segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

0208 PRAXÍTELES

08 DE FEVEREIRO. Praxíteles: O escultor chefe da escola ática.

PRAXÍTELES
(viveu cerca dos anos 380 a 330 antes de nossa era)
MAIOR DOS ESCULTORES GREGOS DE SEU TEMPO

Redução do poder político total da religião
ao derrotar as forças da Teocracia oriental.
Na Grécia a arte coordenou a política militar num período histórico crítico. Nessa época foi eliminado pela primeira vez no mundo o total poder político e mental da casta hereditária e secreta dos sacerdotes das teocracias. Para sempre.
Foi politeísmo militar contra politeísmo sacerdotal.
A arte gera emoções, cria visões de progresso, visões do futuro.
A arte tem, desse modo, certo poder de antever o progresso, de criar novos ideais. É um poder profético natural, criado por humanos. Mas não é a profecia sobrenatural mágica, dos antigos.
Estão nesta semana os escultores, arquitetos e pintores gregos, conforme suas diferentes escolas e épocas A semana finda com Fídias, como chefe, no domingo.


PRAXÍTELES nasceu em Atenas, de uma família de artistas. É considerado pelos críticos antigos e modernos como o maior nome da última escola ática. Ele com Escopas são colocados como os chefes dessa escola.
Escopas, cem anos após Fídias, foi o mestre de Praxíteles, mais jovem do que ele. Praxíteles viveu e trabalhou principalmente em Atenas, mas suas obras foram disseminadas em número prodigioso pelo mundo grego inteiro. Seus principais temas foram os mais jovens e mais belos deuses, sobretudo Apolo, Artemis, Dionísio e Afrodite. A maior parte dos antigos atribui a ele o grupo da Nióbia.
Temos preservadas várias cópias romanas de suas obras, como o estranho Apolo de Sauroctonos, chamado o Apolino, temos o Sátiro ou fauno do capitólio, a Silene, deusa da lua e os faunos de Roma e de Florença. Na estátua do Apolo Sauroctonus o deus é mostrado como um jovem recostado no tronco de uma árvore, quando estava na ação de matar uma lagarta com uma flecha. Apolo era o deus da profecia, na lenda de Homero. As funções do deus grego do sol Hélios foram passadas para Apolo, com o nome de Phebus.
A mais bela produção de Praxíteles, a Vênus de Cnido, era uma das grandes maravilhas da antiguidade, criando uma nova época na arte da escultura.
Nós temos uma idéia geral dessa estátua em parte pela Vênus do Capitólio, pela Vênus de Munique e em parte por moedas e medalhas da época. Reproduções feitas em moedas romanas mostram a sua forma. As mais conhecidas moedas estão no Museu do Vaticano em Roma e no Museu do Louvre em Paris.
A famosa estátua deu lugar a epigramas, a anedotas e a descrições. Peregrinações eram feitas para vê-la e o rei Nicomedes ofereceu o valor de sua dívida nacional aos habitantes para comprá-la. O escritor romano Plínio o Velho considerou a Vênus de Cnido a melhor obra de Praxíteles, sendo a melhor escultura em todo o mundo.
A Vênus de Cnido foi considerada como a perfeição da forma feminina. Para sua execução serviu de modelo a famosa cortesã Frinéia, de quem Praxíteles foi um amante apaixonado. Alguns críticos atribuíram a Escopas a inovação da representação de uma deusa completamente nua. Mas a Afrodite de Cnido foi a primeira estátua nua de uma deusa. A beleza extraordinária da estátua, talhada no mais belo mármore de Paros junto com o novo impulso dado à arte da escultura foram uma revolução. Abriram assim a direção para que a escultura grega fosse, finalmente, destinada à representação das formas humanas.
Acusou-se Praxíteles de ter reduzido a arte grega ao limitar sua representação à imagem sensual da beleza física. É verdade que seu ideal foi sempre a perfeição da beleza unida à juventude aliada, como nos Apolos e nos faunos, de uma doçura e de uma graça que parecem menos masculinas. Mas não há razão alguma para supor que em sua Afrodite de Cnido houvesse outra coisa que uma pureza ideal e um refinamento original.
Em Olímpia foi descoberta uma escultura de Hermes feita por Praxíteles que é um dos mais nobres tipos da beleza masculina.


AMANHÃ:Lisipo, escultor da força e da personalidade.

0207 ICTINO

07 DE FEVEREIRO: Ictino o arquiteto do Partenon.

ICTINO
Ictinus, Iktinos
(viveu nos anos 400 antes da nossa era)
GRANDE MESTRE DA ARQUITETURA DO PARTENON EM ATENAS

Redução do poder político total da religião
ao derrotar as forças da Teocracia oriental.
Na Grécia a arte coordenou a política militar num período histórico crítico. Nessa época foi eliminado pela primeira vez no mundo o total poder político e mental da casta hereditária e secreta dos sacerdotes das teocracias. Para sempre.
Foi politeísmo militar contra politeísmo sacerdotal.
A arte gera emoções, cria visões de progresso, visões do futuro.
A arte tem, desse modo, certo poder de antever o progresso, de criar novos ideais. É um poder profético natural, criado por humanos. Mas não é a profecia sobrenatural mágica, dos antigos.
Estão nesta semana os escultores, arquitetos e pintores gregos, conforme suas diferentes escolas e épocas A semana finda com Fídias, como chefe, no domingo.


ICTINO o arquiteto grego viveu no século quinto antes de nossa era. Junto com Calicrates projetou o templo Partenon em Atenas no estilo dórico. Ele também construiu o Telestrion, o Templo dos Mistérios em Eleusis e o Templo de Apolo Epicurius em Bassea perto de Phigalia.
Ele foi contemporâneo de Péricles, de Fídias e de Sófocles. Sua grande obra-prima, o Partenon, foi construído entre os anos 448 e 438 sob a administração de Péricles ao lado do Templo de Athenea Parthenos, Athena a Virgem, que foi destruído por Xerxes na guerra pérsica.
O Partenon é considerado por unanimidade o mais perfeito modelo de templo grego. Ele foi conservado quase totalmente inteiro até 1687. Nesse ano a porta central foi destruída por uma explosão durante o sítio que os venezianos fizeram na guerra contra os turcos que o ocupavam.
O templo era situado sobre a parte mais elevada da Acrópole, distante dos muros do Propiles e de outros templos. Ele tinha 60 metros de largura, 76 metros de comprimento e 22 metros de altura. Era cercado por 46 colunas de 11 metros de altura feitas segundo o estilo dórico. Os frontões, no leste e no oeste, eram decorados com 50 figuras colossais.
Os 92 ornamentos embelezavam os frisos num comprimento de 180 metros em torno das paredes exteriores. Embaixo do pórtico ficavam as grandes esculturas feitas sob a direção de Fídias. Dentro do Templo ficava a estátua de culto, a grande imagem em ouro e marfim de Athenea, esculpida por Fídias.
Depois que o Templo ficou pronto, um grande vestíbulo, a Propilea, foi construída. Era uma grande entrada com cinco portas, feitas com o projeto do arquiteto Mnesicles.
O Partenon, mesmo em ruínas, é uma obra-prima da arquitetura grega, na ordem Dórica, a mais antiga ordem e o mais simples estilo da arte grega. O Templo reúne uma simplicidade perfeita de projeto e de harmonia em suas proporções.
Em Eleusis, Ictino realizou a reconstrução e ampliação da entrada do Templo a Demetrio e Perséfone colaborando com outros artistas, como Coroebus, Metagenes e Xenocles. No Telestrion, onde os mistérios de Eleusis eram apresentados, os assentos eram esculpidos na rocha, numa grande área quadrada. Ictino esteve em Eleusis no ano 430 aC, depois de terminado seu trabalho no Partenon.
Em Bassea, na Arcádia, perto de Phigalia, Ictino trabalhou na construção do Templo de Apolo Epicurius. Essa obra consta como tendo como modelo o Templo de Athea em Tegea, feito por Escopas, o mais belo templo do Peloponeso. A maior parte das suas colunas ainda está de pé. O Museu Britânico em Londres possui um friso jônico esculpido do Templo de Apolo de Bassea, que permanece em bom estado de conservação.
O Partenon, com sua grandeza, era considerado como o centro e a escola de belas artes do mundo antigo. Mesmo em suas ruínas podemos ver nele um modelo perfeito das mais altas produções da arquitetura grega.


AMANHÃ:Praxíteles escultor chefe da escola ática.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

0206 ZEUXIS

06 de FEVEREIRO. Zeuxis: grande mestre da pintura antiga no calendário histórico.

ZEUXIS
(viveu nos anos 400 antes de nossa era na Magna Grécia, hoje Itália)
GRANDE MESTRE DA PINTURA ANTIGA NOTÁVEL PELO ESTILO ILUSIONISTA

Redução do poder político total da religião
ao derrotar as forças da Teocracia oriental.
Na Grécia a arte coordenou a política militar num período histórico crítico. Nessa época foi eliminado pela primeira vez no mundo o total poder político e mental da casta hereditária e secreta dos sacerdotes das teocracias. Para sempre.
Foi politeísmo militar contra politeísmo sacerdotal.
A arte gera emoções, cria visões de progresso, visões do futuro.
A arte tem, desse modo, certo poder de antever o progresso, de criar novos ideais. É um poder profético natural, criado por humanos. Mas não é a profecia sobrenatural mágica, dos antigos.
Estão nesta semana os escultores, arquitetos e pintores gregos, conforme suas diferentes escolas e épocas A semana finda com Fídias, como chefe, no domingo.
ZEUXIS tem sua biografia desconhecida, mesmo no tempo dos romanos, não se sabendo a data nem o lugar de seu nascimento nem os fatos de sua vida. Provavelmente ele nasceu cerca do ano 455 antes de nossa era, em Heraclea, junto ao Mar Negro.
Ele estudou pintura em Efeso e pela tradição teria pertencido à escola de pintura chamada de escola Jônica, caracterizada por seu realismo e pela tendência a pintar o encanto sensual. Logo após o começo da guerra do Peloponeso, em cerca de 430 ele foi para Atenas, onde estudou com Apolodoro, o grande mestre-pintor da técnica do claro-escuro.
Nessa época a obra de Fídias estava se completando e Atenas vivia o mais alto ponto de seu esplendor nas artes. Perto do ano 410 Zeuxis trabalhou para o rei Arquelaus da Macedônia numa série de pinturas murais no palácio real de Pela. Depois foi para a Grande Grécia, na Itália. Lá ele executou para os cidadãos de Crotona sua famosa obra-prima de Helena, para a qual se conta ter escolhido como modelo as cinco mais belas jovens da cidade. Ele pintou também na Sicília, onde muitas de suas obras foram encontradas ao tempo dos romanos.
As obras de Zeuxis, em grande parte feitas sobre tela, foram dispersas pelo roubo ou pelas vendas sucessivas no mundo antigo. Embora algumas dessas telas possam ter existido no tempo de Cícero (106-43 aC) e de Plínio (23-75), é pouco provável que alguma dela tenha sido vista no segundo século de nossa era. A grande fama de Zeuxis se origina de declarações de autores clássicos, já que nenhuma de suas pinturas foi preservada.
Zeuxis é considerado o mais eminente mestre da pintura antiga, junto com seu rival mais novo, Parrasius. Embora ele trabalhasse em Atenas no tempo onde a glória do Partenon estava em seu apogeu, sua arte tem mais parentesco com a arte de Praxíteles do que com a arte de Fídias.
Ele é célebre sobretudo pela potência maravilhosa com que imita todos os temas da natureza e pela extrema delicadeza de seu toque. Da mesma forma como Praxíteles, ele era renomado pela graça com que ele pintava as formas femininas, à quais ele dava todo o encanto. Ele manifestava também uma grande potência dramática e se comprazia a representar cenas de ação, movimentadas e apaixonadas.
Zeuxis ficou notabilizado por seu estilo forte na técnica do claro-escuro, com efeito de ilusão ótica. O sucesso foi tão grande que Plínio registra que em sua capa bordaram seu nome com letras de ouro. A pintura com o sombreamento forte realçava as figuras de forma realista. Contava-se que as uvas pintadas pareciam tão verdadeiras que os pássaros voavam em volta delas tentando comê-las.
Na sua tela Hércules o herói é mostrado em seu berço, como um forte bebê estrangulando duas serpentes na presença de seus pais Alcmene e Amphitryon. Essa tela, junto com sua Mulher-Centauro ficaram famosas entre as suas obras, assim como um grande número de temas que tinham um caráter estranho e novo. Foram citadas por escritores antigos pinturas como a de Zeus rodeado por outros deuses, Eros coroado com rosas, uma família de centauros, retratos de figuras dos poemas de Homero, como de Helena, de Menelaus e Penépole.
A influência de Zeuxis sobre a arte antiga foi extensa e durável; a voz da antiguidade representando o pintor como o primeiro que levou a pintura aos seus últimos limites de seus recursos.


AMANHÃ: Ictino o arquiteto do Partenon.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

0205 ESCOPAS

0205 ESCOPAS

05 DE FEVEREIRO. Escopas: O escultor grego como criador fértil.

ESCOPAS
Scopas
(viveu nos anos 300 antes da nossa era)
GRANDE MESTRE DA ARQUITETURA E ESCULTURA DA GRÉCIA ANTIGA

Menor poder da religião.
Na Grécia a arte coordenou a política num período histórico crítico. Nessa época foi eliminado o total poder político e mental da casta hereditária e secreta dos sacerdotes das teocracias pela primeira vez no mundo.
Foi politeísmo militar contra politeísmo sacerdotal.
A arte gera emoções, cria visões de progresso, visões do futuro.
A arte tem, desse modo, certo poder de antever o progresso, de criar novos ideais. É um poder profético natural, criado por humanos. Mas não é a profecia sobrenatural mágica, dos antigos.
Estão nesta semana os escultores, arquitetos e pintores gregos, conforme suas diferentes escolas e épocas A semana finda com Fídias, como chefe.

ESCOPAS nasceu na ilha grega de Paros, uma das Ciclades então dominadas por Atenas. Ele pertencia a uma família de artistas que se estabelecera nessa ilha. Ele é, com seu grande companheiro Praxíteles, o chefe da última escola ática de escultores, vindo quase um século depois de Fídias, o mestre da primeira escola.
A mais antiga menção que é feita a Escopas como arquiteto e como escultor foi como construtor do grande templo de Atenas Alea em Tegea na Arcádia, nos anos 359 antes da nossa era. Ele também trabalhou no templo de Artemis em Efeso e no mausoléu de Halicarnasso. Perto do ano 377, Escopas foi morar em Atenas onde trabalhou por 20 ou 30 anos como escultor em mármore.
Os temas das obras de Escopas são os mais variados. As expressões das intensas emoções são claramente indicadas pelos lábios em parte abertos e pelos olhares profundos das personagens esculpidas, que parecem de fato falar ou gemer ao vivo. Ele preferia representar os aspectos mais românticos da mitologia e as divindades secundárias da mitologia grega. Suas peças são quase todas notáveis pelo movimento apaixonado e pela invenção.
Seu prazer era mostrar as Menades ou Bacchantes, grupos de mulheres adoradoras do deus Dionísio ou Baccho, que largavam suas casas para vagar pelas florestas em devoção extática ao seu deus. Dionísio era o deus do vinho e da vegetação. Era um deus muito popular para os usuários do vinho na Grécia. Alegria e milagres ocorriam em seus festivais, em mistérios que inspiravam cultos com êxtase e orgia.
Escopas representou os combates das Amazonas contra os gregos, o amor, o desejo, e a paixão em suas formas as mais poéticas, alem das Nereidas e os monstros marinhos.
As obras existentes que são atribuídas a Escopas parecem ser cópias de peças suas, como algumas Menades, Nereidas e Tritões. Os baixos relevos com os combates entre os gregos e as amazonas, do mausoléu de Halicarnasso que estão no Museu Britânico são de sua autoria. São de Escopas o grande grupo de Nióbio e suas filhas em cópias que existem no Uffizi em Florença.
Escopas se distingue de seu grande predecessor Fídias por não ter a sua dignidade sublime nem sua calma olímpica. E difere de seu companheiro Praxíteles por ter uma inspiração mais profunda e mais ampla do que aquela expressão do belo sensual.
Como escultor, Escopas é notável por sua ousadia, pela paixão e pela fertilidade de seu gênio criador. Ele não tem rival na representação da rapidez do movimento, na criatividade da composição e na intensidade do sentimento.
Ele é o mais lírico de todos os escultores e um daqueles que mostram o mais amplo panorama da expressão, desde o delírio frenético até a graça com ternura e sonho.

AMANHÃ: Zeuxis grande mestre da pintura antiga.


0204 ÉSQUILO

04 DE FEVEREIRO: Ésquilo, o maior poeta dramático da Grécia.

ÉSQUILO
Aeschylus
(nasceu em 525 antes de nossa era, em Atenas; morreu em 456, em Gela, na Sicília)
MAIOR DRAMATURGO GREGO PAI DA TRAGÉDIA GREGA


Menor poder da religião.
Na Grécia a arte coordenou a política num período histórico crítico. Nessa época foi eliminado o total poder político e mental da casta hereditária e secreta dos sacerdotes das teocracias pela primeira vez no mundo.
A arte gera emoções, cria visões de progresso, visões do futuro.
A arte tem, desse modo, certo poder de antever o progresso, de criar novos ideais. É um poder profético natural, criado por humanos. Mas não é a profecia sobrenatural mágica, dos antigos.
Nesta semana são consagrados os poetas líricos e trágicos da Grécia, num período de mais de 1300 anos. A semana tem como chefe Ésquilo, que a termina.


ÉSQUILO, o grande poeta, nasceu em Eleusis, perto de Atenas, na Grécia antiga, em 525. Ele lutou contra os invasores da Pérsia em Maratona, no ano 490 e depois em Salamina, em 480 antes de nossa era.
O pai de Ésquilo era de família nobre, com o nome de Euphorion,. Eleusis era perto da baia de Salamina e junto a uma rica planície. Euphorion participava do culto da grande divindade Natura e Ésquilo desde criança ficou familiarizado com essa adoração, que era a mais espiritualizada da Grécia.
O maior dos poetas dramáticos da Grécia antiga é o personagem mais histórico e o mais vivo artista de todos os poetas gregos. Temos os principais fatos de sua vida e conhecemos seu pensamento, sua personalidade e suas aspirações. Tinha um caráter possante, profundamente religioso e de um heroísmo homérico. Era um adversário apaixonado da antiga tirania teocrática que procurava eliminar a vida de liberdade e de intelectualidade das repúblicas gregas. Foi um defensor zeloso das instituições civis e religiosas de seu país.
A sua primeira apresentação na arena de representações dramáticas ocorreu quando Ésquilo tinha 25 anos de idade. No ano 490, com 35 anos, ele combateu contra os persas em Maratona distinguindo-se por seu heroísmo. Ele lutou também com distinção em Artemisium, Salamina e Platea. Foi um caso em que se vê um dos maiores poetas combater em batalhas decisivas da história humana. Outro caso foi o grande espanhol Cervantes, que lutou na batalha naval de Lepanto, em 1571, contra os otomanos.
Com quase 40 anos, Ésquilo ganhou sua primeira vitória do palco no ano de 484 com a trilogia em que a peça Os Persas faz parte. Ele obteve sucessivamente treze vezes a vitória em concursos de teatro. No ano de 468 foi para Siracusa, na corte do rei Hieron.
Ésquilo retornou a Atenas com a sua grande trilogia do Oreste, de 458, quando tinha 67 anos. Com Eumenidas ele se declara abertamente em oposição enérgica contra o partido democrático dominante. Por motivos políticos ele retorna à Sicília, onde morreu em 456 antes de nossa era, em Gela, com 69 anos.
Seu epitáfio, que foi escrito ou ditado por ele diz:
Ésquilo, filho de Euphorion, de Atenas, repousa debaixo
desta pedra. Ele morreu na fértil Gela; Maratona pode dizer
de sua coragem e
também os persas, que a experimentaram.
Nada falou de sua poesia.
O estilo e as concepções de Ésquilo foram, a todos os respeitos, a imagem de seu caráter e de sua vida. Ele era heróico, sincero, profundo e ativo guerreiro. Ele chamava a suas peças teatrais como restos do rico banquete de Homero. E se mostra valente apoio à honra a ser dada aos deuses, ao poder penetrante da religião, da santidade dos juramentos, dos deveres da hospitalidade e da inviolabilidade do casamento.
Na tragédia Os Persas o seu entusiasmo patriótico chma para o ataque como se fosse uma trombeta de guerra. Ele defende a grande idéia da revolta das comunidades livres contra o despotismo da teocracia da Ásia.
Na tragédia Prometeu ele idealiza a revolta do homem contra a opressão política e espiritual da casta dos sacerdotes e o martírio daqueles que abrem o caminho da liberdade.
A tragédia Agamenon deve ser considerada a primeira como a mais bela que jamais foi produzida, por causa de sua intensidade contínua, de sua unidade de impressão e da sublimidade escultural de sua forma.
Ésquilo foi o grande poder espiritual de seu tempo, quer dizer, foi o mestre, o formador de opinião, o sacerdote da época. Ele foi a voz poética da Grécia numa época sublime de sua história.
Pela destacada ação da tragédia, Aristóteles deu para esse teatro a notável definição: a tragédia faz a purificação da mente por meio da piedade e por meio do terror.
O caráter heróico de Ésquilo permite ver sua orgulhosa e altaneira energia, sua imaginação borbulhante, sua fé ardente num ideal puro e elevado, a avalanche de seus grandes pensamentos e mesmo a torrente transbordante de imagens com que o poeta inundou sua obra.


AMANHÃ: O escultor grego Escopas criador fértil.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

0203 TEÓCRITO

0203    

                          03 DE FEVEREIRO. Teócrito: O poeta grego criador da Pastoral.


TEÓCRITO
Theocritus em latim
(viveu entre os anos 300 e 250 antes de nossa era)
POETA GREGO CRIADOR DA POESIA PASTORAL


Menor poder da religião.
Na Grécia a arte coordenou a política num período histórico crítico. Nessa época foi eliminado o total poder político e mental da casta hereditária e secreta dos sacerdotes das teocracias.
A arte gera emoções, cria visões de progresso, visões do futuro.
A arte tem, desse modo, certo poder de antever o progresso, de criar novos ideais. É um poder profético natural, criado por humanos. Mas não é a profecia sobrenatural mágica, dos antigos.
Nesta semana são consagrados os poetas líricos e trágicos da Grécia, num período de mais de 1300 anos. A semana tem como chefe Ésquilo, que a termina.


TEÓCRITO nasceu em Siracusa, na Sicília, Itália. Passou a maior parte de sua vida em Alexandria, no Egito, na corte do rei Ptolomeu Filadelfo, na ilha de Kos e na Sicília, lugares que lhe deram as cenas e a linguagem de seus poemas.
Na corte do rei Ptolomeu ele foi membro da Plêiade dos poetas de Alexandria. A famosa Plêiade era um grupo de sete poetas que incluía Apolônio de Rodes, Callimachus e Teócrito. As obras que restaram da produção de Teócrito quase todas são idílios ou pequenas descrições da vida pastoral revestidas da forma teatral, de dramas. Os poemas curtos eram chamados eidyllia grego, que significava pequenos poemas. Os textos de Teócrito que foram conservados são poemas bucólicos e pantomimas com cenas campestres e com épicos, líricos e epigramas de cenas urbanas.
Entre os pastores sicilianos havia um antigo costume de manterem discussões alternadas em cantos e em versos, que por vezes eram satíricos, mas que mais comumente eram sobre o amor. Teócrito tomou esse tema e adotando o formato hexâmetro lhe deu a forma literária que agradava aos habitantes de Alexandria. O hexâmetro é o verso que tem seis “pés” ou seis palavras com sílabas fortes ou tônicas seguidas de outras não acentuadas ou átonas.
Teócrito foi um dos poetas gregos influenciado pela poetisa Sappho, da ilha de Lesbos. Fragmentos de versos de Sappho indicam que ela ensinava sua arte poética a um grupo de jovens mulheres a quem ela se afeiçoava. Quando as jovens se casavam, Sappho compunha as suas odes nupciais. O poeta Anacreonte, escrevendo 30 anos depois, levantou a suspeita de que o nome da ilha de Lesbos tivesse conotação de homossexualidade feminina. Essa associação é a fonte dos nomes hoje usados de lesbianismo e sapphismo ou safismo.
Os idílios de Teócrito têm uma beleza natural, que decorre da vida real. A natureza nas terras costeiras do Mar Mediterrâneo, com cenas de flores, de sol e mar com montanhas em volta, descritas por um grande mestre do estilo, nunca perderá o seu encanto.
Os primeiros poetas da Grécia antiga, com exceção de Hesíodo, empregavam sempre a ação e os personagens. As belezas da natureza poucas vezes eram cantadas em suas poesias. Teócrito mudou completamente esse ponto de vista e fez do tema rústico o principal atrativo de suas poesias.
Os poemas de Teócrito não apresentam outros personagens que não sejam o próprio autor ou seus amigos com ligeiras mudanças. Os discursos se referem sobre suas afeições rivais ou são ataques humorados ou zombarias satíricas.
A influência de Teócrito foi muito grande sobre poetas posteriores e em especial sobre Virgílio nas suas Églogas.


AMANHÃ: Ésquilo, o maior poeta dramático da Grécia.

0202 SÓFOCLES

02 DE FEVEREIRO. Sófocles: o grande poeta trágico.

SÓFOCLES
Sophocles
(nasceu cerca de 496 antes de nossa era, em Colonus, Atenas, Grécia; morreu em 406, em Atenas)
POETA ATENIENSE ENTRE OS  MAIORES ESCRITORES DA TRAGÉDIA GREGA


Menor poder da religião.
Na Grécia a arte coordenou a política num período histórico crítico. Nessa época foi eliminado o total poder político e mental da casta hereditária e secreta dos sacerdotes das teocracias.
A arte gera emoções, cria visões de progresso, visões do futuro.
A arte tem, desse modo, certo poder de antever o progresso, de criar novos ideais. É um poder profético natural, criado por humanos. Mas não é a profecia sobrenatural mágica, dos antigos.
Nesta semana são consagrados os poetas líricos e trágicos da Grécia, num período de mais de 1300 anos. A semana tem como chefe Ésquilo, que a termina.


SÓFOCLES era filho de Sophillus, um rico fabricante de armaduras de guerra. Nasceu em Colonus Hippius, uma vila na vizinhança de Atenas e recebeu a melhor educação aristocrata tradicional.
A longa vida do grande poeta dramático de Atenas compreende todo o período da glória de sua cidade. Ele viu as guerras contra a Pérsia e viu toda a carreira de Temístocles, de Cimon, Péricles e Nícias. Em sua vida ele viu surgir a perfeição em todas as artes, o desenvolver da poesia e das artes da forma. Ele viu a obra dos grandes atenienses, de Aristides até Platão. Ele nasceu em 496, seis anos antes da batalha de Maratona e dezesseis anos antes da batalha de Salamina. Sófocles morreu pouco antes do fim desastroso da guerra do Peloponeso. Ele era de uma geração mais jovem do que Ésquilo e um pouco mais velho do que Eurípides.
Na celebração da vitória de Salamina ele foi escolhido para conduzir o grande coro com a sua lira, embora só tivesse 16 anos de idade. Quando tinha vinte e oito anos ele venceu Ésquilo num concurso memorável. Desde então, até sua morte, mais de 60 anos depois, ele continuou a produzir mais de 100 peças teatrais e ganhou vinte vezes os prêmios oferecidos em concursos.
Sófocles marca a passagem do drama como instituição religiosa para o drama como obra puramente artística. Ele realizou um grande progresso colocando um terceiro personagem aos dois que havia nas peças de Ésquilo. Essa complementação deu maior desenvolvimento ao ideal do drama. A intriga e a evolução do caráter e das situações nas suas peças são, no ponto de vista da arte de representar, um grande progresso sobre as concepções mais simples de Ésquilo.
Além da trilogia, Sófocles fez em cada uma de suas peças dramáticas um estudo muito complicado e muito refinado do caráter em ação. É por essa forma de compor que ele foi considerado por seus contemporâneos em Atenas e por todos os antigos, como o mais perfeito dos poetas trágicos. Aristóteles considerou a tragédia do Édipo Rei como o tipo da verdadeira peça teatral, do drama. E até nossos dias, essa obra de Sófocles é, em todos os pontos de vista, a obra prima da tragédia grega. Como obra de arte consumada é a tragédia mais perfeita que existe.
As sete peças de Sófocles que nos são conhecidas são modelos de habilidade superior na descrição dos personagens e da combinação de situações trágicas. Mas o poeta não é mais, como na trilogia, o herói, o profeta e o pregador religioso; ele passou a ser apenas o artista sem mancha, sem mácula.
Os antigos e os modernos estão de acordo em reconhecer a beleza completa de Sófocles como poeta, seu sentimento impecável da verdade e da simetria, a nobreza e a dignidade de sua maneira, a posse rara de si mesmo e de todos os seus recursos no palco. Quanto à forma ele não foi suplantado por nenhum outro dramaturgo.
Aos 90 anos Sófocles morreu, pouco antes da derrota de seu país, tendo sido um modelo da alta cultura ateniense e de ser um modelo de perfeição levada ao seu mais alto ponto. Sua fama o colocou como o tipo de doçura e de luz como era o ideal da idade de ouro de Atenas, como o homem de calmo temperamento, de graça extrema e de um perfeito equilíbrio de personalidade.


AMANHÃ: O poeta grego Teócrito criador da Pastoral.