terça-feira, 9 de novembro de 2010

1109 CARLOS V

09 DE NOVEMBRO. o rei católico Carlos V da França: Guerreou e prendeu o papa Clemente VII por sete meses.

CARLOS V
Charles V Imperador do Santo Império Romano, Carlos I Rei da Espanha, Charles I Arquiduque da Áustria
(nasceu em 1500, em Ghent, Flandres, Bélgica; morreu em 1558, em San Jerónimo de Yuste, Espanha)
IMPERADOR LUTOU PELA UNIDADE POLÍTICA DA EUROPA CATÓLICA

Maiores figuras humanas na faculdade criadora para o melhoramento da vida humana
depois da Idade Média, pelo conhecimento que prepara a nova civilização industrial moderna.

CARLOS V herdou do rei Philippe, filho do Imperador Maximilien I e de Marie de Borgonha os Estados de Hapsbourg, o Franche-Comté e os Países Baixos. Da parte de sua mãe Joana, filha de Fernando e Isabel de Castela, ele governou a Espanha, Nápoles, a Sardenha bem como as colônias espanholas da América.
Em 1529, quando da morte de seu avô Maximilien, ele foi eleito Imperador. Não houve um governo de território tão extenso na Europa desde Carlos Magno. Charles V mostrou grande habilidade tanto na política quanto general na guerra como general na paz.
Carlos V era prudente em seus planos, resoluto na ação e excelente no julgamento das pessoas. Seu governo foi feito no meio de guerras na maior parte conduzidas por ele mesmo, em pessoa. A defesa da Europa do ocidente contra os turcos, que então eram muito bem armados tanto no mar como em terra, foi uma tarefa que conseguiu realizar.
As tropas espanholas eram então as melhores e nenhuma região contribuía tanto com impostos como os Países Baixos. Mas a potência militar de Carlos V não era tão forte como se poderia supor pelo tamanho de seus domínios. A França também era belicosa e rica, sua massa compacta, sua posição central, sua organização monárquica com comando único, faziam com que ela fosse capaz de manter o equilíbrio na Europa. Esse princípio então foi reconhecido pela primeira vez como a única garantia eficaz para manter as liberdades dentro da Europa.
Embora Carlos V fosse sem dúvida um católico sincero e até mesmo beato, ele estava resolvido a subordinar a Igreja Católica ao Estado. Ele fez guerra ao papa Clemente VII, que foi capturado em Roma e mantido prisioneiro durante sete meses, ao mesmo tempo em que queimava vivos os protestantes na Espanha e nos Países-Baixos.
Carlos V foi hostil ao movimento luterano do protestantismo, ao mesmo tempo por ser ele subversivo e porque tendia a tornar os príncipes e cidades mais independentes, como no feudalismo. A unidade de religião parecia ser, para Carlos V, indispensável, mas a questão da doutrina religiosa a seu ver era de mínima importância.
Em conseqüência, ele provocou a reunião do Concílio de Trento, de 1545 a 1563, na esperança de que um acordo pudesse aproximar o papa e os luteranos. Quando os protestantes se recusaram a participar do Concílio, e, sob o nome de Liga de Smalkalde, se mantiveram na defensiva, Carlos V os atacou e venceu na batalha de Mühlberg em 1547.
Mas essa afirmação da autoridade do Imperador alarmou até mesmo os príncipes católicos e eles se uniram a Mauricio de Saxe para forçar Carlos V a aceitar o tratado de Passau e a “paz religiosa” de Augsbourgo em 1555. Esse acordo deu a cada príncipe o direito de determinar a religião dentro de seus próprios Estados.
Desencorajado por esse golpe feito à sua política e por sua derrota na batalha de Metz, Caslos V renunciou ao governo do Império e aos Estados hereditários de Hapsburgo, que ele cedeu a seu irmão Fernando. Deixou o resto de seus domínios para seu filho Philippe II em 1556.
Carlos V se retirou depois para o mosteiro de Saint-Just na Espanha, onde morreu em 1558. Seus esforços para estabelecer na Espanha e nos Países-Baixos um governo fortemente centralizado foram mais felizes.
Carlos V teve uma grande importância na política de seu tempo.

AMANHÃ: Seu governo deu grande progresso à França e industrializou o país: Henrique IV.

1108 ISABEL DE CASTELA

08 DE NOVEMBRO.
Isabel de Castela: Forneceu a Colombo os meios para a descoberta de América.

ISABEL DE CASTELA
Isabel La Católica, Isabel I rainha de Castela e Aragão, Isabella I the Catholic
(nasceu em 1451, em Castela, na Espanha; morreu em 1504, em Medina del Campo, Espanha)

RAINHA DE CASTELA E ARAGÃO FEZ A UNIFICAÇÃO DA ESPANHA

O Calendário Histórico mostra a evolução multimilenar do homem por meio das maiores figuras humanas do melhoramento gradual da vida humana, devido ao progresso do conhecimento científico que prepara a nova civilização industrial moderna. São os estadistas da nova civilização que antes obedecia as normas políticas dadas pelo conhecimento que era sobre as divindades e passa ao saber político firme comprovado sobre o próprio homem e sobre o mundo e seus princípios gerais
Nesta semana da Política estão lembrados a partir da rainha Maria de Molina de Castela os estadistas italianos, espanhóis e franceses dos anos 1300, 1400 e 1500. Estabeleceram o governo central monárquico concentrado reunindo no rei os antigos poderes regionais dos barões do feudalismo.É a necessária unidade de comando no governo de um país. Com o enfraquecimento do cristianismo os reis tiraram do papa e dos padres muitas das funções religiosas. O rei Luis XI da França é o chefe da semana e a encerra.

ISABEL DE CASTELA, rainha de Castela e de Leão, casou-se com Fernando II de Aragão, em Castela com o nome de Fernando V de Castela. Após a conquista de Granada e de Navarra, esse casamento equivaleu, virtualmente, à unificação da Espanha. O país tornou-se, por um só golpe, uma potência preponderante na Europa.
Embora Fernando tivesse o título de rei de Castela durante a vida de sua mulher e que todos os atos fossem feitos ao nome “dos soberanos”, o poder supremo, em conteúdo como na forma, estava reservado a Isabel, que, até sua morte, tinha o mando no governo conforme sua vontade particular e independente.
Isabel possuía uma grande habilidade política, uma energia masculina, uma coragem heróica, uma firmeza inflexível, uma atividade incessante.  Todas essas qualidades estavam ao serviço de sentimentos muito nobres.
Deve-se ver com admiração o patriotismo esclarecido em muitos dos políticos dessa época. Em referência a Isabel, não pode ela ser acusada, como outros políticos, de ter jamais sacrificado a moral, tal como compreendida pelos melhores governantes. Os amplos princípios de justiça, os sentimentos de boa vontade, a piedade, a generosidade lhe foram sempre presentes. Isabel reuniu a um grau extraordinário a ternura da mulher com a energia do homem.
Isabel tinha 18 anos quando ela se casou, ela se tornando a rainha depois da morte de seu irmão, 5 anos depois, em 1474. O reino de Castela então estava desde longo tempo em anarquia. O projeto de governo para Isabel, como para todos os grandes príncipes dos séculos 14 e 15, era de reduzir o poder dos nobres medievais, fortificando a autoridade do rei, para inspirar a justiça, o rigor e a uniformidade da justiça, a alargar o território da nação até seus limites naturais e a resistir à interferência do papa na política.
Quando Granada, o último dos reinos mouros na península da Espanha, foi conquistado, uma política ativa pôs fim à pilhagem, as leis foram codificadas, os castelos desarmados. Isabel colocou sua mão pessoalmente na execução de todas essas medidas. Ela fez todas as expedições montada a cavalo, mesmo quando esteve grávida. Na guerra contra os mouros, ela se colocava por vezes com uma armadura à frente de suas tropas.
Será sempre um dos seus títulos de glória o fato de ter fornecido a Colombo os meios para cumprir sua grande missão de descoberta do novo mundo na América. E foi no tempo em que ninguém desejava escutar o descobridor. E o rei Fernando, marido de Isabel, foi um dos homens de Estado dos mais capazes de seu tempo, pela inteligência, pronto para a ação, um bravo soldado.
O único crime de seu reinado foi o tratamento que foi dado aos judeus, aos maometanos, aos heréticos. Mas a grande culpa vai para os seus diretores religiosos.
Assim foi a grande rainha da Espanha, um modelo de mulher na política, na modernidade.


AMANHÃ:Guerreou e prendeu o papa Clemente VII por sete meses: o católico Carlos V.

1107 PHILIPPE DE COMINES

07 DE NOVEMBRO. Philippe de Comines: O governo feliz e bom para o povo com justiça, boa fé e moderação.

PHILIPPPE DE COMINES
Philip de Commines, Commynes, Senhor d’Argenton
(nasceu em 1447, em Commynes, Flandres, Bélgica; morreu em 1511, em Argenton, França)
NOBRE ESTADISTA E HISTORIADOR FRANCÊS

Maiores figuras humanas na faculdade criadora para o melhoramento da vida humana
depois da Idade Média, pelo conhecimento que prepara a nova civilização industrial moderna.

COMINES nasceu em 1447, numa família nobre do distrito de Ypres, em Flandres ocidental e, portanto, sujeito ao governo de Charles o Temerário, duque da Borgonha.
Comines entrou para o serviço de Charles com a idade de 19 anos. Em 1472 ele deixou o serviço do duque de Borgonha para trabalhar com o rei Luís XI, rei da França. Tornou-se então, para o soberano, um homem capaz e digno de confiança, sendo bem recompensado. Comines, por seu lado, não poderia ter nem afeição nem respeito pelo duque Charles, um nobre feudal impetuoso, ávido de glória.
Comines tornou-se logo e por toda a vida, o mais fiel agente do rei Luís XI, que o empregava em missões diplomáticas. Com a morte do rei, ficou na oposição com a regência do reino e ficou preso numa jaula de ferro e condenado a pagar a multa de um quarto de sua fortuna.
Alguns anos depois, ainda recorrendo à sua grande habilidade e a sua experiência, acompanhou o rei Charles VIII da França em conflito na Itália e combateu a seu lado na jornada de Fornoue em 1493.
Em 1498 ele afastou-se da corte real, indo depois para Argenton, onde ele morreu em 1511.
Depois de seu retorno da Itália ele escreveu suas famosas MEMÓRIAS, Mémoires sur les règnes de Louis XI et de Charles VIII, publicadas em 1523. Elas constituem o monumento mais precioso que temos para o conhecimento dos reinados de Luís XI e de Charles VIII.
Esse texto encontra-se em muitas edições e traduzido para várias línguas, sendo uma obra do mais alto padrão histórico e literário. É um livro que deverá ser lido hoje e sempre. Seu estilo literário é apreciado, mas seu maior valor é ser uma obra política de um homem prático, um estadista. Ele estava ao corrente dos acontecimentos de seu tempo, conhecendo bem os homens que neles tomavam parte e tudo julgando com reflexão e sem paixão.
Para os leitores modernos, o tom dessa obra pode parecer cheio de cinismo. Deve-se lembrar que Comines era um     de seu tempo e esse tempo era o de Luís XI, de Fernando de Aragão, de Henrique VII e de Maquiavel. Uma era em que o completo divórcio entre a moral e a política tornava a hipocrisia inútil.
No texto de Comines nada de sentimental nem de entusiasmo é encontrado. A prudência e a firmeza são, para ele, sinônimos de virtude. A paixão, a fraqueza e a loucura não lhe inspiram nem piedade nem desgosto. Ele aprova a justiça, a boa fé e a moderação já que elas conduzem a um governo feliz e bom para o povo.
O interesse de Estado torna legítimos os meios postos em uso, qualquer que sejam. Ele crê que Deus recompensa e pune, mas a religião não é para ele um princípio de ação política. Seus motivos, como seus projetos, são estritamente humanos.
O julgamento do caráter e das ações do rei Luís XI da França é feito nas MEMÓRIAS com uma perfeita imparcialidade e muito discernimento. Ele é o rei que se aproxima de seu ideal do príncipe sábio e bom chefe de Estado, mais do que qualquer outro político. Comines tem por ele um grande respeito e admiração.
O fato de ter sido ele o único que manifestou esse sentimento para com o grande rei, nos faz pensar que essa é a medida da própria superioridade de Comines.

AMANHÃ: Forneceu a Colombo os meios para a descoberta de América: rainha Isabel de Castela.

1106 COSME DE MÉDICIS

06 DE NOVEMBRO.
Cosme de Médicis: Empresário aplicou seus lucros nas obras para o povo e para os pobres.

COSME DE MÉDICIS
Cosimo di Giovanni dei Medici, Cosimo il Vecchio, Cosimo Pater Patriae, Cosme de Medici o Velho, Cosme Pai da Pátria
(nasceu em 1389, em Florença; morreu em 1464, em Florença, Itália)
GRANDE EMPRESÁRIO FLORENTINO HÁBIL POLÍTICO

O Calendário Histórico mostra a evolução multimilenar do homem por meio das maiores figuras humanas do melhoramento gradual da vida humana, devido ao progresso do conhecimento científico que prepara a nova civilização industrial moderna. São os estadistas da nova civilização que antes obedecia as normas políticas dadas pelo conhecimento que era sobre as divindades e passa ao saber político firme comprovado sobre o próprio homem e sobre o mundo e seus princípios gerais
Nesta semana da Política estão lembrados a partir da rainha Maria de Molina de Castela os estadistas italianos, espanhóis e franceses dos anos 1300, 1400 e 1500. Estabeleceram o governo central monárquico concentrado reunindo no rei os antigos poderes regionais dos barões do feudalismo. É a necessária unidade de comando no governo de um país. Com o enfraquecimento do cristianismo os reis tiraram do papa e dos padres muitas das funções religiosas. O rei Luis XI da França é o chefe da semana e a encerra.

COSME DE MÉDICI nasceu em Florença, em 1389 como um menino pobre. Seu pai havia fundado um pequeno banco em Florença, que só mais tarde se tornou o famoso Banco Médici.
O pai de Cosme, Giovanni di Bicci dei Medici, decidiu correr um grande risco, dando um empréstimo a um antigo pirata. Foi para Baldassare Cossa, o ex-pirata que havia decidido mudar de vida e tornar-se padre católico.
Baldassare subiu na hierarquia da Igreja Católica e se tornou o Antipapa João XXIII. O papa colocou os Médici encarregados de cuidar da conta papal e de administrar as finanças da Igreja. Desse modo a família Médici se tornou a mais rica família da Europa.
Cosme, com a morte do pai, herdou tanto a sua fortuna como a vocação de seu pai para os negócios. Em 1433 Cosme foi exilado de Florença por Rinando degli Albizzi. Mas a opinião pública logo mudou, e ele voltou no ano seguinte, influenciando o governo de Florença e liderando o país com o seu exemplo pelo resto de sua longa vida de 75 anos. O tempo que passou afastado de Florença, ensinou a Cosme a necessidade de acabar com as divisões políticas que resultaram no seu exílio. Para consegui-lo, com a ajuda das autoridades, promoveu as necessárias alterações da lei.
A cidade de Florença se destacava então por suas produções artísticas e pela cultura geral de seus habitantes. Destacava-se também pelo espírito de bem público de seus moradores, de seu amor pelas instituições livres e de seus esforços para apoiar as outras cidades.
Os grandes lucros que Cosme de Médici obtinha no Banco e no comércio eram largamente aplicados a obras para o povo e a ajudar os cidadãos mais pobres. Cosme foi, por grande parte de sua vida, o verdadeiro chefe político de Florença.
A constituição política da cidade era ao mais alto ponto democrática, mas isso não impedia que Cosme ou seus amigos de estarem sempre no governo. A prudência era sua qualidade dominante. Ele o provou em sua bem sucedida administração, na sua moderação e ao evitar a ostentação de riqueza. Ficou famoso como protetor e financiador da literatura e da arte.
Cosme de Médici mostrou um elevado caráter e destacado exemplo de grande empresário moderno. Mostrou por sua ação que a atividade industrial pacífica pode se conciliar com o mais completo devotamento social e mesmo com uma habilidosa ação no governo político da pátria.
Por essa razão, seus concidadãos lhe deram o título de “Pater Patriae”, Pai da Pátria, que ficou inscrito em sua sepultura.

AMANHÃ: O governo feliz e bom para o povo com justiça, boa fé e moderação: Philippe de Comines.

1105 MARIA DE MOLINA

05 DE NOVEMBRO.
Maria de Molina: Vida apaixonante foi rainha por três vezes.

MARIA DE MOLINA
Doña Maria de Molina, Rainha de Castela.
(morreu em 1321)
RAINHA DE CASTELA CORAJOSA E PRUDENTE REINOU TRÊS VEZES

O Calendário Histórico mostra a evolução multimilenar do homem por meio das maiores figuras humanas do melhoramento gradual da vida humana, devido ao progresso do conhecimento científico que prepara a nova civilização industrial moderna. São os estadistas da nova civilização que antes obedecia as normas políticas dadas pelo conhecimento que era sobre as divindades e passa ao saber político firme comprovado sobre o próprio homem e sobre o mundo e seus princípios gerais
Nesta semana da Política Moderna estão lembrados a partir da rainha Maria de Molina de Castela os estadistas italianos, espanhóis e franceses dos anos 1300, 1400 e 1500. Estabeleceram o governo central monárquico concentrado reunindo no rei os antigos dispersos poderes regionais dos barões do feudalismo. É a necessária unidade de comando no governo de um país. Com o enfraquecimento do cristianismo os reis tiraram do papa e dos padres muitas das funções religiosas. O rei Luis XI da França é o chefe da semana e a encerra.

MARIA DE MOLINA, rainha de Castela, na Espanha, era filha de Alfonso de Molina e se casa em 1281 com o filho de Alfonso X de Castela, que mais tarde, em 1284, seria o rei de Castela, com o nome de Sancho IV. Alfonso X (1226–1284) era chamado de Alfonso o Sábio.
Doña Maria de Molina é uma figura histórica de relevante importância, sendo meia-irmã do rei Alfonso X. Seu casamento com Sancho IV, filho de Alfonso X, não teve a aceitação do rei nem a autorização do papa, por ser uma união entre parentes próximos, consangüíneos. Ela era a tia, e ele o sobrinho.
O casamento de Maria de Molina foi um matrimônio por amor, o que era usual entre os nobres e entre os reis. Os casamentos eram por eles considerados uma maneira de formar alianças políticas e militares, a fim de aumentar e manter suas terras e suas riquezas.
Maria de Molina logo procurou refazer a amizade entre seu esposo e seu pai, o rei Alfonso X, uma relação desfeita muito antes do casamento e que piorou depois do seu casamento com a tia, por amor. Ela não teve sucesso em reatar pai e filho, mesmo com muito esforço.
Com a morte de Alfonso X, seu filho Sancho IV foi posto como rei de Castela. Os conselhos de Maria de Molina foram então de grande importância. Ela procura por todos os meios a seu alcance acabar com as diferenças e lutas pela conquista do poder que havia na corte de Castela. Os filhos bastardos de Alfonso X, chamados “de la Cerda”, como Alfonso de la Cerda, não deixavam de criar mil e uma intrigas para acabar com o reinado de Sancho IV.
Sancho IV morre em 1295, o que obriga a Rainha a ficar com o governo como Regente enquanto seu filho Fernando IV fosse de menor idade. Fernando IV tinha então 9 anos de idade.
A situação política no reino de Castela era muito perigosa. Havia lutas permanentes do rei com os nobres de Castela para desmembrar e tomar o poder no Reino. Além disso, as relações entre os países como com Aragão, Portugal e França eram difíceis, já que eles procuravam se aproveitar da situação de instabilidade que o reino de Castela atravessava.
Durante o seu governo como regente, com habilidade, Maria de Molina deu poderes aos Conselhos do Reino para enfraquecer o poder dos nobres. No meio das maiores dificuldades, ela se conduziu com uma grande prudência e enérgica coragem, apesar de todas as ameaças. Em 1302, Fernando IV alcança a maioridade e toma as tarefas de governo.
Em 1312 o rei Fernando IV morreu e sua esposa também morre um ano mais tarde, obrigando Maria de Molina retornar ao governo. Ela voltou a ser a Rainha Regente representando seu neto Alfonso XI. Nessa nova Regência os sérios problemas políticos permaneceram como ocorria no período anterior. Maria de Molina continuou a mostrar suas elevadas qualidades políticas até sua morte em 1321.
A Rainha Maria de Molina, com seu talento pacificador, com uma distinta e clara inteligência e habilidade indica como deve governar um político na modernidade.
Maria de Molina é uma figura histórica sem precedentes. Teve uma vida apaixonante, para um destino muito singular: ser governo por três vezes, ao ser Rainha por três vezes.

AMANHÃ: Grande empresário moderno com devotamento ao trabalhador e habilidade política: Cosme de Médicis.


1105 POLÍTICA MODERNA

1105 POLÍTICA MODERNA

05 DE NOVEMBRO.

Mês da Política Moderna.
Neste dia, no calendário humanista secular histórico,
a homenagem é para a PolítIca Moderna, comemorado com o 12º Mês.

Política Moderna

Neste dia, no calendário histórico de Augusto Comte a homenagem é para a Polítca Moderna.
Maiores políticos na modernidade, após o fim da cultura feudal e cristã, ao iniciar uma nova civilização industrial e científica.

O período moderno mostrado no calendário vai do fim da Idade Média nos anos 1200, século 13, até a Revolução Francesa nos anos 1700, século 18. É uma época de profundas e importantes modificações na civilização da Europa do Ocidente, a mais adiantada da sociedade humana, que a globalização hoje vai levando com o progresso e a riqueza a todos os países do planeta.
Nos anos compreendidos nessa fase histórica, teve fim o sistema de governo do feudalismo e da religião medieval. Verificam-se então, na história, dois movimentos, que ocorrem ao mesmo tempo. Um movimento é de destruição, de revolta. O outro movimento procura construir uma nova civilização para substituir tanto o sistema político dos feudos e como o sistema de conhecimento no ensino e na liderança da sociedade por meio da formação da opinião, antes feito pela religião.
O movimento de destruição se dá com a continuação e desenvolvimento dos conflitos que haviam começado durante a Idade Média entre os diversos componentes do sistema católico-feudal. Componentes como o sacerdócio de um lado, o governo político de outro. O poder temporal, político acabou vencendo o poder religioso como já era visível no fim dos anos 1200.
A vitória completa do governo material em todos os países da Europa estava completa no fim dos anos 1300. Os papas foram degradados pela sua remoção feita de Roma para Avignon na França, de 1378 a 1376. E ainda mais enfraquecidos pelo grande cisma de 1378 a 1417. Os papas perderam, então, a notável presidência internacional que possuíam na Europa do Ocidente. Passaram então a administrar as terras dos seus Estados Papais na Itália.
A majestosa unidade da Igreja Católica foi virtualmente rompida pela formação das várias igrejas católicas em cada nação, subordinadas ao governo local. Os padres logo sentiram que a direção religiosa imposta pelo papa de Roma passou a ser feita por uma opressão forte e contínua de seu rei.
A Igreja Católica, dessa forma atingida em sua exemplar organização, não foi mais por muito tempo capaz de enfrentar o ataque dos livres-pensadores. Esse ataque se fez, primeiro, pelo protestantismo.
O protestantismo tornou-se a religião da nação nas populações que não haviam sido incorporadas diretamente pelo antigo império romano, como os ingleses, holandeses, escandinavos e alemães do norte.
O catolicismo continuou oficialmente estabelecido nos outros países, como na Alemanha do sul, Polônia, Hungria e também em toda Europa que fala as línguas latinas. No entanto, mesmo nesses países o espírito negativo destruidor continua a se difundir e a atacar cada uma das instituições e cada doutrina do catolicismo. Os primeiros reformadores pensaram em tomar apoio na Bíblia, mas essa solução é mais insustentável do que as lições dos sábios sacerdotes do catolicismo.
O poder político material, com sua expansão, ficou vitorioso e pela primeira vez, depois da queda do Império Romano, o Estado dominou todas as outras forças. O poder militar que dominava a Idade Média tornou-se uma tropa assalariada pelo governo temporal.
A passagem da civilização militar para a civilização industrial foi feito durante a Idade Média, que transformou os escravos antigos em servos dos barões e fez dos servos da Idade Média os trabalhadores livres da modernidade. Essa foi a maior das revoluções políticas já feita.
O movimento revolucionário de destruição fez a sociedade avançar até a anarquia pura, até chegar à Revolução Francesa de 1789. Após a revolução, o progresso das ciências e da técnica levou os intelectuais a aperfeiçoar os métodos de governo e até a criar as novas ciências sociais.
O governo político passou então a manter a ordem e a liberdade para o pensamento criador desenvolver uma política científica para a ordem, pela paz, e para o progresso, pela liberdade.
Para compreender o problema sociológico e político de nossos dias é obrigatório que o pesquisador conheça bem a história do final da Idade Média e as profundas mudanças que houve na sociedade européia, a mais adiantada civilização do mundo, na época. Fica bem claro que um estudioso que seja religioso, católico ou não, dificilmente poderá entender o problema político da modernidade nem conseguirá descobrir as leis científicas que possam governar o progresso da sociedade, por falta de imparcialidade. Só um pesquisador leigo, secular, poderá fazê-lo.
O mês dedicado à comemoração da política moderna coloca o elevado exemplo do Imperador Frederico II da Prússia como representante esclarecido do governo moderno, com a indispensável unidade de comando, mas defensor da plena liberdade de consciência e da cultura em todos os seus aspectos.
Frederico II é o modelo de governo do soberano leigo, secular, que ofereceu disciplina, justiça e plena liberdade, na manutenção da ordem material dentro da desordem das opiniões na modernidade.

AMANHÃ: Cosme de Médicis o Velho.

domingo, 7 de novembro de 2010

1105 FREDERICO II DA PRÚSSIA

1105 FREDERICO II DA PRÚSSIA

05 DE NOVEMBRO: Mês de Frederico, o democrático imperador da Prússia no calendário.

Frederico II, Imperador da Prússia.
O tipo humano homenageado dá o nome ao mês. O nome do mês é:

FREDERICO
Frederico II da Prússia, Frederico o Grande, Friedrich Der Grosse, Frederick The Great
(nasceu em 1712, em Berlim; morreu em 1786, em Potsdam, Alemanha)
IMPERADOR UNIU A ALEMANHA COM LIBERDADE E CULTURA SECULAR ILUMINISTA

O Calendário Histórico mostra a evolução multimilenar do homem por meio das maiores figuras humanas do melhoramento gradual da vida humana, devido ao progresso do conhecimento científico que prepara a nova civilização industrial moderna. São os estadistas da nova civilização que antes obedecia as normas políticas dadas pelo conhecimento que era sobre as divindades e passa ao saber político firme comprovado sobre o próprio homem e sobre o mundo e seus princípios gerais
Nesta semana da Política estão lembrados a partir da rainha Maria de Molina de Castela os estadistas italianos, espanhóis e franceses dos anos 1300, 1400 e 1500. Estabeleceram o governo central monárquico concentrado reunindo no rei os antigos poderes regionais dos barões do feudalismo. Com o enfraquecimento do cristianismo os reis tiraram do papa muitas das funções religiosas, tais como a diplomacia e a manutenção da paz. O rei Luis XI da França é o chefe da semana e a encerra.

FREDERICO II nasceu em Berlim em 1712, filho do rei Frederico Guilherme e neto de Frederico I. Como príncipe herdeiro, ele foi educado para ser um general na guerra e um cuidadoso administrador na paz. Mas ele mostrava preferência para a vida na sociedade, para a música e para a cultura francesa. Frederico dedicou-se logo com entusiasmo às atividades da administração e aos exercícios e técnicas de guerra. Ele casou-se em 1733. Nos tempos disponíveis, estudou filosofia, história e poesia. Correspondeu-se com os pensadores franceses, em especial com Voltaire. Escreveu o livro Antimachiavell, em oposição às doutrinas políticas do político e filósofo Machiavelli, onde Frederico defende o governo de paz e de cultura científica e artística.
Tornando-se imperador da Prússia aos 28 anos, em 1740, formou seu plano de governo com a manutenção da disciplina e os meios empregados por seu pai, mas com o ideal de aumentar o bem estar do seu país e deixar seus súditos contentes e felizes. Sua política não seria de enriquecer com o trabalho do povo, mas de fazer o país e seu povo mais rico. Frederico introduziu reformas importantes, como a abolição da tortura dos tribunais, chamada de tortura judiciária, então de uso geral na Europa. Fez proclamar a tolerância religiosa, dizendo: “que cada um seja livre de ir para o céu do modo como desejar”. A liberdade de imprensa foi amplamente praticada. No entusiasmo de Frederico pelo conhecimento e pela cultura ele convidou para sua corte Voltaire e outros pensadores importantes.
Ele afirmava que “um homem que procura pela verdade e que a ama deve ser considerado de muito valor em toda sociedade humana”. A ação de Frederico era muito original e voltou para ele a atenção de toda a Europa. Se ele não tivesse entrado em suas guerras, seria difícil imaginar a que ponto ele teria se aproximado de um governo ideal, tanto que ele foi altamente dotado de inteligência e de capacidade de ação.
Frederico foi um guerreiro, mas ninguém detestava mais a guerra do que ele. Ele sempre desejava a paz. Em 46 anos de seu reinado, ele passou 36 anos em tempo de paz. Na paz, ele esteve sempre, sem parar, ocupado em administrar seu reino seguindo as normas mais esclarecidas, as mais econômicas e mais lucrativas. Fiscalizava nos detalhes todos os ramos do serviço público, sabia o que cada um fazia em seu trabalho. A minúcia com que ele controlava tudo é quase inacreditável. Frederico levava suas próprias despesas ao mínimo. Ele não passava a maior parte do tempo no palácio, mas sim em sua casa de campo de Sans-Souci. Chegando à velhice, continuou a cumprir seus deveres de governo com uma paciência estôica até à morte.
Mas por que não se pode dizer que seu governo foi republicano? Sim, foi republicano, para o bem do público, bem do povo. Foi um imperador absoluto democrático, um governo para o bem do povo.
Frederico governou sem parlamento, não foi eleito, mas foi, na prática, o dirigente que colocou todas as suas forças para o bem comum, de todos. O governo unitário de um presidente ou um rei sem parlamento é, hoje, chamado de despótico, absoluto, autocrático. O que falsamente resultaria num governo autoritário sem liberdade.
Sempre se soube que o parlamento é um sistema que impede o governo de governar, que impede a governabilidade. É uma grande fonte de corrupção, que sempre mal visto pelo povo. Não há prova de que os parlamentares sejam indispensáveis para que possa haver uma verdadeira república democrática. Frederico mostra o espetáculo de um grande homem, culto, habilidoso, trabalhando como um escravo para o bem de seus cidadãos, para o bem do povo trabalhador.
A avaliação da vida de Frederico conduz a se ver nele um gênio prático que em capacidade política se aproxima de Júlio César e de Carlos Magno; um governo que fornece o melhor modelo de homem de Estado moderno, realizando o ideal de Hobbes, que foi a regra de manter a autoridade com ampla liberdade.
Autoridade e disciplina mantidas na administração material, mas desregulamentação com a liberdade de consciência, de opinião, de ensino, de religião. A invasão do governo político coercitivo na esfera da opinião, da consciência, da propaganda, é a principal característica do totalitarismo.
Frederico conheceu bem a noção mais importante na política moderna, a diferença entre o que é o governo dos atos, o poder temporal, e o que é o governo das opiniões, da consciência, que é o poder espiritual. E ele se manteve na sua própria esfera, somente na do governo dos atos, da atividade, apenas da administração material em meio da pluralidade de opiniões.
Não acreditando em deuses, nem na vida futura, é um exemplo brilhante e precioso do que os motivos puramente humanos, humanistas, podem produzir. Quando não são confundidos nem desnorteados pela direção rival de um objeto imaginário de amor e de adoração.

AMANHÃ: Cosme de Médicis o Velho, empresário industrial com dedicação social.