quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

0127 HARUN AL RASHID

27 DE JANEIRO: Harun-Al-Rashid célebre califa árabe no calendário.

HARUN-AL-RASHID
Harun ar-Rashid, Haroun-al-Raschid, Aaron o Justo
(nasceu em 763, em Ravy, Iran; morreu em 809, em Tus
CALIFA CÉLEBRE NO AUGE DO IMPÉRIO ÁRABE DE RIQUEZA E LUXO

Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.

HARUN ou Aaron, o Justo, é o mais célebre dos califas árabes, o quinto califa da dinastia dos Abbasides que descendem de Abbas, o tio do profeta Maomé. Harun era filho de Medhi, o terceiro califa de sua família e que foi o terror de Constantinopla, então sob o governo da Imperatriz Irene.
Harun começou sua carreira militar contra o Império Bizantino quando ainda era apenas um jovem. Em 786, com 24 anos, subiu ao trono de seu pai e de seu irmão e colocou o poder nas mãos da ilustre família dos Barmecides, nomeando Yahya-ben-Kalid seu grande vizir ou conselheiro de Estado.
Ele organizou vigorosamente a defesa de seu reino do lado do Império Bizantino e, a leste estendeu suas fronteiras até Cabul e para além de Oxus. Mas no ano 803 o califa, num acesso de ciumes e de paixão destruiu com uma crueldade implacável a família dos Barmecides que era apreciada por todos os árabes por causa de sua habilidade e de sua generosidade.
No mesmo ano Harun começou uma série de campanhas militares contra o Imperador de Bizâncio e invadiu a Ásia Menor à frente de 300.000 homens inflingindo a Nicefora derrotas sucessivas. Mas no ataque contra Khorassan ele ficou doente e morreu no ano 808 com a idade de 47 anos depois de reinar durante 23 anos.
Harun ficou famoso como guerreiro, como o mais magnífico dos califas e como filho devotado do Islam. Fez por nove vezes a peregrinação a Meca; oito vezs ele invadiu o Império Bizantino e colocou ao mais alto grau a fama e o esplendor da corte de Bagdá.
Mansour, o avô de Harun, tinha cercado Bagdá de sábios, de poetas, artistas e de filósofos que conservaram as tradições do saber dos gregos e fizeram reviver os escritos de Aristóteles, de Ptolomeu e de Euclides. Harun colheu a glória desse grande patrono.
Harun está entre os maiores de sua raça, as lendas árabes estando cheias de histórias de sua magneficência, sua generosidade, sua cultura e deu devotamento ao bem público. Ele foi um grande construtor, protegeu a arte, a poesia, a ciência e assim combinando com a fama das personagens que fizeram o ornamento de seu reino, fez dele o herói das Mil e Uma Noites.
Sua injustiça para com o nobre Barmecide, a quem ele tanto devia, não atingiu, no entanto sua reputação de cavalheiro cortês e magnânimo.
A Europa do ocidente ficou encantada com a esplêndida embaixada que ele inviou no ano 801 a Carlos Magno, embaixada que estava encarregada de levar ao novo grande Imperador uma tenda, um relógio, um elefante e as chaves do Santo Sepulcro de Cristo.
Harun foi o mais conhecido de todos os primeiros sucessores do profeta Maomé. Seu Império se estendeu do Egito até o Indus; seu governo, famoso pelas armas, pela arte, pela ciência era notável também por seu esplendor.
Junto com Abdrame da Espanha e se assinalou único entre os califas do oriente, por causa da reação sobre a Europa do ocidente feita pela cultura árabe que floresceu dentro de seu reino e do interesse que essa cultura despertou nos espíritos da Idade Média católica.
A cultura árabe levou a filosofia de Aristóteles para os pensadores europeus, alterando, com Alberto Magno e Tomás de Aquino, a própria doutrina oficial católica. Assim foi libertada a filosofia e a ciência do total domínio da teologia católica, antes baseada nos princípios de Platão pela orientação espiritualista de Santo Agostinho.


AMANHÃ: A Teocracia do grande Maomé.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

0126 JOÃO BATISTA

0126 JOÃO BATISTA

26 DE JANEIRO: João Batista, sucessor dos antigos profetas.

JOÃO BATISTA
Jean Baptiste, John the Baptist
(nasceu entre os anos 4 e 8 antes de nossa era em Nazaré, na Judeia; morreu no ano 28 de nossa era)
GRANDE PROFETA EREMITA HEBREU BATIZAVA NAS ÁGUAS DO RIO JORDÃO

Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.

JOÃO BATISTA era filho do sacerdote Zacarias e de Elisabeth, tendo nascido entre os anos 8 e 4 antes de nossa era, em Nazaré, na Judéia. Ele se preparou para sua missão religiosa passando vários anos como eremita no deserto, em companhia dos Essênios. Quando chegou aos 30 anos de idade foi para as margens do Rio Jordão pregando penitência a todos. Pregava também a preparação por meio do batismo por imersão nas águas do rio. Dizia estar muito próxima a chegada do Reino de Deus, por meio da vinda de um Messias.
Durante cerca de mil anos uma longa série de profetas surgiu entre os judeus, sendo João Batista um dos últimos desse conjunto de sacerdotes. Pelos esforços desses profetas a transformação do fetichismo da adoração dos objetos foi gradualmente operada para a religião do Deus único, o monoteísmo judaico. Então a Teocracia dos judeus foi estabelecida com segurança, com o governo político feito pelos sacerdotes-reis dominando os guerreiros. Nesse caso temos uma Teocracia com Monoteísmo, quando em geral as Teocracias se formaram com o Politeísmo, como na Assíria, Babilônia e no Egito.
Na Teocracia monoteísta não houve mais lugar para os protestos enérgicos nem o desprezo indignado dos profetas anteriores. O fervor religioso achou seu caminho nos poemas contemplativos como os Salmos. Mas esse ardor religioso estava pronto a se mudar numa reação belicosa quando os sucessores do Imperador Alexandre procuraram impor o culto dos deuses da Grécia antiga. O tempo chegou enfim em que a rotina e a hipocrisia tornaram a interpretação dos textos judaicos opressiva ao ponto de ser intolerável.
Foi nesse momento que o profeta João Batista nasceu. Ele se tornou um eremita vestido de pele de camelo, com um cinto de couro na cintura, vivendo dos produtos selvagens do deserto situado a leste do Rio Jordão. O povo das vilas do vale do rio e até de Jerusalém ia em massa para ouvir suas pregações ferventes. Os ouvintes se confessavam, contando seus pecados e eram exortados a se arrepender e a viver uma nova vida.
João Batista era considerado como um sucessor dos antigos profetas Isaias e Eliseu. Ele tornou-se uma poderosa voz no país, fazendo intervenções nas grandes questões. Condenou corajosamente o rei Herodes Antipas, governante da Judéia, por suas relações adúlteras com Herodias, a mulher de seu meio-irmão Philipe. A pedido de Salomé, filha de Herodias, João Batista foi decapitado.
João Batista não fez milagres. É um tipo histórico, testemunhado por Flavius Josephe, em relação notadamente em relação à sua morte. Mas ele ficou conhecido como anunciador do Messias, o salvador do povo que os judeus ainda esperam.
O grande profeta do judaísmo tem sua vida mostrada na tradição da Europa cristã como subordinada ao nome do Messias cristão, que se mostrou como tendo um poder sobrenatural e até mesmo como sendo o próprio Deus.
Paulo de Tarso, um judeu de grande cultura, um verdadeiro filósofo, também se colocou em papel secundário. Embora tendo de fato criado a doutrina universal do catolicismo e dado diferente personalidade ao Messias que não chegou a conhecer. Foi Paulo também o mais ativo divulgador da nova religião por ele formada e que sem sua obra seria apenas uma pequena seita de sua nação dentro do judaísmo.
A doutrina de São Paulo foi a instituição de ensino e de consagração da civilização da Idade Média, onde se formou a mais adiantada cultura do mundo na Europa do ocidente, acabando com a escravatura antiga, criando o trabalho livre e estabelecendo as bases da ciência e da indústria moderna.


AMANHÃ: Harun-Al-Rashid célebre califa árabe.


0125 ISAIAS

25 DE JANEIRO. Isaias: poesia hebraica de no calendário histórico.

ISAIAS
Isaiah, Yesha’yahu, em hebraico: “Deus é Salvação”
(viveu cerca dos anos 770 a 530 antes de nossa era)
PROFETA JUDAICO AUTOR DO LIVRO DE ISAIAS O MAIS LONGO DO VELHO TESTAMENTO

Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.

ISAIAS nasceu cerca do ano 760 aC, filho de Amós. Ele se tornou um profeta durante o reino de Ahaz, rei de Judá. O livro de Isaias é atribuído em sua totalidade a ele, embora pesquisadores recentes pensem que o livro tomou uma forma definitiva depois de vários séculos, antes do ano 180 aC.
O livro de Isaias é tido hoje como sendo uma obra de pelo menos dois autores, em que um é o filho de Amós e ou outro autor que mais de cento e cinqüenta anos depois, perto do fim do exílio dos judeus, cantou a queda da monarquia dos Assírios e falou das esperanças ardentes da restauração dos hebreus. Isaias viveu quando o Império da Assíria realizou sua expansão para o oeste, ameaçando o reino de Israel. Esse perigo Isaias declarou ser um aviso de Deus como castigo para um povo sem fé. Pela tradição, Isaias teria sido martirizado em 701 aC.
A partir do século 8 antes de nossa era começou o protesto contra o culto de fetiches aliado aos deuses de cada tribo e contra os holocaustos como contrários à justiça e à misericórdia. Assim eles traçaram uma separação clara entre os hebreus e as outras tribos vizinhas. Isaias, filho de Amós foi a voz mais possante desse protesto.
As duas grandes monarquias da Assíria e do Egito ameaçavam a nação de Israel pelos dois lados como inimigos mortais. No ano de 720 aC Salmanasar da Assíria destruiu o reino de Judá ao norte e suas dez tribos foram postas no exílio e desapareceram da história.
Poucos anos depois, um ataque semelhante teve lugar contra o reino do sul, o reino de Israel, com Jerusalém. Isaias fez o rei Ezequias lutar com  uma vigorosa resistência. Os invasores foram destruídos pela peste. Então a influência de Isaias estava no seu apogeu. Por instigação de Isaias o rei Ezequias suprimiu o culto dos deuses outros que não fosse o deus de Israel e destruiu todos os templos com exceção do templo de Jerusalém. Essa reforma foi seguida de uma longa reação de Manassé e de uma nova e completa reforma por Josias. Então, em 600 aC ocorreu a destruição de Jerusalém e o longo cativeiro na Babilônia.
Mais tarde, quando Ciro da Pérsia libertou os judeus da Babilônia, surgiu o grande poeta que escreveu os últimos capítulos do livro que conhecemos como o livro de Isaias
Agora a transformação religiosa de Israel estava completa. Jeová tornou-se bem mais que um dos deuses de tribo. Era então um Deus de justiça, destinado a conquistar o mundo todo de uma maneira nunca vista.
Com o fervor ardente e o brilhante lirismo do segundo Isaias a poesia hebraica atingiu seu mais alto nível.
Sua alusão tocante a um servidor de Deus, que poderia ser Jeremias ou uma pessoa ideal, desprezado e rejeitado pela sociedade, por seu martírio faria perdoar os pecados de sua raça. Essa imagem foi empregada pelo catolicismo e é bem válida para todos os mártires da humanidade.
Segundo a profecia de Isaias, um Messias apareceria na terra como o salvador da humanidade. Na interpretação de Paulo de Tarso, São Paulo, o Cristo é posto como o Messias anunciado por Isaias. Mas a religião judaica afirma que o verdadeiro Messias ainda está para vir.
Passagens do livro de Isaias influenciaram o pensamento da Europa do ocidente, sua arte e sua literatura.
Deve ser bem clara a nossa simpatia para com os grandes serviços do devotado povo judaico para a cultura humana na milenar evolução da sociedade.
Como resultado de sua dispersão, estarão eles mais preparados para o estudo da filosofia moderna, de uma civilização industrial de paz e de liberdade.
Nessa ocasião será possível render a grande homenagem devida à sua raça. E será a hora de fazer a reparação para sempre das marcas de sofrimento deixadas em seu povo por uma ingratidão nunca merecida.

AMANHÃ: João Batista, sucessor dos antigos profetas.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

0124 SALOMÃO

SALOMÃO
Solomon, em hebraico Shlomô, em árabe Sulayman
(viveu cerca dos anos 950 antes de nossa era)

REI-SACERDOTE BÍBLICO DE GRANDE SABEDORIA, RIQUEZA E PODER

Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.

SALOMÃO ficou famoso por sua sabedoria, sua riqueza e seus escritos. Era filho do rei David e de Bethsaida, a mulher tirada em traição de seu marido Urias.
Com a morte do rei David, Bethsaida, como favorita, teve uma grande influência para dar a sucessão do trono a seu filho Salomão. O conflito foi sangrento com o filho de outra esposa do rei e com a morte de seus servidores. Essa é uma disputa pelo poder impossível de evitar nas monarquias onde existe a poligamia.
O Rei Salomão manteve e aumentou as conquistas de seu pai o rei David e colocou a monarquia dos hebreus na sua mais alta glória. No sul ele fez uma aliança amigável com o Faraó do Egito, cuja filha se tornou sua esposa principal. Ao norte, seu reino chegava até o domínio de Tiro. Ele isentou de impostos as tribos da vizinhança que eram hostilizadas por Israel. Os navios construídos junto ao Mar Vermelho comerciavam no oriente e no sul a abundância de ouro, de jóias e de marfim. Ele fez também com o Egito um comércio crescente. A monarquia dos hebreus estava, assim, destinada a se tornar uma das grandes potências do Mar Mediterrâneo.
O Rei Salomão erigiu ao Deus da tribo um Templo de grande magnificência nunca vista nas casas de culto dos hebreus. Não era o seu Templo maior do que os templos dos assírios e dos egípcios, mas era muito luxuoso, sendo necessários sete anos para sua construção.
A solenidade de dedicação do Templo de Salomão foi presidida pelo próprio Rei-Sacerdote. A tradição diz que ele pronunciou nessa ocasião uma longa prece que mostra um puro deísmo repleto de alusões ao futuro destino de Israel e referência a um tempo onde todas as nações da terra se prosternariam diante o Deus de Israel.
A prece de Salomão que conhecemos é, na verdade, de uma data muito posterior, de um tempo onde o culto de Jahveh sofreu uma profunda modificação espiritual. É suficiente indicar que as esculturas de animais e de plantas, tão rigorosamente proibidas pelo monoteísmo judaico, eram abundantes no templo de Salomão. E também notou-se que junto ao templo de Jahveh havia altares aos deuses Chemosh, Moloch e Astoroth do culto de tribos rivais ou derrotadas.
Salomão foi considerado por seu povo como o mais sábio dos homens e como o mais poderoso dos reis. Não se pode afirmar se O Cântico dos Cânticos, uma compilação dos Provérbios nacionais que levam o nome de Salomão, é de seu tempo ou de vários séculos mais tarde.
Os mais altos tipos pessoais do judaísmo são Abrahão, Moisés e Salomão, que bem representam a Teocracia do pioneiro monoteísmo dos judeus, um regime político onde os sacerdotes estão no governo político, subordinando os guerreiros. O Rei Salomão é até hoje o representante de mais alta qualidade do rei de uma Teocracia, do legislador sábio e do grande organizador do culto religioso de uma nação.
Deve ser bem clara a nossa simpatia para com os grandes serviços do devotado povo judaico para a cultura humana na milenar evolução da sociedade. Como resultado de sua dispersão, estarão eles mais preparados para aceitar a filosofia moderna da civilização industrial de paz e de liberdade. Só assim será possível render a grande homenagem devida à sua raça. E fazer a reparação para sempre das marcas de sofrimento deixadas em seu povo por uma ingratidão nunca merecida.

AMANHÃ: A poesia hebraica de Isaias.

sábado, 22 de janeiro de 2011

0123 SAMUEL

0123 SAMUEL

23 DE JANEIRO: Samuel, sacerdote, rei e profeta.

SAMUEL
(viveu no século 12 antes da nossa era)
O ÚLTIMO JUIZ DE ISRAEL ENTRE OS PRIMEIROS DOS PROFETAS DEPOIS DE MOISÉS

Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.

SAMUEL era filho de Elkanah da tribo de Efraim. A tradição conta que sua mãe Ana, não tendo filhos, rezou para ter um filho numa peregrinação ao deus da sua tribo, em Silo. Assim conseguiu que nascesse seu filho Samuel.
A criança foi consagrada ao serviço do Templo, que então era administrado por Elias e por seus filhos. O culto religioso era grosseiro e desordenado e no sistema segundo o qual três séculos mais tarde a história da nação foi escrita, ele é mostrado como tendo perdido seu estado primitivo de pureza.
Não se pode saber que traços terão permanecido das tradições de uma moral mais elevada derivada das fontes assírias ou babilônicas. Essas tradições teriam feito Israel se separar de Moab, de Ammon e das outras tribos existentes. Em todo caso, durante o longo período que corresponde ao Livro dos Juizes nós encontramos uma lista de legisladores, como Gideão, Samson, Jephte e outros que se elevaram de tempos em tempos como os campeões da tribo continuando as tradições do grande libertador que foi Moisés.
Esses homens tiveram o nome de juízes. Eles conduziram a tribo à guerra, eles estavam cheios do espírito de Deus que a tribo adorava e presidiram ao culto que era feito nos altares.
Na primeira parte de sua vida, Samuel foi um desses juizes. Ele livrou sua tribo dos Filisteus que tinham tomado seu fetiche sagrado, símbolo da unidade da nação. Em seguida, quando a paz foi restabelecida, ele fez o julgamento de Israel, visitando sucessivamente cada um dos altares. (Samuel, VIII, 16)
O poder de Samuel era hereditário. Seus filhos lhe sucederam; mas bem antes de sua morte começou a luta, quase inevitável em toda Teocracia, entre os sacerdotes e os militares. Exigia-se um rei para comandar a guerra e Samuel se limitou a confirmar suas funções conservando seu poder, o que lhe permitiu substituir Saul por David.
Samuel era mais do que um sacerdote-rei, ele era também um vidente, um profeta. Existiram nesse tempo e mais tarde, certos homens que, sob a influência da música, ficavam em transe e então pronunciavam palavras consideradas divinas (1 Samuel X, 5). Entre eles alguns se afastavam, vivendo uma vida solitária e falando num tom de oráculo somente nas épocas de perigo nacional. Assim foi Elias de Thesbe e parece que depois do conflito que terminou no estabelecimento da monarquia hereditária Samuel passou a ter uma vida simples na cidade de Ramah, onde morreu.
Devemos considerar Samuel como um dos primeiros promotores da mudança moral de ordem mais elevada. Por meio de uma longa série de sucessores, foi feita a unificação das tribos de Israel com a capital em Jerusalém. E o Deus da tribo de uma província obscura se tornou num grande Deus de justiça.

AMANHÃ: Salomão o sábio legislador.

0122 ABRAHÃO

22 DE JANEIRO: Abraão o gerador de tribos no calendário histórico.

ABRAHÃO
Abraham, Abram, Avraham, Abram, Avram em hebraico, Ibrahim para árabes
(viveu entre os anos de 2000 e 1500 antes de nossa era,  no início do 2º milênio)

PATRIARCA PRIMEIRO FUNDADOR DA NAÇÃO DOS HEBREUS

Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.

ABRAHÃO é o respeitado líder do povo judaico, venerado pelas três grandes religiões monoteístas, o judaísmo, o cristianismo e o islamismo.
A figura de Abrahão é um dos mais nobres tipos da religião, como o condutor de homens na época pastoril, sendo ao mesmo tempo sacerdote e rei. Sua vida e seus feitos foram conservados pela comunicação oral por muitas gerações, resultando haver muito de relatos de lendas antigas no que nós sabemos. Os maometanos consideram Abrahão como o antepassado dos árabes através de seu primeiro filho, Ismael.
A escrita alfabética entrou em uso cerca de 700 a 500 anos antes de nossa era. Os profetas da Judéia então reuniram a tradição com as primeiras lendas da tribo, em parte com origem nos assírios. Em pesquisas arqueológicas na região do rio Eufrates foram encontradas inscrições em plaquetas de barro com escrita cuneiforme que confirmam parte do relato bíblico da vida de Abrahão.
De acordo com as escrituras, Deus teria chamado Abrahão e mandado que ele com seu povo deixasse sua casa na Mesopotâmia e fosse para Canaan, onde ele e seus descendentes teriam um grande futuro. A figura de Abrahão é mostrada como um homem virtuoso, com a fiel crença no seu Deus, embora em conflito com os costumes rústicos dos povos do politeísmo que o cercava.
A religião de Abrahão, chefe do seu clã, o colocava como o guia mais capaz por causa de sua veneração a Deus, apesar de suas faltas pessoais. Um acordo entre Abrahão e seu Deus lhe garantiu um glorioso destino para os seus numerosos descendentes na terra de Canaan, que seria uma herança exclusiva para sua nação. A cerimônia da circuncisão seria o símbolo desse acordo divino.
No livro do Gêneses da Bíblia Abrahão é descrito como o filho de Thare, o último de uma longa linha de chefes patriarcais que viveram depois do Dilúvio na área entre os rios Eufrates e Tigre. Desse lugar, guiado pela voz de Deus, ele passou com seu povo à terra de Canaan, onde a profecia dizia que seria sua morada definitiva.
Em Canaan ele construiu templos em Sichem, Bethel, Hebron e em outros lugares. Manteve relações de amizade com o rei do Egito e manteve sua autoridade como chefe patriarcal em meio a numerosas tribos nômades do lugar.
A tradição conta que Abrahão estava em constante ligação com Jeová, que por visões noturnas ou pela sua voz ou por mensageiros misteriosos lhe revelava a grandeza futura de sua raça. Por pedido de Jeová, ele se mostrou disposto para dar seu filho em sacrifício. Com essa prova de fé, o sacrifício foi dispensado, mas provou sua grande fé no Senhor Deus.
A morte de Abrahão é contada como ocorrida em seus 175 anos. Foi enterrado em Hebron, numa gruta no campo de Machpela onde ainda existe seu túmulo. De sua mulher Sara ele teve seu filho Isaac, que formou os hebreus. De outra mulher, Agar, ele teve seu filho Ismael que gerou o ramo árabe da família semita. De uma terceira mulher, Ketura, gerou outras tribos.
Se assim foi, o nome de Abrahão como significando “gerador de tribos” ou como gerador de nações estará bem adequado.

AMANHÃ: Samuel, sacerdote, rei e profeta.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

0121 CONFÚCIO

21 DE JANEIRO: Confúcio e o culto dos antepassados.

CONFÚCIO, CONFUCIUS
 K’ung-fu-tzu, Kongfuzi, K’ung Ch’iu nome original
 (nasceu em 571 antes da nossa era, em Shantung, Lu, China; morreu em 479, em Lu, China)
FILÓSOFO HUMANISTA CHINÊS DE MAIOR INFLUÊNCIA NA HISTÓRIA DO PAÍS

Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando a civilização do futuro.

CONFÚCIO nasceu no ano 571 antes da nossa era, perto da cidade de Yen-Chow na província de Chan-Tong ou Chantung. Até hoje se comemora como seu aniversário o dia 28 de setembro na China. Em Taiwan esse dia é feriado oficial, o “Dia do Professor”.
Ele ficou órfão de pai quando ainda não tinha 3 anos de idade. Confúcio recebeu grande influência de sua mãe, a quem dedicou profunda veneração. Quando adolescente, ele tornou-se um ativo estudioso e quando já era um jovem professor, nas visitas ao Grande Templo perguntava a respeito de todos os assuntos.
Ele tornou-se um grande líder da cultura nacional chinesa. Muitos dos clássicos antigos foram atribuídos a sua autoria. Esses livros, interpretados por Confúcio e por seus discípulos formaram a literatura básica da educação na China por mais de 2.000 anos.
Os antropólogos acreditam que o homem moderno, sucessor do Homo erectus ou do Homo sapiens tenha chegado à China há mais de 200.000 anos atrás, entrando na Idade da Pedra, de muito longa duração. A agricultura foi feita a partir de 10.000 anos aC, havendo indícios de populações na Idade da Pedra Polida 5.000 anos depois.
A primeira religião com esses povos já em estado sedentário era um Fetichismo, que é a adoração de objetos chamados fetiches, sendo todos os corpos supostos possuídos de magia, capazes de “feitiçaria”. Então os homens fizeram a domesticação de porcos, cães, carneiros e do gado. Os povos pastores conseguiam fazer a observação do céu e os fetiches mais importantes passaram a ser os astros, adorados, o que levou à evolução para a Astrolatria, a religião dos fetiches celestes.
Só após longo progresso, os humanos passaram a ter a capacidade de abstração, pensando nas propriedades dos corpos em separado dos corpos, como a força, a cor, o calor. Só com a abstração puderam entender que entidades sobrenaturais poderosas poderiam explicar os acontecimentos observados. Assim foram pensados com toda sinceridade os seus deuses, que passaram a ter os poderes que antes estavam nos próprios objetos, nos fetiches e amuletos. Os chineses não criaram deuses como no Politeísmo de outras civilizações.
Na China a história é feita por muitas dinastias, e a transição da Idade da Pedra para a Idade do Bronze teria sido feita na dinastia Xia. Objetos de bronze foram achados desse período, cerca de 2.000 a 1.500 anos antes de nossa era. A seguir chegou a dinastia Shang (1600 a 1000 aC) e depois a dinastia Zhou, cerca de 1000 a 200 aC.
Os reis na China faziam sacrifícios rituais religiosos e se comunicavam com seus antepassados interpretando os sinais em ossos de animais ou em cascos de tartarugas preparados por adivinhos profissionais.
As crenças chinesas eram fetichistas, ligadas aos objetos, à terra, ao céu, havendo um elaborado culto às coisas e não a deuses abstratos, figuras da ficção humana, como feito em outros países. Os reis eram, portanto, sacerdotes-imperadores de uma religião sem deuses, ao mesmo tempo que possuíam o domínio do governo político. As dinastias faziam os sacerdotes leigos ou seculares se sucederem por hereditariedade.
A China criou uma Teocracia diferente, com uma religião fetichista ritual, em grande população, iniciando a indústria humana e realizando a primeira acumulação do capital nessa civilização. Dessa forma, mostrou as mesmas características das Teocracias Conservadoras do Politeísmo. A China tornou-se uma Teocracia Conservadora fetichista única no mundo.
Na dinastia Shang a indústria do bronze se desenvolveu com grande população encarregada das minas, do refino e transporte do minério de cobre e de estanho, de carvão. Artesãos habilidosos eram necessários para esculpir os moldes e para o acabamento das peças, algumas com até 800 quilos de peso. O bronze era usado mais para os rituais do que para a guerra. A indústria do ferro, usado para ferramentas e utensílios foi criada na dinastia Zhou.
A doutrina que orientou a grande Teocracia secular da China, sem deuses, a partir de então, foi o ensino de Confúcio conservado e desenvolvido por seus alunos. Confúcio se dirige ao pensamento do homem, não comportando nenhum misticismo. Perto de sua morte, um discípulo se propõe a fazer orações. Confúcio responde: “Minha vida é uma prece”.
Confúcio exclui toda metafísica, todo o saber não verificável, de entidades abstratas. A lógica confuciana é:    “O que se sabe, saber que se sabe;    O que não se sabe, saber que não se sabe;    Isso é saber verdadeiramente.”
Confúcio ensina: “Ora, sabe-se que não se sabe nada sobre o Além. Tu não sabes nada da vida; que podes saber da morte?”
O Confucionismo é um verdadeiro humanismo leigo, secular. É um ceticismo moderno, ensinado 2.500 anos antes de nossa era. É a doutrina básica de uma Teocracia Conservadora do fetichismo, durando mais de dois milênios.
Confúcio é o genial filósofo humanista da China.


AMANHÃ: Patriarca judeu é o gerador de nações: ABRAÃO.