domingo, 20 de julho de 2014

0721 C DEFOE prova que a pessoa humana tudo deve à sociedade, a vida e o saber

21 DE JULHO. Defoe: náufrago, só, já levou a educação, saber, técnica da sociedade

DANIEL DEFOE
(nasceu no ano 1660 da nossa era, em Londres; morreu em 1731 em Londres, Inglaterra)

FECUNDO ESCRITOR E JORNALISTA INGLÊS TREZE VEZES POBRE E TREZE VEZES RICO

ESTÉTICA
as artes da linguagem, da afeição e da expressão
É parte da Filosofia. A emoção é o motor da inteligência e da atividade

A civilização moderna, após o fim da Idade Média, com a queda do papado e do Feudalismo nos anos 1300, criou uma grande variedade na atividade humana, pela liberdade do povo trabalhador, com a indústria e o comércio, com a sistematização do sistema capitalista de liberdade civil. Criou também a saída das artes de dentro das igrejas e dos conventos para os espaços laicos. As artes se libertaram do controle dos teólogos e de seus sacerdotes, como ocorreu com a Filosofia. Em ambos os casos sem luta, gradualmente, sem conflito.
Na modernidade nos encontramos em fase de transição, em tempos de revolução. É a passagem de uma civilização medieval da guerra de defesa para uma civilização pacífica científica e industrial.
Triunfos esplendidos foram conseguidos pelo gênio artístico independente da religião apesar do clima de revolta. É o sinal da potente capacidade da natureza humana de produzir, mesmo em situação de desvantagem, um conjunto glorioso de criações artísticas.
A primeira semana tem Ariosto como chefe, mostrado no domingo último dia da semana. Ali estão autores que criaram pinturas ideais da natureza humana sob todas as suas formas, com a poesia de costumes, mostrada nas suas manifestações da história da sociedade moderna.
Ver em 0716 01 C   O QUADRO DO MÊS DANTE, A EPOPÉIA MODERNA, com todos os grandes tipos humanos do mês.

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.

DEFOE [pronúncia Di-fô’ oxítona] era filho de Jacques Foe, um esforçado e próspero fabricante de velas e açougueiro, descendente de belgas. Daniel, mais tarde, adotou o sobrenome de Defoe. Seus pais eram não-conformistas, divergentes da igreja anglicana, e por isso Daniel não pode estudar nas universidades inglesas todas oficiais. Ele estudou em excelente academia, onde aprendeu várias línguas e onde formou seu estilo literário, claro, simples e fácil na arte de escrever.
Daniel foi destinado a ser um pastor presbiteriano, mas desistiu, e, em 1683 começou a vida de comerciante. Ele chamava o comércio o seu ”amado tema” e foi um dos seus permanentes interesses na vida. Ele trabalhou com vários artigos, para isso viajando no país e no estrangeiro, e tornou-se um versado e agudo conhecedor da economia. A muitos respeitos estava à frente do seu tempo.
Mas os desacertos, os obstáculos, de uma forma ou outra, prejudicavam seus negócios, apesar de seus esforços e de sua inteligência. Ele escreveu sobre sua sorte:
     “nenhum homem tentou tantos negócios diferentes,
      e treze vezes eu fui ora rico, ora pobre.”
De fato, essa foi a dura verdade. Ele enriquecia por um tempo, e logo vinham os prejuízos. Ele tinha a coragem para negócios de risco, mas de muito lucro, e de muita perda. Num dos casos ele bancou o seguro de navios durante a guerra com a França. Ele foi um dos 19 seguradores que se arruinaram pesadamente em 1692. Quando ele tinha uma lucrativa cerâmica de tijolos e telhas perto de Tilbury, a falência veio durante o tempo em que ele ficou preso por questões políticas.
Em 1684 ele casou-se com Mary Tuffley, filha de um rico comerciante não-conformista, que não aceitava a religião anglicana. Esse casamento durou 47 anos e deu-lhe oito filhos, dos quais seis chegaram à maturidade.
Daniel logo se interessou pela política. Quando Guilherme de Orange conquistou a Inglaterra, ele deu as boas vindas a seu exército com um panfleto-“Gulherme, o Glorioso, Grande e Bom”. Durante o seu governo, Daniel tornou-se seu leal adepto, escrevendo como seu principal panfletista. Em 1701, em resposta aos ataques ao rei por ser estrangeiro, Defoe publicou seu forte e inteligente poema “O Verdadeiro Inglês de Nascimento”, um trabalho de grande popularidade ainda atual e relevante ao expor a falsidade do preconceito racial.
O mais famoso e hábil panfleto de Defoe foi o irônico “O Mais Fácil Meio para Acabar com os Não-Conformistas” de 1702. Foi a descrição anônima do melhor método para que os altos dignitários da Igreja Anglicana acabassem com aqueles que dela divergissem. Mas era uma paródia, que, no fim do texto, mostrava que a justificação e a maneira de fazer eram absurdas. Mas os bispos tomaram a sério o panfleto. E ficaram furiosos quando a pilhéria foi exposta. Defoe foi perseguido e preso em 1703.
A produção de Defoe, como autor de novelas, de revistas, como panfletário e jornalista, é enorme, com mais de 500 livros, panfletos e tratados. Sua obra mais conhecida é o Robinson Crusoe, escrita entre 1729 e 1722. Sua leitura, até hoje é altamente recomendável. O aspecto característico de seus textos é a precisa e minuciosa observação da vida, que faz o leitor perceber que resultam de fatos reais.
O náufrago que parece a todos “fora, isolado da sociedade”, no entanto, na verdade, “recebeu tudo da sociedade”. Ele, de fato, tudo aprendeu com a humanidade: seu raciocínio, suas esperanças e seus cuidados, sua habilidade industriosa, os instrumentos com que trabalha. Robinson Crusoe é a prova mais perfeita da impossibilidade de separar o indivíduo como um ser independente da humanidade, do agrupamento humano que lhe deu a vida, lhe deu o sustento, lhe deu a educação. E é, assim, que se percebe que a pessoa humana tudo deve à sociedade. O indivíduo sozinho é uma figura de ficção, é uma abstração, não existe de fato.
E a prova contundente mostrada por Daniel Defoe tem muito mais força porque não é mostrada por um filósofo a defender uma tese teórica, mas é mostrada por um artista, que busca apenas reproduzir a tragédia de um náufrago.
Daniel Defoe se mostra, portanto, depois da Idade Média, como um dos novos formadores de opinião laicos, não religiosos, pode ser respeitado para sempre.

AMANHÃ: Primeiro exemplo de poesia histórica com o cavalheirismo elegante da Idade Média: ARIOSTO.


0720 C LA FONTAINE descrente sem maldade, consciente da fragilidade humana.

20 DE JULHO. La Fontaine: eloqüente, usa a seguir estilo duramente simples, chocante

LA FONTAINE
Jean de La Fontaine
(nasceu no ano 1621 da nossa era, no Château-Thierry, França; morreu em 1695, em Paris)

AUTOR DA GRANDE OBRA PRIMA AS FÁBULAS DA VAIDADE HUMANA

ESTÉTICA
as artes da linguagem, da afeição e da expressão
É parte da Filosofia. A emoção é o motor da inteligência e da atividade

Ver em 0716 01 C   O QUADRO DO MÊS DANTE, A EPOPÉIA MODERNA, com todos os grandes tipos humanos do mês.

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.

JEAN DE LA FONTAINE (1621-1695) nasceu em Château-Thierry, na Champagne, onde seu pai era encarregado do Serviço de Águas-e-Florestas. Ele foi educado no Colégio de Reims. Até aos 22 anos foi um jovem normal, quando, então, ficou tão vivamente impressionado pelas poesias de Malherbe, que começou a fazer versos. Seu pai o encorajou nessa arte. Ele sucede a seu pai no cargo, como era costume na época. Ele se casou, mas o casamento não combinava com seu caráter e assim foi por toda a vida. La Fontaine parece ter se libertado das obrigações práticas, tanto na vida particular como na vida pública. Só se relacionava com aqueles que reconheciam o valor de sua criatividade particular. Fora disso, não se importava por ser visto como muito gordo e pouco apropriado à vida em sociedade.
Felizmente ele recebeu o apoio material de que ele tinha necessidade do pequeno número de pessoas que compreenderam seu valor. Entre os primeiros que o apreciaram, deve-se colocar a duquesa de Bouillon e em especial Fouquet, o ambicioso superintendente de finanças cuja carreira terminou de maneira desastrosa. Depois do exílio de Fouquet, La Fontaine viveu por 20 anos na casa de Madame de la Sablière onde ele teve todo o lazer que desejava.
Em 1684, com a morte de Colbert, ele foi eleito para a cadeira dele na Academia Francesa de Letras. Com a morte de Mme. de la Sablière, La Fontaine, que nunca tinha feito qualquer esforço sobre si mesmo para ganhar a vida, passou um momento de necessidades até que o Senhor d’Hervart lhe ofereceu um abrigo, em 1693.
La Fontaine morreu em Paris, em 13 de abril de 1695.
O lugar de La Fontaine na história da poesia está assegurado. Ele possuía ao mais alto grau a arte de fazer uma narrativa comum, familiar, com muita graça e simplicidade. Os seus Contos, imitados de Boccácio e de outros novelistas da última parte da Idade Média, mostram a licenciosidade dos textos originais e não são recomendáveis para todo tipo de leitor.
Sua Fábulas são as mesmas de Fedro e de Esopo, mas contadas, agora, com uma formosura deliciosa que só pode ser encontrada em La Fontaine, que tornou as narrativas imortais. Nas fábulas posteriores, ele fez a sátira aos nobres da corte real, dos burocratas, da igreja, dos novos ricos, ou seja, satiriza toda a representação humana.
La Fontaine era um cético descrente, mas sem maldade, consciente da fragilidade humana e de sua ambição. Os seus temas satíricos permitiam uma distensão da linguagem poética. Ele podia, assim, ser eloqüente ao debochar da eloqüência, ou, em contraste, usar a seguir um estilo duramente simples. Essa variação de tonalidade e de estilo pode ser vista em seus textos.
La Fontaine influenciou muitos escritores mais modernos. Seu estilo é vivo e a narração é feita com arte, mostrando a filosofia de vida do autor. Seus contos e novelas vêm de fontes como o Decameron de Baccácio e o Heptameron de Margaret de Navarra. Mas a sua narrativa é muito diferente, apresentando rara inteligência e vivacidade. Ele escreveu também outros trabalhos, com poemas, libretos para ópera, peças teatrais e contos em verso e prosa do Os amores de Cupido e Psiquê.
A linguagem de La Fontaine é de uma pureza preciosa, sem ter o classicismo exageradamente ornado de seu tempo. La Fontaine inventou um estilo particular que ficou famoso para sempre.


AMANHÃ: Robinson Crusoe - é impossível viver o indivíduo sem a sociedade: Daniel Defoe.


sexta-feira, 18 de julho de 2014

0719 C CERVANTES em o D Quixote identifica duas psicoses: a loucura e a idiotia

19 DE JULHO. Cervantes: estilo eloqüente e sábio para o povo nos problemas reais


CERVANTES
Miguel de Cervantes Saavedra
(nasceu no ano 1547, em Alcalá de Henares, Espanha; morreu em 1616, em Madrid)

LOUCURA DE DON QUIXOTE E IDIOTIA DE SANCHO PANÇA ANTECIPAM A PSICOLOGIA MODERNA


ESTÉTICA
as artes da linguagem, da afeição e da expressão
É parte da Filosofia. A emoção é o motor da inteligência e da atividade

A primeira semana tem Ariosto como chefe, mostrado no domingo último dia da semana. Ali estão autores que criaram pinturas ideais da natureza humana sob todas as suas formas, com a poesia de costumes, mostrada nas suas manifestações da história da sociedade moderna.

Ver em 0716 01 C   O QUADRO DO MÊS DANTE, A EPOPÉIA MODERNA, com todos os grandes tipos humanos do mês.

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.


         CERVANTES nasceu em 9 de outubro de 1547 em Alcalá de Henares, perto de Madrid, Espanha, numa antiga família de Castela. Estudou dois anos na
universidade de Salamanca e depois em Madrid.
         Na grande batalha de Lepanto em 1571, Cervantes se destacou e foi gravemente ferido. Quando em viagem, ele foi aprisionado pelos mouros, em 1576. Ficou três anos cativo e escravizado na Algéria, até que foi libertado com pagamento de resgate. Casou-se em 1581, dedicando-se à literatura em Valadolid e em Madrid.
Inicialmente fez ensaios na redação de dramas. Continuou produzindo numerosas obras menores. Cervantes começou a primeira parte do Dom Quixote e a publicou em 1605, conquistando grande popularidade. Em 1615 ele publicou a segunda parte da obra. Cervantes morreu em 1616, no mesmo ano da morte de Shakespeare.
A grande obra de Cervantes, oferecendo grande prazer à leitura, é cheia de sabedoria. Um escritor é grande de fato, quando, dentro de seu gênero, mostra um saber de valor para que o público possa resolver os difíceis problemas da vida e da natureza humana. A história de Dom Quixote fornece a explicação para as duas formas de doença mental dentro dessa obra-prima da literatura universal. O autor mostra de um lado a agitação da loucura do cavaleiro e de outro lado a imobilidade da idiotice de seu escudeiro. Um tem suas imagens interiores mais fortes do que as da realidade. Sancho Pança, ao contrário, não elabora em cima das imagens que observa na vida real.
Para Dom Quixote há um excesso na ação da imaginação em relação às informações recebidas pelos sentidos, no estado de loucura. Para Sancho, ao contrário, as imagens do exterior, recebidas pelos sentidos, se impõem, impedindo o exercício da imaginação, levando ao estado de idiotia. A saúde mental é obtida quando as imagens exteriores são mais nítidas do que a imagens interiores, memorizadas pela mente. E, com a saúde mental, as imagens interiores não são totalmente anuladas pela observação exterior, sendo menos nítidas e menos fortes.
Na loucura a imaginação vence a observação. A imaginação registra e usa, a seu modo, as imagens que são vistas, as sonoras que são ouvidas e outras, todas internas ao cérebro. A pessoa então confunde o que percebe com aquilo que imagina. O imaginário é tomado como sendo a realidade. Aquilo que Dom Quixote pensa, ele toma como real. Ele está diante de um grande moinho de vento, com suas enormes pás, mas o que Quixote vê é o gigante que faz na imaginação, e que deve ser vencido.
No caso de Sancho Pança, o outro modo acontece. O que ele vê, o que sente, as imagens que percebe, se sobrepõe a todo o pensamento. A imaginação não usa as imagens recebidas do mundo real. Não há processamento das percepções. Há uma paralisia no pensamento. Nesse caso, a imaginação, a criação de novas idéias não se faz. A pessoa não reage às situações, ou reage muito lentamente.
É notável como a arte de Cervantes se antecipa ao conhecimento das funções do cérebro, na moderna psicologia. A produção literária de Cervantes é riquíssima, relacionada em longa relação de obras. Inclui prosa, com pastorais, novelas e o Don Quixote, além de drama, com tragédias e comédias, sendo numerosas as obras em poesia. A fama de Cervantes é universal, aparecendo continuamente hoje, no teatro, em filmes, na ópera, no balet e até em espetáculos cômicos. Cervantes é tido como o autor da primeira grande novela da literatura mundial, e ainda como o fundador da literatura de língua espanhola.
Cervantes mostrou em sua obra grande simpatia em relação ao papel social da mulher, e numerosos papeis femininos como Marcela e Dorotea no Don Quixote e Isabela Castrucho em Persiles y Sigismunda expressam de fato a defesa da posição da mulher na sociedade.
Mas, para sempre, Cervantes será considerado o maior dos grandes autores espanhóis, com sua obra-prima Don Quixote. Em razão de seu estilo eloqüente e notável visão, Cervantes recebeu um aplauso universal comparável ao que foi dado a grandes nomes como Homero, como Dante Alighieri ou como William Shakespeare.

AMANHÃ: Um cético descrente sem maldade, consciente da fragilidade humana: La Fontaine.


quinta-feira, 17 de julho de 2014

0718 C RABELAIS padre humanista anti-religioso no elogio das luzes da educação

18 DE JULHO: RABELAIS   fazia rir dos sofismas, do obscurantismo hermético religioso

RABELAIS
François Rabelais, Alcofribas Nasier em pseudônimo
(nasceu no ano 1494 da nossa era, em Poitou, França; morreu em 1553, em Paris)

PADRE E MÉDICO PIONEIRO DO HUMANISMO ANTI-RELIGIOSO NA EDUCAÇÃO E NA CIÊNCIA

Estética, as artes da linguagem, da afeição e da expressão.
É parte da Filosofia. A emoção é o motor da atividade e da inteligência.

A civilização moderna, após o fim da Idade Média, com a queda do papado e do Feudalismo nos anos 1300, criou uma grande variedade na atividade humana, pela liberdade do povo trabalhador, com a indústria e o comércio, com a sistematização do sistema capitalista de liberdade civil. Criou também a saída das artes de dentro das igrejas e dos conventos para os espaços laicos. As artes se libertaram do controle dos teólogos e de seus sacerdotes, como ocorreu com a Filosofia. Em ambos os casos sem luta, gradualmente, sem conflito.
Na modernidade nos encontramos em fase de transição, em tempos de revolução. É a passagem de uma civilização medieval da guerra de defesa para uma civilização pacífica científica e industrial.
Triunfos esplendidos foram conseguidos pelo gênio artístico independente da religião apesar do clima de revolta. É o sinal da potente capacidade da natureza humana de produzir, mesmo em situação de desvantagem, um conjunto glorioso de criações artísticas.
A primeira semana tem Ariosto como chefe, mostrado no domingo último dia da semana. Ali estão autores que criaram pinturas ideais da natureza humana sob todas as suas formas, com a poesia de costumes, mostrada nas suas manifestações da história da sociedade moderna.

Ver em 0716 01 C   O QUADRO DO MÊS DANTE, A EPOPÉIA MODERNA, com todos os grandes tipos humanos do mês.

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.

RABELAIS (1494-1553). Padre e escritor, Rabelais foi um ilustre pensador, consagrado por sua obra-prima Gargântua e Pantagruel. Ele foi dos primeiros a difundir os novos ideais do humanismo anti-religioso, fazendo o elogio da educação, e recomendando que se beba da “sagrada garrafa” do saber e das luzes.
RABELAIS nasceu em Chinon, Touraine, França, cerca de 1490. Seu pai era um rico dono de hospedaria que o colocou num convento de frades beneditinos para estudar. Mais tarde, ele foi para um monastério franciscano de Fontenay-le-Comte, onde foi ordenado como padre em 1511.
Seus estudos brilhantes, especialmente na língua grega, junto com seu espírito de deboche, fizeram o ciúme e a ira dos frades, que o condenaram à prisão perpétua. Ele foi libertado pela intervenção enérgica do Tenente-general do distrito, ele obtendo do papa Clemente VII em 1524 a permissão de entrar numa abadia de beneditinos, onde não se demorou muito.
Mas a perseguição se tornou cada vez mais ameaçadora e ele deixou o lugar e foi, em 1530, para Montpelier, então uma das primeiras escolas de medicina da Europa. Ele tomou parte nas lições públicas sobre medicina, em especial sobre os autores da Grécia e recebeu o grau de bacharel apenas um mês depois de sua matrícula.
Em seguida, foi para Lion, onde se encarregou de editar e de publicar diferentes obras, particularmente as de Hipócrates e de Galeno, mantendo uma ativa correspondência com os sábios da época. Foi em Lion que ele pensou em escrever sua obra famosa, o Pantagruel. Continuando essa idéia de ridicularizar as histórias inúteis dos romances de cavalaria, idéia que Cervantes depois desenvolveu. Ele se serviu da caricatura para satirizar as loucuras, o pedantismo e a falsa religiosidade de seu tempo. Rabelais usou os novos conhecimentos científicos que iluminavam a Europa para fazer essa caricatura. E ele foi um dos primeiros a sentir e a divulgar o novo espírito das luzes do saber.
A audácia dos ataques contra o papado levaria Rabelais a ser queimado vivo na fogueira se não fosse a intervenção do rei Francisco I e de outros amigos influentes. Um grande número de altos sacerdotes franceses foi a favor do espírito da reforma protestante. Mas Rabelais logo percebeu claramente que a nova reconstrução protestante de Calvino ameaçava instalar outra tirania espiritual religiosa tão dura quanto a tirania antiga e ainda menos social do que a antiga. Ele, atacando as duas ao mesmo tempo, não deixava margem a nenhuma onde se abrigar.
Rabelais publicou sua obra aos poucos, com longos intervalos. A segunda publicação ocorreu em 1533, com o início do Pantagruel. A primeira parte saiu no ano seguinte. O terceiro livro só foi publicado em 1546 e o quarto somente cinco anos mais tarde. O quinto livro só saiu após a sua morte.
Seus textos mostram um uso abundante do idioma francês da renascença, com um notável resultado, no burlesco e na sátira. Com o pseudônimo de Alcofribas Nasier ele publicou “As horríveis e espantosas façanhas e proezas do muito renomado Pantagruel, rei dos Dipsodes” em 1534. Nada com essa apreciada qualidade foi feito antes, em francês, nesse gênero. No estilo do falso herói, do romance da cavalaria, ele fazia rir de todo tipo de sofisma, de obscurantismo religioso, de hermetismo e secretismo, além de rir do escolasticismo da Sorbonne.
Para evitar as perseguições que se preparavam contra ele, Rabelais se refugiou em Roma, onde seu amigo o cardeal Du Bellay estava com poder. O cardeal conseguiu do papa Paulo III o perdão das penas canônicas que cometeu ao violar os seus votos de monge.
Voltando a Montpelier, ele recebeu o título de médico, com que ele pode clinicar em várias partes da França. Rabelais passou os seus últimos anos de vida como pároco de Meudon, perto de Paris, sempre muito festejado pelos grandes sábios de seu tempo.
Ele morreu em Paris em 1553, conservando até sua última hora o mesmo espírito crítico. Pela tradição, quando recebeu o sacramento da extrema-unção, ele teria dito: “Minhas botas estão prontas para a grande viagem”. E juntou: “Eu vou procurar o grande Pode Ser”.
Rabelais mostra claramente como o catolicismo, com a formação de seu cuidadoso sistema de ensino construiu o fundamento do espírito das luzes no saber da modernidade, sendo seus próprios sacerdotes os primeiros pesquisadores da ciência. Apesar disso, em parte, certos teólogos cristãos tentaram impedir o progresso científico, ao ver na ciência a grande adversária da doutrina teológica.


AMANHÃ: O maior dos grandes autores espanhóis, com sua obra-prima Don Quixote: Cervantes.



HUMANISMO
Humanismo é a forma de pensar que coloca os objetivos humanos como a mais importante referencia. É uma perspectiva comum a uma grande variedade de posturas éticas que atribuem a maior importância à elevação, dignidade, liberdade, aspirações e capacidades da sociedade humana, da humanidade.
A palavra pode ter diversos sentidos, o significado filosófico essencial destaca-se por contraposição ao apelo a uma entidade sobrenatural ou a um ente ou autoridade superior. Desde os anos 1500, século XVI, o humanismo tem sido resultado da secularização, da queda do papado com o fim do feudalismo. Foi a base da laicidade dos filósofos Iluministas do século XVIII. O termo abrange as novas filosofias não teístas organizadas, como o humanismo secular e por uma nova visão e postura de vida.


quarta-feira, 16 de julho de 2014

0717 C BOCÁCIO poeta humanista em estilo de beleza rara entre os mais notáveis

17 DE JULHO. Bocácio: escritor de fama no lançamento do humanismo renascentista

BOCÁCIO
Boccace, Giovanni Boccaccio
(nasceu em 1313, em Paris; morreu em 1375, em Certaldo, Toscana, Itália)

GRANDE POETA HUMANISTA ITALIANO ENTRE OS MAIORES ESCRITORES DE TODOS OS TEMPOS

Estética, as artes da linguagem, da afeição e da expressão.
É parte da Filosofia. A emoção é o motor da atividade e da inteligência.

A civilização moderna, após o fim da Idade Média, com a queda do papado e do Feudalismo nos anos 1300, criou uma grande variedade na atividade humana, pela liberdade do povo trabalhador, com a indústria e o comércio, com a sistematização do sistema capitalista de liberdade civil. Criou também a saída das artes de dentro das igrejas e dos conventos para os espaços laicos. As artes se libertaram do controle dos teólogos e de seus sacerdotes, como ocorreu com a Filosofia. Em ambos os casos sem luta, gradualmente, sem conflito.
Na modernidade nos encontramos em fase de transição, em tempos de revolução. É a passagem de uma civilização medieval da guerra de defesa para uma civilização pacífica, científica e industrial.
Triunfos esplendidos foram conseguidos pelo gênio artístico independente da religião apesar do clima de revolta. É o sinal da potente capacidade da natureza humana de produzir, mesmo em situação de desvantagem, um conjunto glorioso de criações artísticas.
A primeira semana tem Ariosto como chefe, mostrado no domingo último dia da semana. Ali estão autores que criaram pinturas ideais da natureza humana sob todas as suas formas, com a poesia de costumes, mostrada nas suas manifestações da história da sociedade moderna.

Ver em 0716 01 C   O QUADRO DO MÊS DANTE, A EPOPÉIA MODERNA, com todos os grandes tipos humanos do mês.

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.

GIOVANNI BOCCACIO (1313-1375) nasceu em Certaldo, na Toscana, Itália. Seu pai era um comerciante e sua mãe de origem francesa. Estudou em Florença com o gramático Giovanni da Strada e depois em Paris se preparando para o comércio, por seis anos. Passou, depois, oito anos seguintes em Nápoles, propondo-se a estudar direito. Conta-se que ao visitar o túmulo de Virgílio se decidiu pela literatura. Em Nápoles ele viu e amou Maria, filha natural de Roberto, rei de Nápoles, que foi a heroína de sua obra Fiammetta. Em Nápoles também tiveram começo as longas relações de amizade com Petrarca. Lá, Bocácio escreveu várias de suas obras, entre as quais Teseu, um poema que Chaucer traduziu livremente no Conto do Cavaleiro.
Com a morte de seu pai em 1350 estabeleceu-se em Florença e foi provavelmente nessa época que escreveu o Decameron, um conjunto de cem novelas contadas por um grupo de três moços e de sete damas que se haviam refugiado numa casa de campo para se afastar da peste que havia em Florença em 1348, espalhando-se pela Europa.
A descrição do flagelo da peste forma uma estranha tela onde a graça luxuosa e a alegria meio licenciosa desses contos revelam a comédia humana, com uma mistura de fatos trágicos e emocionantes. Muitos desses contos foram passar para a literatura da Inglaterra com Chaucer, Shakespeare e Keats. Sua celebridade é devida menos talvez a seu mérito próprio do que pela beleza rara do estilo, um modelo de prosa que, por várias gerações, dominou a literatura na Itália. Bocácio lamentou mais tarde a publicação do Decameron e destruiu, antes de morrer, o seu manuscrito. Mas a obra chegou até nós por meio das cópias que seus amigos tinham feito.
É certo que as novelas e seus outros escritos em italiano foram consideradas por ele mesmo e por seus contemporâneos como bem menos importantes que os seus trabalhos sobre a literatura antiga. Seu livro De genealogia Deorum é um tratado feito com cuidado a respeito da mitologia antiga. Com o desejo de estudar a língua grega, que era, então, uma língua desconhecida, ele chamou para Florença o mestre Leontius Pilatus de Tessalônica que viveu com ele por três anos e traduziu Homero para o latim. Em 1373 os florentinos convidaram Bocácio a dar lições sobre a Divina Comédia de Dante. A vida de Dante que Bocácio escreveu e o seu comentário sobre a primeira parte do poema foram conservados até hoje.
Pouco depois, por causa de suas doenças, ele se retirou para sua cidade natal, onde morreu em 21 de dezembro de 1375, um ano depois da morte de Petrarca, que, com ele será sempre associado como um dos precursores da Renascença. Bocácio colocou a literatura da língua italiana vernácula no nível e no prestígio dos clássicos da antiguidade.
Bocácio é o poeta e sábio italiano que lançou as bases do humanismo da renascença junto com Petrarca. O humanismo coloca os humanos como principais numa escala de valor, pelo estudo e destaque dado aos autores da antiguidade. Que se desenvolveu mais tarde com o iluminismo em oposição às crenças sobrenaturais, pondo a humanidade, a sociedade humana como referência, como centro das atenções.
O humanismo corresponde a trocar a referência, a obediência, das leis dos deuses passando a referência para o homem coletivo, terrestre. O cristianismo unânime na Europa medieval tem na Santíssima Trindade o Deus homem nascido de uma Santa Família humana. Na era moderna, pós-medieval, vivemos um verdadeiro humanismo prático, em que julgamos uma ação como benéfica ou heróica ou como criminosa se a favor ou contra o humano, contra a humanidade.
Bocácio colocou a literatura da língua italiana vernácula no nível e no prestígio dos clássicos da antiguidade.
A arte, um dos modos da formação das opiniões, no fim da Idade Média se torna secularizada, ou seja, sua produção deixa os padres e monges das igrejas e dos conventos e vai para outros autores, não religiosos, laicos. Na modernidade, os formadores de opinião ficam dispersos entre os artistas, professores, jornalistas, médicos e entre tantos outros especialistas. É a característica de nossos tempos de revolução cultural e política.
A especialização e pulverização doutrinária, no ensino e na arte pode produzir uma séria incoerência cultural, isto é, a falta de unidade e contradições do pensamento e dos costumes. É a falta de ligar a pessoa com si mesma na coerência individual e a falta de ligar todas as pessoas mutuamente por uma fé numa doutrina. É a falta de ligar e religar: a falta de uma religião, que liga e religa por meio de uma doutrina comum, que faz a religação. Todas as civilizações se formaram sob a direção de uma doutrina, de uma religião. Não há civilização em religião.
É o ponto em que hoje nos encontramos na longa evolução mostrada na história da sociedade humana. Com a queda do papado nos anos 1300 ficamos sem a doutrina católica (universal em grego, para todos, para os gentios) da idade média e entramos numa revolução cultural e dos costumes. Ou seja, estamos com parte da população permanecendo em diversas formas de doutrinas e outra parte numa fase revolucionária de transição na formação de novas doutrinas sociais.

AMANHÃ: Ele seria queimado vivo na fogueira ao atacar o papa: o padre e escritor Rabelais.


terça-feira, 15 de julho de 2014

0716 C QUADRO DO MÊS DE DANTE EPOPÉIA MODERNA e OS TROVADORES

16 JULHO: A Estética, as artes da linguagem, do sentimento e da expressão
É parte da Filosofia. A emoção é o motor da atividade.

MÊS DE DANTE    A EPOPÉIA MODERNA
As semanas deste oitavo mês do calendário mostram os representantes de todos os países desde o século XII até o século XIX. Dos quarenta e nove nomes, um terço são autores que escreveram em verso.

O Calendário Filosófico consagra dois meses do ano à Estética. O mês de Dante com o nome de Epopéia Moderna coloca também os nomes de representantes da poesia romântica. O outro mês é o de Shakespeare, dedicado ao drama moderno.

A Idade Média promoveu a liberdade do povo trabalhador, com a indústria e o comércio livre, com a sistematização do sistema capitalista de liberdade civil. A civilização moderna, após o fim da civilização medieval, com a queda do papado e do Feudalismo nos anos 1300, criou uma grande variedade na atividade humana. A secularização fez a saída do ensino e das artes de dentro das igrejas e dos conventos para os espaços laicos. As artes se libertaram do controle dos teólogos e de seus sacerdotes, como ocorreu com a Filosofia. Em ambos os casos sem luta, gradualmente, sem conflito.
O domínio das artes de linguagem, da Estética, teve então um grande desenvolvimento, gerando um número maior de grandes artistas do que na antiguidade.
O título aqui usado de Epopéia ou o nome de Poesia abrange todas as formas de arte criadora: a epopéia, a poesia lírica e romântica, os romances em prosa, o idílio, a alegoria, as crônicas, as meditações,, mesmo a pintura e a escultura. Portanto, se aplica a toda e qualquer obra de imaginação.
O mundo antigo era, a muitos respeitos, mais favorável do que a modernidade à produção da grande poesia. A sociedade era mais homogênea e mais harmoniosa em sua constituição, também mais estável e mais regular em seu movimento.
Na modernidade nos encontramos em fase de transição, em tempos de revolução. É a passagem de uma civilização medieval da guerra de defesa para uma civilização pacífica científica e industrial. A diversidade infinita de atividade social, os conflitos e alterações incessantes da vida estimulam a originalidade mental, mas não são favoráveis à perfeição da criação artística.
O resultado se vê na poesia moderna com um elemento crítico destruidor e revolucionário. O que enfraquece inevitavelmente seu desenvolvimento mais elevado e que por vezes a revolta chega a inspirar a criação de sua obra. Mas essa situação de crise gerou a multiplicidade, a audácia, a vitalidade intensa e a universalidade do gênio criador nos tempos modernos. Dante coloca o em seu tribunal o julgamento dos papas, dos imperadores e das Nações; com Rabelais, Cervantes e Swift a revolta se reproduz por meio de uma caricatura profunda da sociedade contemporânea; com Walter Scott glorifica o passado à custa do presente; com Byron e Shellley, honra o futuro à custa do presente e do passado. De fato a arte idealiza a revolta e a anarquia como manifestações mais elevadas da liberdade humana.
Triunfos esplendidos foram conseguidos pelo gênio artístico independente apesar do clima de revolta. É o sinal da potente capacidade da natureza humana de criar e produzir, mesmo em situação de desvantagem, um conjunto glorioso de obras artísticas.
As semanas deste oitavo mês do calendário mostram os representantes de todos os países desde o século XII até o século XIX. Dos quarenta e nove nomes, um terço são autores que escreveram em verso.

Calendário HISTÓRICO FILOSÓFICO
 para um ano qualquer; É UM
quadro concreto da preparação humana
MÊS DE DANTE
A EPOPÉIA MODERNA
LUNEDIA=segunda-feira; MARTEDIA=terça; MERCURIDIA=quarta;
JOVEDIA=quinta; VENERDIA=sexta-feira.
Os nomes à esquerda são para o ano comum C; à direita, anos bissextos B.


Todos os meses são iguais, de 28 dias e todos começam numa segunda-feira, terminando num domingo.

A SEGUIR:
Noticia sobre DANTE
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EXCERTO DE   0716 02 C  DANTE ALIGHIERI
Excerto é fragmento, trecho.

DANTE
Dante Alighieri
(nasceu em 1265, em Florença, Itália; morreu em 1321, em Ravena, Itália)

POETA FILÓSOFO, AUTOR DO REVOLUCIONÁRIO POEMA DA DIVINA COMÉDIA

Estética, as artes da linguagem, da afeição e da expressão.
É parte da Filosofia. A emoção é o motor da atividade e da inteligência.


DANTE ALIGHIERI (1265-1321) nasceu em Florença, Itália, de família honrada e antiga. Com a idade de 24 anos ele estava em armas e participou como membro do partido Guelf Branco na batalha sangrenta de Campaldino em que os gibelinos foram vencidos.
Ele logo cedo se dedicou à poesia, ...........
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POEMA REVOLUCIONÁRIO. A Divina Comédia é uma obra épica incomparável, considerada a maior glória da arte humana. Dante começou a escrever em latim, mas, depois, resolveu escrever em italiano, tornando o idioma usual, em substituição ao latim, realizou a criação da língua italiana na literatura.  A viagem do inferno até o paraíso mostra uma forma de evolução da personalidade dos tipos humanos, chegando a uma regeneração final. Mas a obra tem um aspecto da revolução moderna, já que o poeta se coloca como juiz dos próprios sacerdotes do catolicismo.
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Por toda sua obra, Dante é um expoente do movimento intelectual dos tempos modernos, a ser colocado junto com Descartes como representativo da intelectualidade moderna. Dante é, de fato, um perfeito poeta e filósofo, dotado do mais precioso estilo que a linguagem humana já produziu.


NOTA: O que você viu acima é um trecho da Biografia 

0716 02 C  DANTE POETA REVOLUCIONÁRIO.

ESSA FOI A BIOGRAFIA MUITO RESUMIDA DE DANTE.
PARA A VERSÃO MAIS DESENVOLVIDA
VER 0716 02 C  No BLOG DO CALENDARIO, FAZENDO A BUSCA
NO GOOGLE PELO SEGUINTE NOME:
CALENDARIO FILOSÓFICO

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A SEGUIR A NOTÍCIA MUITO RESUMIDA DOS TROVADORES DA IDADE MÉDIA.
PARA A VERSÃO MAIS DESENVOLVIDA VER 0716 03 C
 no BLOG DO CALENDARIO

EXCERTO DE   0716 03 C    A ARTE DOS TROVADORES DA IDADE MÉDIA:
Excerto é fragmento, trecho.

0716 03 C   OS TROVADORES DA IDADE MÉDIA - 16 DE JULHO:   inventaram novos versos e poemas, a nova arte secular medieval de cultura e emoção

OS TROVADORES
Les Troubadours, The Troubadours,  The Trouvères, The Trouveurs
(viveram aproximadamente entre 1090 até 1290)

SECULARIZAÇÃO DA NOVA ARTE MUSICAL CRIADA PELOS TROVADORES MEDIEVAIS


A Idade Média reuniu as condições favoráveis ao desenvolvimento da poesia. A guerra de conquista foi substituída pela guerra de defesa do grande império romano. O nível dos costumes, da moralidade, se elevou com a cavalaria e com o respeito pela mulher.
O romance heróico e as canções de amor eram produto dos TROVADORES, os autores dessa arte. No norte da França o nome desses menestréis foi o de TOUVÈRES. Eles tiveram grande influência sobre a sociedade da época, sendo patrocinados por monarcas como Ricardo I da Inglaterra e como Afonso II de Aragão.
A arte dos trovadores é a maior influência para o desenvolvimento secular da música da Idade Média na modernidade. Corresponde, na arte, à secularização da sociedade, em todos os aspectos, ao sair do feudalismo para entrar na civilização moderna. A secularização mostra a libertação gradual das populações do poder cultural do Catolicismo, feito dentro das igrejas e dos conventos, até então progressista. A arte passa sem rutura, aos poucos, para fora das igrejas, para os palcos e arenas laicas. O mesmo ocorre com a ciência e com a política,
A poesia dos trovadores formou uma das mais brilhantes escolas que existiu, e que conseguiu influenciar toda a poesia lírica que depois se produziu na Europa.

AMANHÃ: Lançamento das bases do humanismo na Renascença: Bocácio.


ESSA FOI A BIOGRAFIA MUITO RESUMIDA.
PARA A VERSÃO MAIS DESENVOLVIDA
VER 0716 03 C  No BLOG DO CALENDARIO, FAZENDO A BUSCA
NO GOOGLE PELO SEGUINTE NOME:
CALENDARIO FILOSÓFICO

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