quarta-feira, 5 de março de 2014

0306 C XENOFANES o saber é relativo por depender de nossas próprias faculdades

MARÇO 06: Xenofanes: a incapacidade de conhecer o absoluto

XENOFANES
Xenophanes
(nasceu cerca do ano 580 antes da nossa era, em Colophon, Jônia; morreu cerca do ano 500)

FILÓSOFO, POETA, REFORMADOR RELIGIOSO

A evolução intelectual livre Iniciando a criação da ciência pura abstrata.
Pela primeira vez no mundo acontece nas cidades da Grécia Antiga que pensadores livres dedicaram sua vida a pesquisar o homem e o mundo. Isto é, a encontrar os fatos gerais e princípios que governam tudo que somos e que nos envolve.
Desde o século 7º ao 5º antes da nossa era homens como Tales, Anaximandro, Heráclito, Demócrito se consagraram a fazer o universo explicado aos humanos. Eles expuseram a filosofia e criaram a ciência como duas forças novas para o progresso da humanidade.
A criação dos sábios gregos apresenta duas fases: a primeira, de Tales a Aristóteles estudou a filosofia unida à ciência. A segunda fase se deu depois de Aristóteles em diante desenvolvendo a ciência separada da filosofia.
Nesta segunda semana do mês de Aristóteles se mostram os ideais dos antigos gregos aspirando organizar toda a vida humana com base nas ciências. Ideais colocados por Pitágoras tendo por base a Matemática.
A semana termina no domingo dedicado a Pitágoras, o chefe da semana.

Quadro 0226 C do Mês de Aristóteles da Ciência Antiga.
O quadro mostra os grandes homens representantes da criação da ciência abstrata.

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.



XENOFANES (580 aC-500 aC) saiu da Jônia para a Itália, como fez Pitágoras, seu contemporâneo. Nasceu em Colophon perto de Êfeso e se estabeleceu por fim na colônia da Eléa no golfo de Posidonia.
Os pensamentos de Xenofanes foram feitos em versos e somente alguns fragmentos chegaram até nós. Tanto como podemos julgar, eles foram um protesto indignado contra o antropomorfismo do politeísmo que faziam os deuses à semelhança dos homens, ao mesmo tempo em que era uma tentativa para dar ao culto religioso uma forma mais pura.
Xenofanes dizia que
“Os homens são bastante loucos para acreditar que os deuses nasceram como eles nascem, que usam também roupas, que têm sua voz e sua imagem. Mas se os animais pudessem formar uma idéia dos deuses, os cavalos os fariam semelhantes a cavalos e os bois fariam seus deuses à sua própria imagem. Não há um só deus, acima dos deuses e dos mortais, que não pareça em nada nem pelo corpo nem pelo pensamento com os seres humanos”;
Aristóteles disse que Xenofanes foi o primeiro pensador que considerou o universo como um todo:
“observando a abóbada dos céus ele declarou que o conjunto do universo era deus.”
Profundamente convencido da incapacidade ou estado do homem de chegar ao conhecimento absoluto, ele disse:

“Ninguém disse nada de claro sobre os deuses ou sobre o universo; mesmo quando diz a verdade, ignora se disse a verdade; tudo é questão de opinião. As diferentes vistas do homem quanto aos fenômenos que se passam em torno dele, são relativas às suas próprias faculdades e não são a expressão de um conhecimento absoluto”.

O conhecimento absoluto era procurado pela filosofia antiga, por meio do saber das causas primeiras e dos primeiros princípios. A Metafísica antiga era definida como o estudo dessas primeiras causas e princípios. O saber absoluto não é dependente, mas tudo dependeria dele. Seria o saber divino, de deuses, de saber eterno, que nunca mudaria. A divindade não depende de outro poder. É o único poder absoluto.
Em oposição ao absoluto, o saber relativo depende das condições para sua realização. O poder de um motor elétrico depende de fatores como suas peças, de seu enrolamento, da alimentação de corrente elétrica. Todo saber científico depende de condições, de fatores determinantes. Por exemplo, o fenômeno vida depende da assimilação e desassimilação com o meio ambiente. Depende de fenômenos químicos, depende da temperatura ambiente, depende da atração terrestre, de todos os fenômenos mais simples. O filósofo francês Augusto Comte (1798-1857) afirma que “ tudo é relativo; esse é o único conhecimento absoluto ”. Ou seja, que somente essa regra relativa é eterna, que não muda, na ausência do absoluto.
O principal discípulo de Xenofanes foi Parmênides, que estabeleceu a distinção entre a existência absoluta inacessível e o estudo dos fenômenos múltiplos e em mudança com uma força e detalhe mais amplos do que seu mestre tinha feito.

AMANHÃ: Empédocles e a metempsicose.


0305 C SÓLON pensador legislador e sempre bom cidadão

MARÇO 05: Sólon:a democracia e as leis sábias e humanas.

SÓLON
(nasceu cerca do ano 630 antes da nossa era; morreu no ano 560)

LEGISLADOR, ESTADISTA E POETA GREGO FUNDADOR DA DEMOCRACIA EM ATENAS

A evolução intelectual livre da Grécia antiga
Iniciando a criação da ciência pura abstrata.
Pela primeira vez no mundo acontece nas cidades da Grécia Antiga que pensadores livres dedicaram sua vida a pesquisar o homem e o mundo. Isto é, a encontrar os fatos gerais e princípios que governam tudo que somos e que nos envolve.
Desde o século 7º ao 5º antes da nossa era homens como Tales, Anaximandro, Heráclito, Demócrito se consagraram a fazer o universo explicado aos humanos. Eles expuseram a filosofia e criaram a ciência como duas forças novas para o progresso da humanidade.
A criação dos sábios gregos apresenta duas fases: a primeira, de Tales a Aristóteles estudou a filosofia unida à ciência. A segunda fase se deu depois de Aristóteles em diante desenvolvendo a ciência separada da filosofia.
Nesta segunda semana do mês de Aristóteles se mostram os ideais dos antigos gregos aspirando organizar toda a vida humana com base nas ciências. Ideais colocados por Pitágoras tendo por base a Matemática.
A semana termina no domingo dedicado a Pitágoras, o chefe da semana.

Quadro 0226 C do Mês de Aristóteles da Ciência Antiga.
O quadro mostra os grandes homens representantes da criação da ciência abstrata.

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.

SÓLON (630 aC-560 aC) nasceu numa antiga e nobre família. Na sua juventude ele viajou fazendo o comércio na Grécia e na Ásia Menor. Logo ele ficou conhecido como um observador perspicaz e profundo do caráter e da conduta das pessoas, como um conselheiro capaz e prudente. Sólon foi escolhido como um dos sete sábios de seu tempo. Seus pensamentos foram por ele colocados em verso e os fragmentos que restam deles são mais de um moralista prático do que de um pensador teórico. Sua grande fama é devida à sua obra política.
Sólon tomou uma parte preponderante na luta de Atenas contra os seus visinhos de Megare pela posse da ilha de Salamina. Mas sua intervenção foi ainda mais importante nas ardorosas discórdias que se levantaram entre os ricos e os pobres dentro de Atenas.
Muitos cidadãos, em grande número, eram forçados a trabalhar como escravos ou eram vendidos aos países visinhos para pagamento de suas dívidas que não podiam saldar. A guerra civil era iminente. No ano 594 Sólon foi escolhido como arconte, juiz supremo para o ano, sendo encarregado de dar uma solução para as dificuldades. Seus amigos lhe pediram para formar uma ditadura e de governar como um déspota, mas Sólon se recusou com obstinação.
Completamente destituído de ambição pessoal, ele se encarregou da difícil tarefa de estabelecer uma reorganização prática. Sólon anulou todos os contratos que fizessem o devedor dar em garantia a escravidão de sua própria pessoa ou de seus filhos.
Ele anulou muitas hipotecas e fez voltar de cidades afastadas muitos dos devedores que tinham sido vendidos como escravos. Sólon restabeleceu o direito de cidadania para um grande número de pessoas pobres que haviam perdido esse direito por serem devedores. Tudo isso implicava em confisco. Ele obteve o dinheiro destinado a recomprar os escravos abaixando o valor da moeda e assim gastou menos de quatro partes de moeda onde deveria gastar cinco partes.
Com as ações feitas, Sólon não teve lucro, porque ficou mais pobre. Mas inspirou a maior confiança pela sua dedicação ao bem público e a melhor prova de sua sabedoria é que essas medidas, uma vez aplicadas, fizeram com que a relação entre os devedores e os credores fosse sempre menos bárbara em Atenas do que nos outros Estados da antiguidade.
Solon colocou na constituição da Cidade-Estado outras modificações que permitiram a admissão dos homens livres no governo e na magistratura. Ele não foi um democrata da época, já que antes, pela lei, a democracia então reservava grande parte do poder político aos proprietários e à nobreza. Num dos seus poemas e diz que usava “as duas partes do meu escudo de modo a defender uma e outra de um triunfo injusto”.
Muitas outras leis de Solon foram sábias e humanas. Ele incentivou o comércio e a indústria. Ele regulou com prudência a transmissão da fortuna por meio da herança. Puniu os insultos caluniosos contra os vivos e os mortos. Diminuiu a extrema severidade das leis primitivas contra o roubo e a violência. Uma de suas leis ficou particularmente famosa: em tempos de graves conflitos políticos, ele proibiu cada cidadão de dar seu julgamento.
Sólon viveu até a idade de oitenta anos e se destacou um ano antes de morrer por sua nobre resistência contra a tirania do usurpador Pisistrato. Foi o poeta e o governante – a poesia foi o instrumento de sua ação de legislador e de estadista.
Sua vida é um dos exemplos mais nobres que a história oferece: aquele modelo de pensador que nunca deixou de ser um bom cidadão.


AMANHÃ: Xenofanes e a incapacidade de conhecer o absoluto.


0304 C TALES as figuras planas de três lados retos nos triângulos.

04 DE MARÇO: Tales e o pensamento abstrato científico e filosófico.

TALES DE MILETO
Thales of Miletus
(nasceu cerca do ano 640 antes da nossa era; morreu cerca de 550)

FAMOSO FILÓSOFO GREGO FUNDADOR DO PENSAMENTO ABSTRATO

A evolução intelectual livre Iniciando a criação da ciência pura abstrata.
Pela primeira vez no mundo acontece nas cidades da Grécia Antiga que pensadores livres dedicaram sua vida a pesquisar o homem e o mundo. Isto é, a encontrar os fatos gerais e princípios que governam tudo que somos e que nos envolve.
Desde o século 7º ao 5º antes da nossa era homens como Tales, Anaximandro, Heráclito, Demócrito se consagraram a fazer o universo explicado aos humanos. Eles expuseram a filosofia e criaram a ciência como duas forças novas para o progresso da humanidade.
A criação dos sábios gregos apresenta duas fases: a primeira, de Tales a Aristóteles estudou a filosofia unida à ciência. A segunda fase se deu depois de Aristóteles em diante desenvolvendo a ciência separada da filosofia.
A primeira semana do mês representa o nascimento do pensamento grego, durante o qual se tentou explicar o universo por algum princípio físico, fora das lendas religiosas. Ao mesmo tempo a ciência positiva, segura, comprovada da Geometria se desenvolvia gradualmente. Tales é o principal representante da época.
A semana termina no domingo, com Tales como seu chefe.

Ver o Quadro 0226-01 C do Mês de Aristóteles da Ciência Antiga. O quadro mostra os grandes homens representantes da criação da ciência abstrata.

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.

TALES (640 aC-550 aC)) foi o grande pensador grego que fez a iniciação do pensamento abstrato na ciência e na filosofia. De seu tempo é que começou o emprego do verdadeiro método científico abstrato.
Nascido numa família nobre de Mileto, que era a maior das doze cidades da Jônia. Tales, por sua posição, poderia ganhar os melhores cargos e riquezas, mas preferiu se consagrar à vida dos estudos teóricos. No entanto, não viveu como um solitário. Sua fama de inteligente para achar o lado prático das coisas, devia a uma idade de mais de 90 anos, ele era tão conhecido que foi colocado como o maior dos sete sábios do mundo da época. Suas idéias se difundiram e eram lembradas passados mais de cem anos. Heródoto relata que Tales ensinava que o único meio de manter a independência da Jônia seria unir suas cidades numa confederação.
A civilização da Grécia realizou a libertação da classe intelectual. Na Teocracia oriental todo o saber ficava em modo secreto e mágico somente com a casta sacerdotal, que também tinha o domínio político, subordinando os militares ao seu governo. O saber humano se desenvolveu na teocracia sacerdotal, começando com o conhecimento concreto, que se faz na descrição das coisas, dos objetos. Só mais tarde os gregos desenvolvem o conhecimento abstrato, que estuda os fenômenos observados em separado das coisas concretas. O fenômeno de quantidade ou existência é o único fenômeno pesquisado na Matemática na numeração, no Cálculo, e as linhas, a forma retangular ou o volume dos seres, ou sua velocidade, ou seu equilíbrio na Geometria e na Mecânica Racional teórica.
A geometria na Teocracia dos egípcios era concreta, referente a figuras especiais e a volumes particulares. Importante era o conhecimento da localização e dimensões dos terrenos das propriedades das terras depois das inundações do rio Nilo. Tales deu início ao estudo das LINHAS e das FORMAS limitadas pelas linhas. As linhas da geometria abstrata não são reais, não existem, são puras propriedades dos objetos como percebidas mentalmente pelos humanos. Figuras como a circunferência, ou o triângulo, são modelos teóricos, abstratos, retirados pela mente dos homens.
Uma linha reta é uma figura de ficção, que podemos imaginar como a quina onde, numa caixa, duas faces planas se encontram. Um barbante ou um arame bem fino esticado entre dois pinos, é um corpo sólido em forma de uma linha reta. Mas a linha reta ABSTRATA não tem espessura. É uma figura abstrata, sem realidade física, natural, que o prefixo quer dizer ABS = fora, TRATA = tirada - dos corpos concretos, das coisas, dos seres. A linha abstrata só tem comprimento. Não tem peso, não tem espessura. É uma idéia, uma imagem cerebral. As primeiras descobertas de Tales se fizeram nas figuras planas de três lados, nos triângulos.
A ABSTRAÇÃO retira mentalmente dos corpos CONCRETOS suas propriedades, seus fenômenos, seus acontecimentos, com a finalidade de seu estudo. É uma importante simplificação cerebral da realidade resultante de uma função complexa e nobre da mente humana. Foi dessa maneira, simplificando, que todas as ciências progrediram na modernidade. As relações entre os FENÔMENOS, são as leis abstratas infalíveis pesquisadas e descobertas pelos métodos de pesquisa, pela metodologia científica. As ciêncas ABSTRATAS são constituídas dessas relações comprovadamente fixas, positivas, entre os fenômenos, relações que são as LEIS CIENTÍFICAS abstratas. Que são permanentes, sem modificação, infalíveis em teoria, dentro de sua faixa de validade.
Como os fenômenos ou qualidades são encontrados em muitos corpos, o estudo desses acontecimentos é válido para esses muitos corpos, tendo, assim, a propriedade de GENERALIDADE, por serem válidas para muitos seres. Por exemplo o estudo do fenômeno calor é observado em muitos corpos, inertes e vivos.
O reconhecimento da faculdade de ABSTRAÇÃO para o progresso do conhecimento humano é de grande importância na ciência e na filosofia moderna. A escala das 7 categorias de todos os FENÔMENOS que existem é a versão moderna em nossos dias das 10 CATEGORIAS que Aristóteles estabelecidas nos anos 300 antes de nossa era.
O filósofo alemão Imanuel Kant (1724-1804) relacionou outras 12 CATEGORIAS não reconhecendo a abstração. Os atributos mais simples das categorias dos fenômenos são os da Matemática abstrata, que são os fenômenos de existência ou número, ou quantidade, na Aritmética; de forma, na Geometria; e de movimento, na Mecânica Racional ou abstrata. Os fenômenos mais complicados ou mais complexos da escala científica são os fenômenos da Psicologia abstrata, que estuda em teoria o comportamento individual humano e dos animais. A escala dos fenômenos que existem na natureza, que forma as CATEGORIAS da filosofia moderna, foi proposta pelo filósofo francês Auguste Comte (1798-1857) no Curso de Filosofia Positiva, de 1830, Paris, ed. Bachelier.
Tales ficou famoso por suas descobertas na Matemática, a menos complexa das ciências, mas estudou muitos outros temas, como a astronomia. O estudo matemático abstrai ou retira de seu estudo todos os atributos dos corpos concretos. Estuda somente a quantidade, a forma e o movimento dos corpos. A maior abstração que é feita no estudo do número ou da existência, quando nada é estudado a não ser a quantidade de coisas ou de seres que existe.
Na filosofia antiga as abstrações foram consideradas como importantes realidades “divinas”. O estudo da existência, o estudo do Ser como Ser, foi o objetivo da antiga Metafísica, definida como a ciência do ser, do que existe, o que seria o mais geral dos corpos, sendo então definido o Ser absoluto como sendo a divindade. Até mesmo os metafísicos modernos escreveram milhares de tratados sobre a abstração da existência do ser.
Na Matemática a observação dos fenômenos é muito simples, e os princípios básicos para alguns pensadores seriam apenas invenções arbitrárias, o que faria da ciência apenas um exercício lógico, do pensamento puro, metafísico ou sobrenatural,sem base concreta na realidade. O que não é verdade.


O exemplo do axioma que diz que “a linha reta é a mais curta distância entre dois pontos” é de fácil indução, sem dúvida resultando da observação. Os postulados básicos simples são relações entre os fenômenos, ou leis, verdades positivas, seguras, comprovadas, que pemitem deduzir o grande número das propriedades dos pontos, linhas, ângulos, curvas, planos nas leis da Geometria.
A história das ciências mostra que a evolução das descobertas na ciência foi feita primeiro no estudo dos fenômenos menos complexos, ou seja, começou pelas ciências mais simples e mais gerais na escala dos fenômenos, nas Categorias mais independentes.

AMANHÃ: As leis sábias e humanas de Solon.



0303 C HERÓDOTO  prepara o estudo documentado da história

03 DE MARÇO: Heródoto o historiador e seu estilo admirável.

HERÓDOTO
Herodotus
(nasceu cerca do ano 484 antes da nossa era, em Halicarnassus, na Ásia Menor, hoje Turquia; morreu no ano 425)

ESCRITOR GREGO PAI DA HISTÓRIA COM O PRIMEIRO GRANDE RELATO HISTÓRICO

A evolução intelectual livre Iniciando a criação da ciência pura abstrata.
Pela primeira vez no mundo acontece nas cidades da Grécia Antiga que pensadores livres dedicaram sua vida a pesquisar o homem e o mundo. Isto é, a encontrar os fatos gerais e princípios que governam tudo que somos e que nos envolve.
Desde o século 7º ao 5º antes da nossa era homens como Tales, Anaximandro, Heráclito, Demócrito se consagraram a fazer o universo explicado aos humanos. Eles expuseram a filosofia e criaram a ciência como duas forças novas para o progresso da humanidade.
A criação dos sábios gregos apresenta duas fases: a primeira, de Tales a Aristóteles estudou a filosofia unida à ciência. A segunda fase se deu depois de Aristóteles em diante desenvolvendo a ciência separada da filosofia.
A primeira semana do mês representa o nascimento do pensamento grego, durante o qual se tentou explicar o universo por algum princípio físico, fora das lendas religiosas. Ao mesmo tempo a ciência positiva, segura, comprovada da Geometria se desenvolvia gradualmente. Tales é o principal representante da época.
A semana termina no domingo, com Tales como seu chefe.

Ver o Quadro 0226 C do Mês de Aristóteles da Ciência Antiga. O quadro mostra os grandes homens representantes da criação da ciência abstrata.

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.


HERÓDOTO (484 aC-425 aC) realizou uma grande e nova tarefa no pensamento humano. Antes dele nem mesmo umas linhas de uma crônica de acontecimentos havia, a não ser nas obras dos poetas épicos. Ele forma a ponte de ligação entre o também historiador grego Tucídides (460-400 aC) e os antigos poetas.
A vida de Heródoto se tornou especialmente adequada ao seu trabalho de historiador. Nascido na cidade de Halicarnassus, em Caria, na Ásia Menor, quatro anos antes da batalha de Salamina, quando os gregos venceram os persas no ano 480, acabando com sua ameaça contra a civilização grega e contra o progresso que eliminaria a religião teocrática, suas castas hereditárias e o governo político dos sacerdotes.
Halicarnassus então era governada despoticamente por chefes estrangeiros. Ainda jovem, resolveu viver viajando, já que não poderia seguir qualquer carreira oficial. Visitou quase todas as cidades da Grécia e conheceu todas as partes da costa da Ásia Menor, ao Egito e à Scyntia. Ele retornou a Halicarnassus para apoiar a revolta que livrou a cidade do domínio dos Persas e colocou a cidade como membro da união ateniense. Ele foi para Atenas por vários anos e depois para a nova colônia grega de Thurium na Itália. Foi ali que Heródoto escreveu sua grande obra e onde passou o resto da vida.
Ele se propôs a contar as causas e o curso da guerra entre os gregos e os bárbaros. Serviu-se das lembranças do fim glorioso no conflito que estava ainda presente no espírito de todos, nesse período em que um sentimento de segurança atingia toda a Grécia. Heródoto escreveu a primeira grande narrativa histórica no mundo antigo, a HISTÓRIA das guerras entre os gregos e os persas, entre os anos 499 e 479 antes da nossa era. Está a obra dividida em nove livros.
Embora essa guerra fosse o fim de sua narrativa, à medida que aparecia em cena uma nova nação, ele interrompia sua história para dizer tudo que ele soubesse sobre esse país, não somente a sucessão de suas dinastias, mas contando com simpatia os detalhes de sua religião, suas superstições e seus costumes. Sua obra é escrita num estilo reconhecido por todos como um modelo de simplicidade e correção, universalmente admirado. A HISTÓRIA por essa razão é recomendada como leitura até em nossos dias.
A HISTÓRIA de Heródoto não é só uma obra-prima artística, permanecendo como a fonte principal de informação para a história da pequena, mas valente Grécia na importante luta contra gigantesco império teocrático da Pérsia. Os gregos representaram a luta da liberdade do pensamento contra a tirania das antigas crenças. A narrativa feita inclui também muitas informações sobre a Ásia e sobre o Egito.
Heródoto possui a maior qualidade de um historiador, separando o que é verdade do que é falso ou incerto. Ao narrar as maravilhas dos países estrangeiros, ele fala com prudência e sem exageração. Seu testemunho, apesar de ter sido atacado repetidamente, foi sempre confirmado por pesquisas mais recentes. Por essa razão, no sentido mais elevado, sua obra, sendo muito mais do que uma crônica, começa a separar a narrativa da história das fábulas antigas.
Ainda sob a ação das crenças religiosas da Grécia, Heródoto não podia fazer uma história isenta da intervenção dos deuses. Os fatos lhe pareciam muito sutis e muito complexos para serem explicados de outra forma. Mas seu progresso fica assegurado quando os seus deuses já não agem com arbitrariedade e com ações caprichosas, mas passam a se comportar, como pensava Heródoto, de forma lógica regular e dentro de certas leis.
Para Heródoto, a experiência na vida das nações e nas vidas dos indivíduos, demonstrava a presença de uma justiça rigorosa feita pelo poder sobrenatural dos deuses. Dessa forma, ele prepara os dados para o estudo documentado do passado humano, reconhecendo a continuidade nos eventos históricos.
Heródoto deve ser colocado entre os pensadores que merecem nossa perpétua gratidão pela dedicação ao estudo sério da evolução da sociedade humana.


AMANHÃ: Tales e o pensamento abstrato científico e filosófico.


MARÇO 02. Demócrito: A teoria atômica do filósofo alegre.

DEMÓCRITO
Democritus
(nasceu cerca do ano 460 antes da nossa era, em Abdera, Trácia; morreu cerca do ano 370)

FILÓSOFO GREGO DESENVOLVEU A TEORIA ATÔMICA DA MATÉRIA

A evolução intelectual livre Iniciando a criação da ciência pura abstrata.
Pela primeira vez no mundo acontece nas cidades da Grécia Antiga que pensadores livres dedicaram sua vida a pesquisar o homem e o mundo. Isto é, a encontrar os fatos gerais e princípios que governam tudo que somos e que nos envolve. Mas a explicação não se baseou na vontade arbitrária dos deuses, mas foi feita usando a observação dos fatos. Antes a observação se destinava a imaginar a vontade dos seus poderosos deuses.
Desde o século 7º ao 5º antes da nossa era homens como Tales, Anaximandro, Heráclito, Demócrito se consagraram a fazer o universo explicado aos humanos. Eles expuseram a filosofia e criaram a ciência como duas forças novas para o progresso da humanidade.
A criação dos sábios gregos apresenta duas fases: a primeira, de Tales a Aristóteles estudou a filosofia unida à ciência. A segunda fase se deu depois de Aristóteles em diante desenvolvendo a ciência separada da filosofia. O estudo filosófico se enfraqueceu enquanto o estudo da ciência particular se fortaleceu.
A primeira semana do mês representa o nascimento do pensamento grego, durante o qual se tentou explicar o universo por algum princípio físico, fora das lendas religiosas. Ao mesmo tempo a ciência positiva, segura, comprovada, da Geometria se desenvolvia gradualmente. Tales é o principal representante da época.
A semana termina no domingo, com Tales como seu chefe.

Ver o Quadro 0226 C do Mês de Aristóteles da Ciência Antiga. O quadro mostra os grandes homens representantes da criação da ciência abstrata.

NOSSOS
ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.

DEMÓCRITO (460 aC-370) é conhecido como o “Filósofo que ri”, em comparação com o filósofo triste e melancólico que foi Heráclito. Ele nasceu em Abdera na Trácia. Ocupa um lugar de honra entre os numerosos pensadores nos primeiros tempos da Grécia. Nem a posse de riquezas, nem a promessa de poder eram capazes de afastar os gregos da pesquisa intelectual que representou a verdadeira necessidade do pensamento na época.
Desejando ganhar conhecimentos mais extensos do que poderia obter numa das cidades da Grécia, Demócrito passou um grande número de anos em viagem no estrangeiro, mantendo entrevistas com os mais sábios e mais ilustrados homens dos países que ele visitava. O saber assim obtido permitiu que ele mostrasse um grande conhecimento de astronomia com a observação rigorosa da natureza. Fica ele colocado desse modo, acima de seus predecessores. Os títulos de seus escritos perdidos, nos quais ele tratou de quase todos os ramos do saber, denotam um pensamento filosófico que, por sua extensão, se aproxima ao de Aristóteles. Sua reputação ganhou maior força pela sua teoria dos átomos.
A matéria pode se dividir em partes e essas partes por sua vez em outras partes menores. Mas essa divisão não pode ser levada até o infinito, porque isso não é concebível. Nossa razão que, de acordo com Demócrito, é uma fonte de saber, tanto como os nossos sentidos, nos obriga a crer que há um limite para essa divisão. Finalmente nós atingimos então as partículas de matéria que são simples e indivisíveis. Essas partículas ou átomos devem no pensamento de Demócrito, diferir umas das outras em grandeza e em forma. Ele deu às partículas o nome de “atomon”, que significa indivisível.
Os átomos devem estar constantemente em movimento, porque nada nos autoriza a supor que o movimento não seja tão antigo como a própria natureza. Dai se conclui que há um espaço para o movimento, espaço preenchido pelos átomos. Eles se combinam sem jamais,no entanto, estarem em contato. Eles estão separados por distâncias que variam, o que resulta no fato de que uma coisa se torne mais densa do que a outra. Como não há contato, se conclui que, mesmo na sua forma combinada, o movimento dos átomos não cessa jamais. Desse modo é que Demócrito explicava o universo e suas modificações. As doutrinas que ele apresenta foram aprendidas com seu mestre Leucipus, numa apresentação desenvolvida e sistematizada por Demócrito.
A teoria de Demócrito foi retomada cem anos depois por Epicuro. Lucrécio a adotou e a expôs na forma de poesia. A importância da teoria é medida quando foi adotada por Leibnitz e pelos cientistas de nossos dias. Demócrito fez a antecipação dos princípios modernos da conservação da energia e da irredutibilidade da matéria.
Nos temas da ética, Demócrito afirmava que a felicidade era o maior bem, a ser conseguido pela moderação, tranqüilidade e ausência do medo e da superstição. Atribuiu a crença popular nos deuses pelo desejo de explicar os fenômenos extraordinários como o trovão, o raio, os terremotos, por meio de um poder super-humano imaginário.

AMANHÃ: Heródoto o historiador e seu estilo admirável.



0301 C ANAXÁGORAS o filósofo naturalista blasfemo

MARÇO 01. Anaxágoras: o conhecimento nos vem por meio dos sentidos

ANAXÁGORAS
Anaxagoras
(nasceu cerca do ano 500, em Clazomene, Ásia Menor; morreu no ano 428, em Lampsacus, no Helesponto, Ásia Menor)

A evolução intelectual livre Iniciando a criação da ciência pura abstrata.
Pela primeira vez no mundo acontece nas cidades da Grécia Antiga que pensadores livres dedicaram sua vida a pesquisar o homem e o mundo. Isto é, a encontrar os fatos gerais e princípios que governam tudo que somos e que nos envolve.
Desde o século 7º ao 5º antes da nossa era homens como Tales, Anaximandro, Heráclito, Demócrito se consagraram a fazer o universo explicado aos humanos. Eles expuseram a filosofia e criaram a ciência como duas forças novas para o progresso da humanidade.
A criação dos sábios gregos apresenta duas fases: a primeira, de Tales a Aristóteles estudou a filosofia unida à ciência. A segunda fase se deu depois de Aristóteles em diante desenvolvendo a ciência separada da filosofia.
A primeira semana do mês representa o nascimento do pensamento grego, durante o qual se tentou explicar o universo por algum princípio físico, fora das lendas religiosas. Ao mesmo tempo a ciência positiva, segura, comprovada da Geometria se desenvolvia gradualmente. Tales é o principal representante da época.
A semana termina no domingo, com Tales como seu chefe.

Ver o Quadro 0226-01 C do Mês de Aristóteles da Ciência Antiga. O quadro mostra os grandes homens representantes da criação da ciência abstrata.

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.


ANAXÁGORAS (500 aC-428 aC) nasceu numa família de posição elevada em Clazomene, na Jônia. Ele foi ainda jovem para Atenas, que começava a entrar no mais esplêndido período de sua história.
Seu caráter nobre e grave, com a fama crescente de seu ensino, atraiu em torno dele um grupo de amigos e de alunos. Entre ele estava Péricles que foi seu amigo por toda a vida e sobre quem ele exerceu uma grande influência. Ele ensinou a Péricles, no relato de Plutarco, a aplicar sua razão à interpretação da natureza, a se livrar de uma superstição aterrorizante e árida por meio de uma religião de paz e de esperança.
Mas Anaxágoras teve o destino usual dos inovadores. Sua ciência foi falsamente representada como um ataque contra a religião. Ele foi acusado de blasfemo e só escapou da morte pela intervenção de Péricles, que não pode impedir seu banimento de Atenas. Ele se retirou par Lampsacus, onde morreu com as honras de seus habitantes.
“Que o dia de minha morte seja um dia feriado para seus filhos” – foi a resposta que Anaxágoras deu àqueles que lhe perguntaram como homenageá-lo. Essa foi a razão, conta Plutarco, por que esse aniversário continuou um dia de festa até o segundo século antes de nossa era.
Anaxágoras, do mesmo modo como Anaximandro, via na criação do mundo apenas uma simples transformação. Afirmava que as diferenças entre as coisas só se poderia explicar pela existência de elementos diversos de composição. De todo o tempo esses elementos existiriam, mas sem serem combinados e estavam num estado de caos; os elementos semelhantes estavam misturados com os dessemelhantes.
Então, quando o espírito aparece, dizia ele, coloca em ordem os elementos. É feita a reunião correta dos elementos e é assim que o mundo é formado. Mas qual é esse espírito? Para Anaxágoras esse não era um ser supremo fora do universo. Era também um elemento, e um elemento material. Apenas, como Aristóteles também o representa, era um elemento distinto dos outros elementos e mais sutil, mais puro do que os outros.
A partir do momento em que o espírito dá regra ao universo, existe um princípio de ordem que a ciência pode se esforçar para conhecer. Nós devemos considerar Anaxágoras como tendo sido o primeiro a sentir a importância dessa verdade e a ver que ela conduzia à negação do azar e do destino. Esses dois nomes, dizia ele, são apenas os nomes que usamos para designar a nossa ignorância.
É dessa forma que pertence a Anaxágoras o mérito de ter reconhecido, como Aristóteles o faz mais claramente, que todo conhecimento nos vem por meio dos sentidos. Ele estabeleceu a distinção, desenvolvida pela filosofia moderna, entre a realidade objetiva e subjetiva. Em outras palavras, entre a realidade externa ao sujeito, do objeto, e a impressão que o sujeito pode ter do objeto, a impressão subjetiva. A distinção se faz entre as coisas em si mesmas e as coisas tais como nos aparecem. Para ele, nosso conhecimento está limitado às coisas como elas nos aparecem, nos acontecimentos, nos fenômenos. O conhecimento está limitado à experiência, à observação. Nos seus dados pesquisamos as leis que comandam os fenômenos.

AMANHÃ: Demócrito o filósofo alegre.


0228 C HERÁCLITO um dos primeiros pensadores do ceticismo antigo

FEVEREIRO 28. Heráclito: A filosofia obscura do pensador misântropo.

HERÁCLITO
Heracleitus, Heraclitus
(nasceu cerca do ano 540 antes da nossa era, em Êfeso, Ásia Menor; morreu cerca do ano 480)

FILÓSOFO GREGO MISANTROPO DA COSMOLOGIA DO FOGO PRIMORDIAL

A evolução intelectual livre Iniciando a criação da ciência pura abstrata.
Pela primeira vez no mundo acontece nas cidades da Grécia Antiga que pensadores livres dedicaram sua vida a pesquisar o homem e o mundo. Isto é, a encontrar os fatos gerais e princípios que governam tudo que somos e que nos envolve.
Desde o século 7º ao 5º antes da nossa era homens como Tales, Anaximandro, Heráclito, Demócrito se consagraram a fazer o universo explicado aos humanos. Eles expuseram a filosofia e criaram a ciência como duas forças novas para o progresso da humanidade.
A criação dos sábios gregos apresenta duas fases: a primeira, de Tales a Aristóteles estudou a filosofia unida à ciência. A segunda fase se deu depois de Aristóteles em diante desenvolvendo a ciência separada da filosofia.
A primeira semana do mês representa o nascimento do pensamento grego, durante o qual se tentou explicar o universo por algum princípio físico, fora das lendas religiosas. Ao mesmo tempo a ciência positiva, segura, comprovada da Geometria se desenvolvia gradualmente. Tales é o principal representante da época.
A semana termina no domingo, com Tales como seu chefe.

Ver o Quadro 0226-01 C do Mês de Aristóteles da Ciência Antiga. O quadro mostra os grandes homens representantes da criação da ciência abstrata.

NOSSOS ANTEPASSADOS INESQUECÍVEIS
Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.


HERÁCLITO (540 aC-480 aC) é conhecido como o filósofo misantropo, anti-social ou triste. Nasceu em Êfeso no tempo da explosão da revolta jônica. No ano 546 antes da nossa era a Jônia revoltou-se contra o domínio da Pérsia, contando com a decisiva assistência da cidade de Atenas.
Os habitantes de Êfeso estranhamente não participaram de seus compatriotas da Jônia no curto conflito contra o império dos Persas. Por essa incapacidade de se reunir a favor de uma causa comum é que nós podemos explicar o desprezo que a filosofia de Heráclito sentia pela voz do povo e pelo governo da multidão. Foi o que levou Heráclito a se retirar da vida ativa.
Por direito de nascimento, ele poderia exercer na sua cidade a mais alta função política, que recusou. Quando foi banido seu amigo Hermodoro a amargura de seus sentimentos aumentou a tal ponto que ele se retirou da sociedade dos homens e passou a viver solitariamente nas montanhas. Procurou se separar de um mundo que lhe parecia completamente egoísta e cheio de coisas inúteis.
A filosofia de Heráclito lhe deu a qualificação de pensador “obscuro. Ele concebeu o princípio do Universo como um éter inflamado que não somente é a substância de tudo que existe, mas que constitui a inteligência universal.
Para ele não havia repouso na natureza, mas uma mudança perpétua. A produção de uma coisa sempre corresponderia à destruição de uma outra coisa e tudo deveria ser de novo mergulhado no espírito em fogo. O espírito de cada pessoa nada mais é do que uma parte infinitamente pequena retirada do espírito universal, o que causa a nossa tendência ao erro. Não será por meio do grande conhecimento que nós poderemos atingir a razão, mas sim nos colocando em harmonia com o todo, porque o que for puramente individual em nós só pode ser falso.
Vemos no pensamento de Heráclito em germe a filosofia de Zenão o Estôico e de Marco Aurélio. Mas a doutrina de Heráclito se aproxima mais do idealismo de Platão, que pensava que o maior esforço do espírito, afastado do mundo, seria para perceber um pouco dessa Verdade Universal com que será unido quando cessar sua prisão no corpo material. O mesmo idealismo aparece na filosofia moderna, com formas diferentes, em especial nos sistemas de pensamento de Fichte e de Hegel.
Heráclito e seu discípulo Crátilo se tornaram dos primeiros pensadores do ceticismo antigo ao defenderem que o mundo estaria no estado de fluxo tal que nenhuma verdade permanente poderia ser achada. Contrariava assim os filósofos eleáticos, que reduziam a realidade ao Uno, estático, imóvel. Dessa forma os eleáticos colocavam como falsa a observação por meio dos sentidos, a pluralidade e a mudança, negando que a realidade pudesse ser descrita pela experiência.


AMANHÃ: Anaxágoras filósofo naturalista blasfemo.