quarta-feira, 26 de agosto de 2015

0827C STEVIN matemático e físico desenvolveu o estudo do equilíbrio dos flúidos

27 DE AGOSTO: STEVIN cientista fundou a escola de engenharia de Leiden na Holanda

STEVIN
Simon Stevin, Simon de Bruges
(nasceu em 1548 em Bruges, Bélgica; morreu em 1620, em Hague, Holanda)

SÁBIO CIENTISTA E ENGENHEIRO FUNDADOR DA MODERNA HIDROSTÁTICA

A INDÚSTRIA MODERNA
Nos últimos anos da idade média foram libertados os servos da gleba, trabalhadores rurais ligados à agricultura do feudo e a seu barão. Entre os anos 700 e 1000 ocorre a libertação dos servos, que se tornam comerciantes e artesões na manufatura de bens de necessidade imediata. O que ocorre nos burgos, povoados formados fora das muralhas dos castelos. Nasce então a burguesia.
FORMAÇÃO DO SISTEMA ECONÔMICO DO CAPITALISMO
A atividade nos burgos pelos artesãos libertados do trabalho agrícola no feudo produzia o que era demandado pelas necessidades imediatas. Desse modo foi iniciada a organização inicial da indústria e do comercio.
A partir do século XI, a partir do ano 1001, já foi reconhecida a indústria moderna, instituída no sistema econômico do capitalismo. Que a seguir foi empregado com sucesso em todo mundo ocidental. Desde antiguidade no comercio a troca era feita em liberdade pelos proprietários das mercadorias que ficavam com os lucros e as perdas do negócio. Essa forma natural de operação é o capitalismo, em que os meios para sua operação são de propriedade particular, o risco sendo remunerado pelo lucro. Com a universalização dos negócios pela globalização o capitalismo está formalizado em todo mundo.
Nesta terceira semana do mês comemoramos o controle pelo homem sobre as forças naturais sobretudo pelo estado de gases sob pressão e calor. O chefe de semana é James Watt, o principal inventor da máquina a vapor. A ele estão associados não só seus precursores como os sábios descobridores das ciências puras das infalíveis leis abstratas dos fenômenos dos seres. As novas invenções são a aplicação prática dessas leis. Dalton, que tanto fez na aplicação da química às artes industriais aqui se encontra.
Ver em 0813 01 C   Quadro do Mês de Gutenberg, A Indústria Moderna, com os grandes tipos representantes do mês.


NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.

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SIMON STEVIN (1548-1620), também conhecido como Simon de Bruges, nasceu na Bélgica, na cidade de Bruges, na importante, antiga e histórica capital de Flandres. Era filho de uma família rica, iniciando seu trabalho como coletor de impostos. Aos vinte anos, viajou pelo norte da Europa, pela Noruega, Polônia e Prússia, na volta indo para a Holanda.
Em 1581 estudou em Leiden na escola de latim e mais tarde, em 1583, aos 35 anos, entrou para a Universidade de Leiden, onde foi colega e tornou-se amigo do então Conde Maurício de Nassau, o segundo filho do príncipe Guilherme de Nassau.
Nessa época, a Holanda fazia a corajosa luta contra a ocupação do pequeno país pela poderosa Espanha. O norte da Holanda promoveu uma união para reagir contra os espanhóis, sob o comando do príncipe Guilherme de Orange. No sul do país, uma forte reação contra os espanhóis começou depois de um reino de terror promovido pelos invasores. Por esse tempo, Stevin se mudou para o norte da Holanda, predominantemente calvinista. Em 1581, os Estados Gerais formados pela União de Utrecht declararam sua independência da Espanha.
Stevin tinha se tornado professor de matemática de Maurício de Nassau. Com a morte de Guilherme de Orange, Maurício tornou-se o dirigente da Holanda, das então Províncias Unidas dos Países Baixos, em 1584.
Com o príncipe Maurício comandante do exército da república e Stevin seu assessor, foi obtida uma série de triunfos sobre os espanhóis. O príncipe compreendeu a importância da estratégia militar, sua tática e engenharia na vitória militar.
Em 1600 Maurício encarregou Stevin de fundar a escola de engenharia na Universidade de Leiden, com as aulas sendo ensinadas na língua holandesa e não em latim. De 1604 em diante Stevin foi o general-chefe de engenharia do exército da União de Utrecht.
Stevin desenvolveu um método para alagar as tropas invasoras pela abertura de certas comportas dos diques holandeses. Ele mostrou-se um habilidoso engenheiro, assistindo a construção de moinhos de vento, diques e portos. Fortificações foram construídas e descrições detalhadas foram feitas das inovações militares realizadas. Essas inovações foram imitadas mais tarde por outros países. Em 1612 Stevin montou sua casa em Haia, casando-se. Do casamento teve quatro filhos. Hendrik, seu segundo filho, formou-se pela Universidade de Leiden, tornou-se um famoso cientista e foi o editor da coleção das obras completas de seu pai.
Simon Stevin escreveu onze livros, com importantes contribuições à trigonometria, mecânica, arquitetura, teoria musical, geografia, fortificações e navegação. Embora não tenha sido o inventor das frações decimais, já usadas pelos árabes e pelos chineses, foi Stevin que introduziu o uso na matemática das frações decimais na Europa.
A obra de muito mais importância de Stevin é seu tratado de hidrostática. Depois de Arquimedes, nada tinha sido feito nessa parte da ciência. Ele é apontado como o fundador da hidrostática moderna.
Na sua obra destacam-se três importantes publicações. Todas elas foram editadas em Leiden e em holandês, em 1586:
-Princípios de estática, uma continuação dos trabalhos de Arquimedes (teoria da alavanca, centro de gravidade dos corpos, etc., e o teorema dos planos inclinados).
-Aplicações de estática
-Princípios de hidrostática, uma importante contribuição ao estudo da hidrostática. Entre outros assuntos, trata do deslocamento de corpos mergulhados em água. E explica o paradoxo da hidrostática - a pressão de um líquido independe da forma do recipiente, depende apenas da altura da coluna líquida.
Simon Stevin foi um sábio de grandes e variados recursos e assumiu os mais importantes postos do governo na Holanda, até a sua morte em Haia, em 1620.


AMANHÃ: Dedicou-se a grande variedade de pesquisas, na síntese pelos vegetais, a pressão da seiva e do sangue: MARIOTTE.




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0826C VAUCANSON inventor e construtor de robôs e de automatização mecânica

26 DE AGOSTO. Vaucanson: inventor da máquina-ferramenta e do tear automático

VAUCANSON
Jacques de Vaucanson
(nasceu em 1709, em Grenoble, França; morreu em 1782, em Paris)

INVENTOR PIONEIRO NA CONSTRUÇÃO DE ROBÔS NA INDÚSTRIA TÊXTIL MODERNA

A INDÚSTRIA MODERNA
Nos últimos anos da idade média foram libertados os servos da gleba, trabalhadores rurais ligados à agricultura do feudo e a seu barão. Entre os anos 700 e 1000 ocorre a libertação dos servos, que se tornam comerciantes e artesões na manufatura de bens de necessidade imediata. O que ocorre nos burgos, povoados formados fora das muralhas dos castelos. Nasce então a burguesia.
FORMAÇÃO DO SISTEMA ECONÔMICO DO CAPITALISMO
A atividade nos burgos pelos artesãos libertados do trabalho agrícola no feudo produzia o que era demandado pelas necessidades imediatas. Desse modo foi iniciada a organização inicial da indústria e do comercio.
A partir do século XI, a partir do ano 1001, já foi reconhecida a indústria moderna, instituída no sistema econômico do capitalismo. Que a seguir foi empregado com sucesso em todo mundo ocidental. Desde antiguidade no comercio a troca era feita em liberdade pelos proprietários das mercadorias que ficavam com os lucros e as perdas do negócio. Essa forma natural de operação é o capitalismo, em que os meios para sua operação são de propriedade particular, o risco sendo remunerado pelo lucro. Com a universalização dos negócios pela globalização o capitalismo está formalizado em todo mundo.
Nesta segunda semana estão os representantes dos que desenvolveram o emprego de materiais para obter máquinas úteis ou peças artísticas. Vaucanson é o chefe da semana. Ele mostrou extraordinária habilidade em criar autômatos, máquinas que imitam o movimento e funções de um ser vivo, animado.

Ver em 0813 C   Quadro do Mês de Gutenberg, A Indústria Moderna, com os grandes tipos representantes do mês.

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VAUCANSON (1709-1782) nasceu em Grenoble, em família de classe média abastada. Seu pai era um fabricante de luvas. Estudou no Colégio Jesuíta de Grenoble. Ele cedo mostrou sua criatividade em mecânica construindo um relógio em que anjos abriam suas asas e os padres se enfileiravam em procissão. Logo depois, em Lion, fez um modelo de máquina hidráulica para fornecimento de água para a cidade.
Em Paris, se propôs a construir no jardim das Tulherias um autômato representando um fauno, um deus romano do campo, “O Tocador de Flauta”. Não desejava apenas fazer um simples brinquedo. A teoria de Descartes descrevendo o corpo humano como resultante de movimento automático fazia o projeto de Vaucanson ser um importante empreendimento.
Durante três anos, ele fez o estudo sistemático de física e de anatomia, de como o ar produzia os sons numa flauta, que forças musculares atuavam com que intensidade. A família de Vaucanson tornou-se contrária à perda de tempo e de dinheiro nesse trabalho, chegando a pedir sua prisão na Bastilha. Em 1738 a estátua automática do fauno ficou pronta, tocando doze árias na flauta. Ela maravilhou a cidade de Paris e chamou a atenção da Academia de Ciências, onde Vaucanson apresentou uma memória com os detalhes de sua construção. Sete alavancas faziam o movimento dos dedos nas duas mãos, quatro agiam nos lábios aumentando e diminuindo sua abertura e os aproximando ou afastando da flauta e uma quinta alavanca fazia mover a língua. O reservatório de ar permitia regular o sopro na flauta como desejado. A sucessão variada dos sons foi feita com os mesmos princípios que mais tarde seriam usados com sucesso nas novas máquinas de tecelagem de Vaucanson.
Vaucanson produziu vários outros autômatos ou robôs, entre eles “O Tocador de Tamborim” e “O Pato”. O pato se destacou porque imitava os movimentos do animal, bebia água, comia e digeria o alimento. Vaucanson tinha então menos do que 30 anos de idade. Suas invenções mostravam que ele era um gênio criador mecânico de alta capacidade, a mais alta já vista antes. O imperador Frederico o Grande convidou Vaucanson para sua corte, mas ele recusa a oferta. Em 1741, por sua grande fama, foi nomeado inspetor da tecelagem de seda, uma das grandes indústrias da França. Foi ao aperfeiçoamento sistemático dessa indústria que ele dedicou o resto de sua vida de 73 anos.
Estudando os problemas especiais da tecelagem da seda, desenvolveu sua mecanização. A grande invenção de Vaucanson foi a importante automatização do tear. Ele introduziu o uso de grandes cartões perfurados, que comandavam o movimento da trama, para produzir diferenças no acabamento do tecido. Essa invenção transformou o tear num primeiro robô mecânico, um protótipo dos modernos robôs intensamente usados na indústria moderna e do computador de nossos dias.
Depois que Vaucanson morreu em 21 de novembro de 1792, aos 73 anos, em Paris, essa invenção foi aperfeiçoada por J.M. Jacquard e se tornou uma das mais importantes invenções da revolução industrial.
Vaucanson inventou muitas das máquinas-ferramentas de importância permanente, até hoje empregadas na indústria. A máquina-ferramenta produz as peças em aço e em outros materiais por meio de corte, furação, esmerilhamento ou deformação.
Foi Vaucanson o inventor do torno mecânico, a máquina básica na construção mecânica, sucessivamente aperfeiçoada mais tarde.
As invenções de Vaucanson foram reunidas na escola que mais tarde se tornou, em 1794, o Conservatoire des Arts et Métiers (Conservatório de Artes e Profissões) de Paris.


AMANHÃ: Ele é o fundador da moderna hidrostática, do equilíbrio dentro dos fluidos: STEVIN.




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segunda-feira, 24 de agosto de 2015

0825C CONTÊ:inventor criador de engenhosos projetos executados

25 DE AGOSTO:   Conte: criador da fabricação do grafite e do lápis moderno

CONTÊ
Nicolas-Jacques de Conté
(nasceu em 1755, na Normandia, França; morreu em 1805, em Paris)

GRANDE GÊNIO MECÂNICO INDUSTRIAL NO PROJETO E NA PRODUÇÃO

Nesta segunda semana estão os representantes dos que desenvolveram o emprego de materiais para obter máquinas úteis ou peças artísticas. Vaucanson é o chefe da semana. Ele mostrou extraordinária habilidade em criar autômatos, máquinas que imitam o movimento e funções de um ser vivo, animado.

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CONTÊ (1755-1805) filho de um jardineiro, nasceu na Normandia em 1755. Ele se destacou particularmente por suas invenções engenhosas.
Aos 12 anos, com um canivete, foi capaz de construir um violão. Com 14 anos passou a fazer pintura a óleo de retratos, com que obteve alta remuneração. Aos 18 anos ele realizou voluntária e gratuitamente várias pinturas para o hospital da cidade de Séez, nos Alpes, no sudeste da França, onde ele fora educado.
Em Paris ele inventou uma máquina hidráulica que foi aprovada pela Academia de Ciências. Em 1793 mostrou grande tal habilidade como membro da Comissão encarregada de fazer experiências relativas à decomposição da água pelo ferro, em lugar do uso do ácido sulfúrico. Mais tarde ele foi nomeado Diretor da escola de navegadores de balão aerostatos de Meudon.
Apaixonado pela ciência e pela arte mecânica, ele começou a mostrar sua capacidade de invenção durante a Revolução Francesa. Devido à guerra, com a impossibilidade do fornecimento de plumbago, um grafite encontrado na Inglaterra, Contê criou, para substituí-lo, uma mistura de argila e grafite usada até hoje nos vários tipos de lápis.
No fim dos anos 1500, século 16, um novo meio usado para desenhar havia sido introduzido: o grafite. Era chamado de ponta espanhola, por sua origem. Foi muito usado, mas por ser macio demais e de consistência untuosa só foi mais empregado por alguns pintores holandeses, ou mesmo usado junto com outros materiais de pintura.
Contê introduziu na França a fabricação de seu novo lápis e estabeleceu uma usina para fornecimento a todo país. Ele, com seu gênio criador, desenvolveu o método básico de fabricação do moderno lápis como hoje conhecemos. O lápis de grafite foi criado e introduzido na arte do desenho por Contê, usando um processo de manufatura semelhante ao usado na produção do giz para escrita. O novo tipo de lápis foi chamado de “crayon Contê”. O grafite, depois de purificado e lavado, era misturado com adição variável de argila para obter o grau de dureza desejado.
O traço do lápis, na dureza adequada, tem durabilidade, clareza e espessura fina, passou logo a ser usado na escrita e também especialmente aplicável à produção dos desenhistas Românticos e do Neoclassicismo. Entre os mestres artistas do lápis encontra-se o neoclassicista Jean-Auguste-Dominique Ingres, que sistematicamente esboçava previamente a lápis as belas estruturas de suas pinturas.
Em 1798 Napoleão encarregou Contê para servir como chefe do Corpo de Balões em sua expedição ao Egito. Quando quase a totalidade das munições e mantimentos franceses foi perdida depois da Batalha de Aboukir e da revolta do Cairo em julho de 1799, Conté pôs seu gênio inventivo para trabalhar, improvisando ferramentas e máquinas para produção de pão, roupas, armas e munições, equipamentos de precisão para os engenheiros e instrumentos cirúrgicos.
Contê parecia habilitado a inventar qualquer coisa necessária. Era capaz de projetar, construir modelos, organizar e supervisionar o processo de manufatura.
Ao voltar do Egito em 1802, ele foi encarregado da publicação de uma volumosa obra descritiva do Egito. Inventou, então, uma máquina para gravação que permitia uma grande economia de tempo e de esforço do artista.
Contê morreu em 6 de dezembro de 1805. Foi membro da Legião de Honra da França e mereceu uma estima universal por seus eminentes méritos.


AMANHÃ: O inventor da máquina básica para fabricar máquinas, o torno mecânico: Vaucanson.





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domingo, 23 de agosto de 2015

0824C ARKWRIGHT: na invenção da mecanização automática da fiação do algodão

24 DE AGOSTO:   Arkwright: rolos de laminação para a produção de fios para tecidos

ARKWRIGHT
Sir Richard Arkwright
(nasceu em 1732 em Preston, Inglaterra; morreu em 1792 em Cromford, Inglaterra)

INVENTOR INGLÊS NA MECANIZAÇÃO DA FIAÇÃO DE ALGODÃO

A INDÚSTRIA MODERNA
Nesta segunda semana estão os representantes dos que desenvolveram o emprego de materiais para obter máquinas úteis ou peças artísticas. Vaucanson é o chefe da semana. Ele mostrou extraordinária habilidade em criar autômatos, máquinas que imitam o movimento e funções de um ser vivo, animado.

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ARKWRIGHT (1732-1792) nasceu em família pobre, em Preston, uma cidade com porto no noroeste da Inglaterra, condado de Lancashire, em 1732. Começou a trabalhar com aprendiz de barbeiro e depois na fabricação de perucas. Nessa atividade viajou por todo o território da Grã-Bretanha e começou sua auto-educação que duraria o resto de sua vida. Mais tarde, em 1764, aos 32 anos, veio a se dedicar à fiação de algodão. A formação de um fio é que se chama de fiar, fazer a fiação.
Sua primeira máquina de fiar foi construída usando a força de um cavalo. Obteve a patente de sua máquina em 1769. Ele observou a laminação do aço, feita com a passagem do metal entre dois cilindros laminadores. O laminador seguinte ao primeiro tem uma velocidade maior do que o primeiro laminador, porque o material estirado tornou-se mais longo. Arkwright imaginou fazer o mesmo com a fiação do algodão, fiando e estirando as fibras retorcidas do material. O algodão seria primeiro cardado, isto é, penteado por escovamento, antes sendo retiradas as impurezas da fibra usada como matéria prima.
Esse foi o princípio da invenção da máquina de fiar de Arkwright, fabricada com a colaboração Kay, um relojoeiro de Warrington. O inventor James Hargreaves tivera anos antes, sua máquina de fiar destruída por fiandeiros que faziam a fiação manual, no Lancashire, receosos da perda de seus empregos pela produção muito mais rápida pela nova técnica. Conhecendo esse risco, Arkwright instalou sua primeira fábrica bem longe, em Nottingham, em 1769.
Ele melhorou o acionamento de sua segunda fábrica, construída em Cromford, Derbyshire, movida pela força da queda dágua, muito mais econômica. Muitos melhoramentos foram feitos na máquina de fiar até 1775, então considerada em sua forma definitiva.
A máquina de Arkwright produzia um fio muito mais forte, adequado para a urdidura, que é o fio longitudinal na tela da peça de um tecido. A máquina de fiar inventada antes, em 1767, por Hargreaves, a spinning jenny, a “Jane que fia”, produzia um fio mais fraco, que só podia ser usado na trama, que é o fio transversal na peça de tecido.
A principal oposição sofrida por Arkwright veio tanto dos fabricantes do Lancashire como dos seus operários. Eles formaram um movimento para impedir a compra do fio de suas fábricas. Opuseram-se com força contra a diminuição do imposto sobre os tecidos de algodão. Deixaram destruir uma de suas fábricas em Chorley, num tumulto com a presença da polícia, sem que ninguém tentasse intervir. A patente obtida por Arkwright causou vários processos de anulação e seu direito sobre uma patente ampliada foi finalmente negado em 1775.
Com vários sócios, Arkwright abriu várias fabricas e em poucos anos ele operava um grande número de fábricas equipadas com maquinaria para todas as fases de fabricação de tecidos, desde as cardas até a fiação da fibra do algodão e da formação do tecido e seu tingimento. Ele foi bem sucedido na indústria, e mais tarde, em 1786, foi feito cavaleiro da Inglaterra pelo rei George III, tornando-se Sir Arkwright.
A produção de fios e a tecelagem é uma das primeiras formas do trabalho humano na antiguidade. O emprego da roca e do fuso é feito desde os tempos da pré-história. Nós não temos registro da época muito recuada no tempo em que as curtas fibras dos vegetais foram colocadas lado a lado e reunidas pela torção, de maneira a formar um fio contínuo longo, para fabricar cordas e tecidos. A formação de um fio é que se chama de fiar, fazer a fiação.
Essa história mostra como o progresso numa das atividades mais importantes se faz com a colaboração individual, reunida na sociedade pelo sentimento de união dos humanos ao longo dos séculos. É a nossa dívida em relação ao passado da sociedade, nossa dívida a nossos antecessores na grande família humana. E claramente se vê que não foi pela destruição das primeiras máquinas que se fez o progresso. O conflito, a guerra, a luta, destroi, não constroi.


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sábado, 22 de agosto de 2015

0823C DOLLOND:pesquisador cientista e inventor das lentes acromáticas

23 DE AGOSTO:   John Dollond: justaposição de lentes no progresso da ótica

DOLLOND
John Dollond
(nasceu em 1706, em Londres; morreu em 1761, em Londres)

SÁBIO CIENTISTA INGLÊS INVENTOR DAS LENTES ACROMÁTICAS

Nesta segunda semana estão os representantes dos que desenvolveram o emprego de materiais para obter máquinas úteis ou peças artísticas. Vaucanson é o chefe da semana. Ele mostrou extraordinária habilidade em criar autômatos, máquinas que imitam o movimento e funções de um ser vivo, animado.

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NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.

JOHN DOLLOND (1706-1761) era filho de um francês protestante fabricante de tecidos de seda. Seu pai, refugiado da perseguição religiosa no seu país, estabeleceu-se em Spitalfields, um distrito de Tower Hamlets na Grande Londres. Nessa área, a tecelagem da seda fora introduzida por huguenotes foragidos da França, nos anos 1600, no século 17.
Dollond desde cedo mostrou interesse pelas ciências e aprendeu línguas, matemática e física por esforço próprio. Tornou-se um sábio e um cientista destacado. Mas só depois da madureza, em 1752, associado ao seu filho Pierre, passou a fabricar material de ótica. Dollond é o fundador de uma família de óticos que floresceu por mais de um século.
Os primeiros fabricantes de telescópios verificaram que a imagem observada aparecia cercada de uma borda com as cores do arco íris, o que tornava confusa a visão. Esse fenômeno foi chamado de aberração cromática. Newton demonstrara que quando um raio de luz branca atravessava um prisma, refratando, as cores que compunham a luz se dispersavam, isto é, as cores sofriam refração diferente.
Em 1747 levantou-se uma controvérsia a respeito da afirmação de Newton de que essa aberração cromática das lentes não poderia ser eliminada. Dollond em princípio concordou e pensou que esse defeito era totalmente próprio às lunetas refringentes e deixou de fabricá-las, e se dedicou aos telescópios de espelho refletor, no que foi seguido pelos mais experimentados óticos.
Apesar da grande autoridade de Newton, sempre se manteve a esperança de que, pela combinação de meios de transmissão da luz com poderes refratores diferentes se poderia neutralizar a dispersão das cores.
Euler propôs fazer a combinação de lentes ocas, cheias com água, com as lentes de cristal. Chester Hall, de Essex parece ter chegado em 1730 a realizar uma combinação análoga. Mas Dollond não teve conhecimento dessa experiência, que, de fato, só foi comunicada muito mais tarde. Ele foi levado a fazer experiências nessa questão ao ler uma memória de Kingenstierna da Suécia. Seus testes foram coroados de sucesso e foram claramente descritas na memória que Dollond leu diante da Sociedade Real de Ciências em 1758. Depois de ter explicado os fenômenos de refração e de dispersão, ele mostrou que se um raio de luz passando através de dois prismas de mesma substância dispostos de modo que as refrações sejam iguais e em sentidos contrários, o raio de luz que sai é de luz branca, sem cores. Mas o que ocorre se a refração oposta se faz em meio diferente? Newton mantém que se teria o mesmo resultado: Dollond se dispôs a examinar o problema.
Das experiências que fez, Dollond começou a pesquisar a propriedade ótica dos diferentes tipos de vidro. Depois de repetidos ensaios, ele verificou que o vidro tipo Crown e o tipo Flint tinham poder dispersivo muito diferente. O vidro Crown era de uso comum em telescópios e microscópios nessa época. O seu índice de refração é baixo. O vidro Flint tem um índice de refração alto. Mas era muito mais duro para trabalhar e tinha menor aplicação. Fazendo a combinação de peças dos dois tipos de vidro, de modo que a sua refração ficasse na relação de 3 para 2, em direções opostas, ele conseguiu neutralizar a dispersão colorida.
Dollond tinha criado a lente sem aberração cromática, sem as inconvenientes bordas coloridas, a lente acromática. É a combinação de uma lente convexa Crown colada a uma lente côncava Flint. Dollond patenteou e comercializou sua invenção.
A invenção de Dollond resultou, na verdade, de várias tentativas de antecessores e de contemporâneos seus. Muitos fabricantes procuravam a solução do problema, em vários países.
Dollond continuou a produzir telescópios de primeira qualidade e sua fabricação de aparelhos óticos passou para seus filhos John Júnior e Pierre, depois que Dollond morreu em 1761 em Londres.


AMANHÃ: O inventor de aperfeiçoamentos na produção de fios para tecidos: Sir Arkwright.
0822C   HARRISON:genial mecânico produziu o cronômetro marítimo de precisão

22 DE AGOSTO.   HARRISON: toda uma vida dedicada à precisão na cronometria

HARRISON
John Harrison
(nasceu em 1693, no Yorkshire; morreu em 1776, em Londres)

MECÂNICO INGLÊS INVENTOU PRECISO CRONÔMETRO PARA A NAVEGAÇÃO

A INDÚSTRIA MODERNA
Nos últimos anos da idade média foram libertados os servos da gleba, trabalhadores rurais ligados à agricultura do feudo e a seu barão. Entre os anos 700 e 1000 ocorre a libertação dos servos, que se tornam comerciantes e artesões na manufatura de bens de necessidade imediata. O que ocorre nos burgos, povoados formados fora das muralhas dos castelos. Nasce então a burguesia.
FORMAÇÃO DO SISTEMA ECONÔMICO DO CAPITALISMO
A atividade nos burgos pelos artesãos libertados do trabalho agrícola no feudo produzia o que era demandado pelas necessidades imediatas. Desse modo foi iniciada a organização inicial da indústria e do comercio.
Nesta segunda semana estão os representantes dos que desenvolveram o emprego de materiais para obter máquinas úteis ou peças artísticas. Vaucanson é o chefe da semana. Ele mostrou extraordinária habilidade em criar autômatos, máquinas que imitam o movimento e funções de um ser vivo, animado.

Ver em 0813 01 C   Quadro do Mês de Gutenberg, A Indústria Moderna, com os grandes tipos representantes do mês.

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.

JOHN HARRISON (1693-1776) nasceu em Folby, no antigo condado de
Yorkshire, na costa norte-leste da Inglaterra, na borda do Mar do Norte. Seu pai era carpinteiro e mecânico de Sir Rowland Winn, na paróquia de Nostell. O jovem se mostrou inteligente e logo se dedicou ao reparo de relógios e ao apoio às tarefas de seu pai.
Ainda com apenas 18 anos fez um relógio em madeira que trabalha por 8 horas. Esse relógio está conservado no museu de South Kensington.
A medição do tempo é importante na astronomia. Os astrônomos da Escola de Alexandria só tinham a medida do tempo pela observação do céu, com uma pequena precisão. A passagem de água por uma abertura num vaso era o expediente mais usado, mas a variação da pressão atmosférica alterava o resultado. Nos anos 1200, no século 13, usavam-se relógios movidos pela ação de um peso sobre rodas dentadas. Mas os medidores de tempo mostravam grandes erros, não podendo ser usados para as pesquisas científicas.
Galileu deu o primeiro passo para uma solução mais precisa para a medição do tempo, quando descobriu que as oscilações para um pêndulo qualquer, de mesmo comprimento, eram constantes, se os arcos percorridos fossem pequenos, para pequenas oscilações.
Huyghens tornou a idéia de Galileu ainda mais precisa e a aplicou na construção de relógios onde o movimento de um pêndulo comandava a ação das rodas dentadas de uma engrenagem. Mas o pêndulo estava sujeito a duas variações. Em diferentes pontos da terra, o tempo de oscilação varia com a intensidade da força de gravidade e ainda há variação pela ação da temperatura dilatando ou contraindo o comprimento do pêndulo.
Harrison em 1723 corrigiu a alteração do tempo pela temperatura, colocando na haste do pêndulo barras paralelas alternadas em aço e em cobre, metais que são afetados de forma diferente pelo calor. As hastes eram colocadas de forma que a dilatação menor do cobre era neutralizada pela dilatação maior do aço, mantendo constante o centro de gravidade do pêndulo. Melhoramentos feitos por ele no escapamento e um dispositivo que permite dar corda ao relógio sem que ele pare, fizeram o relógio mais perfeito que até então se tinha obtido.
Os relógios a pêndulo não podiam ser usados na navegação marítima devido ao balançar dos barcos. Passou-se a usar na marinha os relógios que usavam a oscilação de uma mola em espiral como regulagem. Eles estavam livres da influência da gravitação. Mas, como os pêndulos, sofriam alteração com a variação da temperatura.
O movimento aparente do sol em torno da terra percorre 360° durante 24 horas. Portanto, a diferença em horas de um lugar para outro corresponde à diferença na longitude, que é a distância de um meridiano terrestre para outro. A medição da longitude permite saber a localização em que o navio se acha, importante para evitar colisões com obstáculos da costa e com outros navios.
Com a ocorrência de dispendiosos desastres no mar, devido à navegação mal dirigida, o governo britânico decidiu criar em 1713 o Bureau de Longitude, que oferecia alta premiação para quem desenvolvesse um cronômetro marítimo com que a longitude pudesse ser calculada com um erro menor do que meio grau no fim de uma viagem às Índias Ocidentais.
Harrison produziu um cronômetro marítimo de precisão em 1759 que numa viagem à Jamaica, de novembro de 1761 a março de 1762 determinou a longitude com um erro menor do que 18 milhas. E dez anos mais tarde um outro cronômetro de Harrison deu precisão de menos que 10 milhas na viagem de Cook em 1765. Com esses cronômetros Harrison ganhou o prêmio oferecido.
O escritório de Longitude mostrou pouca vontade para entregar o prêmio a Harrison, só pagando pela intervenção pessoal do rei Jorge III da Inglaterra. Uma parcela ainda ficou pendente até a morte de Harrison, que ocorreu em Londres em 1776, contando a idade de 83 anos. Foi enterrado no cemitério de Hampstead.
Harrison foi o trabalhador que dedicou toda sua vida ao desenvolvimento do cronômetro e do relógio. Mostra a colaboração intensa do indivíduo na tarefa coletiva da sociedade no progresso da civilização humana.
Em nossos dias, a navegação tem instrumentos para navegação muito mais completos, usando os progressos da eletricidade e da eletrônica para empregar satélites que fazem a localização na face da terra com grande precisão. O progresso foi realizado pela convergência dos esforços de uma multidão de estudiosos e de trabalhadores. É uma vitória da sociedade humana, em sua longa evolução por milênios e milênios.


AMANHÃ: O criador da lente sem aberração cromática: John Dollond.




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2015 não é ano Bissexto, ano B, é ano C, ano comum  
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FELIZ
QUEM HONRA SEUS ANTEPASSADOS


0822C HARRISON:genial mecânico produziu o cronômetro marítimo de precisão

22 DE AGOSTO.   HARRISON: toda uma vida dedicada à precisão na cronometria

HARRISON
John Harrison
(nasceu em 1693, no Yorkshire; morreu em 1776, em Londres)

MECÂNICO INGLÊS INVENTOU PRECISO CRONÔMETRO PARA A NAVEGAÇÃO

A INDÚSTRIA MODERNA
Nos últimos anos da idade média foram libertados os servos da gleba, trabalhadores rurais ligados à agricultura do feudo e a seu barão. Entre os anos 700 e 1000 ocorre a libertação dos servos, que se tornam comerciantes e artesões na manufatura de bens de necessidade imediata. O que ocorre nos burgos, povoados formados fora das muralhas dos castelos. Nasce então a burguesia.
FORMAÇÃO DO SISTEMA ECONÔMICO DO CAPITALISMO
A atividade nos burgos pelos artesãos libertados do trabalho agrícola no feudo produzia o que era demandado pelas necessidades imediatas. Desse modo foi iniciada a organização inicial da indústria e do comercio.
Nesta segunda semana estão os representantes dos que desenvolveram o emprego de materiais para obter máquinas úteis ou peças artísticas. Vaucanson é o chefe da semana. Ele mostrou extraordinária habilidade em criar autômatos, máquinas que imitam o movimento e funções de um ser vivo, animado.

Ver em 0813 01 C   Quadro do Mês de Gutenberg, A Indústria Moderna, com os grandes tipos representantes do mês.

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.

JOHN HARRISON (1693-1776) nasceu em Folby, no antigo condado de
Yorkshire, na costa norte-leste da Inglaterra, na borda do Mar do Norte. Seu pai era carpinteiro e mecânico de Sir Rowland Winn, na paróquia de Nostell. O jovem se mostrou inteligente e logo se dedicou ao reparo de relógios e ao apoio às tarefas de seu pai.
Ainda com apenas 18 anos fez um relógio em madeira que trabalha por 8 horas. Esse relógio está conservado no museu de South Kensington.
A medição do tempo é importante na astronomia. Os astrônomos da Escola de Alexandria só tinham a medida do tempo pela observação do céu, com uma pequena precisão. A passagem de água por uma abertura num vaso era o expediente mais usado, mas a variação da pressão atmosférica alterava o resultado. Nos anos 1200, no século 13, usavam-se relógios movidos pela ação de um peso sobre rodas dentadas. Mas os medidores de tempo mostravam grandes erros, não podendo ser usados para as pesquisas científicas.
Galileu deu o primeiro passo para uma solução mais precisa para a medição do tempo, quando descobriu que as oscilações para um pêndulo qualquer, de mesmo comprimento, eram constantes, se os arcos percorridos fossem pequenos, para pequenas oscilações.
Huyghens tornou a idéia de Galileu ainda mais precisa e a aplicou na construção de relógios onde o movimento de um pêndulo comandava a ação das rodas dentadas de uma engrenagem. Mas o pêndulo estava sujeito a duas variações. Em diferentes pontos da terra, o tempo de oscilação varia com a intensidade da força de gravidade e ainda há variação pela ação da temperatura dilatando ou contraindo o comprimento do pêndulo.
Harrison em 1723 corrigiu a alteração do tempo pela temperatura, colocando na haste do pêndulo barras paralelas alternadas em aço e em cobre, metais que são afetados de forma diferente pelo calor. As hastes eram colocadas de forma que a dilatação menor do cobre era neutralizada pela dilatação maior do aço, mantendo constante o centro de gravidade do pêndulo. Melhoramentos feitos por ele no escapamento e um dispositivo que permite dar corda ao relógio sem que ele pare, fizeram o relógio mais perfeito que até então se tinha obtido.
Os relógios a pêndulo não podiam ser usados na navegação marítima devido ao balançar dos barcos. Passou-se a usar na marinha os relógios que usavam a oscilação de uma mola em espiral como regulagem. Eles estavam livres da influência da gravitação. Mas, como os pêndulos, sofriam alteração com a variação da temperatura.
O movimento aparente do sol em torno da terra percorre 360° durante 24 horas. Portanto, a diferença em horas de um lugar para outro corresponde à diferença na longitude, que é a distância de um meridiano terrestre para outro. A medição da longitude permite saber a localização em que o navio se acha, importante para evitar colisões com obstáculos da costa e com outros navios.
Com a ocorrência de dispendiosos desastres no mar, devido à navegação mal dirigida, o governo britânico decidiu criar em 1713 o Bureau de Longitude, que oferecia alta premiação para quem desenvolvesse um cronômetro marítimo com que a longitude pudesse ser calculada com um erro menor do que meio grau no fim de uma viagem às Índias Ocidentais.
Harrison produziu um cronômetro marítimo de precisão em 1759 que numa viagem à Jamaica, de novembro de 1761 a março de 1762 determinou a longitude com um erro menor do que 18 milhas. E dez anos mais tarde um outro cronômetro de Harrison deu precisão de menos que 10 milhas na viagem de Cook em 1765. Com esses cronômetros Harrison ganhou o prêmio oferecido.
O escritório de Longitude mostrou pouca vontade para entregar o prêmio a Harrison, só pagando pela intervenção pessoal do rei Jorge III da Inglaterra. Uma parcela ainda ficou pendente até a morte de Harrison, que ocorreu em Londres em 1776, contando a idade de 83 anos. Foi enterrado no cemitério de Hampstead.
Harrison foi o trabalhador que dedicou toda sua vida ao desenvolvimento do cronômetro e do relógio. Mostra a colaboração intensa do indivíduo na tarefa coletiva da sociedade no progresso da civilização humana.
Em nossos dias, a navegação tem instrumentos para navegação muito mais completos, usando os progressos da eletricidade e da eletrônica para empregar satélites que fazem a localização na face da terra com grande precisão. O progresso foi realizado pela convergência dos esforços de uma multidão de estudiosos e de trabalhadores. É uma vitória da sociedade humana, em sua longa evolução por milênios e milênios.


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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

0821C AMONTONS físico genial na invenção de novos instrumentos científicos

21 DE AGOSTO: Amontons  novos instrumentos de medição de fenômenos físicos

AMONTONS
Guilherme Amontons, Guillaume Amontons, Guilhenne Amontons
(nasceu em 1663, em Paris; morreu em 1705, em Paris)

FÍSICO CRIATIVO INVENTOR PARA GRANDE ESTÍMULO À INDÚSTRIA HUMANA

A INDÚSTRIA MODERNA
Nos últimos anos da idade média foram libertados os servos da gleba, trabalhadores rurais ligados à agricultura do feudo e a seu barão. Entre os anos 700 e 1000 ocorre a libertação dos servos, que se tornam comerciantes e artesões na manufatura de bens de necessidade imediata. O que ocorre nos burgos, povoados formados fora das muralhas dos castelos. Nasce então a burguesia.
FORMAÇÃO DO SISTEMA ECONÔMICO DO CAPITALISMO
A atividade nos burgos pelos artesãos libertados do trabalho agrícola no feudo produzia o que era demandado pelas necessidades imediatas. Desse modo foi iniciada a organização inicial da indústria e do comercio.
Nesta segunda semana estão os representantes dos que desenvolveram o emprego de materiais para obter máquinas úteis ou peças artísticas. Vaucanson é o chefe da semana. Ele mostrou extraordinária habilidade em criar autômatos, máquinas que imitam o movimento e funções de um ser vivo, animado.

Ver em 0813 01 C   Quadro do Mês de Gutenberg, A Indústria Moderna, com os grandes tipos representantes do mês.

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade
que prepararam a civilização do futuro.

AMONTONS (1663-1705) era filho de um advogado da Normandia que se
mudara para Paris. Ele nasceu em Paris, surdo desde a infância, as dificuldades de sua enfermidade o orientando para estudo da ciência, que fazia sozinho.
Ele não freqüentou a universidade, mas estudou com sucesso matemática, física e mecânica celeste. Aprendeu desenho, levantamento topográfico e arquitetura, sendo ele depois empregado em vários projetos e obras públicas.
Em 1687, com menos de 24 anos, apresentou à Academia de Ciências um medidor da umidade do ar, um higrômetro, com inovações. Em 1695 ele publicou um tratado intitulado EXPERIÊNCIAS COM UMA NOVA CLEPSIDRA, SOBRE OS BARÔMETROS, TERMÔMETROS E HIGRÔMETROS com dedicatória à Academia de Ciências. Uma nova Clepsidra (relógio de água) foi feita. Ele foi recebido como membro da Academia quatro anos depois.
        Em seu discurso de recepção na Academia, ele falou de sua experiência sobre o atrito e sua teoria do tema. Nas suas MEMÓRIAS ele mostra sua nova produção.
Ele inventou um meio de transmissão imediata de mensagens a grandes distâncias por meio de sinais entre pessoas muito afastadas, vistas por lunetas. Cada sinal correspondia a uma letra do alfabeto. Era uma invenção do telégrafo semafórico.
Amontons era notável tanto por sua habilidade, quanto por seu método de pesquisa. Ele passou vários anos de sua vida para aperfeiçoar o barômetro, que, na época, era um instrumento muito imperfeito, empregado para a medição da pressão atmosférica.
O barômetro era composto por um tubo fino de vidro cônico com uma coluna de mercúrio, cuja altura indicava a pressão da atmosfera sobre a base da coluna de mercúrio. A extremidade aberta do tubo era maior, em baixo, o mercúrio sendo retido por uma pequena bolsa de couro. Ele inventou também outro instrumento com tubos recurvados, com três colunas paralelas.
Amontons inventou o que chamou de "termômetro universal". Tinha um tubo de vidro longo, com mercúrio e com uma escala de medição. A comparação dessas indicações com a de uma coluna de mercúrio de um barômetro comum fornecia o valor da temperatura.
Ele usou um método de medição das mudanças de temperatura por meio da mudança da pressão numa quantidade constante de peso e de volume de ar. Amontons foi levado a mostrar que uma redução suficiente na temperatura levaria à pressão zero. Ele foi, assim, o primeiro pesquisador a estudar a idéia da temperatura do zero absoluto, analisada e estabelecida por Kelvin, William Thomson, o barão Kelvin, nos anos 1800, no século 19.
Um higrômetro, medidor de umidade do ar, foi inventado usando uma bolsa de couro, um material que se dilatava ou contraia com a umidade, o que se media pela altura de uma coluna de líquido colorido.
Amontons morreu em Paris, em 11 de outubro de 1705. 0 grande Fontenele escreveu o seu elogio na Academia de Ciências. Uma das crateras da lua, catalogadas, recebeu o nome de cratera Amontons.
Dessa forma, Amontons foi o inventor de vários instrumentos científicos, bem como indicou uma primeira forma do telégrafo, invento que, mais tarde, provocou um enorme efeito estimulante do progresso da indústria humana.


AMANHÃ: O trabalhador que dedicou toda sua vida ao desenvolvimento do cronômetro e do relógio: John Harrison




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2015 não é ano Bissexto, ano B, é ano C, ano comum  
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