sábado, 7 de julho de 2012

0708 B STA CLOTILDE realiza a conversão de Clovis I o rei dos francos ao Catolicismo


08 DE JULHO. Sta. Clotilde: francos iniciam o império medieval da Europa do ocidente

SANTA CLOTILDE
Sainte Clotilde, Clotilda, Saint Chlothilde, Chrodechilde, Chrodigild, Chrotechildis
(nasceu cerca do ano 470; morreu em 545, em Tours, França)

A RAINHA DOS FRANCOS FORMOU A BASE DA EUROPA MEDIEVAL CATÓLICA

As grandes contribuições da Civilização Feudal para o progresso da sociedade humana
A Civilização Feudal realizou a tarefa principal ao estabelecer:
1. A guerra defensiva e não de conquista;
2. A organização local em cada região;
3. Suprimiu a escravidão geral na população, fundou o trabalho livre com a libertação completa do trabalhador resultando na importante organização permanente do sistema econômico do capitalismo.

Neste mês são consagrados os nomes que representam a guerra para a defesa da Europa e que fundaram as instituições locais, trabalhando para organizar cada nova nação européia.
Foram nove séculos de avanços e recuos, desde cerca dos anos 400 até 1300. Com muita confusão, crueldade e crimes; mas também com muito heroísmo e uma dedicação admirável resultando em notável progresso político, econômico, filosófico e moral.
Nesta quarta semana é feita a representação de como agiram os dirigentes cristãos no governo político. O tipo principal é o rei São Luiz de França, comemorado no domingo que encerra a semana.

Ver em 0617 01 B  O QUADRO DO MÊS CARLOS MAGNO  A CIVILIZAÇÃO FEUDAL  com todos os grandes tipos humanos do mês.


A homenagem aqui é feita aos dirigentes que seguiram o espírito universalista do catolicismo em seus governos durante a Idade Média.
A rainha consorte de Clovis I, rei dos francos, Clotilde, era filha de Chilperic, rei dos Burgondes. Clovis, o jovem rei dos francos pediu e obteve a sua mão em casamento no ano de 493 e se deixou persuadir que permitisse que seus filhos fossem batizados no catolicismo romano. Clovis tinha a religião pagã dos francos, que era uma tribo germânica.
Por muitos anos Clovis resistiu aos pedidos para abraçar o cristianismo, respondendo a Clotilde que o Cristo dela não era um guerreiro possante nem tinha nascimento real. Mas, no ano de 496, durante uma batalha contra os alemanis, ele invocou o Deus de Clotilde numa hora de difícil ação e, tendo obtido a vitória, acreditou na intermediação divina e foi batizado com seu exército na catedral de Reims por São Remi.
Clovis morreu em 511, ficando a rainha Clotilde viúva por 34 anos, até falecer. Viveu principalmente em Tours, na prática de obras piedosas, suportando seus sofrimentos com uma coragem inquebrantável, e uma resignação bem cristã. Ela fundou muitas abadias, igrejas e casas religiosas. A mais importante das igrejas levantadas foi a igreja de Santa Genoveva em Paris, construída por Clovis, a seu pedido. Hoje a igreja se tornou um monumento cívico, o Panteon de Paris, que tem uma história de pelo menos 15 séculos.
Clotilde morreu no ano 545 e foi enterrada junto com Clovis e com vários de seus descendentes na igreja de Santa Genoveva. Seu túmulo foi local de peregrinação por muitos anos. Clotilde foi canonizada pouco depois de sua morte.
Santa Clotilde tem sido sempre a representação principal do catolicismo dos reis de França e ela é, no próprio sentido da palavra, a santa real de Paris. A colocação de Santa Clotilde num calendário histórico é claramente devido à importância capital que, no curso da história européia, teve a conversão do reino dos francos ao cristianismo.
O ponto de partida da feudalidade católica da Idade Média foi a adesão dos francos à religião de São Paulo. Mais tarde o reino dos francos foi a base e o símbolo do império medieval na Europa do ocidente. A conversão de Clovis, sob a influência de sua santa esposa, facilitou o estabelecimento do reino dos francos pela proteção que a Igreja Romana estendeu sobre ele. Desse modo, a fundação da monarquia e da pátria francesa é mais representada por Santa Clotilde do que pelo rei Clovis I.

AMANHÃ: Humildade e generosidade para com os pobres: Santa Batilde.

0707 B INOCÊNCIO III papa o poder de consagração dos reis e da diplomacia papal


07 DE JULHO. Inocêncio III: papa entre os mais nobres, mais enérgicos e arbitrários

INOCÊNCIO III
Innocent III, Lothaire dei Conti, Lotario Di Segni
(nasceu em 1161, no Castelo Gavignano, Roma; morreu em 1216 em Perúgia, Itália)

PODEROSO PAPA NA ÉPOCA DE MAIOR PRESTÍGIO E PODER MORAL DA RELIGIÃO CATÓLICA

As grandes contribuições da Civilização Feudal para o progresso da sociedade humana
A Civilização Feudal realizou a tarefa principal ao estabelecer:
1. A guerra defensiva e não de conquista;
2. A organização local em cada região;
3. Suprimiu a escravidão geral na população, fundou o trabalho livre com a libertação completa do trabalhador resultando na importante organização permanente do sistema econômico do capitalismo.

Neste mês são consagrados os nomes que representam a guerra para a defesa da Europa e que fundaram as instituições locais, trabalhando para organizar cada nova nação européia.
Foram nove séculos de avanços e recuos, desde cerca dos anos 400 até 1300. Com muita confusão, crueldade e crimes; mas também com muito heroísmo e uma dedicação admirável resultando em notável progresso político, econômico, filosófico e moral.
Na terceira semana o tipo principal é Inocêncio III, que se colocou entre os mais nobres e enérgicos papas. Sua biografia está no domingo que termina a semana.

Ver em 0617 01 B  O QUADRO DO MÊS CARLOS MAGNO  A CIVILIZAÇÃO FEUDAL  com todos os grandes tipos humanos do mês.


INOCÊNCIO nasceu na família nobre italiana dos Conti em 1161, no Castelo Gavignano, Campagna di Roma, nos Estados Papais. Recebeu o nome de Lotario di Segni, sendo educado em Pávia e em Bolonha. Em Paris estudou teologia e lei canônica com o grande canonista Huguccio de Pisa, que lhe passou suas moderadas doutrinas a serem seguidas no relacionamento entre as autoridades espirituais e os chefes temporais. Essa moderação influenciou o futuro papa por toda a vida.
Destacando-se por seu saber e sua moralidade, Lotário foi elevado a cardeal aos 28 anos e se tornou um dos mais fiéis e mais acreditados dos conselheiros do papa. Em 1198, com a idade de 37 anos, Lotário, cardeal Conti, foi escolhido para papa por unanimidade. Como sinal da pureza de seu caráter, foi aclamado com o nome de Inocêncio III. Desde sua eleição até sua morte, em 18 anos como papa, Inocêncio III colocou sempre, como indispensável à autoridade do pontífice na chefia moral do mundo católico, um poder sem armas, forte, mas somente com seu poderoso prestígio intelectual e religioso.
O papa Hildebrando, Gregório VII, havia mostrado a importância do papel da Igreja Católica e da força moral do papa na regência da civilização cristã uniforme em toda Europa do ocidente. Inocêncio III estava consciente de sua responsabilidade papal e teve sucesso em tornar realidade essa concepção, levando ao máximo a liderança da Igreja. Ele elevou muito o esplendor e a majestade da ação do papa, em modo jamais visto antes. Mas Inocêncio claramente renunciava a interferir nos conflitos políticos e no governo temporal, com exceção do controle dos Estados Papais e dos reinos que voluntariamente reconhecessem a soberania feudal do papa. Durante o pontificado de Inocêncio, foi possível que ele usasse sua autoridade espiritual, tanto dentro da Igreja, como também em todas as questões políticas de importância.
A liberdade de consciência mantida pela Igreja Católica na Idade
Média, com sua autoridade puramente espiritual sobre as opiniões, ocorreu pela primeira vez na história. E essa separação entre o poder espiritual e o poder temporal resulta do lema católico de
dar “a César o que é de César, a Deus o que é de Deus”.
Inocêncio reconheceu que ele não teria completa independência do poder político se não tivesse o poder de governar os Estados Papais no centro da Itália. Caso contrário, ficaria o papa sempre ameaçado de agressão pela aristocracia ambiciosa dos feudos vizinhos. Em poucos anos, ele conseguiu retomar os territórios da Igreja, o que foi feito com luta armada, feita pelo papa somente dentro de seus próprios domínios. Com essa forte decisão, Inocêncio pode ser visto como o verdadeiro fundador dos Estados Papais livres.
Alguns historiadores de renome confundem essa ação militar do papa em seus territórios como um domínio pelas armas pelo papado em toda a Europa. De fato os papas só usaram armas dentro de seus Estados, para sua defesa. O governo da opinião pública por toda Europa feudal pela Igreja Católica foi feito por seu prestigio moral, na época, por sua força da fé religiosa, sem uso de violência armada. Em outras palavras, apenas como Poder Espiritual desarmado, livre, pelo seu ensino, pela persuasão, pela consagração.
Note-se que cada feudo tinha seu governo independente. Para impor a fé pelas armas em cada poder local seria necessária a impossível conquista de todos os feudos do continente, com o fim do sistema descentralizado feudal.
Inocêncio confirmou o direito dos papas em consagrar os novos reis ao trono do Sacro Império Romano, bem como de servir de árbitro nos conflitos entre os candidatos rivais, como diplomatas. Com a morte do imperador Henrique VI, em 1197, ele usou notável paciência e habilidade no relacionamento com o belicoso Philippe II de França, que mantinha o escândalo do repúdio de sua legítima esposa. Só depois de 12 anos Philippe recebeu de volta a rainha de direito, obedecendo à ordem de Inocêncio. No conflito com o rei João Sem Terra da Inglaterra quanto à nomeação do eminente cardeal inglês Stephen Langton como arcebispo de Canterbury, Inocêncio excomungou o rei e só muito mais tarde obteve a sua obediência, numa clara vitória para a independência e poder moral da Igreja. Além disso, ainda recebeu do rei o país inteiro como feudo da Igreja Católica.
O papa Inocêncio III declarou duas cruzadas. Para a libertação do sepulcro de Cristo, promoveu a quarta cruzada. Em 1204 um grupo de cruzados mudou seu objetivo e atacou a cidade cristã de Constantinopla, hoje Istambul, e provocou o seu saque. Esse fato trágico, censurado pelo papa, acabou com as boas relações entre a igreja cristã grega e a igreja latina católica. Em 1208 Inocêncio declarou uma cruzada contra os albigenses do sul da França que pregavam uma heresia que negava a hierarquia de religiosos e a própria Igreja. A cruzada provocou lutas sangrentas, mas sem obter uma vitória definitiva final contra a heresia albigense. No pontificado de Inocêncio III foi muito importante o estabelecimento que realizou das duas grandes ordens militantes: a ordem dos dominicanos e a ordem dos franciscanos.
Inocêncio III morreu em 1216 com a idade de 55 anos. Ele é o tipo humano de tudo que é de nobre, do mais enérgico e, ao mesmo tempo, de mais arbitrário na crença absoluta do Catolicismo. Mas permanece para a modernidade a importante lição da doutrina católica da Idade Média. A demonstração de uma doutrina de liberdade do poder da cultura, da liberdade de consciência espiritual. A lição pioneira do Catolicismo na liberdade de opinião em relação ao poder coercitivo do governo material quando os cultos sacerdotes completavam a maturidade constitutiva da Igreja Católica, isto é, Igreja Universal.

AMANHÃ: Representante da monarquia e da pátria francesa: Santa Clotilde.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

0706 B S DOMINGOS Reavivamento do catolicismo pelo culto de Maria mãe de Deus


06 DE JULHO. SÃO DOMINGOS: santo doce para os seus, duros para os inimigos da fé

SÃO DOMINGOS
Santo Domingo de Guzmán; Saint Dominique; Dominic, Saint
(nasceu em 1170 em Castela, Espanha; morreu em 1221, em Bolonha, Itália)

TEÓLOGO FUNDADOR DA ORDEM DOS FRADES MENDICANTES EDUCADORES

As grandes contribuições da Civilização Feudal para o progresso da sociedade humana
A Civilização Feudal realizou a tarefa principal ao estabelecer:
1. A guerra defensiva e não de conquista;
2. A organização local em cada região;
3. Suprimiu a escravidão geral na população, fundou o trabalho livre com a libertação completa do trabalhador resultando na importante organização permanente do sistema econômico do capitalismo.

Neste mês são consagrados os nomes que representam a guerra para a defesa da Europa e que fundaram as instituições locais, trabalhando para organizar cada nova nação européia.
Foram nove séculos de avanços e recuos, desde cerca dos anos 400 até 1300. Com muita confusão, crueldade e crimes; mas também com muito heroísmo e uma dedicação admirável resultando em notável progresso político, econômico, filosófico e moral.
Na terceira semana o tipo principal é Inocêncio III, que se colocou entre os mais nobres e enérgicos papas. Sua biografia está no domingo que termina a semana.

Ver em 0617 01 B  O QUADRO DO MÊS CARLOS MAGNO  A CIVILIZAÇÃO FEUDAL  com todos os grandes tipos humanos do mês.


SÃO DOMINGOS, aliado e inspirador de S. Francisco de Assis, nasceu em 1170 em Caleruega, no reino de Castela, na Espanha. Era de família nobre espanhola. Estudou teologia em Valença desde logo entrando para a ordem agostiniana.
Aos 32 anos de idade fez uma viagem ao Languedoc, onde ficou profundamente tocado pelo progresso da heresia dos albigenses. Essa heresia admitia dois deuses, um deus do bem e outro deus do mal. Domingos decidiu consagrar sua vida à pregação religiosa. Então disse ser necessário-
“opor o zelo ao zelo, a humildade à humildade,
a santidade real à falsa santidade, a verdade ao erro”.
Embora não tendo participado da cruzada feita contra os albigenses, é considerado como quem estimulou o zelo dos ortodoxos. Pode ser que a violência da Inquisição tenha sido estabelecida em decorrência de seus ensinamentos, mas não há prova histórica alguma que ele a tenha dirigido pessoalmente.
Em 1212 Domingos recebeu do papa Inocêncio III em Roma, a autorização de dar aos seus irmãos pregadores o traje de penitentes e de pregar a fé ortodoxa. Em 1217 deixou o Languedoc fixando-se em Roma. Em poucos anos os conventos dos Dominicanos foram erguidos em todos os países católicos.
O fundador da ordem morreu em 1221 em Bolonha na Itália. Os Dominicanos reavivaram a fé e produziram os dois importantes suportes da filosofia católica: Alberto Magno e Santo Tomás de Aquino.
Os Dominicanos fizeram da Virgem Maria sua especial padroeira, o desenvolvimento da Ordem contribuindo muito para converter o Catolicismo para o culto de Maria.
A crença popular de que São Domingos tenha sido o fundador e promotor da Santa Inquisição repousa sobre a tendência inevitável de um zelo apaixonado, sob o poder de uma crença absoluta, de degenerar em perseguição cruel.
O poeta Dante Alighieri colocou na boca de São Boaventura, um franciscano, no Canto XII do Paraíso, um magnífico elogio de São Domingos:
“O santo atleta doce para os seus, mas duro
para os inimigos (da verdade)”.

AMANHÃ: Entre os mais nobres, enérgicos e arbitrários nas crenças absolutas: Inocêncio III, papa.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

0705 B THOMAS BECKET defensor da liberdade do poder moral do catolicismo inglês


05 DE JULHO: THOMAS BECKET seu martírio o fez o santo inglês dos mais populares

THOMAS BECKET
Tomas Beckett, Saint Thomas de Canterbury, Saint Thomas à Becket
(nasceu em 1118 em Londres; morreu em 1170, em Canterbury, Kent, Inglaterra)

ARCEBISPO CATÓLICO ROMANO DE CANTERBURY ESTADISTA DA INGLATERRA MÁRTIR

As grandes contribuições da Civilização Feudal para o progresso da sociedade humana
A Civilização Feudal realizou a tarefa principal ao estabelecer:
1. A guerra defensiva e não de conquista;
2. A organização local em cada região;
3. Suprimiu a escravidão geral na população, fundou o trabalho livre com a libertação completa do trabalhador resultando na importante organização permanente do sistema econômico do capitalismo.

Neste mês são consagrados os nomes que representam a guerra para a defesa da Europa e que fundaram as instituições locais, trabalhando para organizar cada nova nação européia.
Foram nove séculos de avanços e recuos, desde cerca dos anos 400 até 1300. Com muita confusão, crueldade e crimes; mas também com muito heroísmo e uma dedicação admirável resultando em notável progresso político, econômico, filosófico e moral.
Na terceira semana o tipo principal é Inocêncio III, que se colocou entre os mais nobres e enérgicos papas. Sua biografia está no domingo que termina a semana.

Ver em 0617 01 B  O QUADRO DO MÊS CARLOS MAGNO  A CIVILIZAÇÃO FEUDAL  com todos os grandes tipos humanos do mês.


THOMAS BECKET era filho de Gilbert Becket, francês de Ruen, comerciante abastado em Londres, onde Thomas nasceu. Foi educado por monges de Merton, que notaram o talento e sucessos que fez com que o arcebispo Theobald de Canterbury o empregasse em negociações importantes.
No ano de 1155, com a idade de 37 anos, foi nomeado Chanceler inglês, cargo que ocupou por 6 anos como grande estadista, como soldado corajoso e se cercando de um cortejo quase real. Em 1162, o rei Henrique II o obrigou a tornar-se arcebispo.
Na posição de religioso primaz, Becket trocou rapidamente sua maneira de agir. Tornou-se o mais austero e o mais fervente dos sacerdotes e o mais rígido defensor da liberdade da Igreja Católica Romana. Renunciou ao cargo de Chanceler e rompeu seus modos de membro da corte do rei e seu servidor.
No ano seguinte começou uma luta entre o rei e o arcebispo, que só terminou quando o rei Henrique II morreu.
A questão principal da contestação feita por Becket era a reivindicação por parte do poder eclesiástico de uma administração separada e de uma independência completa em relação ao governo político. Era a afirmação de que os religiosos faziam parte de uma comunidade espiritual de ensino e cultura européia, internacional e não apenas da nação inglesa.
A subordinação de Becket ao poder político do rei seria o mesmo que formar uma igreja nacional inglesa nos anos 1100, século XII, com a dissolução oficial da Igreja Católica ou universal como instituição coletiva moral separada.
Thomas Becket é reconhecido como completando a obra do papa Alexandre III na missão civilizadora do século XII. Foi o defensor intrépido de um poder moral de ensino e cultura independente do governo temporal do rei.
Nos seis anos em que foi o primaz da Inglaterra, Becket viveu na França como um exilado sob a proteção do rei Luis VII e do papa Alexandre III. Da França manteve uma luta com o grande rei inglês. Acreditando numa reconciliação formal, mas falsa, Becket retornou à Inglaterra em 1170 quando foi assassinado diante do altar da catedral de Canterbury por agentes do rei.
O horror e o furor se mostraram em toda cristandade com a notícia desse crime, que figura como um dos fatos mais marcantes da Idade Média. Com o martírio de Becket ele tornou-se um dos mais populares santos da Inglaterra. Seu nome, Thomas, é ainda um dos mais comuns de todos os nomes cristãos.

AMANHÃ: Fundador da Ordem dos monges pregadores: São Domingos.

terça-feira, 3 de julho de 2012

0704 B SANTO ELOI bispo missionário ministro dos reis nascido pobre sem nobreza


04 DE JULHO. SANTO ELÓI: patrono dos ourives e metalúrgicos, com arte e milagres

SANTO ELÓI
St. Eligius, Saint Éloi
(nasceu cerca do ano 590 em Limoges, França; morreu em 660, em Noyon, França)

NASCIDO EM FAMÍLIA HUMILDE, MISSIONÁRIO, BISPO E MINISTRO DE FRANÇA

As grandes contribuições da Civilização Feudal para o progresso da sociedade humana
A Civilização Feudal realizou a tarefa principal ao estabelecer:
1. A guerra defensiva e não de conquista;
2. A organização local em cada região;
3. Suprimiu a escravidão geral na população, fundou o trabalho livre com a libertação completa do trabalhador resultando na importante organização permanente do sistema econômico do capitalismo.

Neste mês são consagrados os nomes que representam a guerra para a defesa da Europa e que fundaram as instituições locais, trabalhando para organizar cada nova nação européia.
Foram nove séculos de avanços e recuos, desde cerca dos anos 400 até 1300. Com muita confusão, crueldade e crimes; mas também com muito heroísmo e uma dedicação admirável resultando em notável progresso político, econômico, filosófico e moral.
Na terceira semana o tipo principal é Inocêncio III, que se colocou entre os mais nobres e enérgicos papas. Sua biografia está no domingo que termina a semana.

Ver em 0617 01 B  O QUADRO DO MÊS CARLOS MAGNO  A CIVILIZAÇÃO FEUDAL  com todos os grandes tipos humanos do mês.

SANTO ELOI chegou a ser um bispo e estadista, tendo nascido em família pobre sem títulos de nobreza. Desde jovem foi colocado como aprendiz de um ourives de Limoges na cidade em que nasceu. Seu talento na arte fez com que fosse recomendado ao joalheiro do rei, que, na época, era ao mesmo tempo o chefe da tesouraria da França em Paris.
A habilidade surpreendente bem como sua probidade levantou a admiração do rei Clotário. Eloi tornou-se o Diretor da Moeda e principal conselheiro do rei e de seu sucessor o rei Dagoberto. No reinado de vários soberanos do país foi na verdade um primeiro ministro e embaixador, empregando sua influência sobre seus reis para fundar mosteiros, hospitais e conventos. Obteve dos poderosos ajuda para as esmolas dos pobres e dinheiro para pagar o resgate dos escravos dos árabes, bretões e saxões que chegavam todos os dias a Marselha. Obteve a licença do rei para que seus auxiliares recolhessem os corpos dos criminosos executados e lhes dessem sepultura decente.
Continuou a prática de sua arte de joalheiro para confeccionar objetos religiosos sagrados e relicários destinados a guardar os objetos deixados pelos principais santos franceses.
No ano 639 reuniu um concílio em Orleans para a repressão da heresia dos monotelites e da simonia. No ano seguinte, embora ainda leigo, foi nomeado bispo no lugar de Santo Metard. Passou então a se consagrar a trabalhos apostólicos, viajando como missionário cristão a Flandres indo até a costa do Mar Báltico.
Eloi fundou um número considerável de mosteiros e tornou-se um dos santos mais populares da França. Destacou-se por sua humanidade, sua simplicidade e sua vida laboriosa, deixando uma impressão durável na lembrança do povo como sendo o ministro-artesão dos primeiros tempos da monarquia.
É o santo patrono dos ourives e trabalhadores em metal. Sua vida deixou histórias de sua arte e de seus atos miraculosos. Chegaram até nossos dias cartas e homilias suas, que demonstram, tal como sua vida, a doçura, sua caridade e sua piedade.

AMANHÃ: THOMAS BECKET na defesa da liberdade de consciência. 

0703 B PEDRO O EREMITA fanatismo para libertar os lugares santos do cristianismo


03 DE JULHO: Pedro o Eremita grande valor na pregação a multidões em toda a Europa

PEDRO O EREMITA
Pierre l’Ermite, Peter the Hermit, Peter of Amiens
(nasceu cerca do ano 1050 em Amiens, França; morreu em 1115 em Flanders, França)

SOLDADO FUNDADOR DE MOSTEIROS E APÓSTOLO DA PRIMEIRA CRUZADA

As grandes contribuições da Civilização Feudal para o progresso da sociedade humana
A Civilização Feudal realizou a tarefa principal ao estabelecer:
1. A guerra defensiva e não de conquista;
2. A organização local em cada região;
3. Suprimiu a escravidão geral na população, fundou o trabalho livre com a libertação completa do trabalhador resultando na importante organização permanente do sistema econômico do capitalismo.

Neste mês são consagrados os nomes que representam a guerra para a defesa da Europa e que fundaram as instituições locais, trabalhando para organizar cada nova nação européia.
Foram nove séculos de avanços e recuos, desde cerca dos anos 400 até 1300. Com muita confusão, crueldade e crimes; mas também com muito heroísmo e uma dedicação admirável resultando em notável progresso político, econômico, filosófico e moral.
Na terceira semana o tipo principal é Inocêncio III, que se colocou entre os mais nobres e enérgicos papas. Sua biografia está no domingo que termina a semana.

Ver em 0617 01 B  O QUADRO DO MÊS CARLOS MAGNO  A CIVILIZAÇÃO FEUDAL  com todos os grandes tipos humanos do mês.



PEDRO O EREMITA nasceu em Amiens, na França, numa família de cavaleiros. Foi soldado a serviço dos condes de Bolonha. Abandonou cedo sua mulher e o mundo para entrar para num mosteiro e mais tarde num retiro solitário.
Ele foi como peregrino ao túmulo de Cristo, ao Santo Sepulcro e voltou à Europa muito mal impressionado, indignado, pelo que viu e ouviu do grande sofrimento dos cristãos na Palestina.
O papa Urbano II, que tinha tido uma visão determinando que ele pedisse a ajuda de Pierre, apoiou fervorosamente o entusiasmo do eremita e mandou-o para pregar pela Europa em favor de uma expedição combinada para libertar os lugares santos do cristianismo.
Pierre era de baixa estatura, de pobre e má aparência, magro por suas penitências e pelo o jejum. Mas ele tinha o ar inspirado, o olhar vivo, penetrante e uma eloqüência ardente, sempre ativa. Sua vida como eremita, vivendo isolado e suas estranhas provações como peregrino, tinha inflamado seu entusiasmo e fez com que fosse vítima de sonhos e alucinações.
Ele atravessou a Itália, passou os Alpes, foi até a França montando um burrinho, com a cabeça nua, descalço, com uma roupa grosseira, carregando um enorme crucifixo. Pierre era recebido como um profeta. Pregava com fervor frente a multidões imensas, nas igrejas, nas ruas e nas longas estradas, fazendo apelo tanto aos príncipes quando ao povo simples.
A eloqüência apaixonada de Pierre preparou o apoio entusiasmado que o papa recebeu no concílio de Clermont, que decidiu pela realização da primeira cruzada, em 1095.
A impaciência do povo não podia esperar pela formação regular e demorada dos exércitos e, no começo da primavera de 1096, uma tropa com gente de todas as classes, com 40.000 participantes de diferentes nações, dos dois sexos e de todas as idades, forçou Pierre a se colocar à sua frente para levar o grupo até a terra santa do túmulo de Cristo.
Com uma grande confiança em si mesmo ou, talvez, com uma simplicidade inconcebível, Pierre guiou até Constantinopla essa multidão que fazia a pilhagem e até matava para roubar por todos os lugares que passava. Chegaram até Nicéia, onde os turcos atacaram, impondo uma horrorosa carnificina no grupo.
Pierre sobreviveu ao massacre e se juntando à expedição seguinte, do exército organizado e dirigido por Godofredo de Buillon. Ele tomou parte em todo o trajeto da cruzada. Mas no cerco feito à cidade de Antióquia, seu entusiasmo fervente esfriou embaixo da pressão da fome e ele pensou em se retirar, mas Tancredo o forçou a ficar.
Com a tomada de Jerusalém em 1099, os cruzados triunfantes se jogavam a seus pés e deram graças ao inspirador da grande expedição vitoriosa.
Pierre o eremita é reverenciado por seu esforço maravilhoso, constante e desinteressado, apesar do seu exagerado fanatismo e a loucura criminosa usada para chegar ao seu objetivo. Mas é o tipo humano de alto valor, em grande dedicação, preso dentro de seu tempo, preso dentro de sua respeitável doutrina absoluta.
Assim evoluiu a sociedade humana, desde seu estado animal primitivo até chegar ao aprimoramento dos santos da Idade Média, até seus gentis cavaleiros protetores dos mais fracos e mais pobres, até o culto da Virgem e da amada dama, até chegar à fina tecnologia e ao povo trabalhador livre de nossos dias.
Conhecendo com imparcialidade essa evolução cultural, podemos verificar de onde viemos, para onde vamos e em que ponto nós estamos, hoje, nesse maravilhoso processo de elevação da sociedade humana a partir da animalidade até a humanidade de nossos dias.

AMANHÃ: As cartas dando a liberdade às cidades e aos servos da gleba: o abade e ministro Suger.

0702 B PEDRO DAMIÃO esforço violento e fanático na disciplina do sacerdócio


02 DE JULHO PEDRO DAMIÃO: cardeal violento na linguagem do zelo pela moralidade

PEDRO DAMIÃO
Pierre Damien; Damian, Saint Peter; San Pier Damiani
(nasceu em 1007 em Ravena, Itália; morreu em 1072 em Faenza, Itália)

CARDEAL DE ÓSTIA, DOUTOR DA IGREJA CATÓLICA REFORMADOR NO SÉCULO XI

As grandes contribuições da Civilização Feudal para o progresso da sociedade humana
A Civilização Feudal realizou a tarefa principal ao estabelecer:
1. A guerra defensiva e não de conquista;
2. A organização local em cada região;
3. Suprimiu a escravidão geral na população, fundou o trabalho livre com a libertação completa do trabalhador resultando na importante organização permanente do sistema econômico do capitalismo.

Neste mês são consagrados os nomes que representam a guerra para a defesa da Europa e que fundaram as instituições locais, trabalhando para organizar cada nova nação européia.
Foram nove séculos de avanços e recuos, desde cerca dos anos 400 até 1300. Com muita confusão, crueldade e crimes; mas também com muito heroísmo e uma dedicação admirável resultando em notável progresso político, econômico, filosófico e moral.
Na terceira semana o tipo principal é Inocêncio III, que se colocou entre os mais nobres e enérgicos papas. Sua biografia está no domingo que termina a semana.

Ver em 0617 1 B  O QUADRO DO MÊS CARLOS MAGNO  A CIVILIZAÇÃO FEUDAL  com todos os grandes tipos humanos do mês.

PEDRO DAMIÃO, Cardeal e Doutor da Igreja, Santo, nasceu de uma família nobre, mas pobre. Tornou-se um poderoso reformador da disciplina sacerdotal católica.
Sua vida foi um esforço violento, constante e fanático para extirpar a simonia, a mundanidade e a imoralidade no clero. É chamada simonia a venda não autorizada de coisas sagradas, como sacramentos, indulgências ou de cargos e benefícios eclesiásticos. Damien reprovava o casamento ou o concubinato dos padres com um ardor na invectiva que se diria que era inspirada pelo furor.
Com a disciplina de um eremita e rígido observador do evangelho, Damião foi um dos principais autores da reforma da Igreja Católica nos anos 1000, século XI. Junto com Hildebrando, o papa Gregório VII, ele foi o fundador real da regra do celibato para o sacerdócio secular. Em missões sucessivas obteve dos papas a repressão dos abusos da Igreja tornando-se o apoio vigoroso da unidade e da disciplina do papado.
Suas obras, mesmo escritas com a violência frenética na linguagem, permanecem monumento de zelo sincero para a pureza e a retitude.
Logo que lhe foi permitido de abandonar a vida pública, Damião se retirou para sua ermida continuando seus rigores religiosos ascéticos. Morreu em 1072 com a idade de 84 anos em Faenza, onde é ainda honrado com uma comemoração anual.

AMANHÃ: Heróis da vitoriosa Primeira Cruzada deram graças a seu inspirador:Pedro o Eremita.