segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

0215 FEDRO

15 DE FEVEREIRO. Fedro: Escritos de fábulas e poemas.

FEDRO
Phaedrus, Phèdre
(nasceu cerca do ano 15 antes da nossa era na Macedônia; morreu no ano 50 da nossa era, na Itália)
POETA ROMANO ESCRITOR DE FÁBULAS LATINAS VERSIFICADAS


Redução do poder político total da religião
ao derrotar as forças da Teocracia oriental.
Na Grécia a arte coordenou a política militar num período histórico crítico. Nessa época foi eliminado pela primeira vez no mundo o total poder político e mental da casta hereditária e secreta dos sacerdotes das teocracias. Para sempre.
Foi politeísmo militar contra politeísmo sacerdotal.
A arte gera emoções, cria visões de progresso, visões do futuro.
A arte tem, desse modo, certo poder de antever o progresso, de criar novos ideais. É um poder profético natural, criado por humanos. Mas não é a profecia sobrenatural mágica, dos antigos.
Estão nesta semana autores cômicos e satíricos da Grécia e de Roma, reunidos porque, a esse respeito a obra de Roma pode ser comparada àque dos gregos. O mesmo não pode ser dito para as artes da forma ou para a tragédia. Os autores de fábulas fig
A semana tem como chefe Aristófanes no domingo que a termina.


FEDRO era originário da Macedônia tendo sido levado muito jovem como escravo para Roma no tempo de Júlio César. A tradição diz que ele foi escravo do Imperador Augusto tornando-se um homem livre na casa do Imperador, quando recebeu a educação dos romanos na leitura dos autores gregos e romanos.
Ele viveu no tempo de Tibério, de quem fala em seus poemas. Sejan, o ministro forte de Tibério teve por ele um ódio implacável. Os versos de Fedro são principalmente versões das fábulas de Esopo com adição de histórias originais e contemporâneas. Ele forneceu ao mundo dos romanos essa forma de literatura com toda imaginação que Esopo difundiu na Grécia.
Fedro obteve grande renome como escritor de fábulas em versos com a métrica iâmbica. A versificação com a métrica iâmbica é feita de modo que cada sílaba átona vem antes da sílaba tônica. As suas fábulas contam as conhecidas histórias da raposa que desprezam as uvas, do lobo com o cordeiro, a fábula do leão com a parte do leão e muitas outras famosas histórias moralizantes com os animais.
Os poemas de Fedro combinam o encanto dos animais que pensam e falam com sua missão de ensino, o que os tornam de grande e duradouro valor. Poetas como Ênio, Lucílio e Horácio introduziram fábulas em seus poemas, mas Fedro foi um pioneiro em Roma nesse gênero.
Na Idade Média, as fábulas de Fedro se tornaram muito populares. Várias publicações em prosa e em verso foram muito populares na Europa. Uma coleção chamada de “Rômulus” foi a base para elas. A identificação de Fedro como o autor dos textos foi perdida, dando a falsa impressão de que o autor seria Rômulus. Só nos anos 1700 é que foi encontrado um documento na Itália com 64 fábulas de Fedro. Outros documentos confirmaram essa descoberta e mais 30 fábulas foram achadas com os versos na métrica iâmbica usada por Fedro.
Estão preservadas até hoje mais 90 fábulas de Fedro. Ele foi o primeiro poeta a traduzir e versificar para a língua latina livros inteiros de fábulas, que circularam então com o nome do autor grego Esopo.
Mais de duzentas histórias chamadas fábulas de Esopo constam de publicações modernas. É impossível discriminar quais foram seus autores. Sabe-se que os recursos de idealização poética foram somados gradativamente. A participação de Fedro foi feita na versificação das fábulas, somadas a fábulas de sua autoria. Fedro também produziu fábulas que contam fatos de sua época, com sátiras da política dos romanos.
As fábulas de Fedro são escritas em linguagem simples e mostram o seu ensino de bons costumes e de moralidade de forma clara. Ele entregou aos romanos, à Idade Média e à modernidade as belas e tocantes lições de moralidade e de bons costumes que Esopo começou a difundir na Grécia antiga, a partir de origens muito mais antigas nas eras pré-históricas.
A imaginação das coisas e dos animais com vida e com qualidades humanas é a primeira das religiões criadas espontaneamente na pré-história pelos homens. É a grande capacidade poética do fetichismo, com o feitiço de seus poderosos amuletos e de suas encantadoras fábulas.


AMANHÃ: O ideal de virtude nas sátiras de Juvenal.


domingo, 13 de fevereiro de 2011

0214 TERÊNCIO

14 DE FEVEREIRO. Terêncio: As comédias do escravo africano.

TERÊNCIO
Terence, Publius Terentius Afer
(nasceu cerca do ano 190 antes da nossa era em Cartago, no norte da África; morreu no ano 159 na Grécia)
GRANDE AUTOR ROMANO DE COMÉDIAS DE COSTUMES

Redução do poder político total da religião
ao derrotar as forças da Teocracia oriental.
Na Grécia a arte coordenou a política militar num período histórico crítico. Nessa época foi eliminado pela primeira vez no mundo o total poder político e mental da casta hereditária e secreta dos sacerdotes das teocracias. Para sempre.
Foi politeísmo militar contra politeísmo sacerdotal.
A arte gera emoções, cria visões de progresso, visões do futuro.
A arte tem, desse modo, certo poder de antever o progresso, de criar novos ideais. É um poder profético natural, criado por humanos. Mas não é a profecia sobrenatural mágica, dos antigos.
Estão nesta semana autores cômicos e satíricos da Grécia e de Roma, reunidos porque, a esse respeito a obra de Roma pode ser comparada àquela dos gregos. O mesmo não pode ser dito para as artes da forma ou para a tragédia. Os autores de fábulas figuram aqui por continuarem a comédia dos costumes humanos.
A semana tem como chefe Aristófanes no domingo que a termina.
TERÊNCIO nasceu na África e foi levado para Roma como escravo. O seu nome original de família não é conhecido. Quando ele foi libertado, adotou o nome de seu dono Terentius Lucanus. Ele começou a escrever no ano 166 e continuou com sucesso até sua morte.
A perda ocorrida dos originais de Menandro resultaria no completo desconhecimento da nova comédia grega se não tivéssemos as peças teatrais de Plauto e de Terêncio. O estilo de Terêncio é elevado, sua línguagem é de um latim puro, que poderia ser impossível de achar num africano escravo. Tudo faz dele para os leitores modernos o principal representante da antiga comédia da vida particular. Essa a razão de sua enorme influência na literatura mundial. Tomaram empréstimos de Terêncio autores importantes como Cervantes, Shakespeare e Molière. Por exemplo, a comédia Les fourberies de Scapin de Molière, de 1671, “As trapaças de Scapin”, respiram no teatro o mesmo espírito da comédia antiga.
Terêncio tomou do grego Menandro o plano de suas seis peças e a maior parte de sua obra é apenas uma simples tradução da língua grega para o latim. Assim se torna difícil saber qual é o mérito de Terêncio e qual o mérito de Menandro. Mas um de seus mais famosos personagens, Formion, o parasita insolente, que parece sempre fiel a seus amigos e pronto para servi-los, se acha numa peça tomada a um autor medíocre pouco conhecido. Então, esse exemplo mostra o gênio criador de Terêncio.
Os planos e os personagens de Terêncio são simples e convencionais. O sofrimento dos jovens amantes, os seus esforços para se livrarem das armadilhas dos mais velhos, com a ajuda de escravos bons e amigos, formam o fundo geral comum das suas peças de teatro. O meio mais usado pelos heróis para vencer todas as dificuldades consiste sempre em descobrir afinal que a jovem namorada tinha sido perdida ou roubada em sua infância e que na verdade ela pertencia a uma família respeitável e rica.
Os escravos que são descritos nas peças de Terêncio são um estudo espantoso para quem conhece a história da vida do autor. No teatro produzido por Terêncio, os escravos ao lado da juventude e do prazer, cheios de descaramento e de desculpas, são sempre fieis e prontos para servir. Eles não se deixam mesmo abater pelo barulho dos foguetes e das correntes de ferro que soam à volta deles.
A comédia dos antigos não permitia que se representassem os personagens de procedimento extremo, quer fosse em baixeza ou fosse em heroísmo; mas nas peças de Terêncio, todos possuem uma boa qualidade que os salva. Aqueles pais desconfiados, os filhos dissolutos, os escravos astuciosos, os mestres duros, os bajuladores, os parasitas e os mentirosos têm todos uma parte de bondade e de sociabilidade.
Uma frase de Terêncio muito citada constitui a essência mesma de sua moral:
Homo sum, humani nihil a me alienum puto” ou seja
“Sou homem e tudo que é humano tem minha simpatia”.


AMANHÃ: As fábulas e os poemas de Fedro.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

0213 PLAUTO

13 de FEVEREIRO. Plauto: o grande gênio romano da comédia.

PLAUTO
Plautus, Titus Maccius Plautus
(nasceu cerca do ano 250 antes da nossa era, na Umbria, Itália; morreu no ano 184)
GRANDE ESCRITOR ROMANO AUTOR DO TEATRO DE COMÉDIA


Redução do poder político total da religião
ao derrotar as forças da Teocracia oriental.
Na Grécia a arte coordenou a política militar num período histórico crítico. Nessa época foi eliminado pela primeira vez no mundo o total poder político e mental da casta hereditária e secreta dos sacerdotes das teocracias. Para sempre.
Foi politeísmo militar contra politeísmo sacerdotal.
A arte gera emoções, cria visões de progresso, visões do futuro.
A arte tem, desse modo, certo poder de antever o progresso, de criar novos ideais. É um poder profético natural, criado por humanos. Mas não é a profecia sobrenatural mágica, dos antigos.
Estão nesta semana os escultores, arquitetos e pintores gregos, conforme suas diferentes escolas e épocas
A semana tem como chefe Aristófanes, que a termina.



PLAUTO nasceu na Úmbria em meados dos anos 200 antes da nossa era. A tradição conta que ele era um escravo de guerra que aprendeu a profissão de carpinteiro. O nome Plauto, de acordo com uma fonte, viria de Plautus, o nome de quem tinha “planis pedibus”, ou “planipes” que é o pé chato.
A versão que o faz como um antigo escravo explica o conhecimento que Plauto mostra da situação dos escravos na Roma de sua época. Ele teve de uma forma ou outra uma origem humilde. Produziu sua primeira peça de teatro no ano 224 e continuou escrevendo muitas obras teatrais até a sua morte perto de quarenta anos depois. De suas comédias foram conservadas vinte peças.
Do mesmo modo como Cecilius e Terêncio, Plauto se inspirou muito em Manandro e nos últimos autores gregos de comédia de Atenas. Mas ele foi um autor dos mais originais. A maneira de tomar a inspiração em outros autores tem alguma semelhança com o estilo de Shakespeare.
Os personagens de Plauto têm nomes gregos e vivem nominalmente nas cidades gregas, mas se comportam como os romanos. Eles se referem aos costumes dos romanos como sendo familiares, ao passo que os costumes da Grécia são considerados como estrangeiros. Devido a essa prática do autor, as comédias de Plauto têm mais valor do que as de Terêncio como boas descrições da vida em Roma.
Numa das comédias de Plauto, Penulus ou O Jovem Cartaginês, escrita na época da segunda guerra de Roma contra Cartago, nós temos a única descrição dos inimigos dos romanos feita por seu poeta popular, numa forma imparcial e generosa.
Da mesma forma como Terêncio, Plauto representava sempre os tipos habituais da comédia grega: o pai severo ou indulgente, o filho perdulário, o escravo mentiroso mas fiel, o parasita sem vergonha. Eles eram todos colocados em classes separadas, reconhecidos por máscaras identificadoras. Plauto tornou-se um grande dramaturgo adaptando o teatro de comédia dos gregos criando na língua latina um autêntico teatro para os romanos.
A capacidade literária e sua arte dramática tornam as peças de Plauto grandemente apreciadas por seu próprio valor. A sua criação permanece importante e duradoura na história da literatura e do teatro na cultura do ocidente. Plauto foi muito apreciado por Shakespeare, por Molière, Fielding e por muitos outros escritores que fizeram adaptações e imitações de suas comédias.
Em seu tempo, dentro de seus limites, o gênio criador de Plauto é notável para criar situações cômicas e chegar a diálogos cheios de graça.


AMANHÃ: As comédias do escravo africano Terêncio.


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

0212 ESOPO

12 de FEVEREIRO. Esopo: o grande escritor do período clássico na Grécia.

ESOPO
Aesop
(viveu nos anos 500 antes da nossa era)
AUTOR DA FAMOSA COLEÇÃO DE FÁBULAS MORAIS INFLUENTES NA EUROPA

Redução do poder político total da religião
ao derrotar as forças da Teocracia oriental.
Na Grécia a arte coordenou a política militar num período histórico crítico. Nessa época foi eliminado pela primeira vez no mundo o total poder político e mental da casta hereditária e secreta dos sacerdotes das teocracias. Para sempre.
Foi politeísmo militar contra politeísmo sacerdotal.
A arte gera emoções, cria visões de progresso, visões do futuro.
A arte tem, desse modo, certo poder de antever o progresso, de criar novos ideais. É um poder profético natural, criado por humanos. Mas não é a profecia sobrenatural mágica, dos antigos.
Estão nesta semana autores cômicos e satíricos da Grécia e de Roma, reunidos porque, a esse respeito a obra de Roma pode ser comparada àquela dos gregos. O mesmo não pode ser dito para as artes da forma ou para a tragédia. Os autores de fábulas figuram aqui por continuarem a comédia dos costumes humanos.
A semana tem como chefe Aristófanes no domingo que a termina.

ESOPO é o autor presumido de uma coleção de fábulas morais que, em diversas formas, tiveram uma extensa difusão em toda a Europa.
Temos pouca informação sobre a vida de Esopo. Ele é assim quase com certeza uma figura da lenda. Nos anos 400 antes de nossa era, Heródoto escreveu afirmando que Esopo teria vivido cem anos antes, sendo um escravo. Outra indicação feita por Plutarco coloca Esopo como conselheiro de Creso, rei da Lídia.
Nos primeiros anos da nossa era, uma biografia feita na Egito descreve Esopo na ilha de Samos como um escravo que foi libertado para depois ir para a Babilônia, morrendo em Delphi. O nome de “história de Esopo” passou a ser usado para indicar uma fábula. A importância das fábulas está no ensinamento moral, de costumes, que elas encerram, em forma artística.
As fábulas parecem ter origem na Índia ou na Pérsia. A ficção feita pelas imagens que colocam palavras e outras ações humanas nos animais mais inferiores na escala da vida é usual e natural nas primeiras formas de pensar. No entanto, há poucos exemplos dessa mitologia na literatura da Grécia antiga.
Há um exemplo em Hesíodo e em Ésquilo e um ou dois outros exemplos nos primeiros poetas gregos. Em nenhum outro autor essa imaginação é encontrada. Podemos colocar Esopo como o primeiro de uma série de escritores que tem Aristófanes como o autor principal. Assim podemos verificar o fato de que essa epopéia dos animais é a forma mais antiga de fazer a descrição humorística dos defeitos dos homens. Essa demonstração de nossas fraquezas, depois de completamente desenvolvida, é o que se chama de “Comédia”.
As fábulas de Esopo foram colocadas em verso muito mais tarde, nos primeiros anos da nossa era, por Fedro na língua latina e na língua grega por Babrius. As fábulas de Fedro foram empregadas por autores mais modernos, como pelo poeta francês Jean de La Fontaine. Avianus, um escritor quase esquecido, conservou a tradição das fábulas de Esopo durante a Idade Média, tendo por vários séculos uma celebridade quase igual à de Virgílio. Avianus foi um autor semibárbaro de fábulas, em estilo de elegia, de tristeza.
As fábulas mostram a grande capacidade estética, artística, da humanização das coisas, dos animais, de todos os seres, feita pelos fetichistas. Mas o conhecimento das fábulas só chegou até nós quando as Teocracias começaram a ter algum tipo de escrita, para seu registro, dentro das primeiras formas de vida pública, de grandes populações, de povos em grande número, reunindo muitas famílias.
A primeira forma de religião que os homens criaram, o fetichismo, foi a adoração dos objetos, como a mais simples forma de raciocínio. Essa forma de pensar é supor que tudo seja igual ao próprio observador, então, por falta de experiência, a única explicação conhecida. A pedra cai porque ela quer cair. O raio que mata e que queima, provoca a destruição porque o raio quer agir dessa forma. Tudo é vivo no fetichismo. Os animais assim podem falar e ensinar muita moral e bons costumes aos homens.
Então as fábulas de Esopo nos chegaram pelos poetas gregos, com sua origem nas Teocracias do oriente. E as Teocracias nos transmitiram a criação feita nas épocas pré-históricas da religião primeira dos homens, o fetichismo, na adoração das coisas, todas vivas, amuletos poderosos e sábios.


AMANHÃ: Plauto o grande gênio da comédia.

0211 FÍDIAS

11 de FEVEREIRO. Fídias: o grande escultor do período clássico da Grécia.

FÍDIAS
Phidias, Pheidias
(viveu cerca dos anos 490 a 432 antes da nossa era)
ESCULTOR GREGO DIRETOR DA ARTE NA CONSTRUÇÃO DO PARTENON

Redução do poder político total da religião
ao derrotar as forças da Teocracia oriental.
Na Grécia a arte coordenou a política militar num período histórico crítico. Nessa época foi eliminado pela primeira vez no mundo o total poder político e mental da casta hereditária e secreta dos sacerdotes das teocracias. Para sempre.
Foi politeísmo militar contra politeísmo sacerdotal.
A arte gera emoções, cria visões de progresso, visões do futuro.
A arte tem, desse modo, certo poder de antever o progresso, de criar novos ideais. É um poder profético natural, criado por humanos. Mas não é a profecia sobrenatural mágica, dos antigos.
Estão nesta semana os escultores, arquitetos e pintores gregos, conforme suas diferentes escolas e épocas A semana finda com Fídias, como chefe, no domingo.


FÍDIAS é reconhecido por unanimidade como o maior escultor da antiguidade pelos críticos. Ele nasceu em Atenas, filho de Charmides, numa família de artistas. Foi contemporâneo de Péricles e de Sófocles.
Ele passou sua infância e sua juventude no meio do grande conflito com os persas e durante a esplêndida empresa de Cimon para fundar um império ateniense. Fídias começou a trabalhar como pintor, estudando depois a arte da escultura com Agedas, um mestre da escola de Argos e foi empregado nos imensos trabalhos comandados por Cimon para reconstruir Atenas depois que ela foi destruída por Xerxes.
Fídias se fez conhecido pela primeira vez como escultor pelos anos 470 antes da nossa era, um pouco antes do aparecimento político de Péricles. A reputação do artista se estabeleceu por completo com a colossal estátua da deusa Athena Promachos, em bronze com 22 metros acima do ponto mais alto da Acrópole.
No ano 444 Péricles tornou-se chefe único na direção da política, que ele administrou até sua morte em 429. Tucídides diz que Atenas era, de nome, uma democracia, mas que de fato era o governo de um só homem, Péricles, o primeiro entre todos os outros homens.
Uma aliança íntima se formou entre o chefe político e o mais eminente e o mais célebre dos artistas de Atenas. Uma estreita amizade ligou Fídias a Péricles. O grande artista foi nomeado diretor em chefe de todos os trabalhos públicos. A principal obra foi o Templo do Partenon, construído entre 448 e 438. O artista empregou uma dezena de anos da madureza de seu gênio à imensa série de esculturas que enchiam o espaço do Templo e em particular à estátua da deusa Atenéa, a principal glória de Atenas.
Os inimigos de Péricles mais tarde atacaram Fídias com acusações sérias e o artista, temendo represálias, foi para Elide, onde trabalhou do ano 437 até 433 no grande Templo de Zeus em Olímpia. Essa estátua colossal do deus foi feita em ouro e marfim, uma das maravilhas da antiguidade, sendo mesmo mais grandiosa e mais imponente do que a de Atenéa no Partenon. Fídias morreu em Elide no ano 432.
As principais obras de Fídias, além das esculturas do Partenon, foram as três colossais figuras da deusa Atenéa da acrópole, em bronze, e as duas estátuas criselefantinas, uma no interior do Partenon e a de Zeus em Olímpia. As estátuas criselefantinas eram assim chamadas por serem em ouro e marfim. A figura, em geral de grande dimensão, era feita de uma estrutura de madeira dura, como de cipreste ou de ébano, sobre que eram aplicadas chapas finas de ouro e de marfim. Todas as partes de pele nua das figuras eram de marfim e as vestes eram de ouro. Pedras preciosas eram incrustadas junto com peças de metal. A reprodução feita em marfim entalhado de atletas e deuses já era feita na civilização de Minos, em Creta, anterior aos gregos.
Como diretor artístico da construção do Partenon, Fídias criou as suas mais importantes imagens religiosas. Também supervisionou e projetou a decoração geral do templo. Fídias era tido como o único que viu as imagens verdadeiras e sublimes dos deuses, sendo que só ele poderia revelar as formas dos deuses aos homens. Foi ele que fixou para sempre a idéia central das figuras de Zeus o deus-pai e da deusa Athena. A formação da opinião dos gregos foi feita, portanto, também por seus artistas, que passaram a realizar o papel de sacerdotes, livres de uma casta sacerdotal fechada, como nas civilizações das teocracias do oriente.
Há muitos motivos para pensar que Fídias foi o gênio mais perfeito e mais completo que já apareceu nas artes da forma.


AMANHÃ: A epopéia dos animais nas suas fábulas: ESOPO no Calendário Histórico.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

0210 APELES

10 DE FEVEREIRO. Apeles: pintor oficial de Alexandre o Grande.

APELES
Apelles
(viveu entre 352 e 308 antes da nossa era)
FAMOSO MAIOR PINTOR GREGO DA ANTIGUIDADE

Redução do poder político total da religião
ao derrotar as forças da Teocracia oriental.
Na Grécia a arte coordenou a política militar num período histórico crítico. Nessa época foi eliminado pela primeira vez no mundo o total poder político e mental da casta hereditária e secreta dos sacerdotes das teocracias. Para sempre.
Foi politeísmo militar contra politeísmo sacerdotal.
A arte gera emoções, cria visões de progresso, visões do futuro.
A arte tem, desse modo, certo poder de antever o progresso, de criar novos ideais. É um poder profético natural, criado por humanos. Mas não é a profecia sobrenatural mágica, dos antigos.
Estão nesta semana os escultores, arquitetos e pintores gregos, conforme suas diferentes escolas e épocas A semana finda com Fídias, como chefe, no domingo.

APELES foi contemporâneo do imperador Alexandre o Grande, e quase 100 anos posterior a Zeuxis. Foi o pintor favorito de Alexandre e o mais popular pintor da antiguidade.
Ele nasceu em Colofon na Ásia Menor e, como Zeuxis, estudou primeiro em Efeso e como pintor pertenceu à escola jônica. Apeles teve sua origem na Jônia mas tornou-se um estudante na célebre escola dórica de Sicyon no sul da Grécia, onde praticou sob a orientação do pintor Pamphilus. Suas pinturas combinaram então o detalhe do estilo dórico com a graça jônica.
Apeles passou a maior parte de sua vida na Macedônia, como pintor oficial da corte do imperador Felipe II da Macedônia e depois na corte do seu filho Alexandre III, o Grande. Ele pintou para os seus soberanos um número grande de quadros e fez também os seus retratos. Alexandre não quis ser retratado por nenhum outro pintor.
A pintura de Alexandre segurando um raio fulgurante ficou entre os seus mais importantes trabalhos. Outros notáveis trabalhos de Apeles são os retratos que pintou e uma grande pintura alegórica representando a Calúnia, além da Afrodite no mar. Apesar de que essas obras não terem sido conservadas, nem mesmo cópias suas, a descrição feita por grandes escritores contemporâneos inspiraram artistas em todas as épocas, chegando até a renascença italiana.
É provável que Apeles tenha acompanhado Alexandre em sua campanha na Ásia. Quando Apeles fez o retrato de Campaspe, a favorita de Alexandre, ele se apaixonou pela moça. A tradição diz que o rei teria cedido a bela mulher ao pintor. E ela teria sido o modelo para a pintura do quadro Vênus saindo da onda, a obra mais célebre de Apeles. Depois da morte do imperador Alexandre, no ano 323 antes da nossa era, Apeles viajou para a Ásia e depois foi para o Egito, onde foi recebido com honras pelo rei Ptolomeu.
Apeles é renomado em especial por seus retratos. Ele pintou um considerável número para Alexandre e seus generais. Ele é também célebre pela habilidade e pela perfeição com que ele tratava a parte técnica da pintura e por seu colorido. Ele inventou o emprego de um verniz que dava o tom e a suavidade às suas pinturas.
A maior parte das obras de Apeles foi pintada em grandes painéis ou em telas, em figuras isoladas, em pequenos grupos, o artista tendo grande cuidado com as partes acessórias.
Sua pintura mais famosa, a Vênus saindo da onda, representava a Deusa torcendo seus cabelos, enquanto que as vagas formavam em torno dela um véu transparente. Essa tela foi colocada mais tarde pelo imperador romano Augusto no Templo dedicado, em Roma, a Júlio César.
Por seu estilo magistral nos retratos, pela harmonia das cores, sua habilidade para a pintura do nu e seu caráter predominante de graça e de encanto, tanto como pela perfeição de sua execução, Apeles pode ser considerado o maior pintor da antiguidade grega.

AMANHÃ: Fídias o grande escultor do período clássico na Grécia.

0209 LISIPO

09 DE FEVEREIRO. Lisipo: escultor da força e da personalidade.

LISIPO
Lysippus
(viveu nos anos 300 antes da nossa era, em Sicyon, na Grécia)
ORIGINAL ESCULTOR GREGO NO TEMPO DO IMPERADOR ALEXANDRE O GRANDE

Redução do poder político total da religião
ao derrotar as forças da Teocracia oriental.
Na Grécia a arte coordenou a política militar num período histórico crítico. Nessa época foi eliminado pela primeira vez no mundo o total poder político e mental da casta hereditária e secreta dos sacerdotes das teocracias. Para sempre.
Foi politeísmo militar contra politeísmo sacerdotal.
A arte gera emoções, cria visões de progresso, visões do futuro.
A arte tem, desse modo, certo poder de antever o progresso, de criar novos ideais. É um poder profético natural, criado por humanos. Mas não é a profecia sobrenatural mágica, dos antigos.
Estão nesta semana os escultores, arquitetos e pintores gregos, conforme suas diferentes escolas e épocas A semana finda com Fídias, como chefe, no domingo.


LISIPO viveu em Sicyone, no Peloponeso. Foi contemporâneo de Alexandre o Grande, que o nomeou seu escultor e decretou que ninguém mais pudesse pintar seu retrato a não ser Apeles e de fazer sua escultura a não ser Lisipo.
Tornou-se Lisipo o mais famoso estatuário em bronze de seu tempo. Ele aprendeu sem mestre a trabalhar o bronze mostrando grande perseverança, habilidade e criatividade. Do mesmo modo que toda a escola da arte do Peloponeso, ele não visava representar a beleza ideal ou a graça de expressão; mas ele teve sucesso em mostrar nas esculturas a sua intensidade da força, do realismo e da personalidade.
As obras de Lisipo, todas em bronze, somaram mais de 1500 peças, algumas de grande tamanho. Elas representaram o imperador Alexandre nas diversas circunstâncias, mostravam Hércules em muitos aspectos e os atletas famosos em suas atitudes mais naturais.
Antigos escritores de Roma relataram muitas obras de Lisipo, que não ficaram preservadas.
Ainda existe uma amostra da vida e da verdade consumada de seus atletas na bela estátua do Vaticano representando um atleta se servindo do strigil e que é uma cópia em mármore do notável bronze que Agripa colocou em suas casas de banho, suas termas.
Essa é a mais famosa cópia de uma estátua original. É o Apoxyomenos que está no Museu do Vaticano. A obra mostra um jovem alto, magro, com a cabeça menor em relação à altura. É notável a precisão dos detalhes, em especial no cabelo e nos olhos. O atleta jovem é mostrado usando o raspador strigil para limpar a pele coberta de óleo. Lisipo fazia os membros em movimento para frente e para trás, com naturalidade, o que tornava a estátua numa obra em três dimensões. A obra podia, então, ser analisada por seus vários ângulos.
Lisipo introduziu alterações na proporção das partes do corpo humano, antes feitas de acordo como o modelo do escultor Policlitus. Lisipo reduziu o tamanho da cabeça para um oitavo da altura total do corpo. Também passou a mostrar a posição do corpo em situações mais naturais, em vez da usual representação de frente, de pé.
Lisipo foi o escultor sobretudo de soldados e de atletas, ao contrário de Fídias que representava a deusa Atenea, nem como Praxíteles, que representava Vênus. Duas de suas obras em Tarento eram colossais. O Zeus que ele esculpiu tinha 20 metros de altura, como o gigantesco Hércules que mais tarde foi levado para Roma.
Podemos ter uma idéia suficiente do valor da arte de Lisipo nas cópias feitas dos bustos do imperador Alexandre. Lamentamos que todos os fragmentos das produções autênticas de Lisipo tenham sido perdidos. O que aconteceu com a maior parte das obras de bronze da antiguidade.
Na fase clássica da civilização grega foi Lisipo que deixou a maior herança artística.


AMANHÃ: Apeles pintor oficial de Alexandre o Grande.