quinta-feira, 24 de maio de 2012

0523 B S JERÔNIMO a unidade pela doutrina única e um só chefe o Papa


23 DE MAIO. Jerônimo: intenso estudo teológico do hebraico, do grego e do latim

SÃO JERÔNIMO
          Eusebius Hieronymus, Jerome Saint, pseudônimo Sophronius

TEÓLOGO MAIS CULTO DOS PADRES LATINOS TRADUTOR DA VULGATA

A regeneração moral com a compressão do egoísmo anti-social

O Catolicismo teve uma ação importante na evolução social da Idade Média: a regeneração moral dos povos, com a educação dos sentimentos e costumes. Esse resultado foi obtido estimulando o altruísmo, que é o sentimento gregário, de associação, e comprimindo os instintos egoístas, os sentimentos de proveito pessoal. Assim os violentos guerreiros se tornaram Cavaleiros para a proteção da mulher, dos pobres, dos fracos e doentes; ao culto da sua dama e da Mãe de Deus
Verifica-se e fica bem claro na história o papel das doutrinas religiosas no ensino e consagração para a proteção, manutenção e aperfeiçoamento da sociedade humana em nome do sagrado ser superior divino. As doutrinas anti-sociais perturbam e mesmo levam à morte da própria congregação religiosa. Essa é a razão do supremo poder de vida ou de morte da associação humana, suave e sutilmente exercido desde os mais remotos milênios da evolução da espécie. Os sábios sacerdotes de todas, de todas as religiões sentiram a força dessa lei sociológica básica. Regra que obrigou e obriga a todos a eternamente proteger e servir ao grande organismo social humano em nome de seus adorados e poderosos deuses.
O Calendário Filosófico indica nas suas semanas quatro fases do Catolicismo: na primeira semana os quatro primeiros séculos com seus principais padres fundadores; na segunda semana a instituição política do papado, com Hildebrando, o papa Gregório VII; na terceira os fundadores da vida nos monastérios; na última semana o controle e estímulo da vida moral da população e o surgimento do protestantismo.
A primeira semana tem seu tipo principal em Santo Agostinho como chefe de semana, no domingo que a encerra. O tipo feminino é Santa Mônica, mãe de Agostinho.

Ver em  0520 01 B  O QUADRO DO MÊS DE S PAULO O CATOLICISMO com todos os grandes tipos humanos do mês.

O conhecimento correto das religiões, dos deuses do passado e do presente bem como o julgamento dos regimes políticos exige perfeita imparcialidade. Somente com pensamento laico, cético ou secular pode o estudioso fazer o estudo da sociedade ou da política, ou seja, uma imparcial sociologia científica de previsão. O que é diferente de uma sociologia apenas descritiva. É uma condição necessária qualificar as religiões do passado e do presente por meio do ceticismo moderno. Caso contrário, o estudo sofrerá o viés da parcialidade, será uma apreciação prejudicada pelo vício no julgamento parcial.
Jerônimo nasceu de família cristã abastada, no que é hoje a Eslovênia. Foi educado inicialmente no lar, e depois, aos 12 anos foi estudar em Roma.
Nos primeiros séculos da igreja católica ocorreram muitos conflitos na interpretação dos ensinamentos dos primeiros cristãos. Era necessário criar a unidade dos fiéis em torno de uma doutrina única. Muitas variações de interpretação tinham que ser estudadas para formar um conjunto uniforme de normas religiosas.
Muitos dos mais importantes tipos de colaboradores se dedicaram a pesquisar e divulgar o conhecimento antigo dos gregos e dos romanos, em combinação com as tradições dos primeiros cristãos, recebidas por comunicação oral.
Longos anos da vida de Jerônimo foram de intensa procura de conhecimento nos textos escritos em hebraico, em grego e em latim. Muita dedicação teve que dar ao estudo dessas línguas, quase sempre só com esforço próprio. E tornou-se o mais culto entre seus companheiros na formação da igreja da Idade Média.
Escreveu Jerônimo numerosos textos, traduções e interpretações religiosas. Em especial traduziu a Bíblia para a língua latina, conhecida pelo nome de VULGATA.  Sua influencia foi muito grande na Idade Média, tornando-se um vulto de valor na instituição da unidade, na grandeza e no poder de união espiritual da fé católica medieval.
A importância do catolicismo como organização religiosa foi criar na Europa do oeste, no ocidente mais adiantado, uma cultura bem distribuída entre as nações da região. Na época, a proteção do território do império romano tornou a guerra uma atividade de defesa local dos pequenos territórios regionais. Era o feudalismo, em que o poder político ficou na mão do rico senhor do local, mas a mente de cada pessoa ficou ligada a uma doutrina geral, orientada sem violência nem opressão pelos sacerdotes membros da religião católica romana. A religião criou um sistema de ensino uniforme, sob o comando de um só chefe religioso, o Papa. A união dos povos era feita por haver a mesma opinião, a mesma crença, sem a violência das armas e da guerra.
A Idade Média então transformou o antigo império romano num conjunto de nações educadas em normas de elevação moral, e que, depois de organizado, em sua fase de apogeu, incentivou as artes, as ciências e a indústria. Os primeiros cientistas eram frades e padres cristãos. Só no fim da era medieval o teatro e as outras artes, a ciência e a indústria se tornaram seculares, saindo então dos prédios e da orientação das igrejas e dos mosteiros.
Devemos ter bem em mente que o desenvolvimento, a cultura dos tempos modernos, não poderia ser o resultado de uma época de retrocesso e de obscurantismo. O brilho da modernidade foi preparado pela diversificada educação religiosa da população na Idade Média. Portanto, temos uma grande dívida de gratidão para com os nossos antepassados que prepararam a sociedade moderna.


AMANHÃ: Santo Ambrósio base cultural e capacidade política.

0522 B S ATANÁSIO a importância da divindade de Cristo e da Santíssima Trindade


22 DE MAIO. Santo Atanásio: o poder sem armas do sagrado valor divino da religião

SANTO ATANÁSIO
Saint Athanase – Athanasius, Saint
(nasceu cerca do ano 296 da nossa era, em Alexandria; morreu em 373, em Alexandria, Egito)

TEÓLOGO DA ORTODOXIA CATÓLICA LÍDER NACIONAL DO EGITO


A regeneração moral com a compressão do egoísmo anti-social

O Catolicismo teve uma ação importante na evolução social da Idade Média: a regeneração moral dos povos, com a educação dos sentimentos e costumes. Esse resultado foi obtido estimulando o altruísmo, que é o sentimento gregário, de associação, e comprimindo os instintos egoístas, os sentimentos de proveito pessoal. Assim os violentos guerreiros se tornaram Cavaleiros para a proteção da mulher, dos pobres, dos fracos e doentes; ao culto da sua dama e da Mãe de Deus
Verifica-se e fica bem claro na história o papel das doutrinas religiosas no ensino e consagração para a proteção, manutenção e aperfeiçoamento da sociedade humana em nome do sagrado ser superior divino. As doutrinas anti-sociais perturbam e mesmo levam à morte da própria congregação religiosa. Essa é a razão do supremo poder de vida ou de morte da associação humana, suave e sutilmente exercido desde os mais remotos milênios da evolução da espécie. Os sábios sacerdotes de todas, de todas as religiões sentiram a força dessa lei sociológica básica. Regra que obrigou e obriga a todos a eternamente proteger e servir ao grande organismo social humano em nome de seus adorados e poderosos deuses.
Os documentos históricos provam que quem criou a doutrina de salvação da própria nação e de todos os povos foi o filósofo e apóstolo judeu Paulo de Tarso. Fazendo parte da elite intelectual judaica de Jerusalém, era conhecedor da lei de Moisés e conhecedor da cultura grega.
O Calendário Filosófico indica nas suas semanas quatro fases do Catolicismo: na primeira semana os quatro primeiros séculos com seus principais padres fundadores; na segunda semana a instituição política do papado, com Hildebrando, o papa Gregório VII; na terceira os fundadores da vida nos monastérios; na última semana o controle e estímulo da vida moral da população e o surgimento do protestantismo.
A primeira semana tem seu tipo principal em Santo Agostinho como chefe de semana, no domingo que a encerra. O tipo feminino é Santa Mônica, mãe de Agostinho.

Ver em  0520 01 B  O QUADRO DO MÊS DE S PAULO O CATOLICISMO com todos os grandes tipos humanos do mês.


O sociólogo deve estudar os importantes deuses e grandes religiões do passado e do presente usando uma nova metodologia específica. Não pode negar os deuses, numa atitude de ateísmo. Os deuses estavam e ainda estão orientando o pensamento e a atividade de muitas populações.
Mas somente com o pensamento científico pode elaborar uma teoria sociológica comprovada das religiões. É uma condição necessária para avaliar as crenças do passado e do presente. Deve empregar a dúvida permanente e necessária recomendada por Descartes. Não pode aceitar sem análise a opinião da tradição e dos livros novos ou antigos por mais sagrados e respeitáveis que sejam.
Na evolução cultural da sociedade, nos séculos que se seguiram à conquista pelos romanos do grande império na Europa, vamos encontrar um continente pacificado e homogêneo. Com o fim da conquista o império se decompôs ao mesmo tempo em que ocorreu o apostolado de Paulo de Tarso com formação do cristianismo universal. A nova religião se estendeu a todo continente europeu latinizado. Durante a Idade Média a igreja católica foi o modelo de organização para a fé religiosa, de ensino e de cultura.
Atanásio nasceu no Egito, na cidade de Alexandria. Foi um renomado conhecedor da doutrina cristã, um estadista na direção da Igreja, defendendo a doutrina contra graves erros da heresia de Arius (c.250-336), o arianismo. Arius afirmava que o Filho de Deus não era Deus, igual ao Deus-Pai. A heresia do arianismo teve muitos adeptos na época.
Nascido na cidade de Alexandria, no Egito, recebeu a educação clássica e depois foi para a famosa escola de teologia de sua cidade. Muito jovem foi ordenado diácono, servindo como secretário do bispo de Alexandria.
Teve Atanásio uma posição importante na disputa teológica que levou ao Concilio de Nicéia no ano de 325. Por toda vida opôs-se ao arianismo, que negava a divindade plena de Cristo. Defendeu, portanto a doutrina da Trindade, com Cristo filho de Deus, e também substancia de Deus.
A doutrina da divindade de Cristo se mostrou importante para o governo do Catolicismo, com os seus padres passando a falar em nome da divindade, e não apenas interpretes de um profeta puramente humano. O valor dos divinos conselhos dos religiosos sem armas dominou o poder absoluto das armas e dos reis na Idade Média.
O poder de opinião, com liberdade em relação ao poder material dos poderosos, ocorreu pela primeira vez na historia, na Europa, no consenso religioso da Idade Média. O que foi a realização da regra católica:
    “A Deus o que é de Deus, a Cezar o que é de César”.
A liberdade moderna, de nossos dias, só se realizou com essa liberdade de opinião, quando o poder político com a força das armas não domina a difusão das idéias, a troca de informação. A liberdade democrática é a norma mais importante na política moderna. O totalitarismo é uma tendência comum na mente dos poderosos e mesmo dos subordinados.
Embora Atanásio fosse da Igreja Copta, a Igreja cristã do Egito, ele dirigiu, em seu tempo, a organização da unidade do governo da Igreja de Roma, que ele colocou como a sede suprema dos bispos católicos em todo mundo.
Por toda sua longa vida, foi um herói, um enérgico defensor da causa católica em luta contra o paganismo dos deuses antigos e em especial contra o arianismo, uma forte heresia contrária à divindade de Cristo. Sofreu o afastamento por vários concílios do Oriente e do Ocidente e foi cassado de seu cargo por imperadores como Constantino, por Juliano, por Valens. Viveu por 20 anos inteiros no exílio ou em fuga.
Mas morreu em paz, no ano de 373, em Alexandria. Seu corpo foi levado a Constantinopla, e mais tarde, no século 15, para Veneza.
A visão do passado da sociedade nos ensina o quanto nós progredimos, pouco a pouco, com avanços e retrocessos, no meio de grandes dificuldades. Notamos a dúvida e o sofrimento de nossos antepassados, que aprenderam com o erro e o acerto, por vezes nas tentativas mais desastrosas, até com a dor e a morte.
Mas verificamos que nessa trajetória irregular ocorreu a evolução para uma sociedade maior e mais unida. O homem se torna cada vez mais gregário, mais associativo, mais altruísta.

AMANHÃ: Jerônimo o mais culto entre os padres da Igreja Católica.


0521 B S CIPRIANO estabelecimento na ordem hierárquica católica


21 DE MAIO. São Cipriano teólogo e estadista no governo da nova igreja católica

SÃO CIPRIANO
Saint Cyprien; Cyprian, Saint; Thascius Coecilius Cyprianus
(nasceu no ano 200 da nossa era, em Cartago; morreu em 258, em Cartago)

TEÓLOGO PRIMEIRO BISPO- DA ÁFRICA ORDENADOR DA IGREJA CATÓLICA

A regeneração moral com a compressão do egoísmo anti-social

O Catolicismo teve uma ação importante na evolução social da Idade Média: a regeneração moral dos povos, com a educação dos sentimentos e costumes. Esse resultado foi obtido estimulando o altruísmo, que é o sentimento gregário, de associação, e comprimindo os instintos egoístas, os sentimentos de proveito pessoal. Assim os violentos guerreiros se tornaram Cavaleiros para a proteção da mulher, dos pobres, dos fracos e doentes; ao culto da sua dama e da Mãe de Deus
Verifica-se e fica bem claro na história o papel das doutrinas religiosas no ensino e consagração para a proteção, manutenção e aperfeiçoamento da sociedade humana em nome do sagrado ser superior divino. As doutrinas anti-sociais perturbam e mesmo levam à morte da própria congregação religiosa. Essa é a razão do supremo poder de vida ou de morte da associação humana, suave e sutilmente exercido desde os mais remotos milênios da evolução da espécie. Os sábios sacerdotes de todas, de todas as religiões sentiram a força dessa lei sociológica básica. Regra que obrigou e obriga a todos a eternamente proteger e servir ao grande organismo social humano em nome de seus adorados e poderosos deuses.
Os documentos históricos provam que quem criou a doutrina de salvação da própria nação e de todos os povos foi o filósofo e apóstolo judeu Paulo de Tarso. Fazendo parte da elite intelectual judaica de Jerusalém, era conhecedor da lei de Moisés e conhecedor da cultura grega.
O Calendário Filosófico indica nas suas semanas quatro fases do Catolicismo: na primeira semana os quatro primeiros séculos com seus principais padres fundadores; na segunda semana a instituição política do papado, com Hildebrando, o papa Gregório VII; na terceira os fundadores da vida nos monastérios; na última semana o controle e estímulo da vida moral da população e o surgimento do protestantismo.
A primeira semana tem seu tipo principal em Santo Agostinho como chefe de semana, no domingo que a encerra. O tipo feminino é Santa Mônica, mãe de Agostinho.

Ver em  0520 01 B   O QUADRO DO MÊS DE S PAULO O CATOLICISMO com todos os grandes tipos humanos do mês.


Cipriano era um homem rico, professor de retórica em Cartago. Já na maturidade, foi convertido ao Catolicismo por um padre idoso, chamado Coecilius. Logo foi eleito bispo de Cartago no ano 248, com cerca de 50 anos de idade. Destacou-se entre os organizadores da Igreja Católica, como um estadista da ordenação da hierarquia, da escala de comando da nova religião. Era a fé de São Paulo que passaria a educar e orientar a civilização na evolução social que se seguiu à unificação e pacificação da Europa pelos romanos.
Só conheceremos um assunto se conhecermos sua história. Aristóteles mostrou essa verdade ao estudar as constituições então conhecidas, para pesquisar sobre a política. É de grande interesse estudar como se realizou a grande caminhada da nossa sociedade através dos séculos e dos milênios.
É impossível nos impedir de perguntar qual foi o nosso inicio como humanos, de onde viemos, para onde vamos. A história registra, com sua documentação, os acontecimentos de eras anteriores. É, assim, uma base para nossa observação, que nos pode ajudar a perceber em que direção nós estamos seguindo na jornada continua de nossa sociedade. E notamos o imperceptível poder de orientação e controle feito pelo agrupamento social em que vivemos. A sociedade humana é a nova REFERÊNCIA na modernidade, essa é a nova Lei do humanismo em vigor em nossos dias. A Lei antiga era a Lei dos poderosos deuses. Verifique na história, por meio dos documentos.
O poder da sociedade é que forma o que nós somos, ao sermos educados desde a infância. Assim, não chegamos a reconhecer essa força. E o estudo desse poder da associação só começou a ser feito na modernidade. O estudo é feito pelas ciências sociais. É feita como teoria pura, abstrata, pela Sociologia no estudo das leis dos fenômenos sociais. Ou é feito como conhecimento concreto em varias especialidades das ciências sociais aplicadas.
Saber como se deu a evolução de nossa sociedade nos permite ter uma informação importante, que é conhecer onde nós estamos hoje, em nossos dias, nessa escalada de progresso que não para. E muito importante ainda é saber o que podemos esperar do futuro.
Os tempos em que o ilustre Cipriano viveu ainda eram épocas de violenta guerra e opressão. Estávamos na passagem do politeísmo de Roma, com seus deuses, para chegar ao monoteísmo do deus único do Catolicismo pregado por Paulo de Tarso.
Na passagem de uma fé para outra, houve violência de parte a parte. Quando os romanos ainda estavam no poder, houve perseguição cruel aos cristãos. Mais tarde, quando os cristãos subiram ao poder político, houve morte e crueldade contra os que ainda adoravam os deuses de Roma.
A carreira religiosa de Cipriano durou apenas dez ou doze anos, mas foi muito competente. Ele mostrou-se muito piedoso, visitando os doentes e lhes dando socorro durante uma terrível peste que ocorreu em Cartago.
Cipriano se distinguiu como estadista dentro do governo da Igreja. Seguiu a orientação de Tertuliano (cerca de 160-220 da nossa era), a quem sempre chamou de seu mestre, tendo Santo Agostinho, por sua vez, recebido a influência de Cipriano.
A conduta de Cipriano nas numerosas controvérsias da época foi feita com doçura e comedimento para com as dúvidas e enganos dos cristãos e dos pagãos de seu tempo. Mas mostrou-se enérgico na administração de sua diocese e na condução da igreja de Cartago.
Cipriano escreveu um tratado célebre, A UNIDADE DA IGREJA, em que prega a autoridade dos bispos, como base da união dentro do grupo religioso. Afirmava que
   “Deus não é o pai daquele que não tenha a Igreja como mãe”.
Sofreu a perseguição religiosa do poder romano. No ano de 250 fugiu de Cartago por um ano e meio.
Em outra perseguição, feita pelo imperador Valeriano, Cipriano se exilou novamente. Ao voltar, recebeu ordem de oferecer sacrifício às divindades pagãs romanas. Ao se recusar, foi executado por decapitação em público. Cipriano ficou, então, famoso como mártir da Igreja.
As relíquias de Cipriano, reclamadas ao Sultão por Carlos Magno foram levadas para a França e colocadas mais tarde na abadia de Compiègne.

AMANHÃ: A unidade da Igreja Católica organizada por Santo Atanásio.

terça-feira, 22 de maio de 2012

0520 03 B S TIAGO evangelista primeiro bispo de Jerusalém mártir da fé


20 DE MAIO. TIAGO:  o amor é dado por Deus, mas essa fé sem as obras é morta

SÃO TIAGO
Saint Jacques, Saint James
(viveu nos primeiros anos da nossa era, no século 1º)

APÓSTOLO CRISTÃO  AUTOR DA EPÍSTOLA SOBRE A GRAÇA DIVINA



A regeneração moral, aperfeiçoamento dos sentimentos e redução do egoísmo

O Catolicismo teve uma ação importante na evolução social da Idade Média: a regeneração moral dos povos, com a educação dos sentimentos e costumes. Esse resultado foi obtido estimulando o altruísmo, que é o sentimento gregário, de associação, e comprimindo os instintos egoístas, os sentimentos de proveito pessoal. Assim os violentos guerreiros se tornaram Cavaleiros para a proteção da mulher, dos pobres, dos fracos e doentes; ao culto da sua dama e da Mãe de Deus
Verifica-se e fica bem claro na história o papel das doutrinas religiosas no ensino e consagração para a proteção, manutenção e aperfeiçoamento da sociedade humana em nome do sagrado ser superior divino. As doutrinas anti-sociais perturbam e mesmo levam à morte da própria congregação religiosa. Essa é a razão do supremo poder de vida ou de morte da associação humana, suave e sutilmente exercido desde os mais remotos milênios da evolução da espécie. Os sábios sacerdotes de todas, de todas as religiões sentiram a força dessa lei sociológica básica. Regra que obrigou e obriga a todos a eternamente proteger e servir ao grande organismo social humano em nome de seus adorados e poderosos deuses.
Os documentos históricos provam que quem criou a doutrina de salvação da própria nação e de todos os povos foi o filósofo e apóstolo judeu Paulo de Tarso. Fazendo parte da elite intelectual judaica de Jerusalém, era conhecedor da lei de Moisés e conhecedor da cultura grega.
O Calendário Filosófico indica nas suas semanas quatro fases do Catolicismo: na primeira semana os quatro primeiros séculos com seus principais padres fundadores; na segunda semana a instituição política do papado, com Hildebrando, o papa Gregório VII; na terceira os fundadores da vida nos monastérios; na última semana o controle e estímulo da vida moral da população e o surgimento do protestantismo.
A primeira semana tem seu tipo principal em Santo Agostinho como chefe de semana, no domingo que a encerra. O tipo feminino é Santa Mônica, mãe de Agostinho.

Ver em  0520 01 B  O QUADRO DO MÊS DE S PAULO O CATOLICISMO com todos os grandes tipos humanos do mês.


SÃO TIAGO é o apóstolo autor da Epístola que tem o seu nome, colocada no Novo Testamento Cristão sendo de acordo com a tradição no ocidente, filho de Alfeu, irmão do Senhor, que seria o primeiro bispo de Jerusalém e que teria morrido por lapidação, por apedrejamento. Estudiosos acreditam ser provável que a Epístola seja de uma data menos antiga.
São Tiago tem o nome derivado do latim IACOBUS que tem origem no hebraico YAAKOV ou JACÓ, que significa protegido, assegurado. Tiago resulta da união de Santo com Iago. O nome Iago deu também origem a variações como Diogo, Diego, a Jaime, Jack, James, Jim, Jimm, Giacobbe, Giacomo.
A memória de Tiago registra a elaboração da doutrina do Catolicismo, como cooperador dos divulgadores da narrativa de Paulo de Tarso, formador da religião universal, destinada a todos os povos de todos os países. Assim Paulo transformou uma pequena seita de judeus para judeus na grande religião de toda a Europa, o sistema de educação que formou a mente e os sentimentos da população mais adiantada da espécie humana na Idade Média.
São Tiago reconhece a doutrina de São Paulo da justificação somente pela fé, chamada de “sola fide”. A Epístola insiste sobre sua conseqüência prática: “A fé sem as obras é morta”.
A formação da nova fé como toda religião era um novo sistema geral de educação. A exortação a uma moralidade empírica, prática, seria completamente incapaz para a reorganização moral do mundo romano. Na doutrina da graça de São Paulo na fé no Cristo, a moralidade é um presente ofertado pela divindade. Esse dogma indemonstrável absoluto tornou-se indispensável à Igreja Católica. Mas essa doutrina podia facilmente degenerar no abuso de uma fé inútil sem obras de cooperação no serviço da sociedade e havia necessidade de ser constantemente moderada por meio do controle de seus sábios sacerdotes, em conjunto, ao mesmo tempo, com bom senso popular.
A Epístola de Tiago foi o tipo de correção de abusos apresentado de forma amável e útil.


AMANHÃ: São Cipriano teólogo da nova Igreja.

0520 02 B SÃO PAULO a regeneração moral pela compressão dos vícios do egoísmo


20 DE MAIO. Paulo de Tarso:  a criação da doutrina universal para a humanidade

SÃO PAULO
APÓSTOLO FORMULADOR DO CATOLICISMO
Saul de Tarso, Paulo de Tarso
(nasceu no ano 10 da nossa era em Tarsus, na Cilícia, Ásia Menor, hoje Turquia; morreu cerca do ano 64, em Roma)

FORMOU A RELIGIÃO UNIVERSAL OU CATÓLICA A PARTIR DA SEITA CRISTÃ DOS JUDEUS

A regeneração moral, aperfeiçoamento dos sentimentos e redução do egoísmo

O Catolicismo teve uma ação importante na evolução social da Idade Média: a regeneração moral dos povos, com a educação dos sentimentos e costumes. Esse resultado foi obtido estimulando o altruísmo, que é o sentimento gregário, de associação, e comprimindo os instintos egoístas, os sentimentos de proveito pessoal. Assim os violentos guerreiros se tornaram Cavaleiros para a proteção da mulher, dos pobres, dos fracos e doentes; ao culto da sua dama e da Mãe de Deus
Verifica-se e fica bem claro na história o papel das doutrinas religiosas no ensino e consagração para a proteção, manutenção e aperfeiçoamento da sociedade humana em nome do sagrado ser superior divino. As doutrinas anti-sociais perturbam e mesmo levam à morte da própria congregação religiosa. Essa é a razão do supremo poder de vida ou de morte da associação humana, suave e sutilmente exercido desde os mais remotos milênios da evolução da espécie. Os sábios sacerdotes de todas, de todas as religiões sentiram a força dessa lei sociológica básica. Regra que obrigou e obriga a todos a eternamente proteger e servir ao grande organismo social humano em nome de seus adorados e poderosos deuses.
Os documentos históricos provam que quem criou a doutrina de salvação da própria nação e de todos os povos foi o filósofo e apóstolo judeu Paulo de Tarso. Fazendo parte da elite intelectual judaica de Jerusalém, era conhecedor da lei de Moisés e conhecedor da cultura grega.
O Calendário Filosófico indica nas suas semanas quatro fases do Catolicismo: na primeira semana os quatro primeiros séculos com seus principais padres fundadores; na segunda semana a instituição política do papado, com Hildebrando, o papa Gregório VII; na terceira os fundadores da vida nos monastérios; na última semana o controle e estímulo da vida moral da população e o surgimento do protestantismo.
A primeira semana tem seu tipo principal em Santo Agostinho como chefe de semana, no domingo que a encerra. O tipo feminino é Santa Mônica, mãe de Agostinho.

Ver em  0521 01 B   O QUADRO DO MÊS DE S PAULO O CATOLICISMO com todos os grandes tipos humanos do mês.


Paulo de Tarso, apóstolo, santo da Igreja Católica, representa um dos mais importantes personagens na historia da cultura humana. Seu trabalho de elaboração, ensino e pregação foi básico para a criação e divulgação da doutrina religiosa do Catolicismo. Sua versão do Cristianismo para todos os povos prevaleceu sobre a doutrina original para a nação judaica Tornou-se a religião da população humana mais avançada, na Europa romana do ocidente, a civilização ocidental. A Europa católica é que desenvolveu nos povos o sentimento do bem e do mal, ensinando a generosidade e o cavalheirismo. Foi assim elaborado um sistema articulado com o seu culto, dogma e suas práticas religiosas. Os sacerdotes católicos sistematizaram o ensino da arte e da ciência incentivando a repressão dos sentimentos egoístas como a gula e o instinto sexual. O Catolicismo e o Feudalismo formaram a civilização da Europa ocidental, a mais adiantada na história, que hoje se vê cada vez mais difundida em todos os continentes pela globalização.
Paulo, erudito entre os judeus, tornou-se o maior missionário do Cristianismo, transformando uma renovadora seita da nação judaica numa religião de todos, para todos, numa fé para judeus e também para os não judeus, para os gentios.
A religião de Paulo deveria ser CATÓLICA, que quer dizer universal. O nome judaico dele era SAUL, que ele mudou para o nome latino de PAULO, nome romano, por ter uma pronúncia parecida. Nas suas cartas, Paulo colocou as suas novas doutrinas Católicas, que prevaleceram sobre as narrativas da seita Cristã dos judeus. As doutrinas de Paulo é que tiveram enorme repercussão na evolução cultural e política da sociedade humana, aperfeiçoada e aplicada por muitos ilustrados e sábios sacerdotes, durante os 12 séculos seguintes, da Idade Média, até os anos 1300 da nossa era. A sabedoria dos padres católicos formou um sistema educativo que resultou na humanização da teologia fundamental e no aperfeiçoamento da sociedade em todos os setores da vida, em nome da divindade suprema.
Pode-se notar que o Cristianismo de Paulo difere muito da palavra dos judeus cristãos de Jerusalém. Para Paulo, era uma fé universal, para todos, mas, para os cristãos judeus, a nova doutrina de Cristo era posta por judeus somente para judeus, ou seja, era apenas uma seita judaica. Paulo enfrentou a polêmica de manter a Lei, a lei antiga de Moisés, ou, ao contrario, mudar para uma nova Lei, também para os gentios, isto é, para todos os povos. Sofreu mesmo a pena de apedrejamento de que se salvou ao fingir-se de morto. Venceu a doutrina para os judeus e para os gentios, isto é, para os não judeus, como uma religião para todo o mundo.
Por seu longo e constante esforço, por sua cultura filosófica, por sua extraordinária e bem sucedida realização, merece Paulo de Tarso estar entre os tipos mais importantes da humanidade, em todos os tempos.
A conquista feita pelos romanos, pacificando e reunindo as populações da Europa, realizou a difusão da cultura dos conquistadores, tornando o Império mais uniforme, com o uso do latim, divulgando o saber político dos romanos bem como da ciência e da filosofia da Grécia. A propaganda de uma nova doutrina encontrou, portanto, uma população mais uniformemente educada no Império romano, possibilitando uma doutrina unificada, uma fé do Deus único, em todos os paises. A nova religião chegou para tornar as pessoas menos ferozes, mais instruídas, mais educadas. Mas a instalação das novas idéias se fez também, ainda, no início, com ferocidade, com violência e carnificina contra os politeístas que resistiam. Só quando o monoteísmo se tornou maduro, depois de dez séculos, é que a civilização da Idade Média criou a Cavalaria, a atitude cavalheiresca, o culto da mulher amada, o culto humano da Virgem, da humana sagrada família.
O papel de primeira importância de Paulo Apostolo foi, por mais de cem anos desconsiderado, apesar de seu sucesso de fato, na época, Só muito mais tarde os doutores da Igreja a partir de Santo Agostinho reconheceram o excepcional valor de São Paulo na fundação do Catolicismo.
Como se reconhece o resultado da ação do Catolicismo sobre a sociedade dos humanos? Isso é feito comparando os pensamentos e os costumes existentes ANTES e esses sintomas DEPOIS da Idade Média. Foi o que fizemos.
O estudo imparcial dos progressos realizados na Idade Média vem mostrar que a doutrina paulina se tornou, ao final, incentivadora das belas artes, da ciência e da atividade industrial. O que pode explicar o progresso na idade moderna, numa evolução que não poderia ser gerada a partir de uma era de obscurantismo, uma noite de mil anos.


AMANHÃ: São Cipriano teólogo da nova Igreja.

0520 01 B QUADRO DO MÊS DE S PAULO O CATOLICISMO


O Catolicismo
na evolução da sociedade humana

A Idade Média faz a transição entre a civilização da Grécia e Roma com os tempos modernos. A modernidade é contada a partir dos anos 1300 com a queda do papado. A mudança foi feita com a passagem do politeísmo romano para o monoteísmo católico.
Verifica-se que o Catolicismo teve uma função importante nessa etapa da evolução sócia com a regeneração moral dos povos pela educação dos sentimentos. Esse resultado foi obtido estimulando o altruísmo, que é o sentimento de associação e comprimindo os instintos egoístas, os sentimentos de proveito pessoal.
A dedicação dos gregos à filosofia e à ciência e dos romanos à política enfraqueceram o politeísmo, religião oficial, resultando no relaxamento dos costumes. Pitágoras, os estóicos e Epicuro tentaram a reorganização da vida e dos costumes. Essa era a necessidade de regeneração moral sentida pelos gregos e pela elite de Roma. Note-se que os filósofos gregos como Platão e Aristóteles já tinham adotado o monoteísmo.
O povo judeu aspirava então à libertação do domínio sucessivo que sofreu ao ser submetido aos assírios, aos gregos e aos romanos. Afinal, um libertador divino era ardentemente esperado. O Cristianismo é que viria atender à necessidade de regeneração moral dos romanos e à aspiração de um redentor da nação dos judeus. E quem criou a doutrina de salvação foi o filósofo e apóstolo Paulo de Tarso. Fazendo parte da elite intelectual judaica de Jerusalém, era conhecedor da lei de Moisés e conhecedor da cultura grega. Paulo foi tomado pela crença no profeta da doutrina de Cristo para elaborar uma nova religião destinada a todos, a judeus e aos gentios, os não judeus.
Verifica-se e fica bem claro na história o importante papel de todas as doutrinas religiosas no ensino e consagração para a proteção, manutenção e aperfeiçoamento da sociedade humana em nome do sagrado ser superior divino. As doutrinas anti-sociais perturbam e mesmo levam à morte a própria congregação religiosa. Essa é a razão do supremo poder de vida ou de morte da associação humana, suave e sutilmente exercido desde os mais remotos milênios da evolução da espécie. Os sábios sacerdotes de todas, de todas as religiões tiveram a sensação da força dessa lei sociológica básica. Regra que obrigou e obriga eternamente a proteger e servir ao grande organismo social humano em nome de seus adorados e poderosos deuses.

O Calendário indica nas suas semanas quatro fases do Catolicismo: os quatro primeiros séculos com seus principais padres fundadores; na segunda semana a instituição política do papado, com o papa Gregório VII; na terceira os fundadores da vida nos monastérios; na última semana com seu controle e estímulo da vida moral da população e com o surgimento do protestantismo.





Calendário HISTÓRICO FILOSÓFICO
 para um ano qualquer OU
quadro concreto da preparação humana

LUNEDIA=segnda-feira; MARTEDIA=terça; MERCURIDIA=quarta;
JOVEDIA=quinta; VENERDIA=sexta-feira.
Os nomes à esquerda são para o ano  C comum; à direita, anos B bissextos.
As datas da última coluna à direita é data gregoriana ano comum.


Todos os meses são iguais, de 28 dias e todos começam numa segunda-feira, terminando num domingo.


sexta-feira, 18 de maio de 2012

0519 B TRAJANO na manutenção das conquistas o espanhol melhor imperador romano


19 DE MAIO. Trajano: general vitorioso, o hábil chefe de estado do progresso e da cultura

TRAJANO
Marcus Ulpius Trajanus,   Caesar Nerva Traianus Germanicus,   Caesar Divi Nervae Filius Nerva, Traianus Optimus Augustus
(nasceu no ano 53 da nossa era, na Baetica, hoje Espanha; morreu no ano 117, em Selinus, hoje Turquia)

O MAIS TALENTOSO IMPERADOR ROMANO TÃO VITORIOSO GENERAL COMO ESTADISTA

         A CIVILIZAÇÃO MILITAR
           Guerra para a Paz, Cultura e Cooperação

Os guerreiros e estadistas da Grécia antiga, de Roma e de Cartago são lembrados no quinto mês do calendário histórico-filosófico.
São os representantes principais da civilização militar. Mudaram a forma da vida social do modo oriental, teocrático, para os costumes da vida ocidental, mais liberal, com uma vida mais laica, mais humana, ainda com mitologia, mas menos cruel. Os pequenos países viviam em continuada luta contra os visinhos, no ataque e em sua própria defesa, sempre procurando fazer a conquista.
Foi Roma com suas qualidades militares e de administração política que conseguiu a conquista de todo o continente europeu, incorporando por longos séculos os pequenos povos num império de paz e de cooperação.
O resultado foi pela primeira vez uma paz de longa duração num território de grande extensão. Implantou nos povos do Ocidente uma unidade que permaneceu para sempre; deu-lhes a todos a cultura greco-romana; criou as condições para uma civilização homogênea, que veio a ter mais tarde uma religião universal, comum a todo o continente.

Esta quarta semana tem como chefe Trajano, um general vitorioso e estadista, grande como soldado e grande como administrador. Sua vida foi de harmonia e de modéstia, com luxo, mas sem pompa.
Trajano é homenageado no ultimo dia da semana.

Ver o Quadro 0422 01 B do mês de César, a Civilização Militar,  que mostra os grandes homens representantes da criação pelos fortes e capazes latinos romanos de um continente homogêneo, unido e em paz.


Trajano, general consagrado, foi o conquistador da Dácia e da Mesopotâmia. Nasceu em Itálica, perto da moderna Sevilha, na Espanha.
A fase de conquista do Império Romano começou com 2 tipos destacados, os Imperadores Augusto e Tibério.
A segunda fase, de manutenção da conquista, foi inaugurada pelo Imperador Nerva. Era um nobre ancião governando do ano 96 ao ano 98. Introduziu o sistema de adoção para a transmissão do poder no Império. A esse sistema o Império deve o seu tipo mais nobre: TRAJANO.
O Imperador Trajano, ao lado de suas admiráveis qualidades afetivas, intelectuais e práticas é ainda mais destacado por sua origem espanhola. O que ilustra como a incorporação romana da Europa foi completa, homogênea, permitindo a um Imperador escolher um sucessor fora de Roma e fora da Itália.
O governo de Trajano foi de fato o melhor do Império e foi sucedido por 3 distintos Imperadores, Adriano, Antonino e Marco Aurélio, todos escolhidos por meio do uso da adoção, como filhos adotivos do predecessor. A adoção é uma das formas da LIBERDADE DE ESCOLHA do sucessor pelo governante.
Os grandes generais romanos conseguiram fazer a paz na Europa ao dominar, pela guerra de conquista, as muitas tribos e cidades que lutavam permanentemente entre elas. Os romanos mostraram grande habilidade em manter os povos dominados com poucas rebeliões. O domínio romano levava a vantagem da paz por longos anos, evitando os saques, a prepotência e o excesso de impostos.
Mas os tempos eram de guerra cruel, com muito sangue e sofrimento para todos em luta. Os guerreiros eram ferozes e roubavam os lugares por onde passavam em suas campanhas. Se nós vivêssemos nesses tempos de guerra, seriamos também perigosos e ferozes guerreiros, do mesmo modo como foram os nossos antepassados.
Há, portanto, um poder que nos domina, um formato que nos força a agir da maneira associativa, altruísta como hoje vivemos. Nós somos o que a sociedade nos oferece, com uma força suave, sem violência, quando nascemos, crescemos e aprendemos a viver, ao recebermos nossa visão da vida, nossa filosofia pela educação e o ensino.
Os registros da história nos mostram os trabalhos de nossos avós que viveram vários séculos atrás, que, em tempos remotos, formaram uma corrente de progresso, por vezes com guerra, tortura, atraso, de fome, de doença, de pestes sem cura. O resultado final tem sido sempre tempos melhores. O que nos diz que o futuro de nossa sociedade será melhor, melhor dia a dia.
Recordando os imperadores romanos e seu imenso Império, olhamos com respeito os seus melhores tipos e sua população latina. A conquista de Roma deu como resultado a manutenção da paz nas nações vencidas. Também os costumes mais refinados dos romanos foram levados às tribos mais atrasadas. Para que todos se comunicassem, o latim, a língua dos romanos, foi o meio de disseminar o saber e a disciplina.
Entre os imperadores, Trajano foi o 13º e foi o de maior talento de todos. Além de ser um general hábil e vitorioso, mostrou-se também um grande chefe de estado, tornando a cidade e o império de Roma um exemplo de progresso e de cultura.
Trajano, grande como soldado e como administrador, tinha um sentimento elevado do dever, sabendo como fazer e sabendo obter de seus companheiros e subordinados a mais perfeita cooperação. Sabia, assim, fazer e fazer outros fazerem. O que é a competência de “fazer fazer”, de fazer e delegar. Trajano dedicou muito de seu tempo às campanhas militares, mas conseguiu que a administração do Império e da capital Roma fosse corretamente conduzida. Considerava que a economia da nação era a base de seu sucesso. Sempre mostrou à população como era empregado o dinheiro público. Assim não deu mostras de gostar do luxo e das festas. Sua vida era de harmonia e de modéstia, com luxo, mas sem pompa.
O melhor dos imperadores sempre evitou o aumento de impostos. Mas encontrou os meios de construir grande número de monumentos públicos e ainda o dinheiro para duas guerras demoradas. Tinha uma clara noção luminosa em favor da liberdade de comércio, o que promoveu o aumento da produção de trigo, a ponto de poder exportar o excesso de safra.
Na campanha da Ásia, após 3 anos de guerra, aos 65 anos, foi ferido no ataque a uma fortaleza árabe. Morreu ao voltar para a Itália. Designou Adriano como seu sucessor. O Império Romano não foi hereditário.
E se Trajano foi muito feliz como chefe de estado, como grande general ficou célebre.

AMANHÃ: São Lucas, São Paulo, filósofo e apóstolo.