terça-feira, 4 de janeiro de 2011

0103 ORFEU

03 DE JANEIRO. ORFEU: Os mistérios dos ritos religiosos ligados ao culto do deus Dionísio.

ORFEU
Orphée em francês; Orpheus em inglês
(figura da lenda na religião politeísta dos gregos antigos)
HERÓI NOTÁVEL POETA, CANTOR E MÚSICO NA MITOLOGIA GREGA

Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.

ORFEU é colocado na lenda como filho da musa da poesia épica Calíope, e do deus da música Apolo. Orfeu tornou-se um excelente músico depois de receber a lira de Apolo, não havendo outro artista como ele.
Há duas personalidades ou dois tipos diferentes na lenda grega de Orfeu. Uma personalidade se mostra como um encantador músico da Trácia. Outra figura é a de fundador de ritos religiosos ou mistérios ligados ao culto do deus Dionísio. O músico parece ser o tipo inicial, tornado mais tarde o patrono de um movimento religioso dentro do politeísmo da Grécia, o Orfismo. Esse movimento se baseava em textos sagrados supostos como escritos por Orfeu.
Como cantor ele era dotado do maravilhoso poder de encantar a todos que o ouvissem e até encantando mesmo a natureza inanimada. Ele representa a mais antiga escola de menestréis da Grécia, que se supõe tenha nascido na Trácia. Seu nome nos tempos antigos foi dado ao principal dos poetas cantores que antecederam a Homero. De tempos em tempos se descobrem diversas composições poéticas atribuídas a Orfeu.
A lenda conta que quando Orfeu tocava sua lira e cantava, ele emocionava tudo, fosse animado ou inanimado. Sua música era tão bela que encantava as árvores e as rochas, que se moviam em sua melodia; sua música tornava as feras selvagens em animais domesticados e até os rios alteravam seus cursos para acompanhá-lo. Orfeu se juntou à expedição dos Argonautas, tendo salvado a excursão da música perigosa das Sereias ao tocar sua própria música, uma música mais forte.
Ao voltar, Orfeu casou-se com a linda ninfa Eurídice. Logo depois do casamento a esposa foi picada por uma serpente e morreu. Orfeu tem grande popularidade pelo sofrimento causado pela morte de Eurídice.
Transtornado pela dor, Orfeu foi ao mundo dos mortos para trazer Eurídice à vida novamente, o que nenhum mortal conseguiu fazer. O chefe do mundo dos mortos, Hades, com pena de Orfeu, permitiu que ele levasse a esposa para a vida, desde que eles não olhassem para trás.
Mas Orfeu emocionado, ao ver a luz do sol, olhou para Eurídice que estava atrás e ela desapareceu para sempre.
Desesperado, Orfeu se isolou nas selvas, se lamentando para as rochas e árvores. Mais tarde ele foi morto por seguidores do deus Dionísio porque era seguidor do culto do outro deus, Apolo. Quando eles o decapitaram e jogaram a cabeça de Orfeu no rio, ela continuou a chamar por Eurídice, até que deu à praia de Lesbos, onde as musas a enterraram.
A lira de Orfeu, depois de sua morte, tornou-se na constelação da Lira, conta a lenda.
A lenda de Orfeu foi embelezada com um final feliz no romance medieval inglês de Sir Orfeo. A ópera de Christoph Gluck Orfeo ed Euridice trata da desgraça do artista. Também a história de Orfeu foi o tema do filme Orphée de Jean Cocteau, bem como no filme brasileiro Orfeu Negro.
Orfeu como outra personalidade é o fundador de mistérios do Orfismo, ritos religiosos ligados ao culto do deus Dionísio. A base era feita numa cosmogonia mítica do deus Dionysius Zagreus, filho de Zeus e Persephone.
As normas do Orfismo definiam a conduta de seus seguidores, que deveriam se purificar dos sentimentos de Titans, ou do mal, procurando desenvolver sua própria natureza divina Dionisíaca do bem. A doutrina do Orfismo mostrava grande severidade para que fossem alcançadas as vantagens divinas pela ação do bem e ameaçava com pesados castigos os atos do mal.
Em todas as religiões nota-se o ensino do sentimento social, do altruísmo, como o resultado da fé, a doutrina dos deuses servindo de meio usado para pregar a conduta social. Os deuses são a justificativa e não o resultado da operação religiosa.
Só na modernidade a Sociologia descobriu o verdadeiro papel que as religiões tiveram e terão na evolução social. Os atores em cada fase da evolução agiam sob a ação de um confuso sentimento de cooperação para o bem coletivo. A sabedoria dos sacerdotes, em todas as épocas, consistiu em perceber as danosas conseqüências dos atos anti-sociais que fossem sugeridos pelos magos em suas divagações. Os orientadores, embora crentes sinceros, seguiam sua inspiração para a defesa e progresso da sociedade, em nome e com a benção dos seus deuses. Já que os deuses são interpretados pelos sacerdotes, seus sinceros adoradores.

AMANHÃ: Conseguiu a conquista de Troia com o presente de grego, um cavalo de madeira: ULISSES.

0102 HÉRCULES

02 DE JANEIRO: Hércules, o herói nacional dos gregos no calendário histórico.

HÉRCULES
Herakles, em grego. Hercules em latim
(figura da lenda na religião politeísta dos gregos antigos)

HERÓI MAIS FAMOSO NA MITOLOGIA DA GRÉCIA ANTIGA

Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.

HÉRCULES, o herói grego famoso por sua força e coragem, era filho natural do deus principal Zeus e de Alcmene, mulher do general Amphitryon de Tebas. A esposa de Zeus, Hera, por ciúmes, resolveu matar o filho de seu marido infiel com outra mulher. Logo que Hércules nasceu, ela colocou junto dele duas grandes serpentes para destruí-lo. Hércules, embora um pequeno bebê, já mostrando sua força, estrangulou as cobras, salvando-se.
O nome de Hércules é a forma latinizada do herói nacional dos gregos antigos, Herakles. Um personagem real deve ter sido a base para a longa e instrutiva história mitológica de Hércules. Assim como o semi-deus Prometeu, ele é representado na lenda como se opondo a algumas das divindades superiores, como contra Apolo e contra Hera (ou Juno, mulher de Zeus ou Júpiter, deus dos deuses). Também como Prometeu, Hércules sofreu vinganças e sofrimentos como castigo por ter trabalhado a favor da humanidade.
Na sua juventude, Hércules teria matado um leão com suas próprias mãos, sem armas. Ele passou a usar a pele do animal como roupa e a cabeça do leão como proteção da cabeça. Hércules conquistou uma tribo que exigia o pagamento de tributos por Tebas. Como recompensa, ganhou em casamento a mão de Megara, princesa real de Tebas. Dessa união ele teve três filhos. O ódio sem fim da deusa Hera ou Juno lançou uma praga na forma de um ataque de loucura sobre Hércules, durante o qual ele matou a mulher e os filhos.
Tomado de horror e remorso, Hércules tentou o suicídio, mas o oráculo em Delphi disse que ele iria na verdade pagar seu erro tornando-se servo de seu primo Euristeu, rei de Mecena. Eristeu, sob as ordens de Hera, estabeleceu como penalidade que Hércules realizasse 12 penosos e difíceis serviços. Famosos são os “12 Trabalhos de Hércules”.
Esses trabalhos foram: matar o leão de Nemeia; matar a hidra de nove cabeças de Lerna; capturar o cervo de Arcádia; capturar o porco selvagem do Monte Erimanto; limpar num só dia, os estábulos do rei Auga de Elis; Matar os pássaros carnívoros de Stifália; a prisão do touro selvagem da ilha de Creta; a captura das éguas assassinas do rei Diomedes de Bistones; tomar o cinturão da rainha Hipolita, rainha das Amazonas; tomar o gado do gigante de 3 corpos Gerion, que governava a ilha de Eritéia; trazer as maçãs de ouro das mãos das Hespérides; e perseguir e tomar o cão de 3 cabeças Cerberus, guardião dos portões do inferno.
Esses famosos feitos heróicos de Hércules estão ligados, sob diversos aspectos, ao progresso da civilização humana e Hércules, quando associado à expedição dos Argonautas, figura como um pioneiro das conquistas marítimas dos gregos.
A lenda de Hércules é uma forma dos gregos para o deus do sol de Tiro e o culto de Heracles em Corinto e em outros lugares, as colunas de Hércules e os numerosos portos do litoral com o nome de Heracles, representam traços das expedições náuticas feitas pelos fenícios.
Nas lutas atléticas dos gregos, Hércules foi um dos fundadores dessa atividade que realizou e conservou a coesão da sociedade helênica. Em muitas das suas representações, Hércules é representado como o benfeitor da agricultura, realizando a drenagem dos terrenos alagados, dos pântanos e exterminando os animais nocivos.
O politeísmo da época era vivido como se os deuses viessem à terra e qualquer pessoa podia ser tomada como o deus vivo entre os homens. Os deuses estavam sinceramente presentes na vida diária do povo, com todas as virtudes e todos os vícios humanos. Na forma do deus da Força, tendo assistido ao primeiro sítio de Troia, Hércules se tornou o grande herói da nação grega tanto na guerra como na paz.

AMANHÃ: Os mistérios dos ritos religiosos ligados ao culto do deus Dionísio: ORFEU.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

0101 PROMETEU

01 DE JANEIRO: Prometeu, o titã deu aos homens a liberdade de pensar no Calendário Histórico.

PROMETEU
Prométhée em francês, Prometheus em inglês,
(figura da lenda na religião politeísta dos gregos antigos)

O SEMI-DEUS TITAN NA MITOLOGIA GREGA HERÓI BENFEITOR DA HUMANIDADE

Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.

PROMETEU na mitologia é um dos Titãs, da raça de semi-deuses gigantes, similares aos homens, mas tendo grande porte e imensa força. Sendo uma figura da lenda, não é possível fazer um relato histórico de sua ação. Seu nome representa os atributos como relatado na sabedoria popular. As lendas se ligam ao passado teocrático sacerdotal da civilização da Grécia, antes da criação da liberdade de pensamento a ser feito fora da casta de religiosos, onde o saber era mágico e secreto.
Entre os Titãs semi-deuses gigantes na mitologia grega estão Argos, Ciclopes, Urano, Gea, Orion, Poseidon, Atlas. Os Titãs eram os 12 filhos de Urano e Gea, que são o Céu e a Terra. Alguns de seus netos também eram Titãs. Tinham grande tamanho e enorme força, sendo chamados Os Deuses Antigos. O mais importante deles foi Cronos, o deus do tempo, que governava o universo. Os Titãs faziam oposição aos poderes da escala dos deuses superiores.
Prometeu, o deus do fogo, era o Titãn da crítica, que realizou a criação da raça dos homens., Ele era filho do Titãn Iapetus, sendo sua mãe Themis, a deusa da justiça divina. O nome Prometeu indica sua capacidade mental, significando “Antes Pensador”, ou o que faz previsão. Era tido como um artesão-mestre, ligado à criação do fogo e do homem. A Prometeu e a seu irmão Epimeteu foi dada a tarefa de criação da humanidade e de dar a todos os animais na terra o que eles necessitavam para sobreviver. Epimeteu, que tinha o nome que significava Depois Pensador, deu aos animais a qualidade de coragem, de força, a capa de penas ou de couro e outras proteções.
A principal lição da história de Prometeu consistia na representação de sua oposição ao deus maior, Zeus, ou Júpiter, como o resultado de sua boa vontade e de sua compaixão para com o gênero humano. Aos homens Prometeu ensinou as artes da vida e em especial o uso do fogo. Foi ele que, contra a vontade de Júpiter, roubou o fogo do monte do Olimpo para entregar aos homens.
Em punição, Júpiter acorrentou Prometeu numa rocha no Cáucaso, onde uma águia o torturava sem cessar, sangrando seu fígado. Ele só foi libertado muitos anos depois por Hércules, um outro semi-deus grego devotado a defender a humanidade.
Essa lenda da Grécia é o tema do maior drama de Ésquilo que descreveu o sofrimento e a resignação do herói durante seu castigo. Ésquilo escreveu uma trilogia sobre Prometeu: Prometeu Acorrentado, Prometeu Libertado e Prometeu Portador do Fogo.
Shelley, que tratou da mesma história, considerou a liberdade de Prometeu como o triunfo do homem e como a chegada a um estado ideal. O artista francês Gustavo Moreau pintou “A Tortura de Prometeu”, que está em seu museu em Paris. Uma grande estátua feita por Paul Manship (1885-1966) está na praça do Rockfeller Center em Nova York. No Rio de Janeiro está a estátua de Prometeu em luta contra a águia, de Jacques Lipchitz, no antigo Ministério da Educação.
Muitas outras obras de arte, na poesia, na pintura e na escultura, fizeram a idealização do grande herói da liberdade.
Devemos considerar Prometeu como um tipo daqueles homens que, no começo da civilização da Grécia antiga, rompendo com as proibições da casta sacerdotal do regime teocrático primitivo, abriram a estrada da liberdade de pensamento, da independência e da atividade que caracterizaram a civilização grega.


AMANHÃ: Hércules, o herói nacional dos gregos.

0101 MOISÉS

0101 DE JANEIRO: À frente do povo, fez uma possante nação: Moisés no calendário histórico.

MOISÉS
Mês de Moisés: a Teocracia
Moshe, em hebraico, Moïse em francês, Moses, em inglês
 (viveu cerca do século 13 antes da nossa era)
FAMOSO LIDER RELIGIOSO FUNDADOR DA TEOCRACIA DA NAÇÃO HEBRAICA

Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.

MOISÉS é reverenciado na tradição judaica como o seu maior profeta e professor. Devido à importância de Moisés na história da evolução social, o judaísmo é por vezes chamado de Mosaísmo ou fé Mosaica na civilização da Europa ocidental cristã.
O valor de Moisés mostra sua influência na civilização moderna em sua moralidade, religião e ética, com um significado imortal.
A Teocracia como forma religiosa construiu grandes nações por muitos séculos, mostrando um vigor estável dominando vastas populações. Constitui a Teocracia a fonte das classes sociais, formando pela primeira vez o acúmulo do capital, a utilização do dinheiro, com grande progresso social.
O politeísmo, com seus diversos deuses, com poderes em setores específicos, deu lugar à criação de profissões especializadas, transmitidas de pai para filho, na forma hereditária. Foram assim formadas castas fechadas, cujo poder dependia dos poderes dos deuses respectivos. A casta mais elevada era a casta sacerdotal, que tinha o poder de governo, o poder político unido ao poder das opiniões, do ensino e de consagração.
O regime de castas foi a primeira forma de ensino das profissões. As castas se tornaram desnecessárias e com opressão injusta depois que se instituiu o ensino teórico.
Os líderes da casta sacerdotal eram mantidos no anonimato, formando um corpo secreto, que mantinha o conhecimento mais adiantado como segredos religiosos, fonte do poder da corporação sacerdotal. Os guerreiros eram assim mantidos subordinados ao governo da casta mais poderosa. Quando os militares ameaçavam os padres, eles eram mandados a missões de conquista no estrangeiro. Mas os sacerdotes em geral tendiam a um regime de paz no interior do país, dedicando-se a atividades construtivas e de produção.
Para representar a Teocracia no calendário histórico não foi possível dar o nome de um líder da casta sacerdotal, mantido sempre secreto, desconhecido. A Teocracia judaica é um exemplo excepcional de uma Teocracia com a religião monoteísta. Outra exceção é o budismo, que, no entanto, tendeu a tirar do sacerdócio a sucessão hereditária.
O nome de Moisés foi escolhido como o mais importante representante conhecido do regime teocrático. Sabe-se que, embora monoteísta, a origem do mosaísmo foi no politeísmo do Egito, onde Moisés foi educado, recebendo toda a cultura secreta da casta dos sacerdotes egípcios. Moisés tornou-se assim um sacerdote egípcio revoltoso, liderando a libertação de seu povo, os judeus, da escravidão debaixo do poder opressivo do Egito.
Moisés criou a nação religiosa conhecida como Israel, baseada na relação de Convenção ou contrato com Deus único, monotéico. Como supremo sacerdote, Moisés se tornou o meio e o intérprete do contrato divino, ditando os Dez Mandamentos, estabelecendo a Teocracia judaica.
Para a libertação do seu povo, Moisés tomou o lugar de representante do seu povo junto ao Faraó do Egito. Como ele era gago, seu irmão Aarão falava por ele, o representante de Jeová, seu Deus. Moisés realizou vários milagres na presença do rei, como mudar a água do rio Nilo em sangue e lançar pragas contra o Egito, sem obter a liberdade dos judeus.
Finalmente os hebreus foram autorizados a sair do Egito ou apenas fugiram, perseguidos pelo exército do Faraó até o Mar de Juncos, um alagado de papiros (que não o Mar Vermelho). Os judeus o atravessaram com êxito, mas os egípcios se afogaram.
Moisés organizou o seu povo, estabelecendo leis para cada situação, com um sistema de juízes e tribunais e regulando o culto divino. Seu último ato foi a renovação da Convenção do Monte Sinai com seu povo. Não é conhecida a forma de sua morte e nem o local do sepultamento.
Moisés foi um grande líder. É várias vezes mencionado na Bíblia cristã pelo grande israelita São Paulo e pelos outros evangelistas. E a nação de Israel tem destacada participação na civilização moderna.


AMANHÃ: Hércules, o herói nacional dos gregos.

domingo, 2 de janeiro de 2011

0101 TEOCRACIA

01 DE JANEIRO: A Teocracia das grandes civilizações no calendário.

MÊS DA TEOCRACIA INICIAL
O primeiro mês é a homenagem às primeiras populações humanas.
(A Teocracia se iniciou desde a animalidade, milhões de anos antes de nossa era; durou até a civilização da Grécia antiga)
SISTEMA DE GOVERNO RELIGIOSO DOS SACERDOTES DA ASTROLATRIA E DO POLITEÍSMO

As mais remotas formas de civilização no passado
do Fetichismo e do Politeísmo, nas eras antigas,
na Pré-história e no início da história.

Provas recentes na Arqueologia indicam que a evolução da civilização humana ocorre num período de seis milhões de anos. Os humanos aprenderam a andar em duas pernas há 4 milhões de anos: antes eram nossos antepassados meros animais quadrúpedes. Da mesma forma como nossos bebês de hoje, andávamos de quatro. Estávamos em eras anteriores à pré-história. O uso do fogo data de 500 mil anos atrás.
A pré-história há três milhões de anos compreende três eras: a idade da pedra, a idade do bronze e a idade do ferro. A idade da pedra começou na África há três milhões de anos atrás. Na Ásia começou há dois milhões e na Europa há um milhão de anos antes de nós. Conhecemos muito pouco da nossa vida na pré-história e nas eras anteriores, por falta de registros em documentos históricos. Porque ainda não havíamos criado a escrita.
A forma de escrituração mais antiga é hoje tida como sendo os hieróglifos da Egito antigo, em 3300 anos antes da nossa era. A escrita na Suméria data de 3000 anos. Nessa época já governavam o Egito os sacerdotes da religião do politeísmo.
A TEOCRACIA como governo dos sacerdotes do politeísmo é o durável sistema religioso mais estável criado pela sociedade humana. As religiões do politeísmo conservador, dirigidas pelos sacerdotes dominantes sobre os guerreiros, mantinham seu poder sobre grandes populações por muitos séculos, construindo grandes impérios. São exemplos mais conhecidos as Teocracias dos judeus, da Índia, da Pérsia, da Babilônia e do Egito.
Neste mês são lembrados os líderes das mais antigas populações. A primeira das religiões dos homens foi o Feiticismo ou Fetichismo, de que não restou nenhum documento e seus líderes feiticeiros não têm seus nomes conhecidos. A religião mais primitiva não tinha um sacerdócio estabelecido porque cada indivíduo ligava-se diretamente a seu fetiche pessoal .A escrita não era ainda conhecida. O Fetichismo ou Magia ou Animismo foi o estado preparatório mais decisivo e mais prolongado de todas as fases da religião, sendo a forma de pensar que resulta naturalmente da falta de conhecimento e experiência básica anterior. Nessa situação o que se sabe é que cada uma pessoa age por sua própria vontade. Portanto a hipótese mais simples é que todos os objetos devem, da mesma forma, ter o comportamento como um ser vivo. Então as coisas são vivas como eu. É a magia geral.
Não foi possível colocar o nome desses antepassados nossos no Calendário Histórico. Restaram apenas alguns indícios de sua civilização. Algumas de suas formas foram conhecidas em populações mais recentes, preservadas do contato com a civilização mais adiantada da Europa. São casos como populações isoladas do interior da África, da Austrália e da América.
Os povos primitivos não tinham desenvolvido a capacidade da abstração. A habilidade mental de reconhecer as aparências dos corpos, os acontecimentos ou fenômenos mostrados, é uma capacidade nobre da inteligência. O mesmo ocorre na infância do indivíduo, que só pode reconhecer as coisas, sem perceber que há fenômenos iguais em corpos e situações diferentes, como a cor vermelha, como a força, o calor.
Essa incapacidade de abstrair nas crianças foi pesquisada experimentalmente pelo psicólogo suíço Jean Piaget (1896-1980) em 1964. Ele mostrou que só no estágio operacional a partir dos 7 aos 12 anos é que a criança começa a ser capaz de formar noções abstratas. Piaget confirmou, assim, a teoria de Augusto Comte (1798-1857), mostrada no 5º volume do Cours de Philosophie Positive, publicado em 1841. É um fenômeno psicológico de grande importância no progresso da ciência.
A incapacidade da inteligência dos povos e das crianças em fazerem a abstração, impede que formem a idéia de uma entidade que esteja fora dos corpos, muito menos que essas outras “coisas” ou seres tivessem algum poder sobre os corpos. Os povos primitivos e as crianças são feiticistas, supondo que todos os corpos sejam vivos, ativos, que são os fetiches. Ou seja, os fetichistas ou feiticeiros originais não podem criar a noção de espíritos ou deuses. As coisas para eles é que têm atividade própria: a pedra cai porque a pedra quer cair. O raio destrói e mata porque o raio assim o quer. Cada coisa é um deus concreto, palpável, que tem poder divino.
Os povos fetichistas só conseguem evoluir para observação dos astros depois que passam de nômades para sedentários, quando os fetiches mais importantes são os astros. Então os astros têm os poderes divinos, e, mais tarde, eles são o lugar dos deuses do politeísmo. Os deuses do politeísmo têm por essa razão os nomes dos astros conhecidos, como Marte, Vênus, Netuno. No fetichismo não há necessidade de um intérprete dos fetiches. Só no politeísmo é que a classe dos sacerdotes se torna necessária para conhecer a vontade dos deuses, que são abstrações inaccessíveis.
A classe dos sacerdotes passa a ter a função do ensino, do julgamento dos indivíduos e da consagração. Essa classe especial tem grande importância na história da sociedade. No politeísmo a transmissão das profissões é feita por hereditariedade, formando as castas da teocracia. Essa transmissão pode ser chamada, pois, de transmissão teocrática da riqueza e do poder. Só então a escrita foi inventada, permitindo o registro dos anais da história.
O politeísmo sacerdotal, conservador, é um sistema de ensino e consagração de longa duração. Tem como característica ser uma religião com normas de higiene, além das regras de conduta, de opinião e de culto. É o que se pode ver na teocracia dos judeus, com regras de alimentação e de higiene.
No tempo em que a civilização começou, pode-se dizer que eram teocracias conservadoras antigas todas as civilizações da costa do Mar Mediterrâneo e da Ásia. E a Grécia passaria a ser um politeísmo progressista, governado pelos guerreiros e não pelos sacerdotes. O mesmo ocorreu com Roma.
Só com os gregos foi possível sair da teocracia antiga, abrindo o acesso ao saber científico que estava fechado na casta sacerdotal, como segredo divino. Por essa abertura é que parece que a filosofia e a ciência teriam nascidos na Grécia. Os gregos fizeram o primeiro passo de destruição das crenças antigas, representadas pela Teocracia antiga. A destruição das crenças divinas prosseguiu até nossos dias, com sua queda completa nas elites.
A civilização dos povos mais antigos, fetichistas e astrolátricos, só pode ser rememorada pelas obras e pelos registros da grande religião dos sacerdotes teocratas.


AMANHÃ: Hércules, o herói nacional dos gregos.



sábado, 1 de janeiro de 2011

0100 O CALENDÁRIO DA FILOSOFIA INOVADORA

A história da humanidade demonstrando a inovação da Filosofia.

01 DE JANEIRO.
Neste dia o calendário filosófico é apresentado para mostrar a maior revolução mental da espécie humana desde que passamos da animalidade para a humanidade civilizada de nossos dias.

O CALENDÁRIO DA INOVAÇÃO FILOSÓFICA
A Filosofia inovadora se apresenta no calendário por meio dos tipos humanos que contribuíram decididamente para o progresso da civilização dos humanos. Desde os mais remotos tempos em que os humanos  ainda  sob a forma de animais primitivos vivam na selva sobrevivendo em grupos.

A Filosofia da inovação é mostrada na série dos grandes tipos humanos que se sucederam na marcha continuada do progresso social. A evolução é visível na cadeia de nomes concretos que foram os órgãos individuais livres que exerceram as variadas funções no organismo social que se desenvolveu.
Por meio da moderna filosofia da história é que podemos alcançar a concepção geral, amplamente abrangente, do passado humano.
O conjunto de biografias apresentado só começou a ser conhecido após o fim da pré-história, quando foi possível registrar pela escrita a ocorrência dos fatos. O registro histórico passou a ser na modernidade a fonte empírica, segura, útil, positiva, da formação da ciência da sociedade, da sociologia teórica pura, abstrata. Ou seja, do estudo dos fenômenos do agrupamento social, no âmbito abstrato dos acontecimentos. Só pelo auxílio da generalização com o uso da abstração foi possível perceber as tendências dos fenômenos sociais, as leis abstratas da sociedade.
O estabelecimento da Sociologia pura foi preparado no século 18, nos anos 1700. Apenas no século 19, anos 1800, foram elaboradas as ciências da sociedade e da psicologia.
A inovação da filosofia demonstra a visão clara e distinta do poder e do alcance do raciocínio abstrato, até nossos dias ignorado pelos pensadores. A inovação comprova a continuidade histórica das eras, do estudo estático ou sincrônico e dinâmico ou diacrônico da Sociologia pura e da Psicologia. A inovação da filosofia mostra de forma clara e distinta o abalo na vida humana produzido pela maior revolução mental da história, pela troca do pensamento transcendental mítico pelo pensar seguro, científico ou positivo. A inovação da filosofia moderna já provocou a grande alteração no objetivo da vida humana. A partir do fim da Idade Média nos anos 1300, o objetivo da vida que tinha como referência a vontade dos deuses mudou e hoje a vida humana passou a referir-se ao bem da sociedade, ao bem da humanidade, num verdadeiro humanismo social. Vivemos agora para conhecer e amar a humanidade.
O calendário concreto foi publicado pelo filósofo francês Augusto Comte (1798-1857) no ano de 1849. Os nomes que ali estão são dos tipos que viveram até a primeira geração do século 19, até cerca de 1830. O que significa representar a preparação do grande progresso científico realizado no século 19, anos 1800.



Calendário HISTÓRICO FILOSÓFICO
 para um ano qualquer OU
quadro concreto da preparação humana

LUNEDIA=segnda-feira; MARTEDIA=terça; MERCURIDIA=quarta;
JOVEDIA=quinta; VENERDIA=sexta-feira.
                        Os nomes à esquerda são para o ano comum; à direita, anos bissextos.
Todos os meses são iguais, de 28 dias e todos começam numa segunda-feira, terminando num domingo.