terça-feira, 8 de outubro de 2013

1009 C ROGER BACON franciscano filósofo fundador da investigação científica

09 DE OUTUBRO Roger Bacon: acusado e preso por bruxaria no seu saber científico

ROGER BACON
Doctor Mirabilis, Professor Maravilhoso
(nasceu em 1220, em Ilchester, Dorset, Inglaterra; morreu em 1292, em Oxford, Inglaterra)

FRADE FILÓSOFO FRANCISCANO CIENTISTA REFORMADOR DA FILOSOFIA

O RACIOCÍNIO CIENTÍFICO NA FILOSOFIA MODERNA
A grande revolução do pensamento humano ocorreu com o fim da Idade Média, com a queda do papado, da unanimidade católica e do feudalismo.
O movimento intelectual na Europa do ocidente nos anos 1300, século XIV até os anos 1700, século XVIII, passou a ter duas correntes. Um movimento foi de decomposição e destruição da filosofia monoteísta antiga e o outro movimento foi de composição e preparação da nova filosofia positiva, clara e distinta.
Descartes mostrou que o método de pensar moderno baseia-se numa evidencia verificável, na observação, na experiência. Explicou que não são evidencias aceitáveis a autoridade de líderes e profetas, nem escritos novos ou antigos, por mais veneráveis e respeitáveis que sejam.
Homens como Kepler e Galileu, Descartes e Francis Bacon ao mesmo tempo em que construindo a nova filosofia perturbaram o antigo modo de pensar. A revolta começada por Descartes conduziu finalmente a assaltos ainda mais poderosos , contra as crenças recebidas do que a ação de alterações religiosas feitas pelos reformadores protestantes.
Descartes é o representante mais completo do movimento duplo de composição e decomposição. Começou a grande revolução matemática que permitiu a Newton interpretar o sistema solar. Abriu-se o caminho para a operação destrutiva do século XVIII que afinal levou à Revolução Francesa contra a política antiga de privilégios. Hobbes e Espinosa continuaram o movimento de demolição. A teodicéia de Leibnitz era ainda mais perigosa. Locke renunciou francamente ao conhecimento do absoluto divino. Hume e Diderot demonstraram sua impossibilidade. Kant completou a operação. Eles foram todos tanto construtores como destruidores.
O mês de Descartes da Filosofia Moderna descreve essa importante revolução intelectual, a maior em toda a história da sociedade humana ao estender a razão experimental a todo conhecimento.
A primeira semana deste mês mostra os representantes da filosofia Escolástica. É a tentativa sistemática de Alberto Magno, de Tomás de Aquino e de outros para empregar a lógica de Aristóteles na defesa das crenças e para reconciliar a fé com o pensamento científico. O ceticismo inicial é também representado por nomes como Ramus, Erasmo e Montaigne. O chefe de semana é Santo Tomás de Aquino.

Ver em 1008 C  em 08 de outubro o QUADRO DO MÊS DE DESCARTES A FILOSOFIA MODERNA, com os grandes nomes representativos da evolução social do mês

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.

ROGER BACON (1220-1292) nasceu em Ilchester, em Dorset, no sul da Inglaterra, em família abastada. Estudou em Oxford e depois em Paris, onde colou grau de doutor e lá viveu por vários anos.
Aconselhado por Grosstete, bispo de Lincoln, um dos mais letrados de seu tempo, ele entrou para a ordem dos franciscanos. Então Bacon já era conhecido por seu vasto saber. Os obstáculos que ele encontrou por suas idéias podem ter sido exagerados. No entanto, pode-se perguntar se, em Paris, ele já tinha tido impedimentos sérios nos seus estudos de lingüística, nas suas pesquisas experimentais e no ensino da juventude que fazia como professor. Podemos, com justiça, reconhecê-lo como fundador de uma nova escola de investigação científica.
Na verdade, essa é a origem de sua fama, uma vez que toda publicidade de seus textos lhe foi proibida pelas regras da ordem religiosa dos franciscanos. Suas obras não teriam sido escritas se não fosse a autorização do papa Clemente IV, que antes estivera na Inglaterra como legado papal. Em 1266, o papa ordenou a Bacon que lhe enviasse cópia de seus escritos. A razão era que, até então, eles existiam somente na cabeça de seu autor. Mas, no curso de um ano, o Opus majus foi composto e logo seguido de outras obras, de que, no entanto, nenhuma edição completa foi publicada.
Os estudos físicos de Roger Bacon levaram a acusá-lo de bruxaria e de heresia. Ele ficou preso durante longo tempo no pontificado do papa Nicolau IV. Ele morreu em Oxford, com 78 anos de idade e foi enterrado no mosteiro dos franciscanos.
A grande obra de Bacon consistiu em seu ensaio para renovar o ensino e a opinião na Europa, por meio do estudo de idiomas e da ciência. Ele começou assinalando quatro fontes de erro: a autoridade, o hábito, o preconceito popular e a vaidade. Em seguida, explica que, aceitando as escrituras e os decretos da Igreja Católica, não se deve considerar os padres e os doutores como infalíveis ou mesmo perfeitos.
Ele diz que a Igreja Católica até então deixou de lado a pesquisa científica começada pelos gregos, porque, na luta contra o politeísmo, a ciência dos gregos foi confundida como se sendo a magia dos pagãos.
Mas Bacon afirmava que o desenvolvimento da filosofia grega esteve tanto dentro da vontade da Providência Divina quanto esteve a lei de Moisés e quanto a Igreja Cristã. E nós muito lucraremos com esses estudos da antiguidade, e seríamos bem loucos, de verdade, se não lhe dermos uma maior extensão.
Esses pensamentos ocupam os dois primeiros livros do Opus majus. No terceiro, ele recomenda o estudo das línguas estrangeiras, em especial do hebraico, do árabe e do grego, afirmando que as traduções que haviam em latim faziam mais mal do que bem.
O quarto livro trata da matemática, que chama de porta para as outras ciências. A matemática revela nossa ignorância do universo e seria muito útil para a Igreja, como na cronologia bíblica, na música sacra e para a reforma do calendário.
O quinto livro é um tratado sobre a luz e sobre a visão. Estuda as leis da reflexão e da refração, a estrutura do olho, sua relação com o cérebro e as sensações. No sexto livro ele discute a experimentação e foi o primeiro a pensar a ciência experimental como um campo distinto de estudo. O raciocínio dedutivo da metafísica, disse, deixa dúvidas que só a experimentação pode eliminar.
Sua obra termina com um tratado sobre o fator da emoção no trabalho intelectual e afirma que a razão corrompida pelo orgulho, pela inveja, pela cólera ou pela cobiça é como um espelho fosco que não dá imagem alguma.
Essa foi a obra desse homem extraordinário. É o primeiro do grupo dos iniciadores da investigação científica moderna. Mostrando a tendência anti-metafísica da doutrina católica dos sacerdotes como primeiros cientistas.


AMANHÃ: A felicidade religiosa se mostra no prazer espiritual:São Boaventura.

1008 C QUADRO DO MÊS DE DESCARTES a Filosofia Moderna e Alberto Magno

08 DE OUTUBRO: Mês de Descartes: FILOSOFIA MODERNA maior revolução mental

FILOSOFIA MODERNA
A criação do RACIOCÍNIO EXPERIMENTAL CIENTÍFICO ENCICLOPÉDICO é a maior revolução já feita no saber humano, na filosofia, em todos os tempos. No século XIX o progresso social da filosofia finalmente colocou o raciocínio humano científico em todo o conhecimento do mundo e do homem. Em outras palavras, afinal o saber humano se tornou seguro, comprovado, positivo, em todos os fenômenos das ciências da natureza e também nas ciências humanas. É a maior revolução na visão do mundo, na filosofia, em todos os tempos. Pela fundação da Sociologia pura e da Psicologia pura, isto é, científicas, abstratas. Então se descobriram as leis constantes infalíveis dos fenômenos sociais e psicológicos. Leis das ciências humanas tão positivas, verificáveis, úteis, universais, infalíveis no âmbito abstrato como infalível é a lei da gravidade, de Newton.
Poderia então terminar a crença de que os acontecimentos nas ciências humanas, na vida da sociedade e na vida individual humana dependeriam da vontade de entidades mágicas, de amuletos, de encantamentos, de espíritos malignos e de fadas bondosas. No entanto, os mitos ainda serão úteis e necessários a quem deles necessitar, como o foram no passado e como são no presente e como serão no futuro. A livre imaginação é muito usada na arte, em todas as suas formas.

Filosofia Moderna - Definição
O QUE É FILOSOFIA
Filosofia para Aristóteles abarca todos os ramos de pesquisa. Da mesma forma, definimos filosofia como a representação do mundo e do homem. Essa visão conhecida pela expressão alemã – weltanschauung, -traduzida como a visão do mundo.
Com a observação do mundo exterior e do mundo interior ao humano, conseguimos ter a sua imagem, feita com os dados obtidos pelos sentidos e com o processamento mental desses dados concretos dos objetos e dos dados abstratos dos seus fenômenos. A representação ou registro da imagem que percebemos das coisas e das idéias, dos animais e dos homens, das teorias, dos princípios primeiros e finais, dos sonhos, das artes, da ciência, da técnica é que constitui a filosofia. Em outras palavras, é o saber, o conhecimento, sobre qualquer assunto, sobre qualquer tema. Na filosofia é feita a identificação e classificação do conhecimento bem como o estudo da abrangência e dos limites do conhecimento.
A Filosofia é o saber que sintetiza e cobre todo o conhecimento humano. Não é uma ciência particular, é uma ciência do conjunto total do conhecimento. É o conhecimento do conhecimento. E na modernidade se reconhece a certeza e a utilidade do saber positivo elaborado a partir da imaginação hipotética depois comprovada, testada, fiel. Mas modestamente reconhecendo sua relatividade, sua dependência, seus limites e sua subordinação ao mundo exterior, sua dependência à natureza, à realidade exterior, que alimenta e regula a vida humana.
FILOSOFIA MODERNA é a representação do mundo e do homem que pode ser verificada, comprovada. A FILOSOFIA ANTIGA E A MEDIEVAL representava o mundo com base na tradição religiosa, nos livros sagrados, na autoridade dos sábios mestres sacerdotes, nos necessários mitos, poderosos e violentos, na imaginação. Hoje sabemos que os mitos não podiam ser testados, comprovados. Os mitos não podem ser assassinados, mortos, por serem figuras de ficção. Não morrem. São esquecidos, mas com registro na história.
O conhecimento na modernidade pode ser descoberto e redescoberto a qualquer tempo e em qualquer lugar. Dois e dois são quatro para qualquer lugar, em qualquer tempo, aqui ou em qualquer outro país, em outro continente. É universal. É o saber confirmado, testado, verificado. E é o conhecimento dos LIMITES do que nós sabemos, até onde sabemos, e o conhecimento do muito que nós não sabemos.
Requer sempre a modéstia e o espírito crítico do ceticismo moderno, para evitar enganos, para obter a segurança da positividade. Assim o conhecimento científico hoje domina finalmente o saber nas ciências e nas técnicas da Biologia, nas técnicas e nas ciências humanas da Sociologia, da Psicologia e suas aplicações.
Essa é a maior revolução filosófica: a positivação das ciências superiores, as ciências humanas, antes dominadas pela imaginação e não pela observação imaginativa confirmada pela pesquisa científica e aplicada intensamente na política, nas clínicas médicas, na tecnologia, na indústria.
REPRESENTAÇÃO. Representar é fazer o registro de uma imagem, de uma pesquisa, de uma idéia ou sentimento pelos sinais e símbolos. O registro feito permite a manutenção e guarda aquela informação, por meio dos sinais escritos, falados, desenhados, sonoros, visuais e de qualquer outra forma. Serve para o relato da história, para o controle da ação. E a memória gravada que serve para conservar o saber, para o ensino que passa de pai para filho, de cada geração para as gerações seguintes. Em nossos dias presenciamos o aperfeiçoamento do registro, do processamento e da divulgação dos saber em todas as suas formas.
O QUE TEM DENTRO DA FILOSOFIA MODERNA. O conhecimento na modernidade, de modo completo, pode ser chamado de Gnosiologia, estudo da gnosis, do saber. Seria o sinônimo de FILOSOFIA GERAL.
A Filosofia se divide em três áreas: Estética, da EMOÇÃO na Arte, a da INTELIGÊNCIA na Ciência e a área da AÇÃO, na Técnica. Correspondendo as três grandes capacidades da vida humana, sentimento, pensamento e atividade.
A ESTÉTICA se compõe das artes da linguagem, a geral ou Poesia, a do som, a Música, da forma, Pintura e Arquitetura. Essas as fontes artísticas das aplicações contemporâneas, simples e compostas, como no cinema, no rádio, na televisão.
A CIÊNCIA tem a teoria geral com a EPISTEMOLOGIA, a teoria do conhecimento, e as ciências particulares puras ou abstratas (não aplicadas), como a Matemática, Astronomia, Física, Química, Biologia, e ciências humanas, na Sociologia e Psicologia. Inclui as ciências aplicadas, como a Mineralogia, Botânica, Zoologia, Antropologia, Psicologia Clínica e outras.
A TÉCNICA ou Tecnologia, que se divide em POLÍTICA ou governo da sociedade e INDÚSTRIA, ação sobre o mundo, com o Banco, o Comércio, a Manufatura e a Agricultura. O setor de serviços atende a cada área.
Dentro da Filosofia Moderna não se incluem as hipóteses e o saber não verificável, que não conseguem ser úteis, universais, não sendo um conhecimento confiável, verificável, positivo. As ficções estéticas usadas na arte hoje são claramente conscientes de serem puras idealizações da realidade.
A FILOSOFIA ANTIGA se propunha a saber tudo, todas as causas, todos os princípios, a origem do mundo e do homem. Afirmava ter o conhecimento absoluto divino, eterno, o princípio de todas as coisas e o conhecimento dos deuses, dos anjos e dos demônios. Ensinava a METAFÍSICA, que era o conhecimento do que não se podia verificar, o que estaria num outro plano, transcendental, inacessível à verificação. É o mundo chamado do NÚMENO, aquilo que se imagina, mas não pode confirmar. O outro plano, a outra dimensão, não passa de um mundo de ficção, do sobrenatural, do paranormal, dos fantasmas, dos espíritos dos mortos.
O QUE TINHA DENTRO DA FILOSOFIA ANTIGA. A Filosofia se compunha da Filosofia propriamente dita e da Lógica, que continha as regras para pensar, para aprender a pensar sem pensar. Esta era a filosofia do monoteísmo cristão, a mais evoluída no tempo, que teve diversas versões. A Filosofia propriamente se dividia em Filosofia Especulativa e Filosofia Prática.
A Filosofia Especulativa se dividia em Filosofia Primeira ou Metafísica e Filosofia da Natureza. A Metafísica (estudo da causa primeira e final) consistia na Teodicéia (estudo de Deus), a Ontologia (O ser em si) e a Crítica do Conhecimento (campo e limite do saber). A Filosofia da Natureza se dividia em Cosmologia, com a Biologia (origem da vida) e a Antropologia (origem do homem) e com a Psicologia. (estudo da alma divina e eterna). A Filosofia Prática se dividia em Ética ou Filosofia Moral e em Filosofia da Arte ou Estética. Concluímos que autores que em nossos dias estudam o Ser e o Ente estão, de fato voltando a temas obscuros antigos da filosofia da Idade Média e da Antiguidade grega e oriental. Assim como Aristóteles indicou o atraso do erro do anacronismo dos temas de seu mestre Platão.
VISÃO FILOSÓFICA. É perceber a regra ampla que regula ou causa o fenômeno que estamos vendo. É perceber como é a estrutura e a evolução ou dinâmica de uma planta ou de uma sociedade ou de uma criança. A visão da filosofia descobre que há uma regra, uma lei mais geral, que comanda o acontecimento. Quando um balão sobe no ar, e quando um pesado navio de aço flutua na água, a visão geral, filosófica, vê ali valer a mesma regra que diz, por exemplo,  que a força de flutuação de baixo para cima é igual ao peso do volume deslocado do fluido, gás ou líquido pelo balão ou pelo navio.
A visão filosófica vê a estrutura e sua mudança, enxerga a constituição e o dinamismo dos eventos. Vê muito mais longe no espaço e no tempo do que a visão particular concreta estática dos seres.
A generalização filosófica é obtida pelo raciocínio abstrato, que pesquisa as relações entre os fenômenos obtidos dos seres concretos, das coisas observadas. É o ,mais complexo raciocínio, que se verifica mais tardiamente no desenvolvimento do ser humano e na história das sociedades. É uma função cerebral importante identificada na Psicologia da modernidade.
VISÃO EMPÍRICA EXTREMA, EMPIRISMO RADICAL. Nessa visão o pensador supõe que cada caso é um caso isolado, que não há relação com outros acontecimentos. Em especial o empírico exagerado não admite a evolução em nenhum caso, nas plantas, nos animais. Então parece que não há relações entre os acontecimentos, os fenômenos. É a falta de filosofia, a falta do espírito filosófico, o complexo raciocínio abstrato.
A filosofia é necessária, indispensável, inevitável: sem pensar, sem criar o saber, temos a ignorância, a pobreza, o egoísmo, o ódio. A filosofia moderna faz justiça à nossa dívida com o passado, com nossos antepassados. Não é uma doutrina de destruição. É inegável o papel das religiões em todas as civilizações antigas e recentes. Não há uma sociologia científica sem uma teoria da liberdade e da religião e de seus deuses. Não é possível negar os deuses sem conhecer a sua história. Houve e ainda há muitos deuses orientando a mente e a vida de muitos crentes. A ciência sociológica explica.



Calendário HISTÓRICO FILOSÓFICO
 para um ano qualquer QUE É
O quadro concreto da preparação humana

MÊS DE DESCARTES A FILOSOFIA MODERNA
LUNEDIA=segunda-feira; MARTEDIA=terça; MERCURIDIA=quarta;
JOVEDIA=quinta; VENERDIA=sexta-feira.
Os nomes à esquerda são para o ano comum; à direita, anos bissextos.
A data para os anos bissextos é o dia anterior a partir 1º de março que é para Anaxágoras o dia
 29 de fevereiro. Dia 2 de março é de Demócrito e para Leucipo é 1º de março.
Neste mês João de Salisbury tipo do ano bissexto é no dia 7 de outubro.

Todos os meses são iguais, de 28 dias e todos começam numa segunda-feira, terminando num domingo.

VER NO BLOG  1008 C 01 QUADRO DO MÊS DE DESCARTES:


08 DE OUTUBRO. DESCARTES:  pensamento - o maior dissolvente dos dogmas absolutos

DESCARTES
René Descartes, Renatius Cartesius em latim
(nasceu em 1596 em La Haye, Touraine, França; morreu em 1650, em Estocolmo, Suécia)

MATEMÁTICO, CIENTISTA E PENSADOR FUNDADOR DA FILOSOFIA MODERNA

A Filosofia na modernidade tem sido chamada de A Visão do Mundo. Em diversas línguas é usada a expressão do alemão Welt anschauung para indicar a percepção de mundo ampla, sem restrições. Que abrange a filosofia natural bem como as ciências humanas e os valores fundamentais, existenciais e normativos.
A DEFINIÇÃO. A Filosofia Moderna é definida como o estudo do mundo e do homem, em todos os aspectos, na visão geral como nos detalhes. Sem restrições. Os filósofos antigos fizeram seus estudos em todas as áreas do conhecimento humano. Tanto na formulação dos princípios gerais como no estudo científico, da sociedade e da ética. A visão se faz sobre o mundo exterior e sobre o mundo interior do homem, de sua mente e da internacional sociedade globalizada que formou.
A grande revolução do pensamento humano teve início no fim da Idade Média, com a queda do papado, do feudalismo e da unanimidade da catolicismo. A Reforma Protestante foi um resultado dessa queda. A pesquisa tornou-se positiva, segura, clara e distinta. O conhecimento se tornou verificável, experimental, demonstrável. Tudo que se ignora, o desconhecido, é tornado consciente, reconhecida nossa modéstia, nossa incapacidade de conhecer o saber absoluto, dogmático, eterno, definitivo. O ensino das noções mais obscuras, improváveis, foi gradualmente abolido.

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.


BIOGRAFIA RESUMIDA.
VER NO BLOG  1008 C 02 DESCARTES




1008  ALBERTO MAGNO Doctor Universalis o maior na fé e na Filosofia Natural

08 DE OUTUBRO. Alberto Magno: importante agente do progresso cientifico medieval

BIOGRAFIA RESUMIDA.
Ver a versão integral no Blog www. educalendario.blogspot.com
Em outubro 08, biografia 1008 03 C
ALBERTO MAGNO
Albertus Magnus, Santo, Sankt Albert Der Grosse, Doctor Universalis, Doutor Universal
(nasceu em 1200, em Lauingen, Suábia, Alemanha; morreu em 1280, em Colônia, Alemanha)

BISPO DOMINICANO FILÓSOFO ARISTOTÉLICO PATRONO DOS CIENTISTAS DA NATUREZA


ALBERTO MAGNO (1200-1280) era da família nobre alemã dos Condes de Bollstadt e nasceu em Lavingen no Danúbio. Estudou em Passau, na Bavária, entrou para a ordem dos dominicanos e ensinou filosofia em várias cidades alemãs. Finalmente se fixou em Colônia.
Alberto Magno é o principal fundador do estudo sistemático da obra de Aristóteles na Europa, uma enciclopédia que influenciou a mentalidade do Ocidente desde os anos 1200 até os anos 1500, do século 13 até o século 16. As traduções dos textos de Aristóteles, a partir do grego e do árabe, tinham sido feitas poucos anos antes por ordem do Imperador Frederico II da Prússia. Alberto Magno elaborou os comentários a Aristóteles, que fomaram 5 volumes in-folio.
O traço mais interessante de sua obra consiste em sua observação cuidadosa dos fatos naturais.
Os seus comentários sobre as obras de biologia de Aristóteles são notáveis. No seu tratado sobre a capacidade do animal em se mover, ele discute se o movimento é controlado pelo cérebro ou pelo coração. Sua conclusão foi de que, embora o coração seja a base elementar da vida, o espírito vital agia, no entanto, por meio dos órgãos dos sentidos, pelos nervos, cérebro e músculos. O que foi uma aproximação grande com as descobertas feitas muito tempo depois.
Não só em teologia, mas também nas ciências naturais e na filosofia a obra de Alberto Magno representa o saber mais avançado da Europa de seu tempo. Ele é um dos mais importantes exemplos do venerável catolicismo como agente de progresso da cultura moral e científica na Idade Média. Os primeiros cientistas foram os padres do catolicismo. A religião só se tornou reacionária após o fim da Idade Média, durante e depois da contra-reforma.
Por sua ilustre e prolongada ação cultural, um lugar de alta relevância está reservado a Alberto Magno na história de ciência e da filosofia.

AMANHÃ: O precursor do espírito científico sistemático: Roger Bacon


BIOGRAFIA RESUMIDA.
VER NO BLOG  1008 C 03 ALBERT MAGNO


1008 03 C ALBERTO MAGNO Doctor Universalis o maior na fé e na Filosofia Natural

08 DE OUTUBRO. Alberto Magno: importante agente do progresso cientifico medieval

ALBERTO MAGNO
Albertus Magnus, Santo, Sankt Albert Der Grosse, Doctor Universalis, Doutor Universal
(nasceu em 1200, em Lauingen, Suábia, Alemanha; morreu em 1280, em Colônia, Alemanha)

BISPO DOMINICANO FILÓSOFO ARISTOTÉLICO PATRONO DOS CIENTISTAS DA NATUREZA

O RACIOCÍNIO CIENTÍFICO NA FILOSOFIA MODERNA
A grande revolução do pensamento humano ocorreu com o fim da Idade Média, com a queda do papado, da unanimidade católica e do feudalismo.
O movimento intelectual na Europa do ocidente nos anos 1300, século XIV até os anos 1700, século XVIII, passou a ter duas correntes. Um movimento foi de decomposição e destruição da filosofia monoteísta antiga e o outro movimento foi de composição e preparação da nova filosofia positiva, clara e distinta. Homens como Kepler e Galileu, Descartes e Francis Bacon ao mesmo tempo em que construindo a nova filosofia perturbaram o antigo modo de pensar. A revolta começada por Descartes conduziu finalmente a assaltos ainda mais poderosos , contra as crenças recebidas do que a ação de alterações religiosas feitas pelos reformadores protestantes.
Descartes é o representante mais completo do movimento duplo de composição e decomposição. Começou a grande revolução matemática que permitiu a Newton interpretar o sistema solar. Abriu-se o caminho para a operação destrutiva do século XVIII que afinal levou à Revolução Francesa contra a política antiga de privilégios. Hobbes e Espinosa continuaram o movimento de demolição. A teodicéia de Leibnitz era ainda mais perigosa. Locke renunciou francamente ao conhecimento do absoluto divino. Hume e Diderot demonstraram sua impossibilidade. Kant completou a operação. Eles foram todos tanto construtores como destruidores.
O mês de Descartes da Filosofia Moderna descreve essa importante revolução intelectual, a maior em toda a história da sociedade humana ao estender a razão experimental a todo conhecimento.
A primeira semana deste mês mostra os representantes da filosofia Escolástica. É a tentativa sistemática de Alberto Magno, de Tomás de Aquino e de outros para empregar a lógica de Aristóteles na defesa das crenças e para reconciliar a fé com o pensamento científico. O ceticismo inicial é também representado por nomes como Ramus, Erasmo e Montaigne. O chefe de semana é Santo Tomás de Aquino.

Ver em 1008 01 C  em 08 de outubro o QUADRO DO MÊS DE DESCARTES A FILOSOFIA MODERNA, com os grandes nomes representativos da evolução social do mês


ALBERTO MAGNO (1200-1280) era da família nobre alemã dos Condes de Bollstadt e nasceu em Lavingen no Danúbio. Estudou em Passau, na Bavária, entrou para a ordem dos dominicanos e ensinou filosofia em várias cidades alemãs. Finalmente se fixou em Colônia.
Em 1245 foi para Paris e depois de três anos de residência, recebeu o grau de doutor. Em Paris, Alberto Magno começou seu trabalho de filósofo por uma monumental síntese do conjunto completo do saber de seu tempo. Ele apresentou a filosofia de Aristóteles, acrescentando comentários em que mostra suas próprias observações, experiências, descrições, classificações e conclusões.
O destino de seu trabalho foi fazer conhecidos na Europa todos os ramos da ciência da natureza, da lógica, retórica, da matemática, astronomia, da ética, economia, da política e da metafísica. A metafísica era a parte do estudo referente aos princípios gerais e às ciências humanas, “fora ou além da física”. O projeto filosófico de Alberto Magno levou 20 anos para ser completado. Durante esse tempo em Paris, ele teve Tomás de Aquino como seu destacado aluno.
Em 1254 tornou-se Provincial de sua ordem e foi enviado em missão na Polônia para lá suprimir o infanticídio e outros costumes bárbaros. Em 1260, o papa Alexandre IV o chamou para Roma onde se tornou secretário do palácio papal e tomou parte ativa nos debates teológicos de então. Depois ele foi feito Bispo de Ratisbona, onde ficou por três anos. Então ele se retirou para Colônia, onde morou até sua morte em 1280.
Alberto Magno é o principal fundador do estudo sistemático da obra de Aristóteles na Europa, uma enciclopédia que influenciou a mentalidade do Ocidente desde os anos 1200 até os anos 1500, do século 13 até o século 16. As traduções dos textos de Aristóteles, a partir do grego e do árabe, tinham sido feitas poucos anos antes por ordem do Imperador Frederico II da Prússia. Alberto Magno elaborou os comentários a Aristóteles, que fomaram 5 volumes in-folio.
Na Metafísica de Aristóteles ele completou as faltas de descrição do Deus do filósofo grego, que era apenas um centro de movimento. Ele colocou nele os poderes morais do Deus do catolicismo.
Nos tratados de Aristóteles de física, de biologia e de estudos sociais ele acompanhou o autor, mas sempre manteve a própria independência. Ele aplicou o método científico de Aristóteles a novas pesquisas, sobretudo as feitas sobre a composição dos minerais, como devendo ligar a ciência dos astros com a ciência dos homens. Os 5 livros de seu tratado de Mineralibus são dos primeiros ensaios que foram feitos para classificar as substâncias inorgânicas sob o ponto de vista químico.
O traço mais interessante de sua obra consiste em sua observação cuidadosa dos fatos naturais. Ele fez várias viagens para examinar nas minas de extração dos metais para estudar como era encontrada na natureza a mistura do metal com as rochas do minério. O mesmo cuidado levou o padre Alberto Magno a se interessar pelas experiências dos alquimistas, evitando o charlatanismo enganoso pela amplitude de seu saber e pelo sentido de sua pesquisa.
Os seus comentários sobre as obras de biologia de Aristóteles são notáveis. No seu tratado sobre a capacidade do animal em se mover, ele discute se o movimento é controlado pelo cérebro ou pelo coração. Sua conclusão foi de que, embora o coração seja a base elementar da vida, o espírito vital agia, no entanto, por meio dos órgãos dos sentidos, pelos nervos, cérebro e músculos. O que foi uma aproximação grande com as descobertas feitas muito tempo depois.
Não só em teologia, mas também nas ciências naturais e na filosofia a obra de Alberto Magno representa o saber mais avançado da Europa de seu tempo. Ele é um dos mais importantes exemplos do venerável catolicismo como agente de progresso da cultura moral e científica na Idade Média. Os primeiros cientistas foram os padres do cristianismo. A religião só se tornou reacionária após o fim da Idade Média, durante e depois da contra-reforma.
Por sua ilustre e prolongada ação cultural, um lugar de alta relevância está reservado a Alberto Magno na história de ciência e da filosofia.

AMANHÃ: O precursor do espírito científico sistemático: Roger Bacon


1008 02 C DESCARTES cientista e filósofo da revolução do pensamento moderno

08 DE OUTUBRO. DESCARTES:  pensamento - o maior dissolvente dos dogmas absolutos

DESCARTES
René Descartes, Renatius Cartesius em latim
(nasceu em 1596 em La Haye, Touraine, França; morreu em 1650, em Estocolmo, Suécia)

MATEMÁTICO, CIENTISTA E PENSADOR FUNDADOR DA FILOSOFIA MODERNA

A Filosofia na modernidade tem sido chamada de A Visão do Mundo. Em diversas línguas é usada a expressão do alemão Weltanschauung para indicar a percepção de mundo ampla, sem restrições. Que abrange a filosofia natural bem como as ciências humanas e os valores fundamentais, existenciais e normativos.
A DEFINIÇÃO. A Filosofia Moderna é definida como o estudo do mundo e do homem, em todos os aspectos, na visão geral como nos detalhes. Sem restrições. Os filósofos antigos fizeram seus estudos em todas as áreas do conhecimento humano. Tanto na formulação dos princípios gerais como no estudo científico, da sociedade e da ética. A visão se faz sobre o mundo exterior e sobre o mundo interior do homem, de sua mente e da internacional sociedade globalizada que formou.
A grande revolução do pensamento humano teve início no fim da Idade Média, com a queda do papado, do feudalismo e da unanimidade da catolicismo. A Reforma Protestante foi um resultado dessa queda. A pesquisa tornou-se positiva, segura, clara e distinta. O conhecimento se tornou verificável, experimental, demonstrável. Tudo que se ignora, o desconhecido, é tornado consciente, reconhecida nossa modéstia, nossa incapacidade de conhecer o saber absoluto, dogmático, eterno, definitivo. O ensino das noções mais obscuras, improváveis, foi gradualmente abolido.
O movimento intelectual na Europa do ocidente nos anos 1300, do século XIV até os anos 1700, século XVIII passou a ter duas correntes. Um movimento foi de destruição da filosofia monoteísta antiga e o outro movimento foi de preparação da nova filosofia positiva, clara e distinta. Homens como Kepler e Galileu, Descartes e Francis Bacon ao mesmo tempo em que construindo a nova filosofia perturbaram o antigo modo de pensar. A revolta começada pelo método de pensar por Descartes conduziu finalmente, contra as crenças recebidas, a assaltos ainda mais poderosos do que os feitos pelos reformadores protestantes.
Descartes é o representante mais completo do movimento duplo de composição e decomposição. Começou a grande revolução matemática que permitiu a Newton interpretar o sistema solar. Abriu-se o caminho para a operação destrutiva do século XVIII que afinal levou à Revolução Francesa contra a política antiga. Hobbes e Espinosa continuaram o movimento de demolição. A teodicéia de Leibnitz era ainda mais perigosa. Locke renunciou francamente ao conhecimento do absoluto divino. Hume e Diderot demonstraram sua impossibilidade. Kant completou a operação. Eles foram todos tanto construtores como destruidores.
O mês de Descartes da Filosofia Moderna descreve essa importante revolução intelectual, a maior em toda a história da sociedade humana ao estender a razão experimental a todo conhecimento.

Ver em 1008 1 C em 08 de outubro o QUADRO DO MÊS DE DESCARTES A FILOSOFIA MODERNA, com os grandes nomes representativos da evolução social do mês

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.


DESCARTES
DEMOLIÇÃO DA FILOSOFIA ANTIGA
CONSTRUÇÃO DA FILOSOFIA MODERNA
René Descartes (1596-1650) nasceu em La Haye, em Touraine, na França. Ele estudou com os padres jesuítas, com quem manteve permanente correspondência.
No seu famoso Discurso do Método, René Descartes explica que, embora ele apreciasse o alto valor da cultura literária que ele havia recebido dos jesuítas, ele havia sentido desde criança que ali faltavam as bases necessárias para sustentar as suas convicções.
Na filosofia escolástica que os jesuítas ensinavam, qualquer opinião podia ser num debate atacada ou defendida com a mesma probabilidade, já que não havia uma referência confiável, uma base firme para verificação.
A pesquisa científica estava cheia de magia arbitrária ou viciada pela sutileza incompreensível da imaginação, da metafísica. A matemática, a matéria que mais o atraía por ser mais simples e certa, segura, positiva, não era empregada como base dos outros estudos.
Por essa razão, ao sair da escola dos jesuítas, fora do ensino da escolástica, ele se comprometeu a estudar, por si próprio, no grande livro da natureza, do mundo. Nesse estudo, o julgamento dos homens não pode ter por base fantasias pedantes da pura imaginação, mas deve ter por base uma evidencia segura da observação, da experiência. Com o sentimento da responsabilidade no caso de um erro de julgamento.
Descartes ficou por quatro anos em Paris. Passou ao serviço do príncipe Maurício de Nassau em 1617. Em 1619, com o início da guerra dos trinta anos na Alemanha, ele entrou para as forças do duque da Baviera e assistiu, no ano seguinte, à batalha de Praga. Deixou o exército em 1621, passando a viajar sem interrupção pela França, Suíça e Itália até 1628.
Finalmente foi para Amsterdam na Holanda, aproveitando as vantagens da civilização local. Mas a maior vantagem para Descartes foi a proteção que tinha contra uma controvérsia irritante e das tentativas da perigosa perseguição religiosa católica e a cruel censura da Santa Inquisição na França. Na Holanda protestante ele tinha plena liberdade, todos em seu redor estando ocupados com seus negócios comerciais.
Periodicamente, Descartes viajava a Paris e mantinha comunicação constante, por meio de assídua correspondência, com os amigos que se interessavam por sua pesquisa em ciência e em filosofia.
Em 1649 ele cedeu ás intensas solicitações da rainha Cristina da Suécia para visitar Estocolmo. Mas o inverno escandinavo foi muito rigoroso e ele não resistiu, morrendo de pneumonia em fevereiro de 1650, aos 54 anos de idade. Seu corpo foi enterrado em Paris, na igreja de Saint-Germain-des-Prés.
Na obra de ciência e de filosofia de Descartes são encontrados os dois movimentos da história moderna, um movimento de CONSTRUÇÃO de novos conhecimentos e outro movimento de DESTRUIÇÃO dos preconceitos religiosos e metafísicos do passado. Seu objetivo era formar uma síntese, resumo ou sistema de conhecimento com base nas verdades da matemática, no movimento. O fundamento matemático são os conhecimentos mais simples e mais claros de todo o saber na filosofia.
Na filosofia de Descartes, com base matemática na mecânica teórica, no estudo do movimento, não cabiam os fatos da vida mental e moral. Esses fatos ele explicou com outro método. Ele empregou a análise metafísica da consciência, criando o lema
PENSO, LOGO EXISTO, Cogito ergo sum.
Esse método, pelas mãos de seus sucessores, desde Espinosa até Hume, foi um possante dissolvente dos dogmas religiosos.
Com o método do COGITO, Descartes deduziu uma demonstração da existência de Deus. Mas o método não é conclusivo, sendo refutado pelos outros pensadores e teólogos. O jesuíta Leonel Franca viu, nessa demonstração sem base, uma fina ironia de Descartes, levando dessa forma a uma polêmica que mostrou a impossibilidade dessa demonstração. Ao mesmo tempo em que se livrava da assustadora perseguição da Santa Inquisição, que desapropriava, torturava e matava o acusado de heresia.
Por tal razão, para evitar a tortura e a expropriação de sua fortuna pela Inquisição, escreveu o tratado com o nome de MEDITAÇÕES METAFÍSICAS, para enganar os padres e dominicanos inquisidores. Esse texto, que Descartes recomendou que NÃO fosse lido, dá a enganadora imagem dele como filósofo RACIONALISTA, mas do racionalismo da RAZÃO METAFÍSICA, do pensar escolástico confuso, sem base na observação, da experimentação. Exatamente o modo oposto ao que sempre postulara. Ele então se considerava o filósofo no uso de máscara, le philosophe en masque. Era O FILÓSOFO MASCARADO. Foi a maneira encontrada para evitar o confisco de seus bens, a tortura e a morte nas mãos dos torturadores da Inquisição católica.
Descartes é, de fato, o filósofo da ciência e da experimentação, sendo o pioneiro da filosofia do racionalismo da RAZÃO EXPERIMENTAL. Criou a Geometria Analítica, pesquisou por meio da experimentação científica a Ótica, a Acústica e a Biologia, com originais descobertas, mostrando a evolução como resultado do movimento universal na natureza.
Por sua volumosa e inovadora contribuição para a construção da nova filosofia dos tempos modernos, Descartes é, com muita razão, o modelo do pensador da nova civilização da ciência, da técnica, da civilização industrial de paz e da fraternidade. Porque a luta, a guerra não constrói, mas impede a pesquisa e a produção econômica para o progresso social. A guerra, a dialética da oposição, da ruptura se mostrou sempre empobrecedora, destruidora.


AMANHÃ: Rogério Bacon precursor do espírito científico