quarta-feira, 12 de agosto de 2015

0813 C QUADRO DO MÊS DE GUTENBERG A INDÚSTRIA MODERNA

13 DE AGOSTO: GUTEMBERG INDUSTRIA MODERNA , GUTENBERG e MARCO POLO

GUTENBERG   A INDÚSTRIA MODERNA
INDUSTRIA MODERNA, GUTENBERG e MARCO POLO

DESENVOLVIMENTO DA
INDUSTRIA MODERNA
Nos últimos anos da idade média foram libertados os servos da gleba, trabalhadores rurais obrigados a trabalhar na agricultura do feudo e a seu barão. Entre os anos 700 e 1000 ocorre a libertação dos servos, que se tornam comerciantes e artesões na manufatura de bens de necessidade imediata. É o que ocorre nos burgos, povoados formados fora das muralhas dos castelos. Os trabalhadores libertados formam os novos profissionais modernos do comercio, da manufatura e de serviços.
FORMAÇÃO DO SISTEMA ECONÔMICO DO CAPITALISMO
No fim da idade media os servos gradualmente foram libertados de sua fixação nos feudos, passando a viver nos burgos, em povoações formadas em torno das muralhas dos castelos e nas vilas. A atividade dos artesãos produzia o que era demandado pelas necessidades imediatas. Desse modo foi iniciada a organização inicial da indústria e do comercio.
A partir do século XI, a partir do ano 1001, já foi reconhecida a indústria moderna, instituída no sistema econômico do capitalismo. Desde a antiguidade a troca era feita em liberdade pelos proprietários das mercadorias que ficavam com as perdas e com os lucros do negócio. Essa forma natural de operação é o capitalismo, em que os meios para sua operação são de propriedade particular, o risco sendo remunerado pelo lucro. O lucro no capitalismo é o pagamento do risco. No século XI na Europa ocidental a industria moderna foi instituída formando o sistema econômico do capitalismo. Que a seguir foi empregado com sucesso em todo mundo ocidental. Com a universalização dos negócios pela globalização o capitalismo está formalizado em todo mundo.
As chartes ou constituições jurídicas das vilas foram estabelecidas, as profissões se organizando em corporações e sindicatos. A nova classe dos chefes da indústria se formou, como necessária para a coordenação da produção em maior volume nas empresas com numerosos trabalhadores.
A atividade comercial se destacou. Formaram-se as corporações italianas de comerciantes e a liga Hanseática associada aos paises baixos.
Com a extensão da pesquisa e do ensino das ciências a utilização das forças naturais pelas maquinas se tornou habitual.
Finalmente a grande invenção da imprensa por Gutenberg completou a extraordinária e fundamental descoberta da escrita feita na antiguidade. A prensa acelerou a produção das cópias e assegurou a difusão rápida e permanente do pensamento através do mundo. A invenção é de fato um notável exemplo da substituição do trabalho manual pelo trabalho mecânico da máquina. Um invento importante para o progresso da sociedade humana.
Mais tarde as máquinas de prensagem tornaram-se equipamentos básicos para a produção industrial em grande volume em todos os ramos de atividade, na produção em série a muito baixo custo.
Nos primeiros tempos da nova classe dos chefes de empresa temos exemplos notáveis de relações amistosas entre eles e os seus trabalhadores. Jacques Coeur (1395-1456) e Come de Médicis o velho (1389-1464) se fizeram notar, no século XIV, como tipos esplendidos de chefes industriais.
Muitos autores demonstraram que a condição do trabalhador entre os séculos XIV e XVI pode ter sido melhor do que a condição de nossos dias. Mesmo notando que a riqueza hoje é muito grande. A capacidade de produção do homem é cada vez maior, com o um grande crescimento populacional.
A massa dos proletários nos países mais adiantados foi completamente incorporada à sociedade moderna. Os profissionais podem participar dos progressos intelectuais e tecnológicos e podem ter tempo livre para descanso e para a vida em família.
O mês de Gutenberg mostra o conjunto da capacidade dos humanos associados para modificar a natureza. Esse poder só pode ser obtido pelo conhecimento científico abstrato que indica as leis infalíveis a serem obedecidas na ação, assim esclarecendo a tecnologia e a energia aplicada à atividade. Ou seja, o sucesso consiste em obedecer às leis naturais para vencer os vários obstáculos encontrados na produção dos projetos. A nova visão científica do mundo permite a previsão na realização de todas as tarefas de produção.
A inteligência é assim definida: é a função cerebral que realiza as funções de visão, observação, para permitir a previsão, o projeto, para prover, para a oferta de bens e serviços. Ou seja, VER PARA PREVER AFIM DE PROVER.
Encontram-se neste mês os nomes dos navegadores e viajantes que nos revelaram a extensão de nosso planeta, inventores que souberam modificar a matéria em beneficio da sociedade dos homens. Estão aqueles que mediram o tempo com maior precisão, que aceleraram o trabalho de cálculo, os sábios na ótica, na termologia, na eletricidade, em química, de pioneiros na agricultura científica ou que manejaram as águas e o ar para nosso beneficio.
Como a força da inteligência esteve presente nas manifestações da força material, a presidência do mês é dada ao nome que nós identificamos com a invenção que propaga as produções intelectuais e garante a sua permanência, é dada a Gutenberg, o inventor da imprensa.


Calendário HISTÓRICO FILOSÓFICO
 para um ano qualquer; É UM
quadro concreto da preparação humana
MÊS DE GUTENBERG
A INDÚSTRIA MODERNA
LUNEDIA=segunda-feira; MARTEDIA=terça; MERCURIDIA=quarta;
JOVEDIA=quinta; VENERDIA=sexta-feira.
Os nomes à esquerda são para o ano comum C; à direita, anos bissextos B.

Todos os meses são iguais, de 28 dias e todos começam numa segunda-feira, terminando num domingo.

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A SEGUIR A BIOGRAFIA MUITO RESUMIDA DE Gutenberg
PARA A VERSÃO MAIS DESENVOLVIDA VER 0813 02 C
 no BLOG DO CALENDARIO, FAZENDO A BUSCA
NO GOOGLE PELO NOME:
CALENDARIO FILOSÓFICO


GUTENBERG  a idéia governa melhor  o mundo com
a invenção da imprensa

13 DE AGOSTO. GUTENBERG: usa os tipos moveis metálicos com letras sempre iguais

GUTENBERG
João Gutenberg; Gutenberg, Johannes; Johann Gensfleisch zur Laden zum Gutenberg
(nasceu em cerca 1400 em Mainz, Alemanha; morreu em 1480, em Mainz)

INVENTOR ALEMÃO AUTOR DA IMPRENSA COM TIPOS MÓVEIS METÁLICOS


GUTENBERG (1400-1480) nasceu em família nobre, cerca do ano de 1400 da nossa era, na cidade de Mainz, uma cidade com porto no oeste da Alemanha. O seu nome paterno é Gensfleisch, mas ele ficou conhecido como Gutenberg, nome de sua mãe.
O nome de Gutenberg, como chefe de mês, reúne a homenagem aos grandes inventores e exploradores no calendário um nome usado como divulgação da cultura da família humana, como proposto por Augusto Come.
GUTENBERG nasceu em família nobre, cerca do ano de 1400 da nossa era, na cidade de Mainz, uma cidade com porto no oeste da Alemanha. O seu nome paterno é Gensfleisch, mas ele ficou conhecido como Gutenberg, nome de sua mãe.
Nos dezesseis anos depois da impressão da primeira bíblia, em 1471, a arte da impressão já era praticada nas principais cidades da Alemanha e da Itália. Já em 1466 encontraram-se impressores em Colônia, na Alemanha, no ano seguinte em Roma. A partir de 1471 a técnica já era usada em Veneza, Florença, Nápoles, Bolonha e em Milão. Na Inglaterra, o primeiro livro impresso data de 1477, com atraso devido à guerra civil inglesa das duas Rosas, entre os anos 1455 e 1485.
A importância da invenção da imprensa tem o maior valor, porque, em tudo, as idéias governam o mundo. A força material serve somente para manter a ordem até que as idéias dominem os humanos e a liderança com elas, permita governar a sociedade em liberdade, com justiça e paz. Ou seja, com a ORDEM na manutenção das instituições e com o PROGRESSO do desenvolvimento. Com ORDEM E PROGRESSO.

ESSA FOI A BIOGRAFIA MUITO RESUMIDA.
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A SEGUIR A BIOGRAFIA MUITO RESUMIDA DE MARCO POLO
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MARCO POLO   relatos de viagens aos reinos e maravilhas do Oriente

13 DE AGOSTO: Marco Pólo   visita o rei mongol Kublai-Khan neto de Gengis-Khan

MARCO PÓLO
(nasceu em 1254, em Veneza, Itália; morreu em 1329, em Veneza)

GRANDE VIAJANTE E FAMOSO RELATOR DA EXPLORAÇÃO DA ÁSIA E DO MUNDO


MARCO POLO (1254-1329) é o antigo e dos maiores viajantes do mundo no fim da era medieval. Ele nasceu em família de nobres comerciantes de Veneza.
Perto da época do nascimento de Marco Polo, seu pai Nicolo e seu tio Maffeo fizeram uma viagem ao oriente, visitando a corte do rei dos tártaros Kublai-Khan (1215-1294). Esse rei sucedeu em 1259 a Magou como chefe de todo o povo dos tártaros e que estava, então, disposto a abrir seus vastos domínios aos mercadores da Europa.
Eles voltaram trazendo uma mensagem urgente de Kublai-Khan dirigida ao papa pedindo que lhe mandasse missionários. Ficaram pouco tempo e, em 1269, voltaram ao oriente, agora acompanhados de Marco Polo, então com 15 anos de idade.
Libertado em 1299, Marco Polo voltou para Veneza, onde continuou com o trabalho de comércio até sua morte em 1329.
O relato de Marco Polo chegou a ser posto em dúvida. Mas suas numerosas informações se tornaram inestimáveis quando Colombo e outros navegadores se preparavam para a procura de novos destinos. O genovês Cristóvão Colombo tinha uma tradução do livro de Marco Polo em latim. Ela está conservada até hoje, mostrando anotações escritas à mão nas margens. Os navegadores portugueses também estudavam as informações de Marco Polo quando decidiram procurar o caminho para as Índias. Os geógrafos, depois de duzentos anos, aproveitaram muitos dados de Marco Polo e a exatidão dos relatos, em geral, não foram desmentidos.
Marco Polo, afinal, muito colaborou na tarefa de conhecer o nosso planeta. O progresso, sempre, foi realizado pela colaboração dos membros da sociedade humana. O êxito dos trabalhos humanos é o resultado da colaboração social na longa evolução da raça desde a animalidade primitiva até a humanidade de nossos dias.


AMANHÃ: Empresário bem sucedido realiza o progresso do trabalhador: Jacques Coeur.

ESSA FOI A BIOGRAFIA MUITO RESUMIDA.
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QUEM HONRA SEUS ANTEPASSADOS


terça-feira, 11 de agosto de 2015

0812C MILTON guerra no céu como metáfora da incoerência gerada pelo egoísmo

12 DE AGOSTO: MILTON: poesia mística revolucionaria moderna com herói satânico

MILTON
John Milton
(nasceu em 1608, em Londres; morreu em 1674, em Buckinghamshire, Inglaterra)

GRANDE POETA INGLÊS, AUTOR DO POEMA PARAÍSO PERDIDO

ESTÉTICA
as artes da linguagem, da afeição e da expressão
É parte da Filosofia. A emoção é o motor da inteligência e da atividade

Nesta quarta semana a poesia dos sentimentos domina a semana. Aqui estão os líricos, os místicos, panteístas, os poetas da mente humana em todas as suas manifestações e suas emoções, desde Tomás de Kempis e Bunyan até Byron e Shelley.
Ver em 0716 1 C   O QUADRO DO MÊS DANTE, A EPOPÉIA MODERNA, com os grandes tipos humanos do mês.


NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.

FELIZ
QUEM HONRA SEUS ANTEPASSADOS

John Milton (1608-1674) poeta entre os maiores da Inglaterra e da literatura, Milton viveu na época do desenvolvimento e do declínio do grande movimento do puritanismo e da revolução inglesa de Oliver Cromwell. John Milton descendia de uma família de pequenos proprietários abastados, estabelecidos há longo tempo no condado de Oxford. Seu pai, John Milton, tinha sido deserdado por seu avô católico, por ter se tornado protestante. Ele se estabeleceu como tabelião em Londres.
O poeta nasceu em Oxford, em 9 de dezembro de 1608. Milton recebeu uma educação muito cuidada, sendo, desde sua infância, um devorador de livros. Ele estudou na Escola Saint-Paul aos 10 anos e aos 16 anos passou para o Christ College, em Cambridge, onde obteve o diploma de mestre em arte aos 24 anos.
Milton se destacou por sua paixão pela poesia clássica, por sua independência e reserva, sua pureza, simplicidade de vida e sua amizade por um ou dois amigos selecionados. Ele saiu de Cambridge em 1632 com o conhecimento de latim, grego, francês, italiano e do hebreu, habilitado na esgrima e a todos os exercícios necessários a um adulto educado da época.
Ele se retirou, então, para a casa de campo de seu pai em Horton, perto de Windsor, no sudeste da Inglaterra, resolvido a se consagrar por toda a vida à poesia. Tinha feito grandes projetos de elevado ideal. Milton foi feliz ao encontrar em seu excelente pai um homem de alto julgamento e de grande cultura, que encorajou as inspirações de seu filho para uma existência toda voltada para a arte. Por seis anos o poeta permaneceu em retiro, absorvido pelo estudo, pela meditação e pela poesia.
A vida de Milton então pode ser vista como uma peça de teatro em três atos. O primeiro ato é o calmo retiro tranqüilo em Horton, escrevendo seus primeiros versos. No segundo ato ele respira a atmosfera quente e desagradável da paixão partidária e dos ódios religiosos; então é hora dos seus panfletos de batalha, em prosa. No ato final são produzidos seus três grandes poemas, o PARAÍSO PERDIDO, O PARAÍSO RECONQUISTADO e SANSÃO, então o autor sendo pobre, cego, sem amigos.
Milton tinha feito muitos panfletos em defesa da liberdade civil e religiosa entre os anos de 1641 e 1660, apresentando-se como republicano. Serviu no governo de Oliver Cromwell como secretário para as línguas estrangeiras. Ele perdeu sua visão entre 1651 e 1652, mas continuou seu trabalho, produzindo continuamente com a ajuda de sua filha, de dois sobrinhos, amigos, discípulos e de empregados.
Com o fim da república e com a restauração da monarquia com o rei Charles II em 1660, Milton foi preso, mas logo foi perdoado e solto. Os últimos anos de vida do poeta foram de trabalho, embora com sérios problemas. Tinha uma economia doméstica de poucos recursos, a cegueira, a dor da doença da gota. Ele morreu em 1674, com 66 anos de idade.
O grande poema PARADISE LOST (Paraíso Perdido) conta a história da rebelião de Satan contra Deus e sua expulsão do paraíso. Conta a tentação e expulsão de Adão e Eva do Jardim do Eden. Os primeiros dois livros se concentram na figura do Satan e suas legiões, quando estão no inferno. Os anjos decaídos são mostrados individualmente e é descrita a geral idolatria pagã no mundo do oriente. O debate entre os anjos decaídos no inferno é de grande força realística.
A guerra no céu é uma grande metáfora representando a dispersão provocada pela anarquia do pecado.
A descrição de Satan é feita em escala super humana, a força, a coragem, a capacidade de liderança são bem mostradas, mas essas qualidades são todas perdidas por serem colocadas a serviço do mal e do engrandecimento pessoal, da vaidade.
O primeiro grande discurso de Satan ao seu ajudante Belzebu mostra o desafio a Deus, com orgulho egoísta, a falsa idéia de liberdade e a alienação a todo o bem. Dentro do inferno, Satan mantém a falsa aparência de uma atitude heróica, mas, fora do inferno, ele perde sua valentia, tomando a desesperadora consciência de seu próprio mal e de sua danação, o que dá uma dimensão trágica à poesia.
No poema é patente a força de imaginação e de organização do autor. Em todo o texto, em grande ou em pequena escala, na idéia abstrata ou no ato concreto, a tese e o material é interligado perfeitamente pela visão paralela e pelo contraste. É em razão dessa obra-prima poética que se pode afirmar que o PARADISE LOST não pode ser imitado. Recomenda-se, em nossos dias, a leitura desse poema e os Poemas Líricos de Milton.
A crítica mostrou que Milton é um revolucionário moderno, sendo partidário de Satan, sem o saber, projetando a si próprio na imagem do diabo, que, afinal, é o verdadeiro herói do poema.


AMANHÃ: MÊS DE GUTENBERG, inventor da imprensa e é dia de Marco Polo: famoso viajante


segunda-feira, 10 de agosto de 2015

0811C BYRON a romântica poesia moderna consciente das belas lendas e quimeras

11 DE AGOSTO: Byron a poesia mais inspiradora , mais enérgica do que os belos ideais

BYRON
Lord Byron, George Gordon Byron, 6º Barão Byron; George Gordon Noel Byron, 6th Baron Byron
(nasceu em Londres, em 1788; morreu em 1824, em Missolonghi, na Grécia)

POETA INGLÊS ROMÂNTICO, SATÍRICO E REVOLUCIONÁRIO, CRIADOR DO DON JUAN

ESTÉTICA
as artes da linguagem, da afeição e da expressão
É parte da Filosofia. A emoção é o motor da inteligência e da atividade

A Idade Média promoveu a liberdade do povo trabalhador, com a indústria e o comércio livre, com a sistematização do sistema capitalista de liberdade civil. A civilização moderna, após o fim da civilização medieval, com a queda do papado e do Feudalismo nos anos 1300, criou uma grande variedade na atividade humana. A secularização fez a saída do ensino e das artes de dentro das igrejas e dos conventos para os espaços laicos. As artes se libertaram do controle dos teólogos e de seus sacerdotes, como ocorreu com a Filosofia. Em ambos os casos sem luta, gradualmente, sem conflito.
Na modernidade nos encontramos em fase de transição, em tempos de revolução sem a unanimidade cristã da Idade Média. É a passagem de uma civilização medieval da guerra de defesa para uma civilização pacífica científica e industrial.
Triunfos esplendidos foram conseguidos pelo gênio artístico aos poucos se afastando da religião, apesar do clima de revolta. É o sinal da potente capacidade da natureza humana de produzir, mesmo em situação de desvantagem, um conjunto glorioso de criações artísticas.
Nesta quarta semana a poesia dos sentimentos domina a semana. Aqui estão os líricos, os místicos, panteístas, os poetas da mente humana em todas as suas manifestações e suas emoções, desde Tomás de Kempis e Bunyan até Byron e Shelley.
Ver em 0716 1 C   O QUADRO DO MÊS DANTE, A EPOPÉIA MODERNA, com os grandes tipos humanos do mês.


NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.

FELIZ
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BYRON (1788-1824) é o poeta que mostra a grandeza moral do homem moderno, quando libertado das opressoras lendas e quimeras antigas. A elevação emocional moderna, após a Idade Média, foi prevista tanto por Byron como pelo poeta alemão Goethe. Byron é o grande nome entre os poetas modernos, com espírito audacioso, que criou personagens imortais. O reconhecimento da força moral mostra o homem como dono de seus destinos, como mestre e como intérprete da natureza.
O novo elemento da emoção lírica, na realidade é revolucionário, até destruidor na sua origem e nas suas simpatias. Mas, com os defeitos que apresenta, indica o caminho para uma poesia do futuro. Uma poesia mais verdadeira do que os vagos esforços do panteísmo, onde tudo é deus. Mais inspiradora do que uma pintura qualquer do passado, mais enérgica do que os sonhos dos adoradores em êxtase.
Byron nasceu em 1788 em família inglesa nobre, tradicional, que em 1540 tinha recebido de presente do rei Henrique VIII a rica abadia de Newstead no condado de Nottinghamshire, no meio leste da Inglaterra. A grande linha de sucessão de soldados desde a conquista do país obteve, em 1643, o título de nobreza por seus serviços durante a guerra civil. Durante os anos 1700, no século 18, os Byrons se destacaram como navegadores e também como gastadores e libertinos.
O poeta nasceu em Londres em janeiro de 1788, filho do elegante e perdulário Capitão John Byron, chamado de “Mad Jack” (João Maluco) e de sua segunda esposa, Catherine Gordon, uma escocesa. Depois que seu marido gastou a maior parte da fortuna que herdou, a Senhora Byron levou seu filho para Aberdeen, na Escócia. Lá eles viveram em dormitórios, com poucos recursos. O Capitão morreu na França em 1791. O filho, George, nascera com o pé deformado, que nele produziria uma grande vergonha por seu defeito ao caminhar. Quando tinha 10 anos, Byron herdou o título de barão e uma fortuna deixada pela morte de seu tio-avô, William, o 5º barão Lord Byron, chamado de o “mau Lord”.
O jovem Byron iria se tornar a personalidade mais interessante dos anos 1800, o século 19. Da mesma forma que acontece com muitos grandes homens, o gênio do poeta, esplendido e de natureza verdadeiramente nobre, é manchado, mas não arruinado pelo vício, pelo egoísmo e por alguma mesquinhez. Em 1803 ele se apaixonou por sua prima distante, Mary Chaworth, que o rejeitou. Ela tornou-se, para Byron, o símbolo do amor idealizado e impossível.
O jovem foi educado na conceituada Harrow School e em 1805 freqüentou a Universidade de Cambridge. Os sinais de sua ambivalência sexual se tornaram pronunciados quando ele descreveu uma paixão violenta, mas pura, com amor e paixão por um jovem membro do coro da universidade. Durante toda sua vida, no entanto, Byron se mostrou sempre muito ligado ao amor das mulheres, indicando um forte pendor para o comportamento heterossexual.
Em 1807, aos 19 anos, o poema de Byron HOURS OF IDLENESS, foi publicado. Uma crítica contrária ao seu trabalho na Revista de Edinburg provocou uma resposta satírica de Byron em 1809, com versos heróicos, duplos rimados, com o nome de ENGLISH BARDS AND SCOTCH REVIEWERS (Poetas Ingleses e Críticos Escoceses).
Em 1809 Byron tomou o seu lugar na Câmara dos Lordes. Também em 1809 ele começou dois anos de viagem a Portugal, Espanha e Grécia. Em 1812 Byron publicou os primeiros dois Cantos de CHILDE-HAROLD’S PILGRIMAGE (A peregrinação de Childe-Harold), um poema contando as viagens na Europa. Essa obra trouxe grande fama a Byron. Em 1815 ele se casou com Anna Isabella Milbanke, com quem teve sua filha Augusta Ada. Ele se separou da esposa no ano seguinte. Quando, ainda em 1816, cresceram os rumores da relação de incesto com sua meia-irmã Augusta Leigh e dúvidas sobre sua bisexualidade, Byron, ferido pela geral indignação moral dirigida contra ele, deixou a Inglaterra para não mais voltar.
Byron se colocou como o poeta do movimento revolucionário do século 19, o primeiro que anunciou uma nova Renascença. Ele cumpriu sua missão com o sentimento da missão soberana do homem para dominar a terra e fazer seu domínio esplendido e final.
Os romances e os versos de sua juventude, as sátiras e mesmo o DON JUAN podem ser deixados de lado para leitura em nossos dias. Mas merece leitura a pintura da sociedade humana no passado e a visão da potência do homem no futuro, bem descritos na parte final do CHILDE-HAROLD, e os versos de MANFRED, CAIN, CÉU E INFERNO que ficarão como apelos permanentes para conforto do sentimento e para inspirar o respeito pela natureza humana.


AMANHÃ: Um poeta revolucionário moderno, partidário de Satan: MILTON.


domingo, 9 de agosto de 2015

0810C KLOPSTOCK: seu poema O MESSIAS é o batismo da literatura nacional alemã

10 DE AGOSTO.  Klopstock: na língua alemã a majestade épica da sublimidade religiosa

KLOPSTOCK
Friedrich Gottlieb Klopstock (1724-1803)
(nasceu em 1724. na Saxônia, Alemanha; morreu em 1803, em Hamburgo)

POETA ÉPICO E LÍRICO FUNDADOR DA POESIA MODERNA DA LÍNGUA ALEMÃ

GRANDE POETA FLORENTINO FUNDADOR DA RENASCENÇA CLÁSSICA NA ITÁLIA

ESTÉTICA
as artes da linguagem, da afeição e da expressão
É parte da Filosofia. A emoção é o motor da inteligência e da atividade

A Idade Média promoveu a liberdade do povo trabalhador, com a indústria e o comércio livre, com a sistematização do sistema capitalista de liberdade civil. A civilização moderna, após o fim da civilização medieval, com a queda do papado e do Feudalismo nos anos 1300, criou uma grande variedade na atividade humana. A secularização fez a saída do ensino e das artes de dentro das igrejas e dos conventos para os espaços laicos. As artes se libertaram do controle dos teólogos e de seus sacerdotes, como ocorreu com a Filosofia. Em ambos os casos sem luta, gradualmente, sem conflito.
Na modernidade nos encontramos em fase de transição, em tempos de revolução sem a unanimidade cristã da Idade Média. É a passagem de uma civilização medieval da guerra de defesa para uma civilização pacífica científica e industrial.
Triunfos esplendidos foram conseguidos pelo gênio artístico aos poucos se afastando da religião, apesar do clima de revolta. É o sinal da potente capacidade da natureza humana de produzir, mesmo em situação de desvantagem, um conjunto glorioso de criações artísticas.
Nesta quarta semana a poesia dos sentimentos domina a semana. Aqui estão os líricos, os místicos, panteístas, os poetas da mente humana em todas as suas manifestações e suas emoções, desde Tomás de Kempis e Bunyan até Byron e Shelley.
Ver em 0716 1 C   O QUADRO DO MÊS DANTE, A EPOPÉIA MODERNA, com os grandes tipos humanos do mês.


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Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.

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KLOPSTOCK (1724-1803) o mais antigo dos fundadores da poesia moderna na Alemanha, nasceu em Quedlinburg, Saxônia, em respeitável e austera família.
Ele recebeu uma educação completa, primeiro em sua cidade natal, depois em Iena e em Leipzig. Aos 24 anos ele publicou, em Leipzig, os três primeiros cantos de seu poema épico DER MESSIAS ( O Messias), escrito em hexâmetros sem rima. O tratamento em grande emoção do tema religioso criou muita sensação. A obra foi decerto inspirada no conhecido poema de Milton, O PARAÍSO PERDIDO.
O poema foi recebido com entusiasmo pela crítica e o jovem Klopstock tornou-se, desde então, um poeta célebre. Dois anos depois, ele foi para Zurich, a convite do crítico autorizado Bodmer e o ficou sendo o poeta da época, acolhido com um entusiasmo sem limites.
Ele foi coberto de honrarias, de convites e, depois de algum tempo, ganhou como protetores príncipes e nobres, mais um título de nobreza e ainda duas pensões em dinheiro. Sua vida era passada nas sociedades literárias, escrevendo suas composições poéticas e em sua vida doméstica.
Ele viajou a Kopenhagem, a Karlsruhe e finalmente para Hamburgo, onde ele morreu, em 1803, com 79 anos de idade.
A principal obra de Klopstock é DER MESSIAS, publicada em partes, em 1748, em 1755 e em 1773. Seu espírito ficou sem parar ocupado nesse poema desde os 22 anos até ter 50 anos de idade. A primeira metade foi publicada quando Klopstock tinha 31 anos e se considera um grande acontecimento que um poeta tão jovem tenha podido criar uma literatura da nação alemã plenamente desenvolvida.
A crítica da época foi unânime em admitir que Klopstock, na verdade, forneceu um possante impulso ao nascimento de uma literatura na língua alemã. O seu poema DER MESSIAS foi um grande avanço na arte de seu tempo.
Klopstock marcou a história da literatura alemã, levantando um grande entusiasmo no mundo da língua alemã, que considera DER MESSIAS um poema sublime. Ele também produziu poemas líricos, de amor, tocantes e puros, que atraem a atenção de mitos leitores.
A epopéia sagrada possui, na verdade, preciosas qualidades. Tem elevação de construção, força de expressão, dignidade de sentimentos e uma majestade épica de sublimidade religiosa que parece ressoar como o som dos órgãos de uma catedral.
O grande poema DER MESSIAS é, com todo o entusiasmo, o verdadeiro batismo da literatura nacional alemã.
Deve-se notar que o desenvolvimento das línguas nacionais na Europa corresponde ao abandono para sempre do latim, a língua internacional da religião da igreja católica romana. Essa evolução é um dos aspectos do fim da Idade Média, um dos sintomas da secularização e descontrole religioso dos costumes na Europa do ocidente, a mais avançada civilização do planeta. Ocorre ao mesmo tempo da perda de liderança dos sacerdotes cristãos, com o fim do papel de formador de opinião e da liderança do papado e do clero. É o começo da revolução científica e cultural do ocidente, que se prolonga por mais de seis séculos. E dentro dessa revolução e dessa confusão é que nós estamos progredindo.


AMANHÃ: A visão do poder da humanidade no futuro: Byron.


sexta-feira, 7 de agosto de 2015

0809C FENELON: caridoso padre católico autor liberal precursor do iluminismo

09 DE AGOSTO. Fenelon: Trabalhou como homem e padre em favor do trabalhador pobre.

FENELON
François de Salignac de la Mothe-Fénelon (1651-1715)
(nasceu em 1651, em Perigord, França; morreu em 1715, em Cambrai)

TEÓLOGO EDUCADOR FRANCÊS ARCEBISPO E ESCRITOR ILUMINISTA LIBERAL

            GRANDE POETA FLORENTINO FUNDADOR DA RENASCENÇA CLÁSSICA NA ITÁLIA

ESTÉTICA
as artes da linguagem, da afeição e da expressão
É parte da Filosofia. A emoção é o motor da inteligência e da atividade

A Idade Média promoveu a liberdade do povo trabalhador, com a indústria e o comércio livre, com a sistematização do sistema capitalista de liberdade civil. A civilização moderna, após o fim da civilização medieval, com a queda do papado e do Feudalismo nos anos 1300, criou uma grande variedade na atividade humana. A secularização fez a saída do ensino e das artes de dentro das igrejas e dos conventos para os espaços laicos. As artes se libertaram do controle dos teólogos e de seus sacerdotes, como ocorreu com a Filosofia. Em ambos os casos sem luta, gradualmente, sem conflito.
Na modernidade nos encontramos em fase de transição, em tempos de revolução sem a unanimidade cristã da Idade Média. É a passagem de uma civilização medieval da guerra de defesa para uma civilização pacífica científica e industrial.
Triunfos esplendidos foram conseguidos pelo gênio artístico aos poucos se afastando da religião, apesar do clima de revolta. É o sinal da potente capacidade da natureza humana de produzir, mesmo em situação de desvantagem, um conjunto glorioso de criações artísticas.
Nesta quarta semana a poesia dos sentimentos domina a semana. Aqui estão os líricos, os místicos, panteístas, os poetas da mente humana em todas as suas manifestações e suas emoções, desde Tomás de Kempis e Bunyan até Byron e Shelley.
Ver em 0716 1 C   O QUADRO DO MÊS DANTE, A EPOPÉIA MODERNA, com os grandes tipos humanos do mês.

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que prepararam a civilização do futuro.

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FENELON (1651-1715) nasceu no castelo de Fenelon, em Perigord, na França, de família nobre e antiga, que já tinha fornecido muitos membros de valor.
Ainda na infância, Fenelon se destacou por sua fraca saúde, sua natureza delicada e sensível, manifestando cedo dons intelectuais raros. Nos primeiros anos seu pai orientou o ensino, indo depois para a escola dos jesuítas.
Conta-se que seu primeiro sermão, aos 15 anos de idade obteve um sucesso extraordinário. Mas ele só foi ordenado religioso com 24 anos. Desde então, dedicou-se ao serviço dos pobres e fez da educação da juventude seu objetivo principal. Nesse primeiro período é que escreveu seu tratado sobre a EDUCAÇÃO DAS MOÇAS.
Depois da revogação do Edito de Nantes, que antes instituía a liberdade dos protestantes na França, a igreja católica fez grandes esforços para chegar a uma conciliação e enviou uma missão para as províncias. As raras qualidades de Fenelon, seu fervor, sua simpatia, indicaram-no como um chefe perfeito para esse serviço. Ele cumpriu sua obra com um espírito de moderação, dispensou a escolta militar que lhe foi oferecida e obteve grande sucesso.
O destaque que ele ganhou com sua missão levou o rei de França a nomeá-lo em 1689 como preceptor do jovem duque de Borgonha, herdeiro do trono francês. O jovem príncipe era singularmente obstinado e irritadiço. Mas Fenelon, com seu entusiasmo, pensava em fazer dele um novo São Luiz, um rei filósofo. Fenelon conseguiu a confiança e a amizade de seu aluno. Mas o príncipe não viveu o bastante para realizar as altas esperanças nele depositadas.
Foi para seu aluno que Fenelon escreveu seu famoso livro AS AVENTURAS DE TELÊMACO e também outras obras. Telêmaco em suas aventuras estava à procura de seu pai, Ulisses, e representou os símbolos das idéias fundamentais de Fenelon em política. O rei da França se sentiu ofendido pela afirmação no livro de Fenelon de que o rei existe para servir seus súditos, além de discordar da guerra e acreditar na fraternidade das nações.
Em 1693 foi eleito para a Academia Francesa de Letras e foi nomeado em 1695 arcebispo de Cambrai, uma cidade do nordeste da França.
Uma longa controvérsia colocou o rei, junto com Bossuet e os defensores da ortodoxia católica contra Fenelon, que passou a defender a heresia dos quietistas, de Madame Guyon. O seu livro EXPLICAÇÃO DAS MÁXIMAS DOS SANTOS foi uma defesa do quietismo. A obra foi censurada pelo papa, e Bossuet, com o apoio do rei, fez a condenação do livro pela Universidade da Sorbonne. Fenelon se submeteu à censura da igreja e ficou recolhido à sua diocese de Cambrai, onde passou o resto de sua vida, em socorro dos pobres, ensinando e aconselhando seus fiéis. Ele tornou-se o objeto de peregrinações de todas as partes da França, amado pelos protestantes e pelos católicos.  Fenelon morreu em Cambrai, em 7 de janeiro de 1715, com 64 anos de idade.
Fenelon foi um teólogo e um homem de letras com visão liberal em política e em educação, tendo exercido uma duradoura influência na cultura européia. É considerado um dos precursores do movimento intelectual chamado iluminismo, a filosofia do pensamento secular, laico.
A publicação de sua correspondência mostra que Fenelon mantinha um contraste entre suas tendências, ao mesmo tempo como antigo e moderno, cristão e profano, um místico e um estadista, um democrata e um aristocrata, gentil e obstinado, franco e sutil.
Fenelon se impressionou com a condição de pobreza do camponês e trabalhou como homem e como padre em favor do trabalhador pobre. Sua vida foi simples, harmoniosa e tudo que disse e que fez mostra um espírito de piedade verdadeiro e simples Seu nome brilha entre os mais belos. Ele foi considerado o último poeta da vida contemplativa. Ele foi considerado o último poeta da vida contemplativa.

AMANHÃ: A majestade épica da sublimidade religiosa ressoando na língua alemã: Klopstock.




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