segunda-feira, 6 de junho de 2016

0607 B BEATRIZ pela primeira vez o poder feminino reconhecido como purificador

07 DE JUNHO. Beatriz:  uma verdade intensa que enche de eterna felicidade o poeta 

BEATRIZ
Beatrice, Béatrix, Bice, do latim Beatrix
(nasceu em 1266 em Florença, Itália; morreu em 1290)

DAMA DE FLORENÇA PRINCIPAL INSPIRAÇÃO DO POETA DANTE ALIGHIERI

A regeneração moral com a compressão do egoísmo anti-social

O Catolicismo teve uma ação importante na evolução social da Idade Média: a regeneração moral dos povos, com a educação dos sentimentos e costumes. Esse resultado foi obtido estimulando o altruísmo, que é o sentimento gregário, de associação, e comprimindo os instintos egoístas, os sentimentos de proveito pessoal. Assim os violentos guerreiros se tornaram Cavaleiros para a proteção da mulher, dos pobres, dos fracos e doentes; ao culto da sua dama e da Mãe de Deus
Verifica-se e fica bem claro na história o papel das doutrinas religiosas no ensino e consagração para a proteção, manutenção e aperfeiçoamento da sociedade humana em nome de um sagrado ser superior divino. As doutrinas anti-sociais perturbam e mesmo levam à morte da própria congregação religiosa. Essa é a razão do supremo poder de vida ou de morte da associação humana, suave e sutilmente exercido desde os mais remotos milênios da evolução da espécie. Os sábios sacerdotes de todas, de todas as religiões sentiram a força dessa lei sociológica básica. Regra que obrigou e obriga a todos a eternamente proteger e servir ao grande organismo social humano em nome de seus adorados e poderosos deuses. Porque caso contrário, todos morreriam com a destruição da sociedade.
O Calendário Filosófico indica nas suas semanas quatro fases do Catolicismo: na primeira semana os quatro primeiros séculos com seus principais padres fundadores; na segunda semana a instituição política do papado, com Hildebrando, o papa Gregório VII; na terceira os fundadores da vida nos mosteiros; na última semana o controle e estímulo da vida moral da população e o surgimento do protestantismo.
LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA
Pela primeira vez na história o poder das opiniões, do ensino e da consagração sem armas se torna livre em relação ao poder coercitivo político armado. É a libertação do Poder Espiritual, da liberdade de consciência, da formação da opinião. Liberdade completa em relação ao Poder Temporal da disciplina dos atos pela força. A liberdade dos formadores de opinião foi feita pelo Catolicismo pela primeira vez na história do mundo. Antes do cristianismo católico o poder político era totalitário, não havendo liberdade de consciência em todas as civilizações passadas, para suas religiões. Comprova-se assim que o totalitarismo como controle das consciências é de fato um regime político retrógrado e cruel, muito antigo, bárbaro.
Desse modo se completa a instituição política da religião de São Paulo, começada pelo imperador Constantino, continuada por Teodósio. Atinge seu ponto culminante pelo estabelecimento final do poder político liberal sem armas do pontífice romano sob a direção de Hildebrando papa Gregório VII.
Nesta terceira semana são indicados os fundadores da vida nos mosteiros, que foi o grande reservatório da força moral durante a primeira parte da idade média. Note-se, pela vida de São Bernardo que preside a semana e pela vida de São Bento que a começa, com que eficácia essa força, desse modo colocada em reserva, foi de fato empregada.
A semana se encerra no domingo, com a biografia de seu tipo mais eminente, São Bernardo.

Ver em  0521 01 B O QUADRO DO MÊS DE S PAULO O CATOLICISMO com todos os grandes tipos humanos do mês.


BEATRIZ era filha de Folco Portinari, um nobre florentino. Casou-se com Simone dei Bardi e morreu com a idade de 24 anos.
O nome Beatriz significa “aquela que abençoa” ou “aquela que traz alegria”. É um nome que brilha famoso como nunca, tendo sido da mulher amada pelo grande poeta Dante e a inspiradora de seu poema A DIVINA COMÉDIA em que ela tem um papel de destaque.
Por toda sua obra, Dante é um expoente do movimento intelectual dos tempos modernos, a ser colocado junto com Descartes como representativo da intelectualidade moderna. Dante é, de fato, um perfeito poeta e filósofo, dotado do mais precioso estilo que a linguagem humana já produziu.
É curioso que a DIVINA COMÉDIA se destinava a idealizar o Catolicismo, mas tornou-se uma obra de revolução moderna, tendendo a um ceticismo crítico para julgar as crenças religiosas, admitindo a decadência do cristianismo. Cem anos antes seria um grande sacrilégio. Depois seria supérflua como obra crítica.
Na DIVINA COMÉDIA a Beatriz da realidade é glorificada no céu. No poema, os fatos de sua vida terrestre são lembrados: sua beleza física e moral, a paixão de infância que Dante alimentou por ela e que ela lhe produziu com uma afeição angélica até a morte do poeta e conservação de sua imagem por toda a vida. O casamento de Beatriz com outro não é mencionado, nem o de Dante.
A Beatriz poética para Dante é uma verdade intensa, sobretudo ideal. Sua função no poema e seu poder sobre o espírito de Dante são resumidos na prece de adeus que ele lhe dirige e no verso onde o poeta fala de Beatriz como “aquela que enche o seu espírito de felicidade”.
Pela primeira vez na Idade Média é que Beatriz representa o poder feminino devidamente reconhecido para purificar o homem e lhe inspirar o gênio poético até o pensamento social mais elevado, sobretudo quando há a consagração que resulta da morte.


AMANHÃ: A piedade individual e coletiva: S.BENEZET no calendário histórico.




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Maiores figuras humanas na antiguidade
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domingo, 5 de junho de 2016

0606 B ST ANSELMO a defesa constante da liberdade dos formadores de consciência

06 DE JUNHO. S.ANSELMO: gênio na conciliação dos mistérios da fé e a filosofia de Platão

SANTO ANSELMO
Saint Anselme; Alselm of Canterbury, Saint
(nasceu c. 1033/34 em Aostia, na Lombardia: morreu c. 1109 em Canterbury, Kent, Inglaterra)

TEÓLOGO, FILÓSOFO DA DISCIPLINA, DA EDUCAÇÃO E SABER, FUNDADOR DA ESCOLÁSTICA

A regeneração moral com a compressão do egoísmo anti-social

O Catolicismo teve uma ação importante na evolução social da Idade Média: a regeneração moral dos povos, com a educação dos sentimentos e costumes. Esse resultado foi obtido estimulando o altruísmo, que é o sentimento gregário, de associação, e comprimindo os instintos egoístas, os sentimentos de proveito pessoal. Assim os violentos guerreiros se tornaram Cavaleiros para a proteção da mulher, dos pobres, dos fracos e doentes; ao culto da sua dama e da Mãe de Deus.
Verifica-se e fica bem claro na história o papel das doutrinas religiosas no ensino e consagração para a proteção, manutenção e aperfeiçoamento da sociedade humana em nome de um sagrado ser superior divino. As doutrinas anti-sociais perturbam e mesmo levam à morte da própria congregação religiosa. Essa é a razão do supremo poder de vida ou de morte da associação humana, suave e sutilmente exercido desde os mais remotos milênios da evolução da espécie. Os sábios sacerdotes de todas, de todas as religiões sentiram a força dessa lei sociológica básica. Regra que obrigou e obriga a todos a eternamente proteger e servir ao grande organismo social humano em nome de seus adorados e poderosos deuses. Porque caso contrário, todos morreriam com a destruição da sociedade.
O Calendário Filosófico indica nas suas semanas quatro fases do Catolicismo: na primeira semana os quatro primeiros séculos com seus principais padres fundadores; na segunda semana a instituição política do papado, com Hildebrando, o papa Gregório VII; na terceira os fundadores da vida nos mosteiros; na última semana o controle e estímulo da vida moral da população e o surgimento do protestantismo.
LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA
Pela primeira vez na história o poder das opiniões, do ensino e da consagração sem armas se torna livre em relação ao poder coercitivo político armado. É a libertação do Poder Espiritual, da liberdade de consciência, da formação da opinião. Liberdade completa em relação ao Poder Temporal da disciplina dos atos pela força. A liberdade dos formadores de opinião foi feita pelo Catolicismo pela primeira vez na história do mundo. Antes do cristianismo católico o poder político era totalitário, não havendo liberdade de consciência em todas as civilizações passadas, para suas religiões. Comprova-se assim que o totalitarismo como controle das consciências é de fato um regime político retrógrado e cruel, muito antigo, bárbaro.
Nesta terceira semana são indicados os fundadores da vida nos mosteiros, que foi o grande reservatório da força moral durante a primeira parte da idade média. Note-se, pela vida de São Bernardo que preside a semana e pela vida de São Bento que a começa, com que eficácia essa força, desse modo colocada em reserva, foi de fato empregada.
A semana se encerra no domingo, com a biografia de seu tipo mais eminente, São Bernardo.

Ver em  0521 01 B O QUADRO DO MÊS DE S PAULO O CATOLICISMO com todos os grandes tipos humanos do mês.


ANSELMO (1033-1109) nasceu em Aostia, nos Alpes italianos. Seu pai era da Lombárdia aliado por seu casamento aos condes do país. Dedicado ao estudo, Anselmo foi levado pela reputação do prior Lanfranc a entrar para o Mosteiro du Bec por ele dirigido na Normandia.
Tornou-se monge no ano 1060, depois prior em 1063 e finalmente abade no ano 1078 continuando a nobre tradição de disciplina, de saber e de educação estabelecida por Lanfranc.
No ano de 1093 foi sagrado arcebispo de Canterbury e recebeu a investidura do rei então no poder, Guilherme II, filho do conquistador da Inglaterra. Um sério conflito se levantou entre o religioso e o rei sobre a importante questão da obediência ao Papado. Anselmo deu ao rei a sua benção, pegou seu bordão de peregrino e partiu para o exilo.
Anselmo ficou três anos ausente da Inglaterra, de 1097 a 1100. Viajou pela Itália e pela França, sempre venerado como um santo. Com a coroação de Henrique I, Anselmo retornou ao país, mas confirmou ao rei a resolução de manter o decreto romano contra a investidura leiga. Ou seja, a nomeação e direção dos membros do clero não deveriam ser feitas pelo rei, permanecendo prerrogativa exclusiva do papa.
O grave conflito terminou no ano de 1107 com um compromisso do rei favorável à liberdade da Igreja Católica Romana. Ocorreu da mesma maneira como na disputa entre Hildebrando, então papa Gregório VII contra o Imperador. Essa questão era da maior importância para manter os mestres religiosos libertados do poder político do rei. Isto é, manter livres os formadores de opinião que na época eram os religiosos fora do poder totalitário político.
Nunca na história ocorrera a separação entre o poder temporal e o poder espiritual, realizado somente na Europa católica do ocidente.
Anselmo morreu em 1109, sendo inumado na catedral de Caterbury. Conservou para sempre a reputação de escritor genial e foi chamado como o primeiro dos filósofos escolásticos. Porque procurou demonstrar os mistérios da fé católica por meio de argumentos racionais de Platão, o que se tornou a característica da escolástica, o estudo feito nas universidades medievais.
A escolástica foi alterada em 1273 com a Summa Teológica de Tomas de Aquino Tornou-se a conciliação do cristianismo católico não mais com Platão, mas então com a filosofia de Aristóteles, à época recuperada e difundida no ocidente pelos árabes.
A escolástica aristotélica permaneceu no ensino europeu até o filósofo, matemático e cientista René Descartes (1596-1650). Ele desde jovem estudou com os jesuítas sob a escolástica tomista. Mas conseguiu realizar a dificílima transição do raciocínio idealista para o pensar positivo, seguro, científico.
Mas quando Galileu foi processado pela Santa Inquisição por provar que a terra se movia, Descartes se preveniu ao se transformar de pensador científico para um filósofo mascarado. Ocultou-se então sob a máscara do raciocínio metafísico bem elaborado com sua obra MEDITAÇÕES METAFÍSICAS. Essa obra falsificadora é ainda levada a sério por pensadores e muitos crentes religiosos. Assim, com essa colossal mentira conseguiu escapar ileso da cruel Santa Inquisição que queimava na fogueira, torturava e expropriava os bens dos hereges. Tudo dentro da justiça dos cânones religiosos. Foi no violento movimento do clero católico desesperado chamado de Contra-Reforma.
Ficou famosa a demonstração que Santo Anselmo propôs para provar a existência de Deus, com o argumento da perfeição absoluta da divindade.


AMANHÃ: O poder purificador feminino: Beatriz no Calendário.




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0605 B S BRUNO seus monges em silêncio no vale isolado se dedicaram à cópia de livros 05 DE JUNHO. São Bruno: foi para Chartreuse, de chartre, casa isolada, cela ou cárcere SÃO BRUNO Saint Bruno, Bruno the Carthusian, Saint; San Bruno (nasceu cerca do ano 1030 da nossa era em Colônia, Alemanha; morreu em 1101 na Calábria, Itália) SÁBIO MONGE ALEMÃO REFORMADOR DOS MOSTEIROS FUNDADOR DA ORDEM DOS CARTUXOS A regeneração moral com a compressão do egoísmo anti-social O Catolicismo teve uma ação importante na evolução social da Idade Média: a regeneração moral dos povos, com a educação dos sentimentos e costumes. Esse resultado foi obtido estimulando o altruísmo, que é o sentimento gregário, de associação, e comprimindo os instintos egoístas, os sentimentos de proveito pessoal. Assim os violentos guerreiros se tornaram Cavaleiros para a proteção da mulher, dos pobres, dos fracos e doentes; ao culto da sua dama e da Mãe de Deus Verifica-se e fica bem claro na história o papel das doutrinas religiosas no ensino e consagração para a proteção, manutenção e aperfeiçoamento da sociedade humana em nome de um sagrado ser superior divino. As doutrinas anti-sociais perturbam e mesmo levam à morte da própria congregação religiosa. Essa é a razão do supremo poder de vida ou de morte da associação humana, suave e sutilmente exercido desde os mais remotos milênios da evolução da espécie. Os sábios sacerdotes de todas, de todas as religiões sentiram a força dessa lei sociológica básica. Regra que obrigou e obriga a todos a eternamente proteger e servir ao grande organismo social humano em nome de seus adorados e poderosos deuses. Porque caso contrário, todos morreriam com a destruição da sociedade. 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Antes do cristianismo católico o poder político era totalitário, não havendo liberdade de consciência em todas as civilizações passadas, para suas religiões. Comprova-se assim que o totalitarismo como controle das consciências é de fato um regime político retrógrado e cruel, muito antigo, bárbaro. Desse modo se completa a instituição política da religião de São Paulo, começada pelo imperador Constantino, continuada por Teodósio. Atinge seu ponto culminante pelo estabelecimento final do poder político liberal sem armas do pontífice romano sob a direção de Hildebrando papa Gregório VII. Nesta terceira semana são indicados os fundadores da vida nos mosteiros, que foi o grande reservatório da força moral durante a primeira parte da idade média. Note-se, pela vida de São Bernardo que preside a semana e pela vida de São Bento que a começa, com que eficácia essa força, desse modo colocada em reserva, foi de fato empregada. A semana se encerra no domingo, com a biografia de seu tipo mais eminente, São Bernardo. Ver em 0521 01 B O QUADRO DO MÊS DE S PAULO O CATOLICISMO com todos os grandes tipos humanos do mês. A filosofia moderna demonstra que toda e cada religião na história da sociedade humana é um sistema de ensino, de educação completo em todas as idades, para toda a vida. O Catolicismo Romano criou um refinado sistema de ensino, de comemoração e sagração com originais instituições, como a cuidadosa instrução dos sacerdotes, a organização hierárquica da Igreja, a escolha dos iniciantes pelos superiores tirados em todas as classes sociais, a organização da vida monástica. Não merece essa época a acusação de ter sido uma noite de mil anos de escuridão e de atraso. Na verdade a Idade Média, com seu Feudalismo e sua Religião foi o berço da avançada civilização industrial moderna. Desde os anos 300 o sacerdócio sabiamente elaborou os dogmas adequados à formação de uma elevada autoridade moral do clero em caráter internacional dentro da Europa do ocidente. Somente por meio de uma pesquisa histórica equilibrada é que se pode conhecer o papel importante de instituições católicas romanas como os seus dogmas da infalibilidade do papa, do pecado original, da Santíssima Trindade, da Real Presença do Corpo de Cristo na Hóstia Sagrada. Foi a única forma de religião que, pela primeira vez na história da cultura humana em todos os tempos, estabeleceu a completa liberdade dos formadores de opinião, de seus mestres padres e confessores, livres em relação ao poder político do governo político temporal. O Catolicismo obteve assim a capacidade internacional de formação homogênea unificada do ensino e da cultura em toda Europa do ocidente. Nos séculos quando o Império Romano gradualmente se tornou um conjunto de numerosos feudos, em governos regionais independentes responsáveis pela própria defesa. O latim difundido pelos romanos no Império foi mantido e tornado o idioma internacional de todos os povos da Europa. A missa rezada em Portugal como na Alemanha era realizado na língua latina. Toda literatura e pesquisa então foi escrita em latim .Esse emprego do latim permaneceu mesmo após a queda do papado, só abandonado com o estabelecimento dos idiomas nacionais na modernidade. Quando a arte e o ensino deixaram os palcos e as salas religiosas para os lugares laicos. São Bruno foi um sábio monge que dirigiu a educação católica e reformou a vida monástica. BRUNO nasceu de família abastada em Colônia, na Alemanha. Para entrar para o sacerdócio estudou em Paris e Reims. Depois de ser ordenado padre, foi nomeado pelo arcebispo de Reims, chanceler e diretor de estudos na diocese. Em 1080 recebeu o convite para ser o arcebispo de Reims, que não aceitou. Retirou-se para Saisse Fontaine, perto de Langres, no alto Marne, França. Desejando um retiro mais austero, tão mais austero que possível, foi com seis discípulos fervorosos na fé solicitar ajuda ao bispo de Grenoble, São Hugo. Recebeu a indicação de ir para um vale selvagem da montanha dos Alpes chamado de Chartreuse ou Cartuxo. A palavra Chartreuse, do francês chartre isto é cárcere, casa pequena isolada, indica a solidão do lugar e deu o nome da ordem dos frades cartuxos de S.Bruno. Tempos depois Chartreuse passou a dar o nome a um licor famoso. Bruno e seus companheiros construíram em Chartreuse suas celas, uma igreja e estabeleceram um mosteiro, que mais tarde ficou célebre e conhecido por sua vida em rigorosa disciplina. No ano de 1089 o papa Urbano II, que havia sido seu aluno, convidou Bruno para ir a Roma. Bruno obedeceu, mas a contragosto. Tendo recusado todas as funções que lhe ofereceram, obteve a autorização de se retirar e de fundar outro mosteiro, de nome Della Torre, na Calábria, no sul da Itália, onde morreu no ano 1101. Foi canonizado em 1514. A época de Hildebrando, feito papa Gregório VII, foi o tempo da melhor tentativa de reforma da vida nos mosteiros, feita por São Bruno. A ordem dos monges Cartuxos seguia a regra de S. Bento e continuou a ser a mais severa de todas as ordens religiosas. Os Cartuxos se dedicaram especialmente à cópia de livros, assim mantendo a cultura acumulada na Idade Média. AMANHÃ: O primeiro dos filósofos escolásticos: St.Anselmo GRATIS. Solicite a remessa das biografias diárias sem despesas, via e-mail, pelo endereço: torres1927@gmail.com SE VOCÊ NÃO QUISER RECEBER ESTA MENSAGEM basta responder esta mensagem com a expressão: NÃO QUERO. O Calendário atualizado deste ano de 2015 C, ano C de ano Comum, de 365 dias, pode ser visto desde 01 de janeiro. 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 05 DE JUNHO. São Bruno: foi para Chartreuse, de chartre, casa isolada, cela ou cárcere

SÃO BRUNO
Saint Bruno, Bruno the Carthusian, Saint; San Bruno
(nasceu cerca do ano 1030 da nossa era em Colônia, Alemanha; morreu em 1101 na Calábria, Itália)

SÁBIO MONGE ALEMÃO REFORMADOR DOS MOSTEIROS FUNDADOR DA ORDEM DOS CARTUXOS


A regeneração moral com a compressão do egoísmo anti-social

O Catolicismo teve uma ação importante na evolução social da Idade Média: a regeneração moral dos povos, com a educação dos sentimentos e costumes. Esse resultado foi obtido estimulando o altruísmo, que é o sentimento gregário, de associação, e comprimindo os instintos egoístas, os sentimentos de proveito pessoal. Assim os violentos guerreiros se tornaram Cavaleiros para a proteção da mulher, dos pobres, dos fracos e doentes; ao culto da sua dama e da Mãe de Deus
Verifica-se e fica bem claro na história o papel das doutrinas religiosas no ensino e consagração para a proteção, manutenção e aperfeiçoamento da sociedade humana em nome de um sagrado ser superior divino. As doutrinas anti-sociais perturbam e mesmo levam à morte da própria congregação religiosa. Essa é a razão do supremo poder de vida ou de morte da associação humana, suave e sutilmente exercido desde os mais remotos milênios da evolução da espécie. Os sábios sacerdotes de todas, de todas as religiões sentiram a força dessa lei sociológica básica. Regra que obrigou e obriga a todos a eternamente proteger e servir ao grande organismo social humano em nome de seus adorados e poderosos deuses. Porque caso contrário, todos morreriam com a destruição da sociedade.
O Calendário Filosófico indica nas suas semanas quatro fases do Catolicismo: na primeira semana os quatro primeiros séculos com seus principais padres fundadores; na segunda semana a instituição política do papado, com Hildebrando, o papa Gregório VII; na terceira os fundadores da vida nos mosteiros; na última semana o controle e estímulo da vida moral da população e o surgimento do protestantismo.
LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA
Pela primeira vez na história o poder das opiniões, do ensino e da consagração sem armas se torna livre em relação ao poder coercitivo político armado. É a libertação do Poder Espiritual, da liberdade de consciência, da formação da opinião. Liberdade completa em relação ao Poder Temporal da disciplina dos atos pela força. A liberdade dos formadores de opinião foi feita pelo Catolicismo pela primeira vez na história do mundo. Antes do cristianismo católico o poder político era totalitário, não havendo liberdade de consciência em todas as civilizações passadas, para suas religiões. Comprova-se assim que o totalitarismo como controle das consciências é de fato um regime político retrógrado e cruel, muito antigo, bárbaro.
Desse modo se completa a instituição política da religião de São Paulo, começada pelo imperador Constantino, continuada por Teodósio. Atinge seu ponto culminante pelo estabelecimento final do poder político liberal sem armas do pontífice romano sob a direção de Hildebrando papa Gregório VII.
Nesta terceira semana são indicados os fundadores da vida nos mosteiros, que foi o grande reservatório da força moral durante a primeira parte da idade média. Note-se, pela vida de São Bernardo que preside a semana e pela vida de São Bento que a começa, com que eficácia essa força, desse modo colocada em reserva, foi de fato empregada.
A semana se encerra no domingo, com a biografia de seu tipo mais eminente, São Bernardo.

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O Catolicismo Romano criou um refinado sistema de ensino, de comemoração e sagração com originais instituições, como a cuidadosa instrução dos sacerdotes, a organização hierárquica da Igreja, a escolha dos iniciantes pelos superiores tirados em todas as classes sociais, a organização da vida monástica. Não merece essa época a acusação de ter sido uma noite de mil anos de escuridão e de atraso. Na verdade a Idade Média, com seu Feudalismo e sua Religião foi o berço da avançada civilização industrial moderna.
Desde os anos 300 o sacerdócio sabiamente elaborou os dogmas adequados à formação de uma elevada autoridade moral do clero em caráter internacional dentro da Europa do ocidente.
Somente por meio de uma pesquisa histórica equilibrada é que se pode conhecer o papel importante de instituições católicas romanas como os seus dogmas da infalibilidade do papa, do pecado original, da Santíssima Trindade, da Real Presença do Corpo de Cristo na Hóstia Sagrada.
Foi a única forma de religião que, pela primeira vez na história da cultura humana em todos os tempos, estabeleceu a completa liberdade dos formadores de opinião, de seus mestres padres e confessores, livres em relação ao poder político do governo político temporal. O Catolicismo obteve assim a capacidade internacional de formação homogênea unificada do ensino e da cultura em toda Europa do ocidente. Nos séculos quando o Império Romano gradualmente se tornou um conjunto de numerosos feudos, em governos regionais independentes responsáveis pela própria defesa.
O latim difundido pelos romanos no Império foi mantido e tornado o idioma internacional de todos os povos da Europa. A missa rezada em Portugal como na Alemanha era realizado na língua latina. Toda literatura e pesquisa então foi escrita em latim .Esse emprego do latim permaneceu mesmo após a queda do papado, só abandonado com o estabelecimento dos idiomas nacionais na modernidade. Quando a arte e o ensino deixaram os palcos e as salas religiosas para os lugares laicos.
São Bruno foi um sábio monge que dirigiu a educação católica e reformou a vida monástica.
BRUNO nasceu de família abastada em Colônia, na Alemanha. Para entrar para o sacerdócio estudou em Paris e Reims. Depois de ser ordenado padre, foi nomeado pelo arcebispo de Reims, chanceler e diretor de estudos na diocese.
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Bruno e seus companheiros construíram em Chartreuse suas celas, uma igreja e estabeleceram um mosteiro, que mais tarde ficou célebre e conhecido por sua vida em rigorosa disciplina.
No ano de 1089 o papa Urbano II, que havia sido seu aluno, convidou Bruno para ir a Roma. Bruno obedeceu, mas a contragosto. Tendo recusado todas as funções que lhe ofereceram, obteve a autorização de se retirar e de fundar outro mosteiro, de nome Della Torre, na Calábria, no sul da Itália, onde morreu no ano 1101. Foi canonizado em 1514.
A época de Hildebrando, feito papa Gregório VII, foi o tempo da melhor tentativa de reforma da vida nos mosteiros, feita por São Bruno. A ordem dos monges Cartuxos seguia a regra de S. Bento e continuou a ser a mais severa de todas as ordens religiosas. Os Cartuxos se dedicaram especialmente à cópia de livros, assim mantendo a cultura acumulada na Idade Média.

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0604 B S AUTIN a frente monges beneditinos na evangelização da Inglaterra pagã

JUNHO 04 SANTO AUSTIN  líder de um dos mais notáveis eventos do Catolicismo

SANTO AUSTIN
Augustinus, Augustine, Saint Austin, Saint Augustine of Canterbury
(morreu no ano 604 da nossa era)

PRIMEIRO ARCEBISPO DE CANTERBURY O APÓSTOLO CATÓLICO DA INGLATERRA

A regeneração moral com a compressão do egoísmo anti-social

O Catolicismo teve uma ação importante na evolução social da Idade Média: a regeneração moral dos povos, com a educação dos sentimentos e costumes. Esse resultado foi obtido estimulando o altruísmo, que é o sentimento gregário, de associação, e comprimindo os instintos egoístas, os sentimentos de proveito pessoal. Assim os violentos guerreiros se tornaram Cavaleiros para a proteção da mulher, dos pobres, dos fracos e doentes; ao culto da sua dama e da Mãe de Deus
Verifica-se e fica bem claro na história o papel das doutrinas religiosas no ensino e consagração para a proteção, manutenção e aperfeiçoamento da sociedade humana em nome de um sagrado ser superior divino. As doutrinas anti-sociais perturbam e mesmo levam à morte da própria congregação religiosa. Essa é a razão do supremo poder de vida ou de morte da associação humana, suave e sutilmente exercido desde os mais remotos milênios da evolução da espécie. Os sábios sacerdotes de todas, de todas as religiões sentiram a força dessa lei sociológica básica. Regra que obrigou e obriga a todos a eternamente proteger e servir ao grande organismo social humano em nome de seus adorados e poderosos deuses. Porque caso contrário, todos morreriam com a destruição da sociedade.
O Calendário Filosófico indica nas suas semanas quatro fases do Catolicismo: na primeira semana os quatro primeiros séculos com seus principais padres fundadores; na segunda semana a instituição política do papado, com Hildebrando, o papa Gregório VII; na terceira os fundadores da vida nos mosteiros; na última semana o controle e estímulo da vida moral da população e o surgimento do protestantismo.
LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA
Pela primeira vez na história o poder das opiniões, do ensino e da consagração sem armas se torna livre em relação ao poder coercitivo político armado. É a libertação do Poder Espiritual, da liberdade de consciência, da formação da opinião. Liberdade completa em relação ao Poder Temporal da disciplina dos atos pela força. A liberdade dos formadores de opinião foi feita pelo Catolicismo pela primeira vez na história do mundo. Antes do cristianismo católico o poder político era totalitário, não havendo liberdade de consciência em todas as civilizações passadas, para suas religiões. Comprova-se assim que o totalitarismo como controle das consciências é de fato um regime político retrógrado e cruel, muito antigo, bárbaro.
Desse modo se completa a instituição política da religião de São Paulo, começada pelo imperador Constantino, continuada por Teodósio. Atinge seu ponto culminante pelo estabelecimento final do poder político liberal sem armas do pontífice romano sob a direção de Hildebrando papa Gregório VII.
Nesta terceira semana são indicados os fundadores da vida nos mosteiros, que foi o grande reservatório da força moral durante a primeira parte da idade média. Note-se, pela vida de São Bernardo que preside a semana e pela vida de São Bento que a começa, com que eficácia essa força, desse modo colocada em reserva, foi de fato empregada.
A semana se encerra no domingo, com a biografia de seu tipo mais eminente, São Bernardo.

Ver em  0521 01 B O QUADRO DO MÊS DE S PAULO O CATOLICISMO com todos os grandes tipos humanos do mês.


SANTO AUSTIN DE CANTERBURY recebeu a difícil missão de conversão da longínqua Inglaterra, então uma ilha quase totalmente pagã, não cristianizada. Seu sucesso na evangelização é um dos eventos mais belos e mais notáveis do Catolicismo.
A religião se tornava na época o sistema de aperfeiçoamento do saber, das emoções e da atividade comum a todos os governos independentes no feudalismo. Foi o sistema integral de ensino a ser estabelecido em todo o território do Império Romano na fase em que a guerra de conquista foi substituída pela guerra de defesa  do continente. O catolicismo se tornou a ligação internacional entre os feudos, um elo feito por uma corporação bem instruída na doutrina do cristianismo, feita na língua comum a todos, o latim. A missão realizada foi educar todos os territórios independentes da mesma forma, tornando a civilização européia igual, homogênea. Essa população era na época a mais adiantada do mundo, que formou o progresso geral libertando os trabalhadores antes escravizados e criando a sociedade industrial moderna.
Existem muitos santos cristãos com o nome de Augustine. Santo Austin, como ficou chamado Santo Augustine, não deve ser confundido com o Doutor da Igreja Católica Santo Agostinho de Hippo.
O papa Gregório, anos antes de sua sagração, sendo ainda monge em Roma, ficou impressionado ao ver o espetáculo da exposição de vários jovens ingleses brancos e belos para serem vendidos como escravos em praça pública (angli quasi angeli). Preocupou-se com o pensamento de que aqueles seres humanos vencidos na guerra eram pagãos, da Inglaterra não-cristã. Faltava civilizar aquela parte da Europa com o sistema religioso do amor cristão.
No sexto ano de seu pontificado, em 596, São Gregório enviou um grupo de quarenta monges beneditinos para pregar o evangelho na Inglaterra, tendo a sua frente Austin ou Augustinus, então prior de seu próprio mosteiro. Recomendou aos prelados e aos príncipes franceses que obtivessem um salvo-conduto e intérpretes. Austin partiu, atravessou a França e o mar chegando ao seu destino.
Ethelbert, o poderoso rei pagão de Kent, veio recebê-los: eles se apresentaram em procissão, cantando litanias e segurando uma cruz de prata e uma bandeira representando o Salvador. Depois que o rei ouviu os intérpretes, ele autorizou que os estrangeiros entrassem na cidade de Canterbury e pregassem o seu evangelho. Nessa autorização o rei foi convencido por Berthe, sua esposa, que era cristã, filha de Caribert, rei de Paris, descendente de Santa Clotilde. Ela permitiu também que Austin oficiasse em sua igreja de Saint Martin.
No ano de 597 o próprio rei foi batizado e milhares de seus súditos seguiram o seu exemplo. Austin foi sagrado arcebispo da Inglaterra e obteve do rei uma área para construir uma igreja na cidade, onde hoje se acha a catedral. Nas proximidades fundou um mosteiro dedicado a São Pedro e São Paulo.
Austin morreu depois de sete anos de trabalhos e de viagens evangélicas. O santo é venerado pela Igreja Ortodoxa do Oriente, pela Igreja Católica Romana e pela Comunhão Anglicana.

AMANHÃ: O reformador dos mosteiros: S.BRUNO no calendário.




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sexta-feira, 3 de junho de 2016

0603 B S ANTÔNIO DO EGITO o mosteiro como morada de paz, de ciência e de trabalho

03 DE JUNHO. SANTO ANTÔNIO: renomado santo vencedor das tentações egoístas


SANTO ANTÔNIO DO EGITO
Antonios, Antony, Saint Antoine, Anthony of Egypt, Saint
(nasceu no ano 251 da nossa era no Médio Egito; morreu no ano 356 em ermitério perto do Mar Vermelho)

EREMITA E MONGE FUNDADOR DA VIDA MONÁSTICA NO CRISTIANISMO

A regeneração moral com a compressão do egoísmo anti-social

O Catolicismo teve uma ação importante na evolução social da Idade Média: a regeneração moral dos povos, com a educação dos sentimentos e costumes. Esse resultado foi obtido estimulando o altruísmo, que é o sentimento gregário, de associação, e comprimindo os instintos egoístas, os sentimentos de proveito pessoal. Assim os violentos guerreiros se tornaram Cavaleiros para a proteção da mulher, dos pobres, dos fracos e doentes; ao culto da sua dama e da Mãe de Deus
Verifica-se e fica bem claro na história o papel das doutrinas religiosas no ensino e consagração para a proteção, manutenção e aperfeiçoamento da sociedade humana em nome de um sagrado ser superior divino. As doutrinas anti-sociais perturbam e mesmo levam à morte da própria congregação religiosa. Essa é a razão do supremo poder de vida ou de morte da associação humana, suave e sutilmente exercido desde os mais remotos milênios da evolução da espécie. Os sábios sacerdotes de todas, de todas as religiões sentiram a força dessa lei sociológica básica. Regra que obrigou e obriga a todos a eternamente proteger e servir ao grande organismo social humano em nome de seus adorados e poderosos deuses. Porque caso contrário, todos morreriam com a destruição da sociedade.
O Calendário Filosófico indica nas suas semanas quatro fases do Catolicismo: na primeira semana os quatro primeiros séculos com seus principais padres fundadores; na segunda semana a instituição política do papado, com Hildebrando, o papa Gregório VII; na terceira os fundadores da vida nos mosteiros; na última semana o controle e estímulo da vida moral da população e o surgimento do protestantismo.
LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA
Pela primeira vez na história o poder das opiniões, do ensino e da consagração sem armas se torna livre em relação ao poder coercitivo político armado. É a libertação do Poder Espiritual, da liberdade de consciência, da formação da opinião. Liberdade completa em relação ao Poder Temporal da disciplina dos atos pela força. A liberdade dos formadores de opinião foi feita pelo Catolicismo pela primeira vez na história do mundo. Antes do cristianismo católico o poder político era totalitário, não havendo liberdade de consciência em todas as civilizações passadas, para suas religiões. Comprova-se assim que o totalitarismo como controle das consciências é de fato um regime político retrógrado e cruel, muito antigo, bárbaro.
Desse modo se completa a instituição política da religião de São Paulo, começada pelo imperador Constantino, continuada por Teodósio. Atinge seu ponto culminante pelo estabelecimento final do poder político liberal sem armas do pontífice romano sob a direção de Hildebrando papa Gregório VII.
Nesta terceira semana são indicados os fundadores da vida nos mosteiros, que foi o grande reservatório da força moral durante a primeira parte da idade média. Note-se, pela vida de São Bernardo que preside a semana e pela vida de São Bento que a começa, com que eficácia essa força, desse modo colocada em reserva, foi de fato empregada.
A semana se encerra no domingo, com a biografia de seu tipo mais eminente, São Bernardo.

Ver em  0521 01 B O QUADRO DO MÊS DE S PAULO O CATOLICISMO com todos os grandes tipos humanos do mês.

SANTO ANTÔNIO DO EGITO nasceu no interior do Egito e desde cedo se retirou para o deserto da Tebaida, onde passou o resto de sua longa existência. Foi o amigo e o apoio de Atanásio.
A instituição dos mosteiros se difundiu cedo no Oriente, em especial no Egito. Diretamente ela foi nociva ao progresso da sociedade cristã devido ao seu fanatismo extravagante e a sua violência sem freio. Mas foi útil ao servir como protesto pessoal formando e dando início à vida nos mosteiros no Ocidente.
Gradualmente a instituição dos monges católicos no Ocidente tornou-se um sistema de vida e tomou a forma básica para o sucesso da política religiosa do Catolicismo Romano. A separação da família e dos amigos que ocorre nos mosteiros, as penitências, a sua abstinência, nos parece, hoje, modos estranhos de vida. Mas, em muitas religiões, a vida reclusa foi aceita como afirmação de fé e como forma de ensino. Nas suas melhores épocas, os monastérios foram, na verdade, na Europa do ocidente, moradas veneradas da piedade religiosa e da paz, do trabalho e da ciência, da hospitalidade e da caridade.
Os mosteiros na Idade Média eram lugares respeitados, construídos no meio de guerras ferozes e cruéis. Foram os monges o refúgio contra as perseguições e foram exemplos do trabalho voluntário e também o centro da atividade das missões religiosas. Eles converteram ao catolicismo a Europa ocidental. Mais tarde, eles serviram de escola para a educação do clero secular, mantendo o celibato, que foi a condição vital da eficácia sacerdotal no catolicismo. Nos espíritos de elite, produziam o sentimento meditativo, onde tudo era consciência e ternura de sentimentos.
O exemplo de Antônio deixou uma impressão profunda sobre Atanásio, que introduziu o ascetismo em Roma e escreveu a biografia de Antônio, e a vida dos formadores da Igreja Católica latina, como Ambrósio, Jerônimo e Agostinho.
O nome de Santo Antônio jamais foi esquecido. Durante a Idade Média ele foi venerado como o mais santo modelo da vida cenobítica, da vida nos mosteiros, bem como sendo o renomado santo vencedor das tentações egoístas carnais.


AMANHÃ: O missionário na Inglaterra pagã: Santo Austin no calendário.




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quinta-feira, 2 de junho de 2016

0602 B HILDEBRANDO liberdade dos formadores de opinião sob o comando único papal



02 DE JUNHO. HILDEBRANDO:  sempre memorável humilhação de um rei ao ir a Canossa

HILDEBRANDO
Papa Santo Gregório VII, Hildebrand, Grégoire VII, Gregory VII, Saint
(nasceu no ano 1013 da nossa era, em Soana, Itália; morreu em 1085, em Salerno, Itália)

PAPA GRANDE LÍDER REFORMADOR NO APOGEU DA IGREJA CATÓLICA ROMANA

A regeneração moral com a compressão do egoísmo anti-social

O Catolicismo teve uma ação importante na evolução social da Idade Média: a regeneração moral dos povos, com a educação dos sentimentos e costumes. Esse resultado foi obtido estimulando o altruísmo, que é o sentimento gregário, de associação, e comprimindo os instintos egoístas, os sentimentos de proveito pessoal. Assim os violentos guerreiros se tornaram Cavaleiros para a proteção da mulher, dos pobres, dos fracos e doentes; ao culto da sua dama e da Mãe de Deus
Verifica-se e fica bem claro na história o papel das doutrinas religiosas no ensino e consagração para a proteção, manutenção e aperfeiçoamento da sociedade humana em nome de um sagrado ser superior divino. As doutrinas anti-sociais perturbam e mesmo levam à morte da própria congregação religiosa. Essa é a razão do supremo poder de vida ou de morte da associação humana, suave e sutilmente exercido desde os mais remotos milênios da evolução da espécie. Os sábios sacerdotes de todas, de todas as religiões sentiram a força dessa lei sociológica básica. Regra que obrigou e obriga a todos a eternamente proteger e servir ao grande organismo social humano em nome de seus adorados e poderosos deuses. Porque caso contrário, todos morreriam com a destruição da sociedade.
O Calendário Filosófico indica nas suas semanas quatro fases do Catolicismo: na primeira semana os quatro primeiros séculos com seus principais padres fundadores; na segunda semana a instituição política do papado, com Hildebrando, o papa Gregório VII; na terceira os fundadores da vida nos monastérios; na última semana o controle e estímulo da vida moral da população e o surgimento do protestantismo.
HILDEBRANDO
A segunda semana do mês de São Paulo é presidida por Hildebrando, que tomou o nome de Gregório VII como papa. Sua biografia está no domingo que encerra a semana. Com Hildebrando se completa a constituição do Catolicismo no continente europeu como poder político sem armas. Respeitado por sua cultura, por seu elevado conceito, por seu exemplo, por meio do ensino e da consagração.
LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA
Pela primeira vez na história o poder das opiniões, do ensino e da consagração sem armas se torna livre em relação ao poder coercitivo político armado. É a libertação do Poder Espiritual, da liberdade de consciência, em relação ao Poder Temporal da disciplina dos atos. A liberdade dos formadores de opinião foi feita pelo Catolicismo pela primeira vez na história do mundo. Antes do cristianismo o poder político era totalitário, não havendo liberdade de consciência em todas as civilizações passadas. Comprova-se assim que o totalitarismo é de fato um regime retrógrado e cruel, muito antigo, barbaro.
Desse modo se completa a instituição política da religião de São Paulo, começada pelo imperador Constantino, continuada por Teodósio. Atinge seu ponto culminante pelo estabelecimento final do poder político liberal do pontífice romano sob a direção de Hildebrando papa Gregório VII.

Ver em 0520 01 B, de maio dia 20, O QUADRO DO MÊS DE S PAULO O CATOLICISMO com todos os grandes tipos humanos do mês.


O papa Gregório VII dirigiu a formação de uma Igreja Católica destinada à moralização da política, para a nítida separação entre o poder religioso de opinião e o papel do governo político uma liberdade dentro da unidade da autoridade do papa. A igreja foi, com o feudalismo, a formadora da civilização da Idade Média, que domesticou os ferozes guerreiros da antiguidade, libertou os escravos brancos antigos e desenvolveu a base do progresso moderno, de indústria e de paz. O progresso moral é que conduziu o homem ao culto de sua dama, à defesa da mulher e dos pobres, ao cavalheirismo educado de nossos dias.
Hildebrando nasceu de família pobre, sendo seu pai um carpinteiro em Soano, na Toscana. Educado no convento de Santa-Maria, em Roma, onde seu tio era abade. Continuou seus estudos, tendo sido um de seus professores Giovanni Graziano, que depois se tornou o papa Gregório VI. Em 1049 Hildebrando foi nomeado abade do mosteiro de São Paulo.
Sendo arquidiácono de Roma e chanceler, Hildebrando dirigiu virtualmente a condução e sucessão dos papas durante cinco pontífices entre os anos de 1049 e 1073. Hildebrando tinha então entre 36 e 60 anos de idade.
Na qualidade de legado do papa Victor II, foi na França ao Concilio que depôs 45 bispos por simonia, que é a venda de bens e vantagens religiosas. No concilio de Latrão participou na reforma que retirou a participação popular na eleição dos papas. Então, em acordo com Damien fez a igreja da Lombárdia ficar submissa ao papa. Em nome de do papa Alexandre II, manteve contra o Imperador a defesa da liberdade e da pureza da Igreja Católica. Enviou ao conquistador da Inglaterra sua bandeira consagrada e obrigou o seu bispo a ir a Roma receber o palium.
Em 1073, Hildebrando, com 60 anos, foi eleito papa, tomando o nome de Gregório VII. Logo publicou editos contra a incontinência do clero e contra a simonia, com circulares a todos os bispos. Esses atos provocaram descontentamento e conflitos. O imperador Henrique IV declarou a deposição de Gregório pela assembléia política da Dieta de Worms. Gregório reuniu seu Concílio em resposta, e tomando como testemunhas São Pedro, a mãe de Deus, São Paulo e todos os santos, pronunciou, em nome da Santíssima Trindade, a desqualificação e deposição do imperador e declarou, para os seus vassalos, sem valor o juramento de obediência. Gregório apressou os príncipes da Alemanha que se opunham contra Henrique a nomear um novo Imperador.
Foi então que Henrique cumpriu um ato de humilhação para sempre memorável. Atravessando os Alpes, no inverno, acompanhado de sua mulher, pediu uma audiência a Hildebrando, que então, estava como hóspede da condessa de Matilde de Toscana, em Canossa, nos montes Apeninos. O papa se recusou a recebê-lo. Por 3 dias ficou o Imperador no frio e na neve, vestido como penitente e fazendo abstinência. No quarto dia, em 25 de janeiro de 1077, graças à intervenção de Matilde, o papa o admitiu em sua presença e lhe deu a absolvição, desde que prometesse em comparecer ao Concilio papal para julgamento, aguardando sem a coroa, sem seu titulo e suas funções. Esse ato de submissão ficou famoso e é citado até nossos dias como a “IDA A CANOSSA”, como um forçado pedido de desculpas.
Henrique não cumpriu as promessas feitas, e a guerra continuou na Alemanha e na Itália. Em 1081 ele criou um anti-papa e marchou com um exercito contra a Itália. Por 3 anos ele fez o cerco a Roma; enfim a invadiu e fez coroar no Vaticano o seu anti-papa. Hildebrando manteve o domínio do castelo-forte de Santo Ângelo. Robert Guiscard e seus normandos vieram ao seu socorro. Eles forçaram Henrique a se retirar e entraram em Roma, que eles incendiaram e saquearam em grande parte. De Roma eles escoltaram Hildebrando a Salerno, onde, depois de mais uma vez excomungar Henrique, o heróico pontífice morreu em 25 de maio de 1085, com 72 anos. Suas últimas palavras foram:
Eu amei a justiça e odiei a iniqüidade; por isso morro no exilo.
Ele foi enterrado na catedral de Salerno. Sua canonização teve lugar em 1723. O conflito das investiduras foi terminado mais tarde pelo compromisso na Concordata de Worms em 1123.
Hildebrando coordenou toda a vida social do Catolicismo, antecipando a extraordinária política da Europa inaugurada após sua morte pela subordinação da política à moral.

Amanhã: Santo Antônio do Egito fundador de mosteiros


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0601 B S GREGÓRIO MAGNO prestígio do saber sem violência para educar homens livres

JUNHO 01    S. GREGÓRIO MAGNO: com bondade conquistou os ingleses para a fé católic
SÃO GREGÓRIO MAGNO
Saint Grégoire-le-Grand, Gregory I, Saint, Gregory the Great
(nasceu cerca do ano 540 da nossa era, em Roma; morreu no ano 604, em Roma)

PAPA DOUTOR DA IGREJA ROMANA ARQUITETO DO PAPADO MEDIEVAL

A regeneração moral com a compressão do egoísmo anti-social

O Catolicismo teve uma ação importante na evolução social da Idade Média: a regeneração moral dos povos, com a educação dos sentimentos e costumes. Esse resultado foi obtido estimulando o altruísmo, que é o sentimento gregário, de associação, e comprimindo os instintos egoístas, os sentimentos de proveito pessoal. Assim os violentos guerreiros se tornaram Cavaleiros para a proteção da mulher, dos pobres, dos fracos e doentes; ao culto da sua dama e da Mãe de Deus
Verifica-se e fica bem claro na história o papel das doutrinas religiosas no ensino e consagração para a proteção, manutenção e aperfeiçoamento da sociedade humana em nome de um sagrado ser superior divino. As doutrinas anti-sociais perturbam e mesmo levam à morte da própria congregação religiosa. Essa é a razão do supremo poder de vida ou de morte da associação humana, suave e sutilmente exercido desde os mais remotos milênios da evolução da espécie. Os sábios sacerdotes de todas, de todas as religiões sentiram a força dessa lei sociológica básica. Regra que obrigou e obriga a todos a eternamente proteger e servir ao grande organismo social humano em nome de seus adorados e poderosos deuses. Porque caso contrário, todos morreriam com a destruição da sociedade.
O Calendário Filosófico indica nas suas semanas quatro fases do Catolicismo: na primeira semana os quatro primeiros séculos com seus principais padres fundadores; na segunda semana a instituição política do papado, com Hildebrando, o papa Gregório VII; na terceira os fundadores da vida nos monastérios; na última semana o controle e estímulo da vida moral da população e o surgimento do protestantismo.
HILDEBRANDO
A segunda semana do mês de São Paulo é presidida por Hildebrando, que tomou o nome de Gregório VII como papa. Sua biografia está no domingo que encerra a semana. Com Hildebrando se completa a constituição do Catolicismo no continente europeu como poder político sem armas. Respeitado por sua cultura, por seu elevado conceito, por seu exemplo, por meio do ensino e da consagração.
LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA
Pela primeira vez na história o poder das opiniões, do ensino e da consagração sem armas se torna livre em relação ao poder coercitivo político armado. É a libertação do Poder Espiritual, da liberdade de consciência, em relação ao Poder Temporal da disciplina dos atos. A liberdade dos formadores de opinião foi feita pelo Catolicismo pela primeira vez na história do mundo. Antes do cristianismo o poder político era totalitário, não havendo liberdade de consciência em todas as civilizações passadas. Comprova-se assim que o totalitarismo é de fato um regime retrógrado e cruel, muito antigo, barbaro.
Desse modo se completa a instituição política da religião de São Paulo, começada pelo imperador Constantino, continuada por Teodósio. Atinge seu ponto culminante pelo estabelecimento final do poder político liberal do pontífice romano sob a direção de Hildebrando papa Gregório VII.

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Considerado o quarto e último Doutor da Igreja latina, depois de Santo Ambrósio, Santo Agostinho e São Jerônimo. Gregório nasceu de uma nobre e rica família romana, seu pai era o senador Gordianus e sua mãe Silvia. Era bisneto do papa Felix III. Tornou-se um grande papa.
Sabe-se que o titulo de papa era dado ao bispo de Roma, que é a única e final autoridade na Igreja Católica Romana, em todos os assuntos religiosos. O nome vem da palavra grega PAPPAS que significa pai, usada sempre com muito afeto e respeito. A chefia do papa assegura a permanência da união dessa extensa organização universal. É a UNIDADE DE COMANDO, indispensável a todo e qualquer governo, tanto na guerra, tanto na política como na religião. 
Ainda jovem, foi nomeado governador civil de Roma. Em 575, com 35 anos, renunciou às honras mundanas e se tornou um humilde monge do mosteiro beneditino por ele mesmo fundado sobre o monte Celius. De monge foi posto como abade e depois cardeal-diácono e enviado como representante do papa, à corte do imperador de Constantinopla. Lá ficou durante seis anos e retornou como secretario da cúria papal. Com a morte do papa Pelágio, em 590, Gregório foi eleito papa, aos 50 anos.
Depois de um governo de 13 anos, morreu devido a doenças e ao trabalho incessante. Foi enterrado na igreja de São Pedro, em Roma. A Igreja o tornou santo e a posteridade lhe deu o titulo de Grande, por seu nobre caráter e por seus ilustres serviços. Ele foi o organizador do sistema católico do papado da Idade Média.
Em seu tempo, a igreja de Constantinopla ainda não estava unida a Roma. E o poder militar estava com os Lombardos, que eram pagãos ou eram hereges do arianismo. A situação era de guerra, de desordem, com a peste e a fome. Com sua sabedoria, Gregório pacificou seus inimigos, convertendo o rei dos Lombardos por influencia de sua esposa Teodelinde. Com habilidade conseguiu colocar o imperador de Constantinopla em baixo de sua autoridade pontifical.
Ele declarou-se “O SERVO DOS SERVOS DE DEUS”, em latim “SERVUS SERVORUM DEI”. Gregório manteve uma constante amizade com os príncipes Francos, que, como católicos, eram seus aliados naturais contra os Lombardos, sendo destinados a ser a espada e o escudo do papa. Na igreja italiana sempre foi um chefe de verdade. Ele foi muito benevolente para os leigos e para os pobres, mas para o clero não perdia de vista a mais austera disciplina.
Gregório foi um infatigável pregador, correspondente e autor. Deixou muitas obras, entre elas os seus DIÁLOGOS, com as vidas e milagres dos santos da Itália. Ele aumentou a ordenação e a beleza mística do ritual católico escrevendo hinos religiosos. A ele é atribuído o CANTO GREGORIANO .O maior título de Gregório foi a extensão da fé católica no ocidente da Europa. Alem da conversão do rei Lombardo, trouxe os Visigodos, na Espanha, para a ortodoxia católica e enviou Augustinho (Austin, depois arcebispo de Canterbury) com 40 monges para fazer a longínqua Inglaterra entrar na fé católica. Sobre seu túmulo se lê:    “ANGLOS AD CHRISTUM CONVERTIT MENTE BENIGN”, ou “Sua bondade conquistou os ingleses para Cristo”
Com tantos trabalhos, a nova igreja se fortaleceu para que dirigisse a Europa do ocidente por mais de mil anos. Na sua plena formação intelectual e moral, mostrou como o poder da opinião religiosa, como o poder do prestígio do saber, sem arma e sem violência, pode educar,regular e consagrar os homens livres numa sociedade de harmonia e paz. A Europa católica é que formou a população mais adiantada do mundo para o progresso da modernidade. Devemos o que somos nos dias de hoje, a essa formação moral, intelectual e prática.
Lembrando esses grandes trabalhadores, nossos antepassados, podemos ver de onde viemos e para onde vamos.


AMANHÃ: Hildebrando impõe a sempre memorável humilhação do rei.


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