segunda-feira, 18 de junho de 2012

0620 B S HERIQUE REI enérgico guerreiro vitorioso católico fervoroso protetor da fé


20 DE JUNHO. Santo Henrique: o abade lhe deu ordem irrecusável de voltar ao poder

SANTO HENRIQUE
Rei Henrique II, o Santo, Henrique II o Coxo, Henri II le Boiteux, Saint Henry, Sankt Heinrich
(nasceu no ano 972 da nossa era, na Bavária; morreu em 1024, na Saxônia, Alemanha)


MODELO DE SOBERANO DO SACRO IMPÉRIO ROMANO, SOLDADO E ORGANIZADOR

As grandes contribuições da Civilização Feudal para o progresso da sociedade humana
A Civilização Feudal teve a tarefa principal estabelecer:
1. A guerra defensiva;
2. A organização local em cada região;
3. Suprimiu a escravidão geral na população, fundou o trabalho livre com a libertação completa do trabalhador resultando na importante organização permanente do sistema econômico do capitalismo.

Neste mês são consagrados os nomes que representam a guerra para a defesa da Europa e que fundaram as instituições locais, trabalhando para organizar cada nova nação européia.
Foram nove séculos de avanços e recuos, desde cerca dos anos 400 até 1300. Com muita confusão, crueldade e crimes; mas também com muito heroísmo e uma dedicação admirável resultando em notável progresso.

Nesta primeira semana o tipo principal é o rei Alfredo o Grande, no domingo que encerra a semana.

Ver em   0617 01 B   O QUADRO DO MÊS DE CARLOS MAGNO A CIVILIZAÇÃO FEUDAL, com seu resultado geral e todos os grandes tipos humanos do mês.


Henrique nasceu em 6 de maio de 972, em Albach, na Bavária. Ele é o último imperador da heróica dinastia dos Saxões. Era neto de Henrique duque da Bavária, irmão do rei Otto o Grande, e bisneto do rei Henrique o Passarinheiro.
Otto II, filho de Otto o Grande, morreu aos 28 anos e Otto III, seu filho e sucessor, morreu sem deixar filhos, aos 22 anos de idade. Em razão disso, Henrique, primogênito dos descendentes da família de Passarinheiro, conseguiu obter a coroa como rei da Alemanha em 1002, aos 30 anos de idade. Por meio de campanhas militares, feitas com energia, ele obrigou todos os seus adversários a aceitarem o seu comando, sendo coroado primeiro em Mainz e depois em Aix-la-Chapelle, desposando Cunegunda, filha do conde de Luxemburgo.
Sua primeira tarefa foi expulsar os poloneses invasores da Bavária e ajudar a colocar seu cunhado como rei da Hungria. A seguir, chamado à Itália, derrotou na Lombardia o usurpador Arduíno e foi coroado como rei da Itália em Pávia.
Depois de campanhas na Alemanha contra os poloneses, foi à Itália para restabelecer sua autoridade no norte e foi coroado Imperador do Sacro Império Romano pelo papa Bento VIII em 1014, aos 42 anos, junto com sua mulher Cunengunda como imperatriz. No altar de São Pedro ele jurou fidelidade à Santa Sé. Cobriu a Igreja Católica com doações, e, ao voltar para a Alemanha, fez muitos benefícios às diferentes abadias.
Em Verdun, ele pediu formalmente ser recebido como monge. O abade primeiro exigiu do Imperador que fizesse a promessa de obediência absoluta. Depois de sua promessa, o abade lhe deu a ordem irrecusável de voltar a tomar as redes do seu governo. Ele ainda passou mais dez anos no trabalho incessante da soberania do Império.
Os poloneses, sempre agitados, obrigaram Henrique a fazer a defesa da Baviera. Ele estava de novo a ponto para entrar no sacerdócio, como cônego de Estrasburgo, quando o papa lhe pediu para proteger a Itália contra os gregos e os contra os mouros. Voltando à Alemanha, ele reuniu vários Concílios para instituir as regras para a Igreja. Henrique confirmou a favor da Sé de São Pedro, para a Igreja Católica todos os legados e privilégios de seus predecessores.
Ele morreu subitamente em 13 de julho de 1024 em Pfalz Grona, perto de Gotingen, Saxônia, Alemanha, com a idade de 52 anos. Até seu último suspiro confirmou sua castidade inviolada e a virgindade da imperatriz Cunegunda, embora tivesse, antes, submetido sua virtude à prova do fogo.
Por tal motivo e também devido aos grandes recursos que forneceu à Igreja, Henrique foi canonizado junto com a imperatriz no século seguinte.
Henrique II é o ultimo rei da grande dinastia saxônica que governou a Europa por 104 anos, de 920 a 1024. Soldado e organizador, Henrique II foi quase tão importante como Henrique o Passarinheiro ou como Otto o Grande. Como protetor e filho obediente da Igreja Católica,ele foi muito zeloso. Nesse proceder ele seguiu a política feita por Carlos Magno. Mas, passados 200 anos, as relações dos poderes do Imperador e do papa muito se alteraram, exigindo muito mais energia e discrição para afirmar a independência do soberano.


AMANHÃ: O infiel admirado por seus inimigos: Villiers.


0619 B HENRIQUE O PASSARINHEIRO proteção da Europa contra os invasores


19 DE JUNHO. HENRIQUE DA ALEMANHA: a unidade e civilização do país

HENRIQUE O PASSARINHEIRO
Henri l’Oiseleur, Henri I da Germânia, Henry the Fowler, Heinrich der Vogler
(nasceu em 876; morreu em Memleben, na Saxônia, hoje Alemanha)

REI FORTIFICOU A REGIÃO E A PROTEÇÃO CONTRA INVASÕES DOS BÁRBAROS

As grandes contribuições do Civilização Feudal para o progresso da sociedade humana
A Civilização Feudal teve a tarefa principal estabelecer:
1. A guerra defensiva;
2. A organização local em cada região;
3. Suprimiu a escravidão geral na população, fundou o trabalho livre com a libertação completa do trabalhador resultando na importante organização permanente do sistema econômico do capitalismo.

Neste mês são consagrados os nomes que representam a guerra para a defesa da Europa e que fundaram as instituições locais, trabalhando para organizar cada nova nação européia.
Foram nove séculos de avanços e recuos, desde cerca dos anos 400 até 1300. Com muita confusão, crueldade e crimes; mas também com muito heroísmo e uma dedicação admirável resultando em notável progresso.

Nesta primeira semana o tipo principal é o rei Alfredo o Grande, no domingo que encerra a semana.

Ver em   0617 01 B   O QUADRO DO MÊS DE CARLOS MAGNO A CIVILIZAÇÃO FEUDAL, com seu resultado geral e todos os grandes tipos humanos do mês.

Os príncipes germânicos escolheram Conrad, duque da Francônia, como rei. Com a morte de Conrad, Henrique, então duque de Saxe foi eleito pelos chefes e aceito pelo povo no ano 920 da nossa era.
Henrique estabeleceu feudos nas fronteiras do reino ao norte, no leste e no sul organizando o exército do país. No ano de 933 fez sua grande guerra contra os magiares húngaros, que então eram o terror da Europa ao leste. Derrotou os inimigos na batalha de Merseburg, perseguindo-os na Áustria, onde construiu fortificações, salvando a Germânia durante uma geração. Conseguiu reunir os príncipes alemães para escolher seu filho Oto como seu sucessor.
A dinastia saxônica se prolongou durante quatro gerações até a morte de Santo Henrique no ano 1024. Henrique o Passarinheiro foi assim chamado devido à sua paixão pela caça. Foi o fundador da unidade e da civilização a Alemanha, agindo como um Charles Martel do reino da Germânia ao passo que Oto o Grande teve um papel semelhante à ação de Carlos Magno.
Henrique o Passarinheiro retomou a Lorena, fundou feudos fortificados nas fronteiras: no Eyder, em Misnia no Brandeburgo e na Áustria, reduziu a Boêmia ao estado de vassalagem e fez com que recuassem os ferozes bárbaros do leste da Europa. Ele foi um grande guerreiro e grande estadista. Ao se casar com Matilde da raça saxônica dos Witikind, ele juntou em seus descendentes o sangue franco com o dos saxões. Foi o fundador real do reino da Germânia e da casa imperial de Saxe.


AMANHÃ: Santo Henrique rei católico protetor e filho obediente da Igreja.

sábado, 16 de junho de 2012

0618 B PELÁGIO neto dos reis dos Godos é o herói cristão na luta contra o invasor


18 DE JUNHO. Pelágio: símbolo de sete séculos de luta da Espanha contra os muçulmanos

PELÁGIO
Pelayo
(morreu no ano 737 da nossa era)

LENDÁRIO FUNDADOR DO REINO DAS ASTÚRIAS NA RESISTÊNCIA CRISTÃ AOS MOUROS

As grandes contribuições do Civilização Feudal para o progresso da sociedade humana
A Civilização Feudal teve a tarefa principal estabelecer:
1. A guerra defensiva;
2. A organização local em cada região;
3. Suprimiu a escravidão geral na população, fundou o trabalho livre com a libertação completa do trabalhador resultando na importante organização permanente do sistema econômico do capitalismo.

Neste mês são consagrados os nomes que representam a guerra para a defesa da Europa e que fundaram as instituições locais, trabalhando para organizar cada nova nação européia.
Foram nove séculos de avanços e recuos, desde cerca dos anos 400 até 1300. Com muita confusão, crueldade e crimes; mas também com muito heroísmo e uma dedicação admirável resultando em notável progresso.

Nesta primeira semana o tipo principal é o rei Alfredo o Grande, no domingo que encerra a semana.

Ver em   0617 01 B   O QUADRO DO MÊS DE CARLOS MAGNO A CIVILIZAÇÃO FEUDAL, com seu resultado geral e todos os grandes tipos humanos do mês.


A personalidade de Pelágio está envolta em tradições lendárias. É considerado um dos primeiros predecessores do Cid, na figura do herói cristão que enfrenta o inimigo invasor da Espanha. Pelágio é citado como filho de Favila, duque de Cantabria e descendente dos reis da tribo dos Godos.
A conquista da Espanha foi feita pelos mouros após sua vitória na batalha de Guadalete, no ano de 711. Nenhum cristão depois reagiu em armas a não ser nas montanhas da província das Astúrias. Pelágio, refugiado nesse lugar, foi escolhido como chefe e organizou um grupo possante nas montanhas. Em 719 ele desafiou os muçulmanos na grande batalha de Covadonga, e, com a vitória, formou o reino de Leão, que se tornou mais tarde o núcleo do reino da Espanha.
A cidade de Leão, conquistada por Munuza, formava a capital de uma província de Leão sobre o Douro. Com uma sucessão de vitórias, Pelágio reuniu ali Zamora, Lugo e Astorga. Apesar dos ataques constantes dos mouros, ele conseguiu manter um reino cristão nas Astúrias e na província de Leão, estabelecendo uma agricultura regular e construindo novas igrejas.
Pelágio morreu em 737, deixando seu filho como herdeiro do trono, que foi entregue depois a seu genro Alonso, chamado o Católico, em 739. Pelágio, apesar de ter suas atuações misturadas a narrativas lendárias, foi o verdadeiro fundador da grande nação cristã que, depois de sete séculos de luta, conseguiu finalmente libertar a península ibérica do poder muçulmano e formar o reino da Espanha.
A vitória das forças de Pelágio se deu na batalha de Covadonga, entre os anos de 718 e 725. A cidade de Covadonga fica na província autônoma das Astúrias, no noroeste da Espanha.  Está perto da base dos Picos da Europa, que formam o maciço mais alto da Cordilheira Cantábrica.
A sudeste da cidade, nos Picos da Europa, está o Parque Nacional das Montanhas de Covadonga, instituído em 1918. O parque é dotado de densa floresta, que abriga vários animais silvestres e muitos pássaros.
A pequena cidade de Covadonga tornou-se um santuário cívico nacional e lugar de peregrinação. A gruta em que Pelágio e seus seguidores usaram para refúgio de batalha contém os túmulos do rei, de sua esposa e de sua irmã. Lá também está a pequena Capela de Nossa Senhora Virgem de las Batallas.
A batalha de Covadonga tradicionalmente marca o inicio da reconquista da Espanha pelos cristãos, e, mesmo com o caráter lendário da tradição do rei Pelagio, tornou-se o maior símbolo da resistência cristã na historia da Espanha na Idade Média.


AMANHÃ: Oton o maior dos primeiros imperadores do Sacro Império Romano.


0617 03 B TEODORICO O GRANDE comando político único com liberdade de consciência


17 DE JUNHO. Teodorico hereje em religião impõe total tolerância com paz e segurança

TEODORICO MAGNO
Theodoricus, Théodoric; Theodoric the Great; Dietrich; Theoderich der Grosse
(nasceu no ano 454 da nossa era, na Pannonia, Áustria; morreu em 526, em Ravenna, Itália)

SÁBIO ESTADISTA REI DO FEUDALISMO ÚLTIMO DOS ROMANOS PRIMEIRO DOS TEUTÕES

As grandes contribuições da Civilização Feudal para o progresso da sociedade humana
A Civilização Feudal realizou a tarefa principal ao estabelecer:
1. A guerra defensiva;
2. A organização local em cada região;
3. Suprimiu a escravidão geral na população, fundou o trabalho livre com a libertação completa do trabalhador resultando na importante organização permanente do sistema econômico do capitalismo.

Neste mês são consagrados os nomes que representam a guerra para a defesa da Europa e que fundaram as instituições locais, trabalhando para organizar cada nova nação européia.
Foram nove séculos de avanços e recuos, desde cerca dos anos 400 até 1300. Com muita confusão, crueldade e crimes; mas também com muito heroísmo e uma dedicação admirável resultando em notável progresso político, econômico, filosófico e moral.

Nesta primeira semana o tipo principal é o rei Alfredo o Grande, no domingo que encerra a semana.

Ver em   0617 01 B   O QUADRO DO MÊS DE CARLOS MAGNO A CIVILIZAÇÃO FEUDAL, com seu resultado geral e todos os grandes tipos humanos do mês.

Teodorico ou Dietrich, filho do rei Teodomiro, nasceu numa família dos reis Ostrogodos, povos do norte então estabelecidos onde hoje é a Áustria. Muito jovem ficou como hóspede em Constantinopla, onde foi educado pelo Imperador. Voltando ao seu país, herdou o trono Ostrogodo quando tinha 20 anos de idade, em 474. Ele invadiu a Trácia em 488 e, ameaçando Constantinopla, forçou o Imperador Zenon a fazer a paz. No ano seguinte, com o seu povo, cruzou os Alpes e, entrando na Itália, venceu três grandes batalhas contra Odoacre, rei dos Herulas e, sitiando Ravena por três anos, dividiu seu reino com Odoacre.
Com o assassinato de Odoacre, Teodorico, em 493, aos 39 anos de idade, começou um reinado de 33 anos durante os quais a Itália gozou a paz sob o seu governo, que se mostrou tanto sábio como enérgico.
Teodorico fixou sua residência em Ravena, distribuiu um terço da Itália a seus soldados, e, por meio de tratados feitos com todos os povos teutônicos do norte dos Alpes e com uma série de guerras defensivas, mantive a segurança em seu território.
O reino dos Ostrogodos foi o primeiro dos Estados que surgiram entre o império romano e as monarquias feudais. O que Teodorico procurou fazer foi juntar os romanos e os teutões e acabar a era de deslocamento contínuo das suas populações. Os dois povos continuaram distintos pelas suas leis, por seus hábitos e por sua função social. Os mais dotados entre os Romanos ficaram com as atividades civis, ao passo que os Godos eram os protetores militares da Itália.
A agricultura, a indústria, a arte e a ciência começaram a reviver, graças aos tempos de paz e pela segurança que o reino assegurava. Teodorico esteve em Roma como um novo imperador, mas sem tomar o título e sem afastar algum funcionário. Embora em religião ele fosse da heresia do Arianismo, o rei impôs uma estrita tolerância, enriquecendo e protegendo a Igreja Católica Romana. O conjunto de sua conduta quanto à atividade religiosa foi um modelo do que constitui o dever de um chefe temporal, que respeita estritamente a ação independente de formação da opinião pelo poder espiritual religioso. Oferecendo à religião uma proteção e um apoio convenientes, jamais interferiu nas atribuições da Igreja Católica. É um notável caso singular o fato de que o primeiro dos grandes chefes da Idade Média, sendo um herético, tenha podido servir de modelo a esse respeito para Carlos Magno e para São Luis.
Teodorico fez repetidos apelos a seus soldados para que agissem com decência. Sempre realçou que, no interesse dos Godos, os Romanos não deveriam ser hostilizados, já que, quanto mais eles enriquecessem o Tesouro com impostos, maiores seriam os donativos para os soldados. Ele não perdia a oportunidade de propagar a idéia de  “civilitas”  (vida civilizada) como uma noção que levava à manutenção da paz e da ordem, da harmonia racial e da proibição da violência e da opressão.
Os últimos anos do reinado de Teodorico foram perturbados por uma conspiração, real ou suposta, quando ocorreu o assassinato do sábio Boécio, o que mais tarde foi muito lamentado pelo rei.
Teodorico o Grande morreu no mês de agosto do ano 526. Foi enterrado num mausoléu imponente que hoje ainda existe em Ravena.


AMANHÃ: A resistência cristã na historia da Espanha – Pelágio.


0617 02 B CARLOS MAGNO grande como conquistador administrador e estadista


17 DE JUNHO. Carlos Magno: renovação do ensino, das artes, da justiça, da política

CARLOS MAGNO: A CIVILIZAÇÃO FEUDAL
Carolus Magnus, Charlemagne, Charles I, Charles the Great, Karl der Grosse
(nasceu no ano 742; morreu em 814, em Aachen, Alemanha)

REI DOS FRANCOS E PRIMEIRO IMPERADOR DO SACRO IMPÉRIO ROMANO


As grandes contribuições da Civilização Feudal para o progresso da sociedade humana
A Civilização Feudal teve a tarefa principal estabelecer:
1. A guerra defensiva;
2. A organização local em cada região;
3. A civilização com a liberdade do trabalhador na organização permanente do importante moderno sistema econômico do capitalismo, com a noção de honra e com Cavalaria na proteção da mulher e dos fracos.

Neste mês são consagrados os nomes que representam a guerra para a defesa da Europa e que fundaram as instituições locais, trabalhando para organizar cada nova nação européia.
Foram nove séculos de avanços, desde os anos 400 até 1300. Com muita confusão, crueldade e crimes; mas também com admirável heroísmo e constante dedicação.
As duas primeiras semanas do mês estão representadas por militares. Na terceira semana estão os religiosos e na quarta os soberanos.

Carlos Magno (742-814) é o destacado representante da civilização feudal. Suas demoradas guerras de agressão na verdade foram defensivas em seu resultado final. Eram necessárias para a paz na realização de seu trabalho de grande estadista do então renovado Império Romano.
Ele é considerado um dos maiores tipos da raça humana, em meio uma pequena e selecionada elite.
Carlos nasceu em 742, sendo o filho primogênito de Pepino o Breve (714-768), e neto de Charles Martel (688-741). Tornou-se, no ano de 768, com 26 anos, soberano dos Francos, em conjunto com seu irmão Carloman. Com a morte de seu irmão em 771, foi reconhecido como o rei dos Francos. Logo no ano seguinte começou sua prolongada campanha de guerras para a incorporação e pacificação dos Saxões, em lutas que duraram 32 anos. Saxões eram tribos germânicas nômades não cristãs, que viviam entre o rio Reno e o Elba, na moderna Westfalia, Hanover, Brunswick, Oldenburgo, Holstein, Mecklemburgo e a Saxônia do norte. Eram de uma raça corajosa de guerreiros, constituindo uma ameaça constante para as populações cristãs.
O grande mérito do jovem rei Carlos foi realizar essa terrível tarefa cruel, que não lhe traria a conquista, nem a glória nem a riqueza. A campanha militar se prolongou por uma sucessão de vitórias sem resultado e só terminou no ano de 784, depois de custar ao reino dos Francos mais de 20 exércitos, com cruentos massacres. O reino dos Francos se estendia, ao fim dessas lutas, num império que cobria a maior parte da Europa ocidental. As vitórias de Carlos Magno fizeram com que ele fosse reconhecido como o maior soberano depois dos Imperadores romanos. O seu um grande império foi sustentado pelo respeitado governo espiritual da doutrina religiosa da Igreja Católica Romana. O Catolicismo foi um poder filosófico sem armas, apenas de ensino, regulação moral e consagração na coerência da unidade do respeitado comando único do papa.
No natal do ano 800, tendo 58 anos de idade, o rei, com grande aparato, assistiu à missa na basílica de São Pedro em Roma, onde o papa Leão III colocou sobre sua cabeça a coroa imperial, saudando o imperador por três vezes com o título de Augusto, coroado por Deus, como grande e pacificador imperador dos Romanos. O papa ungiu sua testa com o óleo santo e se prostrou a seus pés. A assembléia inteira de padres, de soldados e do povo confirmou o ato com sua aclamação.
Assim teve recomeço o Sacro Império Romano do Ocidente e com ele a formação da vida na comunidade da Europa ocidental. O mundo bárbaro da Idade Média ficou, então, ligado ao mundo romano. A Igreja Católica, em plena liberdade, tendo o papado como seu órgão, tornou-se o livre guia espiritual da opinião do Império e o rei dos Francos passou a ser o braço direito da Igreja.
Carlos Magno, grande como conquistador, foi ainda maior como administrador e chefe civil. Na primavera e no outono reunia duas grandes assembléias para confirmar a legislação posta pelo imperador. Um código com mais de 400 artigos e muitos outros decretos regulavam a vida política e econômica do Império. O imperador fez grandes doações à Igreja, fundando grande número de igrejas, de escolas e de monastérios.
Carlos Magno se dedicou com paixão à renascença da literatura, da música e das artes em geral. Chamou para perto de si os sábios de todos os paises, como o saxão Alkwin, o lombardo Paulo o Diácono, Pierre de Pisa e Clemente da Irlanda, bem como seu secretário Einhart, que escreveu uma admirável biografia de Carlos Magno. A educação sistemática, as instituições de caridade, o imposto regular e a justiça começaram então a fazer parte da civilização da Europa.
O imperador morreu aos 72 anos de idade, em 814, após um reinado de 45 anos. Sua memória fez sobre a imaginação do mundo ocidental uma impressão mais forte do que qualquer outro rei depois de Júlio César. Esse elevado conceito fez com que ele ficasse ligado para sempre ao título de “grande”, com o nome de Charlemagne, Charles o Grande.

AMANHÃ: A resistência cristã na historia da Espanha – Pelágio.

0617 01 B QUADRO DO MÊS DE CARLOS MAGNO A CIVILIZAÇÃO FEUDAL


JUNHO 17   7º MÊS   A CIVILIZAÇÃO DO FEUDALISMO
 O   SISTEMA   ECONÔMICO  DO  CAPITALISMO


As grandes contribuições da Civilização Feudal para o progresso
da sociedade humana
A Civilização Feudal teve a tarefa principal estabelecer:
1. A guerra defensiva;
2. A organização local em cada região;
3. O modelo da Cavalaria, da honra e da liberdade do trabalho.
Neste mês são consagrados os nomes que representam o combate para a defesa, que fundaram as instituições locais ou trabalharam para organizar cada nação.

Duas forças coordenadas caracterizam a história da Idade Média: uma católica, religiosa e a outra feudal, cavalheiresca. De sua atuação resultou:
1. Purificar e disciplinar as mais fortes paixões do homem, sobretudo a desumanidade, o orgulho e os apetites sensuais.
2. Teve como conseqüência elevar a condição da mulher.
3. Fez a proteção do fraco, honrar a nobreza do caráter, elevar a natureza humana.
4. Suprimiu a guerra universal de conquista e transformou a guerra em guerra defensiva.
5. Estabeleceu os governos verdadeiramente locais com o acordo do dever recíproco, em vez da submissão a um império centralizado.
6. Suprimiu a escravidão geral na população e fundou o trabalho livre, com a libertação completa do trabalhador resultando na importante organização permanente do sistema econômico do capitalismo .

Os três primeiros resultados, do 1º ao 3º, foram principalmente tarefas da Igreja Católica, com a Cavalaria participando na elevação das mulheres.
Os três últimos progressos do 4º ao 6º, foram principalmente obras do feudalismo junto com a religião.
Foram nove séculos de avanços, desde cerca dos anos 400 até 1300. Com muita confusão, crueldade e crimes; mas também com um heroísmo e uma dedicação admiráveis. Já no fim dos anos 1000 a Cavalaria Medieval tornou o cavalheirismo em estilo de vida. As regras do código do cavaleiro eram:
Proteger as mulheres e os fracos;
Defender a justiça contra o crime e o mal;
Amar a terra em que nasceu;
Defender a Igreja Católica mesmo com risco de vida.

Neste mês as duas primeiras semanas estão representadas por militares. Na terceira semana estão os religiosos e na quarta os soberanos.


Calendário HISTÓRICO FILOSÓFICO
 para um ano qualquer OU
quadro concreto da preparação humana

LUNEDIA=segnda-feira; MARTEDIA=terça; MERCURIDIA=quarta;
JOVEDIA=quinta; VENERDIA=sexta-feira.
Os nomes à esquerda são para o ano  C comum; à direita, anos B bissextos.
As datas da última coluna à direita é data gregoriana ano comum.


Todos os meses são iguais, de 28 dias e todos começam numa segunda-feira, terminando num domingo.



VER NO BLOG  Calendário Filosófico:  Cada dia uma biografia:
educalendário



sexta-feira, 15 de junho de 2012

0616 B BOSSUET apresentação da história sistemática como base da ciência política


16 DE JUNHO.BOSSUET: leis sócio-históricas para descobrir as relações entre os fatos

BOSSUET
Bossuet, Jacques Bénigne
(nasceu em 1627, em Dijon, França; morreu em 1704, em Paris)

BISPO CATÓLICO FRANCÊS PRIMEIRO NO TRATAMENTO FILOSÓFICO DA HISTÓRIA
A regeneração moral com a compressão do egoísmo anti-social

O Catolicismo teve uma ação importante na evolução social da Idade Média: a regeneração moral dos povos, com a educação dos sentimentos e costumes. Esse resultado foi obtido estimulando o altruísmo, que é o sentimento gregário, de associação, e comprimindo os instintos egoístas, os sentimentos de proveito pessoal. Assim os violentos guerreiros se tornaram Cavaleiros para a proteção da mulher, dos pobres, dos fracos e doentes; ao culto da sua dama e da Mãe de Deus
Verifica-se e fica bem claro na história o papel das doutrinas religiosas no ensino e consagração para a proteção, manutenção e aperfeiçoamento da sociedade humana em nome de um sagrado ser superior divino. As doutrinas anti-sociais perturbam e mesmo levam à morte da própria congregação religiosa. Essa é a razão do supremo poder de vida ou de morte da associação humana, suave e sutilmente exercido desde os mais remotos milênios da evolução da espécie. Os sábios sacerdotes de todas, de todas as religiões sentiram a força dessa lei sociológica básica. Regra que obrigou e obriga a todos a eternamente proteger e servir ao grande organismo social humano em nome de seus adorados e poderosos deuses. Porque caso contrário, todos morreriam com a destruição da sociedade.
LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA
Pela primeira vez na história o poder das opiniões, do ensino e da consagração sem armas se torna livre em relação ao poder coercitivo político armado. É a libertação do Poder Espiritual, da liberdade de consciência, da formação da opinião. Liberdade completa em relação ao Poder Temporal da disciplina dos atos pela força. A liberdade dos formadores de opinião foi feita pelo Catolicismo pela primeira vez na história do mundo. Antes do cristianismo católico o poder político era totalitário, não havendo liberdade de consciência em todas as civilizações passadas, para suas religiões. Comprova-se assim que o totalitarismo como controle das consciências é de fato um regime político retrógrado e cruel, muito antigo, bárbaro.
A quarta semana do mês do Catolicismo mostra o seu papel de controlar e estimular a vida moral das massas após a queda do papado e da fé. Com a perda do poder político as igrejas nacionais católicas se subordinam ao poder político de cada país sem romper com o papa. O tipo principal é Bossuet, chefe de semana, tendo sua biografia no domingo último dia da semana. O protestantismo é representado pela mais pura de suas seitas, os quakers, em que a utilidade social é completamente afastada da ambição mundana.

Ver em  0521 01 B O QUADRO DO MÊS DE S PAULO O CATOLICISMO com todos os grandes tipos humanos do mês.

Em 1652, aos 25 anos, Jacques Bossuet [pronuncia-se Bó’ ssü’ ê] foi ordenado padre, após ser preparado no retiro de São Vicente de Paula. Depois foi para Metz onde foi elevado a cônego, e onde tornou-se decano. Senhor imponente do cargo, conquistou logo a confiança do rei e se destacou na Igreja e na corte real. Tornou-se célebre pelas Orações Fúnebres que pronunciava. Indicado como bispo de Condom em 1669 aos 42 anos, deixou o cargo para cumprir seus novos deveres na corte, como preceptor do Delfim, o primogênito do rei. O que fez até 1681, com 54 anos. Tornou-se então o bispo de Meaux.
A primeira questão como bispo foi apresentar-se como o orador da assembléia do clero que Luis XIV convocou para sustentar sua orgulhosa demanda com o papa em relação à nomeação dos prelados pelo rei e para defender os direitos da Igreja Galicana, a igreja da França. De sua autoria são também os quatro artigos que, denunciados pelo papa, o rei Luis XIV fez promulgar como lei do Estado Francês. O que marcou uma época na historia da França e da Igreja Romana. A partir desse momento, Bossuet se dedicou plenamente à sua diocese, cumprindo seus deveres de bispo com um zelo exemplar e ainda sem parar de escrever. Em 1700, com 73 anos, dirigiu outra assembléia em que combateu várias heresias.
Bossuet morreu em Paris em 1704 aos 77 anos de idade, sendo enterrado na catedral de Meaux.
Ele foi o mais eloqüente e o mais famoso pregador de sua época. E até hoje é apreciado em suas obras literárias, incluindo as orações fúnebres que produziu. Fez a defesa da ortodoxia e da ordem da Igreja Católica Romana. Mas todos os seus atos, mesmo os mais famosos, são marcados por favorecer o seu chefe da nação, o seu rei. A seu respeito, disse Arnauld que
  “Existe todavia um `verumtamem´, um porém, um contudo, que eu entendo como sendo que ele não devia contas a Deus: é que ele não tinha a coragem de contrariar o seu rei. É a condição daqueles tempos, mesmo para os que têm as grandes luzes”. Chamado de “Águia de Meaux”, foi o mais ativo antagonista dos perturbadores imediatos da Igreja Romana. Ele manteve com os protestantes uma controvérsia que durou tanto quanto durou sua vida.
O principio do livre exame na religião com a leitura da Bíblia por todos foi uma conseqüência direta da secularização e das mudanças sociais que ocorreram a partir de 1301 em diante, até chegar à Reforma protestante de Lutero, em 1517. A religião não conseguiu resistir ao exame pessoal de seus mistérios, feito individualmente pelos adeptos usando o livre exame de sua doutrina. Os mistérios devem ser aceitos por fé, mesmo que absurdos. A partir dessa época o poder central do papa ficou cada vez mais ameaçado, e tanto os reis como os padres achavam que poderiam pensar dentro da religião, como em outros assuntos, de forma racional. A partir do enfraquecimento do papado, cada igreja nacional se subordinou a seu próprio governo político, acabando seu vinculo administrativo com a sede romana, sem ruptura. Era o fim do poder do papado.
As heresias se multiplicaram, e, no tempo de Bossuet, ele combateu o jansenismo, que não aceitava o livre arbítrio e pregava que a graça seria inata, dada a poucos. Outra heresia da época foi o quietismo, que dava ênfase à salvação da alma de cada crente, levando ao extremo da total inatividade. Revela o conflito da religião com sua utilidade social.
Bossuet escreveu muitas obras, sendo as mais notáveis A Política Sagrada, em 1671, O Discurso sobre a Historia Universal de 1681 e o Resumo da Historia da França, de 1670. Ele realizou, pela primeira vez, a apreciação filosófica direta do conjunto do passado da sociedade humana.
Bossuet participou do trabalho de preparação da Sociologia como estudo científico verificável da sociedade com sua elaboração histórica, onde, pela primeira vez, o fenômeno político é considerado como sujeito a leis invariáveis, e que, pelo tratamento racional, uns fatos podem ser determinados pelos outros. O que só se comprova a nível de fenômeno abstrato.
A razão do grande serviço prestado por Bossuet resulta do objetivo que procurava, que foi propor o estudo da historia sistemática como a base necessária da educação política.
Por seus trabalhos literários e sua por sua filosofia, Bossuet é um exemplo bem definido de que o gênio estético convive com a criação intelectual na mesma pessoa, e cada habilidade é posta em ação pela necessidade ditada pela situação do momento.


AMANHÃ: Carlos Magno, grande tanto como conquistador, administrador e como chefe civil e Teodorico.


SECULARIZAÇÃO
A secularização é a transformação de uma sociedade pelo abandono de seus tradicionais e profundos valores e importantes instituições religiosas para aceitação e para o uso de outros novos valores e instituições laicas ou seculares, isto é, não religiosas.
No caso da Idade Média, na Europa, a partir dos anos 1300, século XIX, o ensino, as artes e a informação deixaram de ter comando único nas mãos do papa e de seus padres, dentro da unidade da fé. Toda formação de opinião e governo da consciência passaram a ser feitas por especialistas, como professores, consultores, psicólogos, médicos. É uma era de revolução de hábitos e costumes e de conflitos em que nos achamos. Até que uma nova filosofia, uma nova e elevada visão de mundo e de vida se estabeleça.