quarta-feira, 11 de novembro de 2015

1112 C L’HÔPITAL: planejamento para proteger o bem estar de todos os súditos

12 DE NOVEMBRO   Michel de L’Hôpital: Jurista da França realizou a tolerância religiosa

L’HÔPITAL
Michel de L’Hospital ou L’Hôpital
 (nasceu em 1507, em Aigueperse, França; morreu em 1573, em Bellebat, França)

ESTADISTA CHANCELER DA FRANÇA POLÍTICO HUMANISTA DA TOLERÂNCIA

GOVERNO POLÍTICO NA MODERNIDADE
No mês da Política Moderna são colocados os maiores nomes representativos dos séculos em que o progresso da sociedade européia realizou duas funções:
1  o fim da organização militar medieval para a guerra de defesa e dos antigos privilégios, costumes e crenças;
2  a preparação da nova civilização científica e pacífica necessária para a atividade industrial e comercial, de paz e de ordem mantida pelos diversos governos.
A ação de mudança da política medieval para a política moderna realizou a limitação ou extinção do poder e dos privilégios da nobreza, dos militares e das autoridades religiosas e a manutenção de exércitos permanentes assalariados pelo governo político. Nos regimes guerreiros de Roma, de guerra de conquista, como da Idade Média, de guerra de defesa, os militares eram governo, como imperadores ou barões feudais.
O governo concentrado na monarquia gradualmente substituiu o governo descentralizado dos barões. Ele constituiu o único elemento que ficou de pé do antigo regime medieval católico-feudal no fim dos anos 1400, século XV. A luta entre as autoridades centrais e as locais já tinham terminado e o governo político não era mais ameaçado por nenhum outro poder rival. Os governos passaram a governar sem a unanimidade cultural da Idade Média, como se fossem ditadores, sob diversas formas. Nas biografias de Luiz XI e de Cromwell podem-se ver dois modos de governo.
Nessa fase histórica a política tinha por objetivo manter a ordem da nação e permitir o livre progresso intelectual e industrial. São os estadistas da nova civilização. A política anterior tinha como referência a lei dos deuses, em normas políticas dadas pelo conhecimento das divindades e passa gradualmente a ter como referência o bem da pátria e da sociedade humana.
Estabeleceram o governo central monárquico com o necessário comando único reunindo no rei os antigos poderes regionais dos barões do feudalismo. Com o enfraquecimento dos costumes antigos os reis tenderam a tirar do papa muitas das funções religiosas, tais como a diplomacia e a manutenção da paz.
Nesta segunda semana do mês estão políticos protestantes ou seus simpatizantes, mas não beatos. Protetores da liberdade religiosa, os sete grandes tipos humanos viveram entre meados dos anos 1500 e o fim dos anos 1600, no tempo das guerras de religião. Foram defensores da tolerância, considerando as crenças no ponto de vista da ação política. O chefe da semana da liberdade religiosa é sua maior figura, Guilherme o Taciturno, que termina semana.

Ver em 1105 C  em 05 de novembro o QUADRO DO MÊS DE FREDERICO A POLÍTICA MODERNA, com os grandes nomes representativos da evolução social política do mês.

L’HÔPITAL (1507-1573) nasceu em família da classe média. Estudou Direito na Universidade de Toulouse, mas foi forçado ao exílio por causa da associação de seu pai com revoltoso duque Charles de Bourbon. Ele então continuou seus estudos jurídicos em Pádua e em Bolonha.
Ele voltou para a França em 1534 e em 1537 tornou-se membro da Suprema Corte de Paris. Em 1555 chegou a ser o primeiro presidente da Câmara de Contas. Foi elevado a Chanceler no reinado de Francisco II e mantido pela regente rainha Catherine de Médicis.
L’Hôpital foi um dos primeiros e dos mais importantes membros do grupo chamado os POLITIQUES, de católicos que durante as guerras de religião colocavam os interesses da Igreja Católica como subordinados aos interesses da nação. Eles resistiram à influência clerical da Espanha e desejavam a tolerância, a união nacional e um governo com unidade de comando. Em pequeno número no início, detestados pelos fanáticos, eles reuniram aos poucos ao seu grupo todos os que, na França, eram bons e sensatos. Sua política acabou triunfando finalmente com a conversão de Henrique IV e a publicação do Édito de Nantes, estabelecendo a tolerância para os protestantes.
Um importante papel de L’Hôpital foi realizado no planejamento e na execução da política de governo. Quando os calvinistas na França, chamados de Huguenotes, se preparavam para lutar com os católicos, ele propôs uma política de tolerância que foi aprovada pela rainha Catherine de Médicis.
Muito da ação política então foi realizada por L’Hôpital. Ele provava em seus escritos que o governante não deveria favorecer uma religião em detrimento de outra fé. Ao contrário, ele deveria proteger o bem estar dos seus súditos como um todo. Embora ele desejasse a unidade da religião, ele acreditava que o uso da força política teria o efeito contrário ao efeito de pacificação de fato desejado.
Durante sua participação no governo, ele preparou uma trabalhosa reforma judicial e em 1566 promoveu a Ordonnance de Moulins, que avançou no objetivo de retificar muitos problemas da administração judicial e que também estipulava a política de administração e centralização das terras da coroa francesa.
L’Hôpital morreu em 1573, pouco depois dos massacres do dia de São Bartolomeu que pareceram ser o fim de suas esperanças para a paz religiosa.
Ele era um homem de um caráter elevado e de uma firmeza inabalável, um grande cidadão em toda acepção da palavra. Embora por razões políticas permanecesse católico, ele era protestante ou cético de coração. Ele inicia a segunda semana do mês, os estadistas protestantes.

AMANHÃ: republicano na luta pela independência da Holanda: Jan van Olden Barneveldt




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terça-feira, 10 de novembro de 2015

1111 C LUÍS XI de França: unidade do país, progresso e predominância na Europa

11 DE NOVEMBRO.   Rei Luís XI: nobres decapitados para a paz e a prosperidade.

LUÍS XI
Louis XI, rei da França
(nasceu em 1423, em Bourges, França; morreu em 1483, em Plessis-les-Tours, França)

REI FRANCÊS ENCERROU 0 FEUDALISMO E PROMOVEU A INDÚSTRIA E COMÉRCIO

GOVERNO POLÍTICO NA MODERNIDADE
No mês da Política Moderna são colocados os maiores nomes representativos dos séculos em que o progresso da sociedade européia realizou duas funções:
1  o fim de sua organização militar medieval para a guerra de defesa e dos antigos privilégios, costumes e consciência coletiva;
2  a preparação da nova civilização científica e pacífica necessária para a atividade industrial e comercial, de paz e de ordem mantida pelos diversos governos.
A ação de mudança da política medieval para a política moderna realizou a limitação ou extinção do poder e dos privilégios da nobreza, dos militares e das autoridades religiosas com a manutenção de exércitos permanentes assalariados pelo governo político. Nos regimes guerreiros de Roma, de guerra de conquista, como da Idade Média, de guerra de defesa, os militares eram governo, como imperadores ou barões feudais.
O governo concentrado na monarquia gradualmente substituiu o governo descentralizado dos barões. Ele constituiu o único elemento que ficou de pé do antigo regime medieval católico-feudal no fim dos anos 1400, século XV. A luta entre as autoridades centrais e as locais já tinham terminado e o governo político não era mais ameaçado por nenhum outro poder rival. Os governos passaram a governar sem a unanimidade cultural da Idade Média, como se fossem ditadores, sob diversas formas. Nas biografias de Luiz XI e de Cromwell podem-se ver dois modos de governo.
Nessa fase histórica a política tinha por objetivo manter a ordem da nação e permitir o livre progresso intelectual e industrial. São os estadistas da nova civilização. A política anterior tinha como referência a lei dos deuses, em normas políticas dadas pelo conhecimento das divindades e passa gradualmente a ter como referência o bem da pátria e da sociedade humana.
Estabeleceram o governo central monárquico com o necessário comando único reunindo no rei os antigos poderes regionais dos barões do feudalismo. Com o enfraquecimento dos costumes antigos os reis tenderam a tirar do papa muitas das funções religiosas, tais como a diplomacia e a manutenção da paz.
Nesta primeira semana do mês da Política Moderna estão lembrados a partir da rainha Maria de Molina de Castela os estadistas italianos, espanhóis e franceses dos anos 1300, 1400 e 1500. Estabeleceram o governo central monárquico concentrado reunindo no rei os antigos dispersos poderes regionais dos barões do feudalismo. É a sempre necessária unidade de comando no governo de um país e na atividade coletiva de qualquer gênero. O rei Luis XI da França é o chefe da semana no domingo que a encerra.

Ver em 1105 C  em 05 de novembro o QUADRO DO MÊS DE FREDERICO A POLÍTICA MODERNA, com os grandes nomes representativos da evolução social política do mês.

LUÍS XI (1423-1483) era filho do rei Charles VII da França e de sua esposa Maria d’Anjou. Quando nasceu, os ingleses ocupavam uma grande parte da França, passando a maior parte de sua infância em Loches, na Turaine.
Feio e gordo, ele cresceu em austera reclusão e tornou-se dado aos segredos, sem graça e supersticioso. Mas era também religioso, inteligente e bem informado. Tornou-se um diplomata agudo e grande guerreiro, hábil comandante na lealdade. Ficou conhecido como a “aranha universal” por causa de suas continuadas intrigas e invenções. Por suas habilidades, ele se achava a personificação da consciência da nação francesa, chegando a dizer a seus súditos rebeldes: “Eu sou a França”.
Durante a Idade Média houve uma luta constante no ocidente da Europa entre os dois elementos do poder político temporal, o poder central dos reis de um lado e o elemento local, feudal, dos grandes barões, seus vassalos, do outro. Aos poucos os governos locais se fundiram em grandes aglomerados onde um só governo nacional passou a ter as funções militares, civis e políticas. Esse movimento já havia começado antes do fim dos anos 1200, século XIII. No fim dos anos 1400, fim do século XV, a luta já tinha sido ganha pela concentração do poder, mas só foi completamente terminada na última parte dos anos 1600. Assim foi estabelecido o necessário comando único no governo político dos atos.
Na França, como na maior parte da Europa, a ação desse movimento de concentração do poder foi feita pelos reis. Luís XI, como rei, de 1446 a 1483, continuou a política de seus maiores antecessores com uma coragem indomável, uma perseverança a toda prova e um gênio político de primeira ordem.
Logo no início do governo ele se apressava e procurava abater todos os barões adversários ao mesmo tempo, irritando as classes industriais com pesados impostos. Depois de sérios conflitos, passou a dar apoio às classes pacíficas e industriais, cuidando e apoiando seus interesses. Misturava-se ao povo de Paris, sentava-se às suas mesas, servia de padrinho a seus filhos, deixando de lado toda pompa e toda cerimônia e até mesmo se vestindo da mais simples maneira.
Luís XI não se envergonhava de reparar um erro logo que reconhecia seu engano. Manteve sempre seus planos contra a pulverização do poder do feudalismo, que os príncipes tentavam restabelecer. Mas, em vez de atacar todos os seus súditos ao mesmo tempo, agora os vencia um por um, em separado. No momento em que acabava com um, ele agradava cada um dos outros até que sua vez chegasse.
Ao tornar-se rei, Luís XI deixou seu gosto pela guerra para preferir sempre as negociações e a política. Nos momentos críticos, no perigo, o seu vigor se desenvolvia e sua inteligência se aguçava. Philippe de Comines, seu ministro, disse dele: “Nunca vi um homem tão sagaz na adversidade: se ele recua, é para melhor atacar”.
No conjunto, durante o seu reinado, ele colocou 11 províncias debaixo do seu controle, assim assegurando a unidade da França e sua predominância na Europa. Importante serviço prestado ao seu país foi também o estabelecimento da ordem, sua boa administração, as reformas financeiras e judiciárias, o encorajamento dado à indústria e ao comércio.
Luís XI efetuou, tentou ou projetou todas as inovações da França moderna. É de seu reinado que a diplomacia foi instituída como função de governo e posta em ação, como o expediente moderno que substitui a função internacional que o papado realizava na Idade Média.
Alguns historiadores criticaram sua crueldade, sua falsidade e sua superstição. Nobres turbulentos como Saint-Pol e Armagnac foram decapitados. Ministros traidores, como o Cardeal La Balue, foram presos por longos anos em gaiolas de ferro; crimes vulgares foram punidos severamente em todas as classes. Mas essa severidade é que permitiu ao país progredir durante a maior parte dos anos 1400, assegurando a paz e a prosperidade aos trabalhadores e àqueles que cumpriam a lei.
Luís XI tinha uma saúde delicada e a arteriosclerose finalmente o afetou. Nos últimos 3 anos viveu sem sair, em Plessis-les-Tours, na Turaine, onde morreu em 1483. Ele encarava a morte com uma grande coragem. Seus pensamentos e seus esforços até o fim da vida são a prova de que não pensava na salvação de sua alma, mas pensava sempre em sua pátria.

AMANHÃ: Jurista Chanceler da França realizou a tolerância religiosa: Michel de L’Hospital.




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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

1110 C HENRIQUE IV: projeto de uma república federada dos países livres da Europa

10 DE NOVEMBRO. Rei Henrique IV: progresso da França com industrialização do país.

HENRIQUE IV
Prince de Béarn, Henri III de Navarre, Henri IV de Bourbon, Henry IV of France
(nasceu em 1553, em Béarn, França; morreu em 1610, em Paris)

REI DA FRANÇA MANTEVE UNIDADE E DESENVOLVIMENTO DA NAÇÃO

GOVERNO POLÍTICO NA MODERNIDADE
Nesta primeira semana do mês da Política Moderna estão lembrados a partir da rainha Maria de Molina de Castela os estadistas italianos, espanhóis e franceses dos anos 1300, 1400 e 1500. Estabeleceram o governo central monárquico concentrado reunindo no rei os antigos dispersos poderes regionais dos barões do feudalismo. É a necessária unidade de comando no governo de um país. O rei Luis XI da França é o chefe da semana no domingo que a encerra.

Ver em 1105 01 C  em 05 de novembro o QUADRO DO MÊS DE FREDERICO A POLÍTICA MODERNA, com os grandes nomes representativos da evolução social política do mês.

HENRIQUE IV (1553-1610) era filho de Antoine de Bourbon, duque de Vendôme e sua mãe era Jeanne d’Albret, rainha de Navarra a partir de 1555. Henrique, aos 19 anos tornou-se o rei de Navarra pela morte de sua mãe.
Ele estava em Paris durante o massacre de protestantes no dia de São Bartolomeu em 1572. Para não morrer, sendo ele huguenote, protestante, ele abjurou sua religião e se fez católico.
Em 1576 Henrique conseguiu fugir para o sul da França, onde ele tinha grandes domínios, e voltou a ser protestante. A nobreza huguenote formava lá uma cavalaria valente, e Henrique bom soldado, à sua frente, fez brilhantes combates.
Em 1589 o rei Henrique III da França foi assassinado. Com sua morte a dinastia de Valois foi extinta, por não ter sucessores. O herdeiro legítimo do trono passou a ser Henrique de Navarra, que, por seu pai, Antoine de Bourbon era o décimo segundo na linha de descendência do rei Luís IX.
A união dos nobres franceses havia formado uma liga, que se recusou a reconhecer o novo rei, por ser ele um huguenote, um protestante. Só depois de muitos combates e até de manter o cerco de Paris, é que Henrique assumiu o trono com o nome de Henrique IV.
Convencido de que ele, como um rei huguenote, protestante, não conseguiria realizar a unidade da França, um país católico, Henrique IV em 1594 se converteu novamente à religião católica. Foi quando ficou famosa sua expressão: Paris vale bem uma missa” Ou seja Paris e o trono da França vale mais do que a obrigação como católico de assistir às missas.
Em 1596 os últimos nobres da liga estavam vencidos. Em 1598 o memorável Édito de Nantes assegurava aos protestantes não só a liberdade religiosa, mas lhes permitia em muitas das cidades o culto público e lhes dava direitos iguais aos dos empregados do Estado.
Os nobres que formavam a liga viram nas discórdias religiosas uma ocasião para destruir a unidade da França, que havia sido a grande obra do rei Luís XI, acabando com o feudalismo. Henrique IV, embora tendo sido atacado pela liga, foi o menos vingativo e o mais humano dos reis. Ele fez a conquista de seus inimigos tanto por sua clemência e sua generosidade quanto pela luta armada, pela espada. Mas os grandes nobres que temiam o retorno de um governo de unidade nacional e que conspiravam com estrangeiros foram vigorosamente reprimidos.
O governo de Henrique IV provocou grande progresso financeiro e econômico para a nação. Pode-se dizer que a indústria francesa começou no reinado de Henrique IV.
Ele se mostrou um grande político por sua visão ampla do conjunto da política da Europa. Seu grande projeto era de uma “República federativa” composta pelos países europeus, independentes, uns Estados sendo monarquias e outros repúblicas, tendo um conselho permanente composto de representantes de todos os Estados e tendo um imperador como presidente. Mas a vida de Henrique IV se acabou ao ser assassinado em 1610, em Paris, sem realizar seus planos.
Os franceses apreciaram em geral o grande valor de seu rei. Ele é dos poucos reis que terá sua memória homenageada e também querida pela posteridade.

AMANHÃ: Rei Luís XI: crimes punidos e nobres turbulentos decapitados para assegurar a paz.





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1109 C CARLOS V: capturou o papa e o manteve prisioneiro em Avignon na França


09 DE NOVEMBRO.   CARLOS V: carcereiro do papa e perseguidor dos protestantes

CARLOS V
Charles V da França, Imperador do Santo Império Romano, Carlos I Rei da Espanha, Charles I Arquiduque da Áustria
(nasceu em 1500, em Ghent, Flandres, Bélgica; morreu em 1558, em San Jerónimo de Yuste, Espanha)

IMPERADOR LUTOU PELA UNIDADE POLÍTICA DA EUROPA CATÓLICA

GOVERNO POLÍTICO NA MODERNIDADE
Nesta primeira semana do mês da Política Moderna estão lembrados a partir da rainha Maria de Molina de Castela os estadistas italianos, espanhóis e franceses dos anos 1300, 1400 e 1500. Estabeleceram o governo central monárquico concentrado reunindo no rei os antigos dispersos poderes regionais dos barões do feudalismo. É a necessária unidade de comando no governo de um país. O rei Luis XI da França é o chefe da semana no domingo que a encerra.

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CARLOS V (1500-1558) herdou do rei Philippe, filho do Imperador Maximilien I e de Marie de Borgonha os Estados de Hapsbourg, o Franche-Comté e os Países Baixos. Da parte de sua mãe Joana, filha de Fernando e Isabel de Castela, ele governou a Espanha, Nápoles, a Sardenha bem como as colônias espanholas da América.
Em 1529, quando da morte de seu avô Maximilien, ele foi eleito Imperador. Não houve um governo de território tão extenso na Europa desde Carlos Magno. Charles V mostrou grande habilidade tanto na política quanto general na guerra como general na paz.
Carlos V era prudente em seus planos, resoluto na ação e excelente no julgamento das pessoas. Seu governo foi feito no meio de guerras na maior parte conduzidas por ele mesmo, em pessoa. A defesa da Europa do ocidente contra os turcos, que então eram muito bem armados tanto no mar como em terra, foi uma tarefa que conseguiu realizar.
As tropas espanholas eram então as melhores e nenhuma região contribuía tanto com impostos como os Países Baixos. Mas a potência militar de Carlos V não era tão forte como se poderia supor pelo tamanho de seus domínios. A França também era belicosa e rica, sua massa compacta, sua posição central, sua organização monárquica com comando único, faziam com que ela fosse capaz de manter o equilíbrio na Europa. Esse princípio então foi reconhecido pela primeira vez como a única garantia eficaz para manter as liberdades dentro da Europa.
Embora Carlos V fosse sem dúvida um católico sincero e até mesmo beato, ele estava resolvido a subordinar a Igreja Católica ao Estado. Ele fez guerra ao papa Clemente VII, que foi capturado em Roma e mantido prisioneiro durante sete meses, ao mesmo tempo em que queimava vivos os protestantes na Espanha e nos Países-Baixos.
Carlos V foi hostil ao movimento luterano do protestantismo, ao mesmo tempo por ser ele subversivo e porque tendia a tornar os príncipes e cidades mais independentes, como no feudalismo. A unidade de religião parecia ser, para Carlos V, indispensável, mas a questão da doutrina religiosa a seu ver era de mínima importância.
Em conseqüência, ele provocou a reunião do Concílio de Trento, de 1545 a 1563, na esperança de que um acordo pudesse aproximar o papa e os luteranos. Quando os protestantes se recusaram a participar do Concílio, e, sob o nome de Liga de Smalkalde, se mantiveram na defensiva, Carlos V os atacou e venceu na batalha de Mühlberg em 1547.
Mas essa afirmação da autoridade do Imperador alarmou até mesmo os príncipes católicos e eles se uniram a Mauricio de Saxe para forçar Carlos V a aceitar o tratado de Passau e a “paz religiosa” de Augsbourgo em 1555. Esse acordo deu a cada príncipe o direito de determinar a religião dentro de seus próprios Estados.
Desencorajado por esse golpe feito à sua política e por sua derrota na batalha de Metz, Caslos V renunciou ao governo do Império e aos Estados hereditários de Hapsburgo, que ele cedeu a seu irmão Fernando. Deixou o resto de seus domínios para seu filho Philippe II em 1556.
Seus esforços foram mais felizes para estabelecer na Espanha e nos Países-Baixos um governo fortemente centralizado. Ele teve uma grande importância na política de seu tempo.
Carlos V se retirou depois para o mosteiro de Saint-Just na Espanha, onde morreu em 1558.

AMANHÃ: Seu governo deu grande progresso à França e industrializou o país: Henrique IV.





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domingo, 8 de novembro de 2015

1108 C ISABEL DE CASTELA: na guerra com sua armadura a frente das tropas

08 DE NOVEMBRO. Isabel de Castela: forneceu os meios para a descoberta de América

ISABEL DE CASTELA
Isabel La Católica, Isabel I rainha de Castela e Aragão, Isabella I the Catholic
(nasceu em 1451, em Castela, na Espanha; morreu em 1504, em Medina del Campo, Espanha)

RAINHA DE CASTELA E ARAGÃO FEZ A UNIFICAÇÃO DA ESPANHA

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ISABEL DE CASTELA (1451-1504), rainha de Castela e de Leão, casou-se com Fernando II de Aragão, em Castela com o nome de Fernando V de Castela. Após a conquista de Granada e de Navarra, esse casamento equivaleu, virtualmente, à unificação da Espanha. O país tornou-se, por um só golpe, uma potência preponderante na Europa.
Embora Fernando tivesse o título de rei de Castela durante a vida de sua mulher e que todos os atos fossem feitos ao nome “dos soberanos”, o poder supremo, em conteúdo como na forma, estava reservado a Isabel, que, até sua morte, tinha o mando no governo conforme sua vontade particular e independente.
Isabel possuía uma grande habilidade política, uma energia masculina, uma coragem heróica, uma firmeza inflexível, uma atividade incessante.  Todas essas qualidades estavam ao serviço de sentimentos muito nobres.
Deve-se ver com admiração o patriotismo esclarecido em muitos dos políticos dessa época. Em referência a Isabel, não pode ela ser acusada, como outros políticos, de ter jamais sacrificado a moral, tal como compreendida pelos melhores governantes. Os amplos princípios de justiça, os sentimentos de boa vontade, a piedade, a generosidade lhe foram sempre presentes. Isabel reuniu a um grau extraordinário a ternura da mulher com a energia do homem.
Isabel tinha 18 anos quando ela se casou, ela se tornando a rainha depois da morte de seu irmão, 5 anos depois, em 1474. O reino de Castela então estava desde longo tempo em anarquia. O projeto de governo para Isabel, como para todos os grandes príncipes dos séculos 14 e 15, era de reduzir o poder dos nobres medievais, fortificando a autoridade do rei, para inspirar a justiça, o rigor e a uniformidade da justiça, a alargar o território da nação até seus limites naturais e a resistir à interferência do papa na política.
Quando Granada, o último dos reinos mouros na península da Espanha, foi conquistado, uma política ativa pôs fim à pilhagem, as leis foram codificadas, os castelos desarmados. Isabel colocou sua mão pessoalmente na execução de todas essas medidas. Ela fez todas as expedições montada a cavalo, mesmo quando esteve grávida. Na guerra contra os mouros, ela se colocava por vezes com uma armadura à frente de suas tropas.
Será sempre um dos seus títulos de glória o fato de ter fornecido a Colombo os meios para cumprir sua grande missão de descoberta do novo mundo na América. E foi no tempo em que ninguém desejava escutar o descobridor. E o rei Fernando, marido de Isabel, foi um dos homens de Estado dos mais capazes de seu tempo, pela inteligência, pronto para a ação, um bravo soldado.
O único crime de seu reinado foi o tratamento que foi dado aos judeus, aos maometanos, aos heréticos. Mas a grande culpa vai para os seus diretores religiosos.
Assim foi a grande rainha da Espanha, um modelo de mulher na política, na modernidade.

AMANHÃ: Guerreou e prendeu o papa Clemente VII por sete meses: o católico Carlos V





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1107 C PHILIPPE DE COMINES: a política de boa fé prudente e firme no bem do povo


07 DE NOVEMBRO. Philippe de Comines: memórias da política em texto de alto valor

PHILIPPPE DE COMINES
Philip de Commines, Commynes, Senhor d’Argenton
(nasceu em 1447, em Commynes, Flandres, Bélgica; morreu em 1511, em Argenton, França)

NOBRE, ESTADISTA E HISTORIADOR FRANCÊS

No mês da Política Moderna são colocados os maiores nomes representativos dos séculos em que o progresso da sociedade européia realizou duas funções:
1  o fim de sua organização militar medieval para a guerra de defesa e dos antigos privilégios, costumes e crenças;
2  a preparação da nova civilização científica e pacífica necessária para a atividade industrial e comercial, de paz e de ordem mantida pelos diversos governos.
Nesta primeira semana do mês da Política Moderna estão lembrados a partir da rainha Maria de Molina de Castela os estadistas italianos, espanhóis e franceses dos anos 1300, 1400 e 1500. Estabeleceram o governo central monárquico concentrado reunindo no rei os antigos dispersos poderes regionais dos barões do feudalismo. É a necessária unidade de comando no governo de um país. O rei Luis XI da França é o chefe da semana no domingo que a encerra.

Ver em 1105 C  em 05 de novembro o QUADRO DO MÊS DE FREDERICO A POLÍTICA MODERNA, com os grandes nomes representativos da evolução social política do mês.

PHILIPPE DE COMINES (1447-1511) nasceu numa família nobre do distrito de Ypres, em Flandres ocidental e, portanto, sujeito ao governo de Charles o Temerário, duque da Borgonha.
Comines entrou para o serviço de Charles com a idade de 19 anos. Em 1472 ele deixou o serviço do duque de Borgonha para trabalhar com o rei Luís XI, rei da França. Tornou-se então, para o soberano, um homem capaz e digno de confiança, sendo bem recompensado. Comines, por seu lado, não poderia ter nem afeição nem respeito pelo duque Charles, um nobre feudal impetuoso, ávido de glória.
Comines tornou-se logo e por toda a vida, o mais fiel agente do rei Luís XI, que o empregava em missões diplomáticas. Com a morte do rei, ficou na oposição com a regência do reino e ficou preso numa jaula de ferro e condenado a pagar a multa de um quarto de sua fortuna.
Alguns anos depois, ainda recorrendo à sua grande habilidade e a sua experiência, acompanhou o rei Charles VIII da França em conflito na Itália e combateu a seu lado na jornada de Fornoue em 1493.
Em 1498 ele afastou-se da corte real, indo depois para Argenton, onde ele morreu em 1511.
Depois de seu retorno da Itália ele escreveu suas famosas MEMÓRIAS, Mémoires sur les règnes de Louis XI et de Charles VIII, publicadas em 1523. Elas constituem o monumento mais precioso que temos para o conhecimento dos reinados de Luís XI e de Charles VIII.
Esse texto encontra-se em muitas edições e traduzido para várias línguas, sendo uma obra do mais alto padrão histórico e literário. É um livro que deverá ser lido hoje e sempre. Seu estilo literário é apreciado, mas seu maior valor é ser uma obra política de um homem prático, um estadista. Ele estava ao corrente dos acontecimentos de seu tempo, conhecendo bem os homens que neles tomavam parte e tudo julgando com reflexão e sem paixão.
Para os leitores modernos, o tom dessa obra pode parecer cheio de cinismo. Deve-se lembrar que Comines era um de seu tempo e esse tempo era o de Luís XI, de Fernando de Aragão, de Henrique VII e de Maquiavel. Uma era em que o completo divórcio entre a moral e a política tornava a hipocrisia inútil.
No texto de Comines nada de sentimental nem de entusiasmo é encontrado. A prudência e a firmeza são, para ele, sinônimos de virtude. A paixão, a fraqueza e a loucura não lhe inspiram nem piedade nem desgosto. Ele aprova a justiça, a boa fé e a moderação já que elas conduzem a um governo feliz e bom para o povo.
O interesse de Estado torna legítimos os meios postos em uso, quaisquer que sejam. Ele crê que Deus recompensa e pune, mas a religião não é para ele um princípio de ação política. Seus motivos, como seus projetos, são estritamente humanos.
O julgamento do caráter e das ações do rei Luís XI da França é feito nas MEMÓRIAS com uma perfeita imparcialidade e muito discernimento. Ele é o rei que se aproxima de seu ideal do príncipe sábio e bom chefe de Estado, mais do que qualquer outro político. Comines tem por ele um grande respeito e admiração.
O fato de ter sido ele o único que manifestou esse sentimento para com o grande rei, nos faz pensar que essa é a medida da própria superioridade de Comines.

AMANHÃ: Deu a Colombo os meios para a descoberta de América: rainha Isabel de Castela.





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QUEM HONRA SEUS ANTEPASSADOS1107 C   PHILIPPE DE COMINES; a política de boa fé prudente e firme para o bem do povo

07 DE NOVEMBRO. Philippe de Comines: memórias da política como texto de alto valor

PHILIPPPE DE COMINES
Philip de Commines, Commynes, Senhor d’Argenton
(nasceu em 1447, em Commynes, Flandres, Bélgica; morreu em 1511, em Argenton, França)

NOBRE, ESTADISTA E HISTORIADOR FRANCÊS

No mês da Política Moderna são colocados os maiores nomes representativos dos séculos em que o progresso da sociedade européia realizou duas funções:
1  o fim de sua organização militar medieval para a guerra de defesa e dos antigos privilégios, costumes e crenças;
2  a preparação da nova civilização científica e pacífica necessária para a atividade industrial e comercial, de paz e de ordem mantida pelos diversos governos.
Nesta primeira semana do mês da Política Moderna estão lembrados a partir da rainha Maria de Molina de Castela os estadistas italianos, espanhóis e franceses dos anos 1300, 1400 e 1500. Estabeleceram o governo central monárquico concentrado reunindo no rei os antigos dispersos poderes regionais dos barões do feudalismo. É a necessária unidade de comando no governo de um país. O rei Luis XI da França é o chefe da semana no domingo que a encerra.

Ver em 1105 C  em 05 de novembro o QUADRO DO MÊS DE FREDERICO A POLÍTICA MODERNA, com os grandes nomes representativos da evolução social política do mês.

PHILIPPE DE COMINES (1447-1511) nasceu numa família nobre do distrito de Ypres, em Flandres ocidental e, portanto, sujeito ao governo de Charles o Temerário, duque da Borgonha.
Comines entrou para o serviço de Charles com a idade de 19 anos. Em 1472 ele deixou o serviço do duque de Borgonha para trabalhar com o rei Luís XI, rei da França. Tornou-se então, para o soberano, um homem capaz e digno de confiança, sendo bem recompensado. Comines, por seu lado, não poderia ter nem afeição nem respeito pelo duque Charles, um nobre feudal impetuoso, ávido de glória.
Comines tornou-se logo e por toda a vida, o mais fiel agente do rei Luís XI, que o empregava em missões diplomáticas. Com a morte do rei, ficou na oposição com a regência do reino e ficou preso numa jaula de ferro e condenado a pagar a multa de um quarto de sua fortuna.
Alguns anos depois, ainda recorrendo à sua grande habilidade e a sua experiência, acompanhou o rei Charles VIII da França em conflito na Itália e combateu a seu lado na jornada de Fornoue em 1493.
Em 1498 ele afastou-se da corte real, indo depois para Argenton, onde ele morreu em 1511.
Depois de seu retorno da Itália ele escreveu suas famosas MEMÓRIAS, Mémoires sur les règnes de Louis XI et de Charles VIII, publicadas em 1523. Elas constituem o monumento mais precioso que temos para o conhecimento dos reinados de Luís XI e de Charles VIII.
Esse texto encontra-se em muitas edições e traduzido para várias línguas, sendo uma obra do mais alto padrão histórico e literário. É um livro que deverá ser lido hoje e sempre. Seu estilo literário é apreciado, mas seu maior valor é ser uma obra política de um homem prático, um estadista. Ele estava ao corrente dos acontecimentos de seu tempo, conhecendo bem os homens que neles tomavam parte e tudo julgando com reflexão e sem paixão.
Para os leitores modernos, o tom dessa obra pode parecer cheio de cinismo. Deve-se lembrar que Comines era um de seu tempo e esse tempo era o de Luís XI, de Fernando de Aragão, de Henrique VII e de Maquiavel. Uma era em que o completo divórcio entre a moral e a política tornava a hipocrisia inútil.
No texto de Comines nada de sentimental nem de entusiasmo é encontrado. A prudência e a firmeza são, para ele, sinônimos de virtude. A paixão, a fraqueza e a loucura não lhe inspiram nem piedade nem desgosto. Ele aprova a justiça, a boa fé e a moderação já que elas conduzem a um governo feliz e bom para o povo.
O interesse de Estado torna legítimos os meios postos em uso, quaisquer que sejam. Ele crê que Deus recompensa e pune, mas a religião não é para ele um princípio de ação política. Seus motivos, como seus projetos, são estritamente humanos.
O julgamento do caráter e das ações do rei Luís XI da França é feito nas MEMÓRIAS com uma perfeita imparcialidade e muito discernimento. Ele é o rei que se aproxima de seu ideal do príncipe sábio e bom chefe de Estado, mais do que qualquer outro político. Comines tem por ele um grande respeito e admiração.
O fato de ter sido ele o único que manifestou esse sentimento para com o grande rei, nos faz pensar que essa é a medida da própria superioridade de Comines.

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1106 C COSME DE MÉDICIS atividade industrial pacífica aliada a ação política

06 DE NOVEMBRO. Cosme de Médicis: seus lucros em obras para o povo, para os pobres

COSME DE MÉDICIS
Cosimo di Giovanni dei Medici, Cosimo il Vecchio, Cosimo Pater Patriae, Cosme de Medici o Velho, Cosme Pai da Pátria
(nasceu em 1389, em Florença; morreu em 1464, em Florença, Itália)

GRANDE EMPRESÁRIO FLORENTINO HÁBIL POLÍTICO

GOVERNO POLÍTICO NA MODERNIDADE
No mês da Política Moderna são colocados os maiores nomes representativos dos séculos em que o progresso da sociedade européia realizou duas funções:
1  o fim de sua organização militar medieval para a guerra de defesa e dos antigos privilégios, costumes e crenças;
2  a preparação da nova civilização científica e pacífica necessária para a atividade industrial e comercial, de paz e de ordem mantida pelos diversos governos.
A ação de mudança da política medieval para a política moderna realizou a limitação ou extinção do poder e dos privilégios da nobreza, dos militares e das autoridades religiosas e a manutenção de exércitos permanentes assalariados pelo governo político. Nos regimes guerreiros de Roma, de guerra de conquista, como da Idade Média, de guerra de defesa, os militares eram governo, como imperadores ou barões feudais.
O governo concentrado na monarquia gradualmente substituiu o governo descentralizado dos barões. Ele constituiu o único elemento que ficou de pé do antigo regime medieval católico-feudal no fim dos anos 1400, século XV. A luta entre as autoridades centrais e as locais já tinham terminado e o governo político não era mais ameaçado por nenhum outro poder rival. Os governos passaram a governar sem a unanimidade cultural da Idade Média, como se fossem ditadores, sob diversas formas. Nas biografias de Luiz XI e de Cromwell podem-se ver dois modos de governo.
Nessa fase histórica a política tinha por objetivo manter a ordem da nação e permitir o livre progresso intelectual e industrial. São os estadistas da nova civilização. A política anterior tinha como referência a lei dos deuses, em normas políticas dadas pelo conhecimento das divindades e passa gradualmente a ter como referência o bem da pátria e da sociedade humana.
Estabeleceram o governo central monárquico com o necessário comando único reunindo no rei os antigos poderes regionais dos barões do feudalismo. Com o enfraquecimento dos costumes antigos os reis tenderam a tirar do papa muitas das funções religiosas, tais como a diplomacia e a manutenção da paz.
Nesta primeira semana do mês da Política Moderna estão lembrados a partir da rainha Maria de Molina de Castela os estadistas italianos, espanhóis e franceses dos anos 1300, 1400 e 1500. Estabeleceram o governo central monárquico concentrado reunindo no rei os antigos dispersos poderes regionais dos barões do feudalismo. É a necessária unidade de comando no governo de um país. O rei Luis XI da França é o chefe da semana no domingo que a encerra.

Ver em 1105 C  em 05 de novembro o QUADRO DO MÊS DE FREDERICO A POLÍTICA MODERNA, com os grandes nomes representativos da evolução social política do mês.

COSME DE MÉDICI (1389-1464) nasceu em Florença como um menino pobre. Seu pai havia fundado um pequeno banco em Florença, que só mais tarde se tornou o famoso Banco Médici.
O pai de Cosme, Giovanni di Bicci dei Medici, decidiu correr um grande risco, dando um empréstimo a um antigo pirata. Foi empréstimo para Baldassare Cossa, o ex-pirata que havia decidido mudar de vida e tornar-se padre católico.
Baldassare subiu na hierarquia da Igreja Católica e se tornou o Antipapa João XXIII. O papa colocou os Médici encarregados de cuidar da conta papal e de administrar as finanças da Igreja. Desse modo a família Médici se tornou a mais rica família da Europa.
Cosme, com a morte do pai, herdou tanto a sua fortuna como a vocação de seu pai para os negócios. Em 1433 Cosme foi exilado de Florença por Rinando degli Albizzi. Mas a opinião pública logo mudou, e ele voltou no ano seguinte, influenciando o governo de Florença e liderando o país com o seu exemplo pelo resto de sua longa vida de 75 anos. O tempo que passou afastado de Florença, ensinou a Cosme a necessidade de acabar com as divisões políticas que resultaram no seu exílio. Para consegui-lo, com a ajuda das autoridades, promoveu as necessárias alterações da lei.
A cidade de Florença se destacava então por suas produções artísticas e pela cultura geral de seus habitantes. Destacava-se também pelo espírito de bem público de seus moradores, de seu amor pelas instituições livres e de seus esforços para apoiar as outras cidades.
Os grandes lucros que Cosme de Médici obtinha no Banco e no comércio eram largamente aplicados a obras para o povo e a ajudar os cidadãos mais pobres. Cosme foi, por grande parte de sua vida, o verdadeiro chefe político de Florença.
A constituição política da cidade era ao mais alto ponto democrática, mas isso não impedia que Cosme ou seus amigos de estarem sempre no governo. A prudência era sua qualidade dominante. Ele o provou em sua bem sucedida administração, na sua moderação e ao evitar a ostentação de riqueza. Ficou famoso como protetor e financiador da literatura e da arte.
Cosme de Médici mostrou um elevado caráter e destacado exemplo de grande empresário moderno. Mostrou por sua ação que a atividade industrial pacífica pode se conciliar com o mais completo devotamento social e mesmo com uma habilidosa ação no governo político da pátria.
Por essa razão, seus concidadãos lhe deram o título de Pater Patriae”, Pai da Pátria, que ficou inscrito em sua sepultura.

AMANHÃ: O governo bom para o povo com justiça, boa fé e moderação: Philippe de Comines.




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2015 não é ano Bissexto, ano B, é ano C, ano comum  
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