sábado, 21 de setembro de 2013

0922 C SCHILLER a difusão do conhecimento e da felicidade pela nobre arte do teatro

22 DE SETEMBRO. SCHILLER: a arte e sua felicidade para uma ordem social mais justa

SCHILLER
Friedrich von Schiller, Johann Christoph Friedrich von Schiller
(nasceu em 1759, em Marbach, Württemberg, Alemanha; morreu em 1805, no Weimar, Alemanha)

POETA ALEMÃO DRAMATURGO HISTORIADOR ENTRE OS MAIORES DA LITERATURA EUROPÉIA

Estética
parte da Filosofia para a idealização, para a emoção

O motor da ação humana é o sentimento
Estética é a teoria da arte, o conjunto dos princípios fundamentais da arte. É apresentada também como a filosofia da arte.
Define-se a arte afirmando que:
arte é a representação idealizada da realidade, dos seres e dos acontecimentos.
O objetivo da arte é cultivar o nosso sentimento, da emoção de perfeição, do belo. Assim como a ciência explica a realidade, a arte embeleza o real para emocionar, estimulando o sentimento social, a compaixão, o altruísmo.
Em ambos os casos, a tarefa de classificação tanto na ciência como na arte se faz começando pelos objetos simples do mundo exterior ao homem. Em seguida se eleva gradualmente aos complicados fatos da vida e da natureza humana, coletiva na sociologia ou individual na psicologia.
O mundo antigo era a muitos respeitos mais favorável do que a modernidade à produção da grande poesia. A sociedade era mais homogênea e mais harmoniosa em sua constituição, também mais estável e mais regular em seu movimento.
Na modernidade nos encontramos em fase de transição, em tempos de revolução, ao passar de uma civilização medieval para uma civilização científica e industrial. Mas, apesar do clima de revolta, triunfos esplendidos foram conseguidos pelo gênio artístico independente.
Nesta segunda semana do Calendário estão como representantes desta fase da evolução social aqueles mestres do drama histórico que pintaram os tipos tomados do passado de preferência a caracteres puramente imaginários. Desse modo aqui Schiller é colocado ao lado de Corneille, assim como na semana passada Goethe foi colocado ao lado de Calderon. A semana tem como chefe Corneille.
Ver em 0910 C   O QUADRO DO MÊS DE SHAKESPEARE, o Drama Moderno, com todos os grandes tipos humanos do mês.

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.


SCHILLER (1759-1805) nasceu em Marbach em 10 de novembro de 1759. Enquanto ele estudava na Academia Militar sob a vigilância do duque de Wurtemberg, em Stuttgart, ele escreveu sua primeira peça teatral Brigands, em 1781, aos 22 anos de idade. Um ano depois Brigands foi representada no Teatro Nacional em Mannheim, com aplausos, tornando-se um marco na história do teatro alemão.
Mas Schiller, então oficial subalterno, tendo viajado sem autorização do duque, por isso foi preso e recebeu do duque de Wurtemberg, como castigo, a proibição de continuar a sua carreira de escritor.
Em lugar de obedecer, Schiller fugiu durante a noite para fora da fronteira do ducado. Esse “êxodo” mostrou que a única profissão que lhe estava aberta era a da literatura. Foi natural, assim, que tomasse por tema a LIBERDADE em suas primeiras peças de teatro.
Mas por vários anos ele teve uma vida penosa de exilado e necessitado, não conseguindo um benfeitor que oferecesse ajuda. Deixando a poesia, ele passou a escrever prosa, e, depois de seu drama Don Carlos, de 1787, escreveu seu livro A Revolta dos Países Baixos. Esse texto serviu de demonstração para que fosse colocado como professor de História na Universidade de Jena.
Na Universidade ele compôs seu segundo livro histórico, A Guerra dos Trinta Anos. Foi em 1790 que se casou com Charlotte de Lengefeld. Quatro anos depois, em 1790 conheceu e ganhou a importante amizade de Goethe. Esses dois acontecimentos contribuíram para sua felicidade pessoal e para estimular sua atividade intelectual, numa época, em que, por seus problemas e por suas doenças, foi um tempo de provação. Mas ele conseguiu vencer.
Em 1799 o duque do Weimar acolheu Schiller em sua corte, com uma modesta pensão. Ele então viveu o resto de sua curta vida sem outra preocupação a não ser a de uma saúde abalada, mas feliz em seu íntimo, recebendo as homenagens do público e com muito trabalho.
Foi a época de sua amizade com Goethe, ambos trabalhando sem cessar, ocupados na crítica, na direção do teatro da corte do Weimar e de todos os meios práticos para enobrecer a arte do drama, difundindo o conhecimento no país por meio da arte.
As mais belas obras de Schiller, as mais maduras, são Wallenstein, de 1799, Maria Stuart, de 1801 e Guilherme Tell, de 1804. Em 1802 ele recebeu o título de nobreza, a partir de então podendo usar antes do nome o título “von”. Passou, então, a ser chamado de Friedrich von Schiller.
Ganhar a harmonia interior por meio da ajuda da arte é o que Schiller ensina com suas obras, em seus poemas e em seus livros. Mostra como, com a educação estética, das artes, o homem, como uma pessoa feliz, pode desenvolver uma ordem social mais humana, mais justa. Dessa forma, Schiller faz a ligação de seu pensamento histórico e com seu ideal político.
Schiller morreu no Weimar em maio de 1805, com apenas 45 anos de idade. Ele mostrou uma grande nobreza de espírito, mesmo numa vida de pobreza, da dependência, da doença e até de sucesso. Tinha um entusiasmo pela arte, que ele não afastava da felicidade humana. Tinha um sentimento constante da elevada função da poesia considerada como um sacerdócio.


AMANHÃ: Valoroso e nobre tipo humano, merece ficar à frente de todos os autores históricos: Corneille.


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

0921 C METASTÁSIO teatro sonoro de emoção ternura e de encanto humanista



21 DE SETEMBRO. Metastásio: não é digno quem acredita que nasceu só para si

METASTÁSIO
Pietro Antonio Domenico Bonaventura Trapassi
(nasceu em 1698, em Roma; morreu em 1782, em Viena, Áustria)

POETA DA EMOÇÃO HUMANISTA DRAMATURGO E LIBRETISTA ITALIANO

Estética
parte da Filosofia para a idealização, para a emoção

O motor da ação humana é o sentimento
Estética é a teoria da arte, o conjunto dos princípios fundamentais da arte. É apresentada também como a filosofia da arte.
Define-se a arte afirmando que:
arte é a representação idealizada da realidade, dos seres e dos acontecimentos.
O objetivo da arte é cultivar o nosso sentimento, da emoção de perfeição, do belo. Assim como a ciência explica a realidade, a arte embeleza o real para emocionar, estimulando o sentimento social, a compaixão, o altruísmo.
Em ambos os casos, a tarefa de classificação tanto na ciência como na arte se faz começando pelos objetos simples do mundo exterior ao homem. Em seguida se eleva gradualmente aos complicados fatos da vida e da natureza humana, coletiva na sociologia ou individual na psicologia.
O mundo antigo era a muitos respeitos mais favorável do que a modernidade à produção da grande poesia. A sociedade era mais homogênea e mais harmoniosa em sua constituição, também mais estável e mais regular em seu movimento.
Na modernidade nos encontramos em fase de transição, em tempos de revolução, ao passar de uma civilização medieval para uma civilização científica e industrial. Mas, apesar do clima de revolta, triunfos esplendidos foram conseguidos pelo gênio artístico independente.
Nesta segunda semana do Calendário estão como representantes desta fase da evolução social aqueles mestres do drama histórico que pintaram os tipos tomados do passado de preferência a caracteres puramente imaginários. Desse modo aqui Schiller é colocado ao lado de Corneille, assim como na semana passada Goethe foi colocado ao lado de Calderon. A semana tem como chefe Corneille.
Ver em 0910 C   O QUADRO DO MÊS DE SHAKESPEARE, o Drama Moderno, com todos os grandes tipos humanos do mês.

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.


METASTASIO, (1698-1782) de Trapassi d’Assise, um militar a serviço da defesa das terras do papa, nasceu em Roma em janeiro de 1698.
Com apenas 10 anos o talento surpreendente que ele mostrava para a improvisação poética chamou a atenção de Vincent Gravina, eminente jurista e letrado que o adotou. Gravina fez com que ele tomasse o nome de Metastásio, a tradução para a língua grega do nome italiano Trapassi.
Gravina deu a melhor educação a Metastásio e deixou-lhe toda sua fortuna. Aos 15 anos de idade, o jovem Metastásio escreveu um drama no modelo de Aristóteles; aos 20 anos seu protetor morreu. Mas logo uma cantora, Maria Bulgarini teve influência em sua arte. Com sua ajuda ele aperfeiçoou muito a ópera moderna.
A sua primeira tragédia lírica, Didon, foi representada com sucesso em 1724, quando tinha 26 anos. Em 1730, já sendo famoso, o imperador Charles VI da Áustria o convidou a ir para Viena com o título de poeta imperial e com altos honorários. Ali ele viveria por 52 anos na casa de seu amigo Martines, produzindo uma série de dramas, óperas, oratórios e de cantatas.
Metastásio em Viena recebia honrarias da corte e aplausos do público. Teve uma vida ininterrupta de prosperidade, de riqueza e de glória. Ele recusava todos os títulos, de medalhas, da coroa poética no Capitólio de Roma. Morreu com a idade de 84 anos depois de uma vida de paz e de sucesso continuado.
Várias das peças de Metastásio são recomendadas para leitura. A respeito do que o indivíduo fica devendo à sociedade, tanto na infância como na vida adulta e sobre a vida na coletividade, numa de suas obras principais, Clemência de Tito, pode-se ler:

So che tutto è di tutti; e che nè pure
Di nascer meritó chi d’esser nato
Crede solo per se.

Em português:
Sei que tudo é de todos e que nem sequer foi digno de nascer quem acredita que nasceu só para si.
            Em Clemência de Tito, drama, ato 2 cena 10.

É no estudo da sociologia científica que se pode descobrir como a vida humana se faz em torno desse grande organismo universal, a sociedade humana, fonte e destino de nossa vida, que suavemente nos guia, nos orienta e nos oferece a sabedoria em todos os aspectos da existência.
A arte de Metastásio mostrava uma poesia sonora, que se adaptava ao canto. Por isso, suas obras se tornavam LIBRETOS, os textos que eram cantados nas óperas de sua época. Suas obras foram musicadas por mais de 30 compositores diferentes, entre eles Porpora, Haendel, Gluck e Mozart.
Metastásio é considerado pelos críticos o único poeta de coração, o único criador que pode encantar, ao mesmo tempo pela harmonia, tanto poética como musical. Ele tinha um encanto particular e uma melodia do estilo, uma grande habilidade dramática e uma graça de ternura e de emoção.


AMANHÃ: A elevada função da poesia como um sacerdócio da arte: SCHILLER.

0920 C VOLTAIRE o teatro instrumento de luta contra a opressão religiosa e política.



20 DE SETEMBRO. Voltaire: o hostilizado chefe mais típico da literatura francesa

VOLTAIRE
Pseudônimo de François-Marie Arouet
(nasceu em 1694, em Paris; morreu em 1778, em Paris, França)

GRANDE DRAMATURGO FRANCÊS DE TRAGÉDIAS HISTÓRICAS

Estética
parte da Filosofia para a idealização, para a emoção

O motor da ação humana é o sentimento
Estética é a teoria da arte, o conjunto dos princípios fundamentais da arte. É apresentada também como a filosofia da arte.
Define-se a arte afirmando que:
arte é a representação idealizada da realidade, dos seres e dos acontecimentos.
O objetivo da arte é cultivar o nosso sentimento, da emoção de perfeição, do belo. Assim como a ciência explica a realidade, a arte embeleza o real para emocionar, estimulando o sentimento social, a compaixão, o altruísmo.
Em ambos os casos, a tarefa de classificação tanto na ciência como na arte se faz começando pelos objetos simples do mundo exterior ao homem. Em seguida se eleva gradualmente aos complicados fatos da vida e da natureza humana, coletiva na sociologia ou individual na psicologia.
O mundo antigo era a muitos respeitos mais favorável do que a modernidade à produção da grande poesia. A sociedade era mais homogênea e mais harmoniosa em sua constituição, também mais estável e mais regular em seu movimento.
Na modernidade nos encontramos em fase de transição, em tempos de revolução, ao passar de uma civilização medieval para uma civilização científica e industrial. Mas, apesar do clima de revolta, triunfos esplendidos foram conseguidos pelo gênio artístico independente.
Nesta segunda semana do Calendário estão como representantes desta fase da evolução social aqueles mestres do drama histórico que pintaram os tipos tomados do passado de preferência a caracteres puramente imaginários. Desse modo aqui Schiller é colocado ao lado de Corneille, assim como na semana passada Goethe foi colocado ao lado de Calderon. A semana tem como chefe Corneille.
Ver em 0910 C   O QUADRO DO MÊS DE SHAKESPEARE, o Drama Moderno, com todos os grandes tipos humanos do mês.

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.

VOLTAIRE (1694-1778) foi o nome literário adotado na idade de 24 anos pelo filho mais novo de François Arouet, tabelião em Paris e de tradicional família do Poitu. Ele nasceu em Paris em 1694 e foi educado pelos jesuítas no colégio aristocrático de Louis-le-Grand onde se destacou logo por sua audácia e seu talento.
Voltaire é homenageado neste calendário, que é um instrumento educativo resumido da longa evolução construtiva de nossa sociedade em todos os seus aspectos, na arte, no saber da filosofia e na tecnologia, na indústria. Voltaire está aqui como escritor de peças teatrais, como dramaturgo e não como filósofo. Como pensador e crítico, Voltaire não teve um papel intelectual construtor. Muitos outros personagens históricos que não tiveram uma obra construtiva não têm lugar no calendário.
A proposta de Voltaire foi destruir a religião, mantendo a monarquia. Jean-Jacques Rousseau foi o divulgador, não o criador, da proposta invertida de manter a religião, destruindo a monarquia. Mas os filósofos modernos têm o desafio de construir tanto a nova formação da opinião em liberdade como o moderno regime político com unidade de comando.
Voltaire produziu imensa quantidade de escritos, mas aqui se mostram apenas a suas peças de teatro, como arte, de sua fecunda obra, feita numa longa vida de 84 anos, como poeta dramático.
Voltaire após os seus estudos foi logo admitido na companhia dos jovens nobres brilhantes e dissolutos. Por duas vezes ficou preso na fortaleza da Bastilha e por duas vezes foi agredido a pauladas pelas vítimas de seu espírito crítico maldizente.
Com a idade de 32 anos foi para a Inglaterra onde ficou por três anos, talvez os anos mais importantes de sua vida, que lhe deram a chave de sua futura carreira. Depois, durante vinte anos, ele se ocupou principalmente da poesia.
Voltaire passou a maior parte de seu retiro na fronteira, em Ciry, no castelo de Madame du Châtelet. Quando ela morreu em 1749 ele foi visitar o imperador Frederico o Grande da Prússia, em Berlin, onde viveu por três anos. Em 1755 ele fixou residência perto do lago de Geneva e se dedicou inteiramente à sua inesgotável atividade literária até 1778. Nesse ano ele fez uma entrada triunfal em Paris, depois de 28 anos de ausência. Três meses depois, ele morreu com a idade de 84 anos, em maio de 1778.
A hostilidade do rei Luis XV, de sua corte e dos jesuítas forçaram o chefe mais típico da literatura francesa a passar quase toda sua vida fora de sua pátria ou em qualquer retiro obscuro, tendo quase todas as suas obras características publicadas no estrangeiro.
Até hoje se recomenda a leitura de nove de suas tragédias: Brutus, Zaïre, Alzire, Mérope, Semiramis, Oreste, Rome Sauvée, l’Orphelin de la Chine e Tancredo. Recomenda-se também seu texto Século de Luiz XIV.
Voltaire deixou de produzir apenas poesia para fazer de seu teatro histórico um instrumento de libertação espiritual. Pregava o fim da opressão religiosa retrógrada e de uma autocracia cruel sem limites.
Desse modo, Voltaire se coloca entre os benfeitores permanentes do gênero humano na qualidade de grande poeta dramático.

AMANHÃ: O único poeta criador que encanta pela ternura e pela emoção: Metastásio.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

0919 C RACINE teatrólogo francês célebre pelo estilo e por suas tragédias históricas



19 DE SETEMBRO. Racine: na língua francesa em tragédias com grande beleza

RACINE
Jean-Baptiste Racine
(nasceu em 1639, em La Ferté-Milon, Valois, França; morreu em 1699, em Paris)

POETA TEATRÓLOGO DRAMÁTICO FRANCÊS NOTÁVEL POR SUAS TRAGÉDIAS CLÁSSICAS

Estética
parte da Filosofia para a idealização, para a emoção

O motor da ação humana é o sentimento
Estética é a teoria da arte, o conjunto dos princípios fundamentais da arte. É apresentada também como a filosofia da arte.
Define-se a arte afirmando que:
arte é a representação idealizada da realidade, dos seres e dos acontecimentos.
O objetivo da arte é cultivar o nosso sentimento, da emoção de perfeição, do belo. Assim como a ciência explica a realidade, a arte embeleza o real para emocionar, estimulando o sentimento social, a compaixão, o altruísmo.
Em ambos os casos, a tarefa de classificação tanto na ciência como na arte se faz começando pelos objetos simples do mundo exterior ao homem. Em seguida se eleva gradualmente aos complicados fatos da vida e da natureza humana, coletiva na sociologia ou individual na psicologia.
O mundo antigo era a muitos respeitos mais favorável do que a modernidade à produção da grande poesia. A sociedade era mais homogênea e mais harmoniosa em sua constituição, também mais estável e mais regular em seu movimento.
Na modernidade nos encontramos em fase de transição, em tempos de revolução, ao passar de uma civilização medieval para uma civilização científica e industrial. Mas, apesar do clima de revolta, triunfos esplendidos foram conseguidos pelo gênio artístico independente.
Nesta segunda semana do Calendário estão como representantes desta fase da evolução social aqueles mestres do drama histórico que pintaram os tipos tomados do passado de preferência a caracteres puramente imaginários. Desse modo aqui Schiller é colocado ao lado de Corneille, assim como na semana passada Goethe foi colocado ao lado de Calderon. A semana tem como chefe Corneille.
Ver em 0910 C   O QUADRO DO MÊS DE SHAKESPEARE, o Drama Moderno, com todos os grandes tipos humanos do mês.

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.


RACINE (1639-1699) nasceu em família que, por três gerações, manteve o nome de Jean e que foram coletores de impostos. Os seus pais morreram quando ainda era criança.
Foi educado por seus avós, que tinham relações muito estreitas com a abadia de Port-Royal. Recebeu sua educação no colégio de Beauvais até os 16 anos e continuou em seguida seus estudos no Port-Royal, onde ficou por três anos, até ir para o colégio de Harcourt, em Paris. Mais tarde foi ao Languedoc, onde morou algum tempo na casa de um tio, um cônego, estudando teologia para se tornar padre.
Aos 22 anos, voltando a Paris, decidiu-se definitivamente pela poesia. Os seus biógrafos relatam sua dedicação ao estudo dos clássicos e de seus sucessos precoces. Ele escrevia poemas latinos elegantes e se interessou pelos autores dramáticos da Grécia. Sófocles, Eurípides e Ariosto eram seus autores favoritos. Nenhum poeta moderno teve uma educação clássica tão completa, a não ser talvez John Milton e Thomas Gray.
Na idade de 20 anos, sua Ode sobre o casamento de Luis XIV chamou a atenção de Colbert que lhe ofereceu um prêmio e, mais tarde, uma pensão lhe foi dada por outra ode que escreveu aos 23 anos. Racine se associou a Nicolas Boileau e Molière e algumas tragédias datam dessa época de sua juventude.
Na sua peça Andrômaco, de 1667, o jovem poeta com apenas 27 anos se revelou em toda sua força. Ele obteve o apoio do rei da França e de sua corte. Houve até um movimento que proclamava sua superioridade em relação a Pierre Corneille. Mas, na verdade, seu predomínio passageiro se devia mais ao majestoso estilo do que ao conteúdo criativo de suas peças. Mas a comparação não desmerece o alto valor de Racine.
Entre 1667 e 1677, em dez anos, Racine compôs sete tragédias e uma comédia cheia de encanto. Todas as suas peças foram recebidas com aplausos gerais, quase extravagantes. Ele foi proclamado o primeiro poeta de seu tempo.
Phedro, de 1677, a última tragédia desses dez anos, é decerto, sua obra-prima na tragédia pura. Mas Racine ficara muito sensível e desconfiado e procurou se afastar da arte dramática. Aborrecido das intrigas, dos ataques da crítica, com grandes dúvidas religiosas sobre as injustiças do teatro e até de desilusões amorosas, ele resolveu se consagrar à vida religiosa.
Em seguida Racine deixou o teatro e passou a uma vida de meditação religiosa. O confessor que ele consultou aconselhou-o a casar-se. De seu casamento com Catherine de Romanet teve sete filhos. O mais novo, Louis, tornou-se um poeta bem conhecido e escreveu uma biografia de Racine que se lê com prazer.
Racine foi nomeado historiógrafo do rei de França. Durante vinte e dois anos consagrou-se a recolher os materiais para uma história de Luis XIV nas horas que não consagrava à devoção e à meditação religiosa. Ele morreu em 1699 aos 60 anos de idade.
Racine escrevia com grande elegância e beleza. Toda a crítica reconhece nele o maior mestre da língua francesa. Até nossos dias se recomenda a leitura de suas peças: Andrômaco, Les Plaideurs, Britannicus, Bajazet, Iphigénie, Phedro, Athalie.

AMANHÃ: O teatro como instrumento de luta contra a opressão religiosa e política: Voltaire.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

0918 C VONDEL poesia e teatro na Holanda produzidos com força beleza e elevação



18 DE SETEMBRO.Vondel: o pai da poesia holandesa e restaurador da língua nacional

VONDEL
Joost van den Vondel
(nasceu em 1587, em Colônia, na Alemanha; morreu em 1679, em Amsterdam, Holanda)

POETA DRAMATURGO HUMANISTA FUNDADOR DA POESIA NACIONAL DA HOLANDA

Estética
parte da Filosofia para a idealização, para a emoção

O motor da ação humana é o sentimento
Estética é a teoria da arte, o conjunto dos princípios fundamentais da arte. É apresentada também como a filosofia da arte.
Define-se a arte afirmando que:
arte é a representação idealizada da realidade, dos seres e dos acontecimentos.
O objetivo da arte é cultivar o nosso sentimento, da emoção de perfeição, do belo. Assim como a ciência explica a realidade, a arte embeleza o real para emocionar, estimulando o sentimento social, a compaixão, o altruísmo.
Em ambos os casos, a tarefa de classificação tanto na ciência como na arte se faz começando pelos objetos simples do mundo exterior ao homem. Em seguida se eleva gradualmente aos complicados fatos da vida e da natureza humana, coletiva na sociologia ou individual na psicologia.
O mundo antigo era a muitos respeitos mais favorável do que a modernidade à produção da grande poesia. A sociedade era mais homogênea e mais harmoniosa em sua constituição, também mais estável e mais regular em seu movimento.
Na modernidade nos encontramos em fase de transição, em tempos de revolução, ao passar de uma civilização medieval para uma civilização científica e industrial. Mas, apesar do clima de revolta, triunfos esplendidos foram conseguidos pelo gênio artístico independente.
Nesta segunda semana do Calendário estão como representantes desta fase da evolução social aqueles mestres do drama histórico que pintaram os tipos tomados do passado de preferência a caracteres puramente imaginários. Desse modo aqui Schiller é colocado ao lado de Corneille, assim como na semana passada Goethe foi colocado ao lado de Calderon. A semana tem como chefe Corneille.
Ver em 0910 C   O QUADRO DO MÊS DE SHAKESPEARE, o Drama Moderno, com todos os grandes tipos humanos do mês.

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.


VONDEL (1587-1679) nasceu em Colônia, na Alemanha. Seus pais, protestantes anabatistas da Antuérpia, estavam lá refugiados da perseguição católica na Espanha. Logo depois, eles voltaram para a Holanda, onde tinham um comércio de chapéus. Vondel teve sucesso nos negócios, atividade que passou para sua mulher, enquanto se dedicava à poesia e ao teatro.
A primeira tragédia, Henrique IV, foi encenada em 1610, quando Vondel tinha apenas 23 anos de idade. A dramatização do Êxodo dos judeus do Egito foi em Het Pascha de 1612, sua obra mais importante da juventude. A força e o esplendor de seu verso já são ali vistos. A peça teatral é uma alegoria da fuga dos calvinistas da tirania da Espanha no sul da Holanda.
A tragédia Palamede em 1625 era uma defesa patriótica de Johan van Olden Barneveldt, que fora decapitado em 1619. Vondel escreveu uma chuva de sátiras e poemas ridicularizando a Igreja e o governo Holandês. Foi recebida com aplausos, mas lhe valeu a perseguição e uma condenação.
O primeiro teatro permanente em Amsterdam foi construído em 1637 e inaugurado em 1638 com a tragédia histórica Gysbrecht van Aemstel, de Vondel.
Vondel já estava na maturidade, aos 54 anos, em 1641, quando, por defender a liberdade religiosa, foi expulso da comunidade de anabatistas em que tinha sido criado. Então ele tornou-se católico, encontrando a paz de espírito que procurava numa religião universal. Depois desse tempo, parte de seus trabalhos poéticos são de temas religiosos.
O grande pintor holandês Rembrandt fez o retrato de Cornelis Anslo, lider religioso que empregava muito a palavra falada. O desafio de Rembrandt era apresentar a vida sem a palavra, fosse falada ou escrita. Em resposta da polêmica, o maior poeta holandês dos anos 1600, Vondel, disse, em verso:
   “Está certo, Rembrandt, pinte a voz de Cornelis! A visão dele é a segunda escolha. O invisível só pode ser conhecido pela palavra. Para que Anslo seja visto, ele deve ser ouvido”.
Sua vida se passou em meio de problemas domésticos e de prejuízos, mas enfim, ele obteve um emprego oficial e nele se aposentou. Ele morreu em 1679, com a idade de 92 anos. Ele era vinte e três anos mais moço do que Shakespeare e viveu mais do que Milton, que era vinte e um anos mais moço do que ele.
Todos os estudiosos reconhecem em Vondel o pai da poesia holandesa e o restaurador da língua nacional da Holanda. Ele compôs 32 tragédias, traduziu os Salmos e os poetas clássicos da Grécia e de Roma. Sua carreira e sua poesia têm alguma semelhança com a do poeta inglês Milton. Teve parecidos problemas, aborrecimentos domésticos, fortes simpatias políticas e religiosas, uma carreira tempestuosa, perseguições injustas, não merecidas e até o espírito bíblico profundo em seu último poema.
A obra mais famosa de Vondel se chama Lúcifer, um drama religioso com o tema da queda dos anjos rebeldes, a inexplicável revolta dos anjos contra Deus. Por seu plano e também por seu espírito, existe algum paralelo com o Paraíso Perdido de John Milton. Determinar o quanto de igualdade existe entre as duas obras tem ocupado os críticos desde o tempo de Milton até hoje.
Os críticos holandeses acusaram Milton de plágio, mas seus defensores não encontram nenhuma semelhança entre os poemas. Lúcifer foi publicado em 1654, quando Vondel tinha então 67 anos e Milton tinha 46. O poema de Milton, O Paraíso Perdido, sem dúvida deveu alguma coisa a Vondel em sua idéia geral.
Em força, em beleza lírica e em elevação, o grande autor dramático holandês mereceu bem seu lugar de destaque entre os poetas históricos da França, da Alemanha, da Espanha e da Itália.

AMANHÃ: Um mestre da língua francesa que escrevia com elegância e beleza: Racine.

0917 C TIRSO DE MOLINA padre brilhante da secularização da comédia e da tragédia 17 DE SETEMBRO. Tirso de Molina: original autor do famoso e imoral anti-herói Don Juan TIRSO DE MOLINA Pseudônimo do Frade Gabriel Téllez (nasceu cerca 1571, em Madrid; morreu em 1648, em Soria, Aragón, Espanha) NOTÁVEL DRAMATURGO DA ERA DE OURO DA LITERATURA NA ESPANHA Estética parte da Filosofia para a idealização, para a emoção O motor da ação humana é o sentimento Estética é a teoria da arte, o conjunto dos princípios fundamentais da arte. É apresentada também como a filosofia da arte. Define-se a arte afirmando que: arte é a representação idealizada da realidade, dos seres e dos acontecimentos. O objetivo da arte é cultivar o nosso sentimento, da emoção de perfeição, do belo. Assim como a ciência explica a realidade, a arte embeleza o real para emocionar, estimulando o sentimento social, a compaixão, o altruísmo. Em ambos os casos, a tarefa de classificação tanto na ciência como na arte se faz começando pelos objetos simples do mundo exterior ao homem. Em seguida se eleva gradualmente aos complicados fatos da vida e da natureza humana, coletiva na sociologia ou individual na psicologia. O mundo antigo era a muitos respeitos mais favorável do que a modernidade à produção da grande poesia. A sociedade era mais homogênea e mais harmoniosa em sua constituição, também mais estável e mais regular em seu movimento. Na modernidade nos encontramos em fase de transição, em tempos de revolução, ao passar de uma civilização medieval para uma civilização científica e industrial. Mas, apesar do clima de revolta, triunfos esplendidos foram conseguidos pelo gênio artístico independente. Nesta segunda semana do Calendário estão como representantes desta fase da evolução social aqueles mestres do drama histórico que pintaram os tipos tomados do passado de preferência a caracteres puramente imaginários. Desse modo aqui Schiller é colocado ao lado de Corneille, assim como na semana passada Goethe foi colocado ao lado de Calderon. A semana tem como chefe Corneille. Ver em 0910 C O QUADRO DO MÊS DE SHAKESPEARE, o Drama Moderno, com todos os grandes tipos humanos do mês. NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS Maiores figuras humanas na antiguidade que prepararam a civilização do futuro. TIRSO DE MOLINA (1571-1648) o nome literário, o apelido chamado de nom de plume, ou nome de pena ou caneta, literário, do frade católico com o nome de batismo de Gabriel Téllez. Tirso recebeu sua educação na Universidade de Alcalá. Ele teria se tornado frade da Ordem de Nossa Senhora das Mercês em 1601 e no fim da vida foi o abade do mosteiro em Soria, cidade do norte da Espanha. Morreu como abade em Soria em 1648 com cerca de 80 anos de idade. Como historiador da Ordem, escreveu a História general de la Orden de la Merced em 1637. Como autor de pecas de teatro teve uma fecunda produção. Chegaram até nós cinco volumes de seus dramas. Eles foram todos publicados durante sua vida de religioso. Ele escreveu também muitas comédias publicadas à parte. Suas peças, em grande parte, não se recomendavam para uma moral rigorosa e, por isso, foram proibidas pela Santa Inquisição. É um dos exemplos da revolução mental da modernidade, iniciada espontaneamente pelos próprios sacerdotes católicos. Neste caso, estamos na fase em que a arte já deixou as igrejas para se fazer nos palcos seculares, tanto populares como da nobreza. Ele escreveu também muitas comédias publicadas à parte. É um dos exemplos da revolução mental da modernidade, iniciada espontaneamente pelos próprios sacerdotes católicos. A mais famosa de suas tragédias é El Burlador de Sevilla. Essa peça é que introduziu na literatura mundial o herói-vilão Don Juan. Essa figura teve origem nas lendas populares espanholas e foi criada no teatro, com grande originalidade, por Tirso de Molina. O anti-herói veio a ser um dos mais famosos em toda a literatura universal com a ópera Don Giovanni (1787) de Mozart. Pelo teatro de Molière ficou conhecido pela peça Festin de Pierre. Foi a base do Don Juan de Byron. O tema do Don Juan foi usado na Inglaterra por Sir Aston Cokayne. Thomas Shadwell criou o personagem em The Libertine em 1676. Bernard Shaw fez a comédia Man and Superman em 1903 sobre o tipo do libertino e Richard Strauss compôs o poema sinfônico Don Juan em 1889. Juan é mostrado como um herói tragicômico, destruído por sua busca sem fim da mulher ideal. As comédias de Tirso Cigarrales de Toledo, publicadas em 1624, são versos, histórias, dramas, como recreações do tempo de verão por um grupo de nobres. O nome cigarral significa casa de campo no dialeto de Toledo. São baseados no Decameron de Boccaccio. Como dramaturgo, Tirso de Molina foi muito prolífico, com mais de quatrocentas peças, mas poucas foram guardadas até hoje. Um paradoxo teológico é encenado na peça El Condenado por Desconfiado, no caso da salvação da alma de um perigoso ladrão arrependido, comparada com a danação de um religioso por ter tido uma única falta numa dúvida em sua fé. O conflito psicológico e as contradições são bem mostrados. Ironia e tragédia estão presentes na obra de Tirso, como se encontra em Shakespeare. Em seus dramas históricos isso pode ser visto, como em Antona Garcia, de 1635, em La Prudencia en la Mujer, de 1634. Até nossos dias a tragédia histórica La Prudencia en la Mujer tem sua leitura recomendada, descrevendo a história da rainha Maria de Castela, uma viúva jovem, assediada por três pretendentes violentos. Tirso de Molina é um dos grandes dramaturgos da Era de Ouro da literatura espanhola. Ele se mostrou brilhante, com as mais aplaudidas comédias e suas melhores tragédias são as mais importantes da época de secularização da arte, ou seja quando a arte se livra da orientação do cristianismo e de seus temas religiosos. AMANHÃ: Força, beleza e elevação na arte dramática: o holandês Joost van den Vondel.




 17 DE SETEMBRO. Tirso de Molina: original autor do famoso e imoral anti-herói Don Juan

TIRSO DE MOLINA
Pseudônimo do Frade Gabriel Téllez
(nasceu cerca 1571, em Madrid; morreu em 1648, em Soria, Aragón, Espanha)

NOTÁVEL DRAMATURGO DA ERA DE OURO DA LITERATURA NA ESPANHA

Estética
parte da Filosofia para a idealização, para a emoção

O motor da ação humana é o sentimento
Estética é a teoria da arte, o conjunto dos princípios fundamentais da arte. É apresentada também como a filosofia da arte.
Define-se a arte afirmando que:
arte é a representação idealizada da realidade, dos seres e dos acontecimentos.
O objetivo da arte é cultivar o nosso sentimento, da emoção de perfeição, do belo. Assim como a ciência explica a realidade, a arte embeleza o real para emocionar, estimulando o sentimento social, a compaixão, o altruísmo.
Em ambos os casos, a tarefa de classificação tanto na ciência como na arte se faz começando pelos objetos simples do mundo exterior ao homem. Em seguida se eleva gradualmente aos complicados fatos da vida e da natureza humana, coletiva na sociologia ou individual na psicologia.
O mundo antigo era a muitos respeitos mais favorável do que a modernidade à produção da grande poesia. A sociedade era mais homogênea e mais harmoniosa em sua constituição, também mais estável e mais regular em seu movimento.
Na modernidade nos encontramos em fase de transição, em tempos de revolução, ao passar de uma civilização medieval para uma civilização científica e industrial. Mas, apesar do clima de revolta, triunfos esplendidos foram conseguidos pelo gênio artístico independente.
Nesta segunda semana do Calendário estão como representantes desta fase da evolução social aqueles mestres do drama histórico que pintaram os tipos tomados do passado de preferência a caracteres puramente imaginários. Desse modo aqui Schiller é colocado ao lado de Corneille, assim como na semana passada Goethe foi colocado ao lado de Calderon. A semana tem como chefe Corneille.
Ver em 0910 C   O QUADRO DO MÊS DE SHAKESPEARE, o Drama Moderno, com todos os grandes tipos humanos do mês.

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.

TIRSO DE MOLINA (1571-1648) o nome literário, o apelido chamado de nom de plume, ou nome de pena ou caneta, literário, do frade católico com o nome de batismo de Gabriel Téllez.
Tirso recebeu sua educação na Universidade de Alcalá. Ele teria se tornado frade da Ordem de Nossa Senhora das Mercês em 1601 e no fim da vida foi o abade do mosteiro em Soria, cidade do norte da Espanha. Morreu como abade em Soria em 1648 com cerca de 80 anos de idade.
Como historiador da Ordem, escreveu a História general de la Orden de la Merced em 1637.
Como autor de pecas de teatro teve uma fecunda produção. Chegaram até nós cinco volumes de seus dramas. Eles foram todos publicados durante sua vida de religioso. Ele escreveu também muitas comédias publicadas à parte.
Suas peças, em grande parte, não se recomendavam para uma moral rigorosa e, por isso, foram proibidas pela Santa Inquisição. É um dos exemplos da revolução mental da modernidade, iniciada espontaneamente pelos próprios sacerdotes católicos. Neste caso, estamos na fase em que a arte já deixou as igrejas para se fazer nos palcos seculares, tanto populares como da nobreza.
Ele escreveu também muitas comédias publicadas à parte.
É um dos exemplos da revolução mental da modernidade, iniciada espontaneamente pelos próprios sacerdotes católicos.
A mais famosa de suas tragédias é El Burlador de Sevilla. Essa peça é que introduziu na literatura mundial o herói-vilão Don Juan. Essa figura teve origem nas lendas populares espanholas e foi criada no teatro, com grande originalidade, por Tirso de Molina. O anti-herói veio a ser um dos mais famosos em toda a literatura universal com a ópera Don Giovanni (1787) de Mozart. Pelo teatro de Molière ficou conhecido pela peça Festin de Pierre. Foi a base do Don Juan de Byron.
O tema do Don Juan foi usado na Inglaterra por Sir Aston Cokayne. Thomas Shadwell criou o personagem em The Libertine em 1676. Bernard Shaw fez a comédia Man and Superman em 1903 sobre o tipo do libertino e Richard Strauss compôs o poema sinfônico Don Juan em 1889. Juan é mostrado como um herói tragicômico, destruído por sua busca sem fim da mulher ideal.
As comédias de Tirso Cigarrales de Toledo, publicadas em 1624, são versos, histórias, dramas, como recreações do tempo de verão por um grupo de nobres. O nome cigarral significa casa de campo no dialeto de Toledo. São baseados no Decameron de Boccaccio.
Como dramaturgo, Tirso de Molina foi muito prolífico, com mais de quatrocentas peças, mas poucas foram guardadas até hoje.
Um paradoxo teológico é encenado na peça El Condenado por Desconfiado, no caso da salvação da alma de um perigoso ladrão arrependido, comparada com a danação de um religioso por ter tido uma única falta numa dúvida em sua fé. O conflito psicológico e as contradições são bem mostrados.
Ironia e tragédia estão presentes na obra de Tirso, como se encontra em Shakespeare. Em seus dramas históricos isso pode ser visto, como em Antona Garcia, de 1635, em La Prudencia en la Mujer, de 1634.
Até nossos dias a tragédia histórica La Prudencia en la Mujer tem sua leitura recomendada, descrevendo a história da rainha Maria de Castela, uma viúva jovem, assediada por três pretendentes violentos.
Tirso de Molina é um dos grandes dramaturgos da Era de Ouro da literatura espanhola. Ele se mostrou brilhante, com as mais aplaudidas comédias e suas melhores tragédias são as mais importantes da época de secularização da arte, ou seja quando a arte se livra da orientação do cristianismo e de seus temas religiosos.

AMANHÃ: Força, beleza e elevação na arte dramática: o holandês Joost van den Vondel.

domingo, 15 de setembro de 2013

0916 C CALDERON DE LA BARCA idealização poética da vida familiar na vida humana

16 DE SETEMBRO. Calderon: visão da ética antiga frente aos ideais da modernidade

CALDERON DE LA BARCA
Don Pedro Calderón de la Barca y Henao
(nasceu em 1600, em Madrid; morreu em 1681, Madrid, Espanha)

DESTACADO POETA E DRAMATURGO DA ERA DE OURO DA LITERATURA ESPANHOLA

Estética
parte da Filosofia para a idealização, para a emoção

O motor da ação humana é o sentimento
Estética é a teoria da arte, o conjunto dos princípios fundamentais da arte. É apresentada também como a filosofia da arte.
Define-se a arte afirmando que:
arte é a representação idealizada da realidade, dos seres e dos acontecimentos.
O objetivo da arte é cultivar o nosso sentimento, da emoção de perfeição, do belo. Assim como a ciência explica a realidade, a arte embeleza o real para emocionar, estimulando o sentimento social, a compaixão, o altruísmo.
Em ambos os casos, a tarefa de classificação tanto na ciência como na arte se faz começando pelos objetos simples do mundo exterior ao homem. Em seguida se eleva gradualmente aos complicados fatos da vida e da natureza humana, coletiva na sociologia ou individual na psicologia.
O mundo antigo era a muitos respeitos mais favorável do que a modernidade à produção da grande poesia. A sociedade era mais homogênea e mais harmoniosa em sua constituição, também mais estável e mais regular em seu movimento.
Na modernidade nos encontramos em fase de transição, em tempos de revolução, ao passar de uma civilização medieval para uma civilização científica e industrial. Mas, apesar do clima de revolta, triunfos esplendidos foram conseguidos pelo gênio artístico independente.
A primeira semana do mês do Drama Moderno compreende os autores dramáticos puros, os grandes sucessores de Shakespeare, desde Lope de Vega a Goethe. Nessa classe se encontram criadores do drama de imaginação que nos representam um mundo ideal povoado de seres fictícios. O chefe de semana é Calderon.
Ver em 0910 C   O QUADRO DO MÊS DE SHAKESPEARE, o Drama Moderno, com todos os grandes tipos humanos do mês.

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.

CALDERON (1600-1681) é o principal representante do teatro espanhol. Nasceu no último ano do século 16, em 1600 e morreu com a idade de 81 anos em Madrid.
Ele nasceu numa família da aristocracia espanhola. Recebeu a educação habitual em sua época, primeiro numa escola dos jesuítas e depois na Universidade de Salamanca.
Aos 19 anos ele retornou a Madrid e se dedicou à arte dramática. Em 1625 foi para a Itália, onde escreveu várias de suas melhores peças teatrais, entre elas foram La Vida Es Sueño (A Vida É um Sonho) e El Médico de Su Honra (O Médico de Sua Honra).
Quando Lope de Vega morreu em 1635, o rei de Espanha Philippe IV chamou Calderon e o nomeou o poeta da corte. O rei foi um zeloso protetor das artes. Foi o início de 15 anos dedicados à produção de peças dramáticas.
Em 1651 ele tornou-se padre e logo foi nomeado capelão do rei. Desde então passou a escrever dramas religiosos que se chamam Autos Sacramentales, compostos nas principais cidades da Espanha na ocasião da festa de Corpus Christi. Eles representam o mistério mais importante da fé católica, com todos os recursos da alegoria religiosa.
Calderon sempre se mostrou caridoso, sua casa sendo o refúgio para os pobres e os infelizes. Não tinha inimigos e era recebido com simpatia pelo povo.
Do número considerável de suas obras foram conservados 120 dramas e 72 Autos de grande valor artístico. Pelo menos sete obras–primas de Calderon ainda são de leitura recomendada até hoje.
Entre as melhores obras estão cinco peças teatrais:
 A Secreto Agravio, Secreta Venganza  Secreta Vingança para Secreto Insulto
 El Alcalde de Zalamea, O Prefeito de Zalamea
 La Vida Es Sueño, A Vida É Um Sonho
 No siempre lo peor es cierto, Nem Sempre o Pior É Verdade
 Las Mañanas de Mayo, As Manhãs de Maio
Também são recomendados dois Autos:
 La Nave del Mercader, O navio do mercador
 La Viña del Señor, o Vinhedo do Senhor ou Prática da Religião
Em várias de suas peças de teatro, Calderon faz a idealização artística das relações familiares. Na vida social a família está a maior base para a felicidade humana. Ele mostra todas as afeições dos laços domésticos com admirável habilidade, nas condições psicológicas e morais da família.
A mais popular peça de teatro de Calderon, La Vida Es Sueño descreve a vida como um sonho do qual se acorda somente depois  da morte. Ele mostra com habilmente a desilusão da época com a ética da religião em conflito com os ideais da modernidade.
O rei de Espanha fez de Calderon um Cavaleiro da Ordem Militar de Santiago em 1636. A popularidade do artista era grande, sendo aclamado nos teatros públicos como nas apresentações para a corte real. Ele tornou-se então o mestre do teatro espanhol.
O mérito de Calderon está na profundidade de seu pensamento, na sua continuidade. Ele demonstra grande profissionalismo e uma sublime arte, sua visão psicológica, a racionalidade e seu padrão moral fazem dele uma das maiores figuras do teatro em todo o mundo.

AMANHÃ: As mais aplaudidas e melhores tragédias na secularização da arte: Tirso de Molina.