terça-feira, 20 de maio de 2014

0521 C Maio 21 QUADRO DO MÊS DE S PAULO - O CATOLICISMO com Paulo e Lucas

0521 C  QUADRO DO MÊS DE S PAULO - O CATOLICISMO
A grande contribuição do Catolicismo para o progresso da sociedade humana
Com Paulo de Tarso e Lucas
O Catolicismo
no progresso da sociedade humana
A Idade Média faz a transição entre a civilização da Grécia e Roma para os tempos modernos. A modernidade é contada a partir dos anos 1300 com a queda do papado. A mudança foi feita com a passagem do politeísmo romano para o monoteísmo católico.
Verifica-se que o Catolicismo teve uma função importante nessa etapa da evolução sócia com a regeneração moral dos povos pela educação dos sentimentos. Esse resultado foi obtido estimulando o altruísmo, que é o sentimento de associação e comprimindo os instintos egoístas, os sentimentos de proveito pessoal.
A dedicação dos gregos à filosofia e à ciência e dos romanos à política enfraqueceram o politeísmo, religião oficial, resultando no relaxamento dos costumes. Pitágoras, os estóicos e Epicuro tentaram a reorganização da vida e dos costumes. Essa era a necessidade de regeneração moral sentida pelos gregos e pela elite de Roma. Note-se que os filósofos gregos como Platão e Aristóteles já tinham adotado o monoteísmo.
O povo judeu aspirava então à libertação do domínio sucessivo que sofreu ao ser submetido aos assírios, aos gregos e aos romanos. Afinal, um libertador divino era ardentemente esperado. O Cristianismo é que viria atender à necessidade de regeneração moral dos romanos e à aspiração de um redentor da nação dos judeus. E quem criou a doutrina de salvação foi o filósofo e apóstolo Paulo de Tarso. Fazendo parte da elite intelectual judaica de Jerusalém, era conhecedor da lei de Moisés e conhecedor da cultura grega. Paulo foi tomado pela crença no profeta da doutrina de Cristo para elaborar uma nova religião destinada a todos, a judeus e aos gentios, os não judeus.
Verifica-se e fica bem claro na história o importante papel de todas as doutrinas religiosas no ensino e consagração para a proteção, manutenção e aperfeiçoamento da sociedade humana em nome do sagrado ser superior divino.
As doutrinas anti-sociais perturbam e mesmo levam à morte sua população e a própria congregação religiosa. Essa é a razão do supremo poder de vida ou de morte que a associação, isto é, a humanidade, tem permanentemente feito desde os mais remotos milênios da evolução da espécie. Os sábios sacerdotes de todas, de todas as religiões tiveram a sensação da força dessa realidade sociológica básica. Regra que obrigou e obriga toda doutrina eternamente a proteger e servir à humanidade, o grande organismo social humano.

O Calendário indica nas suas semanas quatro fases do Catolicismo: os quatro primeiros séculos com seus principais padres fundadores; na segunda semana a instituição política do papado, com o papa Gregório VII; na terceira os fundadores da vida nos monastérios; na última semana com seu controle e estímulo da vida moral da população e com o surgimento do protestantismo.

Calendário HISTÓRICO FILOSÓFICO
 para um ano qualquer OU
quadro concreto da preparação humana

LUNEDIA=segnda-feira; MARTEDIA=terça; MERCURIDIA=quarta;
JOVEDIA=quinta; VENERDIA=sexta-feira.
Os nomes à esquerda são para o ano  C comum; à direita, anos B bissextos.
As datas da última coluna à direita é data gregoriana ano comum.


Todos os meses são iguais, de 28 dias e todos começam numa segunda-feira, terminando num domingo.

VER NO BLOG  Calendário Filosófico:
Cada dia uma biografia: Encontre no Google pelo nome
CALENDARIO FILOSOFICO
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A SEGUIR A BIOGRAFIA MUITO RESUMIDA DE PAULO DE TARSO
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CALENDARIO FILOSÓFICO


SÃO PAULO  a regeneração moral pela compressão dos vícios do egoísmo
Paulo de Tarso:  a criação da doutrina universal para toda a humanidade
SÃO PAULO
APÓSTOLO FORMULADOR DO CATOLICISMO
Saul de Tarso, Paulo de Tarso
(nasceu no ano 10 da nossa era em Tarsus, na Cilícia, Ásia Menor, hoje Turquia; morreu cerca do ano 64, em Roma)

FORMOU A RELIGIÃO UNIVERSAL OU CATÓLICA A PARTIR DA SEITA CRISTÃ DOS JUDEUS


Paulo de Tarso apóstolo (10-64 dC), santo da Igreja Católica, representa um dos mais importantes personagens na historia da cultura humana. Seu trabalho de elaboração, ensino e pregação foi básico para a criação e divulgação da doutrina religiosa do Catolicismo. Sua versão do Cristianismo para todos os povos, para os chamados gentios, prevaleceu sobre a seita exclusivamente judaica do apóstolo Pedro, só para os judeus Tornou-se a religião para toda população humana mais avançada, na Europa romana do ocidente, a civilização ocidental.
A Europa católica é que desenvolveu nos povos o sentimento do bem e do mal, ensinando a generosidade e o cavalheirismo. Foi assim elaborado um sistema articulado com o seu culto, dogma e suas práticas religiosas. Os sacerdotes católicos sistematizaram o ensino da arte e da ciência incentivando a repressão dos sentimentos egoístas como a gula e o instinto sexual. O Catolicismo e o Feudalismo formaram a civilização da Europa ocidental, a mais adiantada na história, que hoje se vê cada vez mais difundida em todos os continentes pela globalização.
Pode-se notar que o Cristianismo de Paulo difere muito da palavra dos judeus cristãos de Jerusalém. Para Paulo, era uma fé universal, para todos, mas, para os cristãos judeus, a nova doutrina de Cristo era posta por judeus somente para judeus, ou seja, era apenas uma seita judaica. Por esse crime Paulo sofreu mesmo a pena de apedrejamento de que se salvou ao fingir-se de morto. Venceu a doutrina para os gentios, isto é, para os não judeus, como uma religião para todo o mundo, a religião universal, religão católica em grego.
Por seu longo e constante esforço, por sua cultura filosófica, por sua extraordinária e bem sucedida realização, merece Paulo de Tarso estar entre os tipos mais importantes da humanidade, em todos os tempos.
A nova religião chegou para tornar as pessoas menos ferozes, mais instruídas, mais educadas. Mas a instalação das novas idéias se fez também, ainda, no início, com ferocidade, com violência e carnificina contra os politeístas que resistiam. Só quando o monoteísmo se tornou maduro, depois de dez séculos, é que a civilização da Idade Média criou a Cavalaria, a atitude cavalheiresca, o culto da mulher amada, o culto humano da Virgem, o culto da humana sagrada família.
Como se reconhece o resultado da ação do Catolicismo sobre a sociedade dos humanos? Isso é feito comparando os pensamentos e os costumes existentes ANTES e esses sintomas DEPOIS da Idade Média.


AMANHÃ: São Cipriano teólogo da nova Igreja.

ESSA FOI A BIOGRAFIA MUITO RESUMIDA.
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A SEGUIR A BIOGRAFIA MUITO RESUMIDA DE S. LUCAS
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SÃO LUCAS evangelista médico não judeu companheiro de Paulo
Lucas: o apostolado para os gentios e para a glorificação da mãe de Cristo
SÃO LUCAS
Saint Luc, Luke, Saint
(viveu nos primeiros cem anos de nossa era, provavelmente entre os anos 30 e 80 da nossa era)

EVANGELISTA ACOMPANHANTE DE SÃO PAULO EM SUAS MISSÕES

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.
FELIZ
QUEM HONRA SEUS ANTEPASSADOS

LUCAS (entre 30 e 80dC)  santo da Igreja Católica, é o autor do terceiro evangelho, tendo acompanhado o Apostolo Paulo em suas viagens. Seus textos são bem escritos, os melhores do Novo Testamento quanto ao aspecto literário. Pouco se sabe de sua biografia. O modo como escreve mostra um gosto literário bem desenvolvido aliado a uma boa formação cultural.
Ele colaborou nas tarefas de Paulo Apóstolo e foi seu companheiro de jornada em várias viagens missionárias. A tradição indica ser ele um Gentio, isto é, um não Judeu e ser médico de profissão.
Lucas é citado pelo nome em três das epistolas que receberam o nome de Paulo e que devem ter sido escritas de Roma. São as epistolas de Filemon, Aos Colossensses IV e a Timoteo IV. Acredita-se que Paulo se refere a Lucas quando, na 2ª aos Corintios diz ter sido ele
     “o irmão escolhido pelos votos das igrejas para viajar conosco”.
Podemos então considerar Lucas ter sido
     “O médico querido”.
Lucas foi o fiel companheiro e colaborador de Paulo.
Pouco se sabe a mais da vida de Lucas, mas consta que suas relíquias foram levadas da Acaia na Grécia para Constantinopla pelo imperador Constantino.
O terceiro evangelho, qualquer que seja seu autor, está de acordo com a doutrina do apostolado para os Gentios de Paulo e com a glorificação da Virgem-Mãe, uma concepção única, que forneceu ao catolicismo o importante culto de veneração da figura materna.
São Paulo e São Lucas estão lado a lado na apoteose da Igreja Católica vista por Dante no paraíso terrestre (Purgatório, XXIX. 1333-141).

AMANHÃ: São Cipriano teólogo da nova Igreja.


ESSA FOI A BIOGRAFIA MUITO RESUMIDA.
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segunda-feira, 19 de maio de 2014

0520 C TRAJANO na manutenção das conquistas o espanhol melhor imperador romano

20 DE MAIO. Trajano: general vitorioso, hábil chefe de estado do progresso e da cultura

TRAJANO
Marcus Ulpius Trajanus,   Caesar Nerva Traianus Germanicus,   Caesar Divi Nervae Filius Nerva, Traianus Optimus Augustus
(nasceu no ano 53 da nossa era, na Baetica, hoje Espanha; morreu no ano 117, em Selinus, hoje Turquia)

O MAIS TALENTOSO IMPERADOR ROMANO VITORIOSO GENERAL E ESTADISTA

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.
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A CIVILIZAÇÃO MILITAR
Guerra para a Paz, Cultura e Cooperação


Trajano (53-117 dC) general consagrado foi o conquistador da Dácia e da Mesopotâmia. Nasceu em Itálica, perto da moderna Sevilha, na Espanha.
A fase de conquista do Império Romano começou com 2 tipos destacados, os Imperadores Augusto e Tibério.
A segunda fase, de manutenção da conquista, foi inaugurada pelo Imperador Nerva. Era um nobre ancião governando do ano 96 ao ano 98. Introduziu o sistema de adoção para a transmissão do poder no Império. A esse sistema o Império deve o seu tipo mais nobre: TRAJANO.
O Imperador Trajano, ao lado de suas admiráveis qualidades afetivas, intelectuais e práticas é ainda mais destacado por sua origem espanhola. O que ilustra como a incorporação romana da Europa foi completa, homogênea, permitindo a um Imperador escolher um sucessor fora de Roma e fora da Itália.
O governo de Trajano foi de fato o melhor do Império e foi sucedido por 3 distintos Imperadores, Adriano, Antonino e Marco Aurélio, todos escolhidos por meio do uso da adoção, como filhos adotivos do predecessor. A adoção é uma das formas da LIBERDADE DE ESCOLHA do sucessor pelo governante. É uma forma da seleção da sucessão de cima para baixo. A eleição feita pelos inferiores, pelo povo é uma seleção feita de baixo para cima, os superiores são escolhidos pelos inferiores. Na Igreja Católica Romana e nos exércitos os inferiores são escolhidos pelos superiores na hierarquia da instituição.
Os grandes generais romanos conseguiram fazer a paz na Europa ao dominar, pela guerra de conquista, as muitas tribos e cidades que lutavam permanentemente entre elas. Os romanos mostraram grande habilidade em manter os povos dominados com poucas rebeliões num longo período de paz, a pax romana. O domínio romano levava a vantagem da paz por muitos anos, evitando os saques, a prepotência e o excesso de impostos.
Mas os tempos eram de guerra cruel, com muito sangue e sofrimento para todos em luta. Os guerreiros eram ferozes e roubavam os lugares por onde passavam em suas campanhas. Se nós vivêssemos nesses tempos de guerra, seriamos nós também perigosos e ferozes guerreiros, do mesmo modo como foram os nossos antepassados.
Há, portanto, um poder que nos domina, um formato que nos força a agir da maneira associativa, altruísta como hoje vivemos. Nós somos o que a sociedade nos oferece, com uma força suave, sem violência, quando nascemos, crescemos e aprendemos a viver, ao recebermos nossa visão da vida, nossa filosofia pela educação e o ensino.
Os registros da história nos mostram os trabalhos de nossos avós que viveram vários séculos atrás, que, em tempos remotos, formaram uma corrente de progresso, por vezes com guerra, tortura, atraso, de fome, de doença, de pestes sem cura. O resultado final tem sido sempre tempos melhores. O que nos diz que o futuro de nossa sociedade será melhor, melhor dia a dia. Dia a dia a sociedade melhora. No longo prazo, havendo avanços e recuos, progresso e atrazo, acidentes e desastres.
Recordando os imperadores romanos e seu imenso Império, olhamos com respeito os seus melhores tipos e sua hábil e culta elite latina. A conquista de Roma deu como resultado a manutenção da paz nas nações vencidas. Também os costumes mais refinados dos romanos foram levados às tribos mais atrasadas. Para que todos se comunicassem, o latim, a língua dos romanos, foi o meio de disseminar o saber e a disciplina, adotado como língua universal no ocidente, por muitos séculos, até os primeiros tempos modernos.
Entre os imperadores, Trajano foi o 13º e foi o de maior talento de todos. Além de ser um general hábil e vitorioso, mostrou-se também um grande chefe de estado, tornando a cidade e o império de Roma um exemplo de progresso e de cultura.
Trajano, grande como soldado e como administrador, tinha um sentimento elevado do dever, sabendo como fazer e sabendo obter de seus companheiros e subordinados a mais perfeita cooperação. Sabia, assim, fazer e fazer outros fazerem. O que é a competência de “fazer fazer”, de fazer e delegar. Trajano dedicou muito de seu tempo às campanhas militares, mas conseguiu que a administração do Império e da capital Roma fosse corretamente conduzida. Considerava que a economia da nação era a base de seu sucesso. Sempre mostrou à população como era empregado o dinheiro público. Assim não deu mostras de gostar do luxo e das festas. Sua vida era de harmonia e de modéstia, com luxo, mas sem pompa.
O melhor dos imperadores sempre evitou o aumento de impostos. Mas encontrou os meios de construir grande número de monumentos públicos e ainda o dinheiro para duas guerras demoradas. Tinha uma clara noção luminosa em favor da liberdade de comércio, o que promoveu o aumento da produção de trigo, a ponto de poder exportar o excesso de safra. Em outras palavras, em favor do capitalismo não estatal para o progresso social, o progresso do Império Romano.
Na campanha da Ásia, após 3 anos de guerra, aos 65 anos, foi ferido no ataque a uma fortaleza árabe. Morreu ao voltar para a Itália. Designou Adriano como seu sucessor. O Império Romano não foi uma monarquia hereditária.
E se Trajano foi muito feliz como chefe de estado, como grande general ficou célebre.

AMANHÃ: O mês do Catolicismo e dia de São Lucas


domingo, 18 de maio de 2014

0519 C ALEXANDRE SEVERO último imperador da fase mais feliz da história humana

19 DE MAIO. Alexandre Severo  imperador da paz e progresso no fim do Império Romano

ALEXANDRE SEVERO
Severus Alexander Gessius Bassianus Alexianus Marcus Aurelius Severus Alexander
(nasceu no ano 205 da nossa era, na Fenícia, hoje Líbano; morreu no ano 235, na Gália, França)

IMPERADOR ROMANO ESCOLHIDO POR MÉRITO ÚLTIMO ESTADISTA DE VALOR EM ROMA

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A CIVILIZAÇÃO MILITAR
Guerra para a Paz, Cultura e Cooperação

Alexandre Severo (205-235 dC) realizou a reforma nas leis, na administração e nos costumes públicos, contando com o grande legista Domício Ulpiano.
Em seguida ao governo do Imperador Cômodo teve início o declínio do Império. A resistência valente de Marco Aurélio conteve as invasões das tribos bárbaras mesmo enquanto os efeitos da peste estiveram presentes. A ordem foi mantida dentro das fronteiras e a paz no exterior foi garantida durante o governo do Imperador Sétimo Severo, do ano 193 até 211 da nossa era. No início dos anos 200 o perigo principal parecia consistir nas pretensões dos militares, que depois de Severo pretenderam ser a fonte da soberania. Todos os Imperadores que o precederam se esforçaram em fazer prevalecer a subordinação do exército ao poder civil.
Depois do assassinato do Imperador Heliogabalus seu primo Alexandre Severo, indicado como seu herdeiro, foi feito o 24º Imperador, tendo então apenas 16 anos de idade. Ele tinha nascido na Síria sendo sobrinho-neto da mulher do Imperador Sétimo Severo. A sua mãe Mamea tornou-se sua regente e mais tarde continuou a ter grande influência no governo.
Alexandre Severo mostrou-se inteligente, virtuoso e devotado a suas tarefas de dirigente do Império. O jovem estadista romano foi o último Imperador romano dotado com eminentes qualidades morais e intelectuais. A época foi a fase final do Império de Roma, com discórdia interna e ameaças vindas do estrangeiro.
Por temperamento o jovem Imperador era casto e religioso, notando o aumento de importância do cristianismo teve a intenção de que Jesus fosse adorado ao lado dos outros deuses romanos. Na capela particular ele tinha os bustos de Orfeus, de Abraão, de Apolônio de Tiana e de Jesus. Soube-se que ele desejava erigir um templo ao fundador do cristianismo, mas foi desaconselhado pelos sacerdotes do politeísmo romano.
No ano 228 a Guarda Pretoriana se revoltou e assassinou seu comandante Domício Ulpiano, ministro chefe do Império. Alexandre Severo dirigiu pessoalmente a guerra contra os persas obtendo a vitória. Em campanha contra a invasão de tribos germânicas, Alexandre foi morto quando se preparava para a luta.
O reinado de Alexandre Severo foi de paz e de progresso. A morte do Imperador é agora reconhecida pelos estudiosos como o fim do sistema de PRINCIPADO estabelecido pelo Imperador Augusto César, que acabou com a sucessão do poder pela hereditariedade por parentesco ou pela eleição, realizando a SUCESSÃO PELO MÉRITO, por meio da adoção legal do mais competente.
Edward Gibbon (1737-1794), historiador inglês, afirmou que esse período foi o mais feliz e mais produtivo período da história da sociedade humana, tendo o sistema de sucessão do Principado como o fator principal.
O governo do Imperador Alexandre Severo aprimorou a moralidade e a condição de vida do povo do Império Romano. Eliminou o luxo e a extravagância que prevalecia antes na corte imperial, o valor da moeda foi elevado, os impostos ficaram menores e empréstimos a baixos juros foram instituídos para os mais pobres.
A importância do Império Romano deve sempre ser lembrada, por unificar a Europa do ocidente difundindo a cultura da Grécia e de Roma, pacificando todo esse continente que antes sofria com a guerra permanente entre as suas tribos.
Esse continente europeu foi o território em que a era católica e feudal criou na Idade Média a civilização mais adiantada do planeta.
A globalização de nossos dias leva o progresso da cultura européia a todos os países do mundo, universalizando a moderna civilização industrial e pacífica. Esse o resultado final dos trabalhos de nossos antepassados, em antigos e penosos tempos de muitos perigos, de guerra e de violência.
Temos que notar pela homenagem prestada neste Calendário Filosófico que o MOTOR DA HISTÓRIA é o natural sentimento gregário dos humanos. É sob a ação do sentimento social, do altruísmo, que a História avançou por meio do respeito e do culto dos antepassados, dos mortos.
Este calendário foi criado como calendário histórico dos grandes homens pelo filósofo francês Auguste Comte (1798-1857) para demonstrar nossa dívida e nossa veneração com o passado humano, no culto aos nossos gloriosos antepassados. Na pesquisa histórica para a criação da Sociologia científica formou o nome de altruísmo para designar o nobre sentimento de associação, de boa vontade, de humanidade. Altruísmo é o termo oposto, exato antônimo de egoísmo, que antes não existia.
Não podemos esquecer essa bendita herança de milhares de anos que recebemos que nossos avós realizaram na longa evolução da sociedade dos humanos, por muitos milênios, desde a mais remota animalidade até nossos dias de felicidade associativa na humanidade.


AMANHÃ: Trajano general e estadista de maior talento.

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0518 C PAPINIANO jurista romano o maior legista de todos os tempos

18 DE MAIO. Papiniano: normas permanentes de justiça na conduta e nas relações sociais

PAPINIANO
Aemilius Papinianus
(nasceu no ano 140 da nossa era, na Síria; morreu no ano 212)

GRANDE JURISTA DE ROMA MAIOR AUTORIDADE DO DIREITO ROMANO

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A CIVILIZAÇÃO MILITAR
Guerra para a Paz, Cultura e Cooperação


Papiniano (140-212 aC) ocupou altas funções públicas, como mestre de petições ou chanceler, conselheiro-chefe do imperador Sétimo Severo e comandante de sua guarda pessoal. Era o governador de fato da cidade de Roma, com a jurisdição suprema, tanto na questão civil como criminal.
Foi professor na mais famosa escola de Lei Romana de Berytus, hoje Beirute, capital do Líbano. Junto com Ulpiano, foram os dois mais famosos juristas romanos, ambos nascidos no Líbano. Essa escola funcionou até meados dos anos 500, quando Berytus foi destruída por uma serie de terremotos, de marés gigantes e incêndios.
Os romanos tiveram que fazer um novo sistema de leis devido às suas extensas conquistas no estrangeiro. Cada território conquistado tinha seu próprio sistema de leis e um só regimento se tornou necessário para que a aplicação da justiça fosse igual tanto para os cidadãos romanos quanto para as pessoas das províncias conquistadas. Entre os anos de 350 antes de Cristo e os anos 140 depois de Cristo as novas leis foram feitas a partir das decisões dos magistrados, que definiram a solução em cada caso particular.
Nos anos do fim da Republica de Roma o novo sistema legal foi aplicado nos casos de disputa entre os cidadãos romanos: era o JUS GENTIUM. Com a grande difusão dos títulos de cidadão a todos os populares do império, a distinção entre o JUS GENTIUM e lei das cidades, a JUS CIVILE ficou obsoleta Então a JUS CIVILE, válida para a cidade de Roma, passou a ser a lei geral aplicada em todo o império romano.
O mais importante passo em seguida foi dado pelo imperador Augusto e seus sucessores para que os mais autorizados juristas firmassem sua opinião ou RESPONSA nos casos em pauta. Entre esses famosos juristas estavam Gaius, Papiniano, Julio Paulo e Ulpiano, alguns deles tendo sido PRAEFECTUS PRAETORIA, ministro da justiça do império romano.
As mais importantes obras jurídicas de Papiniano são duas coleções de casos: QUAESTIONES, em 37 livros e RESPONSA, em 19 livros. Mais tarde, nas escolas jurídicas, os alunos do terceiro ano eram chamados de Papinianistas por usarem as RESPONSA como livro básico de estudo.
Os textos de Papiniano eram escritos num latim elegante e preciso. Ele foi considerado por todos, unanimemente, como o maior dos jurisconsultos romanos. Elogiado ao extremo, o jurista Jacques Cujas (1520-1590) o considerando como “o maior legista que já existiu e que jamais existirá igual”. “Ele é, entre os juristas, o que Homero é, entre os poetas”.
Por sua famosa “Lei de Citações”, suas recomendações se tornam lei, e em caso de conflito, sua opinião deve prevalecer. Os autores modernos estão de acordo em reconhecer sua grande superioridade. Sua reputação se baseia sobre o saber e sobre a capacidade de julgamento e mais ainda por seus eminentes serviços políticos, a vida sem mancha, sua coragem, a magnanimidade e sua disposição a se colocar no mais alto ponto de ideal moral. É nas decisões de Papiniano, sobretudo, que notamos como a lei romana constituiu um verdadeiro poder moral de bons costumes. 
As opiniões de Papiniano mostram sempre o mesmo espírito de segurança de julgamento e de elevada moral. A contribuição da civilização de Roma foi decisiva para o estabelecimento das normas permanentes de justiça nas relações sociais e para a difusão e incentivo das regras de conduta dentro da sociedade, naqueles tempos de guerra e de violência generalizada.


AMANHÃ: Alexandre Severo Imperador casto e religioso.



CALENDÁRIO FILOSÓFICO  de 17 de maio de 1013  impresso em 24 de setembro de 2013 por Ângelo Torres www.educalendario.blogspot.com

sexta-feira, 16 de maio de 2014

0517 C ANTONINO em Roma a centralização pelo comando único e seleção por mérito

17 DE MAIO. Antonino: a prosperidade pelo governo de um imperador romano sereno.

ANTONINO
Antoninus Pius, Caesar Titus Aelius Hadrianus Antoninus Augustus Pius
(nasceu no ano 86, no Latium; morreu em 161, em Lorium, Etruria)

IMPERADOR ROMANO ESTADISTA EM PERÍODO DE PAZ E DE PROSPERIDADE

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A CIVILIZAÇÃO MILITAR
Guerra para a Paz, Cultura e Cooperação


Antonino (86-161 dC) mostrou-se um competente administrador, de atitudes calmas, serenas. A passagem do poder no império romano não foi feita pela hereditariedade, de pai para filho, como nas castas teocráticas, esse modo sendo chamado, por isso, de modo teocrático. Nesse caso, o imperador Adriano adotou como filho e indicou a Antonino como seu sucessor e também indicou Marco Aurélio para suceder a Antonino. A história registra o bom resultado do modo de passagem do poder em Roma, já que esses imperadores foram muito felizes no exercício do poder centralizado, com unidade de comando.
O Senado romano foi mantido sem poder de fato, evitando a nociva interferência parlamentar, que provoca a quebra da unidade de decisões e a corrupção. As assembléias fornecem soluções imprevisíveis, sem terem um responsável, onde ninguém manda, ninguém obedece, num rumo sem direção.
A honra, a nossa admiração deve ser dada aos três notáveis imperadores-Adriano, Antonino e Marco Aurélio.
Os ancestrais paternos de Antonino eram da Gália, hoje a França, mas sua família morou na Itália por duas gerações. Ele não era um militar, mas ganhou grande reputação quando governou na Ásia, tornando-se mais tarde um grande estadista como imperador romano.
O governo de Antonino, durando 22 anos, foi um período de profunda tranqüilidade, de ordem e paz geral, salvo por uma revolta na Inglaterra, onde foi construído o Muro Antonino, de 70 quilometros e rebeliões na Mauritânia, Alemanha, Dácia e Egito.
Ele governou sempre de Roma, dirigindo pessoalmente as reformas feitas e favorecendo o comércio, a educação e a saúde publica. Sua conduta particular e publica foi irrepreensível, sua vida foi feliz e bem sucedida. Antonino merece nossa gratidão por seu trabalho no governo do império romano e por seu exemplo como homem e como estadista.
O nome de IMPÉRIO, dado ao sistema de governo da Roma antiga, dá a aparência de ser uma monarquia hereditária para o modo de sucessão do poder. A escolha do sucessor passou a ser feita por MÉRITO, sem ser pelo sangue nem pela eleição. É importante observar esse importante aspecto da evolução da política romana. O império romano foi mesmo um presidencialismo sem parlamento.
Essa é uma lição prática de política, de como agir no governo da sociedade para fazer a transmissão do poder. Que equivale à transmissão do poder e da riqueza na direção política do país e que ocorre também nas empresas.
A observação cuidadosa e inteligente dos registros nos anais históricos corresponde a uma base de verificação empírica, a ser empregada na elaboração de uma Sociologia como ciência das organizações, de uma teoria dos fenômenos de associação em grupo, da sociedade. O conjunto de leis abstratas forma a SOCIOLOGIA abstrata. Em que as leis são infalíveis. Na preparação para a formação de uma Ciência Política aplicada.
Não se deve perder essa preciosa lição de governo político que devemos aos romanos antigos, nossos antepassados. São dos mais ilustres membros de nossa grande família humana em maravilhosa evolução desde a animalidade primitiva até nossos dias, através dos milênios.
E esses são os nossos antepassados a serem lembrados e reverenciados para sempre.


AMANHÃ: O saber jurídico de Papiniano.



quinta-feira, 15 de maio de 2014

0516 C ADRIANO espanhol educado em Roma sucedeu Trajano indicado por mérito


16 DE MAIO. Adriano: estradas, fortificações e a famosa muralha no norte da Inglaterra

ADRIANO
Hadrianus, Publius Aelius Hadrianus Caesar Traianus Hadrianus Augustus
(nasceu no ano 76 da nossa era, na Espanha; morreu no ano 138, em Nápoles, Itália)

IMPERADOR ROMANO PATRONO DAS ARTES UNIFICOU E CONSOLIDOU O IMPÉRIO

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A CIVILIZAÇÃO MILITAR
Guerra para a Paz, Cultura e Cooperação


Adriano (76-138dC) nasceu em Itálica, perto de Sevilha, na Espanha. Foi educado em Roma, ocupando cargos na cidade e na guerra até que Trajano se tornou imperador no ano 98. Serviu com distinção nas campanhas militares com Trajano e foi Cônsul por vários anos seguidos. Em Atenas, em 112, assimilou a cultura grega, ficando muito ligado ao seu saber. Trajano morreu em 117, tendo deixado Adriano como filho adotivo e como sucessor no trono imperial.
O nosso saber e nossa vida são muito ligados aos trabalhos dos romanos antigos. Os guerreiros de Roma, ao conquistarem toda a Europa, acabaram com as constantes guerras entre as tribos de cada região. E difundiram a cultura da Grécia e levaram a língua de Roma, o latim, a todo o continente europeu.
O Brasil pode se considerar uma extensão de Portugal. Somos portugueses na América. Toda a América do Sul é uma extensão da península ibérica, onde está a Espanha e Portugal, paises que foram colonizados pelos romanos antigos. Os países mais adiantados do mundo moderno são aqueles que receberam a cultura romana e grega, com os hábitos da paz de Roma, apesar dos conflitos de cada lugar. E são os países que fizeram parte da Europa do oeste, ocidental, depois tornada mais educada nos hábitos cavalheirescos, hábitos menos ferozes, pela religião católica romana.
Assim, vemos a nossa verdadeira filiação, a nossa ligação direta com os nossos antepassados na grande família humana. Que teve sua vida melhorada pouco a pouco na evolução constante do conhecimento, das artes, da indústria, dos sentimentos e dos costumes. O conhecimento dos grandes tipos humanos que trabalharam pelo progresso de nossa sociedade está registrado nos documentos históricos, de valor inestimável.
O imperador Adriano, o 14º imperador romano, muito instruído, fez muito pela difusão da cultura da Grécia e de Roma pela Europa toda. Conseguiu unificar as populações pacificadas, tornando o vasto império romano mais civilizado.
Adriano é um dos imperadores que mostram o modo não hereditário de passagem do governo em Roma. O império romano não foi uma monarquia hereditária. E por isso foi uma lição de ciência política, demonstrando uma solução muito bem sucedida da passagem do poder de governo fora da linha de família, de pai para filho, que sempre foi o modo obrigatório nas castas da teocracia oriental. Essa forma antiga de sucessão pode ser chamada de sucessão teocrática.
A prática de sucessão dos imperadores romanos é uma lição de sociologia e política, uma solução para a passagem do poder e da riqueza de uma geração para a seguinte. Até hoje esse é um problema vital para a política das nações e até dentro das empresas na economia dos paises em nossos dias.
O governo de Adriano está na época de grande expansão do império, que ia desde o norte da Inglaterra até a Dácia, a Arábia e Mesopotâmia. O império foi fortificado, suas defesas melhoradas e uma política de igualdade levada a todas as províncias, em todo o território do império.
A unidade e a expansão do império foi preparada e acompanhada pela introdução dos costumes romanos e o emprego da língua de Roma, o latim. O poder ficou centralizado nas mãos do imperador. O Senado, sem poder, deixou de dividir o poder político, havendo, então, a unidade de comando pelo imperador, indispensável a todo governo.
Roma sempre ficou ameaçada por invasões dos povos bárbaros e Adriano construiu novas estradas para o rápido deslocamento dos exércitos a todas as províncias. Fez também a serie de fortificações de defesa, entre elas famosa Muralha de Adriano no norte da Inglaterra.
Adriano foi um homem de cultura e cercou-se de poetas, filósofos e artistas.  Escreveu em verso e em prosa, em latim e em grego, com grande habilidade. Construiu magníficos edifícios, como o Ateneu, o templo de Vênus, reconstruiu o Panteon e fez seu grande mausoléu, hoje o castelo de Santo Ângelo.
Adriano morreu no ano 138, em Baiae, perto de Nápoles, na Itália.


AMANHÃ: Imperador Antonino administrador sereno.