sábado, 14 de janeiro de 2012

0106 RÔMULO

0106 RÔMULO

06 DE JANEIRO: Rômulo o lendário deus protetor de Roma

RÔMULO
Romulus
(na lenda romana em cerca dos anos 300 e 200 antes da nossa era)

FUNDADOR LENDÁRIO DA CIDADE DE ROMA E SEU PRIMEIRO REI

Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.

RÔMULO pertence à ordem puramente lendária de heróis, daqueles deuses epônimos, que recebem seu nome dos lugares. Esse uso era encontrado entre os gregos. Rômulo é descrito na lenda como filho do deus Marte, deus da guerra, que é o nome do planeta vermelho. No fetichismo ou feiticismo os planetas eram os fetiches ou feitiços. Ao evoluir para a crença em deuses, Marte deixou de ser o fetiche e passou a ser a morada desse deus Marte. As terças-feiras nos países latinos têm o nome de martedias. É uma herança do politeísmo. Em inglês o nome é TUESDAY, do nome germânico de Marte Teiwaz, no inglês antigo Tiw.
Da mesma maneira que o grego Hércules, Rômulo é posto como tendo origem divina. Os deuses do politeísmo receberam o nome dos planetas, como comprovação da origem do politeísmo na Astrolatria, estágio final na evolução do culto no Fetichismo. Os planetas se tornaram os fetiches mais importantes, na sua condição de seres inaccessíveis. O deus da guerra já mostra o espírito de conquista que Roma desenvolveria por muitos séculos depois.
O nome de Rômulo, da mesma forma como o nome de seu irmão gêmeo Remo foi inventado a partir do nome da cidade que ele teria fundado e a qual ele seria o deus protetor.
Rômulo é descrito como um pastor na tribo romana onde nasceu. Essa indicação mostra o estado primitivo dos romanos, antes que se desenvolvesse como nação conquistadora. O espírito guerreiro fez com que a civilização romana não se tornasse teocrática, do mesmo modo como ocorreu com a Grécia. Em Roma o poder político pertenceu aos guerreiros, que dirigiam a nação.
Na lenda da fundação de Roma, consta que Rômulo e seu irmão gêmeo eram filhos de Rhea Silvia, filha de Numitor, rei de Alba Longa, cidade vizinha da futura Roma.
Numitor foi deposto por seu irmão mais novo de nome Amulius, que forçou Rhea tornar-se uma vestal virgem, obrigada à castidade. Fez isso para evitar que, se ela tivesse filhos, eles seriam aspirantes ao trono que havia tomado.
No entanto, Rhea deu nascimento aos gêmeos Rômulo e Remo, filhos do deus da guerra, Marte. Vemos que, na antiguidade, as moças muitas vezes eram engravidadas por deuses, por anjos ou por espíritos, já que os pais humanos não podiam ser declarados.
Amulius ordenou que os meninos fossem afogados no Rio Tibre, mas a cesta em que os gêmeos foram colocados flutuou rio abaixo e encalhou no lugar da futura cidade de Roma, perto do Ficus ruminalis, uma figueira sagrada dos tempos históricos. Essa lenda lembra a salvação de Moisés, do afogamento no rio Nilo.
Os meninos foram salvos e amamentados por uma loba nas encostas do Monte Palatino e depois descobertos pelo pastor Faustulus e criados por sua mulher, Acca Larentia.
Quando os dois gêmeos chegaram à idade adulta, os irmãos depuseram Amulius e colocaram de volta seu avô Numitor no trono. Eles resolveram construir uma cidade e escolheram o Monte Palatino. Nas disputas entre Rômulo e Remo, Remo foi morto e Rômulo tornou-se o único governante da cidade.
A cidade recebeu seu nome. Para aumentar a população, ele ofereceu asilo a fugitivos e aos exilados. Convidou a tribo dos Sabinos para um festival e seqüestrou suas mulheres. O casamento delas com seus raptores evitaram que a cidade fosse invadida pelos Sabinos. Foi feito um tratado entre as duas tribos, Rômulo aceitando dividir o poder com o rei Titus Tatius.
Como Titus morreu logo depois, Rômulo ficou de novo com todo o poder. Ele governou por longo período e numa grande tempestade ele desapareceu misteriosamente. Na lenda, ele teria sido levado para os céus por seu pai, o deus Marte, sendo Rômulo cultuado em Roma  com o nome do deus Quirino.
A história de suas guerras com os Sabinos e o estabelecimento deles em Roma deixam perceber a mistura primitiva das duas tribos. A associação de Rômulo com o rei Tatius dos Sabinos foi um precedente para o consulado duplo na República de Roma.
Rômulo foi adorado em Roma como uma forma do mesmo deus Marte, com o nome de Quirino, deus protetor da cidade de Roma. Como deus da guerra, seu nome tem sua importância como testemunho de que o povo romano já tinha consciência da sua natureza e de seu destino de conquistador para manter a paz entre as belicosas tribos da Europa antiga.

AMANHÃ: Numa e a origem divina das instituições sociais.

0105 LICURGO

0105 LICURGO

JANEIRO 05. LICURGO: legislador fundador da nação guerreira de Esparta.

LICURGO
Lycurgue em francês, Lycurgus em latim e inglês
(viveu nos anos 800 ou 600 antes de nossa era)

LEGISLADOR ESTADISTA FUNDADOR LENDÁRIO DA NAÇÃO GUERREIRA DE ESPARTA

Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a base da civilização do futuro.

LICURGO de Esparta é um legislador e estadista cuja vida tem poucas informações históricas, sendo considerado, pelo menos em parte, como um tipo mítico. Ele teria vivido no século 7º antes de nossa era, aC, antes de Cristo.
Os grandes tipos humanos do princípio da civilização grega são quase todos da lenda, míticos. Como não há outra origem, essas lendas descrevem com certa fantasia os feitos, o heroísmo, a coragem dos homens que chefiaram a evolução da sociedade. Não há como temer grande erro ou de grande ameaça que venham dos deuses antigos e modernos.
A história de Esparta mostra as condições do terreno na Grécia antiga, recortado pelo mar e pelas montanhas. O solo acidentado dificultava a formação das grandes civilizações da Teocracia. Os constantes conflitos entre tribos pequenas levavam ao predomínio dos guerreiros, que, nas Teocracias estavam subordinados aos sacerdotes. Assim se compreende a razão da evolução dos gregos, o povo que primeiro se livrou da Teocracia no mundo, podendo progredir fora do controle da casta sacerdotal.
È necessário notar que a divisão por castas foi um grande progresso quando as profissões eram ensinadas diretamente pelos mais velhos. A casta assegurou o desenvolvimento de cada profissão. Só mais tarde, com o recurso da teoria, as castas se tornaram uma opressão e se tornaram injustas ao impedir a ascensão dos mais competentes. Os gregos foram aqueles pioneiros que terminaram com o longo domínio da Teocracia com suas castas fechadas, que inicialmente foram oportunas e progressistas. Depois elas passaram a ser injustas e retrógradas.
Embora com pouca documentação histórica, não há dúvida que Licurgo fez grandes mudanças em Esparta. A tradição faz acreditar que ele acompanhou as leis que foram estabelecidas em Creta. Ou teria recebido essas leis do Oráculo de Delphi, muito respeitado pelos Dórios que formaram a nação de Esparta. Os oráculos eram lugares para a consulta aos deuses, feita por meio de um sacerdote, com várias maneiras de consulta, como às vísceras dos animais, ou pelos animais sagrados. São uma antiga instituição dos sacerdotes da Teocracia.
É certo que Licurgo, por meio de suas leis, estabeleceu uma constituição que transformou a nação espartana numa força militar. Os espartanos fizeram um juramento de não alterar as leis impostas por Licurgo até que ele voltasse. Então Licurgo foi para um exílio voluntário e nunca mais voltou.
A escravidão encontrada nas civilizações antigas é sempre lamentada como um grave erro. No entanto, a visão filosófica da história mostra que a escravidão antiga, foi, de fato, um progresso na evolução da sociedade dos homens. A ferocidade animal dos homens levava à morte todos os vencidos. Até que descobriram que os vencidos, conservados, poderiam trabalhar para os vencedores. Dessa forma, a escravidão branca foi uma etapa importante no progresso da sociedade.
Na mais antiga era o trabalho sempre foi realizado pela mulher, o homem se dedicando à guerra e à caça. Os homens primitivos, como os animais, eram indolentes, só agindo sob a pressão das necessidades imediatas. Eles eram incapazes de um trabalho cansativo e continuado. A escravidão se tornou o meio encontrado para ensinar o homem a trabalhar. A palavra trabalho tem origem num instrumento de tortura feito com 3 paus: do latim: tripaliu.
Hoje o trabalho é realizado por homens livres. Em certas doenças o trabalho é até usado como eficiente meio de cura. Não mais como o castigo de “ganharás o pão com o suor do seu rosto” que se encontra na bíblia.
As regras da constituição de Esparta mais típicas e duráveis foram:
   1 Combinação de diversas formas de governo segundo as quais os reis, o Senado e as assembléias populares participavam do governo;
   2 A escravização dos vencidos e dos membros da comunidade que não fossem espartanos.
Os escravos eram ameaça constante e para contê-los a classe dos guerreiros foi organizada com a reforma das leis, da propriedade privada e por meio de uma educação geral completamente militar. Todos os espartanos, homens e mulheres eram considerados militares, formando a nação a mais forte da Grécia na guerra.
Licurgo foi o fundador da fraternidade guerreira, mais do que um puro legislador de uma comunidade política.

AMANHÃ: Rômulo o lendário deus protetor de Roma.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

0104 ULISSES

JANEIRO 04. ULISSES: conquista de Troia com o presente de um grande cavalo de madeira.

ULISSES
Odysseus na língua grega, Ulixes em latim, Ulysses, latinizado e em inglês
(figura da lenda na religião politeísta dos gregos antigos)

HERÓI NA LENDA E NA POESIA DE HOMERO DEPOIS DO FIM DA TEOCRACIA NA GRÉCIA

Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.

ULISSES é um dos mais conhecidos heróis da literatura. De acordo com Homero na lenda da Grécia, ele foi um herói, rei da ilha de Ithaca. Seria filho de Laertes e de Anticleia, a filha de Autolicus de Parnassus.
A figura de Ulisses, inteiramente criada por Homero, é mostrada nos seus dois poemas, a Ilíada e a Odisséia. Deve-se notar que Homero viveu no tempo em que a casta dos sacerdotes da Teocracia na Grécia perdeu seu poder e passou a ser dominada pelos guerreiros. Os oráculos que eram numerosos e respeitados atestam a continuação dessa instituição religiosa mesmo depois de sua extinção.
O politeísmo, que era teocrático com castas, passou a ser um politeísmo militar, com a libertação dos pensadores, antes anônimos, na fechada casta superior dos sacerdotes. Só depois dessa liberdade é que passamos a saber seus nomes e a conhecer suas idéias.
O poder político da nação grega passou para a mão dos guerreiros, pela primeira vez no mundo. Essa libertação é que faz parecer que a filosofia começou apenas com os gregos. A liberdade do pensamento marca o início da queda gradual e contínua das crenças antigas. A filosofia e a ciência eram conhecimentos secretos só mantidos e desenvolvidos na casta religiosa que tinham sua exclusividade. Os gregos formaram uma etapa importante na evolução intelectual da sociedade humana.
Homero faz a criação de um Ulisses como um típico homem grego de rara sabedoria, muito eloqüente, habilidoso, corajoso e perseverante. Na Ilíada ele é o homem capaz de lidar com os conflitos pessoais entre os próprios gregos, tomando parte importante na reconciliação entre Agamenon e Aquiles.
No poema da Odisséia, em 24 volumes, Homero mostra as viagens de Ulisses, suas lutas e a volta com a recuperação de seu lar e seu reino e como conseguiu conquistar Troia com o “presente de grego”, gratuito, um cavalo de madeira cheio de guerreiros inimigos.
Ele é também o herói do segundo grande poema de Homero, a Odisséia.  Sua descrição é inteiramente criada pelo poeta e nos interessa por dois aspectos. É pessoalmente um tipo característico do homem grego. Socialmente, ele é o tipo dos primeiros chefes das tribos da Grécia antiga e dos primeiros aventureiros da navegação grega.
Pessoalmente Ulisses mostra uma personalidade notadamente com pouca predisposição inicialmente para fazer a guerra de Tróia. Ele não participava do prazer que outros chefes tinham pelo combate mais primitivo. Ele se satisfazia com os discursos, com o raciocínio, com a astúcia, com os ardis. Ulisses sentia um grande apego pelas suas terras na Ilha de Ithaca e por tudo que a elas se referia. Suas aspirações estavam em rever sua mulher e em viver e governar em paz.
Como chefe, nós vemos que ele gozava de uma autoridade completa e incontestada dentro de seu pequeno império e vemos que ele devia seu poder bem menos por seu nascimento do que por sua superioridade pessoal.
Mas o lado mais característico de sua história, que para os gregos tinha o maior encanto, consiste em que a Odisséia conta as aventuras de Ulisses passadas no mar. O poema nos leva aos tempos em que os gregos navegaram pela primeira vez no Mar Negro indo para o oriente e indo para o ocidente, no Mar Mediterrâneo, atingiram as colunas de Hércules, hoje o estrito de Gibraltar.
As enormes dificuldades de Ulisses no retorno de Tróia para Ithaca, representam, debaixo da roupagem da fábula, as viagens realizadas pelos navegadores gregos com finalidades comerciais. Foi quando a Grécia começou a entrar em competição com a Fenícia para ganhar a supremacia no mar.
Homero foi o grande poeta na idealização do nascer do Politeísmo Militar da Grécia antiga, que, muito mais tarde, iria permitir o fim do regime conservador das grandes civilizações da Teocracia, tanto do oriente como do ocidente.


AMANHÃ: Legislador que estabeleceu a fraternidade guerreira de Esparta: LICURGO.

0103 TIRÉSIAS

JANEIRO 03: lendário profeta conselheiro de oito gerações na Grécia: Tirésias

TIRÉSIAS
Lendário e famoso adivinho profeta grego da cidade de Tebas

Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.

Em todas as sociedades organizadas sempre se encontra a Religião como um sistema de ensino, orientação e consagração. É o resultado do sentimento social de natural associação, o altruísmo, nos indivíduos que se reúnem em famílias, em clãs, em tri bus, em nações e na globalização mundial. E que respeitam, temem e veneram os antepassados, resultando na coesão ao longo das gerações, na ligação de cada um na coerência dos seus atos individuais e religando o indivíduo em cooperação com o grupo. Desse modo os indivíduos mantinham sua autonomia pessoal, sua liberdade, sua convergência sendo realizada pelo sistema religioso, pela formação da opinião pública nos cultos, na poesia, nos festivais, nas cerimônias em comum. Os cidadãos em todas as sociedades eram livres, menos os vencidos nas guerras, conservados vivos como escravos, nos tempos antigos, antes da Idade Média feudal na Europa do ocidente.
Verifica-se em cada momento da evolução social o sistema religioso realizando o ensino da arte, da ética, do conhecimento e dos ritos de passagem. A importante classe dos formadores de opinião é constituída pelos magos, oráculos, adivinhos, pelos profetas, pelos sacerdotes.
O conhecimento científico moderno das religiões, dos deuses do presente e do passado exige perfeito equilíbrio no julgamento. Quem tiver uma crença religiosa, crendo em seus deuses poderosos, jamais será justo na avaliação dos deuses dos outros. Do mesmo modo, no estudo e no julgamento dos regimes políticos, quem tiver como infalível sua ideologia política e seu líder político, não poderá ser justo. O pesquisador deve observar os anais da História sem ficar contra nem a favor dos atores nos mais estranhos, odiosos e sangrentos acontecimentos históricos.
O grande tipo de Tirésias é da importante classe dos adivinhos inspirados. É parte da história e da lenda da cidade grega de Tebas. Como herói grego, ele se mostra com uma capacidade excepcional entre os outros heróis de ter tido uma existência miraculosa muito longa, compreendendo oito gerações, cerca de 200 anos. Durante sua vida ele foi o conselheiro e o profeta para todos os fatos públicos que ocorreram na cidade de Tebas.
Sófocles imortalizou a ação de Tirésias na peça ÉDIPO-REI em que ele adverte Édipo dos males que seus crimes lhe causaram. Na ODISSÉIA o grande Homero qualifica Tirésias como o único espírito dentro dos infernos com a capacidade de manter sua própria inteligência depois da morte. Ele conta como Odisseu ao retornar ao mundo dos vivos recebeu do deus Hermes uma folha que o tornou livre dos males da feiticeira Circe, filha do deus Hélios. Circe se enamorou de Odisseu e quando ele resolveu voltar, ela mostrou a Odisseu como achar nos infernos o espírito de Tirésias, o adivinho de Tebas para saber como fazer sua viagem de volta ao lar.
Uma lenda dizia que Tirésias ao chegar a uma colina, encontrou um casal de cobras venenosas acasalando que logo se voltaram contra ele. Tirésias matou a fêmea, com isso sendo transformado em mulher. Tornou-se então numa prostituta famosa. Depois de vários anos, ao fazer orações na mesma colina, encontrou outro casal de cobras venenosas acasalando. Então matou a cobra macho e foi transformado novamente, agora de mulher em homem.
De acordo com a lenda, Tirésias ficou cego por um motivo muito sério, que foi o fato de ter cometido o atrevimento de olhar Athena nua enquanto ela tomava banho numa fonte. Athena era uma das mais importantes deusas na mitologia grega. Na tradição de Roma foi adorada como a deusa Minerva e como Pallas Athenea.
Tirésias pertence à classe dos formadores da opinião onde se encontram os conselheiros religiosos. Os conselheiros constituem o Poder Espiritual que dirige os chefes do Poder Temporal. Na monarquia dos Hebreus eles formavam a classe dos Profetas.


AMANHÃ: Ulisses, o herói dos grandes poemas de Homero no calendário histórico.

0102 TESEU

JANEIRO 02: O grande herói lendário de Atenas: Teseu

TESEU
Theseus
(figura da lenda na religião politeísta dos gregos antigos)

REI E HERÓI UNIFICADOR E PROTETOR DA CIDADE DE ATENAS

Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.

Teseu é o lendário rei de Atenas. Ele é o herói fundador da cidade, como foram os outros tipos lendários de Cadmo e de Hércules (Heracles em grego). Eles lutaram e venceram sérios inimigos relacionados com tradições religiosas e sociais bárbaras ou selvagens.
Teseu foi considerado como o reformador pelos atenienses. Ele promoveu a unificação da Ática, colocando as pequenas povoações vizinhas sob o comando de Atenas. Tanto no caso de Cadmo como de Teseu não há meios de separar a lenda e os fatos históricos das narrativas que chegaram ate nós.
Egeu, rei da Ática, e Etra, sua mulher eram os pais de Teseu.
No decurso da sua vida deu provas de valor extraordinário, seguindo sempre o exemplo e os caminhos percorridos por Hércules. Derrubou e aniquilou muitos monstros, entre eles o famigerado Minotauro, que nasceu de Parsífae, mulher de Minos (filho de Júpiter e de Europa) e de um touro, que assolava tudo e só se alimentava de carne humana. Teseu raptou muitas mulheres, entre elas a bela Helena, mulher de Menelau, rei de Esparta, Ariadne, filha de Minos, rei de Creta, e Fedra, também filha de Minos, mas libertava-as prontamente, quando elas não consentiam no rapto.
Teseu desceu aos infernos para ajudar Pirítoo a raptar Prosérpina, companheira de Plutão. Porém Plutão surpreendeu-o e mandou-o amarrar a uma rocha, onde sofreu até que Hércules o veio desamarrar e pôr em liberdade. Além disso, auxiliou Hércules a cumprir um dos seus doze trabalhos: vencer as Amazonas, mulheres guerreiras da Capadócia, de cuja rainha, Antíope, ou Hipólita, teve um filho de nome Hipólito.
Foi mais tarde aprisionado pelos Epirotas, que o mantiveram em cativeiro e maltrataram até que conseguiu recuperar a liberdade. Logo em seguida recuperou os seus estados, invadidos durante o seu cativeiro, expulsou os invasores, retomou o trono e governou o seu povo na paz e na prosperidade.
As ações dos heróis Heracles (ou Hercules) e Teseu exemplificam um tema central na mitologia grega: o conflito entre a civilização e a barbárie selvagem. Cada herói confrontou e superou monstruosos adversários, mas afinal não gozou de tranqüila felicidade.
São os grandes tipos na formação da civilização que se tornou o berço do pensamento teórico do ocidente europeu. Com sua religião politeica militar onde a casta sacerdotal foi dominada pelos guerreiros, os gregos não conseguiam um sucesso permanente na guerra de conquista devido à topografia do país dificultar a comunicação e a unificação de suas cidades. Os cidadãos gregos tiveram então o lazer e a paz para se dedicarem ao trabalho intelectual e artístico.
Os gregos antigos assim se libertaram do domínio da Teocracia oriental, que mantinha o trabalho intelectual como o conhecimento só permitido para a casta secreta, a mais elevada e poderosa dos sacerdotes. Eles eram os dirigentes políticos na religião mais completa e estável entre todas as religiões dos homens. Os pensadores gregos criaram em liberdade as primeiras noções da ciência abstrata e da filosofia que podiam ser mostradas a todos os cidadãos da nação.
A libertação do pensamento na Grécia corresponde a uma importante fase da evolução mental da sociedade humana. A grande força da Teocracia do oriente eliminada, libertando a Europa para seu progresso por meio do politeísmo militar dos gregos e dos romanos. Só assim foi possível a formação da civilização mais adiantada do mundo na Europa ocidental depois do Império Romano e da Idade Média.


AMANHÃ: O lendário profeta da Grécia primitiva conselheiro de oito gerações: Tirésias.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

0101 03 CADMO

01 DE JANEIRO: O herói fundador e protetor da cidade grega de Tebas: CADMO

CADMO
Príncipe fenício Cadmus, ou Kadmos
Cerca dos anos 800 antes da nossa era

HERÓI E PROTETOR INTRODUZIU O ALFABETO ENTRE OS GREGOS

Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.

O conhecimento científico moderno das religiões, dos deuses do presente e do passado exige perfeita imparcialidade. Quem tiver uma religião, crendo em seus deuses poderosos, jamais será equilibrada. Do mesmo modo, no estudo e no julgamento dos regimes políticos, quem tiver como infalível sua ideologia política e seu líder político, não poderá ser justa.
Na mitologia grega Cadmo é tido como o príncipe fenício que fundou a cidade de Tebas na Grécia. Sua figura faz parte de muitas lendas religiosas. O rei da Fenícia, pai de Cadmo, mandou que ele procurasse a filha do rei Europa, sua irmã, que havia sido sequestrada por Zeus. Cadmo não encontrando sua irmã, consultou o oráculo de Delphi, que desistisse de procurá-la. Ele encontraria uma vaca que o levaria ao lugar onde deveria fundar uma cidade. Esse lugar seria onde a vaca parasse para descansar, chamado depois de Beócia, que significa “a terra da vaca”. Assim foi fundada a cidade de Tebas. A colina da acropolis dos templos era chamada de Cadmeia em homenagem a Cadmo.
Cadmo é considerado como o introdutor do alfabeto da Fenícia, PHOINIKEIA GRAMMATA, conforme diz Heródoto, na Historia, V. 58. Do fenício foi retirado o alfabeto grego. O alfabeto é constituido pelos sinais convencionados representando graficamente os sons da voz humana. Ele tem sua origem nos escritos hieráticos, religiosos, sagrados, dos sacerdotes egípcios. Esses, por sua vez, eram a forma cursiva, feita corrida sobre o papel, desenvolvida a partir do sistema de escrita dos hieroglifos.
Foi assim que os fenícios modificaram o alfabeto sagrado, hierático, difundindo pelo comércio por toda a Europa. Foi a condição indispensável ao progresso e o fundamento da civilização ocidental européia, a mais adiantada da época.
Cadmo representa a influência da civilização da Fenícia sobre o período inicial da Grécia, não somente pelas letras, mas por ter estimulado a arte, a indústria e a atividade marítima. Vê-se Cadmo, alem de ter introduzido o alfabeto, como o inventor da agricultura, dos trabalhos nas minas, da produção de bronze e dos metais e do culto de Dionísio, ou seja do uso do vinho. Ele é um herói ligado à cultura e à indústria, proclamado o heroi protetor da cidade de Tebas, tido como originário da Fenícia. O nome de Cadmus pode significar “ordem”, e pode ser usado para identificar aquele que produz ordem e civilização.

AMANHÃ:  O grande herói de Atenas: Teseu.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

0101 02 MOISÉS o valor de sua moralidade, religião e ética com um significado imortal

0101 02 MOISÉS  o valor de sua moralidade, religião e ética com um significado imortal

JANEIRO 01: À frente do povo, formou uma possante nação: Moisés no calendário histórico.

MOISÉS
Mês de Moisés: a Teocracia
Moshe, em hebraico, Moïse em francês, Moses, em inglês
 (viveu cerca do século 13 antes da nossa era)

FAMOSO LÍDER RELIGIOSO FUNDADOR DA TEOCRACIA DA NAÇÃO HEBRAICA

Maiores figuras humanas na antiguidade, preparando
a civilização do futuro.

MOISÉS é reverenciado na tradição judaica como o seu maior profeta e professor. Devido à importância de Moisés na história da evolução social, o judaísmo é por vezes chamado de Mosaísmo ou fé Mosaica na civilização da Europa ocidental cristã. Essa civilização mais adiantada foi educada por uma forma de judaísmo universal, o catolicismo do judeu Saul ou Paulo de Tarso. Se o judaísmo é uma aliança entre o Deus de Abraão com os filhos de Israel, o catolicismo é uma aliança entre Deus de Abraão e os filhos de todos os países do mundo, os gentios.
O valor de Moisés mostra sua influência na civilização moderna em sua moralidade, religião e ética, com um significado imortal.
A Teocracia como forma religiosa construiu grandes nações por muitos séculos, mostrando um vigor estável dominando vastas populações. A teocracia hebraica monoteísta sucedeu a teocracia do politeísmo do Egito, onde Moisés nasceu e foi instruído como sacerdote.
Constitui a Teocracia a fonte das classes sociais, formando pela primeira vez o acúmulo do capital, a utilização do dinheiro, com grande progresso social. Essa é a formação do capitalismo.
O politeísmo, com seus diversos deuses, com poderes em setores específicos da sociedade, deu lugar à criação de profissões especializadas, transmitidas de pai para filho, na forma hereditária. Foram assim formadas castas fechadas, cujo poder dependia dos poderes especializados dos deuses respectivos. A casta mais elevada era a casta sacerdotal, que tinha o poder de governo, o poder político unido ao poder das opiniões, do ensino e de consagração. O poder formador da opinião, pelo ensino, informação e consagração era na antiguidade sempre unido ao poder político, chamado de PODER TEMPORAL. O regime de castas foi a primeira forma de ensino das profissões. As castas se tornaram desnecessárias e com opressão injusta depois que se instituiu mais tarde o ensino teórico.
Os líderes da casta sacerdotal eram mantidos no anonimato, formando um corpo secreto, que mantinha o conhecimento mais adiantado como segredos religiosos, fonte do poder da corporação sacerdotal. Os guerreiros eram assim mantidos subordinados ao governo da casta mais poderosa. Quando os militares ameaçavam os padres ou sacerdotes, eles eram mandados a missões de conquista no estrangeiro. Mas os sacerdotes em geral tendiam a um regime de paz no interior do país, dedicando-se a atividades construtivas e de produção.
Para representar a Teocracia no calendário histórico não foi possível dar o nome de um líder da casta sacerdotal, mantido sempre secreto, desconhecido. Só com modernamente, com a escrita egípcia decifrada é que foi possível ter o conhecimento da história e dos nomes dos faróis e dos sacerdotes de outras teocracias.
A Teocracia judaica é um exemplo excepcional de uma Teocracia com a religião monoteísta. Outra exceção é o budismo, que, no entanto, tendeu a tirar do sacerdócio a sucessão hereditária.
O nome de Moisés foi escolhido como o mais importante representante então conhecido do regime teocrático ao tempo da criação deste calendário, em 1841 pelo filósofo francês Auguste Comte. Sabe-se que, embora monoteísta, a origem do mosaísmo foi no politeísmo do Egito, onde Moisés foi educado, recebendo toda a cultura secreta da casta dos sacerdotes egípcios. No Egito já havia setores sacerdotais monoteístas, na evolução natural do politeísmo. Moisés tornou-se um sacerdote egípcio monoteísta revoltoso, liderando a libertação de seu povo, os judeus, da escravidão debaixo do poder opressivo do Egito.
Moisés criou a nação religiosa conhecida como Israel, baseada na relação de Convenção ou contrato com Deus único, monotéico. Como supremo sacerdote, Moisés se tornou o meio e o intérprete do contrato divino, ditando os Dez Mandamentos, estabelecendo a Teocracia judaica.
Para a libertação do seu povo, Moisés tomou o lugar de representante do seu povo junto ao Faraó do Egito. Como ele era gago, seu irmão Aarão falava por ele, o representante de Jeová, seu Deus. Moisés realizou vários milagres na presença do rei, como mudar a água do rio Nilo em sangue e lançar pragas contra o Egito, sem obter a liberdade dos judeus.
Finalmente os hebreus foram autorizados a sair do Egito ou apenas fugiram, perseguidos pelo exército do Faraó até o Mar de Juncos, um alagado de papiros (que não o Mar Vermelho). Os judeus o atravessaram com êxito, mas os egípcios se afogaram.
Moisés organizou o seu povo, estabelecendo leis para cada situação, com um sistema de juízes e tribunais e regulando o culto divino. Seu último ato foi a renovação da Convenção do Monte Sinai com seu povo. Não é conhecida a forma de sua morte e nem o local do sepultamento.
Moisés foi um grande líder. É várias vezes mencionado na Bíblia cristã pelo grande israelita Saul ou Paulo de Tarso e pelos outros evangelistas. E a nação de Israel tem destacada participação na civilização moderna. O catolicismo pode ser visto como uma forma universal do judaísmo nacional dos judeus em versão modificada, criada por Paulo de Tarso para o governo e aperfeiçoamento da sociedade humana na Idade Média.

AMANHÃ: Teseu, o rei,herói e protetor da cidade de Atenas.