sábado, 14 de julho de 2012

0715 01 B QUADRO DO MÊS DE DANTE EPOPÉIA MODERNA


15 JULHO: A Estética, as artes da linguagem, do sentimento e da expressão
É parte da Filosofia. A emoção é o motor da atividade.

MÊS DE DANTE    A EPOPÉIA MODERNA

O Calendário Filosófico consagra dois meses do ano à Estética. O mês de Dante com o nome de Epopéia Moderna coloca também os nomes de representantes da poesia romântica. O outro mês é o de Shakespeare, dedicado ao drama moderno.
A Idade Média promoveu a liberdade do povo trabalhador, com a indústria e o comércio livre, com a sistematização do sistema capitalista de liberdade civil. A civilização moderna, após o fim da civilização medieval, com a queda do papado e do Feudalismo nos anos 1300, criou uma grande variedade na atividade humana. A secularização fez a saída do ensino e das artes de dentro das igrejas e dos conventos para os espaços laicos. As artes se libertaram do controle dos teólogos e de seus sacerdotes, como ocorreu com a Filosofia. Em ambos os casos sem luta, gradualmente, sem conflito.
O domínio das artes de linguagem, da Estética, teve então um grande desenvolvimento, gerando um número maior de grandes artistas do que na antiguidade.
O título aqui usado de Epopéia ou o nome de Poesia abrange todas as formas de arte criadora: a epopéia, a poesia lírica e romântica, os romances em prosa, o idílio, a alegoria, as crônicas, as meditações,, mesmo a pintura e a escultura. Portanto, se aplica a toda e qualquer obra de imaginação.
O mundo antigo era, a muitos respeitos, mais favorável do que a modernidade à produção da grande poesia. A sociedade era mais homogênea e mais harmoniosa em sua constituição, também mais estável e mais regular em seu movimento.
Na modernidade nos encontramos em fase de transição, em tempos de revolução. É a passagem de uma civilização medieval da guerra de defesa para uma civilização pacífica científica e industrial. A diversidade infinita de atividade social, os conflitos e alterações incessantes da vida estimulam a originalidade mental, mas não são favoráveis à perfeição da criação artística.
O resultado se vê na poesia moderna com um elemento crítico destruidor e revolucionário. O que enfraquece inevitavelmente seu desenvolvimento mais elevado e que por vezes a revolta chega a inspirar a criação de sua obra. Mas essa situação de crise gerou a multiplicidade, a audácia, a vitalidade intensa e a universalidade do gênio criador nos tempos modernos. Dante coloca o em seu tribunal o julgamento dos papas, dos imperadores e das Nações; com Rabelais, Cervantes e Swift a revolta se reproduz por meio de uma caricatura profunda da sociedade contemporânea; com Walter Scott glorifica o passado à custa do presente; com Byron e Shellley, honra o futuro à custa do presente e do passado. De fato a arte idealiza a revolta e a anarquia como manifestações mais elevadas da liberdade humana.
Triunfos esplendidos foram conseguidos pelo gênio artístico independente apesar do clima de revolta. É o sinal da potente capacidade da natureza humana de criar e produzir, mesmo em situação de desvantagem, um conjunto glorioso de obras artísticas.
As semanas deste oitavo mês do calendário mostram os representantes de todos os países desde o século XII até o século XIX. Dos quarenta e nove nomes, um terço são autores que escreveram em verso.

Calendário HISTÓRICO FILOSÓFICO
 para um ano qualquer; É UM
quadro concreto da preparação humana
MÊS DE DANTE
A EPOPÉIA MODERNA
LUNEDIA=segunda-feira; MARTEDIA=terça; MERCURIDIA=quarta;
JOVEDIA=quinta; VENERDIA=sexta-feira.
Os nomes à esquerda são para o ano comum C; à direita, anos bissextos B.


Todos os meses são iguais, de 28 dias e todos começam numa segunda-feira, terminando num domingo.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

0714 B LUÍS IX SANTO REI DE FRANÇA guerreiro e estadista reorganizou o país


14 DE JULHO: Luis IX   proibiu os duelos, estabeleceu os correios, incentivou as artes

SÃO LUIS
Luis IX Rei da França; Saint Louis, Louis IX
(nasceu no ano 1214, em Poissy, França; morreu em 1270, perto de Tunis, norte da África)

VENERADO GRANDE E POPULAR MONARCA RELIGIOSO FRANCÊS DA IDADE MÉDIA

As grandes contribuições da Civilização Feudal para o progresso da sociedade humana
A Civilização Feudal realizou a tarefa principal ao estabelecer:
1. A guerra defensiva e não de conquista;
2. A organização local em cada região;
3. Suprimiu a escravidão geral na população, fundou o trabalho livre com a libertação completa do trabalhador resultando na importante organização permanente do sistema econômico do capitalismo.

Neste mês são consagrados os nomes que representam a guerra para a defesa da Europa e que fundaram as instituições locais, trabalhando para organizar cada nova nação européia.
Foram nove séculos de avanços e recuos, desde cerca dos anos 400 até 1300. Com muita confusão, crueldade e crimes; mas também com muito heroísmo e uma dedicação admirável resultando em notável progresso político, econômico, filosófico e moral.
Nesta quarta semana é feita a representação de como agiram os dirigentes cristãos no governo. O tipo principal é o rei São Luiz de França, comemorado no domingo que encerra a semana.

Ver em 0617 01 B  O QUADRO DO MÊS CARLOS MAGNO  A CIVILIZAÇÃO FEUDAL  com todos os grandes tipos humanos do mês.


Luiz, filho do rei Luis VIII de França e de Branca de Castela nasceu em 1214, em Poissy, França. Reinou com sucesso de 1226 até sua morte em 1270, como o mais importante rei de sua dinastia. Dirigiu a sétima cruzada para a Terra Santa de 1248 a 1250 e também outra cruzada para a Tunísia. Seu avô, Philippe-Augusto, morreu em 1223 e seu pai, Luis VIII, morreu três anos depois, em 1226. Luis tornou-se rei da França com a idade de 12 anos. Sua mãe, Branca de Castela, com sua habilidade e sua coragem como regente, fortificou o trono e colocou seu filho embaixo da mais severa disciplina de um monge. Branca, como regente, fez coroar Luis na catedral de Reims, apesar da ausência de muitos nobres poderosos. Ela depois atacou a revolta de barões no interior do país. Ela ainda combateu os hereges albigenses.
O conde de Toulouse foi vencido pelas tropas de Luis IX e pelo Tratado de Paris sua filha deveria casar com Afonso, irmão do rei Luis, e, depois de suas mortes, todo o Languedoc reverteria ao domínio do rei francês. Esse foi um belo sucesso político. Quando os estudantes da Universidade de Paris se revoltaram, Luis fechou a Universidade e dispersou os alunos e professores, assim reforçando a autoridade do rei.
Em 1234 Luis IX casou-se com Margaret, filha do conde de Provença. O casal foi feliz e teve onze filhos. Depois de vencer Thibaut da Champagne, Luis IX foi para Aquitânia lutar contra o rebelde Lusignan, que se casara com a viúva mãe de Henrique III da Inglaterra. Henrique III invadiu a França e foi enfrentado por Luis IX com grande exército. Os ingleses foram vencidos em 1242, e mais um armistício foi feito na Guerra de Cem Anos entre a França e a Inglaterra.
Luis IX, apesar da resistência de grande parte de seus barões, das advertências de sua mãe e da política oposta pelo papa Inocente IV, decidiu, em 1248, instalar uma base no Egito para a sétima cruzada na conquista da Terra Santa de Jerusalém. O começo da campanha foi feliz, com a conquista da fortificada cidade e porto de Damieta no Egito, em 1249. Mas, com a continuação da luta e com pesadas perdas, Luis IX recuou e seu exército acabou sendo capturado em 1250. Depois de demorada negociação e com o pagamento de pesado resgate, o rei e seus principais barões foram libertados. O rei resolveu permanecer e por quatro anos converteu a derrota militar em sucesso diplomático, com alianças vantajosas, fortificando as cidades cristãs na Síria. Voltou para a França depois da morte de sua mãe.
O rei Luis ganhou grande prestígio em toda a cristandade da Europa ocidental. Com essa fama, ele procurou manter uma duradoura paz com o rei inglês, Henrique III, que havia se tornado seu cunhado. Após longas discussões, foi assinado em Paris um tratado em 1258, generoso para os ingleses, que perderam todos os territórios na França, exceto Aquitãnia e alguns territórios vizinhos. Em troca, o rei da Inglaterra aceitou se tornar vassalo de Luis IX. Na época, o poder de um soberano era avaliado não pelo tamanho de suas terras, mas pelo número e importância de seus vassalos. O prestígio de Luis IX era tão alto, que ele foi, por muitas vezes, chamado como árbitro em disputas políticas no estrangeiro.
Luis IX reorganizou a administração da França. Mandou editar ordenanças para determinar os deveres e responsabilidades dos funcionários do seu governo, proibindo a prostituição e os duelos judiciais. Severas penas foram impostas à falsificação, aperfeiçoou o uso da moeda e normalizou o serviço permanente de correios. O rei tornou a justiça mais eficiente e permitiu um grande desenvolvimento comercial da França. Para as artes e para a literatura, Luis IX deu dedicação especial. Ele estimulou o seu capelão, Vicente de Beauvais, a escrever uma grande enciclopédia, a Speculum Majus. No seu reinado, estudantes estrangeiros em grande número chegaram para estudar na Universidade de Paris. É certo que, como todos os homens, o rei tinha seus erros, que se mostram insignificantes perto de suas altas e raras qualidades.
Mas o rei continuava preocupado com o destino da Terra Santa, em poder dos mouros. Ele decidiu atacar a Tunísia no ano de 1270. Começou com uma sucessão de vitórias fáceis, tomando a cidade de Cartago. Mas a peste se abateu sobre o exército e sobre o rei. Ele morreu em 1270. O corpo de Luis foi levado de volta para a França. O cortejo passou pela Itália, os Alpes, por Lyon, Cluny, com o povo acompanhando e se ajoelhando pela passagem da procissão. Ele chegou a Paris em 1271. Os funerais foram solenemente realizados na igreja de Notre Dame e o túmulo ficou na igreja de Saint-Denis, o mausoléu dos reis de França.
O povo logo considerou Luis IX como santo, indo em romaria rezar em seu túmulo. Depois ele foi canonizado, em 1297. Sua vida será lembrada por sua energia, sua doçura, paciência, constância, coragem, caridade e por sua tocante morte.

AMANHÃ: Dante, perfeito poeta e filósofo patrono do mês da Epopeia Moderna; e OS TROVADORES a música medieval.


quinta-feira, 12 de julho de 2012

0713 B AFONSO X DA ESPANHA venceu insurreições internas lutou contra os mouros


13 DE JULHO: Afonso X sábio rei fundou a universidade apoiou a ciência e a literatura

AFONSO X O SÁBIO
Alfonso el Sabio, Alfonse X, Alfonso the Wise or the Learned
(nasceu em 1226 em Castela, Espanha; morreu em 1284, em Sevilha)

REI DE LEÃO E CASTELA DE GRANDE SABER PROTETOR DAS ARTES E DA CIÊNCIA

As grandes contribuições da Civilização Feudal para o progresso da sociedade humana
A Civilização Feudal realizou a tarefa principal ao estabelecer:
1. A guerra defensiva e não de conquista;
2. A organização local em cada região;
3. Suprimiu a escravidão geral na população, fundou o trabalho livre com a libertação completa do trabalhador resultando na importante organização permanente do sistema econômico do capitalismo.

Neste mês são consagrados os nomes que representam a guerra para a defesa da Europa e que fundaram as instituições locais, trabalhando para organizar cada nova nação européia.
Foram nove séculos de avanços e recuos, desde cerca dos anos 400 até 1300. Com muita confusão, crueldade e crimes; mas também com muito heroísmo e uma dedicação admirável resultando em notável progresso político, econômico, filosófico e moral.
Nesta quarta semana é feita a representação de como agiram os dirigentes cristãos no governo. O tipo principal é o rei São Luiz de França, comemorado no domingo que encerra a semana.

Ver em 0617 01 B  O QUADRO DO MÊS CARLOS MAGNO  A CIVILIZAÇÃO FEUDAL  com todos os grandes tipos humanos do mês.

AFONSO X, chamado de O Sábio, era o primogênito do rei Fernando III. Sucedeu ao pai em 1252, como rei de Castela e de Leão, na Espanha. Continuou a luta vitoriosa de seu pai contra os Mouros de Granada e massacrou a insurreição dos barões, nobres seus próprios vassalos.
O reinado de Afonso X foi de insurreições internas comandadas por seu próprio filho Sancho. Afonso morreu em 1282, com a idade de 58 anos. A sua importância nos anos 1200 foi o seu apoio à ciência e à literatura, que lhe deu o cognome de O SÁBIO. Essa admiração pela ciência foi devida aos árabes da Espanha, com quem ele manteve boas relações e com quem fez acordo amigável.
Afonso não partilhou a tendência religiosa do rei seu pai, sendo mais capaz de reconhecer a superioridade dos infiéis no conhecimento científico. Chegou mesmo a ser acusado de omissão na sua fé religiosa e de indulgência em relação aos descrentes. Ficou bem conhecida sua frase:
“se tivesse sido consultado na época da criação,
eu teria podido sugerir qualquer coisa de melhor”.
A famosa universidade de Salamanca foi fundada por ele, que estabeleceu a língua da nação e o código fundamental das leis do reino. Sua grande contribuição à ciência foram as TABOAS ALFONSINAS, série de cálculos astronômicos feitos por cientistas árabes que tinham sido convidados para a sua corte real. Esses cálculos ficaram em uso na Europa até os anos 1500, século XVI. Escreveu uma História da Espanha e produziu várias obras poéticas. Dedicou-se também à alquimia.
O maior mérito do rei Afonso X é de ter conseguido grande sucesso como promotor da cultura intelectual na Europa no século XIII.

AMANHÃ: A energia, paciência e coragem do grande rei-santo da França: Luis IX.


quarta-feira, 11 de julho de 2012

0712 B BRANCA DE CASTELA pacificação do sul da França e era de paz e progresso


12 DE JULHO. Branca de Castela, rainha: fez negociação inteligente e forte liderança

BRANCA DE CASTELA
Blanche de Castille, Blanche of Castile
(nasceu no ano 1188 da nossa era, em Palencia, Castela na Espanha; morreu em 1252, em Paris, França)

ENÉRGICA SOBERANA CATÓLICA NA DEFESA E UNIFICAÇÃO DA FRANÇA

As grandes contribuições da Civilização Feudal para o progresso da sociedade humana
A Civilização Feudal realizou a tarefa principal ao estabelecer:
1. A guerra defensiva e não de conquista;
2. A organização local em cada região;
3. Suprimiu a escravidão geral na população, fundou o trabalho livre com a libertação completa do trabalhador resultando na importante organização permanente do sistema econômico do capitalismo.

Neste mês são consagrados os nomes que representam a guerra para a defesa da Europa e que fundaram as instituições locais, trabalhando para organizar cada nova nação européia.
Foram nove séculos de avanços e recuos, desde cerca dos anos 400 até 1300. Com muita confusão, crueldade e crimes; mas também com muito heroísmo e uma dedicação admirável resultando em notável progresso político, econômico, filosófico e moral.
Nesta quarta semana é feita a representação de como agiram os dirigentes cristãos no governo. O tipo principal é o rei São Luiz de França, comemorado no domingo que encerra a semana.

Ver em 0617 01 B  O QUADRO DO MÊS CARLOS MAGNO  A CIVILIZAÇÃO FEUDAL  com todos os grandes tipos humanos do mês.


BRANCA DE CASTELA era filha de Afonso VIII, rei de Castela e de Eleonor, nascendo em 1188. Por parte de sua mãe Eleonor, era neta do rei Henrique II da Inglaterra.
A mulher de Henrique II, Eleonor de Aquitânia, rainha da Inglaterra, foi à Espanha e trouxe sua neta Branca, com apenas 11 anos de idade, para a França. Fez, então, o compromisso de noivado de Branca com Luis, o jovem filho do rei Philippe II Augusto, rei da França. O casamento de Branca, em 1200, com 12 anos de idade, foi celebrado em Portsmouth, Hampshire, na Inglaterra. Era um ato político no longo conflito entre a Inglaterra e a França para o controle de alguns territórios da França.
Luis sucedeu a seu pai Philippe II em 1223, com o nome de Luis VIII de França. Depois de um pequeno reinado, Luiz VIII morreu em 1226. Branca ficou como a regente do reino, governando em nome de seu filho Luis IX, então um menino de 11 anos. Por dez anos ela dirigiu o país com uma energia, uma prudência consumada e com o maior sucesso.
Espanhola de nascimento, Branca tornou-se francesa devido a seu casamento e tornou-se francesa aos poucos também no espírito. Com a morte do rei João da Inglaterra, Branca tentou tomar o trono da Inglaterra quando Luis de França invadiu a Inglaterra em apoio a seus direitos. Mas os ingleses não foram vencidos e o filho de João de nove anos foi finalmente coroado como Henrique III da Inglaterra.
Branca enfrentou rebeliões no interior da França, quando mostrou uma hábil diplomacia, uma negociação inteligente e uma forte liderança. Percorria a frente da luta nas batalhas vestida de branco, usando um cavalo com arreios também brancos. Ela pacificou o sul da França e o país entrou numa era de estabilidade e de paz.
Luiz IX, filho de Branca, assumiu o trono em 1236, com 21 anos. Na ausência do rei, quando da sua primeira cruzada, Branca exerceu o vice-reinado de 1248 1252. Graças a sua visão de governo e sua constante energia, ela evitou muitos dos desastres a que a cruzada de Luis poderia expor o país.
Branca foi, assim, por quatorze anos, numa das épocas críticas da história da monarquia, a verdadeira soberana da França. Essa mulher foi a maior dirigente que teve a França depois de Brunehilde e que foi digna de administrar e defender a herança de Philippe-Augusto. Ela teve o mesmo ardor e gênio de um governo com energia, uma coragem e uma perseverança sem igual. Tinha todas as virtudes viris o que não eliminava a sua graça e seu porte feminino.
Branca nasceu de uma raça de grandes reis e viveu 26 anos na corte de Philippe-Augusto e de seu filho. Assim mostrou todas as qualidades de um soberano completo. Ela se mostrou infatigável, de política correta, prudente e sábia. Ao mesmo tempo em que ela estava resolvida a manter a independência da monarquia, mesmo contra as investidas da Igreja Católica, provou que era uma católica devotada e amiga permanente da autoridade espiritual do papa. Até uma idade avançada ela conservou sua beleza e sua elegância de dama espanhola.
Uma exaltada piedade religiosa foi passada por Branca a seu filho. Recebeu Luis IX assim, uma moralidade austera de que não se afastou por toda a vida. Ela fez uma influencia sem limite sobre o espírito de São Luiz e lhe inculcou os sábios princípios que ele conservou como rei. Branca evitou para a França as conseqüências do celibato do rei fazendo com que ele casasse aos 20 anos com Marguerita de Provença, mulher a todos os respeitos digna dele. O único ato de Luis pelo qual ele entrou em oposição direta com sua mãe foi a desastrosa cruzada que ele empreendeu em 1238, apesar de seus avisos e de suas advertências.
Durante os doze anos que se passaram antes da partida de São Luis para o Egito, ela continuou a exercer uma influência preponderante sobre seu filho. Apesar de sua natureza enérgica e imperiosa ter exercido uma dura opressão sobre o doce espírito de Luis IX e uma severidade cruel e talvez ciumenta sobre a jovem e amável esposa, não parece que ela tenha se intrometido indevidamente ou com infelicidade nos negócios do governo.
É verdade que Branca não tinha a santa simplicidade e a rara abnegação do mais santo dos reis, como Luis IX, mas ele lhe deve a sua educação espiritual bem como sua visão política e ela teve a sagacidade de evitar muitos dos erros heróicos que ele cometeu.
Branca morreu em 1252 em Paris. Foi enterrada na abadia de Maubuisson e seu coração foi levado para a abadia de Lys. Foi uma grande perda da incomparável protetora do reino de França.
O governo de Branca, seja durante a menoridade, seja durante a ausência do rei, foi pacífico, sábio e justo. Por toda sua vida de mulher e de estadista, Branca se destaca entre os soberanos da Idade Média.

AMANHÃ: O grande rei santo reverenciado na Espanha: S.Fernando.
 12 DE JULHO. Branca de Castela, rainha: fez negociação inteligente e forte liderança

BRANCA DE CASTELA
Blanche de Castille, Blanche of Castile
(nasceu no ano 1188 da nossa era, em Palencia, Castela na Espanha; morreu em 1252, em Paris, França)

ENÉRGICA SOBERANA CATÓLICA NA DEFESA E UNIFICAÇÃO DA FRANÇA

As grandes contribuições da Civilização Feudal para o progresso da sociedade humana
A Civilização Feudal realizou a tarefa principal ao estabelecer:
1. A guerra defensiva e não de conquista;
2. A organização local em cada região;
3. Suprimiu a escravidão geral na população, fundou o trabalho livre com a libertação completa do trabalhador resultando na importante organização permanente do sistema econômico do capitalismo.

Neste mês são consagrados os nomes que representam a guerra para a defesa da Europa e que fundaram as instituições locais, trabalhando para organizar cada nova nação européia.
Foram nove séculos de avanços e recuos, desde cerca dos anos 400 até 1300. Com muita confusão, crueldade e crimes; mas também com muito heroísmo e uma dedicação admirável resultando em notável progresso político, econômico, filosófico e moral.
Nesta quarta semana é feita a representação de como agiram os dirigentes cristãos no governo. O tipo principal é o rei São Luiz de França, comemorado no domingo que encerra a semana.

Ver em 0617 01 B  O QUADRO DO MÊS CARLOS MAGNO  A CIVILIZAÇÃO FEUDAL  com todos os grandes tipos humanos do mês.


BRANCA DE CASTELA era filha de Afonso VIII, rei de Castela e de Eleonor, nascendo em 1188. Por parte de sua mãe Eleonor, era neta do rei Henrique II da Inglaterra.
A mulher de Henrique II, Eleonor de Aquitânia, rainha da Inglaterra, foi à Espanha e trouxe sua neta Branca, com apenas 11 anos de idade, para a França. Fez, então, o compromisso de noivado de Branca com Luis, o jovem filho do rei Philippe II Augusto, rei da França. O casamento de Branca, em 1200, com 12 anos de idade, foi celebrado em Portsmouth, Hampshire, na Inglaterra. Era um ato político no longo conflito entre a Inglaterra e a França para o controle de alguns territórios da França.
Luis sucedeu a seu pai Philippe II em 1223, com o nome de Luis VIII de França. Depois de um pequeno reinado, Luiz VIII morreu em 1226. Branca ficou como a regente do reino, governando em nome de seu filho Luis IX, então um menino de 11 anos. Por dez anos ela dirigiu o país com uma energia, uma prudência consumada e com o maior sucesso.
Espanhola de nascimento, Branca tornou-se francesa devido a seu casamento e tornou-se francesa aos poucos também no espírito. Com a morte do rei João da Inglaterra, Branca tentou tomar o trono da Inglaterra quando Luis de França invadiu a Inglaterra em apoio a seus direitos. Mas os ingleses não foram vencidos e o filho de João de nove anos foi finalmente coroado como Henrique III da Inglaterra.
Branca enfrentou rebeliões no interior da França, quando mostrou uma hábil diplomacia, uma negociação inteligente e uma forte liderança. Percorria a frente da luta nas batalhas vestida de branco, usando um cavalo com arreios também brancos. Ela pacificou o sul da França e o país entrou numa era de estabilidade e de paz.
Luiz IX, filho de Branca, assumiu o trono em 1236, com 21 anos. Na ausência do rei, quando da sua primeira cruzada, Branca exerceu o vice-reinado de 1248 1252. Graças a sua visão de governo e sua constante energia, ela evitou muitos dos desastres a que a cruzada de Luis poderia expor o país.
Branca foi, assim, por quatorze anos, numa das épocas críticas da história da monarquia, a verdadeira soberana da França. Essa mulher foi a maior dirigente que teve a França depois de Brunehilde e que foi digna de administrar e defender a herança de Philippe-Augusto. Ela teve o mesmo ardor e gênio de um governo com energia, uma coragem e uma perseverança sem igual. Tinha todas as virtudes viris o que não eliminava a sua graça e seu porte feminino.
Branca nasceu de uma raça de grandes reis e viveu 26 anos na corte de Philippe-Augusto e de seu filho. Assim mostrou todas as qualidades de um soberano completo. Ela se mostrou infatigável, de política correta, prudente e sábia. Ao mesmo tempo em que ela estava resolvida a manter a independência da monarquia, mesmo contra as investidas da Igreja Católica, provou que era uma católica devotada e amiga permanente da autoridade espiritual do papa. Até uma idade avançada ela conservou sua beleza e sua elegância de dama espanhola.
Uma exaltada piedade religiosa foi passada por Branca a seu filho. Recebeu Luis IX assim, uma moralidade austera de que não se afastou por toda a vida. Ela fez uma influencia sem limite sobre o espírito de São Luiz e lhe inculcou os sábios princípios que ele conservou como rei. Branca evitou para a França as conseqüências do celibato do rei fazendo com que ele casasse aos 20 anos com Marguerita de Provença, mulher a todos os respeitos digna dele. O único ato de Luis pelo qual ele entrou em oposição direta com sua mãe foi a desastrosa cruzada que ele empreendeu em 1238, apesar de seus avisos e de suas advertências.
Durante os doze anos que se passaram antes da partida de São Luis para o Egito, ela continuou a exercer uma influência preponderante sobre seu filho. Apesar de sua natureza enérgica e imperiosa ter exercido uma dura opressão sobre o doce espírito de Luis IX e uma severidade cruel e talvez ciumenta sobre a jovem e amável esposa, não parece que ela tenha se intrometido indevidamente ou com infelicidade nos negócios do governo.
É verdade que Branca não tinha a santa simplicidade e a rara abnegação do mais santo dos reis, como Luis IX, mas ele lhe deve a sua educação espiritual bem como sua visão política e ela teve a sagacidade de evitar muitos dos erros heróicos que ele cometeu.
Branca morreu em 1252 em Paris. Foi enterrada na abadia de Maubuisson e seu coração foi levado para a abadia de Lys. Foi uma grande perda da incomparável protetora do reino de França.
O governo de Branca, seja durante a menoridade, seja durante a ausência do rei, foi pacífico, sábio e justo. Por toda sua vida de mulher e de estadista, Branca se destaca entre os soberanos da Idade Média.

AMANHÃ: O grande rei santo reverenciado na Espanha: S.Fernando.

terça-feira, 10 de julho de 2012

0711 B SANTA ISABEL DA HUNGRIA caridade sem limites no serviço ao seu povo


11 DE JULHO. Santa Isabel Rainha da Hungria: cuidando pessoalmente dos enfermos

SANTA ISABEL DA HUNGRIA
Sainte Elisabeth de Hongrie, Elizabeth of Hungary, Elizabeth of Thuringia
(nasceu no ano 1207 da nossa era, em Presburg, Hungria; morreu em 1231, em Marburg, Alemanha)

PIEDOSA TERNURA FEMININA NO ALTRUÍSMO CRISTÃO DA CAVALARIA MEDIEVAL

As grandes contribuições da Civilização Feudal para o progresso da sociedade humana
A Civilização Feudal realizou a tarefa principal ao estabelecer:
1. A guerra defensiva e não de conquista;
2. A organização local em cada região;
3. Suprimiu a escravidão geral na população, fundou o trabalho livre com a libertação completa do trabalhador resultando na importante organização permanente do sistema econômico do capitalismo.

Neste mês são consagrados os nomes que representam a guerra para a defesa da Europa e que fundaram as instituições locais, trabalhando para organizar cada nova nação européia.
Foram nove séculos de avanços e recuos, desde cerca dos anos 400 até 1300. Com muita confusão, crueldade e crimes; mas também com muito heroísmo e uma dedicação admirável resultando em notável progresso político, econômico, filosófico e moral.
Nesta quarta semana é feita a representação de como agiram os dirigentes cristãos no governo político. O tipo principal é o rei São Luiz de França, comemorado no domingo que encerra a semana.

Ver em 0617 01 B  O QUADRO DO MÊS CARLOS MAGNO  A CIVILIZAÇÃO FEUDAL  com todos os grandes tipos humanos do mês.


SANTA ISABEL é o tipo de caridade feminina, representando na Idade Média o poder das mulheres para dignificar, elevar, a cavalaria feudal. As tradições criaram lendas de uma vida cheia de milagres, mas os fatos essenciais têm registro histórico e sua bela personalidade não oferece dúvida alguma.
Filha de André II, rei da Hungria, ela nasceu em 1207. Com a idade de quatro anos, foi dada como noiva a Luis, filho do príncipe de Turíngia, Alemanha. Foi educada na corte de seu futuro marido, quando sua graça na infância e sua santidade de jovem menina se destacaram.
Aos quinze anos de idade, ela se casou com Luis, então já como duque de Turíngia. Isabel marcou com o casamento o seu ascendente que exerceu sobre ele durante sua infância. Ele foi, a todos os respeitos, merecedor de seu amor e tomou por divisa: “Piedosa, Casta, Justa”.
Isabel fez construir um hospital ao lado da montanha em que seu castelo estava. Ela cuidava pessoalmente dos enfermos, atendendo os doentes duas vezes por dia, pela manhã e à tarde.
A curta união do casal, que durou seis anos, é representada como o tipo de felicidade conjugal, da caridade sem limites, da terna solicitude pelos interesses de seu povo e pelo ascendente espiritual da santidade feminina. As lendas resultantes de sua graça, sua virtude, beleza, sua doçura, piedade, sua bondade, abnegação e ternura, estão entre as mais emocionantes de todas as vidas religiosas, na história dos santos católicos, quase sempre voltados a uma triste e penosa solidão ou a um misticismo extravagante.
Quando o papa convidou Frederico II a fazer uma nova cruzada, Luis seguiu o imperador e morreu pela febre na viagem, em Otrante, no ano de 1227. A jovem viúva, que tinha então 20 anos, se afastou com seus quatro filhos de seu castelo de Wartbourg. Esse mesmo castelo é que se tornou, 300 anos depois, o refúgio de Lutero, onde ele terminou sua tradução da bíblia.
Com a perda do esposo, ela vendeu tudo que tinha e foi trabalhar para criar seus quatro filhos. Com caridade, distribuía sempre o pão dos pobres e, durante um tempo de fome generalizada na Alemanha, fez uma grande oferta de trigo ao povo. Por essa caridade, mais tarde, Isabel passou a ser considerada a santa padroeira dos padeiros.
Isabel se negou a ser a regente em nome de seu filho ainda criança, se retirou de Marburgo com suas filhas e se dedicou inteiramente a uma vida de penitência e de caridade, sob a direção de seu confessor Conrado.
Depois de alguns anos de sofrimento que ela se impôs a si mesma, morreu com a idade de 24 anos, no ano de 1231, esgotada, ao que parece, por seu zelo na caridade e pelas ordens severas de seu orientador espiritual. Morreu como franciscana, a corda dos frades em torno de seu corpo. Seu túmulo, na igreja de Santa Isabel em Marbourg, foi um dos lugares de peregrinação na Alemanha, até que foi violado brutalmente por seu descendente, Philippe de Hesse, ao tempo da reforma protestante.
Isabel de Hungria é uma das figuras mais caras à arte, à narrativa e à poesia do catolicismo.
Ela permanece, para sempre, como um tipo inesquecível do poder exercido pelas mais nobres mulheres da era feudal para colocar o espírito de altruísmo cristão na cavalaria medieval e para inspirar aos chefes políticos o sentimento do dever social.


AMANHÃ: Rainha sábia e justa se destaca entre os soberanos da Idade Média: Branca de Castela.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

0710 B MATIAS CORVIN manteve a tradição da Cavalaria defendendo a cristandade


10 DE JULHO: M. CORVIN  rei húngaro venceu os turcos e civilizou bárbaros visinhos


MATIAS CORVIN
Mathias Corvin, Matthias Corvinus, Mátyás Corvin ou Mátyás Hunyadi em húngaro
(nasceu em 1443 na Transylvania; morreu em 1490 em Viena, Áustria)

VITORIOSO REI DA HUNGRIA PODEROSO E CAVALHEIRESCO PROTETOR DA CULTURA

As grandes contribuições da Civilização Feudal para o progresso da sociedade humana
A Civilização Feudal realizou a tarefa principal ao estabelecer:
1. A guerra defensiva e não de conquista;
2. A organização local em cada região;
3. Suprimiu a escravidão geral na população, fundou o trabalho livre com a libertação completa do trabalhador resultando na importante organização permanente do sistema econômico do capitalismo.

Neste mês são consagrados os nomes que representam a guerra para a defesa da Europa e que fundaram as instituições locais, trabalhando para organizar cada nova nação européia.
Foram nove séculos de avanços e recuos, desde cerca dos anos 400 até 1300. Com muita confusão, crueldade e crimes; mas também com muito heroísmo e uma dedicação admirável resultando em notável progresso político, econômico, filosófico e moral.
Na terceira semana o tipo principal é Inocêncio III, que se colocou entre os mais nobres e enérgicos papas. Sua biografia está no domingo que termina a semana.

Ver em 0617 01 B  O QUADRO DO MÊS CARLOS MAGNO  A CIVILIZAÇÃO FEUDAL  com todos os grandes tipos humanos do mês.

MATTHIAS CORVINUS, grande rei da Hungria independente, era filho de John Hunyade, o herói nacional na longa guerra contra os turcos. Nasceu em 1443 e foi educado para a carreira militar e para o comando. Foi eleito rei com a idade de 15 anos em 1458. O jovem rei se mostrou logo como o soldado mais completo e o soberano mais feliz de toda a Europa.
As proezas pessoais eram as de um cavaleiro errante. Teria chegado até a penetrar sozinho no campo inimigo como espião e levou a organização militar da Hungria a uma perfeição que nenhuma outra potência da Europa poderia ultrapassar. Seu reino foi uma guerra contínua contra os turcos e contra os príncipes de suas fronteiras orientais, contra os reis da Polônia e da Boêmia ao norte e contra o imperador a oeste.
Matthias forçou o sultão a pedir a paz, invadiu os reinos que rodeavam a Hungria ao norte, submeteu por duas vezes o império e ao fim tomou a cidade de Viena e conquistou os Estados da Áustria em 1486 que cuja posse manteve até morrer. Formou uma tropa no modelo dos janissares da elite turca e foi o primeiro rei europeu a imitar o rei Luis XI na criação de um exército permanente. Impôs a mais severa disciplina e foi um dos criadores da estratégia militar moderna.
Com felicidade e com atividade desenvolveu as artes da paz, aumentou a riqueza e os recursos da Hungria até o ponto de eclipsar seus contemporâneos com sua corte real e em cultura literária e artística. Em sua capital Buda montou uma das mais célebres bibliotecas da época, com 30.000 volumes. Ali estabeleceu a universidade e um observatório astronômico, introduzindo a impressão de livros.
A civilização feudal da Europa vinha gradualmente desaparecendo desde dois séculos antes. Mas homens como Matthias prolongaram o espírito da Cavalaria ao defender a cristandade contra a invasão do Islamismo e absorvendo as raças dos povos bárbaros visinhos para a mais adiantada influência da civilização ocidental da Europa.

AMANHÃ: Inspiração feita aos políticos pelo altruísmo cristão na cavalaria medieval: Santa Isabel da Hungria.

domingo, 8 de julho de 2012

0709 B STA MATILDE DE TOSCANA asilo ao papa Hildebrando no castelo de Canossa


09 DE JULHO: SANTA MATILDE rainha maior poder na Itália e força armada do papado

SANTA MATILDE DE TOSCANA
Matilde di Canossa; Matilde la Gran Contessa; Sainte Mathilde-de-Toscane;
Matilda of Canossa
(nasceu em 1046 na Toscana, Itália; morreu em 1115 em Bondeno, Ferrara, Itália)

RAINHA DE CANOSSA DEFENSORA DA LIBERDADE E DA FORÇA MORAL DO CATOLICISMO

As grandes contribuições da Civilização Feudal para o progresso da sociedade humana
A Civilização Feudal realizou a tarefa principal ao estabelecer:
1. A guerra defensiva e não de conquista;
2. A organização local em cada região;
3. Suprimiu a escravidão geral na população, fundou o trabalho livre com a libertação completa do trabalhador resultando na importante organização permanente do sistema econômico do capitalismo.

Neste mês são consagrados os nomes que representam a guerra para a defesa da Europa e que fundaram as instituições locais, trabalhando para organizar cada nova nação européia.
Foram nove séculos de avanços e recuos, desde cerca dos anos 400 até 1300. Com muita confusão, crueldade e crimes; mas também com muito heroísmo e uma dedicação admirável resultando em notável progresso político, econômico, filosófico e moral.
Nesta quarta semana é feita a representação de como agiram os dirigentes cristãos no governo. O tipo principal é o rei São Luiz de França, comemorado no domingo que encerra a semana.

Ver em 0617 01 B  O QUADRO DO MÊS CARLOS MAGNO  A CIVILIZAÇÃO FEUDAL  com todos os grandes tipos humanos do mês.


MATILDE, conhecida como “a grande Condessa”, nasceu em 1046. Era filha de Bonifácio II, duque de Toscana e de Beatrix de Lorraine. Com o assassinato de seu pai e a morte dos seus irmãos, tornou-se muito jovem a única herdeira das imensas possessões dos Duques de Toscana, os soberanos de fato da Itália e por conseqüência o maior poder político da Europa.
Godofredo de Lorraine esposou sua mãe Beatrix e fez o noivado de Matilde, que tinha então 8 anos, com seu filho Godofredo chamado “Le Bossu”, o corcunda. Esse casamento foi considerado por Matilde como nulo e os dois esposos nunca viveram juntos.
Com a morte de Godofredo - pai, Matilde e sua mãe tornaram-se as protetoras ardentes da corte do papado em Roma e se fizeram rivais temíveis do poder político dos reis.
Hildebrando, eleito papa em 1074, passou dez anos em luta desesperada contra o rei Henrique IV. Durante esse longo duelo entre o poder temporal e o poder espiritual, Matilde, como o fez durante toda sua vida, se constituiu em força armada do papado.
Tinha a idade de 30 anos quando sua mãe e seu marido nominal morreram e ela governou sozinha suas vastas possessões colocando ao serviço do papa o grande poder militar que dispunha.
Em 1077 ofereceu asilo ao papa Hildebrando em sua inexpugnável fortaleza de Canossa, onde ele obrigou o rei de França a se humilhar para obter o seu perdão. Poucos anos depois, o rei tendo recuperado sua posição, perseguiu o papa e forçou Matilde a se refugiar em seu castelo das montanhas.
Matilde continuou sua luta contra o rei em favor do papado estabelecendo seu poder efetivo sobre a Itália central. Governou com uma energia sustentada até sua morte em 1115, na idade de 69 anos.
A formação de um poder moral livre foi possível pelo governo de Matilde. Demonstrou coragem, fineza, habilidade administrativa e constante firmeza. Foi a protetora da ciência, do estudo das leis e da teologia, crente fervente e fielmente devotada até o fim aos amigos que tinha.

AMANHÃ: O sentimento cavalheiresco defensor da cristandade: MATIAS CORVIN.