utilização do dinheiro, com grande progresso social. Essa é a formação do capitalismo. Pode-se dizer que eram teocracias conservadoras antigas todas as civilizações da costa do Mar Mediterrâneo e da Ásia. E a Grécia evoluiu e passaria a ser um politeísmo progressista, governado pelos guerreiros e não pelos sacerdotes. O mesmo ocorreu com Roma.
Só com os gregos foi possível sair da teocracia antiga, abrindo o acesso ao saber científico que estava fechado na casta sacerdotal, como segredo divino. Por essa abertura e divulgação é que parece que a filosofia e a ciência teriam nascidos na Grécia. Os gregos fizeram o primeiro passo de destruição das crenças antigas, representadas pela Teocracia antiga. A destruição gradual das crenças divinas prosseguiu até nossos dias, com o abandono completo das crendices nas elites da sociedade.
A civilização dos povos mais antigos, fetichistas e astrolátricos, só pode ser conhecida e rememorada por suas obras e relíquias e pelos registros da grande religião dos sacerdotes teocratas.

AMANHÃ: Teseu, o rei,herói e protetor da cidade de Atenas.


domingo, 8 de janeiro de 2012

0100 O CALENDÁRIO DA FILOSOFIA INOVADORA a maior revolução mental do homem

JANEIRO 01: A história da humanidade demonstrando a inovação da Filosofia.

O NOVO ANO DE 2012
O ano de 2012 é bissexto, com 29 dias no mês de fevereiro.
Neste dia o calendário filosófico é apresentado para mostrar a maior revolução mental da espécie humana desde que passamos da animalidade para a humanidade civilizada de nossos dias. A revolução maior é a passagem do pensamento totalmente mítico para o pensamento seguro, comprovado, verificável, o pensamento científico positivo. É o novo predomínio da observação, da experimentação sobre a imaginação sem controle, sem verificação.

                                O CALENDÁRIO DA INOVAÇÃO FILOSÓFICA
A Filosofia moderna inovadora se apresenta no calendário por meio dos tipos que contribuíram decididamente para o progresso da civilização dos humanos. A civilização se caracteriza pela fixação da população ao solo o que exige a noção básica de propriedade.
O progresso social pode ser comprovado nos anais da história e por vestígios dos tempos em que não havia registro escrito. Progredimos desde os mais remotos tempos em que os humanos ainda viviam sob a forma de animais primitivos nômades sobrevivendo em grupos. Este calendário demonstra a ligação consentida permanente e total do indivíduo à sociedade humana que se encontra hoje em todos os continentes do planeta. A sociedade que é hegemônica sobre todos os animais e que se subordina ao meio ambiente que lhe serve de alimento e de regulação.

A Filosofia da inovação é mostrada na série dos grandes tipos humanos que se sucederam na marcha continuada do progresso social. A evolução é visível na cadeia de nomes concretos que foram os órgãos individuais livres que exerceram as variadas funções no organismo social que se desenvolveu.
Por meio da moderna filosofia da história é que podemos alcançar a concepção geral, ampla, abrangente, do passado humano.
As lendas e descrições apresentadas só começaram a ser conhecidas após o fim da pré-história, quando foi possível registrar por meio da invenção da escrita a ocorrência dos fatos. A invenção da escrita ocorreu por volta de 5300 anos atrás, entre os sumerianos e os egípcios.
A ABSTRAÇÃO CIENTÍFICA. O registro histórico passou a ser na modernidade a fonte empírica, segura, útil, positiva, da formação da ciência da sociedade, da Sociologia teórica pura, abstrata. Ou seja, formou a base da pesquisa abstrata dos fenômenos do agrupamento social, no âmbito da descrição e da análise abstrata dos acontecimentos. Só pelo auxílio da generalização da abstração foi possível perceber as tendências dos fenômenos, as leis abstratas da sociedade. O método abstrato é que permite descobrir leis dos fenômenos, mostrando como funcionam as sociedades. O método descritivo dos objetos, dos seres, não permite ver as tendências dos acontecimentos: é o estudo CONCRETO, diferente do estudo ABSTRATO. Porque a descrição dos fatos particulares não permite descobrir a ocorrência das relações gerais, abrangentes, amplas.
O estabelecimento da Sociologia pura foi preparado no século 18, nos anos 1700. Apenas no século 19, anos 1800, foram elaboradas as ciências abstratas da Sociologia e da Psicologia. Então foram identificados e classificados os órgãos e as funções na sociedade. Na Psicologia teórica foram identificadas e classificadas as funções cerebrais.
A inovação da filosofia demonstra a visão clara e distinta do poder e alcance do raciocínio abstrato, da indução da continuidade histórica das eras, do estudo estático ou sincrônico e dinâmico ou diacrônico da Sociologia pura e da Psicologia, ao abalo da maior revolução mental na troca do pensamento transcendental mítico pelo pensar seguro, útil, científico ou positivo.
Assim na modernidade se reconhece como conseqüência que o objetivo da vida humana era adorar e servir aos deuses e agora passou a ter como destino proteger e servir à sociedade, à humanidade, num verdadeiro humanismo social.
O calendário concreto foi publicado pelo filósofo francês Augusto Comte (1798-1857) no ano de 1849. Os nomes que ali estão são dos tipos que viveram até a primeira geração do século 19, cerca de 1830. O que significa representar a preparação do grande progresso científico baseado, sobretudo pela pesquisa abstrata, realizado no século 19, anos 1800. Essa apresentação foi considerada como um calendário provisório, apropriado para o século XIX.
Esta apresentação histórica atualiza e modifica o texto em inglês organizado por Frederic Harrison, no livro Novo Calendário dos Grandes Homens, na tradução em francês de Ch. Avezac-Lavigne, em dois volumes, Paris: ed.Leroux, 1893. A obra reúne as biografias elaboras por um grupo de intelectuais britânicos, publicada num só volume, em Londres.
São 558 biografias, dispostas em 13 meses de 28 dias cada. Os meses recebem o nome dos grandes servidores da humanidade em cada período histórico. Somente aqueles que criaram ou construíram fazem parte, excluídos os revolucionários e destruidores mesmo os que tenham sido úteis na época.
Em cada mês será mostrado o quadro com os nomes dos tipos humanos lembrados. Em muitos casos o nome individual histórico ou lendário representa a contribuição do grupo de antepassados nossos que contribuíram para o progresso social nessa fase histórica.

1231 DIA DOS MORTOS os únicos animais que cultuam os antepassados são os homens

DEZEMBRO 31 FESTA UNIVERSAL de nossos veneráveis antepassados, os MORTOS.

FESTA UNIVERSAL DOS MORTOS
A memória imortal do passado humano.
(começou em tempos remotos; terminará em: sem data para acabar)

A SOCIEDADE HUMANA -- ÚNICA NO RESPEITO E NO CULTO AOS ANTEPASSADOS

Os mortos de todos os tempos e de todos os lugares
que construíram a grande sociedade humana desde
a mais primitiva vida animal até a nova civilização
industrial e científica do presente.

NA FESTA UNIVERSAL DOS MORTOS o calendário filosófico dos grandes homens reúne os maiores nomes na construção do futuro com os tipos representativos de todos os nossos antepassados. É uma grande lista de mortos imortais. São os nossos mortos geniais, os grandes e os modestos, são os nossos queridos antepassados.
Fazendo a lista de nossos pais, avós, bisavós, vemos que a cada geração multiplica-se o número de nossos antigos parentes à medida que imaginamos voltar atrás no tempo.
Cada um tem nos seus pais um casal, em número de dois indivíduos. Os avós são dois casais, os pais do pai e os pais da mãe, em quatro pessoas. Os bisavós somam um casal para cada um dos quatro avós, no total de oito pessoas. Assim, para cada geração anterior, temos o dobro de antepassados na geração seguinte.
Para cada 100 anos, ou seja, para cada século, supondo três gerações em cada século, a série de parentes aumenta em dobro para cada geração. Em 100 anos teremos 2, 4, 8 parentes. Em 200 anos teremos 16, 32, 64 parentes. Ao longo dos milênios teremos parentes contados como uma multidão, para cada um de nós. Portanto, nessa multidão que está incluída na população humana, teremos os mesmos antepassados, com os mesmos parentes de muitos de nossos contemporâneos.
Concluímos, assim, que somos parentes uns dos outros, hoje, na sociedade dos humanos. Os nossos mortos são nossos parentes comuns. Na multidão de nossos mortos se contarão tanto os mortos excepcionais, entre os mais brilhantes, os grandes homens, os grandes heróis da raça humana, como os mais modestos servidores da humanidade.
O dia da Festa dos Antepassados não tem nome de mês nem de semana nem número de data no Calendário Histórico. Portanto, a relação de datas fica com os 365 dias do ano menos um dia, resultando em 364 datas. Isso faz o número divisível por 13, para resultar no calendário de 13 meses cada um de 28 dias. Nos anos bissextos o dia adicional também fica fora dos nomes de semana e de data, não pertencendo a um mês nem a uma semana. O calendário fica, assim, perpétuo, sendo todos os anos sucessivamente iguais. Todos os meses começam numa segunda-feira e terminam num domingo.
A memória universal dos mortos é a recordação de todos os nossos antepassados. O progresso geral que vemos na história mostra a harmonia sempre finalmente resultante que os humanos conseguem em sua longa evolução. A harmonia realizada pelo sentimento gregário, pelo altruísmo, o verdadeiro motor do progresso. Não é a luta, a revolução, que promove o desenvolvimento: é o amor.
O progresso é medido pelo aperfeiçoamento da sociedade humana, pelo aprimoramento da unidade, da união entre os indivíduos, entre as famílias, entre as nações, com a humanidade fraternamente globalizada em todos os lugares. Há conflitos, mas são as exceções dentro do progresso que se verifica na história.
REFERÊNCIA SOCIAL. A partir do fim da Idade Média, do ano 1300 em diante, a vida humana sofreu a maior revolução intelectual, afetiva e prática nunca vista na história.
A revolução mental foi a libertação dos humanos da dependência em crenças nos poderosos deuses do passado. A verdadeira liberdade mental e política então passou a ser exigida por todos os homens. Foi feita então a gradual troca de referência. Pela primeira vez na historia da humanidade todo pensamento, toda afeição, toda atividade passou a ser referida ao bem da sociedade.
Durante os séculos anteriores tudo era feito em nome das divindades, de acordo com a vontade dos deuses, dos espíritos, dos amuletos. A transformação foi feita lentamente, com poucos conflitos. Os governos deixaram o direito germânico e medieval e seus ministros reviveram e passaram a aplicar novamente o Direito Romano, a regulamentação referida ao bem da sociedade no império de Roma. A referência passou a ser o bem da sociedade, do social.
Os tribunais hoje julgam os indivíduos que prejudicam a sociedade como bandidos e julgam como heróis aqueles que beneficiam a coletividade. Essa é a grande revolução moderna, em que a inovação se realiza por meio do pensamento crítico, exigindo que todo conhecimento seja positivo, isto é, verificável, comprovado e útil para a felicidade do ser humano em sociedade.
A referência deixou de ser feita aos deuses e passou a ser referida ao bem da sociedade humana. A sociedade humana passou reconhecer sua hegemonia, o seu domínio sobre todos os humanos e sobre todos os animais. Mas o domínio da Humanidade sobre seus membros e servidores é natural, constante e suave, quase imperceptível, apesar de seu grande poder.
O comando da sociedade na economia resulta naquilo que foi chamado de MÃO INVISÍVEL por Adam Smith. Parece haver uma orientação invisível no mercado de bens e de serviços  para que todos colaborem em liberdade uns com os outros, na busca da remuneração que permita a continuidade do agente.
Note bem: em liberdade.Todos na coletividade são conduzidos pela associação, pelo altruísmo, ao serviço do bem coletivo. Há exceções, desvios por parte de dirigentes e por parte do público, que ao final são corrigidos.
A inovação no pensamento forma uma nova Filosofia que mostra ser nosso destino conhecer, amar e servir em liberdade à sociedade, ao agrupamento daqueles seres que convergem para o bem comum. Esse era também o resultado de todas as religiões quando em sua completa formação, em sua maturidade. A adoração era feita aos deuses, mas o serviço era sempre prestado à sociedade. Se a sociedade não fosse servida, os membros morreriam e o grupo acabaria. Assim é que só conhecemos as religiões que serviram ao grupo associado e que puderam sobreviver e prosperar.
O PODER DA HUMANIDADE. Verifica-se dessa forma o imenso poder que tem a sociedade: quem não colaborar, destruindo a sociedade, morre, não deixando continuadores. É um poder invencível e natural de vida ou morte. Reconhecemos assim o poder real demonstrável indispensável e inevitável da associação que constitui a humanidade. A Humanidade poderosa é assim a nova referência para a ação dos humanos: fornece a verdadeira fonte e o real destino da vida de cada um de nós. Os deuses da antiguidade também foram bons servidores da Humanidade. Verifica-se que a sociedade humana é hegemônica, dominante, não admitindo o poder de outra associação de animais.
Cada um de nós realizou a evolução que a sociedade percorreu em milênios. Começamos andando de quatro ao engatinhar, incapazes de falar, de escrever, de pensar. Assim foi com as diferentes populações humanas. Da animalidade evoluímos até a humanidade, começando ao caminhar em quatro pernas, passamos a andar em duas pernas, aprendemos a falar, a escrever, a pensar, a produzir.
Cada indivíduo recebe da sociedade, na família, na escola, na cidade, na pátria, um trabalhoso treinamento durante 10 a 20 anos. Só depois pode começar a sua colaboração em plena liberdade na manutenção e no progresso de seu grupo, de sua cidade, de seu país, de todo mundo.
Nessa evolução individual podemos ver claramente que cada um nasce da sociedade e vive para trabalhar pela sociedade. Nessa verdadeira verificação está o destino de cada indivíduo.
A aprendizagem humana, continuada, é a educação feita nas diversas instituições da sociedade, consistindo no preparo para a vida em sociedade. As religiões, todas, são respeitáveis formadoras de pessoas para a vida social. Sempre em plena liberdade.
Neste dia de festa em memória de nossos mortos, temos a alegria de relembrar o mérito e os ensinos de nossos antepassados, tanto dos nossos parentes e amigos, dos outros mortos mais próximos, como dos mais antigos servidores da sociedade.
E o único animal que realiza o culto dos mortos é o animal humano, que respeita, venera e admira seus mortos, herdando o valioso tesouro de seu exemplo, de seus sentimentos, sua ciência, sua técnica. Assim se formou o poder da Humanidade.

AMANHÃ: Primeiro dia do ano bissexto, início do primeiro mês, de MOISÉS e dia de Cadmo.      

1230 GALL o comportamento individual visto como Psicologia ciência de observação

DEZEMBRO 30.  Franz Gall :fez da Psicologia moderna a mais importante das ciências.

GALL
Franz Joseph Gall
(nasceu em 1758, em Tiefenbronn, Baden, Alemanha; morreu em 1828, em Paris)

MÉDICO E ANATOMISTA ALEMÃO FUNDADOR DA FISIOLOGIA DO CÉREBRO

FILOSOFIA DA HISTÓRIA.
Este Calendário Filosófico tornou-se um  CURSO DE FILOSOFIA DA HISTÓRIA, por meio da pesquisa inteligente da evolução social pela análise dos anais da história. Observações específicas completam o conhecimento da Filosofia geral, na arte, na tecnologia e na teoria política aplicada.
O Calendário Histórico mostra a espontânea, oscilante, irregular, mas contínua evolução cultural em todos os aspectos da sociedade, no aspecto afetivo, intelectual e prático. O que é feito por meio pelo estudo das maiores figuras humanas. Assim os princípios científicos são demonstrados e comprovados por sua observação e fundamentação empírica nos registros históricos.
Indica o calendário a maravilhosa faculdade criadora da sociedade para o melhoramento da vida humana. Tanto antes como depois do fim do feudalismo da guerra de defesa e do fim do poder político do papa e da religião medieval. É devido ao desenvolvimento enciclopédico do conhecimento laico que prepara a nova civilização pacífica e industrial moderna. São os cientistas da nova civilização, pensadores que antes eram teólogos e metafísicos e passam ao saber firme comprovado, isto é, ao saber positivo teórico puro e aplicado sobre o mundo e sobre o próprio homem. A sabedoria passou a ter como referência o bem da sociedade, um ponto de vista humanista. A referência passou a ser a lei dos homens e não mais a lei dos deuses, dos livros sagrados.
Deve-se notar que os maiores progressos da ciência feitos na modernidade foram nas teorias abstratas puras, isto é, relativas aos fenômenos e não aos seres. Foi a descoberta das leis abstratas imutáveis dos fenômenos no meio da permanente mudança da variável realidade concreta dos seres.

ESTA SEMANA apresenta a Biologia em Harvey e nos seus sucessores.
Encontram-se Boerhaave e Sthal, os chefes respectivos da escola mecânica e da escola espiritualista em Biologia.
Lineu e Bernard Jussieu lembram os principais problemas em relação às classificações dos seres vivos. Lamarck e Blainville que alargaram o horizonte do Método Comparativo nos fenômenos da vida.
Broussais, que fez a integração da Patologia na Fisiologia. Gall preside esta semana como o primeiro investigador do grande problema biológico das funções cerebrais, que faz a passagem da ciência abstrata dos seres vivos para as Ciências Humanas puras, isto é, abstratas da Sociologia e da Psicologia propostas por Augusto Comte. O chefe da semana é Gall, que a encerra.

FRANZ GALL teve sua atenção voltada, enquanto estudava, para as diferenças que apresentavam as fisionomias de seus colegas de escola. Depois de sua preparação, Gall realizou cursos populares em Viena, divulgando sua teoria da localização das funções mentais no cérebro e da “cranioscopia”, a afirmar que a forma do crânio mostrava as diferentes faculdades cerebrais. Suas aulas ofenderam os líderes religiosos, sendo condenadas pelo governo da Áustria e proibidas. Três anos depois ele foi forçado a sair do país.
Em 1817 naturalizou-se francês. Foi em Paris que ele publicou sua grande obra de anatomia em cinco volumes in-folio sobre a Anatomie et la Physiologie du système nerveux et du cerveau, Anatomia e a Fisiologia do sistema nervoso e do cérebro. O seu tratado sistemático em seis volumes sobre as Fonctions du cerveau, Funções do cérebro, foi publicado em 1825. Gall morreu em 1828 em Paris, sua sepultura ficando no cemitério do Père-la-Chaise.
A concepção das localizações das funções no cérebro foi provada como correta quando o cirurgião francês Paul Broca demonstrou a existência do centro da palavra no cérebro, em 1861. Gall foi o primeiro a identificar na matéria cinzenta do cérebro o tecido ativo dos neurônios e a massa branca como o tecido condutor, os gânglios.
Dois resultados distintos de sua obra devem ser bem registrados.
Primeiro, a grande quantidade de observações feitas sobre a natureza psíquica do homem e também dos outros animais, com sua importante demonstração de que as tendências emocionais e intelectuais são inatas nos animais sem serem o resultado das impressões recebidas pelos sentidos.
Em segundo lugar, a original concepção de Gall mostrando que o cérebro é um conjunto de órgãos que exercem essas funções observadas nos animais. Parece que Gall, desejando dar um choque e maior precisão a suas descobertas, chegou a dizer que a forma exterior do crânio era a comprovação de suas afirmações. Os discípulos de Gall criaram o nome de Frenologia para essa teoria, uma idéia que provocou uma controvérsia para o resto da vida de Gall. E os discípulos de Gall, com suas mentes estreitas, aprenderam somente os seus erros, como é comum acontecer com os grandes homens.
A pioneira análise das funções psicológicas feitas por Gall repousa sobre a comparação do homem com os animais vertebrados superiores. Franz Gall não foi um sábio pela metade. Foi um ardente e completo inovador, dando ao estudo da estrutura e das funções do cérebro um impulso decisivo para fazer do estudo do comportamento individual uma ciência de observação. O que faz da Psicologia moderna a mais complexa e mais importante das ciências positivas, comprovada, verificada pela experiência.

AMANHÃ: FESTA de todos os nossos antepassados, FESTA universal dos MORTOS: Os homens são os únicos animais que veneram os seus mortos.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

1229 BROUSSAIS a crítica da antiga Psicologia metafísica do estudo da alma imortal

DEZEMBRO 29. BROUSSAIS: a doença é a alteração de intensidade dos fenômenos

BROUSSAIS
François-Joseph-Victor Broussais
(nasceu em 1772, em Saint-Malo, França; morreu em 1838, em Paris)

MÉDICO E FILÓSOFO FRANCÊS FISIOLOGISTA INOVADOR
FILOSOFIA DA HISTÓRIA.
Este Calendário Filosófico tornou-se um  CURSO DE FILOSOFIA DA HISTÓRIA, por meio da pesquisa inteligente da evolução social pela análise dos anais da história. Observações específicas completam o conhecimento da Filosofia geral, na arte, na tecnologia e na teoria política aplicada.
O Calendário Histórico mostra a espontânea, oscilante, irregular, mas contínua evolução cultural em todos os aspectos da sociedade, no aspecto afetivo, intelectual e prático. O que é feito por meio pelo estudo das maiores figuras humanas. Assim os princípios científicos são demonstrados e comprovados por sua observação e fundamentação empírica nos registros históricos.
Indica o calendário a maravilhosa faculdade criadora da sociedade para o melhoramento da vida humana. Tanto antes como depois do fim do feudalismo da guerra de defesa e do fim do poder político do papa e da religião medieval. É devido ao desenvolvimento enciclopédico do conhecimento laico que prepara a nova civilização pacífica e industrial moderna. São os cientistas da nova civilização, pensadores que antes eram teólogos e metafísicos e passam ao saber firme comprovado, isto é, ao saber positivo teórico puro e aplicado sobre o mundo e sobre o próprio homem. A sabedoria passou a ter como referência o bem da sociedade, um ponto de vista humanista. A referência passou a ser a lei dos homens e não mais a lei dos deuses, dos livros sagrados.
Deve-se notar que os maiores progressos da ciência feitos na modernidade foram nas teorias abstratas puras, isto é, relativas aos fenômenos e não aos seres. Foi a descoberta das leis abstratas imutáveis dos fenômenos no meio da permanente mudança da variável realidade concreta dos seres.

ESTA SEMANA apresenta a Biologia em Harvey e nos seus sucessores.
Encontram-se Boerhaave e Sthal, os chefes respectivos da escola mecânica e da escola espiritualista em Biologia.
Lineu e Bernard Jussieu lembram os principais problemas em relação às classificações dos seres vivos. Lamarck e Blainville que alargaram o horizonte do Método Comparativo nos fenômenos da vida.
Broussais, que fez a integração da Patologia na Fisiologia. Gall preside esta semana como o primeiro investigador do grande problema biológico das funções cerebrais, que faz a passagem da ciência abstrata dos seres vivos para as Ciências Humanas puras, isto é, abstratas da Sociologia e da Psicologia propostas por Augusto Comte. O chefe da semana é Gall, que a encerra.

Ver em 1203 01 dezembro 03, o QUADRO DO MÊS DE BICHAT  A Ciência Moderna com os grandes nomes representativos da evolução social da ciência.


BROUSSAIS nasceu em 1772 em Saint-Malo. Seu pai exercia a medicina nessa cidade e colocou seu filho para estudar num curso clássico no Collège de Dinan e depois para fazer o curso de Medicina. Broussais se tornou cirurgião militar na Marinha da França por vários anos.
Em 1800 foi para Paris, fez o doutorado em Medicina com François Bichat. Sua tese sobre a febre indica logo sua forma doutrinária característica, de que essa doença era uma função modificada de um órgão definido. Broussais fez parte do serviço médico da marinha francesa em grande parte das guerras que se seguiram.
Apesar das suas ocupações profissionais, ele achou tempo para compor sua obra principal, Histoire des phlegmasies chroniques, publicada em 1808. Depois da guerra Broussais foi nomeado professor do hospital militar do Val-de-Grâce. Tornou-se membro da Academia de Medicina, fundada em 1823 e professor de Patologia e de Terapêutica na Faculdade de Medicina em 1831. Ele trabalhou com ardor até pouco antes de sua morte, em 1838. Em seus últimos anos de vida adotou as concepções de Gall sobre a localização das emoções e da inteligência nas localizações feitas no cérebro.
As duas importantes contribuições de Broussais ao conhecimento da Biologia em sua época se referem à conceituação da doença como simples modificação, por excesso ou por falta de uma função normal e a correlação dessa função alterada com um órgão ou tecido definido. Essa participação no progresso da ciência corresponde à libertação da medicina da crença em figuras de retórica, de entidades não observáveis, como entidades metafísicas.
Broussais apresentou uma teoria geral da vida normal estendida à patologia. Desde então, doença e saúde deixaram de ser consideradas como radicalmente separadas uma da outra; as diferenças entre as duas sendo reconhecidas como diferenças apenas no grau de intensidade no fenômeno que produz a doença, a natureza dele permanecendo sem alteração.
Em seu Traité sur l'irritation et sur la folie, Tratado sobre a irritação e sobre a loucura, de 1828, ele faz a crítica da antiga Psicologia então em grande divulgação. A Psicologia era mostrada como independente da Biologia, sendo definida como o estudo dos fenômenos espirituais, da alma divina. Os fenômenos, sendo metafísicos, não dependiam do funcionamento do corpo material. Essa Psicologia era trazida pela metafísica alemã, tratando dos problemas da alma imortal, lugar imaterial das funções cerebrais. Broussais fez enérgica denuncia contra o método específico dessa teoria, o método da introspecção, que consistia na observação do paciente por ele mesmo, hoje completamente abandonado.
Diz Broussais a respeito da investigação pela introspecção: “Se eles tomam todas essas sensações interiores por outras tantas revelações da divindade, a que chamam de Consciência, podem aumentar sua riqueza, ingerindo, à maneira dos orientais, certa dose de ópio combinada com aromáticos”.
Broussais foi um dos ardentes adversários das doutrinas psicológicas metafísicas e das teorias espiritualistas.

AMANHÃ: Pelo estudo do cérebro ele inovou fazendo da Psicologia moderna a mais importante ciência positiva: Franz Gall.

1228 LAMARCK pelo exercício os órgãos se desenvolvem e se aperfeiçoam

DEZEMBRO 28. Lamarck: a evolução das espécies dos unicelulares até o homem.

LAMARCK
Jean-Baptiste-Pierre-Antoine de Monet, Cavaleiro de Lamarck
(nasceu em 1744, em Bazentin-le-Petit, Picardie, França; morreu em 1829, em Paris)

BOTÂNICO E ZOÓLOGO FRANCÊS ENTRE OS PRIMEIROS EVOLUCIONISTAS


FILOSOFIA DA HISTÓRIA.
Este Calendário Filosófico tornou-se um  CURSO DE FILOSOFIA DA HISTÓRIA, por meio da pesquisa inteligente da evolução social pela análise dos anais da história. Observações específicas completam o conhecimento da Filosofia geral, na arte, na tecnologia e na teoria política aplicada.
O Calendário Histórico mostra a espontânea, oscilante, irregular, mas contínua evolução cultural em todos os aspectos da sociedade, no aspecto afetivo, intelectual e prático. O que é feito por meio pelo estudo das maiores figuras humanas. Assim os princípios científicos são demonstrados e comprovados por sua observação e fundamentação empírica nos registros históricos.
Indica o calendário a maravilhosa faculdade criadora da sociedade para o melhoramento da vida humana. Tanto antes como depois do fim do feudalismo da guerra de defesa e do fim do poder político do papa e da religião medieval. É devido ao desenvolvimento enciclopédico do conhecimento laico que prepara a nova civilização pacífica e industrial moderna. São os cientistas da nova civilização, pensadores que antes eram teólogos e metafísicos e passam ao saber firme comprovado, isto é, ao saber positivo teórico puro e aplicado sobre o mundo e sobre o próprio homem. A sabedoria passou a ter como referência o bem da sociedade, um ponto de vista humanista. A referência passou a ser a lei dos homens e não mais a lei dos deuses, dos livros sagrados.
Deve-se notar que os maiores progressos da ciência feitos na modernidade foram nas teorias abstratas puras, isto é, relativas aos fenômenos e não aos seres. Foi a descoberta das leis abstratas imutáveis dos fenômenos no meio da permanente mudança da variável realidade concreta dos seres.

ESTA SEMANA apresenta a Biologia em Harvey e nos seus sucessores.
Encontram-se Boerhaave e Sthal, os chefes respectivos da escola mecânica e da escola espiritualista em Biologia.
Lineu e Bernard Jussieu lembram os principais problemas em relação às classificações dos seres vivos. Lamarck e Blainville que alargaram o horizonte do Método Comparativo nos fenômenos da vida.
Broussais, que fez a integração da Patologia na Fisiologia. Gall preside esta semana como o primeiro investigador do grande problema biológico das funções cerebrais, que faz a passagem da ciência abstrata dos seres vivos para as Ciências Humanas puras, isto é, abstratas da Sociologia e da Psicologia propostas por Augusto Comte. O chefe da semana é Gall, que a encerra.

Ver em 1203 01 dezembro 03, o QUADRO DO MÊS DE BICHAT  A Ciência Moderna com os grandes nomes representativos da evolução social da ciência.


LAMARCK nasceu em família nobre em Bazentin, na Picardie, em 1744. Ele estudou com os jesuítas em Amiens e aos 17 anos entrou para o exército e serviu contra os ingleses e os holandeses. Depois foi estudar medicina em Paris.
Concentrou-se no estudo da Botânica e apresentou um sistema de classificação das plantas intermediário entre o sistema de Jussieu e o de Lineu. Apresentado na Academia de Ciências de Paris, chamou a atenção de Buffon.
Durante a Revolução Francesa, ele fez a guarda dos jardins reais, como adjunto de Daubenton. Na instituição do Museu de História Natural de Paris em 1793 ele foi nomeado professor de Zoologia com Geoffroy Saint-Hilaire e Lacépède. Lamarck lecionou a classe dos invertebrados, então representados pelos insetos e vermes. Em 1801 ele publicou o Sistema dos animais sem vértebras, mais tarde ampliado com outros textos entre 1815 e 1822. Lamarck morreu em 1829 com 86 anos de idade.
Foi em 1809 que Lamarck publicou um tratado de grande interesse, com o nome de Filosofia Zoológica que continha a afirmação de que as espécies animais não eram absolutamente constantes, mas que elas poderiam se modificar ao longo de longos períodos; e, ainda, ali estabelecia quatro causas que explicariam sua transformação.
Muito antes vários pensadores haviam sugerido a evolução dos organismos vivos, como Bufforn, Montesquieu, Maupertuis. Lamarck foi o primeiro que traçou um diagrama da evolução, uma escala que vai dos organismos unicelulares até os mamíferos e o homem.
Lamarck explicava que a transformação gradual das espécies em outras seria efetuada por efeito do aumento ou diminuição do exercício. Os órgãos crescem pelo exercício e se atrofiam pela falta de uso. Essa modificação seria num sentido ou no outro transmitida pela hereditariedade.
Uma alteração no meio ambiente determinando uma mudança nas necessidades do animal, exigindo um emprego diferente da musculatura, resultaria modificação na estrutura do seu corpo. Se o território em que vive se torna um pântano, ou se as árvores altas impedem a alimentação com as suas folhas, implicariam na alteração do corpo do animal. O acúmulo dos efeitos pequenos produziria, com o correr do tempo, alteração formas diferentes que seriam novas espécies. No caso dos animais representados nos monumentos do Egito antigo eles não se alteraram por ser o prazo de 3000 ou 4000 anos apenas um instante muito curto comparado com a história da vida sobre a terra.
As contribuições de Lamarck para a biologia são muito importantes. Ele acreditava na evolução numa época em que não existiam muitos conhecimentos para sustentar essa teoria. Defendeu ainda que a função precede a forma, uma ideia controvertida na sua época. Lamarck foi o naturalista francês do século XIX que, de fato, introduziu o termo biologia na literatura científica.
A discussão levantada pela teoria da evolução de Lamarck motivou o estudo de um dos maiores problemas da Biologia, o poder do homem de modificar os organismos dos seres vivos.
Hoje podemos dizer, com base em novas evidências, que, em Biologia toda forma de vida deve ser considerada como uma evolução, não como uma criação. E a evolução também é a forma de existência da sociedade humana, numa evolução muito mais complexa, extensa e gradual, em fases sucessivas harmoniosas, bem explicadas pela Sociologia, com base na filosofia da história.

AMANHÃ: A teoria geral da vida saudável-a doença apenas é a alteração de intensidade normal: FRANÇOIS BROUSSAIS.

1227 HALLER a descoberta dos fenômenos da sensibilidade e da contratilidade

DEZEMBRO 27. HALLER:  as bases da fisiologia como estudo integrado da dinâmica do ser vivo.

HALLER
Albrecht Von Haller
(nasceu em 1708, em Berna, Suíça; morreu em 1777, em Berna, Suíça)
MÉDICO E CIENTISTA SUÍÇO PRECURSOR DA FISIOLOGIA EXPERIMENTAL

FILOSOFIA DA HISTÓRIA.
Este Calendário Filosófico tornou-se um  CURSO DE FILOSOFIA DA HISTÓRIA, por meio da pesquisa inteligente da evolução social pela análise dos anais da história. Observações específicas completam o conhecimento da Filosofia geral, na arte, na tecnologia e na teoria política aplicada.
O Calendário Histórico mostra a espontânea, oscilante, irregular, mas contínua evolução cultural em todos os aspectos da sociedade, no aspecto afetivo, intelectual e prático. O que é feito por meio pelo estudo das maiores figuras humanas. Assim os princípios científicos são demonstrados e comprovados por sua observação e fundamentação empírica nos registros históricos.
Indica o calendário a maravilhosa faculdade criadora da sociedade para o melhoramento da vida humana. Tanto antes como depois do fim do feudalismo da guerra de defesa e do fim do poder político do papa e da religião medieval. É devido ao desenvolvimento enciclopédico do conhecimento laico que prepara a nova civilização pacífica e industrial moderna. São os cientistas da nova civilização, pensadores que antes eram teólogos e metafísicos e passam ao saber firme comprovado, isto é, ao saber positivo teórico puro e aplicado sobre o mundo e sobre o próprio homem. A sabedoria passou a ter como referência o bem da sociedade, um ponto de vista humanista. A referência passou a ser a lei dos homens e não mais a lei dos deuses, dos livros sagrados.
Deve-se notar que os maiores progressos da ciência feitos na modernidade foram nas teorias abstratas puras, isto é, relativas aos fenômenos e não aos seres. Foi a descoberta das leis abstratas imutáveis dos fenômenos no meio da permanente mudança da variável realidade concreta dos seres.

ESTA SEMANA apresenta a Biologia em Harvey e nos seus sucessores.
Encontram-se Boerhaave e Sthal, os chefes respectivos da escola mecânica e da escola espiritualista em Biologia.
Lineu e Bernard Jussieu lembram os principais problemas em relação às classificações dos seres vivos. Lamarck e Blainville que alargaram o horizonte do Método Comparativo nos fenômenos da vida.
Broussais, que fez a integração da Patologia na Fisiologia. Gall preside esta semana como o primeiro investigador do grande problema biológico das funções cerebrais, que faz a passagem da ciência abstrata dos seres vivos para as Ciências Humanas puras, isto é, abstratas da Sociologia e da Psicologia propostas por Augusto Comte. O chefe da semana é Gall, que a encerra.

Ver em 1203 01 dezembro 03, o QUADRO DO MÊS DE BICHAT  A Ciência Moderna com os grandes nomes representativos da evolução social da ciência.


HALLER nasceu em Berna, na Suíça, em 1708. Seu pai, que era um famoso advogado, tinha a intenção de fazer dele um padre. Mas como ele desde cedo mostrou gostar do estudo científico, foi mandado para Tübingen para estudar anatomia e medicina. Em 1725 foi para Leiden, onde Boerhaave dava suas aulas de medicina e Albinus ensinava anatomia e cirurgia. Haller estudou em seguida em Londres, Oxford e Paris, retornando à Suíça para estudar matemática com Jean Bernoulli em Bale, em 1735 começando a praticar medicina em Berna. Em 1736 foi convidado a lecionar medicina, cirurgia, anatomia e botânica na Universidade de Göttingen, na Alemanha, onde permaneceu por 18 anos. Com sua saúde delicada teve de voltar a Berna, onde continuou sua vida de pesquisador até sua morte em 1777.
Os textos publicados de Haller chegam perto de 200 obras. Eles cobrem todas as formas da literatura, compreendendo trabalhos relativos a várias ciências. Suas pesquisas foram muito numerosas. Ele criou um sistema de classificação que rivalizava com o sistema de Lineu. Recolheu materiais para uma flora completa da Suíça, fazendo escaladas penosas e perigosas nas montanhas para extensas pesquisas da vegetação dos Alpes. Deixou muitas observações importantes na embriologia, nos movimentos do coração, da respiração e na formação dos ossos.
Entre suas maiores pesquisas se encontra o conhecimento da sensibilidade e da irritabilidade nervosa e muscular, uma das bases da fisiologia que se então começava a ser formada. Agrupando os fenômenos dos corpos vivos em torno desses dois princípios, Haller preparou o caminho para a concepção geral da Biologia como a ciência abstrata distinta da Física e da Química. A Biologia passando a ser considerada como dependente dessas ciências, mas tendo suas próprias leis. Na instituição da Biologia, Albrecht von Haller tem uma posição de destaque por suas pesquisas e suas grandes contribuições, em especial na Fisiologia.
A Fisiologia estuda as leis de FUNCIONAMENTO do ser vivo. Ao passo que a Anatomia estuda as leis da estrutura, do arcabouço estático, a Fisiologia estuda os fenômenos dinâmicos. É semelhante à diferença entre a ESTÁTICA e a DINÂMICA na Mecânica Racional, um dos departamentos da Matemática. A Estática trata dos acontecimentos ou fenômenos que ocorrem simultaneamente, que não variam com a passagem do tempo, como, por exemplo, as leis da alavanca. A Dinâmica trata dos acontecimentos de sucessão, que se sucedem, que se alteram com a passagem do tempo, como a queda de um corpo, em velocidade variada.
Em Sociologia acontece o mesmo. A Estática Social é o estudo das leis da estrutura da sociedade, tal como a lei de Aristóteles que diz que “toda sociedade tem a divisão dos ofícios, ou a especialização e tem a convergência dos esforços, isto é, o governo”. Essa lei indica que, em qualquer sociedade, não há igualdade, e não pode haver ausência de governo, não pode haver a anarquia.
A identificação da noção de Estático e Dinâmico é uma noção importante em filosofia. E chega-se a descobrir que nas ciências existem leis estáticas e existem leis dinâmicas. A Fisiologia estuda, portanto, os fenômenos dinâmicos nos seres vivos, como o metabolismo, a crescimento, a reprodução, a excitação e contração.
Provavelmente estudos prévios de fisiologia foram feitos em torno do ano 300 aC pelo médico grego Herophilus. Só muito tempo depois é que Haller forneceu importantes subsídios para Fisiologia, junto com seu professor, Hermann Boerhaave, lançando as bases do estudo integrado da dinâmica do ser vivo. Haller foi o primeiro cientista a descobrir os fenômenos de sensibilidade e de contratilidade.
Com base em mais de 500 experiências, 180 próprias, Haller mostrou que a irritabilidade é uma propriedade específica do músculo, um estímulo ali aplicado causando uma rápida contração. Mostrou ainda que a sensibilidade é uma propriedade específica dos nervos. Assim foram postos os fundamentos para a formação da Neurologia moderna.

AMANHÃ: Ele foi o primeiro a dar um esquema da evolução das espécies animais, desde os unicelulares até o homem: Lamarck.