sábado, 7 de junho de 2014

0608 C HELOÍSA seu amor generoso e constante na cultura cavalheiresca do catolicismo

08 DE JUNHO. Heloísa: a sua tragédia amorosa é a mais célebre e inesquecível da história

HELOÍSA
Héloïse, Heloise
(nasceu cerca do ano 1095; morreu em 1164, na Abadia do Pareclet, Troyes, na França)

HELOÍSA MODELO DO SENTIMENTO DE SUBLIME TERNURA CAVALHEIRESCA DO CATOLICISMO

A regeneração moral com a compressão do egoísmo anti-social

Ver em  0521 C  O QUADRO DO MÊS DE S PAULO O CATOLICISMO com todos os grandes tipos humanos do mês.

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.

FELIZ
QUEM HONRA SEUS ANTEPASSADOS


Heloisa (1095-1164) era sobrinha de um alto sacerdote de Paris, de nome Fulbert. Foi educada no convento de Argenteuil. Quando o filósofo Abelardo veio a Paris, Heloisa, que já demonstrara vocação para a ciência, tornou-se sua aluna, sendo por ele seduzida.
Ela fugiu para a Bretanha e deu à luz um filho, que chamou de Astrolábio. Heloisa consentiu, então, em tornar-se esposa de seu sedutor, mas com restrições, o casamento devendo, a seus olhos, afrouxar o laço íntimo dos corações. Talvez, também, temeria ela prejudicar a carreira de professor de seu amante.
Para atender ao desejo de Abelardo, o casamento foi mantido em segredo. Mas chegou ao conhecimento de Fulbert. Heloisa negou energicamente sua ligação.
Fulbert, então, tramou uma vingança atroz. Ele pagou a miseráveis para que entrassem à noite no quarto de Abelardo e o castrassem.
Abelardo, infeliz e ciumento, mesmo castrado em sua impotência, como ele o confessou, ordenou a Heloisa que se tornasse freira. A soberba de Abelardo foi respondida por Heloisa com sua obediência.
Mas ela não levou ao mosteiro o sentimento de uma religiosa. Só pensava em Abelardo, que, ele também, se tornou um monge.
Os anos se passaram. Heloisa se tornou a abadessa do mosteiro de Paraclet, convento que Abelardo havia fundado num lugar solitário perto de Troyes.
Mais tarde, uma carta escrita por Abelardo, então abade de São Gildas na Bretanha, chegou às mãos de Heloisa. Essa carta, dirigida a um amigo, contava a historia de seus males antigos e novos. A partir de então, começa uma correspondência entre os dois amantes, em cartas que dão uma impressão profunda do que havia em sua imaginação.
A correspondência em latim contém três cartas de Heloisa que pediam a Abelardo consolações espirituais; mas, lembrando o passado, elas mostram um imenso amor que a desgraça, a separação e a austeridade religiosa não puderam vencer. As cartas dos dois amantes passaram a ser a fonte de volumosa literatura sobre sua emocionante relação amorosa.
Em 1142 Abelardo morreu monge em Cluny, cumprindo sua terrível penitência. Heloisa obteve o corpo dele autorizada pelo abade Pedro-o-Venerável com a absolvição escrita de todos os seus pecados. O corpo foi enterrado na capela do convento de Paraclet
Vinte e um anos mais tarde, morre Heloisa. Seu corpo foi depositado no mesmo túmulo. No começo dos anos 1800 o túmulo foi levado para o cemitério do Père La Chaise em Paris. A tumba de Abelardo e Heloisa é constantemente visitada por jovens casais unidos pelo amor. A tragédia amorosa de Heloisa é a mais conhecida da historia.
Heloisa faz lembrar o coração terno, generoso e constante até o sublime. Faz o modelo do tipo extremo da ternura cavalheiresca, um sentimento criado pela cultura religiosa do catolicismo.


AMANHÃ: Os grandes arquitetos medievais.


sexta-feira, 6 de junho de 2014

0607 C LANFRANC separou os poderes da Igreja e do rei conquistador da Inglaterra

07 DE JUNHO. LANFRANC arcebispo de Canterbury : preciosos serviços ao Catolicismo

LANFRANC
Lanfranc da abadia do Bec, Lanfranc de Cantuária, Lanfranc de Pavie; foi beatificado

BENEDITINO ARCEBISPO DE CANTERBURY CONSELHEIRO DO REI GUILHERME DA INGLATERRA
(nasceu em 1010 em Pávia, Lombardia, Itália; morreu em 1089, em Canterbury, Kent, Inglaterra)

FUNDADOR DAS ORDENS MONÁSTICAS NO OCIDENTE CIVILIZADORAS
DA EUROPA MEDIEVAL

A regeneração moral com a compressão do egoísmo anti-social

Ver em  0521 C  O QUADRO DO MÊS DE S PAULO O CATOLICISMO com todos os grandes tipos humanos do mês.

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.

FELIZ
QUEM HONRA SEUS ANTEPASSADOS

Lanfranc de Cantuária (1010-1089) é contemporâneo de Hildebrando (1020-1085).
Estamos reverenciando os grandes servidores da sociedade na época do apogeu da Igreja Católica. Uma era começa com o papa Hildebrando, que adotou o nome Gregório VII. O papado teve seu tempo áureo desde o governo de Hildebrando (1073-1085) até o seu ponto culminante no pontificado de 1198 a 1216 do papa Inocêncio III (1160-1216).
Lanfranc nasceu em Pávia, na Lombardia. Estudou e praticou a advocacia em sua cidade natal. Na Normandia, em 1039, com 34 anos, estabeleceu uma escola em Avranches. Lecionou ali até 1042, quando entrou para o monastério beneditino em Bec, perto de Ruen. Em 1045 tornou-se o prior. Ali ele fundou uma escola que se tornou conhecida por toda a Europa.
O duque de Normandie, Guilherme, que faria, mais tarde, a conquista de Inglaterra, estava no poder. A Igreja de Roma estava proibindo o casamento de Guilherme com sua prima Matilde de Flandres, que seria contrario aos cânones da religião. O duque enviou Lanfranc como seu embaixador para fazer a paz com o papa. Lanfranc teve sucesso, e em seu retorno, em 1064, o nomeou antecipadamente abade da nova abadia de Santo Etienne em Caen, cuja ereção fora uma das condições de reconciliação com a Igreja de Roma.
Em 1070, Guilherme levou Lanfranc para a Inglaterra para ser o arcebispo de Canterbury. Nesse alto cargo, o segundo mais elevado do reino, que exigia uma alta capacidade de estadista, Lanfranc prestou os mais preciosos serviços ao rei, e à Igreja Católica Romana. Seus contemporâneos sabiam que ninguém suplantava Lanfranc em saber e em autoridade.
Lanfranc conservou a confiança de seu imperioso rei sem ofender seriamente seu soberano espiritual, Hildebrando o papa Gregório VII. Mantendo a paz entre o rei e o papa, ele contribuiu decisivamente para a reforma monástica e eclesiástica de Hildebrando papa e consolidou a união da Inglaterra com a Igreja Romana.
A longa vida de Lanfranc se prolongou até o reinado do sucessor de Guilherme o Conquistador, seu irmão Guilherme II. Lanfranc morreu em 1089, aos 84 anos, em Canterbury, Kent, na Inglaterra.
Lanfranc promoveu uma bem sucedida reforma e reorganização da igreja da Inglaterra. Manteve-se subordinado ao poder do papa, mas assistiu ao rei Guilherme na intenção de dar à igreja inglesa a liberdade espiritual. Com habilidade, protegeu a liberdade de consciência da igreja contra a interferência do próprio rei e de outros poderosos. É o que se chama separar o poder material do poder espiritual.
Sua preocupação foi separar as responsabilidades e poderes do rei, de um lado, e da Igreja Católica do outro. O que resultou na lei que separou os tribunais da igreja dos tribunais seculares, do governo do rei. Mas talvez o maior serviço pessoal que prestou ao rei foi descobrir em 1075 uma conspiração formada contra ele por importantes nobres ingleses.
Ao morrer o rei Guilherme, Lanfranc assegurou a passagem do governo para seu irmão, Guilherme II, colocando as forças inglesas em seu apoio, contra os partidários de outro seu irmão mais velho, o duque de Normandia.
Revendo a historia da organização da igreja medieval, notamos a preocupação permanente com o ensino, aliada à realização de uma religiosidade universal, para todos os povos e todas as raças. E tudo conseguido pela colocação da unidade do comando único religioso na pessoa do papa como pontífice romano, para obter a continuidade e uniformidade no tempo e no espaço. Ou seja, para durar muitos séculos e para o manter por toda a Europa ocidental.
Importante é perceber a instituição da liberdade dos religiosos, educadores, formadores de opinião, em relação ao poder coercitivo do governo político. Essa libertação foi feita na Europa católica pela primeira vez no mundo, na Idade Média. E veio para ficar na civilização industrial de trabalhadores livres em que vivemos.
Para sempre veremos o fracasso da política de controle das consciências pelo Estado, da falta das liberdades, que caracteriza o totalitarismo sempre bárbaro. Com cruéis resultados, com a pobreza, com a fome e a morte de populações inteiras, em conflitos intermináveis.
A solução é simples, de baixo custo: Com a disciplina somente dos atos anti-sociais pelo Estado, mas com plenas liberdades cívicas de opinião, de religião, de reunião, de ensino, como norma para sempre, com o Estado mantendo a liberdade de consciência.

AMANHÃ: Amor sublime e constante: Heloisa.


quinta-feira, 5 de junho de 2014

0606 C ST ISIDORO DE SEVILHA o ensino e acolhimento de todas as classes sociais

06 DE JUNHO Isidoro de Sevilha: o catolicismo sem a criação de castas teocráticas

SANTO ISIDORO DE SEVILHA
Saint Isidore-de-Seville, Isidore of Seville, Saint Isidorus Hispalensis em latim
(nasceu cerca do ano 560, em Sevilha, Espanha; morreu no ano 636 da nossa era, em Sevilha)

TEÓLOGO ESPANHOL DOUTOR DA IGREJA CATÓLICA NOTÁVEL ENCICLOPEDISTA

FUNDADOR DAS ORDENS MONÁSTICAS NO OCIDENTE CIVILIZADORAS
DA EUROPA MEDIEVAL

A regeneração moral com a compressão do egoísmo anti-social

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Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.

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Isidoro de Sevilha (560-336 dC) viveu dentro do período em que não havia um Imperador no ocidente, em Roma. Pouco se sabe desse período, em que houve freqüentes conflitos armados e uma quase total extinção da vida nas cidades. Por isso e pela rejeição da cultura do passado greco-romano, por vezes, essa era foi chamada de Dark Age, Idade da Escuridão. Ou Noite de 1000 anos, para indicar toda a Idade Média. Mas hoje esse nome não é mais usado pelos historiadores, por implicar um incorreto julgamento negativo do período.
No entanto, sabemos que a Idade Média, com sua religião, com seus padres, formou a base das transformações que se sucederam. Seus herdeiros, os antigos humanistas, admiradores da cultura da Grécia e de Roma, foram ingratos ao julgar o valor da época medieval, assim como os cristãos não foram agradecidos aos imensos serviços do império romano, que foram os seus predecessores, que prepararam seu sucesso.
Isidoro nasceu em Sevilha, na Espanha, cerca do ano de 560. Foi educado por seu irmão mais velho, Leandro, depois São Leandro. Estudou com os monges, sob orientação de seu irmão.
Leandro era ainda um jovem quando ocorreu de forma oficial a importante conversão dos Visigodos do arianismo para a doutrina da Santíssima Trindade da Igreja Católica. O arianismo negava a divindade de Cristo, sendo uma heresia muito difundida, que causou grandes conflitos e divisões entre os cristãos.
A conversão dos Visigodos foi anunciada no terceiro concilio de Toledo, em 589, convocado pelo jovem rei Recarede, sob a presidência de Leandro, bispo metropolitano de Sevilha, como representante do papa. Sábio beneditino, Leandro, por vezes tido como o Apostolo da Espanha, era amigo particular do papa São Gregório.
A família de Isidoro era bem colocada e a maior parte de seus membros era devotada à Igreja. Ele recebeu uma educação rígida sob os cuidados de Leandro e se tornou beneditino. Com a morte de seu irmão, em 601, com 41 anos, o substituiu como bispo de Sevilha, até morrer em 636, aoa 76 anos de idade.
Isidoro foi um bom pastor. Seus serviços para facilitar o progresso da missão e para o desenvolvimento de sua organização, na disciplina e no ritual da Igreja e, sobretudo na regulamentação dos monastérios, bem como para cooperar na legislação secular, foram profundamente elogiados. O oitavo Concilio de Toledo, havido 14 anos depois de sua morte, o qualificou como: “excelente doutor, do mais sábio, veio para iluminar os tempos posteriores, e cujo nome será sempre venerado”. Dante o coloca na esfera do sol, onde reside a Sabedoria.
As obras escritas por Isidoro atestam seus conhecimentos enciclopédicos extraordinários. Seus tratados teológicos abrangem leis, história, línguas e a filosofia natural.
Com Isidoro vemos como o catolicismo forneceu o saber a todas as classes sociais, por meio do seu ensino religioso. Atesta esse doutor da Igreja a transmissão da cultura dentro do sacerdócio católico, que sempre evitou a hereditariedade em seus quadros, acolhendo seus membros das mais diversas classes sociais, não deixando haver a formação de castas como ocorria na Teocracia.
As dificuldades eram enormes, mas os seus feitos foram sábios e heróicos.


AMANHÃ: Lanfranc reorganizador da Igreja Católica da Inglaterra.


quarta-feira, 4 de junho de 2014

0605 C SÃO BONIFÁCIO a incorporação do norte da Europa na civilização cristã

05 DE JUNHO. S. Bonifácio: capela no lugar do carvalho dedicado ao deus nórdico Thor

SÃO BONIFÁCIO
Boniface Saint, Bonifatius em latim, Winfried, Wynfrid, Wynfrith
(nasceu cerca do ano 675, em Crediton, Devonshire, Inglaterra; morreu no ano 754, em Dokkum, Frisia, hoje nos Países Baixos)

MISSIONÁRIO E REFORMADOR CATÓLICO INGLÊS APÓSTOLO PARA A ALEMANHA


A regeneração moral com a compressão do egoísmo anti-social

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Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.

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Bonifácio (675-764dC) nasceu de uma família nobre em Crediton, em Devonshire, na Inglaterra. Tornou-se monge beneditino em Exeter e depois em Nursling. Sua missão entre os germânicos então bárbaros pagãos, como os Hessois, Turingianos e outros, começou no ano 715, quando tinha 35 anos. Sua ação missionária durou 40 anos, até sua morte em 754, aos 75 anos.
O papa nomeou Bonifácio como Bispo Missionário em 723, aos seus 43 anos. E o papa trocou o seu nome de Wynfried para sua tradução com o nome de Bonifácio. Entregou-lhe cartas de apresentação a governantes como o rei dos francos, Charles Martel e a outros governantes, cuja proteção seria de importância para a sua tarefa de ensino e pregação. De grande valor foi o resultado do apostolado de São Bonifácio para a colocação da Igreja Católica como poder educador, religioso e político no norte da Europa, para todos os seus povos e todas as suas nações.
Com o comando único do poder moral do papa é que foi possível a formação homogênea, por igual em todas as nações, na Europa do ocidente, da nova civilização progressista medieval, então a mais adiantada do mundo criadora da civilização industrial moderna. Bonifácio foi um missionário e reformador, importante na introdução do catolicismo na Alemanha e na França. Ele unificou o trabalho missionário, colocando o movimento debaixo do desarmado comando único do papa. Teve grande influência no progresso religioso, político e intelectual da Europa por muito tempo ao longo da Idade Média.
Bonifácio organizou a igreja na Baviera, estabelecendo quatro bispados. Sua pregação teve tão longo efeito político que o seu trabalho religioso preparou o caminho para a final incorporação do país no Império Carolíngio.
Ele foi colocado como arcebispo de Mains em 751, aos 71 anos de idade. Contou sempre com a colaboração de Charles Martel e fez a reforma do clero do império franco. O valente idoso, aos 73 anos, no ano de 753 obteve a permissão do papa para que deixasse o arcebispado para voltar ao trabalho missionário com os bárbaros pagãos. Dois anos depois, sofreu o martírio, morrendo pelas mãos de pagãos Frísios, que o mataram quando ele lia as Escrituras para seus neófitos no domingo de Pentecostes.
Bonifácio tinha pedido que fosse enterrado em Fulda, no monastério que ele tinha confiado a seu discípulo Sturmi, da Bavária.
Seu corpo jaz um magnificente sarcófago barroco.
A longa carreira missionária de São Bonifácio mostra duas características:
1º. A sua submissão permanente ao papa.
Ao receber sua nomeação como bispo, ele prestou juramento de fidelidade à fé católica e ao papa “sobre o corpo de São Pedro” em Roma. Depois do primeiro Concilio que ele reuniu na Alemanha, enviou sua profissão de fé nos mesmos termos. Não era possível submeter mais clara e formalmente a nova Igreja e as novas nações cristãs à autoridade pontifical.
2º. As relações diplomáticas de Bonifácio com a Corte dos reis francos.
Em 741 ele pediu, sem sucesso, a Charles Martel que ajudasse o papa contra os Lombardos. Em 751, ele negociou, em Roma, a missão decisiva que teve por resultado a consagração da dinastia Carlovíngia e a instituição do papado como um poder internacional. A diplomacia foi sempre uma função dos padres católicos.
Bonifacio mostra os obstáculos vencidos por nossos antepassados para, pouco a pouco, realizar o progresso da sociedade humana em sua prolongada escalada do progresso do espírito gregário, do altruísmo, da boa vontade, do sentimento de humanidade. Podemos, então, ver de onde viemos e para onde vamos.

AMANHÃ: Santo Isidoro de Sevilha


0604 C SÃO BENTO os monastérios como local de elevação moral, estudo e trabalho

04 DE JUNHO. S. Bento: meu filho, aprenda a emprestar a orelha aos preceitos do mestre

SÃO BENTO
São Benedito, Saint Benoit, Saint Benedict of Nursia
(nasceu no ano 480 da nossa era, em Nursia, Lombardia, Itália; morreu em 547,
em Abruzes, Itália)

FUNDADOR DAS ORDENS MONÁSTICAS NO OCIDENTE CIVILIZADORAS
DA EUROPA MEDIEVAL

O Catolicismo
A regeneração moral com a compressão do egoísmo anti-social

O Catolicismo teve uma ação importante na evolução social da Idade Média: a regeneração moral dos povos, com a educação dos sentimentos e costumes. Esse resultado foi obtido estimulando o altruísmo, que é o sentimento gregário, de associação, e comprimindo os instintos egoístas, os sentimentos de proveito pessoal. Assim os violentos guerreiros se tornaram gentis Cavaleiros para a proteção da mulher, dos pobres, dos fracos e doentes; ao culto da sua dama e da Mãe de Deus
A doutrina católica pela primeira vez no mundo criou a liberdade de consciência ao obter sem armas, sem violência, o poder sobre o governo político. Essa liberdade do poder espiritual nunca existiu antes na historia . Protegeu e aperfeiçoou a sociedade humana. As doutrinas anti-sociais perturbam e levam à morte da própria congregação. Essa é a razão por que a sociedade tem o real poder de vida ou de morte desde os remotos milênios da evolução da espécie. Os sábios sacerdotes sempre estimularam a vida social, a boa vontade, o altruísmo.
Nesta terceira semana são indicados os fundadores da vida nos mosteiros, que foi o grande reservatório da força moral durante a primeira parte da idade média. Note-se, pela vida de São Bernardo que preside a semana e pela vida de São Bento que a começa, com que eficácia essa força, desse modo colocada em reserva, foi de fato empregada.
A semana se encerra no domingo, com a biografia de seu tipo mais eminente, São Bernardo, chefe de semana.
Ver em  0521 C  O QUADRO DO MÊS DE S PAULO O CATOLICISMO com todos os grandes tipos humanos do mês.

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Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.

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QUEM HONRA SEUS ANTEPASSADOS


Bento de Nursia (480-547dC) nasceu de família nobre, em Nursia, ducado de Spolete, no reino dos Lombardos, na Itália central. Era o tempo conturbado da queda do império romano. Nos primeiros anos estudou em Roma. Retirou-se para viver em retiro numa caverna perto de Subiaco, por 3 anos.
Com 30 anos foi nomeado abade do convento vizinho de Vicovaro, em torno do qual ele fundou doze pequenas comunidades de monges. Depois, com seus jovens discípulos São Mauro e São Plácido, se refugiou no monte Cassino, nos Abruzzes. No local fez o monastério que se tornou o mais famoso de todos. Ali ele compôs sua REGRA, que se difundiu logo dentro da igreja do ocidente e que formou o tipo geral da disciplina monástica.
A vida dos monges católicos no ocidente foi gradualmente organizada e disciplinada e tornou-se, através dos séculos, um instrumento fundamental na política religiosa civilizatória do catolicismo romano.
A separação da família e dos amigos que os monges sofrem, suas penitências, sua abstinência, nos parecem, hoje, modos estranhos de vida. Mas em muitas religiões, a vida reclusa foi aceita como afirmação de fé e como forma de ensino.
Nas suas melhores épocas, os monastérios foram, na verdade, na Europa do ocidente, moradas veneradas da piedade religiosa e da paz, do trabalho e da ciência, da hospitalidade e da caridade. Eram lugares respeitados, construídos no meio de guerras ferozes e cruéis. Foram os monges o refúgio contra as perseguições e foram exemplos do trabalho voluntário e também o centro da atividade das missões religiosas. Eles converteram a Europa ocidental ao trabalho civilizatório do catolicismo. Mais tarde, eles serviram de escola para a educação do clero secular, mantendo o celibato, que foi a condição vital da eficácia sacerdotal no catolicismo. Nos espíritos de elite, produziam o sentimento meditativo, onde tudo era consciência e ternura de sentimentos.
De todas as ordens monásticas, a ordem dos beneditinos era a mais numerosa e cabe a São Benedito a honra de introduzir a regra dos monges na cristandade do ocidente.
As condições exigidas nesse admirável monumento do espírito construtor do catolicismo eram: 1. os votos perpétuos; 2. a obediência absoluta; 3. a prática do trabalho.
“A preguiça é a inimiga da alma”, dizia São Bento.
O modo geral da REGRA de São Bento era sensato e, sobretudo, era afetuoso, como mostram as palavras por que ela começa:
        “Empreste a orelha, meu filho, aos preceitos do mestre”.
São Bento morreu em 543 e seu túmulo ficou ao lado do túmulo de sua irmã Santa Escolástica, uma freira, sob o grande altar do mosteiro de monte Cassino.
A grande fama de São Bento, cercando a sua memória de uma auréola, comprova a beleza de sua alma e corresponde ao doce sentimento que seu nome inspira.
A vida dos conventos correspondeu a um grande reservatório da força moral na primeira parte da Idade Média, capaz de manter a continuidade e o crescimento do poder religioso do catolicismo.
Assim, a doutrina católica triunfante chegou a seu apogeu, dirigindo todas as nações da Europa do ocidente. O continente unificado e em paz, foi o berço em que se formou a civilização da Idade Média, fonte da sociedade da Europa do ocidente, a mais adiantada do mundo, tanto nos costumes, como na ciência e como na indústria.
Vemos o quanto devemos aos nossos antepassados, que são do nosso sangue, gente como a gente. Apenas viveram eles muitos séculos antes, trabalhando sujeitos às maiores dificuldades.
Podemos ver, então, de onde viemos e para onde vamos.

AMANHÃ: São Bonifácio e seu apostolado na Europa.




segunda-feira, 2 de junho de 2014

0603 C HILDEBRANDO liberdade dos formadores de opinião sob o comando único papal

03 DE JUNHO. HILDEBRANDO:  sempre memorável humilhação de um rei ao ir a Canossa

HILDEBRANDO
Papa Santo Gregório VII, Hildebrand, Grégoire VII, Gregory VII, Saint
(nasceu no ano 1013 da nossa era, em Soana, Itália; morreu em 1085, em Salerno, Itália)

PAPA GRANDE LÍDER REFORMADOR NO APOGEU DA IGREJA CATÓLICA ROMANA

O Catolicismo
A regeneração moral com a compressão do egoísmo anti-social


NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.
FELIZ
QUEM HONRA SEUS ANTEPASSADOS

O papa Gregório VII (1013-1085dC) dirigiu a formação de uma Igreja Católica destinada à moralização da política, para a nítida libertação do poder religioso de opinião e de consciência do poder do governo político armado coercitivo com liberdade dentro da unidade da autoridade do papa.
Pela primeira vez no mundo foi instituída a liberdade de consciência. Nunca os formadores de opinião conseguiram a liberdade de reunião, liberdade de ensino, de religião, de informação. Somente o Catolicismo na Idade Média conseguiu a moderna liberdade de consciência por seu lema
a César o que é de César, a Deus o que é de Deus
As liberdades republicanas da modernidade foram dessa forma obtidas então sem conflito. As liberdades são necessárias, indispensáveis e inevitáveis na nova civilização industrial e pacífica.
A igreja católica foi, com o feudalismo, a formadora da civilização da Idade Média, que domesticou os ferozes guerreiros da antiguidade, libertou os escravos brancos antigos vencidos de guerra e desenvolveu a base do progresso moderno, de indústria e de paz. O progresso moral é que conduziu o homem ao culto de sua dama, à defesa da mulher e dos fracos e dos pobres, ao gentil cavalheirismo educado de nossos dias.
Hildebrando nasceu de família pobre, sendo seu pai um carpinteiro em Soano, na Toscana. Educado no convento de Santa-Maria, em Roma, onde seu tio era abade. Continuou seus estudos, Giovanni Graziano tendo sido um de seus professores, que depois se tornou o papa Gregório VI. Em 1049 Hildebrando foi nomeado abade do mosteiro de São Paulo.
Sendo arquidiácono de Roma e chanceler, Hildebrando dirigiu virtualmente a condução e sucessão dos papas durante cinco pontífices entre os anos de 1049 e 1073. Hildebrando tinha então entre 36 e 60 anos de idade.
Na qualidade de legado do papa Victor II, foi na França ao Concilio que depôs 45 bispos por simonia, que é a venda de bens e vantagens religiosas. No concilio de Latrão participou na reforma que retirou a participação popular na eleição dos papas. Então, em acordo com Damien fez a igreja da Lombárdia ficar submissa ao papa. Em nome do papa Alexandre II manteve contra o Imperador a defesa da liberdade e da pureza da Igreja Católica. Enviou ao conquistador da Inglaterra sua bandeira consagrada e obrigou o seu bispo a ir a Roma receber o palium.
Em 1073, Hildebrando, com 60 anos, foi eleito papa, tomando o nome de Gregório VII. Logo publicou editos contra a incontinência do clero e contra a simonia, com circulares a todos os bispos. Esses atos provocaram descontentamento e conflitos. O imperador Henrique IV declarou a deposição de Gregório pela assembléia política da Dieta de Worms. Gregório reuniu seu Concílio em resposta, e tomando como testemunhas São Pedro, a mãe de Deus, São Paulo e todos os santos, pronunciou, em nome da Santíssima Trindade, a desqualificação e deposição do imperador e declarou, para os seus vassalos, sem valor o juramento de obediência. Gregório apressou os príncipes da Alemanha que se opunham contra Henrique a nomear um novo Imperador.
Foi então que o imperador Henrique IV sofreu um ato de humilhação para sempre memorável. Atravessando os Alpes, no inverno, acompanhado de sua mulher, pediu uma audiência a Hildebrando, que então, estava como hóspede da condessa de Matilde de Toscana, em Canossa, nos montes Apeninos. O papa se recusou a recebê-lo. Por 3 dias ficou o Imperador no frio e na neve, vestido como penitente e fazendo abstinência. No quarto dia, em 25 de janeiro de 1077, graças à intervenção de Matilde, o papa o admitiu em sua presença e lhe deu a absolvição, desde que prometesse em comparecer ao Concilio papal para julgamento, aguardando sem a coroa, sem seu titulo e suas funções. Esse ato de submissão ficou famoso e é citado até nossos dias como a “IDA A CANOSSA”, como um ato forçado de submissão e um forçado pedido de desculpas.
Henrique não cumpriu as promessas feitas, e a guerra continuou na Alemanha e na Itália. Em 1081 ele criou um anti-papa e marchou com um exercito contra a Itália. Por 3 anos ele fez o cerco a Roma; enfim a invadiu e fez coroar no Vaticano o seu anti-papa. Hildebrando manteve o domínio do castelo-forte de Santo Ângelo. Robert Guiscard e seus normandos vieram ao seu socorro. Eles forçaram Henrique a se retirar e entraram em Roma, que eles incendiaram e saquearam em grande parte. De Roma eles escoltaram Hildebrando a Salerno, onde, depois de mais uma vez excomungar Henrique, o heróico pontífice morreu em 25 de maio de 1085, com 72 anos. Suas últimas palavras foram:
“Eu amei a justiça e odiei a iniqüidade; por isso morro no exilo”
Ele foi enterrado na catedral de Salerno. Sua canonização teve lugar em 1723. O conflito das investiduras foi terminado mais tarde pelo compromisso na Concordata de Worms em 1123.
Hildebrando coordenou toda a vida social do Catolicismo, antecipando a extraordinária política da Europa inaugurada após sua morte pela subordinação da política à moral.

São Bento: monastérios como refúgio de paz e de trabalho


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domingo, 1 de junho de 2014

0602 C S GREGÓRIO MAGNO prestígio do saber sem violência para educar homens livres

02 DE JUNHO. S. Gregório Magno: com bondade conquistou os ingleses para a fé católica

SÃO GREGÓRIO MAGNO
Saint Grégoire-le-Grand, Gregory I, Saint, Gregory the Great
(nasceu cerca do ano 540 da nossa era, em Roma; morreu no ano 604, em Roma)

PAPA DOUTOR DA IGREJA ROMANA ARQUITETO DO PAPADO MEDIEVAL

O Catolicismo
A regeneração moral com a compressão do egoísmo anti-social


NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.
FELIZ
QUEM HONRA SEUS ANTEPASSADOS

Gregório (540-604dC) nasceu de uma nobre e rica família romana, seu pai era o senador Gordianus e sua mãe Silvia. Era bisneto do papa Felix III. Tornou-se um grande papa. Considerado o quarto e último Doutor da Igreja latina, depois de Santo Ambrósio, Santo Agostinho e São Jerônimo.
Sabe-se que o titulo de papa era dado ao bispo de Roma, que é a única e final autoridade na Igreja Católica Romana, em todos os assuntos religiosos. O nome vem da palavra grega PAPPAS que significa pai, usada sempre com muito afeto e respeito. A chefia do papa assegura a permanência da união dessa extensa organização universal. É a UNIDADE DE COMANDO, indispensável a todo e qualquer governo, tanto na guerra, tanto na política como na religião
Ainda jovem, foi nomeado governador civil de Roma. Em 575, com 35 anos, renunciou às honras mundanas e se tornou um humilde monge do mosteiro beneditino por ele mesmo fundado sobre o monte Celius. De monge foi posto como abade e depois cardeal-diácono e enviado como representante do papa, à corte do imperador de Constantinopla. Lá ficou durante seis anos e retornou como secretario da cúria papal. Com a morte do papa Pelágio, em 590, Gregório foi eleito papa, aos 50 anos.
Depois de um governo de 13 anos, morreu devido a doenças e ao trabalho incessante. Foi enterrado na igreja de São Pedro, em Roma. A Igreja o tornou santo e a posteridade lhe deu o titulo de Grande, por seu nobre caráter e por seus ilustres serviços. Ele foi o organizador do sistema católico do papado da Idade Média.
Em seu tempo, a igreja de Constantinopla ainda não estava unida a Roma. E o poder militar estava com os Lombardos, que eram pagãos ou eram hereges do arianismo. A situação era de guerra, de desordem, com a peste e a fome. Com sua sabedoria, Gregório pacificou seus inimigos, convertendo o rei dos Lombardos por influencia da esposa dele Teodelinde. Com habilidade conseguiu colocar o imperador de Constantinopla em baixo de sua autoridade pontifical.
Ele declarou-se “O SERVO DOS SERVOS DE DEUS”, em latim “SERVUS SERVORUM DEI”. Gregório manteve uma constante amizade com os príncipes Francos, que, como católicos, eram seus aliados naturais contra os Lombardos, sendo destinados a ser a espada e o escudo do papa. Na igreja italiana sempre foi um chefe de verdade. Ele foi muito benevolente para os leigos e para os pobres, mas para o clero não perdia de vista a mais austera disciplina.
Gregório foi um infatigável pregador, correspondente e autor. Deixou muitas obras, entre elas os seus DIÁLOGOS, com as vidas e milagres dos santos da Itália. Ele aumentou a ordenação e a beleza mística do ritual católico escrevendo hinos religiosos. A ele é atribuído o CANTO GREGORIANO .O maior título de Gregório foi a extensão da fé católica no ocidente da Europa. Alem da conversão do rei Lombardo, trouxe os Visigodos, na Espanha, para a ortodoxia católica e enviou Augustinho (Austin, depois arcebispo de Canterbury) com 40 monges para fazer a longínqua Inglaterra entrar na fé católica. Sobre seu túmulo se lê:    “ANGLOS AD CHRISTUM CONVERTIT MENTE BENIGN”, ou “Sua bondade conquistou os ingleses para Cristo”
Com tantos trabalhos, a nova igreja se fortaleceu para que dirigisse a Europa do ocidente por mais de mil anos. Na sua plena formação intelectual e moral, mostrou como o poder da opinião religiosa, como o poder do prestígio do saber, sem arma e sem violência, pode educar,regular e consagrar os homens livres numa sociedade de harmonia e paz. A Europa católica é que formou a população mais adiantada do mundo para o progresso da modernidade. Devemos o que somos nos dias de hoje, a essa formação moral, intelectual e prática.
Lembrando esses grandes trabalhadores, nossos antepassados, podemos ver de onde viemos e para onde vamos.

AMANHÃ: Hildebrando impõe a sempre memorável humilhação do rei.

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